segunda-feira, 22 de fevereiro de 2016

Paládio O “Novo” Branco


Paládio
O “Novo” Branco



Neste último ano observou-se muita conversa sobre um “novo” metal branco na joalheria – o paládio. Para ser bem precisa, ele não é exatamente “novo”, visto que este raro metal branco foi usado em coleções de jóias nos EUA que datam de mais de meio século. Mesmo assim, com algumas das maiores marcas da indústria adotando-o agora, ele tem se tornado o metal branco escolhido atualmente pelos designers.
A Mina Stillwater, berço dos mais ricos depósitos de paládio do mundo, está a apenas 35 milhas ao norte do Parque Nacional de Yellowstone, no estado de Wyoming e na fronteira sul do estado de Montana, nos EUA. Embora o paládio já seja uma parte integral de muitas aplicações, notadamente eletrônicos, conversores catalíticos, pilhas termelétricas, refinamento de óleo e na odontologia por muitos anos, só muito recentemente o seu uso na indústria joalheira começou a explodir. Frank McAllister, diretor executivo da Companhia de Mineração Stillwater (Stillwater Mining Company) explica: “esperamos que o paládio se transforme num fator significativo de crescimento na indústria joalheira. As pessoas estão cativadas por sua raridade, seu branco exuberante e seu intenso brilho. O paládio é tão raro quanto a platina e é um metal branco e brilhante, cuja densidade é perfeita para a joalharia”.
O paládio é um dos metais do grupo da platina (PGM – Platinum Group Metal). Foi identificado em 1803 por William Hyde Wollastone, que assim o chamou inspirado em Palas, companheiro de Atenas, a Deusa Grega da Arte
Possibilidades do paládio
McAllister não é o único entusiasta do uso deste metal na joalharia. Scott Kay, um dos lideres influentes na indústria e fundador de uma das marcas mais solicitadas pelas noivas nos EUA, fez toda sua linha de alta joalharia disponível em paládio, incluindo jóias nupciais (scottkay.com). “O paládio vai mudar a indústria joalheira que conhecemos agora. É um metal precioso, naturalmente branco, com propriedades tais que faz dele uma escolha natural para a joalharia”, ele explica. Quando perguntado se ele está abandonando sua famosa platina, Kay responde: “se as pessoas acham que eu estou pulando fora do barco da platina, estão enganados. Ela sempre será o meu primeiro amor, mas o paládio está marcando presença. Ele não é uma “platina de pobre”. O paládio fornece um fundo impressionante para os diamantes e outras pedras preciosas. É o sonho do joalheiro, a oportunidade do consumidor e um tesouro escondido, natural e puro”.
 
O paládio já era usado na alta joalharia há mais de 60 anos,
como mostrado nas capas de um catálogo de 1940
(imagens por cortesia de Amber and Elichai Fowler)

Tom McLaughlin, designer, joalheiro e co-proprietário da Lennon's Jewelers of Clay, em Nova York, concorda. Após ter usado o paládio, ele “apaixonou-se pelo metal”, assim como os seus clientes. Ele acrescenta: “através do meu desenho e fabricação personalizados, achei o paládio um metal extremamente fácil de trabalhar, com muitas vantagens, incluindo o custo. É naturalmente branco, hipoalergênico, muito maleável e responde bem ao polimento. Tensão nas garras e quebra são virtualmente eliminados, também.” McLaughlin acredita que o futuro do metal é brilhante e que “ocupará seu próprio lugar na indústria”.  
Anel em paládio, diamante azul e turmalina azul - by Tom McLaughlin
(Foto: Mark B. Mann, Mann Design Group, Inc.).
A designer, joalheira e varejista Brenda Warburton, co-proprietária da Ann Arbor e da Austin & Warburton (austinandwarburton.com) relata que “a aceitação do cliente pelas nossas peças em paládio tem sido maravilhosa. Quando apresentado como um metal branco diferente e não como um substituto pobre da platina, o consumidor consegue apreciar o paládio pelos seus próprios atributos, incluindo sua melhor habilidade de reter polimento. Embora nunca vá substituir a platina, ele agora é parte do arsenal de metais para o mercado nupcial atual.”  

In other news, the British pound was under sharp selling pressure Monday as London’s mayor

In other news, the British pound was under sharp selling pressure Monday as London’s mayor has come out against the U.K. staying in the European Union. There will be a referendum held on the matter in June. Holmes said that any currency uncertainty will be bullish for the yellow metal.

‘We are witnessing strong gold buying in London. And last year when gold fell over sixty trading days, one standard deviation, guess what? Gold buGold's Correction Is 'Healthy' After 'Spectacular Run,' Says Holmes
By Daniela Cambone of Kitco News
Monday February 22, 2016
(Kitco News) - It was a one-way market Monday as gold prices ended the U.S. day session about where they started -- solidly lower. However, one chief executive officer is not worried about the close to 2% dip. 

