domingo, 6 de março de 2016

Gigante das dragas de ouro nos garimpos do Madeira mira Amazonas e Pará

Gigante das dragas de ouro nos garimpos do Madeira mira Amazonas e Pará


Draga de ouro no Mutum Paraná, afluente do Madeira.
Chico Nery. Porto Velho, Rio Madeira – Dono de um faturamento estimado em mais de R$ 1,2 milhões, em média, o dragueiro Arão Rodrigues Mendes – que se intitula presidente da Cooperativa dos Garimpeiros da Amazônia (COOGAM) – que teria origem no Amazonas -  está prestes a renovar licença de operação junto a SEDAM (Secretaria de Estado do Desenvolvimento Ambiental) e o DNPM (Departamento Nacional de Produção Mineral).  A medida, que contaria com o aval da secretária Nanci Rodrigues, pode sair em desacordo com as recomendações do Ministério Público Federal de Rondônia, para que a SEDAM não renove as licenças dos empreendimentos sob a alegação de uma série de ações que ferem o Código Nacional de Mineração, a lei de conservação e preservação aquaviária e do subsolo da União, bem como “a extração sem a totalidade da comprovação de origem do ouro pelas dragas do acusado em áreas outorgadas a outras cooperativas no Rio Madeira e Mutum-Paraná”.


A suposta vistoria ocorrida nas áreas reclamadas pelo “empresário brasileiro-boliviano” – um jovem de pouco mais de 30 anos oriundo da fronteira com a Bolívia – em sete processos denunciados ao MPF, já estaria em curso na Coordenadoria de Recursos Minerais (COREM) da SEDAM a renovação da licença ambiental de Arão Mendes a pedido do técnico José Trajano, cujo procedimento pode ser considerado “mais um flagrante descumprimento do Governo Confúcio Moura a uma decisão já tomada por parte de um órgão vinculado à Justiça Federal, nesta parte da Amazônia Brasileira”.

Líder” na extração e venda do “vil metal” (ouro) no estado e região, sobretudo nos garimpos dos rios Guaporé - Iténez e Mamoré (Bolívia), Madeira e Mutum-Paraná, ele é acusado de operar em áreas que estão fora das poligonais dos Pedidos de Lavra Garimpeira (PLG), cujas liberações – tidas como duvidosas pelas entidades habilitadas. – são atribuídas ao DNPM e SEDAM. Em que pese haja acusações de que, “o ouro dele é vendido sem notas fiscais, que atestariam a origem, a ação não é combatida pelo Fisco Federal, Estadual ou Municipal”, diz um delegado federal aposentado, estupefato com o que considera crime de lesa-pátria. .  

Com exceção das cooperativas MINACOOP (Cooperativa de Garimpeiros, Mineração e Agro-florestal) e COOGARIMA, os empreendimentos de Arão Rodrigues Mendes parecem imunes à legislação do País, já que até agora “não sofreu nenhum tipo de interdição, seja da Marinha do Brasil, SEDAM, DNPM ou da Polícia Federal”; a não ser sanções tomadas pelo MPF e recomendadas à secretária Nanci Rodrigues, cotada pelas denúncias de garimpeiros da extração mineral familiar, “a descumprir, em breve, uma decisão judicial”, caso conceda a renovação da aludida licença ambiental ao empresário.

Apesar de insistir em liberar as licenças ambientais de seus empreendimentos junto a SEDAM, mesmo com parte deles em situação sub-judice, Arão Rodrigues Mendes, esnobaria nos bastidores do Sindicato dos Garimpeiros (SINGRO), na Capital Porto Velho, que, “não estou nem aí para os garimpos de Rondônia, já que estou indo para o Pará”. Contudo, investigações apontam, no entanto, que, “liberadas as licenças, ele pretende fazer da bióloga Creuza Kuster e da advogada Tânia Sena,respectivamente, suas potenciais pre-postas nos negócios dos garimpos dos rios Iténez-Mamoré, Madeira e Mutum-Paraná”.

