sexta-feira, 19 de fevereiro de 2016

O Rio Grande do Sul é um dos maiores produtores brasileiros de pedras preciosas


O Rio Grande do Sul é um dos maiores produtores brasileiros de pedras preciosas e um dos mais importantes produtores mundiais de duas delas, ágata e a ametista.
Se você já ouviu falar em pedra semipreciosas, esqueça. A distinção preciosa/semipreciosa é arbitrária, confusa, desnecessária, não tem fundamento científico ou econômico e, para o Brasil, é até prejudicial.
Hans Stern, dono da H. Stern, empresa brasileira com 90 joalherias no país e mais 85 espalhadas por quatorze países, diz que " não existe pedra semipreciosa como não existe mulher semigrávida ".
Segundo o IBGM (Instituto Brasileiro de Gemas e Metais Preciosos), o Rio Grande é o segundo maior exportador brasileiro de gemas brutas (US$ 10.175.000 em 1997) e lapidadas ((US$ 18.622.000), só perdendo para Minas Gerais. Com relação a obras feitas com pedras preciosas, ocupamos o primeiro lugar (US$ 5.863.000), bem à frente do Rio de Janeiro (US$ 2.070.000) e de Minas Gerais (US$ 1.568.000).
O que produzimos
A produção gaúcha é grande mas se apóia em apenas três gemas: ametista, citrino e ágata, todos variedade de quartzo.
A ametista é a mais valiosa das três pedras preciosas. É um quartzo de cor roxa, em tons que vão do bem claro ao roxo profundo. De toda nossa grande produção, apenas 3% são adequadas para lapidação, sendo o restante vendido como peças decorativas e/ou para coleção.
O citrino é amarelo a laranja, excepcionalmente vermelho, caso em que vale bem mais. É mais raro que a ametista, mas vale menos, provavelmente porque sua cor é bem mais comum entre as pedras preciosas. É importante salientar que citrino é extremamente raro no Rio Grande do Sul e que nossa produção provêm do aquecimento da ametista, o que provoca oxidação do ferro nela existente e conseqüente mudança de cor. Isso é feito quando a cor da ametista é muito fraca, impedindo-a de alcançar bom preço no mercado. Nem sempre, porém, o tratamento térmico dá um produto de maior valor.
O que chamam, no comércio, de " topázio Rio Grande " nada mais é que esse citrino.
A ágata caracteriza-se por ter cores variadas, dispostas em faixas paralelas, retas e/ou concêntricas. As cores mais comuns são cinza e cinza-azulado, havendo também faixas de cores branca, preta, amarela, laranja, bege, vermelha e marrom. Quando as cores não são atraentes, limitando-se a tons de cinza, por exemplo, pode-se aproveitar o fato de a ágata ser porosa e tingi-la.
Surgem assim ágatas muito bonitas de cores verde, rosa, roxa e azul. Esse processo é usado em muitos países e até mais do que aqui. Nossas ágatas são consideradas as mais bonitas do mundo e só uns 40% delas são tingidas, enquanto no Exterior o tingimento é usado em mais de 50% das ágatas. É importante frisar que o fato de ser tingida não diminui em nada o valor comercial dessa gema.
Nosso Estado é também muito rico em madeira fóssil (xilólito), com a qual se podem obter belíssimos objetos decorativos, bijuterias e mesmo jóias. Atualmente sua produção está suspensa por medida legal, aguardando-se uma avaliação do nosso potencial para então se decidir onde pode ser extraída e em que volume.
Outras gemas gaúchas, menos valiosas, são o cristal-de-rocha (quartzo incolor), abundante mas aproveitado apenas como peça de coleção ou decorativa; jaspe (verde ou vermelho); cornalina (alaranjada a vermelha) e ônix (preto). Há ainda variedades de sílica de formas e arranjos exóticos, conhecidas entre produtores e comerciantes por nomes populares: conchinha de ágata (ou medalha), pratinho, flor de ametista, geodinhos, pedra d´água, etc.
Por fim, merecem ser citadas a calcita e a selenita, que não são pedras preciosas mas são produzidas comercialmente em nosso Estado para decoração e coleções. A selenita, aliás, forma cristais tão grandes e límpidos como em nenhum outro país.
Onde estão
A ametista gaúcha provém principalmente da região em torno de Ametista do Sul, no Norte do Estado. Além desse município, produzem gemas Iraí, Frederico Westphalen, Rodeio Bonito, Cristal do Sul, Planalto e, em menor quantidade, Trindade do Sul e Gramado dos Loureiros. É dessa região também que sai a selenita, os pratinhos, flores-de-ametista e belas ágatas (estas pouco abundantes).
A ágata provém principalmente de Salto do Jacuí, no centro do Estado. Mas é largamente produzida em vários outros municípios, como Lagoão, Fontoura Xavier, Progresso e Nova Brescia. Além da ágata, gemas encontradas com mais freqüência são ametista, cornalina, cristal-de-rocha e ônix.
Em todas as áreas produtoras de ametista se faz sua transformação em citrino.
O cristal-de-rocha é abundante em toda a metade Norte do Estado, aparecendo em menor quantidade na porção sul.
A madeira fóssil ocorre principalmente nos municípios de Mata e São Pedro do Sul, mas pode ser vista em Pantano Grande, Butiá, São Vicente do Sul, Santa Maria, e vários outros, ao longo de uma faixa este-oeste, no centro do Estado.
Onde comprar
O melhor lugar para comprar é Soledade, 190 km a Noroeste de Porto Alegre. O município não é produtor de gemas (ao contrário do que muitos pensam), mas é o maior centro de beneficiamento, comercialização e exportação do Estado. Dezenas de lojas e indústrias oferecem enormes quantidade e variedade de gemas e outros minerais, provenientes de vários estados brasileiros e até mesmo do Exterior.
Lá, você encontra ametista bruta, em belos geodos, por US$ 8,00 a 12,00 / kg. Citrino, ágata, cristal-de-rocha, quartzo róseo, quartzo verde, jaspe, sodalita, selenita e calcita são facilmente encontradas, por preços menores que os da ametista.
Lajeado, a 90 km de Porto Alegre (no caminho para Soledade) já foi um grande centro comercial nesse setor, mas hoje conta com pouquíssimas lojas. Em Porto Alegre, há várias lojas que vendem pedras brutas e lapidadas, mas ainda são poucas frente ao tamanho da cidade. Os preços, é claro, são mais altos que em Soledade e a variedade, bem menor.