‘We have had a spectacular run and it is healthy to have a correction,’ said Frank Holmes, CEO of U.S. Global Investors, a Texas-based investment management firm.

Profit-taking pressure from recent gains, a higher U.S. dollar index and a generally improving risk sentiment in the world marketplace are all working against the safe-haven metal.

The yellow metal slipped as much as 2 percent on Monday but prices managed to  remain above $1,200 an ounce after a rally that pushed prices to one-year highs this month. Gold has outperformed most assets so far this year with a 15% gain.

Spot gold was down 1.6% at $1,208.60 an ounce by 1:58 p.m. EDT, off a session low of $1,201.63. April Comex gold was last down $20.30 at $1,210.40 an ounce. March Comex silver was last down $0.288 at $15.085 an ounce.

‘Gold is up two standard deviations…[S]o math is in favor of a correction short term,’ Holmes said in an interview with Kitco News. ‘Historically we get a pop in gold for the Chinese New Year – if we go back just one month ago, gold was down one standard deviation. The markets will correct,’ Holmes stressed.


On the topic of Goldman Sachs’ recommendation of shorting gold, Holmes, said the bank is ‘brilliant.’ ‘[T]hey always come out when gold is up two standard deviations and say ‘sell’; it is a very biased position, but they are smart when they come out and say it’s time sell gold.’ 

Como nasce um diamante

Como nasce um diamante
Os diamantes têm muitos milhões de anos de idade. A formação dos diamantes começou há milhões de anos atrás nas profundidades da terra quando o carbono foi cristalizado por intenso calor e pressão. Os diamantes ascenderam à superfície através de erupções vulcânicas. Mais tarde, quando as atividades vulcânicas diminuíram e a era glacial tomou lugar, os diamantes permaneceram encaixados em um magma solidificado conhecido como "blue ground" ou "kimberlite". Há tipos diferentes de minas - incluindo tubos do kimberlite e depósitos aluviais.
Os diamantes encontrados em depósitos aluviais foram às vezes formados em um lugar muito distante de onde estão alojados. Através dos séculos eles têm erudido dos tubos de 'kimberlite' e então carregados, primeiramente pelas águas das chuvas e depois pelos rios.

Contexto geológico de kimberlitos, lamproítos e ocorrências diamantíferas do Brasil

Contexto geológico de kimberlitos, lamproítos e ocorrências diamantíferas do Brasil