DNPM NÃO AGE – A Portaria de nº 263, de 13 de Julho de 2010, do Ministério de Minas e Energia (DNPM), publicada no Diário Oficial da União (D.O.U), edição de 16 de Julho do mesmo ano, “disciplina  aplicação de paralisação e de interdição nas ações de fiscalização promovidas pelo DNPM”.

Apesar de gozar de poder de polícia, em que pese inúmeros pedidos de fiscalização em empreendimentos de Arão Rodrigues Mendes e de outros considerados ilegais em áreas invadidas das cooperativas habilitadas, “não é de hoje que Superintendentes do órgão alegam que o DNPM não tem esse poder”. O que são desmentidos pela portaria só divulgada, agora, nesta Capital, por fontes do setor de arrecadação do próprio órgão depois que o novo Superintendente, Deolindo de Carvalho Neto, assumiu em substituição ao antecessor Airton Nogueira, por recomendação do Ministério Público Federal (MPF).

Diz o documento que, “considerando a necessidade de aperfeiçoamento dos procedimentos de fiscalização, item 1.6 – Fiscalização das Normas Reguladoras de Mineração – NRM, do Anexo I da Portaria 237, de 18 de outubro de 2001, especialmente no que concerne à interdição total ou parcial de um empreendimento mineral; considerando a necessidade de estabelecimento de ação integrada com outras instituições que atuam na atividade mineral; considerando o interesse social no aproveitamento dos bens minerais, a minimização dos impactos ambientais decorrentes da atividade mineraria bem como a melhoria das condições de saúde e segurança no trabalho, RESOLVE: Art. 1º Será lavradoAUTO DE PARALISAÇÃO de empreendimentos minerais quando durante a fiscalização forem constatadas as seguintes irregularidades: a) Extração mineral sem título autorizativo de lavra; b) Extração mineral executada fora da área determinada pelo título autorizativo e lavra, nos casos em que não se configurar erro de demarcação e possibilidade de retificação da POLIGONAL DA ÁREA titulada; c) Extração mineral na fase de alvará de pesquisa ou requerimento de lavra, sem Guia de Utilização; d) Lavra acima do limite estabelecido pela Guia de Utilização; ou e) Lavra com Guia de Utilização com prazo e validade vencido e sem requerimento de renovação ou com pedido de renovação intempestivo.

Por força do Art. 2º, “Será lavrado AUTO D EINTERDIÇÃO e áreas ou setores de empreendimentos minerais com título autorizativo e lavra outorgado, interditando parcial ou totalmente as atividades de extração mineral, quando durante a fiscalização forem constatadas as seguintes irregularidades: a) LAVRA AMBICIOSA, nas situações previstas no item 1.6, anexo I da Portaria nº 237, de 18 de outubro de 2001; b) Lavra com risco iminente; c) Lavra sem Licença Ambiental vigente, observado o disposto no subitem 1.6.5 do Anexo I da Portaria nº 237, de 2001; d) lavra executada pelo cessionário antes da averbação do contrato de cessão ou transferência de direitos minerários pelo DNPM; e) Lavra executada pelo novo titular, sem Licença Ambiental em seu nome, após averbação de contrato de cessão ou transferência de direitos minerários; ou f) Lavra executada dentro da área concedida e fora dos limites das reservas aprovadas. Parágrafo 1º NO ato da lavratura do auto serão efetuadas exigências para oSANEAMENTO da irregularidade que motivou a interdição da atividade. Parágrafo 2º A área ou setores do empreendimento mineral serão desinterditadas tão logo o titular comunique e comprove ao DNPM o saneamento de todas as irregularidades apontadas e o cumprimento das exigências determinadas no ato da interdição. 