Ametista 
ametista 


Agata 
ágata 


mina de selenita 
mina de selenita 
(Não, a guria não é a selenita
Olha o que ela segura, aquilo sim é a selenita)

(Em pé, na foto, Carlos Alberto Macedo de Albuquerque e
Flávia Maria Polydoro de Albuquerque)

No interior do PI, exploração de opala garante 1º emprego e renda a famílias

No interior do PI, exploração de opala garante 1º emprego e renda a famílias

Pedro II vive da agricultura e da exploração da opala e venda das joias.
Em alta qualidade, pedra é encontrada apenas no Piauí e na Austrália.


 No passado, o garimpo da opala no interior do Piauí não garantia mais que um ano de renda para os trabalhadores da região, já que o dinheiro da exploração desordenada da pedra costumava ser gasto com a mesma facilidade com que era retirado das minas.
Mas, nos últimos cinco anos, o que era “perdição” para muitos garimpeiros virou negócio em Pedro II. Por ano, a cidade vende perto de 400 quilos de joias feitas com a pedra para os mercados interno e externo. E só 10% dos recursos minerais que existem no município foram explorados.
Desde a extração da opala, encontrada em alta qualidade apenas no Piauí e na Austrália, até o design das peças passa pelas mãos dos pedro-segundenses, permitindo que muitos vivam só disso. Na família de Osmarina Uchôa, 40 anos, o garimpo das pedras cabe ao seu marido e a criação das joias, à sua imaginação.
Francisco Carneiro da Silva Filho, 24 anos, preferiu ficar longe das lavouras e se especializar em lapidação (Foto: Anay Cury/G1)Francisco Carneiro da Silva Filho, 24 anos, preferiu ficar longe das lavouras e se especializar em lapidação (Foto: Anay Cury/G1)
Há seis meses Osmarina abriu uma loja no centro de Pedro II, a Pedra Joia, emprega dois funcionários e disse ter faturamento bruto de R$ 4.000 por mês. “Meu sonho agora é terminar de registrar meu negócio como loja mesmo, ser dona da minha microempresa. Quero fazer cursos e ampliar esse comércio”, afirmou Osmarina, que antes era funcionária da prefeitura de Pedro II.
Osmarina, dona da loja Pedra Joia, em Pedro II (Foto: Anay Cury/G1)Osmarina, dona da loja Pedra Joia, em
Pedro II (Foto: Anay Cury/G1)
As perspectivas positivas da renda que a opala pode gerar estão estimulando jovens do pequeno município a investirem na venda das joias, ampliando o tamanho das lojas e procurando pontos com melhor localização, “para vender mais”. “Me mudei aqui para o centro há uns meses, já pensando no Festival de Inverno. Vem gente não só do Piauí, mas de vários estados. Eles ficam bem em frente da nossa loja, então conseguimos vender bastante. O estoque está cheio”, disse Wellington Rodrigues, 22 anos, sócio, com o seu irmão, da ALTA.L & Joias.