O diamante foi e continua sendo um mineral de importância histórica no Brasil. Existem ocorrências praticamente em todo o território nacional, exceptuando-se alguns estados nordestinos e ilhas oceânicas. O Brasil foi o primeiro país do ocidente a lavrar diamante a partir da descoberta de depósitos detríticos na região de Diamantina (MG) no início do século dezoito, assumindo logo a seguir a posição de primeiro produtor mundial. Essa situação perdurou até a segunda metade do século dezenove, quando a descoberta da rocha matriz do diamante na África do Sul modificou o panorama geoeconômico do diamante. O Brasil nunca mais recuperou sua posição anterior e nos últimos anos a produção vem representando apenas 1% do montante mundial
A Figura 1 mostras as principais ocorrências diamantíferas brasileiras, aqui representadas por meio de um centro geográfico local. Partindo da região de Tibaji (PR) que representa os depósitos mais meridionais do país, o diamante ocorre nas regiões sul (Itararé) e nordeste (Patrocínio Paulista) de São Paulo, Alto Paranaíba (Abaeté, Coromandel, Patos, Estrela do Sul, Romaria) e região central de Minas (Diamantina, Grão Mogol), Chapada Diamantina na Bahia, Pará (Marabá), Piauí (Gilbués), Maranhão (Imperatriz), Mato Grosso (Barra dos Garças, Chapada dos Guimarães, Aripuanã, Juína), Goiás (Aragarças, Piranhas), Mato Grosso do Sul (Coxim), Amapá, Rondônia e Roraima. Tudo indica que existem pelo menos duas idades distintas para o diamante: uma proterozóica, representada pelas ocorrências do Espinhaço e de Roraima, e outra mesozóica, para o caso dos depósitos do Alto Paranaíba (MG). Eventualmente, os depósitos periféricos das bacias paleozóicas poderiam representar uma terceira idade de mineralização.
Apesar da extensão das ocorrências, que traz embutida a idéia de um grande potencial econômico, os primeiros trabalhos de prospecção de kimberlitos só começaram no final dos anos sessenta. A partir de 1968, a Sopemi, na época uma empresa francesa ligada ao BRGM, deslanchou uma prospecção sistemática de kimberlitos baseada no rastreamento de minerais pesados (granada piropo, ilmenita magnesiana, diopsídio, cromioespinélio) nos municípios da região do Alto Paranaíba, Minas Gerais, que em pouco tempo conduziu à localização de um grande número de intrusões kimberlíticas. Nos anos seguintes a Sopemi estendeu esses trabalhos para os estados de Goiás, Mato Grosso, Bahia, Pará, Rondônia, Piauí, Roraima, Mato Grosso do Sul, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, ampliando ainda mais o número de corpos conhecidos. Paralelamente às atividades da Sopemi, tivemos a Prospec no início dos anos setenta e a BP no início dos anos oitenta que também realizaram prospecção de kimberlitos em vários pontos do Brasil Nenhuma informação foi publicada por essas empresas, mas BARBOSA (1985) estima que o número de corpos encontrados ultrapassa cinco centenas.
As primeiras informações dos kimberlitos do Alto Paranaíba foram apresentadas por BARBOSA et al. (1976) e SVISERO et aL (1979). Basicamente, existe na região um grande número de corpos vulcânicos com diâmetros entre 100 e 800 m, em geral cobertos por um solo de alteração (yellow ground) que dificulta o mapeamento e a obtenção de rochas frescas. Contudo, análises químicas de minerais residuais (granada, ilmenita, diopsídio e espinélio) recolhidos sobre os diatremas permitiram identificar os Kimberlitos Vargem, Boqueirão, Coqueiros, Tamborete, Japecanga, Morungá, Capão da Erva, Lagoa Seca, Santa Clara, Forca, Santa Rosa, Bonito, Tabões, Mascate e Mouras (SVISERO et aL, 1984). A aplicação de métodos geofísicos, por outro lado, permitiu mapear os diatremas Limeira, Sucuri, Indaiá, Vargem 1 e 2 e Poço Verde. Recentemente foram divulgados dados químicos do Kimberlito Matinha (SVISERO & MEYER, 1986) e de um lamproíto próximo a Presidente Olegário (LEONARDOS & ULBRICH, 1987). Encontram-se em fase de estudos as intrusões do Pântano, Tapera, Rocinha, Divino, Santana dos Patos, Veridiana, Ponte, Malaquias, Três Fazendas, Mirante, Serrinha, Paraíso, Almas, Wilson e outras. Estão incluídas aqui rochas com características de kimberlitos, em geral alteradas e formando relevo negativo, bem como lamproítos que formam diatremas comparavelmente maiores, com relevo positivo e rochas frescas. Observações de campo indicaram que as intrusões do Alto Paranaíba constituem uma província kimberlítica que se estende de Catalão (GO) até Boa Esperança (MG), acompanhando aproximadamente a área do Soerguimento do Alto Paranaíba. Na região de Bambuí, BARBOSA (1985) localizou os Kimberlitos Cana Verde, Boa Esperança, Ingá, Almeida e Quartéis.
Além da região oeste de Minas Gerais, existem dados sobre alguns corpos isolados em outros estados. Assim sendo, são conhecidos os Kimberlitos do Redondão (SVISERO et aL, 1975) e Açude (SVISERO & MEYER, 1986) respectivamente no sul e leste do Piauí; Pimenta Bueno (SVISERO et aL, 1984) no leste de Rondônia; Batovi (SVISERO & MEYER, 1986) no centro de Mato Grosso, e Janjão (SCHEIBE, 1980) no centro leste de Santa Catarina. Além disso, existem informações de caráter geral sobre a existência de kimberlitos em vários locais do Brasil coincidindo com os dados relatados anteriormente. Além de BARBOSA (1985) que menciona vários kimberlitos em Minas Gerais, Rondônia, Piauí e Mato Grosso, FRAGOMENI (1976) menciona a existência de quatro dezenas de intrusões na região de Paranatinga (MT) e SCHOBENHAUS et aL (1981) inclui no mapa geológico do Brasil vários kimberlitos em Minas Gerais, Mato Grosso e Rondônia.
Retornando à Figura 1, observa-se que os kimberlitos, lamproítos e intrusões conexas do oeste mineiro situam-se sobre a Faixa de Dobramentos Araxaídes, ou seja, a oeste e fora do Cráton do São Francisco. No sul da África, os kimberlitos mineralizados encontram-se dentro do Cráton do Kaapvaal (DAWSON, 1980). Circundando aquele cráton, mas fora dele, ocorrem kimberlitos estéreis, nefelinitos, melilititos e carbonatitos (MTTCHELL, 1986). Tendo em conta esse modelo, os kimberlitos do oeste mineiro teriam poucas chances de serem mineralizados. Contudo, considerando-se o quadro geológico dos lamproítos da região noroeste da Austrália (JACQUES et aL, 1985), é muito provável que no oeste mineiro exista um grande número de intrusões lamproíticas, e entre elas corpos mineralizados. É possível até que o número de lamproítos predomine sobre o de kimberlitos. Quanto ao diamante, sabe-se que uma das intrusões do Grupo Três Ranchos (GO) é mineralizada, embora o teor não seja comercial. Além desse corpo, outras duas intrusões próximas de Coromandel (MG) possuem microdiamantes. Algumas intrusões do Alto Paranaíba já foram datadas: o Kimberlito Poço Verde (DAVIS, 1977) possui 80 Ma. e o Limeira (SVISERO & BASEI, em preparação) 110 Ma. Esses números mostram que o diamante do Alto Paranaíba é cretácico concordando com as observações regionais q[ue mostram a presença de diamante associado a granadas e ilmenitas kimberlíticas nos conglomerados cretácicos em Romaria e Coromandel (SVISERO et al., 1980). Parece claro que as diatremas foram cortadas pela erosão no final do período Cretáceo, e os eventuais diamante» incorporados nos conglomerados Bauru que hoje coroam os chapadões que cobrem o Araxá e o Bambuí na região. Não obstante esses fatos, TOMPIKINS & GONZAGA (1989) defendem ponto de vista contrário e relacionam o diamante do oeste mineiro à geleiras pré-cambrianas que teriam se deslocado de norte para sul. Fora de Minas Gerais os dados são ainda incipientes e não permitem fazer qualquer avaliação sobre a origem do diamante. Sabe-se apenas que existem corpos mineralizados nas regiões de Pimenta Bueno (RO) e Juína (MT).
Concluindo, podemos dizer que embora o diamante venha sendo explorado desde o início do século dezoito no Brasil, existem poucas informações sobre suas fontes primárias, kimberlitos e lamproítos. Embora as pesquisas de kimberlitos tenham começado tardiamente em nosso país, e não obstante dificuldades de vários tipos, dispomos de dados que permitem afirmar que existem no Brasil pelo menos doze Províncias Kimberlíticas a saber: Alto Paranaíba (MG), Bambuí (MG), Amorinópolis (GO), Paranatinga (MT), Fontanilas (MT), Pontes e Lacerda (MT), Pimenta Bueno (RO), Urariquera (RR), Gilbués (PI), Picos (PI), Lages (SC) e Jaguari (RS), conforme esquema da Figura 1.
A Província do Alto Paranaíba é a mais conhecida e nela já foram localizados pelo menos duas centenas de corpos com características de kimberlitos e lamproítos. Faltam estudos de química mineral para definir a petrogênese dessas rochas.

