quarta-feira, 17 de fevereiro de 2016

Pedras Preciosas, Sintéticos e Imitações

Pedras Preciosas, Sintéticos e Imitações

Uma Ajuda para Identificação das Pedras Preciosas
Desde a antiguidade que as pedras preciosas despertam um fascínio nos Homens. Venha descobri-las e descobrir os tipos de materiais que podem ser utilizados para as imitar.
Pedras Preciosas
Quando se fala em pedras preciosas referimo-nos a materiais naturais (com excepção das pérolas de cultura), orgânicos e inorgânicos que, pela sua beleza, durabilidade e raridade, são utilizados em diversos tipos de jóias e artefatos. O coleccionismo é outro destino das pedras preciosas, que possibilita a aquisição de belos exemplares com qualidade-gema (1), mas que devido às suas características de durabilidade (pouca dureza, fragilidade), não são susceptíveis de serem usados em joalharia.
O interesse que os diversos povos (2) manifestaram, desde sempre, pelas pedras preciosas e o preço elevado a elas associado, fez com que “recentemente” (no séc. XIX) se desenvolvessem novas tecnologias, que possibilitam a produção de sintéticos e de materiais (por vezes de grande qualidade) para imitar as pedras preciosas. Assim, o seu estudo, a Gemologia, sofreu também um grande desenvolvimento, de modo a possibilitar a caracterização, identificação e a distinção das gemas, das imitações e dos sintéticos.
Pedras Preciosas
Ambar
Muitas vezes usa-se o termo “pedras semi-preciosas” para designar gemas, tais como a água-marinha, a ametista, a turmalina, a granada, o lápis-lazúli, a turquesa, etc.. A estas associam-se, em regra, preços mais baixos do que os preços aplicados às chamadas pedras preciosas, categoria onde se encontra o diamante, a pérola natural, o rubi, a safira e a esmeralda.
Note-se que a distinção entre pedras preciosas e semi-preciosas é errada, visto que o preço associado a uma gema depende muito do exemplar em questão; por exemplo, um rubi de baixa qualidade (pouco transparente, com muitas inclusões ou com uma cor menos saturada) pode valer muito menos do que um bom exemplar de água-marinha. Deste modo não se aconselha o uso do termo semi-precioso. A CIBJO (Confédération Internationale des Bijoutiers, Joailliers et Orfèvres, des Diamants, Pierres et Perles), determina mesmo, no artigo 7 do Livro Azul (1994) (normas gerais de nomenclatura), que “…o termo semi-preciosa(o) é desautorizado e falso, não devendo nunca ser utilizado em circunstância alguma” (Rui Galopim de Carvalho com. pess.).
Pedras Preciosas
Diamante
Os materiais artificiais são manufaturados, não tendo, portanto, origem natural. Entre estes distinguem-se os Sintéticos, que correspondem a materiais sintetizados pelo Homem, mas que possuem a mesma estrutura e composição química que o mineral natural e inorgânico que pretendem imitar. Por outras palavras, estes materiais funcionam como “duplicados” de gemas naturais. Ligeiras variações na composição química são permitidas, variações essas que podem traduzir-se em pequenas diferenças na refração da luz por parte dos dois materiais, afetando os respectivos índices de refração da luz (IR), bem como por deformações internas que podem provocar efeitos ópticos característicos. A identificação destas características pelo gemólogo contribuem para a distinção entre estas duas pedras.
As pedras sintéticas mais divulgadas são as espinelas, os diamantes, as esmeraldas, os rubis, as safiras, o quartzo e as opalas. A síntese destes materiais pode ser feita para fins industriais, como no caso dos diamantes (abrasivos) e do quartzo (relógios, aparelhos audio).
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Opala
A moissanite sintética é uma recente imitação de diamante que, apesar de apresentar bastantes semelhanças com esta gema no que respeita ao brilho e fogo (3), apresenta fenômenos de refração da luz que se traduzem pelo efeito óptico de “duplicação de arestas”, facilmente identificável, quando se espreita com uma lupa de 10x por uma faceta da pedra. A moissanite natural é rara e a sua exploração não é rentável.
Entende-se por Imitação qualquer material natural ou artificial que seja utilizado para imitar outro, no geral, de qualidade superior. Por exemplo, a espinela vermelha é utilizada para imitar rubi, o zircão incolor para imitar diamante, espinela azul sintética para imitar safira. Os vidros e os plásticos são muito utilizados como imitações. Podem produzir-se transparentes, translúcidos e opacos, assim como de várias cores.
Pedras Preciosas
Esmeralda
Os plásticos, pelas suas propriedades de condutividade térmica (fraca) e eléctrica (quando vigorosamente friccionados, a sua superfície fica carregada eletricamente, podendo atrair pequenos pedaços de papel), são mais susceptíveis de imitarem gemas orgânicas (coral, pérolas, marfim, azeviche e, em especial, âmbar). Os plásticos são também utilizados para simular opalas, constituindo convincentes imitações. Existe, ainda, a produção de materiais artificiais para imitar diamantes que não têm um “duplicado” natural, ou seja, que não existem na natureza. Entre eles o mais conhecido é a zirconia cúbica ou simplesmente zirconia (óxido de zirconio, não confundir com o mineral natural zircão).
As pedras compostas são outro tipo de imitações. Como o próprio nome indica correspondem a diferentes tipos de materiais juntos e constituem os chamados dobletos e tripletos. Os primeiros são compostos por um topo de material natural, por exemplo granada, e por uma base de material sintético ou de vidro. Os segundos, por exemplo os tripletos de opala, são constituídos por um topo que pode ser de quartzo hialino, espinela sintética incolor ou vidro, no meio por uma lâmina de opala natural ou sintética e por uma base de material natural, sintético, vidro ou plástico.
Existem, ainda, os tripletos com cimento verde no meio para imitar esmeraldas: são as chamadas esmeraldas Saudé.
Pedras Preciosas
Rubi
As pedras reconstruídas correspondem a pequenos fragmentos de material natural de boa qualidade, como por exemplo, de turquesa, de lápis lazúli e mistura de azurite-malaquite, que são ligados e cimentados por plásticos, resinas ou compostos de sílica, formando peças com dimensões suficientes para serem trabalhadas. O âmbar é fundido e filtrado, produzindo blocos mais homogéneos.
É importante que o público e os vendedores tenham conhecimento da existência dos vários materiais que servem para simularpedras preciosas e que não há problema algum em vender ou comprar imitações, desde que devidamente identificadas. O que não é tolerável é comprar “gato por lebre”. Deste modo, a certificação das gemas por instituições credenciadas é necessária para assegurar a confiança por parte do comprador.
Pedras Preciosas
Safira
(1) Gemas = Pedras preciosas.
(2) Este interesse vem desde a Antiguidade, com “raízes na China e Índia antigas, na Babilônia e no Egipto dos faraós. As gemas estiveram entre as preocupações de Aristóteles, Teofrasto e Plínio-o-Velho, foram alvo do interesse dos alquimistas árabes e europeus e têm particular destaque nas enciclopédias e lapidários medievais.” (Carvalho, 2000).
(3) Fogo = jogo de cores que se pode observar num diamante, causado pela dispersão da luz.