Ouro do rio Xingu, no Brasil, vai para o Canadá

Ouro do rio Xingu, no Brasil, vai para o Canadá

ouro2Belo Sun – Ouro do Brasil vai para o Canadá

Entrevista especial com Rogério Almeida. “É o maior empreendimento de mineração de ouro a céu aberto do país e deverá retirar 50 toneladas de ouro no prazo de 12 anos. Um prazo curtíssimo”, e será tudo enviado para o Canadá,   constata o pesquisador. Segundo ele, a empresa canadense Belo Sun “tomou posse dos antigos garimpos Grota Seca, Galo e Ouro Verde, que existem às margens do rio Xingu desde os anos 1940. Isso já provoca estranheza num cenário marcado pela desordem fundiária, onde a maioria das terras é tutelada pela União.



Belo Sun – Ouro do Brasil vai para o Canadá. Exploração de OURO: o surgimento de um novo Carajazão

Fonte: http://port.pravda.ru

O projeto Belo Sun, a ser executado no estado do Pará, “é o maior empreendimento de mineração de ouro a céu aberto do país e deverá retirar cerca de 50 toneladas de ouro no prazo de 12 anos”, informa Rogério Almeida, em entrevista à IHU On-Line, concedida por e-mail.

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Segundo ele, a empresa Belo Sun “tomou posse dos antigos garimpos Grota Seca, Galo e Ouro Verde, que existem desde os anos 1940. Isso já provoca estranheza num cenário marcado pela desordem fundiária, onde a maioria das terras é tutelada pela União. Ali vivem os povos indígenas Juruna e Arara e outros povos isolados, além de lavradores, extrativistas e pescadores que sofrem com a espoliação e a expropriação promovidas pela construção da Usina Hidrelétrica de Belo Monte“.

Almeida relata que há seis meses os garimpeiros estão “impedidos de operar nas antigas áreas”, e a empresa prometeu reassentar mais de mil famílias. No entanto, ressalta, “na Ressaca e na Ilha da Fazenda, que ficam bem próximas, o clima é de incerteza e insegurança. As populações já socializam a desordem que a usina hidrelétrica de de Belo Monte provoca. É ali que o Xingu terá a sua vazão reduzida em perto de 80%. É um impacto absurdo e tem implicações no deslocamento das pessoas, nas fontes de recursos que a natureza possibilita. As pessoas não sabem informar sobre o reassentamento. Parte da Ressaca é de projeto de assentamento da reforma agrária”.

Rogério Almeida é graduado em Comunicação Social pela Universidade Federal do Maranhão e mestre em Desenvolvimento Sustentável do Trópico Úmido pela Universidade Federal do Pará, com a dissertação intitulada Territorialização do campesinato no sudeste do Pará, a qual foi laureada com o Prêmio NAEA/2008. Atualmente leciona na Faculdade de Tecnologia da Amazônia.

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CONFIRA A ENTREVISTA:

IHU On-Line – Em que consiste a atividade da Belo Sun e desde quando a empresa atua no Brasil?

Rogério Almeida – Tomei conhecimento da existência da Belo Sun no Brasil agora, em visita às comunidades da Vila da Ressaca e da Ilha da Fazenda, que serão impactadas pelo projeto da hidrelétrica de Belo Monte, na Volta Grande do Xingu, no território do município de Senador José Porfírio.

Conforme o Relatório de Impacto Ambiental – RIMA apresentado à Secretaria de Meio Ambiente do Pará – SEMA, trata-se de uma subsidiária brasileira da Belo Sun Mining Corporation, pertencente ao grupo Forbes & Manhattan Inc., um banco mercantil de capital privado que desenvolve projetos de mineração em todo o mundo.

A Belo Sun passa a integrar a aquarela de grandes corporações de mineração que operam no estado do Pará, competindo com a Vale, a norte americana Alcoa, a suíça Xstrata, a francesa Imerys, a Reinarda, subsidiária da australiana Troy Resourses, a norueguesa Norsk Hydro e a chilena Codelco.

IHU On-Line – O que é o projeto Belo Sun?