Brasil terá mina primária de diamantes

Brasil terá mina primária de diamantes

Brasil terá mina primária de diamantes
[Imagem: CPRM]
Mina primária de diamante
Embora não apareça entre os grandes fornecedores mundiais de diamantes, o Brasil pode voltar em breve ao clube dos exportadores da gema.
O Brasil foi o maior produtor mundial de diamantes durante 150 anos, mas perdeu a posição em 1866, com a descoberta das minas primárias de diamante -kimberlitos - na África do Sul.
Até hoje, o Brasil só produz diamantes de aluvião, aqueles que rolaram da rocha primária desgastada pela erosão e agora estão depositados no fundo dos rios - a exploração é feita sobretudo por garimpeiros.
Mas, segundo o pesquisador Jurgen Schnellrath, do Centro de Tecnologia Mineral (Cetem), geólogos brasileiros já começam a trabalhar para lavrar o diamante na rocha primária, ou seja, na rocha onde o diamante foi originalmente formado.
Os kimberlitos são rochas formadas a grandes profundidades, geralmente a mais de 100 km da superfície. O elevado calor e a alta pressão permitem que o carbono presente nessas rochas se cristalize na forma de diamante.
Braúnas e Coromandel
Em 2016 será feita a primeira operação de lavra na rocha primária no município de Braúnas, na Bahia, controlado pela empresa Lipari Mineração, de origem canadense.
O pesquisador do Cetem informou que há outros locais favoráveis para a lavra do diamante em rocha primária no Brasil - a declaração foi feita durante ainauguração de um moderno laboratório de gemologia, no Rio de Janeiro.
Segundo Schnellrath, a região mais promissora para a exploração de diamantes de kimberlitos fica no município de Coromandel, região do Alto Paranaíba, em Minas Gerais.
Em Coromandel, foram encontrados em áreas secundárias, de aluviões, os maiores diamantes do Brasil, com 500 e 800 quilates (diamante Presidente Vargas), mas só recentemente foram descobertos depósitos de rochas primárias.