As verdes esmeraldas

As pedras verdes mais famosas do mundo, as esmeraldas, são uma variedade do mineral Berilo, tal e qual como as bonitas águas-marinhas. Conheça um pouco da sua história e das suas principais características.
Pedras Preciosas
O termo “esmeralda” vem do grego smaragdos, nome atribuído também a outras pedras verdes.
Esta gema tem uma história muito antiga. Foi relacionada com Vénus, a deusa romana do amor e com a correspondente babilônica Ishtar, tendo chegado a servir de moeda de troca nos mercados da Babilônia. No túmulo de Tutankhámon (rei faraó do antigo Egipto, 18ª dinastia) está talhado, em esmeralda, um escaravelho representando a ressurreição (a imortalidade da alma). Também Moisés(profeta, legislador e juiz hebreu) ordenou que se fizesse o grande peitoral de Aaron para as grandes cerimônias, com 12 pedras preciosas, entre as quais se pensa que estava a esmeralda. Cada uma dessas gemas tinha inscrito por baixo o nome de cada uma das 12 tribos de Israel.
Mas esta gema nem sempre foi tão apreciada como nos nossos dias. Por exemplo, na Colômbia, de onde provêem as melhores esmeraldas do mundo, durante a Antiguidade, os Azetecas e os Maias não a usavam em joalharia da mesma forma que o faziam com o Jade ou com a Turquesa, o mesmo acontecendo nas outras culturas centro-americanas.
As esmeraldas na Antiguidade provinham essencialmente do Egipto, rico em minas, e só mais tarde, no séc. XVI, depois da conquista espanhola da Colômbia é que a bela esmeralda colombiana entra na Europa. Foi em 1537 que os espanhóis localizaram as minas de Chivor e mais tarde as minas de Muzo, ambas nas montanhas de Somondoco, palavra que significa o deus das pedras verdes em idioma indígena (dos índios chibcha).
Da Europa, as esmeraldas colombianas prosseguiam para o oriente, onde eram trocadas ou vendidas aos governantes turcos,persas e hindus, que as adoravam. Na joalharia hindu encontram-se as esmeraldas colombianas da melhor qualidade.
As pedras não apresentavam as mesma características visuais, de beleza e brilho, que as esmeraldas de hoje em dia. Isto deve-se ao fato de não existirem, na altura, técnicas de talhe específicas para cada gema. As técnicas de talhe foram evoluindo ao longo dos tempos e no seu início apenas se poliam as faces naturais dos cristais, de forma a perder-se o menor peso possível da pedra. Foi em França, em 1380, que se iniciou um talhe precursor do talhe atual, o Talhe Esmeralda, chegando a conseguir-se 8 facetas extra, aumentando dessa forma o brilho da gema. Ano após ano as técnicas para facetar as pedras foram evoluindo de forma a extrair o máximo de brilho das pedras e também de modo a evidenciarem da melhor maneira a sua cor.
O Talhe Esmeralda, como o nome indica, foi desenvolvido para esta gema: apresenta algumas facetas para dar brilho, mas só o suficiente para não "mascarar" a bonita e impressionante cor verde desta gema; deixa ainda os cantos facetados para facilitar o engaste da pedra sem a danificar, pois é uma gema frágil, que facilmente se pode fraturar. A escolha do talhe depende também doutros fatores, como o tamanho e forma do material em bruto, zonas de cor, presença de inclusões e fraturas, entre outros.
Pedras Preciosas
O material de boa qualidade é, geralmente, facetado e o de pior qualidade talhado em cabuchão. A arte da glíptica (arte de gravar pedras preciosas) foi muito praticada em esmeraldas, no séc. XVI em Itália. São desta época a importante colecção do papa Paulo III e os camafeus de Juan Carnivole de Pisa.
As jóias mais antigas exibem, muitas vezes, pedras com tamanhos consideráveis (quando comparados com os de hoje em dia) e pouco trabalhadas (de talhe muito simples e com pouco brilho). Porém, o encanto que estas jóias nos provocam, talvez pela sua história, é muito maior daquele que, por vezes, sentimos quando olhamos os trabalhos modernos.
A esmeralda é uma variedade do mineral Berilo (silicato de alumínio e berílio), com algum crômio (e por vezes com vanádio), responsável pela sua cor verde “forte”. O Berilo é um mineral explorado para se extrair o berílio, metal leve, utilizado em ligas de alta resistência. Entre as variedades gema do berilo encontra-se a água-marinha (azul a azul-esverdeada), o heliodoro (amarelo a amarelo-dourado), a morganite (cor-de-rosa), a goshenite (incolor) e o berilo vermelho, muito raro, que provém apenas dos E.U.A., mais concretamente das montanhas Wha Wha, no estado do Utah. A água-marinha e o heliodoro devem a sua cor à presença de vestígios de ferro nas suas estruturas e a morganite e o berilo vermelho ao manganés. A goshenite é muitas vezes tratada de modo a ficar colorida e mais comercial.
Pedras Preciosas
A esmeralda ocorre em rochas associadas ao metamorfismo hidrotermal. “A esmeralda cristaliza a partir de fluidos quentes (hidrotermais), ricos em elementos químicos, que atravessam fissuras e fendas de rochas. Estes fluidos ao precipitarem os sais neles contidos, preenchem as fissuras originando os filões.” Rui Galopim de Carvalho com. pess..Os cristais são prismáticos hexagonais e raramente são límpidos, sem inclusões. Apesar da sua dureza (7 – 71/2 na escala de Mohs), é uma gema frágil.
Como já referido, os cristais têm quase sempre inclusões e, por este motivo, esmeraldas excepcionais, i.e., “limpas” (sem inclusões), de boa cor e relativamente grandes, são extremamente raras e muito caras, podendo atingir preços exorbitantes, por exemplo, valores superiores a US$10.000 (1) por quilate (0,2g).
As inclusões presentes nas esmeraldas permitem, em muitos casos, a determinação da sua origem geográfica.
Pedras Preciosas
De forma a se disfarçarem as fraturas nas esmeraldas, estas são frequentemente impregnadas com óleos ou resinas. Os reflexos provocados pela luz ao intersectar as fraturas diminui a transparência da pedra e afeta, também, a sua cor.
O preenchimento destas fraturas com óleos ou resinas vai diminuir substancialmente o efeito dos reflexos e melhorar, consideravelmente, o aspecto da pedra. O grande problema é que, por um lado, o tratamento com óleo não é estável (o óleo desaparece com o tempo) e, por outro, algumas resinas, muito difíceis de detectar, ao camuflarem as fraturas impedem que se detectem os locais de fraqueza dum exemplar, muito importantes para avaliar o cuidado necessário ao manuseamento, de forma evitar a sua fratura quando se procedem a trabalhos de limpeza, de engaste ou de uma relapidação.
Entre os países produtores de esmeraldas destaca-se a Colômbia (o mais importante), o Brasil, a Zâmbia, a África do Sul, o Zimbabwe, a Nigéria, o Paquistão, a Rússia, a Índia e a Austrália.