Rogério Almeida – É o maior empreendimento de mineração de ouro a céu aberto do país e deverá retirar 50 toneladas de ouro no prazo de 12 anos. Um prazo curtíssimo. Localiza-se numa região que já será profundamente impactada pela usina hidrelétrica de Belo Monte. A Belo Sun tomou posse dos antigos garimpos Grota Seca, Galo e Ouro Verde, que existem desde os anos 1940. Isso por si só já provoca estranheza num cenário marcado pela desordem fundiária, onde a maioria das terras é tutelada pela União. Ali vivem os povos indígenas Juruna e Arara e outros povos isolados, além de lavradores, extrativistas e pescadores que já sofrem com a espoliação e a expropriação promovidas pela hidrelétrica de Belo Monte.

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O futuro das pessoas que moram na Volta Grande do Xingu é incerto pelo conjunto de impactos que os dois projetos irão produzir. A mineração do ouro usa cianeto, dragas e dinamite, e deixará uma montanha de resíduos ali. Externalidades negativas (ou seja, a destruição completa da natureza) é uma matriz da mineração. O projeto aprofunda ainda mais a condição econômica da Amazônia como uma grande província exportadora de recursos naturais. Uma colônia baseada em commodities. Há perto de 500 pedidos de prospecção protocolados junto ao Departamento Nacional de Produção Mineral – DNPM somente na Volta Grande do Xingu, e, desse total, 228 possuem foco no ouro.

IHU On-Line – Como está ocorrendo a exploração de minério no Pará?

Rogério Almeida – O minério é o principal item da balança comercial do estado, responde por quase 100% do Produto Interno Bruto – PIB. Em todo o território existe minério, de seixo a ouro. O ferro da província de Carajás, explorada desde a década de 1980, continua sendo o principal. O estado é duplamente saqueado, por conta da renúncia fiscal da Lei Kandir (lei complementar federal nº 87, de 13 de setembro de 1996). Ela desobriga as empresas de recolher o Imposto de Circulação de Mercadoria e Serviço – ICMS dos produtos primários e semielaborados. Literalmente fica somente o enorme buraco e a destruição total do meio ambiente.

Ao longo dos anos da mineração em Carajás, os péssimos indicadores socioeconômicos não sofreram alteração. A fronteira agromineral consolidou o sul e o sudeste do Pará como os que mais desmatam, mais assassinam camponeses na luta pela terra no Brasil, e com municípios nos primeiros lugares entre os mais violentos do país e de vulnerabilidade para a população jovem. Nenhum município tem renda per capita que alcance um salário mínimo por mês. O município vizinho da mina de Carajás, Curionópolis, tem a renda per capita de R$ 108,15, quase a mesma da pequena Palestina do Pará, R$ 106,64.

IHU On-Line – Quem são os garimpeiros da Vila da Ressaca? Como eles atuavam antes da entrada da Belo Sun no Pará?

Rogério Almeida – Conforme informações da cooperativa dos garimpos da Vila Ressaca, são perto de 600 garimpeiros. Eles trabalham em condições marcadas pela precariedade, sem vínculo empregatício. Ficavam somente com 20% do ouro encontrado. O “patrão”, o dono do local da exploração, bancava com máquinas e combustível o processo, e ficava com 80%.

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IHU On-Line – Em que consiste o conflito deles com a Belo Sun?

Rogério Almeida – Há seis meses os garimpeiros estão impedidos de operar nas antigas áreas. Eles explicitam que perderam a principal fonte de renda. A vila, hoje, tem um aspecto de cidade fantasma. As áreas foram negociadas com a Belo Sun, como falei antes, num ambiente marcado pela ilegalidade fundiária.

IHU On-Line – Qual é a proposta de reassentamento das famílias da Vila Ressaca, Galo e Ouro Verde, feita pela Belo Sun?

Rogério Almeida – Em documento formal a empresa afirma que promoverá o reassentamento de mil famílias. No entanto, na Ressaca e na Ilha da Fazenda, que ficam bem próximas, o clima é de incerteza e insegurança. As populações já socializam a desordem que a hidrelétrica de Belo Monte provoca. É ali que o Xingu terá a sua vazão reduzida em perto de 80%. É um impacto absurdo e tem implicações no deslocamento das pessoas, nas fontes de recursos que a natureza possibilita. As pessoas não sabem informar sobre o reassentamento. Parte da Ressaca é de projeto de assentamento da reforma agrária.

IHU On-Line – Qual a atual situação da exploração mineral em Carajás?

Rogério Almeida – Carajás vivencia uma grande inflexão com o desenvolvimento do maior projeto de mineração da Vale ao longo dos seus 40 anos de vida, o Projeto de Mineração da Serra Sul (S11D), localizado no município de Canaã dos Carajás, e que vai explorar ferro. O S11D desponta no cenário atual como uma representação do Grande Carajás no século XXI.

Um novo Carajazão, como o foi a primeira versão da década de 1980. O mesmo consiste em profundas alterações nos cenários econômicos, sociais e políticos em Carajás, que compreende desde a mina até o porto, em São Luís, no Maranhão, pressionando reservas ambientais, vilas, territórios ancestrais e projetos de assentamentos rurais. O S11D encontra-se nos limites dos municípios a sudeste do Pará, Canaã dos Carajás e Parauapebas.

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Após o esgotamento dos recursos minerais explorados, sobra somente a destruição total do meio ambiente …
Com o projeto, a mineradora vai incrementar a produção de ferro em 90 milhões de toneladas por ano, mas com capacidade de dobrar a produção. O mercado asiático tem sido o destino do minério de ferro de excelente teor das terras dos Carajás, em particular a China e o Japão. A previsão é que a usina inicie as operações até 2016. A iniciativa, que inclui mina, duplicação da Estrada de Ferro de Carajás – EFC, ramal ferroviário de 100 km e porto, está orçada em US$ 19,5 bilhões.

Os recursos estão distribuídos da seguinte forma: a logística consumirá US$ 14,1 bilhões; US$ 8,1 bilhões serão usados na mina e na usina; enquanto US$ 2 bilhões serão usados durante o ano.

Como em outros empreendimentos na Amazônia, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social – BNDES é o responsável pelo financiamento da maior parte dos recursos, ao lado do banco japonês Japan Bank International Cooperation – JBIC. O projeto é maior ou equivalente à primeira versão do Programa Grande Carajás – PGC, iniciado há quase 30 anos.

O minério que sairá da Serra Sul é considerado ainda de melhor teor que o extraído da Serra Norte, avaliado como excelente. O teor da S11D é de 65%. A Vale é, atualmente, a líder mundial no mercado de ferro, responsável por 310 milhões de toneladas por ano. Como em outros casos registrados na região, o início do projeto mobiliza uma série de alterações na cidade que abriga a mina e em municípios do entorno.



IHU On-Line – Fala-se de um possível aumento de conflitos no Pará por conta da exploração de ouro. O senhor vislumbra algo nesse sentido?

Rogério Almeida – Faz-se necessário uma leitura sobre o contexto dos grandes projetos na Amazônia, em consonância com obras de infraestrutura do estado para que os mesmos possam ser viabilizados. Esse conjunto coloca em oposição as populações locais, sempre muito pobres e as grandes corporações. É uma luta desigual, marcada pela derrota dos primeiros, que ao longo dos séculos são os penalizados com todo tipo de desrespeito, expropriação, espoliação e morte. Não tem ocorrido nenhuma alteração.

IHU On-Line – Como o estado do Pará se manifesta diante da atuação da empresa na região?

Rogério Almeida – Ele garante as condições para o empreendedor detentor de capital, ou que se capitaliza com os recursos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social – BNDES, que se constitui como o principal financiador das grandes corporações na Pan-Amazônia.

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Pandora fica na Amazônia, no Brasil …
Soma-se a isso um xadrez no campo jurídico que busca fragilizar algumas garantias das populações consideradas tradicionais, como indígenas e quilombolas, entre outras. Para não falar nos bastidores das negociatas típicas de vésperas de pleitos eleitorais. (ou seja, CORRUPÇÃO)

Autorizada a reprodução, citando-se a fonte. Fonte: IHU On-Line/EcoAgência

Na Era do Ouro, as pessoas não estavam conscientes de seus governantes.
Na Era de Prata, elas os amavam e cantavam.
Na Era de Bronze, elas os temiam.
E por fim, na Era do Ferro (a atual), elas os desprezavam.
Quando os governantes perdem sua confiança, as pessoas (e Deus) perdem sua fé (e o RESPEITO) nos governantes. –  Retirado do Tao Te Ching
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As pedras preciosas mais valiosas do mundo

As pedras preciosas mais valiosas do mundo


Outra pedra preciosa é a maior pérola do mundo
As pedras mais valiosas do mundo, tem sua composição química diferenciada, como por exemplo, os diamantes – são constituídos por carbono, os rubis e safiras – por óxido de alumínio.  A simetria também é muito importante ser considerada, ela pode ser: cúbico, hexagonal, trigonal, tetragonal, ortorrômbico, monoclínico ou triclínico.

Conheça agora as pedras mais valiosas do mundo:

A gema água-marinha Dom Pedro

A gema água-marinha Dom Pedro é uma das pedras preciosas mais valiosas do mundo
Está em exposição em Washington ao lado dos brincos de diamante de Maria Antonieta, a única e maior peça de Água-marinha do mundo. Na década de 1980, foi extraída de um pegmatito brasileiro e nomeada em homenagem aos dois primeiros imperadores do Brasil. No  Museu Nacional de História Natural dos EUA a Água-Marinha Dom Pedro ocupa um lugar de destaque. O famoso cortador de gemas, conhecido como um “pai do corte fantasia” deu o formato de obelisco. Esta uma das pedras mais valiosas do mundo tem 35,5 centímetros de altura e pesa 10.363 quilates, ou dois quilogramas.
  A forma de obelisco foi projetado pelo famoso cortador de gemas Bernd Munsteiner, conhecido como o “pai do corte fantasia”. A peça tem 35,5 centímetros de altura e pesa 10.363 quilates, ou dois quilogramas.

A maior pérola do mundo

Outra pedra preciosa é a maior pérola do mundo
Outra pedra mais valiosa do mundo é a maior pérola do mundo, ela foi exibida em 21 de novembro de 2010 em, Wenchang, na província de Hainan no Sul da China. Medindo 1,6 metros de diâmetro e pesando seis toneladas, a pérola é maior já descoberta do país e esta estimada em 2 bilhões de Yuans (301.197 mil dólares). Esta pérola, formada principalmente de mineral fluorite, brilha em verde no escuro.  Seus descobridores levaram três anos para moldar a gema crua na sua forma de pérolas.

Diamante rosa de Graff

Diamante rosa de Graff é uma das pedras mais valiosas do mundoDe algumas pedras mais valiosas do mundo esta é uma das mais lindas. Em 2010, Laurence Graff, (comerciante número um de diamantes e pedras preciosas) honrou sua reputação com o mais raro diamante rosa do mundo. Este diamante também é titulado pelo valor mais bem pago por uma jóia, foi vendido para o homem mais rico da Grã-Bretanha por  29.000.000 de libras (US $ 45 milhões).

A esmeralda Bahia, a maior do mundo

A esmeralda Bahia, a maior do mundo e esta dentre as mais valiosa pedra preciosas do mundo
A Esmeralda Bahia é uma das maiores esmeraldas já encontradas, se tornando uma das pedras preciosas mais valiosas do mundo. Esta pedra pesa cerca de 381 quilos vem do estado da Bahia. Foi avaliada em torno de 400 milhões, mas o valor real é incerto. Após ser transferida do Brasil para os Estados Unidos, várias tentativas, sem sucesso, foram feitas para vendê-la, já que houve reivindicações conflitantes de propriedade. Eventualmente, a esmeralda foi apreendida com um traficante de jóias de Las Vegas.

A maior Turmalina Paraíba lapidada do mundo

A maior Turmalina Paraíba lapidada do mundo e também uma das pedras mais valiosas do mundo
Com uma massa de cerca de 192 quilates, o maior Turmalina Paraíba lapidada do mundo é uma das pedras mais valiosas do mundo e esta avaliada entre US$ 25 milhões e US$ 125 milhões, esse valor estabelece um novo recorde mundial. Turmalina Paraíba Lapidada (nomeada em homenagem a Paraíba, local onde a grande maioria das gemas são encontradas) . Seu proprietário é Vincent Boucher, e esta é uma das mais raras gemas do mundo.

DIAMANTE : A RAINHA DAS PEDRAS PRECIOSAS

DIAMANTE : A RAINHA DAS PEDRAS PRECIOSAS

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Diamante Jubileu de ouro 545,67 que pertence ao rei da Tailândia.

O diamante e o mais duro de todos os minerais, apesar de sua aparência, é um cristal de puro carbono, como o grafite. Normalmente ele é incolor, mas elementos químicos podem lhe dar uma cor avermelhada ( existem apenas quatro no mundo), azul (raríssimo e muito procurado), branco, cinza, amarelo, verde, marrom e rosado. Não é à toa que todas nós somos loucas por ele!
Desde o século IV A.C. o diamante já era conhecido na India e, no Brasil, foi descoberto em 1725, quando um esperto português chamado Sebastião Leme do Prado notou que as pedras utilizadas nos jogos pelos mineradores de pepitas de ouro no rio dos Marinhos, em Minas Gerias, nada mais eram que diamantes. Muitos escravos esperavam obter sua liberdade achando uma grande pedra, e foi o caso de um, quando, em 1853, encontrou em águas do rio Paranaíba um diamante de 254.5 quilates, batizado de estrela do Sul.
Na Africa, a descoberta do diamante se deu por volta de 1866, e logo se constatou que o pais possui uma das maiores reservas deste mineral, principalmente na região de Kimberley, na Africa do Sul. Hoje em dia, os principais  países produtores de diamantes são Austria, Republica Democrática do Congo, Botswana, Russia, África do Sul, Namíbia e diversos países da América do Sul.
A primeira associação cooperativa dos diamantes foi criada no final do século XVI. No Renascimento, Veneza e Milão desenvolveram a arte de lapidar a pedra, e os seus ateliês supriam a demanda de toda a corte europeia. Bruges e Anvers foram as mais importantes cidades de transação de pedras. Na virada do século a sociedade the Beers passou a deter o monopólio da produção de diamantes do mundo pois comprou a principal mina de diamantes da Africa do Sul.
Os quatro fatores mais importantes para medir a qualidade de um diamante são:
_ Corte ( lapidação), côr, carat ( quilates) e clareza.
ALGUNS DOS MAIORES E MAIS INCRÍVEIS DIAMANTES DO MUNDO.

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Cullinan 1 , star of Africa

JUBILEU DE OURO-
Africa do Sul 545,67 quilates. Amarelo amarronzado, pertence ao rei da Tailândia. ( foto acima ).
CULLINAN I
Africa do Sul 530,60 quilates, incolor, forma de gota, orna e cetro do tesouro britânico. Torre de Londres.
CULLINAN II
Africa do Sul 317,40 quilates, incolor, está na coroa imperial da Inglaterra. Torre de Londres,
GRANDE MONGOL
India 280 quilates, incolor, forma de semi-ovo. desapareceu…
CENTENARIO
Africa do Sul 235,35 quilates, incolor pertence a firma The Beers em Londres. Esse diamante foi encontrado no mesmo lugar que os Cullinan e depois de três anos de um laboriosos trabalho de lapidação, quando foi apresentado a mídia em 1991, o seguro da pedra foi fixado em 500 mil dólares o quilate!

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Diamante Jubileu
JUBILEU
Africa do Sul 235,35 quilates, incolor pertence a familia de Paul Louis Weller.
ESTRELA DO SUL
Brasil. Apesar de possuir 128,80 quilates está classificado apenas como sendo o décimo oitavo por tamanho, incolor, oval, foi vendido em 2004 pela Cartier numa bienal em Paris.
A pedra diamante é a “rainha das gemas” é a imagem da pureza e da perfeição. Por sua excepcional dureza, ele é o emblema de invencibilidade e da incorruptibilidade!

Brejinho, capital das ametistas

Brejinho, capital das ametistas



Um lugar do sertão onde não há desemprego, onde os moradores respiram prosperidade. A riqueza vem da terra. Não a de plantar, mas a terra que esconde uma preciosidade. O povoado de Brejinho é a capital nordestina das ametistas. Para extrair o minério, o homem desmancha montanhas, rasga rochedos, arrisca a vida. Em um garimpo a céu aberto, a ametista está sendo encontrada no fim de uma ribanceira com mais de 70 metros.Só quando se chega perto do local de extração é que se percebe que essa é uma aventura um tanto perigosa. O problema não é a profundidade – o trabalho é a 70, 80 metros da superfície. O risco está na fragilidade da descida. A impressão que se tem é de que a madeira dos degraus pode quebrar em uma pisada.Nem o calor sufocante de 38 graus tira a disposição dos homens. São oito horas, às vezes dez, trabalhando sem parar, no rastro da pedra lilás.
O garimpeiro Fiel Macedo Ribeiro começou a trabalhar quando era garoto. Hoje, aos 71 anos, ainda tem força para perseguir a sorte. É o garimpeiro mais experiente da área. "A cor escura e a pedra lisa indicam boa qualidade. Quando não é de boa qualidade, ela não dá espelho. A boa pedra brilha mais", explica o garimpeiro.Uma caçamba sobre trilhos transporta tudo o que garimpeiros extraem da rocha. O cascalho é jogado no riacho. É o que eles chamam de rejeito. Mas o que é lixo para uns é dinheiro para outros.
Erlan da Conceição Batista é jogador profissional de futebol, atacante da Catuense, time que disputa o Campeonato Baiano. "Quando o campeonato fica parado seis meses, dou um jeitinho de ganhar o pão de cada dia. São seis meses jogando futebol e seis meses pegando ametista. O futebol dá mais dinheiro", diz Erlan.Sem contrato para este ano, Erlan vai se virando na beira do riacho, catando pedra. “Com um saco, faço R$ 80”, conta ele.
Aventura arriscada é descer na mina subterrânea. Os dormentes dos trilhos servem de escada. Uma escorregada pode ser fatal. Os garimpeiros trabalham a 80 metros de profundidade. Com picaretas, eles vão descobrindo o minério. As ametistas aparecem nas camadas de terra entre as rochas."Tem pedra de até um metro", revela o garimpeiro Tibério Lima Gondim.
Tibério não pode se queixar da sorte. Ele descobriu o rumo das pedras. As ametistas saem do garimpo separadas em lotes, prontas para o mercado. São vendidas na região mesmo, em sacos de 30 a 35 quilos. É um negócio no escuro, como dizem os garimpeiros. O comprador não pode escolher.
"Porque tem pouca pedra e muito comprador”, explica Tibério. “Tudo o que se produz é vendido."
Para vender a produção, os garimpeiros criaram uma cooperativa. O lucro é dividido entre eles, em partes iguais. “Um saco é vendido por R$ 3 mil”, conta Tibério.Para o comprador, o negócio é também vantajoso. Um homem, que não quis ser identificado, com medo de assalto, comprou um saco lacrado.
"Neste lote tem seis quilos de ametista. Eu vendo por R$ 1 mil o quilo”, revela o comprador. “A boa pedra é escura e limpa”, avalia ele.
Pelos telhados novos das casas, se percebe que o dinheiro dos garimpos está sendo investido também em reformas, construções. Quem estava fora da terra voltou. O povoado dobrou de tamanho nos últimos três anos. Em Brejinho, a ametista fez a vida melhorar.