Dono de uma das maiores e mais antigas lojas da cidade, inaugurada em 1992, Juscelino Souza também é uma dessas pessoas que apostaram tudo o que tinham na opala, seguindo, de certa maneira, os passos do pai, que era garimpeiro. No ateliê onde produz as peças – desde a lapidação até a ourivesaria – o empresário emprega 18 funcionários. Para a maioria, é o primeiro emprego. Quando começou, eram só oito, mas, à medida que as pedras começaram a cair no gosto de estrangeiros, a joalheria teve de ser expandida. No início, 90% do que era produzido por Juscelino tinha a exportação como destino, chegando principalmente a França, Alemanha e Estados Unidos.
No entanto, nos últimos anos, a crise que vem atingindo esses países está fazendo com que o empresário comece a focar mais no mercado interno, que hoje responde por 80% do seu faturamento - que chega a R$ 500 mil por ano.
“Os brasileiros estão conhecendo e apreciando mais as joias feitas com pedra. E com o aumento do emprego e da renda, dessa classe C, as pessoas consomem mais. Foi o que garantiu que nossa produção se mantivesse”, disse o empresário, que afirmou ter registrado crescimento de 10% nos seus ganhos no último ano.
Quem está no ramo há mais tempo também começa a dividir o que aprendeu: como fabricar uma bela peça e administrar o próprio negócio. Antonio Márcio de Oliveira trabalha desde 1989 com lapidação de joias. Em 2000, abriu sua primeira joalheria, o Ateliê de Prata. Em 2004 formalizou-se e, neste ano, ampliou uma de suas duas instalações. Juntas, elas empregam dez funcionários e faturam R$ 220 mil por ano, de acordo com Oliveira. No Sebrae, o empresário capacita pessoas interessadas em receber orientações para serem bem sucedidas como ele.
Juscelino Souza, dono da Opalas Pedro II (Foto: Anay Cury/G1)Juscelino Souza, dono da Opalas Pedro II (Foto: Anay
Cury/G1)
Diante do aumento do número de lojas e de ateliês de produção das joias de opala – em 2005, eram 10 e hoje, chegam a 35 – o mercado de trabalho de Pedro II ficou mais aquecido, dando oportunidade para que jovens consigam seu primeiro emprego e se especializem na fabricação das peças.

Francisco Carneiro da Silva Filho, conhecido como Júnior, 24 anos, preferiu ficar longe das lavouras – a outra fonte de renda da população – e se dedicar à lapidação de pedras, o primeiro emprego e, conforme seu desejo, único, na área. “Faço cursos, busco sempre aprender mais. Mas não tenho vontade de sair daqui. Me criei aqui e é aqui que eu quero ficar”, contou Júnior.
Com direito à participação nos lucros da empresa onde trabalha, Marcos Vinícius de Sales Monteiro, 24 anos, diz não trocar a ourivesaria “por nada”. “Estou aqui há oito anos. Esse é o meu primeiro emprego, minha vida. Gosto do que faço e só quero progredir”, contou o jovem, enquanto mostrava uma peça à qual acabara de dar forma. Na loja onde é funcionário, as joias custam de R$ 30 a R$ 1 milhão.
Marcos Vinícuis trabalha em ateliê de joia em Pedro II e diz não trocar o emprego por nada (Foto: Anay Cury/G1)Marcos Vinícuis trabalha em ateliê de joia em Pedro II e
diz não trocar o emprego por nada (Foto: Anay Cury/G1)
Atrás do sucesso mais recente que tem vivido o comércio de Pedro II está o garimpo. Nas mãos desses homens tem início a primeira etapa do ciclo produtivo das joias de opala. Hoje, com a crescente e necessária legalização da exploração das minas, muitos abandonaram a atividade, segundo contam os trabalhadores.
No entanto, os que ainda insistem garantem que o esforço vale a pena. Antonio Ferreira Neto, 48 anos, chamado de Marola, é garimpeiro e lavrador desde os 17. Em Pedro II, conhecida como Suíça piauiense devido às temperaturas amenas que permitem o cultivo de legumes e hortaliças, a maioria das famílias que vivem do garimpo complementam a renda com a produção de suas pequenas lavouras.
“Consegui criar dois filhos com o dinheiro daqui. Tem o lado ruim, desgasta a gente. Tem que ficar aqui o dia inteiro procurando pedra, e nem sempre acha, mas eles estão lá. Um estuda em faculdade pública em Teresina, faz biologia e quer voltar para trabalhar com meio ambiente em Pedro II, e o outro foi para São Paulo, trabalhar em um restaurante muito chique, aquele Fasano.”

