terça-feira, 26 de janeiro de 2016

Anel de noivado de Mariah Carey está avaliado em R$ 30 milhões

Anel de noivado de Mariah Carey está avaliado em R$ 30 milhões

Segundo 'Daily Mail', a peça foi desenhada por Wilfredo Rosado, amigo e joalheiro de Mariah há mais de 25 anos.


Mariah Carey e o bilionário australiano James Packer (Foto: Grosby Group/Agência)Mariah Carey e o bilionário australiano James
Packer (Foto: Grosby Group/Agência)
Mariah Carey foi pedida em casamento, na semana passada, pelo bilionário australiano James Packer. Segundo o 'Daily Mail',além do jantar romântico, o empresário presenteou a cantora com um anel de diamantes de nada menos que R$ 30 milhões (aproximandamente US$7,5 milhões).  A peça foi desenhada por Wilfredo Rosado, amigo e joalheiro de Mariah há mais de 25 anos.
O anel, feito de platina, leva um diamante de 35 quilates.  O estilista falou à Vogue sobre o acessorio. "É épico. É um anel de noivado épico para um momento épico na vida de Mariah", diz. "Packer queria algo que fosse raro, belo e especial. Foi, sem dúvida, a joia mais desafiadora que eu já tive que criar. Foi super estressante", diz ele, que fez a peça em duas semanas com a ajuda de um batalhão de designers.
Mariah e James se conheceram durante uma pré-estreia em Aspen, em 2014, mas começaram a namorar em junho do ano passado.
Este será o terceiro casamento de Mariah. Ela foi casada com o empresário Tommy Mottola de 1993 a 1998 e com Nick Cannon por sete anos, com quem teve os gêmeos Monroe e Moroccan, de 4 anos. Já James também foi casado por duas vezes e tem três filhos.

domingo, 24 de janeiro de 2016

Diamante os 4Cs de um diamante


Diamante os 4Cs de um diamante

Diamante
os 4Cs de um diamante
É com satisfação que recebemos mais uma colaboradora
da Revista Joias&Design, Livi Pires. Como Ourives e Designer de
joias experiente, temos certeza que ela pode contribuir,
e muito, para o objetivo da revista - trazer informação para o
estudante e profissional do ramo joalheiro.
E como não podia deixar de ser, a matéria feita por ela traz um
clássico da joalheria - o diamante!

Meu primeiro texto para a revista Joias&Design, da Editora Leon - é uma honra poder alcançar um outro público. Exemplificar o diamante e desvendá-lo, significar seu valor e glamour, foi isso que as joalherias do mundo todo fizeram até hoje. O marketing foi tão bem feito, que conseguiram com que a pedra - que antes servia somente para lapidar outras pedras - virasse desejo de toda mulher. Com figuras públicas como Audrey e Marilyn, o diamante foi glamurizado e eternizado como 'BFF' Best Friend Forever. Com a descoberta dos diamantes coloridos, essas joias ganharam status de peças raras, e seus altos preços as levaram à classificação de exclusivas.
Informações técnicas sobre gemas são sempre importantes para quem atua na área de designer de
joias, por isso, trago neste artigo as informações sobre os 4Cs dos diamantes e algumas curiosidades.

Os 4Cs de um diamante
Mais que um investimento, um diamante representa uma expressão de afeto e amor; sua compra deve ser uma experiência segura e agradável. Pensando nisso, o GIA (Gemological Institute of America), desenvolveu um padrão de classificação de diamantes que é o mais aceito em todo mundo e que mudou a forma como os diamantes são comercializados. Este sistema, conhecido como "Os 4 Cs" se baseia na classificação dos diamantes com referência às suas 4 características básicas, que são:


1ºC - Carat
O quilate é uma unidade de medida de peso que representa 200 miligramas,
ou 1/5 de uma grama. Um diamante de 1 quilate pesa, então, 0,20 gramas.
O quilate se subdivide em 100 unidades chamadas PONTOS. Desta maneira,
um diamante de 30 pontos possui 0,3 quilates de peso.
Considerando-se o mesmo tipo de lapidação, por exemplo o “Brilhante”,
quanto maior o peso (quilate) maior será a pedra. Veja abaixo:

2 ºC - Color
Para facilitar a comunicação entre compradores e vendedores de diamantes, o GIA criou um padrão de classificação de cores de diamantes que se inicia na letra D e termina na letra Z. Quanto menos cor um diamante apresenta, maior sua classificação na escala. Diamantes com classificação de cor entre D e F são considerados incolores, sendo D a classificação usada para diamantes totalmente sem cor. A medida que o diamante vai apresentando mais tons de amarelo, ele vai descendo na escala, até chegar na classificação (letra) R. O preço de um diamante diminui quanto mais cor ele apresentar. A partir da letra S, o diamante é considerado “fancy” e classificado de maneira diferenciada. A ABNT/IBGM utiliza a seguinte definição, em português, para traduzir a escala de cor do GIA:


3ºC - Clarity
O diamante deve brilhar com profusão e apresentar um "fogo interno" digno da mais valiosa das pedras preciosas. O grau de pureza do diamante se refere à presença (ou não) de inclusões e manchas que possam diminuir seu valor. No Brasil estas manchas e inclusões são também conhecidas como "jaça". A avaliação de pureza do diamantes é feita pelo profissional, utilizando a lupa de mão de 10X ou microscópio gemológico com lente de 10X. A quantidade, tamanho, posição e natureza das imperfeições (jaça) definem o grau de pureza do diamante. Um diamante classificado IF (Internally Flawless - Internamente livre de inclusões) é considerado o mais puro. A ABNT/IBGM utiliza as seguintes definiçôes, em português, para traduzir a escala de pureza do GIA (ver quadro próxima página):

4ºC - Cut
A classificação de corte do diamante diz respeito a como o diamante foi cortado e lapidado. Esta classificação não deve ser confundida com o tipo de lapidação do diamante (Brilhante, Navette, Oval, etc). O corte é o mais importante dos 4 Cs e diz respeito à qualidade de sua lapidação. Uma lapidação bem feita garante ao diamante um brilho e fogo, que o faz
se diferenciar das outras gemas. A lapidação consiste em dois parâmetros muito diferentes: as proporções (ângulos e alturas) e o grau de acabamento (simetria e polimento), que traduzem, antes de qualquer coisa, o cuidado e a experiência com que a gema foi tratada no momento da lapidação. A figura ao lado, refere-se ao corte “Brilhante”, considerado ideal. Todos os ângulos e proporções foram cientificamente definidos para garantir a melhor performance da luz dentro do diamante e seu retorno aos olhos do observador, criando as cores e brilho que se vê em um diamante de alta qualidade
Corte Brilhante
.Quanto melhor o corte, lapidação, simetria e polimento do diamante, melhor o retorno de luz e por sua vez, maior seu valor. A ABNT/IBGM utiliza as seguintes definiçôes, em português, para traduzir a escala de corte do GIA:




Curiosidade
1 - Diamante Rosade 59,60 quilates, vai causar frenesi dia 13
de novembro pois o leilão promete chegar a valores de $ 60 milhões. 2 e 5 - Diamantes Harry Winston para os fãs de pedras preciosas, o diamante Hope (45,52 quilates) e a Estrela do Oriente (94,80 quilates).
3 - O belo diamante azul de Wittelsbach, de 35,56 quilates.
Lembra a lenda do diamante azul Hope, que teria sido supostamente roubado de um templo sagrado da Índia. Quando os nativos descobriram o roubo, colocaram uma maldição sobre aqueles que por ventura obtivessem a pedra sagrada.
4 - Diamante de 118 quilates, impressionante!
6 - Diamante azul de 7,5 quilates é um tesouro oferecido
para os amantes do hipnotizante tom azul, e vai estar à venda na Sotheby Hong Kong, junto com o diamante de 118 quilates.

