sábado, 20 de fevereiro de 2016

Recursos Minerais do estado do Paraná

Recursos Minerais

O Estado do Paraná cobre uma superfície de cerca de 200.000 km2 e pode ser subdividido do ponto de vista de vocação mineral em quatro compartimentos:







Cobertura Sedimentar Mesozóica – Abrange cerca de 12% do território (23.500 km2), constituída por rochas formadas em ambiente fluvial e desértico. Os litotipos predominantes são arenitos, seguidos de siltitos e argilitos que apresentam baixo potencial mineral, exceto pelas areias para construção civil e de uso industrial.

Grupo São Bento – Cobre mais da metade do território paranaense (53%), constituído pelos derrames basálticos da Serra Geral originados em um gigantesco evento de vulcanismo fissural continental ocorrido no Mesozóico, além da Formação Botucatu, que são arenitos de ambiente desértico. Os basaltos dão origem aos solos de excelente qualidade do oeste do Paraná e apresentam exploração de ágatas e ametistas no sudoeste, além de ocorrências de minerais de cobre. Os arenitos da Formação Botucatu são os grandes armazenadores de água do aquífero Guarani.

Grupos Passa Dois, Guatá, Itararé e Paraná - Cerca de 25% do território paranaense é ocupado pela faixa de afloramento da Bacia do Paraná, que apresenta uma configuração de arco voltado para leste, com largura média de 130 km e que corta o Estado de norte a sul. Este compartimento geológico é o principal produtor de insumos energéticos (minas de carvão e xisto pirobetuminoso), registra uma reserva de urânio em Figueira e muitas ocorrências de rochas carbonáticas adequadas para produção de corretivo agrícola.

Embasamento - Constitui a porção geológica basal do Estado, situado no litoral, na Serra do Mar e no Primeiro Planalto. É constituído por ampla diversidade de ambientes geológicos e tipos litológicos que ocupam cerca de 10% do território paranaense (21.000 km2). Esta porção é responsável por cerca de 65% do valor da produção mineral paranaense, com a Região Metropolitana de Curitiba-RMC respondendo por cerca de 70% deste valor ou seja, 45% do total do Estado.

Síntese da geologia e dos recursos minerais do Paraná

Unidade  
estratigráfica
Ambiente predominante
Agrupamento litológico
Ocorrências minerais, 
jazidas e minas
Área  
km
2
% do  
Estado
Sedimentos  
Recentes
fluviais atuais  
e subatuais
aluviões, argilitos, arcósios, areias, cascalhos, turfeiras
diamante, ilmenita, zirconita, ouro, turfa
6.377
3,2
Grupo Bauru
planície fluvial  
e desértico
arenitos, siltitos, lamitos avermelhados

23.520
11,8
Rochas ígneas alcalinas
vulcanismo  
continental
diques básicos, plutões sieníticos, fonolíticos e carbonatíticos
fosfato, terras raras, fluorita


Formação  
Serra Geral
vulcanismo  
continental
derrames, diques e sills basálticos toleíticos
cobre, ágata, ametista, pedra brita, argila
105.043
52,7
Formação  
Botucatu
Desértico e  
planície aluvial
Arenitos e raros conglomerados
Areia industrial e para construção civil
2.790
1,4