“Quatro meses por ano, a maioria das pessoas está voltada à agricultura familiar e o restante do tempo a essas outras atividades”, disse Marcelo Morais, consultor do Projeto Gemas e Joias, do Sebrae no Piauí e Coordenador do Arranjo Produtivo Local da Opala.
Antonio Ferreira Neto, 48 anos, chamado de Marola, é garimpeiro e lavrador desde os 17 (Foto: Anay Cury/G1)Antonio Ferreira Neto, 48 anos, chamado de Marola, é garimpeiro e lavrador desde os 17 (Foto: Anay Cury/G1)
Raio X da Opala (Foto: Editoria de Arte/G1)
 
Com sorte e muita insistência, há garimpeiros que já chegaram a ganhar R$ 60 mil em pedras em um mês, segundo contou o presidente da cooperativa dos trabalhadores, José Cícero da Silva Oliveira. Normalmente, o ganho não atinge essa cifra, mas a atividade tem se desenvolvido de forma sustentável, gerando perspectivas mais positivas para essa atividade. Hoje, são explorados, legalmente, cerca de 700 hectares, o equivalente a 7 milhões de metros quadrados.

“A exploração não é mais desordenada. Todos os trabalhadores da cooperativa trabalham em áreas regulares, com licenciamento, com equipamento de segurança. Sempre recebemos a visita de fiscais de vários ministérios”, afirmou. No regime de cooperativa, 10% de tudo o que se ganha em vendas é dividido entre os 150 associados. “Mas se um encontra uma pedra maior, por exemplo, fica para ele. Se não fosse assim, não daria certo, né?”, ponderou.
Opala lapidada, pronta para virar joia (Foto: Anay Cury/G1)Opala lapidada, pronta para virar joia
A opala extra chega a custar quase quatro vezes mais que o ouro. Enquanto o grama do ouro é cotado por volta de R$ 80, o da opala, dependendo do tipo, o da opala pode ser vendido por até R$ 300. Tão valiosa é a opala que chama a atenção de grandes joalheiras no Brasil. Na Amsterdam Sauer, tradicional joalheria brasileira, presente nas principais metrópoles do mundo, por exemplo, a pedra de Pedro II sempre foi utilizada na produção e comercialização de suas joias, segundo a empresa.

RadiografiaA cidade de Pedro II fica no norte do Piauí, a 195 km da capital Teresina, e contabiliza, aproximadamente, 37.500 habitantes, segundo Censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O município tem cerca de 500 famílias, entre garimpeiros, lapidários, joalheiros e lojistas que vivem da opala, de acordo com dados do Sebrae do Piauí.

As pedras vêm despertando inúmeras crenças e mitos, desde os primórdios da raça humana

As pedras vêm despertando inúmeras crenças e mitos, desde os primórdios da raça humana. Muitos povos já utilizaram e têm utilizado os cristais e as pedras com os mais diferentes propósitos.

Certamente, você acredita ou conhece quem acredite nas propriedades das pedras, suas influências astrais, espirituais e curativas.

As pedras são encontradas em diferentes partes do mundo; cada região possui características próprias no tipo de solo e clima que conferem qualidades específicas às suas pedras.

As pedras brasileiras, de formas geométricas perfeitas, cores inusitadas de extraordinária beleza e propriedades minerais reconhecidas mundialmente, são o que a mãe natureza cria em clima, solo e vegetação privilegiados da nossa geografia.