O Jade

Pedras Preciosas
O jade, muito apreciado pelos orientais, que se tornaram mestres na arte de esculpir peças de adorno e de adoração, é na realidade uma designação que se refere a dois minerais com propriedades semelhantes. Conheça algumas das suas características.
Jade é um termo gemológico para designar dois minerais, a Jadeíte (uma piroxena) e a Nefrite (uma anfíbola), que se assemelham nas suas características e na utilização. A jadeíte é um silicato de alumínio e sódio e a nefrite um silicato de magnésio e cálcio, com algum ferro a substituir o cálcio. Ambas são constituídas por agregados microcristalinos com uma estrutura entrelaçada, que lhes confere uma grande tenacidade (resistência), apropriada para a arte de gravar ou esculpir. Ocorrem em rochas metamórficas(1) e podem ser encontradas em depósitos aluviais, como seixos arredondados.
A nefrite é conhecida desde o Neolítico e a jadeíte desde o final do séc. XVIII; ambas foram, e são, utilizadas para a escultura de muitos objetos sagrados, de adorno e de ornamento. Desde os tempos mais antigos que os chineses admiram muito estes dois minerais, designando-os por yu, “a coisa mais apreciada”.
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A nefrite e a jadeíte eram usadas para ajudar a curar doenças renais: nefrite vem do grego nephrós, que significava “rim”; a jadeíte vem da palavra “jade”, que por sua vez provém do castelhano antigo hijada, palavra que indicava a região renal.
Estes dois minerais podem ser de translúcidos a opacos e possuem um brilho gorduroso ou ceroso e vítreo, se polidos mecanicamente (menos apreciado). As peças mais apreciadas eram trabalhadas de forma a ficarem translúcidas, em certo grau, e sujeitas a um polimento suave.
Os objetos em tons de branco-creme e verde-pálido foram muito desejados, mas ao longo dos tempos também outras cores de jade tiveram lugar nas preferências de quem o admira. É provável que o tipo de material disponível em cada época se relacione com a evolução das predilecções ao longo dos tempos.
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O material que esteve sujeito à meteorização, como seixos de rios, pode apresentar uma capa de alteração acastanhada ou esbranquiçada. Nalgumas peças chinesas, do período Ming, estas zonas foram deixadas, aproveitando-as de modo a provocar nuances de cores às peças esculpidas. As peças pré-históricas que estiveram durante muito tempo enterradas podem, também, apresentar cores de alteração amareladas, rosadas ou verde-acastanhadas devido ao ambiente a que estiveram sujeitas.
Khotan e Yarkand, no deserto de Taklamakan, foram os locais mais importantes de proveniência do jade na China. Apesar da distância, estes locais faziam parte das rotas comerciais na Ásia Central. Pensa-se que, desde sempre, mesmo na pré-história, as ferramentas e os objetos feitos de jade teriam já uma utilização importante (cerimonial ou religiosa). As peças deste material na China (objetos de veneração aos deuses, amuletos, peças de ornamento, de adorno pessoal, objetos que representam poder político e prestígio social, etc.) e a sua relação com as sucessivas dinastias, revelam-nos a História do seu povo através dos tempos.
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Apesar de também ter sido muito importante noutros locais, como, por exemplo, na América Central, é na China que a tradição de trabalhar o jade (muito resistente e difícil de trabalhar), se manteve e fez dos chineses os melhores artífices deste material. Até ao séc. XX a técnica incluía, juntamente com as ferramentas menos duras que o jade, a utilização conjunta de abrasivos duros, tais como pó de quartzo e granadas e corundum esmagados.
A jadeíte provém principalmente de Myanmar, mas também ocorre no Japão, na Califórnia, na Guatemala e na Rússia. É ligeiramente mais dura que a nefrite e tem maior cotação que esta última. Pode ter uma grande variedade de cores, tais como branco, amarelo, laranja-acastanhado, violeta, verde-pálido a verde-escuro, preta e azul; tipicamente é mosqueada de verde e branco. A variedade mais valiosa é a que se apresenta de translúcida a quase transparente, de cor verde-esmeralda, conhecida como “Jade Imperial”.
A nefrite é mais frequente que a jadeíte e ocorre em muitos locais.
Algumas fontes comerciais incluem a Nova Zelândia, Rússia (perto do lago Baikal), Canadá, Coreia e Tailândia.
Tem uma gama de cores menos variada que a jadeíte: branco, verde-claro a escuro, acastanhada, azul-acizentada e preta; são comuns inclusões negras de cromite e magnetite.
Como o jade é muito procurado, existem muitos materiais utilizados para o imitar e muitos tratamentos que se fazem para simular material de maior valor.
Minerais como a bowenite (verde-clara translúcida, macia e por isso mais fácil de trabalhar), quartzo aventurino de um verde translúcido, calcedônia, etc., podem, à primeira vista, ser confundidos com o jade. Plásticos e vidros são também muito utilizados para imitações. Um tratamento frequente é a jadeíte de cor pálida, e consequentemente com menor valor comercial, ser tingida com tinta verde para imitar o valioso jade imperial ou com tinta cor de malva para imitar o jade da mesma cor, também muito desejado.
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(1) Rochas metamórficas são rochas que sofreram modificações mineralógicas e de textura, no estado sólido, como resultado de terem estado sujeitas a condições de pressão e temperatura diferentes das que presidiram.