Pedra semi-preciosa - Lápis-lazúli


Pedra semi-preciosa - Lápis-lazúli

Lápis-lazúli

força divina e vida infinita
O uso do lápis-lazúli vem dos primórdios da história humana, há mais de 7.000 a.C. ele era usado, no Antigo Egito, em forma de amuletos e ornamentos. Foi encontrado em tumbas egípcias em forma de joias, escaravelhos e esculturas. Acreditavam que essa gema reunia toda a força divina e a vida infinita. Romanos e Gregos utilizavam essa pedra como forma de proteção e de amizade. Em algumas crenças, na Antiguidade, o lápis-lazúli era visto como o símbolo da verdade e, em outras, era visto como um portal para o mundo espiritual.
A primeira parte do nome, lápis, em latim, significa pedra. Lazúli é derivada do persa lazhward, que significa azul. Há também, outras descrições da origem do nome vindo da palavra arábica “azul” (céu) em composição com a latina “lápis”. Lápis-lazúli é uma rocha, e não um mineral, já que é composto por vários minerais em quantidades variáveis: lazurita (25% a 40%), calcita e pirita. Pode conter, ainda, a presença de outros minerais, como sodalita, por exemplo. De cor azul intensa, é utilizada como gema ou como rocha ornamental. A princípio uma simples rocha azul que, depois de lapidada,se torna apreciada por seu azul magnífico e brilho vítreo. Achados em escavações sugerem que o lápis-lazúli também era utilizado como pigmento e maquiagens. Os lápis pulverizados foram usados por egípcias como uma sombra para os olhos. Na Idade Média e Renascença o uso em pinturas por artistas ganhou espaço, com a intenção de criar pinturas com azul brilhante. O pó de lápislazúli, depois de processado para remover as impurezas e isolado o componente lazurita, dá origem ao pigmento ultramarino. Na joalheria, apesar de seu baixo preço, o lápis-lazúli pode ser encontrado em muitas coleções de designers de joias, aumentando seu valor ao ser utilizado com diamantes e ouro. É muito usado em joias masculinas, prendedores de gravata, abotoaduras e anéis com cabochões. É considerada uma pedra clássica, quando associada à prata e pérolas.
Características gemológicas
As variações da composição do lápis lazúli também geram variações nas propriedades descritas abaixo. Sistema cristalino: nenhum (lápis-lazuli é uma rocha). Lazurita, o constituinte principal, é isométrico, Fórmula química: NA8 (Al5 Si6 O24) S2, silicato de alumínio e sódio com enxofre. Dureza: 5 a 6 mohs Densidade: 2,50 - 3,00 Transparência: opaco. Cor: azul, mesclado com branco da calcita e grãos dourados da pirita. Brilho: vítreo, gorduroso a maçante. Fluorescência: branca. Fratura: concóide. Os lápis mais valiosos vêm da área de Badakshan, no Afeganistão. Esta mina é uma das mais antigas do mundo, produzindo continuamente por mais de 7.000 anos. Além dos depósitos afegãos, os lápis são encontrados nos Andes perto de Ovalle, Chile, onde são geralmente mais pálidos que o azul-escuro e manchados com calcita. Outras fontes menos importantes são a região do Lago Baikal na Rússia, a Sibéria, Angola, Myanmar, Paquistão, EUA (Califórnia e Colorado), Canadá e Índia. 

Cor e tratamento
Para o lápis-lazúli, a cor mais apreciada é o azul intenso, com pequenas manchas de pirita dourada.
Não deve apresentar veios brancos de calcita visíveis a olho nu. Pedras que contêm muita calcita ou pirita não são tão valiosas. Mas, os grãos de pirita são importantes para identificar a pedra como genuína. Lápis-lazuli é essencialmente opaco. A porcentagem de lazurita determina a intensidade do azul, quanto mais lazurita, mais escura é a gema. Também é encontrada em outros tons de azul. Sua cor pode variar de violeta profundo e azul royal à azul turquesa ou azul esverdeado. A combinação de diferentes minerais, no total, determina a cor.

Tratamento
O lápis-lazúli tipicamente não é tratado ou reforçado. No entanto, alguns materiais mais leves podem ser tingidos para resultar em azuis mais profundos. O reforço de coloração é usado principalmente quando há muitas inclusões de calcita branca. A impregnação de resina também é usada para melhorar a cor, mas são tratamentos instáveis e tendem a desaparecer com o tempo. Frequentemente são muito escuros e ficam azul-acinzentados.
Sintéticos e imitações
O espinélio sintético azul já foi usado como uma imitação de lápis-lazúli, mas raramente é visto hoje. Várias formas de vidro e plástico também são comumente vistos como imitações. Há lápis-lazúli sintéticos disponíveis conhecidos como “lápis Gilson”. Jaspe tingido é muitas vezes referido como “lápis suíços”
Avaliação
Lápis-lazúli de ótima qualidade são raros. Os preços desta gema dependem, em grande parte, por sua beleza e a intensidade da cor. O mais popular e, consequentemente, mais caro é um azul intenso, profundo. É por isso que os preços de peças de joalheria com lápis-lazúli variam amplamente, de caro e luxuoso para muito simples e barato. Geralmente, as contas redondas, fusos e cilindros tem preço mais baixo e joias feitas com este tipo de lápis-lazúli estão disponíveis em grande variedade, sendo usadas em rosários, por exemplo, há séculos.


Lapidação
O lápis-lazúli é cortado semelhante a outras rochas ornamentais. Cabochões são comuns, assim como chapas polidas planas. Formas redondas, ovais e em forma de coração são populares. No entanto, pedras finas podem ter rachaduras, o que diminui a durabilidade.
Esculturas e figuras também são comuns. Quando usado em anéis, o lápis-lazúli precisa de cuidados especiais por apresentar dureza de 5-6 Mohz, que é equivalente.

Cuidados
Essa gema é mais macia do que muitas pedras mas, com cuidados, as joias e ornamentos feitos de lápis-lazúli podem durar por muitas gerações. Eles são sensíveis à pressão forte, altas temperaturas e produtos químicos agressivos e de limpeza. A maioria dos lápis-lazúli podem ser limpos com água morna e sabão. Se tiverem sido submetidos à tingimento ou tratamento, isso pode desestabilizar a cor. Para lápis-lazúli tingido ou tratado, é melhor testar a limpeza em uma pequena área primeiro para garantir a estabilidade. Limpe as pedras usando apenas um pano macio e não se esqueça de enxaguar bem para remover qualquer resíduo de sabão. Nunca utilize joias com essa gema ao praticar esportes ou tarefas domésticas. Armazená-lo separadamente de outras gemas e joias, envolvido em pano macio para evitar arranhões e fraturas.
Mitos e lendas
Lápis-lazúli é considerado, por muitas pessoas ao redor do mundo, como a pedra de amizade e verdade. Os historiadores acreditam que as crenças ligadas ao lápis-lazúli tem mais de 6.000 anos por ele ter sido altamente valorizado nas civilizações antigas, como a egípcia, mesopotâmica, chinesa, grega e romana. Na Antiguidade e na Idade Média, as pessoas acreditavam que o cosmos se refletiu em pedras preciosas. Esses poderes de cura das gemas continuam a ser uma questão controversa, mas foram mencionados durante séculos pelos curandeiros e xamãs ao redor do mundo. O lápis-lazúli é associado ao planeta Júpiter e acredita-se que ele ajuda a tratar dores de cabeça, de garganta, varizes e problemas de fertilidade.


Gemologia Um estudo quase obrigatório

Gemologia

Um estudo quase obrigatório

Pensando um pouco mais naqueles que ainda estão começando, estudando ou se aperfeiçoando no estudo do design de joias resolvermos abrir esta seção com algumas informações sobre gemologia. Você verá que a gemologia é um estudo quase que obrigatório para o designer de joias.

Antes de falar sobre gemologia vamos entender o que é gema. Até poucas décadas o nome “pedra preciosa” era usado para designar o diamante, o rubi, a safira e a esmeralda, consideradas pedras valiosas por serem as mais usadas na produção das joias. Hoje, sabemos que existem outros minerais, como a ametista com pedras, que podem valer mais que uma esmeralda. Existe a kunzita spodumena (pedra cor de rosa) que pode valer mais do que diamantes. Alguns materiais orgânicos como a pérola e o âmbar também tem sido usados em adornos pessoais e agregado valor a essas joias. Com tanta abrangência e valorização de substâncias no mercado joalheiro, como é possível determinar o valor desses elementos e compará-los? Como saber se um rubi é verdadeiro ou é uma imitação? Frente a essas necessidades nasceu a Gemologia.
Gemologia
A Gemologia é uma especialidade da geologia que estuda os aspectos físicos e químicos do materiais de valores gemológicos, sejam eles de origem orgânica ou inorgânica, que são usados como adorno pessoal ou decoração de ambiente. Para que uma material tenha valor gemológico é necessário que tenha simultaneamente beleza, raridade, tradição, moda e durabilidade. As gemas são substâncias que apresentam valores estéticos como a cor, a forma(lapidação) e a durabilidade considerando-se suas características e propriedades físicas e químicas. A Gemologia também se dedica a distinguir as gemas obtidas por síntese, suas imitações, bem como descobrir os diversos tipos de tratamento usados para melhorar sua aparência e valor. Estuda também a origem, a composição e propriedades óticas. Também estuda a lapidação (cortes de facetas) adequada a cada tipo de pedra que realça sua beleza. O estudo dessa ciência é sem dúvida indispensável para os joalherios, designers de joias, comerciantes de gemas, ourives entre outros profissionais do setor.

Turmalina Paraíba

Turmalina Paraíba


Turmalina Paraíba
uma das gemas mais raras
Há cerca de 600 milhões de anos, um acontecimento geológico único criou a mais espetacular variedade de gema do grupo das turmalinas - a Turmalina "Paraíba".
A descoberta
A Turmalina Paraíba foi encontrada pela primeira vez no Brasil nos anos 80, na Região da Paraíba, no distrito de São José da Batalha - por isso seu nome -, depois na Nigéria em 2000 e, mais tarde, em 2004 em Moçambique. A gema é encontrada em apenas cinco minas ao redor do planeta; três delas no Brasil, de onde saem os exemplares mais valiosos. A produção, entretanto, é muito escassa, quase extinta, tornando-a cada vez mais cara e cobiçada. As principais joalherias do país têm algumas peças com a pedra preciosa, guardadas a sete chaves, e o valor de uma dessas exclusivas joias pode chegar a R$ 3 milhões.
No início, os brasileiros não deram muita atenção à nova descoberta, mas os japoneses ficaram fascinados com as gemas e começaram a comprar e revender na Ásia, fazendo com que alcançassem preços inacreditáveis. A produção da Turmalina Paraíba é diminui a cada ano. Meros 20 mil quilates por ano, contra 480 milhões dos diamantes.
A cor
As turmalinas são encontradas em muitas cores, incluindo a azul (indicolita), mas o fator determinante para se afirmar que se tratava de uma pedra, até então desconhecida, foi a sua composição química, pois em virtude da presença de pequenos traços de cobre e manganês, a Paraíba tem essa cor azul neon ou azul esverdeada, uma cor brilhante e única.
Mesmo que não sejam mais caras que os diamantes, as gemas raras conferem exclusividade às joias. Para calcular a qualidade de uma pedra preciosa, especialistas usam o critério dos quatro Cs, adaptado da língua inglesa: lapidação (cut), pureza (clarity), quilate (carat) e, o mais importante, cor (color). Além disso, a raridade de uma gema e o design exclusivo de uma joia podem fazer o seu preço se multiplicar rapidamente.
A Turmalina Paraíba cativou desde o início o mundo das pedras preciosas, por sua beleza e cores eletrizantes. Elas tornaram-se populares quase que instantaneamente e, hoje, estão entre as mais procuradas e valiosas gemas do mundo.
Lapidação
Como são muito raras, os joalheiros não costumam partir as pedras, mas sim trabalhar com elas mais ou menos no formato em que aparecem. Isso faz com que seja difícil, por exemplo, fazer brincos, o que requer pedras bastante parecidas. A lapidação, no entanto, é fundamental para intensificar o brilho da pedra, ela é facetada em ângulos determinados, de forma que a luz possa penetrar nela e voltar aos olhos com a maior beleza possível. A lapidação aprimora cor e brilho, tirando da pedra seu melhor potencial.
É amor à primeira vista: a gema tem um brilho interior só seu, um esplendoroso azul neon que toca o coração. É pura emoção! Quando a gente coloca uma dessas pedras no escuro, ela parece estar acesa, como se fosse um neón. É a única gema transparente que possui cobre em sua composição, o que confere essa cor vibrante, iluminada e elétrica. Diz-se que, assim como o sol, essa gema tem luz própria!

As expectativas apontam sempre para preços mais altos, visto que a demanda cresce a passos mais largos que a oferta. Valores de cinco dígitos por quilate não são incomuns para gemas azul neon de boa qualidade e, para as azuis esverdeadas, de mais de 5 quilates.

     

Valores
Como já dissemos, as joalherias que adquiriram as pedras no auge da extração aproveitam e guardam seus tesouros em forma de Turmalina Paraíba, pois a escassez só aumenta seu valor.