Não é por acaso ou crendice popular que as pedras e minerais sempre estiveram envolvidas em lendas, astrologia, religião, misticismo e alquimia.

A ciência vem comprovando, surpreendentemente, os diversos benefícios dos minerais e pedras, considerados, hoje, essenciais à vida moderna, com uso tanto na indústria como na medicina e agricultura.

Como provam o relógio a quartzo, a turmalina usada em manômetros, a calcita utilizada na fabricação de vidros, pasta de dentes, borrachas e goma de mascar, a mica um excelente isolante elétrico é usado também na fabricação de tintas, lubrificantes e papel de parede. A energia da Luz, atravessando um cristal, se polariza, formando um raio de foco com forma constante e precisa, aumenta a sua eficiência e poder, dando origem ao raio laser.

Atualmente, o cristal líquido está sendo empregado na tela de TV, na indústria de cosméticos, o quartzo em experiências ultra-sônicas, nos chips de memória dos computadores, etc...

Estamos ainda no início da descoberta, pesquisa e utilização das propriedades das pedras e minerais, apenas vislumbrando inúmeros usos e benefícios que já sabemos imensuráveis e incalculáveis.

Com certeza, sabemos também que os cristais são capazes de receber, refratar, canalizar e projetar energia, talvez, e por isso mesmo, tão importante nos tratamentos alternativos e no misticismo.

Neste canal veremos duas facetas completamente diferentes do estudo das pedras e cristais: os aspectos geológicos e industriais, estudados pelas ciências da Geologia, Gemologia, Mineralogia e Cristalografia, e os aspectos alternativos que surgiram como um ramo da Nova Era, estudados pelas terapias alternativas e místicos.

Minerais de Ocorrência exclusiva ou descobertos no Brasil

inerais de Ocorrência exclusiva ou descobertos no Brasil
Mineral
Composição
Local de descoberta

Brasilianita
Fosfato de sódio e alumínio, de cor amarelo esverdeado
Pegmatito de Conselheiro 
Pena, MG

1945, Henderson e Pough

Minasgeraisita
Silicato de cálcio, itrio e berilo, de cor lilás
Pegmatito de Jaraguaçu, MG

Bahianita
Óxido básico de alumínio e antimônio, forma de favas ou seixos rolados de cor creme/ferrugem
Só existe em Paramirim, BA

Goiasita
Fosfato básico hidratado de estrôncio e alumínio, de amarelo a rosa, ocorre em grãos inclusos em quartzo
Batizado em homenagem ao Estado de Goiás

Amazonita
Variedade de feldspato microclínio verde, chamado pedra das amazonas (mas já era conhecido na Europa)
Descoberto em Santa Maria de Itabira e Santana de Ferros, MG

Gorceixita
Fosfato básico de bário e alumínio, encontrado em forma de seixos rolados
Descoberto em Rio Abaeté, MG 

Batizado em homenagem a Claude Gorceix, fundador da Escola de Minas de Ouro Preto

Barbosalita
Fosfato básico de ferro do grupo da lazurita, de cor preta ou azul escuro 
Ocorre em várias localidades de MG, 

Batizado em homenagem a Aluisio Barbosa, geólogo brasileiro

Avelinoita(cyrilocita) 
Fosfato básico hidratado de sódio
e ferro, de cor amarela 
Descoberto no Pegmatito de Sapucaia, 
Galiléia, MG 

Batizado em homenagem a Avelino Oliveira, geólogo brasileiro

Djalmaita
(uranmicrolita)
Óxido básico de urânio, cálcio, cério, tântalo, niobioo e flúor, de cor variável 
Descoberto em São João Del Rey, MG 

Batizado em homenagem a Djalma Guimarães, geólogo brasileiro

Yanomamita
Arsenato hidratado de índio, verde ou amarelo, do grupo da variscita (muito raro)
Monte Alegre, GO Descoberto por Nilson Botelho

Lewisita
, Tripuita,Derbylita 
Associados à Monazita 
Descobertos no Córrego Tripuí,
Ouro Preto, MG

Arrojadita
Alumínio fosfato básico de potássio, sódio, cálcio, ferro e manganês 
1925, Djalma Guimarães 

Batizado em homenagem a Miguel Arrojado Lisboa, engenheiro de minas
Barddeleita(brazilita)
Óxido de zircônio 
1892, Poços de Caldas, MG
Cubanita(chalmersita) 
Sulfeto de ferro e cobre 
1853, Breithaup 1902, Hussak

