terça-feira, 23 de fevereiro de 2016

Carbono puro, isso mesmo, essa é a composição dessa pedra tão fascinante e desejada.

Diamantes – Lágrimas da terra

Diamantes
Diamantes
Carbono puro, isso mesmo, essa é a composição dessa pedra tão fascinante e desejada.
Cristalizado sob altas pressões e temperaturas, nas mais profundas entranhas da terra há bilhões de anos.
Para se ter uma idéia, a mais jovem rocha vulcânica da qual se extrai diamantes possui a idade de 70 milhões de anos.A origem do nome, "Adamas", é grega. Significa invencível, indomável.
Foram trazidos à superfície por erupções vulcânicas, ficaram depositados nos locais de onde atualmente podem ser extraídos por métodos economicamente viáveis.
As jazidas são encontradas, portanto, em terras vulcânicas, no entanto a maioria delas está localizada em depósitos aluvionais, formados pelas correntezas de rios. Em média 250 toneladas de minério são extraídas para que se obtenha 1 quilate de diamante lapidado.
Seu sistema de cristalização pode ser monoclínico ou cúbico, de simetria normal. Os cristais exibem faces curvas ou estriadas e com depressões triangulares sobre as faces. A clivagem é octaédrica perfeita e fratura concóide. Sua dureza na escala de Mohs é 10. É a substância mais dura que se conhece. A outra única substância conhecida de igual dureza é o nitreto de boro (borazon) obtido artificialmente. O peso específico do diamante varia de 3,516 a 3,525. Pode apresentar uma variedade de cores partindo do incolor, amarelo, vermelho, alaranjado, verde, azul, castanho e preto. Seu índice de refração é 2,4195.
Se for submetido a altas temperaturas em presença de oxigênio, será convertido em CO2. Sem o contato com oxigênio transforma-se em grafita, a 1900ºC.
Dizem os especialistas que não existem dois diamantes iguais. Cada um é único e exclusivo, com suas características próprias.
Têm-se notícia do surgimento dos primeiros diamantes por volta de 800 a C., na Índia.
Um diamante passa por diversos processos até chegar à forma na qual costumamos vê-los em jóias. É preciso lapidá-lo para que adquira o brilho intenso tão característico.
Diamantes
Foram os hindus quem descobriram que somente um diamante poderia cortar o outro. No entanto, esse povo apenas acentuava algumas "falhas" naturais da gema bruta, por receio na redução de peso.
Mas um diamante só estará devidamente aproveitado em seu brilho quando totalmente lapidado.
Com a lapidação a gema perde uma boa parte de seu peso, isso é inevitável para que se melhore seu efeito ótico, seu brilho e sua capacidade de decompor a luz branca nas cores do arco-íris.
O mais belo corte (lapidação) para o diamante é o chamado brilhante, criado pelo joalheiro veneziano Peruzz, no final do século XVII. Essa lapidação tem a forma redonda e compõ-se de 58 facetas. Cada faceta é simétrica e disposta num ângulo que não pode variar mais de meio grau.
As pessoas costumam errar ao dizer que querem comprar uma peça com brilhantes. A gema é diamante, brilhante é apenas o nome da lapidação. O diamante pode ser lapidado em diversas outras formas e lapidações e então não será mais "brilhante".
Para ser lapidado um diamante deve ser primeiramente entregue a um especialista que examinará cuidadosamente a pedra buscando o melhor aproveitamento possível conjugado à valorização da pedra sob todos os aspectos.
Diamantes
De início a gema deve ser clivada ou serrada.
A clivagem é feita por meio de uma batida sobre uma lâmina. A gema será dividida.
A pedra também pode ser serrada em partes, se assim indicar o especialista. Serrando diamente
Depois dessa fase o diamante segue para as mãos de outros profissionais, aquele que dá o formato básico da pedra, e os abrilhantadores que definem as facetas da pedra. Em geral esse serviço é especializado, há aqueles que fazem as facetas da parte de cima e a mesa; há os que fazem a parte de baixo (pavilhão) e há os profissionais que fazem a cintura da pedra.
Diamantes
Esquema de lapidação
Quando a lapidação começou a ser desenvolvida, alguns lapidários acreditavam que o maior número de facetas daria maior brilho à gema, esse pensamento não é correto. A lapidação brilhante é a que explora ao máximo a capacidade de brilho e dispersão de luz (arco-íris) nessa gema.
Podem ser lapidados em outras formas como gota, navete, baguete, coração, etc.
Hoje em dia encontramos diferentes lapidações, graças ao surgimento do laser, são cabeças de cavalo, estrelas, luas, entre outros.

Avaliação

Seria uma falha grave deixar de mencionar o clássico padrão para classificação e avaliação de um diamante.
São os 4 C’s:
C – Color (cor) 
C – Clarity (pureza)
C – Cut (lapidação)
C – Carat (peso) (quilates)

Hematita

Hematita

PROPRIEDADES

Os cristais de hematita são usualmente tabulares entre espessos e delgados, com planos basais acentuados, mostrando muitas vezes marcas triangulares. Placas delgadas de hematitas podem estar agrupadas em formas de rosetas, são as rosas de ferro, como a da imagem acima. 
A variedade especularita da hematita é aquela com faces planas e brilhantes que refletem imagens como espelhos.

PROCEDÊNCIA

Esta amostra é de Diamantina (MG).

CURIOSIDADES

O nome hematita vem do grego "hemos", que significa "sangue". Isso porque, quando a hematita é transformada em pó, torna-se avermelhada.

USO

Esse mineral é a principal fonte de ferro, o mais comum, mais barato e mais importante dos metais e é usado em vários produtos, principalmente ao ser transformado em aço.

Ametista

Ametista

PROPRIEDADES

Ametista é a variedade de quartzo de cor violeta, devida, provavelmente à presença de Fe3+ como impureza. Essa cor varia de um roxo bem claro até o bem escuro, e quanto mais escura a cor, mais valiosa é a ametista. Exposta ao sol por tempo prolongado, o colorido da ametista enfraquece.
A ametista é em geral transparente, às vezes semitransparente, com brilho vítreo. Não tem clivagem, o que facilita sua lapidação.

PROCEDÊNCIA

Esta amostra foi extraída de Rio Pardo de Minas (MG).

CURIOSIDADES

Aquecida a uma temperatura adequada, em torno de 475 ºC, esta gema adquire cor amarela ou alaranjada, excepcionalmente vermelha, transformando-se, assim, em citrino, outra pedra preciosa muito apreciada.
Ocorre em cavidades de rochas vulcânicas e em pegmatitos. Seu maior produtor mundial é o Brasil (Rio Grande do Sul e Bahia, principalmente), seguindo-se Rússia (Sibéria), Sri Lanka, Índia, Madagascar, Uruguai, Paraguai e México.
Os geodos com cristais de ametista extraídos no norte do Rio Grande do Sul podem atingir 2 m de comprimento, e já se encontrou um medindo 10 x 5 x 3 m, com 35 t.

USO

É muito usada como gema e em objetos ornamentais.

Prata

Prata

PROPRIEDADES

A prata é um metal de transição, brilhante, dúctil e maleável, que perde o brilho quando exposto ao ozônio. A aparência atrativa do metal é a causadora da sua grande demanda para fins ornamentais. É um bom condutor de eletricidade e um elemento estável quando exposto ao ar e a água.

PROCEDÊNCIA

Djezkazgan, Cazaquistão, Rússia.

CURIOSIDADES

A prata é velha conhecida da espécie humana. Estudos apontam que o homem começou a separá-la por volta de 3000 AC.

USO

Cunhagem de moedas, indústrias fotográficas e radiográficas, joalheria, eletroeletrônica, automobilismo, aplicações médicas e galvanoplastia.

Minerais’: Malaquita

 Minerais’: Malaquita


Malaquita
A malaquita é um minério de cobre e, por isso, é utilizada na indústria elétrica e eletrônica e em ligas metálicas. A associação da malaquita e da azuritagera amostras de uma beleza incrível, conhecidas no mundo das gemas (minerais usados para fazer joias) como “azurmalaquitas”.
Fórmula Química – Cu2CO3(OH)
Composição – Carbonato básico de cobre. 71,9% CuO , 19,9% CO2 , 8,2% H2O
Cristalografia – Monoclínico
Classe – Prismática
Propriedades Ópticas – Biaxial positivo
Hábito – Botroídal, fibroso
Clivagem – Perfeita {001}
Dureza – 3,0 – 4
Densidade relativa – 3,7 – 4,1
Brilho – Entre adamantino e vítreo
Cor – Verde brilhante
Associação – Associada a azurita, cuprita, cobre nativo óxidos de ferro e vários sulfetos de cobre e de ferro.
Propriedades Diagnósticas – Cor verde brilhante, e formas botroídais, e por sua efervecência em HCl.
Ocorrência – Minério de cobre supérgeno. Encontrado em porções oxidadas dos filões de cobre. Pode ocorrer também nos veios de cobre que penetram em calcários.
Usos – Minério de cobre.