Intrusões gábricas com diferenciados alcalinos
rochas ornamentais


Formação  
Rio do Rastro
fluviais,  
planície deltáica  
e de marés
siltitos , argilitos, arenitos verdes ou vermelhos e calcarenitos
calcário, argila vermelha
6.378
3,2
Formação  
Teresina
planície de marés e de plataforma epinerítica
siltitos acinzentados com lentes de calcários
calcário, argila vermelha
6.776
3,4
Formações  
Serra Alta e Irati
plataforma epinerítica e bacia restrita
lamitos, argilitos, folhelhos cinza escuros e pirobetuminosos
calcário, xisto pirobetuminoso, argila
2.790
1,4
Formações Palermo e  
Rio Bonito
plataforma epinerítica, planície litorânea e flúvio deltáicos
siltitos cinzentos, arenitos, folhelhos e calcários
calcário, urânio, carvão, argila vermelha
4.783
2,4
Grupo Itararé
depósitos litorâneos, de plataforma periglacial, deltáica
folhelhos e siltitos cinzentos, arenitos esbranquiçados, diamictitos, ritmitos, arenitos grosseiros avermelhados
carvão, areia industrial, argila refratária e caulínica
13.952
7,0
Formação  
Ponta Grossa
litorâneos  
e de plataforma
folhelhos e siltitos, localmente betuminosos e arenitos finos
argila vermelha
1.993
1,0
Formação Furnas
depósitos aluviais e litorâneos
arenitos médios a grosseiros, e conglomeráticos e siltitos
areia, caulim
4.185
2,1
Grupo Castro
vulcano- sedimentar
siltitos, lamitos, arenitos, arcósios, conglomerados, riolitos, andesitos, ignimbritos, tufos, brechas riolíticas, quartzo-latitos
ouro, argilas, pedra brita
797
0,4
Formação Guaratubinha
vulcano- sedimentar
conglomerados, arcósios, siltitos, argilitos, brechas vulcânicas, tufos, lavas riolíticas e andesíticas
ouro 
199
0,1
Formação  
Camarinha

siltitos, conglomerados polimíticos, arcósios e argilitos

199
0,1
Granitóides

granitos alcalinos, sienitos e alaskitos
rocha ornamental, ouro,cassiterita, wolframita e molibdenita
996
0,5
Granitóides

granodioritos, monzonitos e granitos com horblenda e biotita

199
0,1
Granitóides

batólitos graníticos com macrocristaisde feldspato potássico

4.385
2,2
Granitóides

granitos gnáissicos e de anatexia

597
0,3
Sequência 
Antinha

metarritmitos, metarenitos, metacalcários e metaconglomerados
metacalcário calcítico
199
0,1
Formação 
Itaiacoca
vulcano- sedimentar
Metassiltitos, metavulcânicas, mármores dolomíticos e dolomitos. metarenitos, quartzitos e micaxistos
talco, caulim, mármore dolomítico
1.395
0,7
Formação 
Capiru

Metassiltitos, metargilitos, filitos grafitosos, mármores dolomíticos e dolomitos, metarenitos
mármore dolomítico
996
0,5
Formação 
Votuverava

Meta-siltitos, metargilitos,metarritimitos, ardósias, metarenitos, micaxistos, calcários e dolomitos
metacalcário calcítico e dolomítico
1.594
0,8


migmatitos bandados, micaxistos e quartzitos

398
0,2
Grupo Setuva 
Formação 
Água Clara

calcoxistos, mármores, micaxistos, metatufos básicos e rochas manganesíferas
mármore, zinco, barita, chumbo, prata, fluorita
797
0,4
Grupo Setuva 
Complexo Turvo-Cajati

granada-silimanita xistos, actinolita-biotita xistos, xistos calco-silicáticos, mármores dolomíticos ecalcossilicáticos



Grupo Setuva
Formação Perau

calco-xistos, micaxistos, metabasitos, anfibolitos e quartzitos. Metavulcânicas ácidas localmente
chumbo, zinco, prata
797
0,4
Complexo  
Pré-Setuva

migmatitos bandados, gnaisses fitados e ocelares, quartzitos a magnetita, anfibolitos, metabásicas, serpentinitos e talcoxistos
rochas para revestimento, ouro
6.577
3,3
Complexo 
Serra Negra

charnoquitos, granulitos, xistosmanganesianos, anfibolitos, micaxistos e quartzitos

597
0,3

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2016

ONDE SE FORMAM AS PEDRAS PRECIOSAS?

ONDE SE FORMAM AS PEDRAS PRECIOSAS?


 As pedras preciosas não têm esse nome à toa: para elas se formarem, é preciso que os elementos químicos certos sejam expostos a determinadas condições de temperatura e pressão, num processo que pode se estender por milhares de anos. O resultado são minerais com características tão especiais que, lapidados, revelam brilhos encantadores. Alguns são formados por ingredientes raríssimos. O berílio, presente na esmeralda, por exemplo, corresponde a 0,00026% da crosta terrestre – ou seja, para cada tonelada de rochas do planeta, apenas 3 gramas são berílio. Já o diamante é feito só de carbono, um dos elementos mais abundantes da Terra – porém, seus átomos estão organizados numa estrutura única, forjada nas profundezas do planeta.
 