Frondelita
Fosfato básico de manganês e ferro 
Sapucália, 
Galiléia, MG 

1949, Lindberg

Lanthanita
Carbonato hidratado de neodímio e lantânio
Curitiba, PR

1980, Robert

Moraesita
Fosfato básico hidratado de Berílio
Sapucália, 
Galiléia, MG 

1953, Lindberg

Tavorita
Fosfato básico de lítio e ferro 
Sapucalia, 
Galiléia, MG 

1955, Lindberg e Pecora

Scorzalita
Aluminio fosfato de ferro e magnesio 
Córrego Frio, Linópolis, MG 

1947, Pecora

Zirkelita
Óxido de titânio, calcio e zirconio 
Jacupiranga, SP

1895, Hussak

Um dos maiores tesouros naturais do Brasil é seu leito geológico

Um dos maiores tesouros naturais do Brasil é seu leito geológico, fonte de pedras preciosas usadas em joalheria e também de minerais usados na indústria, em usinas nucleares e construção de naves espaciais, alguns deles de ocorrência exclusiva ou descobertos no Brasil.
(Ver link abaixo).
  
Desde a Idade da Pedra as rochas forneceram instrumentos detrabalho, instrumentos artísticos, jóias e matéria prima para a construção de abrigos, incorporando-se ao dia a dia dos homens em vários níveis, até mesmo no nível místico.

Os elementos que compõe os minerais fazem parte da matéria prima da Terra, cuja estrutura está em contínua mudança há 4,6 bilhões de anos.

Existem três grupos principais de minerais na natureza:

1. de origem magmática:
provenientes de correntes de lava que se originam no interior da Terra, sofrem uma pressão tão grande que alguns se moldam em cristais valiosos, como o diamante. Esta é a origem de alguns dos tesouros do Brasil: esmeraldas, águas-marinhas, topázios e turmalinas.

2. de origem sedimentar: 
os minerais dissolvidos pela erosão se acumulam em bolsões, depositados em camadas sucessivas, que ao evaporarem cristalizam. Assim são formados a calcita, a aragonita e a gipsita.

3. de origem metamórfica:
resultam de transformações internas de rochas, devido a pressão, deslizamentos, mudanças bruscas de temperatura que promovem cristalização. As cianitas, as granadas e os epidotos são formados assim.

No mundo todo existem cerca de 3.500 tipos de minerais, e cada um dos quais pode apresentar um número enorme de variedades.

Veja estes exemplos:

Quartzo = fórmula básica SiO2

Quando acrescido de pequenas impurezas como ouro, ferro ou água, sofrem mudanças drásticas de cor e textura, podendo formar subprodutos como: ametista, citrino, opala, ágata, calcedônia e olho-de-tigre, que têm aspecto completamente diferente, mas são quartzos.

Berilo = formula básica BeAl

Quando acrescido de elementos como ferro, oxigênio, sílica, forma subprodutos como: heliodoro (amarelo), ametista (roxo), morganita (rosa), água marinha (azul esverdeado), bixbita (vermelho) e esmeralda (verde), e o fantástico crisoberilo, variedade rara de pedra verde que muda de cor conforme a incidência de luz, se tornando amarela ou vermelha, usada hoje na composição dos vidros das janelas de naves espaciais por filtrarem raios cósmicos.

Corindon = formula básica Al2O3

De acordo com inclusões se formam as safiras azuis, os rubis vermelhos, e outras tonalidades de corindons industriais verdes, laranja e amarelos.

É importante definir estes termos:

Mineral: é um corpo natural homogêneo e inorgânico, com composição química definida e estável que lhe dá certas propriedades.

Rocha: são agrupamentos de minerais combinados, como o granito (que tem pequenas inclusões de cristais de quartzo, feldspato e mica), o basalto, a obsidiana e o arenito.

Cristal ou Gema: é um sólido cujas partículas são coesas e assumem um arranjo geométrico formando prismas naturais de arranjo constante, como o diamante (octaedros), berilo (hexagonais), pirita (cubos).

Minerais de Ocorrência exclusiva ou descobertos no Brasil

Existem alguns minerais que foram descobertos em território brasileiro, ou são de ocorrência principal ou exclusiva no Brasil, e levam nomes característicos de regiões brasileiras ou profissionais da área de mineralogia que trabalharam no Brasil: