sábado, 23 de janeiro de 2016

Vale pode ser rebaixada novamente e se tornar lixo para o mercado

Vale pode ser rebaixada novamente e se tornar lixo para o mercado




A Vale continua a sofrer os estilhaços do desastre de Mariana.

Agora a Moody´s colocou o rating da Vale em revisão para mais um rebaixamento (downgrade). Contribuem para esse possível rebaixamento as quedas dos preços do minério de ferro, a desaceleração chinesa, o dólar forte, e os custos crescentes do desastre de Mariana.

No momento o rating da Vale é Baa3, rebaixado pela Moody´s em 10 de dezembro de 2015 de Baa2. Se a Moody´s rebaixar mais uma vez, a Vale entrará no rating Ba1 onde ficam as empresas consideradas junk, ou lixo, as empresas de grau especulativo e más pagadoras.

Os grandes fundos de investimentos são proibidos de colocar dinheiro em papéis de empresas com rating especulativo.

Caso a Vale seja realmente rebaixada as consequências serão tremendas o que irá comprometer seriamente a performance dos seus papéis na bolsa.

Baixe a cabeça, abrace os joelhos e prepare-se para o impacto.

Garimpeiros ainda buscam fortuna procurando pedras preciosas em MG

Garimpeiros ainda buscam fortuna procurando pedras preciosas em MG

Terras são exploradas desde o século 18, mas no estado existe uma área preservada em que o garimpo mecanizado não entrou.


Foi da febre do garimpo que nasceu Minas Gerais. A coroa portuguesa queria garantir que o ouro e as pedras extraídas no interior do Brasil não fossem roubados ou desviados. A estrada real seria o caminho seguro. E ela foi sendo aberta no século 17 por escravos, bandeirantes e tropeiros, seguindo o trajeto de antigas trilhas indígenas.
Era por lá que as pedras preciosas saíam das Minas Gerais e chegavam até o litoral do Rio de Janeiro. E embarcada em caravelas, nossa riqueza ia embora para Portugal.
Diamantina é a terra natal do ex-presidente Juscelino Kubitschek. Cidade das vesperatas com músicos tocando nas sacadas coloniais. As ruas se enchem de música e a festa enche a cidade. Passado e presente se misturam em harmonia quase todos os fins de semana de abril a outubro. 
A apenas dez quilômetros do centro de Diamantina, já na área rural, há um lugar que vale a pena conhecer. Natureza virgem, nem parece que são terras de garimpo. A família de Belmiro Nascimento explora as terras de Ribeirão do Guinda desde o século 18. Ele conduz a equipe do Globo Repórter pelo lugar que ele conhece desde menino. O que se fazia ali era o garimpo artesanal. Só com enxada, peneira e olhos muito atentos. A ocupação principal do Belmiro agora é o turismo. Naquelas terras nunca entrou garimpo mecanizado.
Não muito longe dali a realidade é completamente diferente. Areinha parece o fim do mundo, lugar perdido, destruído de tal forma, que não dá para saber como era antes. É ali que homens de todas as idades procuram a pedra dos sonhos. Pobre rio Jequitinhonha. É muito clara a lei estadual que deveria proteger os terrenos às margens dos rios. É proibido revolver sedimentos para a lavra. E também é proibido o exercício de atividade que coloque em risco o ecossistema. Mas não é exatamente o que está acontecendo ali. Máquinas e garimpeiros trabalham a todo vapor.
Pelo menos mil garimpeiros trabalhavam em Areinha até uma operação da Polícia Federal. Doze foram presos. Mas ainda há acampamentos em condições precárias, esgoto a céu aberto, gente cortando lenha. Homens e mulheres que culpam a falta de emprego na região. Na lei do garimpo, quem bota a mão na massa fica com, no máximo, 10% do que é achado. Se alguém enriquece, é o dono da máquina.
Um pequeno diamante bruto. Misturado a outras pedras, quem conseguiria distinguir?
Ao ser lapidado, perde metade do tamanho. E alcança a perfeição.
Equipe do Globo Repórter visita a casa onde Chica da Silva morou

Diamantina nasceu aos pés da Serra do Espinhaço, a única cordilheira brasileira. A cidade atrai equipes de cinema e seus filmes de época.
Um único homem recebia da coroa portuguesa o direito de explorar os diamantes. O mais famoso, o contratador João Fernandes de Oliveira, se apaixonou e se uniu com uma escrava: Chica da Silva. A equipe do Globo Repórter visitou a casa em que eles moraram, que está aberta à visitação.
Quando morreu no final do século 18, a ex-escrava recebeu as honras que eram devidas quase que exclusivamente às mulheres brancas e ricas. Foi sepultada no interior da igreja de São Francisco de Assis.
O que será que sobrou da fortuna de João e Chica? “Nada. Também eram muitos. Só de filhos ela e João Fernandes de Oliveira tiveram 13. E cada um desses filhos na época tiveram seus 10, 11 filhos. Então a minha bisavó teve 10 irmãos. Era muita gente”, conta Ana Catarina Pinheiro, jornalista e octaneta de Chica da Silva.
Mineiros que se espalharam por toda a região. Histórias que se entrelaçaram na estrada real.
Parque estadual é criado após população se rebelar contra garimpagem
Mais pra cima no mapa está São Gonçalo do Rio Preto. Na cidade, de pouco mais de três mil habitantes, também há uma casa de um descendente da Chica. E um parque estadual de encher os olhos.
Do centro de São Gonçalo até o parque são só 15 quilômetros de estrada de terra.
A paisagem é deslumbrante. O parque já tem 21 anos de idade e chega a quase 12.200 hectares de área. Nada no parque foi plantado ou replantado. A natureza se encarrega de tudo.
É raro encontrar animais no caminho durante o dia. Só pegadas e vestígios. Eles se escondem ao menor ruído. E a maioria sai à noite para caçar. Tudo é bonito e preservado, uma vitória do povo de São Gonçalo que se rebelou contra a garimpagem.

Bahia: Mina de extração de diamantes entrará em operação em junho


diamantes

Bahia: Mina de extração de diamantes entrará em operação em junho


A  primeira mina de diamantes  extraídos  diretamente da rocha na América do Sul entrará em operação comercial até  junho. O projeto Braúna – que está sendo implantado no município de Nordestina pela Lipari Mineração – terá capacidade para beneficiar 720 mil toneladas por ano de minério (kimberlito) e a produção estimada é de   300 mil quilates por ano.
Todo diamante será exportado para a Antuérpia, na Bélgica, onde o comércio do minério é tradicional. O projeto vai gerar 250 empregos diretos.  Cerca de 150 pessoas da região já foram treinadas em funções como motorista de caminhão fora de estrada, operador de máquinas pesadas e operador de planta. A implantação da unidade exigiu  investimentos de R$ 184 milhões. “Felizmente não tivemos que rever o nosso plano de negócios por conta do momento econômico. Estamos executando o que foi planejado, inclusive com contratações de novos empregados conforme a fase e demanda do projeto”, diz o presidente da Lipari, Kenneth Johnson

Angola aumenta produção de diamantes para quase nove milhões de quilates em 2016

Angola aumenta produção de diamantes para quase nove milhões de quilates em 2016

   O Governo angolano prevê um crescimento de 1,5 por cento da produção nacional de diamantes em 2016, para quase nove milhões de quilates, depois do recorde registado no último ano. Segundo a mais recente projeção do Ministério da Geologia e Minas, a perspetiva para 2016 passa por alcançar a produção de 8,962 milhões de quilates, entre as componentes industrial e artesanal (garimpo individual ou em cooperativas, sob licença do Estado), esta última estimando uma produção superior a 860 mil quilates.
"Dentro de cinco anos, com os novos projetos que estamos a preparar, esperamos mais do que duplicar a produção", assumiu o ministro da Geologia e Minas, Francisco Queiroz.
Angola atingiu em 2015 um novo recorde de produção de diamantes, com 8,837 milhões de quilates, o que rendeu ao país 1,1 mil milhões de dólares (cerca de mil milhões de euros), mas refletindo uma quebra de receitas de quase 200 milhões de euros devido à quebra generalizada na cotação internacional.
Depois do petróleo, os diamantes são o principal produto de exportação de Angola, país que está entre os cinco principais produtores mundiais.
Para Francisco Queiroz, o setor mineiro angolano - ainda a extração de metais como ferro e ouro - estará em condições, no "longo prazo", de se "equiparar ao petróleo", em termos de receitas geradas para o país.
"E num horizonte entre cinco a dez anos, de modo sustentável, poderemos [setor mineiro] ter um impacto muito maior no Produto Interno Bruto e na arrecadação de receitas fiscais", projetou o governante.
Segundo aquele ministério, o setor da geologia e minas conta com vários projetos em processo de financiamento e desenvolvimento mineiro, casos da prospeção e produção de nióbio (metal utilizado para produzir aço), na província da Huíla, de produção de ouro do M´Pompo, também na Huíla, e do projeto Tchiuzo, de diamantes, na Lunda Sul.
O mais estruturante dos projetos é a nova mina de diamantes do Luaxe, no interior norte de Angola, "o maior kimberlito" descoberto no país e que poderá duplicar a produção nacional, cuja produção arranca "nos primeiros meses de 2018" e que poderá garantir uma produção anual de cerca de dez milhões de quilates.
A mina de Luaxe deverá representar reservas à volta de 350 milhões de quilates e conta com uma previsão de exploração de mais de 30 anos, após um investimento estimado superior a mil milhões de euros.
O setor conta ainda com projetos para a extração de cobre nas províncias do Uíge e do Cuanza Sul.

Turmalina Paraíba é a mais cara do mundo

Turmalina Paraíba é a mais cara do mundo

Um grama da turmalina paraíba pode ultrapassar 100 mil dólares. Mais rara e mais cara do que a maioria dos diamantes, a pedra está entre as dez gemas mais caras do mundo. Cada quilate chega a valer US$ 50mil.
“Mas, afinal, o que significa a palavra paraíba?”, pergunta o Financial Times. Uma reportagem do diário financeiro britânico revela que o azul da turmalina retirada da mina da Batalha, no interior da Paraíba, virou moda na Europa. A coloração incandescente e única deve-se a uma combinação de traços de cobre e manganês dentro da pedra. Assim, paraíba tornou-se denominação de um tipo de azul, único no mineral encontrado por aqui.
A turmalina paraíba é utilizada pela grifes brasileiras Amsterdan Sauer e H. Stern, além das internacionais Dior e Tiffany & Co UK.

Anel da Amsterdam Sauer: 15,25 quilates em turmalina Paraíba e 2,59 quilates em diamantes. Montado em platina custa R$ 1,170 milhão.


Da joalheria Tiffany´s, o anel é feito só sob encomenda. Apesar da pedra ser brasileira, não esta disponível no Brasil. Seu custo é de U$$127 mil
Feita pela Tiffany´s, o pingente é a jóia mais cara da grife. Montada com 254 diamantes e com a turmalina Paraíba, equivalente a 3,5 quilates. O preço é de U$$ 248mil.