domingo, 14 de fevereiro de 2016

SERRA DO CIPÓ

SERRA DO CIPÓ

© Luciana Teixeira SilvaSantana do Riacho - Vista na Estrada - Luciana Teixeira SilvaVista na Estrada
Além de ser um dos mais belos cenários de Minas Gerais, a Serra do Cipó é considerada uma das maiores áreas de biodiversidade do planeta. Entre seus vales, grutas, rios e campos, a Serra guarda um importante patrimônio natural devido ao endemismo de sua flora e fauna. Além da natureza pródiga, sítios arqueológicos revelam vestígios de comunidades primitivas que deixaram registros nas paredes de diversas cavernas. Visitar a Serra do Cipó é realizar uma viagem surpreendente e, a cada visita, novas aventuras, algo diferente a contemplar. 


Os municípios que fazem parte do Circuito Turístico Parque Nacional da Serra do Cipó são: 
Conceição do Mato Dentro, Dom Joaquim, Jaboticatubas, Nova União e Santana do Riacho.

Ao selecionar esse destino turístico de Minas, o visitante deve se atentar para três informações básicas:

- Geograficamente, Serra do Cipó corresponde a uma região que ocupa uma área de 100.000 ha. Ali, destaca-se "um conjunto de elevações entre 1.000 e 1.800 metros de altitude, que se estende por aproximadamente 40 quilômetros na direção Sudeste-Noroeste, parte meridional do Espinhaço." (Fábio Costa Santos)

- O Parque Nacional da Serra do Cipó , com seus 33.800 ha, é um dos principais atrativos da Serra.

- O Distrito Serra do Cipó, antigo Distrito de Cardeal Mota, é um importante pólo receptivo da região da Serra.


A Serra do Cipó tem também a importante característica de ser o divisor natural das bacias dos rios São Francisco e Doce. Na época do desbravamento do território mineiro pelos bandeirantes, a Serra do Cipó, que era conhecida como Serra da Vacaria, foi um dos itinerários utilizados por esses desbravadores em busca de riquezas minerais. Este percurso acabou servindo de acesso à Vila do Serro Frio e ao Arraial do Tejuco, atuais cidades do Serro e Diamantina, respectivamente. 


Como marcos da época colonial, restam, na região, algumas edificações e um interessante caminho de pedras construído pelos escravos, acessível no Km 100 da MG 010, e que segue em direção às localidades acima mencionadas, passando pelas cabeceiras dos rios que formam a cachoeira hoje denominada Véu da Noiva. 


No século 19, a região começou a ser chamada de Cipó por causa das curvas do rio que tem o mesmo nome. O Rio Cipó é o mais expressivo da área, deságua no Rio das Velhas e este no São Francisco. È desta época o surgimento da Fazenda Cipó, propriedade da família Moraes. Segundo a tradição, a fazenda foi erguida sobre as ruínas de uma residência do início do século 18. A fazenda se tornou um ponto obrigatório de passagem, já que era o único ponto de onde se podia fazer a travessia do Rio Cipó. 


O clima na região da Serra é muito agradável, com verões frescos e estação seca bem definida. As temperaturas médias anuais ficam em torno de 21,2ºC, oscilando entre a mínima de 5ºC e a máxima de 32ºC. A vegetação é extremamente diversa. O grau de endemismo é um dos maiores do mundo e abriga a mais extraordinária mostra de campos rupestres do Brasil. O paisagista Burle Marx já se referiu à Serra como o "jardim do Brasil", uma vez que são mais de 1.600 espécies de flores. A fauna também é muito vasta, porém, pouco conhecida. Possui alto grau de endemismo com destaque para os insetos e anfíbios. A região abriga várias espécies ameaçadas de extinção como: lobo-guará, cachorro-do-mato-vinagre, tamaduá-bandeira, veado-campeiro, onça-parda e gato-maracajá, sagüis, jaguatiricas, lobos-guará, sanhaços, sapo-de-pijama, rã diurna e o raro João Cipó. 


Consolidada como um grande destino turístico mineiro, a Serra do Cipó oferece várias opções de lazer com destaque para: canyoning, caving, cicloturismo, alpinismo, trekking, hiking, cavalgadas, passeios de caiaque e barco.


Conceição do Mato Dentro possui paisagens diversificadas que variam de serras a vales fluviais pouco ondulados. A Serra do Cipó domina o panorama natural a oeste. Situa-se numa região divisora das bacias do Rio São Francisco e do Rio Doce, apontada como área de extrema importância biológica. Buscando garantir a integridade destes importantes ecossistemas, a Prefeitura instituiu a criação do Parque Municipal Ribeirão do Campo, o maior parque municipal do Estado, com uma área de 3.150 ha, e da Área de Proteção Ambiental Serra do Intendente, conservando raros ecossistemas que compõem a Cadeia do Espinhaço. é um convite ao descanso e lazer. Cercada por áreas verdes, possui muitas cachoeiras, entre elas: a Cachoeira do Lúcio; da Vitória, com 70 m de queda livre; do Encantado; da Serenata, que é formada por um conjunto de três quedas d'água; e a gostosa Cachoeira do Funil, com suas piscinas naturais. Uma boa opção de passeio é a praia fluvial do Acho.

Somando à beleza paisagística da região, estão várias quedas, piscinas e poços naturais de águas cristalinas, provenientes de inúmeras nascentes. O destaque fica para a Cachoeira do Tabuleiro, a mais alta do Estado e a segunda mais alta do Brasil, com 273 m de queda livre.

Com 80% do Parque Nacional da Serra do Cipó em sua área, o município de Jaboticatubas, que faz parte da área metropolitana de Belo Horizonte, é pródigo em belezas naturais. Entre os atrativos mais procurados estão a Cachoeira da Serra da Contagem, Cachoeira do Bené, as piscinas naturais do Rio Bom Jardim, o canyon e as quedas d'água do rio de São José da Serra.

O município de Nova União, que se limita com o Parque Nacional da Serra do Cipó, atrai visitantes belas paisagens, rios e cachoeiras. Sua principal atividade econômica é a agropecuária. Em setembro, ali se realiza a Festa da Banana, seu principal produto, quando são mostradas as mais diversas guloseimas feitas com a fruta. 


Localizado a 100 km de Belo Horizonte, está o município Santana do Riacho. É em seu Distrito Serra do Cipó que está a principal infra-estrutura turística do Circuito. 


O Circuito também é rico em manifestações culturais, possui um calendário de eventos diversificado com atrações como: Boi da Manta; Folia de Reis; as Festas do Divino, de Santa Terezinha, de Nossa Senhora do Rosário e de São Benedito. Em setembro, um destaque é o Festival de Dança e Cultura Indígena.


Enfim, uma visita imperdível quando se fala em Minas.

MINERAÇÃO

MINERAÇÃO

  • Mariana - Rua Direita e Catedral da Sé - Divanildo Marques
  • Nova Lima - Áreas de condomínios em Nova Lima - Maria Lucia Dornas
  • Ouro Preto - Bairro de Antônio Dias e Pico do Itacolomi - Divanildo Marques
  • Ouro Preto - Telhas coloniais - Maria Lucia Dornas
  • Ouro Preto - Casario de Ouro Preto  - Maria Lucia Dornas
  • Sabará - Chafariz do Rosário - Divanildo Marques
  • Mariana - Rua Direita e Catedral da Sé - Divanildo Marques
  • Nova Lima - Áreas de condomínios em Nova Lima - Maria Lucia Dornas
Aspectos relevantes que influenciaram na formação da cultura regional

Aspectos Físico-geográficosChão abrupto, clima frio e seco, grandes altitudes e vales profundos e estreitos.

Atividades auríferas e diamantíferas.

Com a decadência da exploração do ouro e das pedras preciosas, iniciou-se a exploração do minério de ferro e, em algumas áreas, desenvolveu-se a agricultura de subsistência.

Atualmente, vêm prosperando as indústrias, as atividades de agropecuária intensiva e a exploração aperfeiçoada de minérios.

RelevoDo centro para o norte, destaca-se o Maciço do Espinhaço com importantes serras como: a do Curral, da Piedade, do Caraça, do Itacolomi, de Ouro Branco, do Itabirito, do Mascate, da Moeda e a do Rola Moça, todas na região denominada Quadrilátero Ferrífero. Mais ao norte, ainda no mesmo Maciço, destacam-se: a Serra do Cipó e a Serra do Itambé. Convém lembrar que o Maciço do Espinhaço termina na Bahia, com o nome de Chapada Diamantina.

Em direção ao sul do Estado, encontra-se o Campo das Vertentes, onde se destacam as Serras do Lenheiro e de São José.

Clima
Tropical de Altitude em maior parte da região

VegetaçãoMatas Tropicais devastadas desde o período da mineração, Campos Sujos e Cerrado. Existem algumas Unidades de Conservação como o Parque Nacional da Serra do Cipó, Parque Natural do Caraça, Parque Estadual da Serra do Rola-Moça, Parque Estadual do Itacolomi, Reserva Biológica do Tripuí, Parque Estadual do Sumidouro, Parque Estadual da Baleia, Reserva Florestal Estadual Mata do Jambreiro, Floresta Nacional do Paraopeba, Floresta Nacional de Ritápolis e Floresta Estadual São Judas Tadeu.


HidrografiaBacia do Rio Doce, com destaque para o Rio Piranga e o Ribeirão do Carmo. 
Bacia do Rio São Francisco, destacando-se os rios Paraopeba e das Velhas.

Aspectos Histórico-sociais: 
A antítese é uma constante na personalidade do mineiro desta região:
A bondade natural herdada das singelas aldeias lusitanas contrasta com uma crueldade sem limites absorvida nas duras lutas empreendidas para conquistar as terras auríferas.

Uma aparência normalmente de inércia, mas que o faz ao mesmo tempo usar a expressão "dou um boi para não entrar numa briga, mas dou uma boiada para não sair."

É rústico por origem e acomodado devido ao ruralismo em que viveu depois da decadência do ouro. Por outro lado, é polido e gentil por causa de suas origens lusitanas (Lisboa, Porto e Coimbra).

É introvertido, recusa-se a ordens e não gosta de dar muitas explicações.

Em suas origens, encontramos uma população flutuante formada por biscateiros, oficiais, mecânicos, artesãos e comerciantes, principalmente de cristãos novos, escravos, indígenas, ciganos, etc.

Pelo fato de a exploração do ouro e do diamante ser um trabalho que exigia risco, tenacidade e esperteza, tornou-se, o mineiro, insubmisso e autônomo, criando uma sociedade progressista, populista, rebelde, mercantilista e capitalista.

OURO

OURO

© Divanildo MarquesCongonhas - Passo do Horto - Divanildo MarquesPasso do Horto
Não há como negar. O Circuito do Ouro é, sem dúvida, sinônimo de história. O século 18, período correspondente à mineração do ouro, foi de grande importância para Minas Gerais. Do ponto de vista histórico, cultural e artístico, esse período foi marcante para a consolidação de uma cultura eminentemente mineira. É o momento também em que se começa configurar a formação sociopolítica do Estado.


Dono de um fabuloso acervo histórico e artístico, o Circuito do Ouro possui dois patrimônios da humanidade: Ouro Preto e o Santuário do Bom Jesus de Matosinhos, em Congonhas. Mas, ao todo, são dezesseis municípios que constituem este Circuito: Bom Jesus do Amparo, Caeté, Catas Altas, Congonhas, Itabira, Itabirito, Mariana, Nova Era, Nova Lima, Ouro Branco, Ouro Preto, Piranga, Raposos, Rio Acima, Sabará, Santa Bárbara e Santa Luzia.

A história da região começa com o descobrimento do ouro, no final do século 17, o que deu origem a muitos povoados. Alguns se desenvolveram e foram elevados à vila e hoje são as nossas conhecidas cidades históricas. Nessas vilas, foram construídos imponentes sobrados, casas de câmaras e cadeias, chafarizes, singelas capelas e magníficas igrejas, onde pode florescer o talento de artistas como Antônio Francisco Lisboa - o Aleijadinho, Manuel da Costa Athaíde, Francisco Viera Servas, Francisco Xavier de Brito, Francisco Lima Cerqueira e José Gervásio de Souza.


Três movimentos retratam a importância histórica do período da mineração e dessa região hoje denominada Circuito do Ouro: a Guerra dos Emboabas - luta de paulistas e "forasteiros" pelo domínio comercial da região; a Sedição de Vila Rica - revolta dos mineradores contra as extorsivas medidas administrativas portuguesas; e a Inconfidência Mineira, que teve a audácia de desejar a liberdade política e econômica da Capitania de Minas Gerais.


Geograficamente, o Circuito do Ouro está situado na área denominada Quadrilátero Ferrífero, onde se encontram riquíssimas jazidas minerais. Hoje, uma importante parcela da economia do Estado ali está graças à atividade extrativista, às grandes usinas siderúrgicas, além de três importantes minas de ouro. Entre as atuais riquezas minerais, está o topázio imperial.


Assim, em decorrência da história da mineração do ouro, os diversos municípios deste circuito guardam verdadeiras relíquias culturais. São museus, igrejas, centros culturais, sítios arqueológicos, fazendas, santuários, casarões, memoriais, trechos da Estrada Real e ricas manifestações da cultura popular.


Os museus encontrados neste circuito estão entre os principais do Estado e guardam objetos notáveis e documentos de grande valor. Entre eles, destacam-se: Museu da Inconfidência, Museu do Oratório e Museu de Arte Sacra, em Ouro Preto; Museu do Ouro, em Sabará e Museu de Arte Sacra, em Mariana.


Outros espetaculares monumentos atestam a riqueza histórica e artística dos municípios que integram este circuito. A igreja de São Francisco de Assis, em Ouro Preto, com obras-primas do Mestre Antônio Francisco Lisboa e do Mestre Athaíde, simboliza toda a criatividade e a qualidade da arte colonial mineira. Em Sabará, está outra joia da decoração barroca mineira: a excepcional capela de Nossa Senhora do Ó. A Catedral da Sé, em Marina, também possui uma das mais preciosas peças de Minas Gerais: um órgão Arp Schnitger, construído em 1701. E a última grande obra do período da mineração do ouro encontra-se em Congonhas: o Santuário de Bom Jesus de Matosinhos, com os magníficos passos da Paixão e o esplendor das esculturas dos profetas, executados por Aleijadinho.


Este circuito também abriga um rico patrimônio natural. Cachoeiras, matas e inspiradoras paisagens serranas complementam e emolduram a beleza dessa região. São destaques: o Parque Estadual do Itacolomi e o Parque Natural do Caraça. Este último, além de ser uma preciosa reserva pertencente ao Santuário do Caraça, é um dos maiores bens culturais do Estado.


Tanta beleza para ver ... e muita história para contar. Assim é o Circuito do Ouro.


O Circuito Turístico do Ouro foi certificado em 21 de fevereiro de 2005.

LAGO TRÊS MARIAS

LAGO TRÊS MARIAS

© Fabiana Guimarães CoelhoTrês Marias - Pôr do sol na represa de Três Marias - Fabiana Guimarães CoelhoPôr do sol na represa de Três Marias
O Lago de Três Marias reflete um azul incomparável e se espraia margeando campos de cerrado e as veredas dos sertões dos gerais.

Este Circuito é composto dos municípios de Abaeté, Biquinhas, Felixlândia, Martinho Campos, Morada Nova de Minas, Paineiras, Pompeu, São Gonçalo do Abaeté e Três Marias, todos marcados pelas águas do Rio São Francisco e do imenso Lago de Três Marias, chamado carinhosamente pela população local de "Doce Mar de Minas". São 21 bilhões de metros de água e 1.040 km2 de superfície (8,7 vezes maior que a Bacia da Guanabara).


"O Lago de Três Marias surgiu do represamento do Rio São Francisco, formado com a construção de uma das maiores barragens de terra do mundo. Teve como principais objetivos a regularização do curso das águas do Rio São Francisco nas cheias periódicas e melhoria da navegabilidade; a utilização do potencial hidrelétrico e o fomento da indústria e irrigação. Iniciada em maio de 1957, a grande obra foi concluída em janeiro de 1961, representando um verdadeiro recorde mundial de construção desta natureza." (Prefeitura de Três Marias)


O meio ambiente neste Circuito é muito especial. A geografia é caracterizada por campos, cerrado e encantadoras veredas, conhecidas como "o oásis do sertão". É o local onde se encontram as robustas e elegantes palmeiras do buriti que chegam a medir de 20 m a 30 m de altura. Não foi à toa que Guimarães Rosa nelas se inspirava. Frutos exóticos como murici, araticum e pequi são ali fartamente encontrados.


A pesca amadora e os esportes náuticos são as principais motivações para o turismo na região. A partir de São Gonçalo do Abaeté, podem-se fazer passeios de barco pelo Rio São Francisco e pela vasta costa de água doce do Lago de Três Marias.


A cidade de Felixlândia é uma opção para as atividades náuticas. Mas cachoeiras e riachos são abundantemente encontrados em todo o Circuito.


Já na área do Patrimônio Histórico, os destaques ficam para as fazendas dos séculos 18 e 19.


A grande festa religiosa fica por conta do Jubileu de Nossa Senhora da Piedade, que acontece em agosto no município de Felixlândia. É um evento tão expressivo regionalmente que a imagem de Nossa Senhora da Piedade, que se encontra no santuário em sua homenagem, atribuída ao mestre Antônio Francisco Lisboa, o Aleijadinho, foi restaurada recentemente numa parceria do Iepha, Cecor e Faop.


No princípio do século 19, Minas entrou em plena fase de expansão e povoamento de suas terras, já que, no século 18, toda a atenção ficou voltada para a região mineradora, que abrangia a área que hoje se conhece por Quadrilátero Ferrífero. Com as minas exauridas, foi necessário, então, partir para novas empreitadas, novas soluções.


E a busca por novas terras acabou transformando Minas Gerais numa província - título que só passou a ter após a Independência - eminentemente rural, tendo a agricultura e a pecuária como base da sustentação econômica. Assim, as cidades que compõem este Circuito também tiveram origem nas fazendas e nos pousos que abrigavam tropeiros.


No âmbito dessa trajetória, o nome de Joaquina Bernarda Silva de Abreu Castelo Branco Souto Mayor, a Dona Joaquina do Pompeu, não poderia deixar de ser mencionado. A poderosa matriarca mineira dominou todo o Alto São Francisco, no final do século 18 e princípio do 19, tanto que, no seu testamento foram deixados 48.400 km2 de terras. E muitas conceituadas famílias mineiras acreditam pertencer ao tronco da Dona Joaquina do Pompeu.


Circuito Lago de Três Marias!


Um lugar perfeito para sossego, relax, paz e lazer junto à amplidão da natureza e às históricas águas do Velho Chico.

Como lucrar investindo em ouro?

Como lucrar investindo em ouro? 


Caro Leitor,
 
Posso imaginar sua curiosidade.
 
Há quem suponha que investir em metais preciosos é coisa dos anos 1920.
 
Com tantas alternativas modernas em renda fixa, câmbio e bolsa, alguém ainda se interessa por ouro?
 
Eu, definitivamente, me interesso.
 
Pode me chamar de ultrapassado, eu não ligo.
 
Só tenho a agradecer pelos meus velhos hábitos.

E os assinantes da Carteira Empiricus agradecem também.

Neste mês de fevereiro, acumulamos performance de 158% do CDI.
 
Compatível com o histórico de 160% do CDI conquistado durante os últimos dois anos, desde que a Carteira foi lançada.
 
Quem mais nos ajuda em 2016?
 
Pois é.
 
Aquele velho ouro ultrapassado virou o melhor investimento de 2016.
 
E nós já estávamos posicionados para pegar carona nesta vingança áurea.
 
Nossa posição em ouro sobe 17% em menos de dois meses.
 
De onde veio essa ideia maluca de ter ouro na Carteira?
 
Não conheço outra casa brasileira que tenha feito recomendação semelhante.
 
Mesmo lá fora, um dos poucos a fazê-la foi Ray Dalio - um de meus gestores preferidos, exatamente por não se importar de ir contra a corrente.
 
Ray foi ridicularizado ao dizer:
 
'If you don’t own gold, you know neither history nor economics”.
 
E agora seu fundo ultrapassou o de George Soros, retomando o posto de melhor do mundo.
 
Graças, sobretudo, à rápida escalada do ouro de janeiro para cá. 
 
 
A despeito desta forte alta, ainda não estamos prontos para zerar nossa posição.
 
Longe disso.
 
Não somos traders de curto prazo. Temos uma tese por trás deste investimento, bem explicada aos assinantes da Carteira Empiricus.

Em 29 de janeiro, o Banco Central do Japão surpreendeu os mercados, entrando para o time do Banco Central Europeu.
 
E o mesmo vale para os BCs da Suécia, Dinamarca e Suíça.
 
O que eles têm em comum?
 
Taxas de juros negativas.
 
Hoje, cerca de um terço de toda a dívida emitida por governos da Zona do Euro oferece rendimentos negativos.
 
À medida que os Bancos Centrais perdem sua eficiência monetária, o ouro se valoriza.
 
O último bastião é o BC dos EUA, que foi obrigado a adiar seu cronograma de aumento dos juros, e pode até mesmo ter que suspendê-lo.
 
Se os americanos também entrarem para o time, o ouro pode buscar uma rápida apreciação dos US$ 1.200/onça atuais para topos históricos de US$ 1.800/onça.
 
Contemplamos um ganho potencial de +50%, em questão de meses, conquistado dentro de um contexto de crise.
 
Ou seja, realmente não estamos prontos para zerar nossa posição.
 
Estamos prontos para rentabilizá-la.
 
Ignis aurum probat, diziam os romanos.
 
O fogo testa o ouro.
 
Até a próxima!
Rodolfo Amstalden

PS. Para conhecer mais sobre a Carteira Empiricus, clique aqui.
 
 PS- ESSA MATÉRIA É DE RESPONSABILIDADE DA EMPIRICUS- MARCOS SZUECS Att,