FAMÍLIA ROCHAConheça os diferentes tipos de rocha e entenda como cada um se forma com base em outro, num lento ciclo geológico.
SEDIMENTARESResultam da erosão de outras rochas. O vento e a chuva produzem e carregam fragmentos, depositando-os em áreas como depressões continentais, onde eles se unem entre si. O arenito e o calcário pertencem a essa categoria.
METAMÓRFICASFormam-se quando outras rochas são submetidas a novas condições de temperatura e pressão – como consequência do movimento das placas tectônicas, por exemplo. É o caso do mármore. Se as condições de metamorfismo forem muito intensas, as rochas podem se fundir ao magma, reiniciando o ciclo.
ÍGNEAS OU MAGMÁTICASSão formadas pelo resfriamento e pela solidificação do magma, o que pode ocorrer tanto na superfície do planeta (por meio de vulcões ou fissuras) quanto embaixo da terra. Além do kimberlito, são exemplos o basalto e o granito.

DE ONDE VÊM?

 
Há vários processos de formação de pedras preciosas – também chamadas de gemas. Confira a seguir três exemplos que dão um panorama dessa diversidade e aproveite para descobrir como esses raros materiais estão relacionados com os diferentes tipos de rocha que compõem a crosta terrestre.
DIAMANTECOMO SE FORMA? É o resultado de uma forte compactação de átomos de carbono no manto terrestre – camada do planeta que fica abaixo da crosta. Lá, a 300 quilômetros de profundidade, a temperatura chega a 1.500ºC, e a pressão é equivalente à de 4 mil homens pisando no seu pé! Para chegar à superfície, as pedras pegaram carona no magma de vulcões que entraram em erupção há bilhões de anos. Esse magma, resfriado, virou a rocha ígnea kimberlito, de onde os diamantes hoje são extraídos.

POR QUE É PRECIOSO? Além de ser muito antigo e ter brilho inigualável, é o mineral mais resistente do mundo. Por isso, é usado não só em joias, mas também em ferramentas industriais de corte e perfuração.

PEDRA SEMELHANTE Outra pedra preciosa formada com a cristalização do magma terrestre é o peridoto, uma gema verde constituída de silicato de ferro e de magnésio.
 
OPALACOMO SE FORMA? Quando a água das chuvas escorre por solo arenoso, ela dissolve a sílica (dióxido de silício) presente no arenito – um tipo de rocha sedimentar. Essa solução é carregada para fendas mais profundas, onde, à medida que a água evapora, nas estações secas, a sílica vai se unindo a outros materiais, como magnésio, zircônia, prata e cobre, formando opalas das mais variadas cores.

POR QUE É PRECIOSO? A formação das opalas ocorre num ritmo de 1 centímetro a cada 5 milhões de anos. Além disso, a mistura do dióxido de silício com a água lhe confere raros brilhos multicoloridos.

PEDRA SEMELHANTE A turquesa também tem o silício como matéria-prima, mas a ele somam-se o cobre e o alumínio, que garantem o surgimento da típica coloração azul da pedra.
 
ESMERALDACOMO SE FORMA? Origina-se em rochas metamórficas, com influência decisiva do magma. É do resfriamento de porções dessa massa quente, quando ela avança em direção à crosta, que provém o berílio. Em fendas subterrâneas, ele se mistura a soluções que contêm outros minerais. A água dessas soluções também é trazida pelo magma, já que a chuva não chega tão fundo. A cristalização da mistura de berilo (silicato de alumínio e berílio), crômio e vanádio produz a esmeralda.

POR QUE É PRECIOSO? Além de depender de ingredientes raros, as esmeraldas podem levar milhares de anos para se formarem completamente.

PEDRA SEMELHANTE O berilo misturado a manganês e ferro origina a morganita (berilo rosa). Quando ele se combina com manganês, ferro e titânio, o resultado é o heliodoro (berilo amarelado).