Opalas

Com as suas diversas variedades, as opalas têm maravilhado os Homens desde a Antiguidade. Esta pedra, com exemplares de uma beleza ímpar, é tida como a gema nacional da Austrália
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A opala ocorre em diversas variedades, entre as quais distingue-se a opala nobre, a opala comum, a opala de fogo e a opala de madeira. Todas são usadas em joalharia.
Tal como o quartzo, a opala é uma substância composta por sílica (SiO2) e também por água (até 10%). É uma substância amorfa, não possui uma estrutura cristalina e deste modo não pode ser denominada de mineral, no sentido estrito do termo, mas sim de mineralóide. Apresenta-se em veios, glóbulos e em crostas de várias cores. Tem uma dureza ligiramente inferior à do quartzo.
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As opalas são muitas vezes impregnadas com óleo para disfarçar a presença de microfraturas que se desenvolvem espontaneamente, muito provavelmente devido à perda de moléculas de água quando expostas ao ar. Também se usam resinas e silicone. Estes tratamentos não são permanentes.
A opala comum quando surge com cores bonitas é, geralmente, talhada em cabochão(1) para fazer parte de aneis e colares. As cores passam pelo verde, amarelo, rosa, vermelho e azul.
A variedade mais importante é a que exibe um “jogo de cores”: a dita OPALA NOBRE.
Pode ser descrita como preta ou branca consoante a sua cor: a preta inclui o cinzento, o azul escuro e o verde; a branca inclui os tons claros. A variedade mais valiosa é a opala nobre “preta” devido ao fato de ser a que mostra da melhor maneira (com mais contraste), a multiplicidade de cores. Algumas variedades brancas e porosas são tratadas de modo a torná-las “negras”. Para isso são imersas em soluções saturadas de açucar e posteriormente tratadas com ácido sulfúrico concentrado para retirar a água. O efeito traduz-se na retenção dos átomos de carbono do açúcar nos interstícios da pedra.
O “JOGO DE CORES” ou iridescência(2) é causado pela difração da luz incidente que é devida ao tipo de estrutura que as opalas apresentam.
Até 1964 esta estrutura não era conhecida e consequentemente a síntese de opalas não era possível. Foi graças ao micoscópio eletrônico, que se descobriu que os apreciados efeitos ópticos eram produzidos pelo arranjo tri-dimensional de esférulas de sílica de igual tamanho (ultramicroscópicas) espaçadas regularmente, que funcionam como uma rede de difração.
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A difração da luz provoca a sua decomposição em cores do espectro de luz visível. São essas cores que se podem observar quando a pedra é olhada de diversos ângulos e que a tornam tão desejada.
O tamanho das esférulas de sílica varia consoante os diversos tipos de opala.
Desta forma, consoante o maior ou menor tamanho das esférulas de sílica também o “jogo de cores” produzido tem mais ou menos cores: as opalas constituídas por esférulas maiores permitem a passagem, através dos espaços entre elas, de todos os componentes da luz branca; as opalas constituídas por esférulas menores bloqueiam os comprimentos de onda maiores (responsáveis pelos vermelhos e laranjas). Assim as primeiras produzem uma irisação com muitas cores (do vermelho ao violeta do espectro de luz visível) e as segundas produzem uma irisação com menos cores.
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Depois de conhecida a estrutura das opalas, foi possível iniciar experiências para a sua síntese. Em 1974, as primeiras opalas sintéticas foram comercializadas por Pierre Gilson.
A opala é depositada em cavidades e fissuras nas rochas, a partir da precipitação química de águas ricas em silício ou pode ter origem na acumulação de restos de esqueletos de organismos marinhos animais (radiolários e espículas de certas esponjas) e vegetais (diatomáceas). Também ocorre em fósseis substituíndo as estruturas originais (opala de madeira).
A opala de madeira, xilopala ou xilóide, forma-se quando no processo de fossilização há a substituição da celulose, principal constituinte da madeira, por opala. Na floresta Petrificada de Holbrook, no Arizona, EUA, encontram-se magníficos troncos de araucária petrificados com 65m de comprimento e 3m de largura.
Este local é atualmente um Parque Nacional.
A opala de fogo, também muito apreciada, apresenta-se transparente com uma bonita cor castanho-mel avermelhado. Por vezes esta variedade exibe também iridescência, tornando-se mais valiosa. Esta variedade provém essencialmente do México.
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A melhor maneira da opala exibir o efeito do “jogo de cores” é quando é talhada em cabochão. As opalas de fogo são muitas vezes facetadas e no caso de poderem exibir alguma iridescência são frequente talhadas com a “mesa” (a faceta maior da coroa), ligeiramente curva.
Opalescência é um termo que se refere ao efeito translúcido e leitoso que algumas opalas apresentam; no entanto este termo é, muitas vezes, erradamente utilizado para definir o efeito óptico da multiplicidade de cores observadas nas variedades de opala nobre.
O nome opala deriva de upala, que em sânscrito significa pedra ou pedra preciosa. Esta pedra é conhecida e apreciada desde a Antiguidade. Os Romanos consideravam-na a gema mais bela depois da Esmeralda. Contava-se que “(…) no sec. I a.c., o senador Nonnio preferiu partir para o exílio a ter de ceder uma opala preciosa a Marco António.” In colecção Minerais e Pedras Preciosas, 1993.
Foi associada ao poder e a várias capacidades medicinais, mas mais tarde adquiriu fama de trazer azar. Esta fama perdurou durante muito tempo e só nos finais do sec. XIX, com a descoberta das enormes jazidas na Austrália, é que começou outra vez a ser procurada como pedra de adorno. A rainha Victória, que gostava muito desta gema, contribuiu muito para a sua divulgação.
As jazidas mais antigas localizam-se na ex-Checoslováquia.
Atualmente cerca de 96% da produção de opalas nobre, provêm da Austrália. Há também jazidas no México, no Brasil, nos EUA (Oregon, Nevada e Idaho) e na Ucrânia.
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As bonitas opalas australianas foram descobertas em 1869 em Listowel Downs (em Western Queensland), mas é só em 1889 que a indústria das opalas se estabelece, quando Tullie Wollaston as comercializa com sucesso. Ocorrem numa vasta região denominada de “cintura de opala de Queensland”, com 800 Km, entre New South Wales e a fronteira Queensland / Kynuna; são zonas muito áridas aonde as condições de vida são difíceis.
Atualmente os exemplares de opala nobre preta provêm de Lightning Ridge, New South Wales, mas no passado entre as décadas de 30 e 60 magníficas opalas pretas, dignas de uma rainha, provinham da mina Mighty Hayricks.
Situada entre Adelaide e Darwin, Cober Pedy é a mina de opala mais larga do mundo e foi descoberta em 1915 por um rapaz de 14 anos de idade durante uma expedição à procura de água. Cober Pedy é responsável por cerca de 80% da produção australiana.
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(1) Cabochão é um estilo de talhe: a pedra apresenta um topo côncavo de forma, geralmente, arredondada e uma base mais ou menos plana.
(2) Iridescência – reflecção das cores do arco-íris.

O Diamante

O diamante é uma pedra preciosa que nos fascina desde tempos imemoriais. Talvez pelo seu brilho, talvez pela sua dureza, o que é fato é que não nos é indiferente. Saiba como se forma, qual a sua origem e como se determina a sua idade.
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“O diamante tem fascinado o Homem, pelas suas características ópticas de grande beleza (brilho adamantino e fogo (1) ), bem como pelas suas propriedades de grande durabilidade e dureza.” (Rui Galopim de Carvalho, com. pess.)
Na escala de dureza de Mohs, o diamante ocupa o topo da escala, o nº 10, imediatamente a seguir ao corindo (rubis e safiras), que corresponde ao nº 9 e é, no entanto, cerca de 140 vezes menos duro que o diamante.
O diamante é a substância natural mais dura que existe e daí, provavelmente, a origem do seu nome, “(…) proveniente de adiamantun, palavra latina derivada do grego adamas, que significa Invencível”. (Rui Galopim de Carvalho, com. pess.)
Constituído quase exclusivamente por carbono, o diamante contém algumas impurezas de azoto e boro, que são responsáveis pelas suas cores. Podem ser incolores (ou mais frequentemente com ligeiros matizes amarelados) e de cores fortes - diamantes fancy (fantasia) - que podem ser amarelos, laranja, verdes, azuis e encarnados (os mais raros).
O diamante e a grafite são, ambos, formas cristalinas de carbono, mas enquanto que a grafite é macia, opaca e pouco densa (densidade relativa = 2.23), o diamante é transparente, duro e mais denso (densidade relativa = 3.52). A razão destas diferenças está no arranjo dos átomos de carbono, nas respectivas estruturas cristalinas.
É a forma como os átomos estão ligados entre si (ligações covalentes), e a curta distância entre os mesmos, que confere ao diamante a sua grande dureza, o que não quer dizer que uma pancada forte, aplicada em determinadas direcções, não o possa dividir. Isto deve-se ao fato de possuir clivagem (capacidade de um cristal se dividir segundo determinados planos da estrutura cristalina, deixando faces mais ou menos planas).

IDADE

Pedras Preciosas
Muitos minerais são datados através de elementos radioativos, mas os diamantes não contêm estes elementos e, por isso, não permitem a datação por este método. O método do 14C é restrito ao carbono orgânico e portanto não é, igualmente, aplicável.
Os diamantes contêm muitas vezes pequenas inclusões, que permitem a datação a partir dos respectivos elementos radioativos. No caso destas inclusões terem sido formadas ao mesmo tempo que os diamantes que as contêm (por ex., de piroxena e granada), a idade determinada é a mesma para os dois. É desta forma que foram estimadas idades para os diamantes, que vão desde os 3300 MA (milhões de anos), em Kimberly, na África do Sul, aos 990 MA, em Orapa, no Botswana. Comparando a idade da Terra, estimada em cerca de 4600 MA, com a idade obtida para os diamantes, verificamos que são minerais muito antigos.

ORIGEM

Os diamantes tiveram a sua origem no interior da Terra, na parte superior do manto, a profundidades entre os 100 e os 200 Km, podendo, por vezes, chegar aos 600 Km. A estas profundidades (100-200 Km), a temperatura calculada ronda os 900 a 1300 ºC e a pressão os 45 a 60 Kbar, valores enormes quando comparados com a pressão atmosférica de 1 bar.
O carbono que constitui os diamantes tem duas fontes possíveis:
Carbono “primitivo” da altura em que a Terra se formou, acumulado no manto superior e que cristalizou sob a forma de diamantes;
Carbono proveniente da superfície da Terra, de sedimentos que foram transportados para o interior do Manto através dos movimentos da Terra, nas zonas de subducção, até uma profundidade superior a 150 Km, necessária à formação de diamante.
Os diamantes são, assim, minerais constituintes de rochas formadas a profundidades que se inserem na parte superior do manto.
Pedras Preciosas

E como é que os diamantes chegam à superfície?

Os diamantes foram trazidos para a superfície a partir de fenômenos de vulcanismo violentos, que se deram há várias dezenas de milhões de anos. Como já foi referido, os diamantes são bem mais antigos, significando isto que se formaram primeiro no interior da Terra e que foram posteriormente trazidos para a superfície por fenômenos de vulcanismo, em que o magma em ascensão passou por rochas com diamantes, trazendo-as com ele.
Este tipo de magmas ascendeu rapidamente e desta forma os diamantes não se transformaram em grafite, em dióxido de carbono (CO2), nem se dissolveram no magma. Uma subida lenta ou com várias paragens vai permitir que a estrutura do diamante se modifique, de modo a que os átomos de carbono se ajustem às novas condições de menor pressão e menor temperatura. A grafite é uma forma de carbono mais estável nas condições de pressão e temperatura da superfície. Em Marrocos há ocorrências de formações vulcânicas com grafite em vez de diamantes, devido a uma subida demasiado lenta.
As velocidades estimadas são da ordem dos 10 a 30 Km/h. Quando o magma chega perto da superfície (2 a 3 km abaixo da superfície), a velocidade aumenta drasticamente centenas de km/h, devido às grande quantidades de gases (CO2 e água) que vêm dissolvidos no magma e que se expandem (devido à menor pressão e temperatura), originando explosões muito violentas.

Ocorrência

Pedras Preciosas
Os diamantes podem ser explorados nos corpos vulcânicos que os trouxeram para a superfície, se economicamente viáveis (jazigos primários), ou nos chamados placers: depósitos de sedimentos, com quantidades apreciáveis de pedras preciosas, que se originam devido à ação de erosão, nas rochas que as contêm. Os placers são também designados de jazigos secundários.
Até 1870 os diamantes foram encontrados em depósitos aluviais na Índia e no Brasil. Em 1866 foi encontrado um placer na África do Sul e pouco tempo depois foi localizado o primeiro corpo vulcânico com rochas com diamantes. Como o tipo de rocha encontrado era novo, foi atribuído o nome de kimberlito, nome derivado de Kimberly, a cidade que fica mais perto. Em 1979 foi encontrado na Austrália um tipo ligeiramente diferente de rocha vulcânica com diamantes, à qual se chamou lamproíto.
Os kimberlitos e os lamproítos são as rochas vulcânicas que à superfície podem conter diamantes.
Nos jazigos primários a concentração de diamante é, geralmente, pequena, chegando a ser retiradas 300 toneladas de rocha para se obter 1 quilate (0,2 g) de diamante. Na África do Sul os jazigos primários, tipicamente, contêm cerca de 1 quilate de diamante por 5 toneladas de rocha kimberlítica.
Nos jazigos secundários encontram-se diamantes de boa qualidade numa percentagem superior relativamente aos jazigos primários.
Os países mais importantes na produção de diamantes são a Austrália, o Botswana, o Congo, a Rússia e a África do Sul, e a produção mundial de diamante (de qualidade-gema(2) e para fins industriais) é da ordem das 20 toneladas/ano. A percentagem de material com qualidade-gema é relativamente pequena, mas apesar disso o diamante pode ser considerado como uma das gemas menos raras quando comparado com o rubi, a esmeralda ou a safira de boa qualidade. (Rui Galopim de Carvalho, com. pess.)
(1) Fogo - jogo de cores que se pode observar num diamante, causado pela dispersão da luz.
(2) Materiais com qualidade - gema são materiais cujas características permitem a sua utilização em joalharia.

Diamante, a mais famosa e lendária de todas as gemas, é bastante singular em muitos aspectos.

O diamante: pedra preciosa
Diamante, a mais famosa e lendária de todas as gemas, é bastante singular em muitos aspectos.
Conhecida por ser a substância mais dura na terra, o fogo cintilante, durabilidade e raridade do diamante fazer o mais premiado de todas as gemas. Não gema contém tanto fascínio e interesse como faz Diamante.
A maioria dos diamantes utilizados como pedras preciosas são incolores ou muito levemente colorida. No entanto, os diamantes coloridos, conhecidos como "fantasias", pode ser extremamente raro e valioso, e as pedras mais valiosas já foram conhecidos diamantes extravagantes. Na verdade, diamantes extravagantes são as substâncias mais valiosos conhecidos pelo homem, com vivas historicamente diamantes coloridos que estão sendo vendidos por mais de um milhão de dólares por quilate !
Diamantes
Os diamantes foram conhecidos e apreciados como pedras preciosas desde épocas antigas. No entanto, sua única fonte significativa foi em uma oferta limitada nos aluviais depósitos fluviais da Índia. Pequenas quantidades de diamantes também foram encontradas no Brasil na década de 1700, mas não foi até a década de 1870 que os campos de diamante grandes da África do Sul foram descobertas e exploradas. Desde aquela época, muitos novos depósitos significativos em todo o mundo foram descobertas, e desde então a popularidade de Diamante tem crescido muito, devido à maior oferta e os avanços tecnológicos na corte.
A cor mais comum usado para a jóia do diamante é incolor. No entanto, a maioria dos diamantes tem uma tonalidade clara, geralmente amarelada ou acastanhada.
Diamantes perfeitamente claras são muito mais valiosas do que suas contrapartes levemente coloridos.
Apesar de coloração amarelo claro é desdenhada, uma cor amarelo profundo torna o diamante como uma fantasia.
Diamante amarelo aumentaram recentemente em popularidade em jóias.
"Fancy", o termo usado para descrever qualquer diamante colorido profundamente, não só inclui os amarelos e marrons mais comuns, mas também é usado para descrever os tons muito raros de vermelho, rosa, roxo, azul e verde. Diamantes negros, que são mais comuns e menos caro, são ocasionalmente facetadas como gemas opacas ainda brilhante.
Cerca de 20 por cento dos diamantes extraídos são usados em jóias, como a maioria são impróprios para o uso de pedras preciosas.
A grande maioria são opacas e não de qualidade gema, ou são demasiado falha ed.
A impecável diamante é excepcional, como a maioria dos gemstones diamantes contêm algum nível de falhas, mesmo se eles são muito pequenas.
A imensa dureza de diamante contribui para a sua adequação e importância como uma pedra preciosa. Devido à sua dureza, um diamante é imune a riscos, como a única coisa que pode riscá-lo é outra Diamond. Esta resistência empresta-lhe a capacidade de resistir a uso e desgaste diário para além das capacidades da maioria das pedras preciosas. Diamantes também são difíceis de polir, devido à sua dureza - eles só podem ser polidas com serras de diamante especiais, que têm uma fina camada de diamante sobre as lâminas de serra e arestas.
Um sistema de classificação, instituído pelo GIA , foi implementado para avaliar os diamantes com base em quatro aspectos.
Estes quatro sistemas de classificação são conhecidos como "os quatro C", em que todos os diamantes são avaliados:
C olor
C ut
Laridade C
C peso arat
Cor:
A cor de um diamante é graduado em uma escala alfabética que vão desde as letras D a Y. Essa escala mede a saturação de cor, variando de absolutamente incolor a amarelo profunda (ou amarelo-marrom). D é totalmente incolor, sem um pingo de qualquer outra cor.
Y indica um intenso amarelo profundo ou profundo amarelo-marrom.
As letras entre D e Y descrever a cor, dependendo da quantidade de saturação amarelo.
A barra de cores abaixo mostra a carta e a saturação da cor que ele representa.
(A barra não se limita a amarelo, que pode também ser de cor amarela-acastanhada, e não são necessariamente precisas como monitor de saturação pode variar.) A letra Z no grau de cor de um diamante pode, por vezes, ser utilizado para indicar um diamante extravagante.
Diamantes
Corte:
O corte ou faceta do diamante, é a forma e estilo em que é cortada. O corte mais prevalente é a brilhante corte, uma faceta especialmente projetado para trazer para fora o mais fogo na pedra. Às vezes, esse corte não pode ser dada, ou por causa de falha s ou clivagem hábitos. Planeamento muito deve ser tomado antes de cortar um diamante, como um ligeiro erro na faceta pode diminuir significativamente o valor da pedra.
Clareza:
Clareza é graduada do tamanho e da visibilidade da falha s e inclusão s.
Cartas são atribuídas a uma pedra para rotular a qualidade de sua clareza:
FIPerfeitoNão contém falhas ou inclusões em tudo
IFInternamente FlawlessNão contém falhas ou inclusões, a uma ampliação de 10x
VVS 1Inclusões muito, muito pequenasContém falhas muito pequenas ou inclusões visíveis na ampliação de 10x
VVS 2Inclusões muito, muito pequenasContém falhas pequenas ou inclusões visíveis na ampliação de 10x
VS 1Inclusões muito pequenasContém pequenas falhas ou inclusões visíveis na ampliação de 10x
VS 2Inclusões muito pequenasContém falhas ou inclusões visíveis na ampliação de 10x
SI 1Pequenas inclusõesContém falhas maiores ou inclusões visíveis na ampliação de 10x
SI 2Pequenas inclusõesContém falhas maiores ou inclusões facilmente visíveis na ampliação de 10x
I 1InclusõesContém inclusões visíveis a olho nu,
I 2InclusõesContém grandes inclusões visíveis a olho nu
I 3InclusõesContém inclusões muito grandes visíveis a olho nu
Peso do quilate:
O tamanho de um diamante é medido em quilates s (abreviado como ct ). Um quilate equivale a 0,2 gramas (cerca de 0,007 onças). Outra medida de peso por vezes utilizado para pequena para Diamonds é o ponto de medição (abreviado como pt ). Cada ponto é um / 100 de um quilate. Por exemplo, uma pedra pesando 34 pt pesa .34 diamantes maiores ct valem mais do que as proporcionalmente menores, ou seja, a 3 ct diamante supera o valor de três 1ct Diamonds.
Diamantes (bem como outras preciosas pedras coloridas) muitas vezes são vendidos juntamente com um documento de certificação que lista detalhes abrangentes sobre a pedra, especialmente a sua 4 C da. Esses certificados são normalmente certificados por organizações reconhecidas, tais como o GIA e AGS (American Gem Society) e proporcionar autenticidade na pedra comprado. Diamantes que são certificadas têm um prêmio sobre os não-certificados pedras.
Diamantes são muito difíceis de sintetizar, como a sua formação requer temperaturas extremamente elevadas e pressão de modo a formar. No entanto, a tecnologia existe para diamantes sintéticos de produtos, mas a saída destes diamantes sintéticos é relativamente limitada, devido aos elevados custos envolvidos na sua produção.
USOS
O diamante é a pedra mais importante na indústria de jóias. A pedra incolor é mais frequentemente usado para a jóia, embora amarelos e marrons também são utilizados. Outras fantasias são muito raros e caros para a indústria de jóias mainstream, e são reservadas exclusivamente para o consumidor final alto. Diamantes negros, opacos são ocasionalmente facetado em um pedras pretas com um sub metálico brilho.
VARIEDADES
Diamante Pretp - Preto opaco diamante com uma brilhante sub metálico brilho que é ocasionalmente usada como uma pedra preciosa.
Bort - de cor escura, imperfeitamente cristalizado, opaco Diamante . Também pode se referir a um fragmento de um diamante de qualidade gema.
Diamante canário - Diamante com uma cor de fundo amarelo.
Fantasia - Refere-se a cor do diamante s, como azul, vermelho, rosa, roxo e verde, assim como marrom escuro amarelo e profunda. Diamantes extravagantes são extremamente raros e procurados.
Diamantes
Nomes falsos
Há muitas formas de quartzo que podem ser referidos como "Diamond". Muitos são específicos localidade, e prefácio do Diamante palavra com um nome de localidade. Muitos desses nomes são raramente utilizados ou por concessionários, mas há poucos como tal Herkimer diamante que são universalmente utilizado.
Aqui estão alguns nomes para ver para que descrevem variedades de quartzo:
Arkansas Diamante
Baffa Diamante
Bristol Diamond
Cape May Diamante
Diamante Cornish
Dauphine Diamante
Herkimer Diamond
Hot Springs Diamante
Marmorosch Diamante
Pecos Diamante
Vallum Diamante
Zabeltitzen Diamante
Há outros nomes falsos usados não referindo-se a Quartz.
Eles são como se segue:
Alasca Black Diamond - Hematita
Jourado Diamond - sintético incolor Spinel
Killiecrankie Diamond - Incolor Topaz de Killiecrankie Bay, no extremo norte de Flinders Island, Austrália.
Matura Diamond - Incolor Zircon
Strass Diamond - vidro incolor usado como um simulador de gemstone
Swarovski Diamond - forma altamente brilhante de vidro
FONTES
A produção de diamantes varia de ano para ano, por exemplo, grandes quantidades de diamantes foram recentemente vindo do Botswana, enquanto os grandes depósitos da Austrália não são mais produtivas. A partir de 2010, os dez principais países produtores de diamantes, que representam mais de 80 por cento dos diamantes mundos, são a Rússia, Botswana, Congo, Angloa, África do Sul, Namíbia, Guiné, Gana, Austrália e Canadá (um produtor relativamente recente).

Grama do ouro próximos dos R$170.Mineradoras faturando alto..




 
Uma das melhores apostas do momento é o ouro, mas ouro aqui no Brasil.

Existem duas grandes forças em ação que turbinam o ouro: de um lado as péssimas notícias da economia e da política que fazem o real cair e do outro as más notícias da China que alavancam o ouro no mercado internacional.

Nesse cenário favorável é difícil perder no curto prazo e aqueles que apostaram no ouro estão todos com um sorriso estampado.

Hoje o grama do metal passou dos R$164. Este preço já configura uma alta de quase 60% em reais no ano.

Somente nos últimos 3 dias o grama subiu 10% .

Tudo leva a crer que ainda existe muita lenha nesta fogueira e que o metal vai continuar a subida em reais de forma irreversível.

As ações das grandes mineradoras de ouro subiram o dia inteiro: a Barrick Gold chega a 10%, a AngloGold Ashanti 5,40% a Yamana Gold 6,51% e a Kinross Gold 5,69%.

Você sabe onde está guardado o gigantesco acervo coletado pelas centenas de empresas de mineração, que investiram bilhões?




 
Você sabe onde está guardado o gigantesco acervo coletado pelas centenas de empresas de mineração, que investiram bilhões ao longo de décadas em pesquisa mineral no Brasil?

Estou falando de um tesouro de informações valiosíssimas: da geologia, geoquímica, testemunhos de sondagens, análises químicas, dados geofísicos e muitos outros trabalhos técnicos executados no nosso país.

Onde foi parar esse patrimônio, cujo valor é medido em bilhões de dólares e que pode (e deve) ser disponibilizado para os trabalhos de exploração mineral futuros?

Um patrimônio que nos irá propiciar novas riquezas, se disponibilizado aos pesquisadores minerais que atuam no País.

O que eu estou falando não é pouca coisa...

Tratam-se de milhões de metros de testemunhos de sondagem, centenas de milhões de análises químicas, incontáveis relatórios técnicos, centenas de milhares de mapas geológicos, milhões de quilômetros quadrados cobertos por geofísica terrestre e aérea além de incontáveis investimentos feitos em exploração mineral no Brasil.

A resposta, como alguns já devem imaginar, é assustadora!

A maioria deste acervo de imenso valor está, simplesmente, perdido.

O motivo deste desastre é o desinteresse do governo e a falta de uma legislação clara sobre o assunto.

No Brasil as empresas de pesquisa mineral não são obrigadas a fornecer, obrigatoriamente, ao Governo os dados da pesquisa geocodificados, após um período de carência.

O que fica da pesquisa mineral, neste país, são os relatórios entregues ao DNPM, geralmente mal feitos, cheios de copy paste e generalidades: a chacota de muitos que os veem.

Inócuos, com muito pouco conteúdo técnico esses “pesos de papel” são repletos de informações de pouco valor, copiadas dos livros de geologia e dos relatórios de mapeamentos geológicos feitos pelo Governo. Relatórios feitos para cumprir com as obrigações da legislação mineral.

Pouco ou nada adicionam à geologia ou à sociedade.

E, para desgraça do país, eles, praticamente nunca, contêm os bancos de dados analíticos e geofísicos que embasaram as suas conclusões.

Onde foram parar os milhões de metros de testemunhos de sondagem perfurados nas últimas décadas? Um acervo de valor geológico inestimável que certamente foi lançado no lixo por falta de armazenagem.

O DNPM , que deveria concentrar o acervo da pesquisa mineral brasileira, nada faz.

Por não agir como um verdadeiro órgão fiscalizador e certificador, fica relegado à mediocridade dos relatórios técnicos que acumula.

As milhares de toneladas de papel, acumuladas pelo DNPM, por incrível que pareça, não são disponibilizadas ao público.

É um festival da mesmice anacrônica, pois até hoje esses relatórios ainda não são digitais e nem são utilizados para embasar pesquisas minerais ou trabalhos científicos.

Onde estão os bancos de dados digitais da geoquímica e geofísica, que deveriam, obrigatoriamente fazer parte dos relatórios. As fotografias dos testemunhos de sondagem?

O que nós constatamos é que praticamente TODA a pesquisa mineral feita no Brasil está indo para o lixo.

O problema é recorrente. Somente as junior companies estavam investindo, há poucos anos, quando o país ainda fazia pesquisa mineral, bilhões de reais ao ano em exploração mineral...

Hoje a maioria das empresas de pesquisa mineral já abandonaram o país, que pouco ou nada lhes ofereceu a não ser o descaso. Os dados? Possivelmente engavetados a beira do esquecimento: a falência de um sistema sem memória.



Como geólogo fico horrorizado com a perda que o Brasil sofre, por falta de legislação e de um órgão certificador oficial.

Se o DNPM tivesse em seus quadros profissionais qualificados, aceitos internacionalmente, os Competent Persons (CPs), ele poderia fazer, não só a vistoria dos projetos, mas a primeira certificação e auditoria dos dados (o QAQC). Neste caso, como em um passe de mágica, caberia ao DNPM a confirmação de que esses dados foram obtidos dentro de uma norma brasileira (tipo JORC), aceita internacionalmente.

Então não teríamos este prejuízo bilionário e, possivelmente, não precisaríamos ter que empregar geólogos estrangeiros (Competent Persons) que nada conhecem do Brasil para certificar os nossos projetos.

O DNPM seria uma referência, não o órgão abandonado e ineficiente que se tornou.

Temos que criar uma legislação que obrigue, a todas as empresas de pesquisa mineral a fornecer os seus bancos de dados de geologia, geoquímica e geofísica, geocodificados, ao Governo e ao público, após um período de cinco anos da aquisição.

Esta informação pertence ao Brasil e como tal deve ser disponibilizada para seu benefício.

Desta forma a exploração mineral brasileira poderá usufruir de milhões de dados altamente relevantes que servirão para embasar os programas futuros.

Não seríamos o que somos: um país sem passado, que abandonou completamente a exploração mineral.

Já discuti esses pontos em várias reuniões com a participação das grandes empresas de mineração do Brasil, do DNPM e da CPRM. Mas, graças à falta de interesse de uns e da negação de outros, nunca chegamos a lugar nenhum.

Hoje quando vejo as milhares de toneladas de papéis de baixa qualidade, sem uso e fora do alcance do pesquisador, acumulados nos prédios do DNPM, percebo que erramos feio.

Somos um país sem memória e, ao permanecer no erro, negamos o futuro aos nossos jovens.

Em um mundo digital, onde o Big Data virou a fonte de tesouros inimagináveis, nós nadamos contra a corrente e nem sequer somos capazes de armazenar e disponibilizar a informação adquirida em nosso próprio solo.

Mas ainda tem tempo para mudar. ..

terça-feira, 16 de fevereiro de 2016

Confirmado: meteorito matou o motorista indiano

Confirmado: meteorito matou o motorista indiano



 
O acidente que matou um motorista do campus universitário de Bharathidasan no último sábado, noticiado pelo Portal do Geólogo foi, realmente, causado por um meteorito.

Logo após o desastre alguns cientistas da NASA, precipitada e arrogantemente, declararam que o fenômeno não havia sido causado pelo impacto de um meteorito, mas sim era resultado de uma explosão terrestre.

Os indianos coletaram pequenas amostras e enviaram para a Organização Indiana de Pesquisa Espacial, que, finalmente, confirmou que o desastre foi causado pelo choque de um meteorito com a Terra.

Trata-se de um meteorito tipo condrito carbonoso que literalmente vaporizou na atmosfera e no choque, matando um e ferindo três. O impacto criou uma pequena cratera, quebra de vidraças, um choque sônico e um forte deslocamento de ar que foi filmado por câmaras do Campus.

Os condritos carbonosos (foto) são relativamente raros e considerados os mais primitivos meteoritos conhecidos. São os meteoritos onde são encontrados carbono orgânico e aminoácidos que se assemelham os querogênios encontrados no petróleo.

É o primeiro caso moderno onde uma pessoa é morta pelo choque com meteorito.