sábado, 12 de março de 2016

Encontrada grande reserva de diamantes no Piauí e departamento quer descobrir de onde vem diamantes encontrados por lavradores em Monte Alegre

Encontrada grande reserva de diamantes no Piauí e departamento quer descobrir de onde vem diamantes encontrados por lavradores em Monte Alegre



Encontrada grande reserva de diamantes no Piauí e departamento quer descobrir de onde vem diamantes encontrados por lavradores em Monte Alegre

Falando para investidores do Brasil e do exterior durante o Investe Piauí, que está sendo realizado na Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo), o chefe da CPRM (Companhia de Pesquisas de Recursos Minerais), Antonio Reinaldo Soares Filho, afirmou que pesquisas apontam que o Piauí tem uma grande reserva de diamantes em Gilbués, no sul do Piauí.
Já existia a informação de que Gilbués tinha reserva de diamantes, mas a conclusão de que é uma grande reserva capaz de mudar o mercado da pedra preciosa é inédita.
Ao mesmo tempo, o superintendente substituto do DNPM (Departamento Nacional de Produção Mineral) no Piauí, Elizeu Cavalcanti, afirma que a grande linha de pesquisa sobre minério é saber a origem da reserva de diamantes de onde as pedras escorrem durante as águas das chuvas e são encontrados por lavradores do município de Monte Alegre do Piauí quando estão preparando suas lavouras para plantar milho, feijão e mandioca.
A maioria das grandes empresas e empresários que agendaram encontro com o governador Wilson Martins (PSB), durante o Investe Piauí, é das áreas de mineração e de agronegócios, principalmente para o plantio de soja e algodão nos Cerrados piauienses.
O governador Wilson Martins diz que essa atração está ligada à descoberta de que as reservas de ferro na região de Paulistana, no Sul do Estado, é de 1 bilhão de toneladas, mais de que três vezes o que estava previsto quando grandes mineradoras começaram a fazer pesquisas na área.
?Nós mostramos aos empresários quais as pesquisas que a CPRM está desenvolvendo no Piauí?, disse Antônio Reinaldo Soares Filho.
Ele afirmou que a CPRM mostrou seu trabalho de pesquisas sobre a opala, sobre o diamante e a cobertura geofísica, uma ferramenta adicional a qualquer pesquisas mineral porque é feita com voos de aviões, quando são percebidas todas as anomalias e o minerador vai ver o que significa?, falou Antônio Reinaldo Soares Filho.
Ele disse que a região de Gilbués está sendo revitalizada pelo aproveitamento do diamante, Segundo Antônio Reinaldo, o diamante está respondendo às expectativas e possibilidades de exploração de grandes volumes, que vai colocar o Piauí em uma pauta nacional e internacional do diamante. O volume é muito alto e o diamante em Gilbués deixou de ser pesquisa para ser lavra das pedras preciosas?, falou.
Wilson Martins afirmou que os minérios estão atraindo grandes companhias no Piauí porque as reservas de ferro encontradas nas regiões de Paulistana e Jacobina no Piauí, de cerca de 1 bilhão de toneladas do minério já são a terceira maior do Brasil.
Segundo ele, o Piauí tem 700 requerimentos para pesquisas e exploração de minérios.
O Piauí ocupa o terceiro lugar em requerimentos de pesquisas e lavra de minérios.
São uma média de 700 a 800 requerimentos de pesquisas e lavra de minérios por ano.
Õ Piauí não tem mais problemas com a energia, com logística de estradas, nós estamos com a ferrovia Transnortestina rasgando toda a região onde tem minérios: temos incentivos fiscais atrativos e temos a melhor gente com vocação para o trabalho e temos água com abundância, essencial para a mineração?, declarou.
A reserva de ferro da região de Paulistana e Jacobina do Piauí só perde para a reserva de Carajás, no Pará e Maranhão , e para a da Bahia.








DESCOBRIMENTO DO BRASIL- RESUMO DA HISTÓRIA.

No ano seguinte ao da volta de Vasco da Gama [1]), encarregou Dom Manuel a Pedro Álvares Cabral, senhor de Belmonte e alcaide- nor de Azurara, o mando duma armada de treze velas [2]), que devia na sua derrota, correr a costa de Sofala, visitar o rei de Melinde, 3hegar a Calecut, e prosseguir na emprêsa, a um tempo mercantil e guerreira, iniciada com tanta fortuna pelo primeiro descobridor. Era a frota magnífica e poderosa, e tinha como capitães, entre Dutros, além de Pedro Álvares Cabral, Nicolau Coelho, qué fôra [3]) na anterior expedição, e Bartolomeu Dias, o primeiro que ousara iobrar o cabo da Boa Esperança, e que no seio das suas tormentas ia encontrar desta vez o perpétuo sono da morte. (
Preparado tudo para a partida, levantaram-se âncoras, des­fraldaram-se velas, e, cortando as águas, saiu a armada de mar em fora no dia 9 de março, e seguiu viagem próspera até as alturas do Cabo Verde, onde um temporal desfeito de tal modo agitou os ma-, res, que os navios, envolvidos entre serras de ondas, ora eram alça- ios no cume das vagas, como se elas quisessem expelir de si, ora quase se submergiram na concavidade do abismo. Acalmada a pro­tela, juntou-se tôda a frota à exceção dum navio, que depois ar­ribou a Lisboa e continuaram os doze restantes pelo oceano, afas­tando-se das costas de África, ou para evitarem as calmarias de Guiné, como já o praticara Vasco da Gama, ou porque, para o
prosseguimento de tal rumo, influísse de algum modo o espírito
aventuroso e obstinado dêsses homens enérgicos, que tudo arrosta­vam e a tudo se atreviam com o ardor que só deriva [4]) do verda­deiro entusiasmo.
As plantas marítimas encontradas no dia 21 de abril, as aves redemoinhando nos ares ou pousando sôbre as águas, um hálito perfumado que impregnava a atmosfera, anunciaram aos nave­gantes a proximidade de regiões desconhecidas; e porisso, na ma­nhã seguinte, apinhavam-se todos nos chapitéus [5]) da proa, fixa


primeira missa no Brasil
a vista no extremo aos mares, onde já. se divisava como que um ponto escuro que gradualmente ia crescendo. Afinal a voz do gageiro 1) da nau capitânea bradou no cesto da gávea — Terra! — e durante minuto só êsse grito de contentamento indizível ressoou em todos os navios. . . ! A ligeira névoa avultara no horizonte, a frota surdia sempre avante, e por fim já distintamente se observa um monte de forma arredondada, largas serranias para o sul, e ao longe uma extensa planície, vestida de sombrios arvoredos. Aproaram então as naus à terra, que, pela ignorância daquelas eras julgaram os pilotos que só podia ser uma grande ilha, como alguma dos Açores ou das Antilhas; ancoraram perto da costa, e na manhã seguinte sulcavam as águas em direção à praia.
Grupos de homens, de mulheres e de crianças apareciam por entre as árvores, e ora se adiantavam a medo, ora se retraiam, testemunhando nos gestos o espanto que lhes causavam as embar­cações, as velas, os mastros, coisas como que animadas e sobre­naturais, que pareciam obedecer ao impulso duma vontade única. Não tinha essa gente os caracteres físicos das raças africanas ou européias, e apenas se semelhavam com as da índia na côr ba­ça e no cabelo comprido e corredio. Os corpos eram altos e robus­tos, as feições regulares, a fisionomia franca e benévola; e, a-pesar- das armas que traziam, mostravam-se de índole pacífica, ditosos com seus costumes singelos, e satisfeitos com o que o solo espon­taneamente lhes oferecia.
Não podendo desembarcar ali, porque o mar quebrava então muito na costa, seguiram os portuguêses na volta do norte, buscando à feição do vento algum pôrto seguro, onde surgissem [6]); de-feito, tendo navegado cerca de 10 léguas, encontraram no dià 24 de abril uma enseada, onde entraram os navios menores, fican­do ao princípio as naus fora dos recifes, por não se conhecer se ha­via dentro suficiente fundo. Entretanto alguns marinheiros aproxi­maram-se em batéis à praia; conseguiram tomar de sobressalto dois indígenas, que andavam numa jangada ou almadia, formada a seu modo de três traves unidas, e que nem tentaram resistir, não obstsnte trazer um dêles arco e frechas, e poderem ser, facilmente socorridos. Levados à presença de Pedro Álvares Cabral, procurou êste de alguma forma interrogá-los, deu-lhes o que indicaram dese­jar, enviou-os no dia seguinte para terra [7]) a-fim-de evitar suspei­tas ou receios, e estabeleceu assim as primeiras relações com os ha­bitantes dessa parte do Novo Mundo, que o acaso nos sujeitava, co­mo o acaso .entregara a Colombo as costas ocidentais da América.
Não tentaremos descrever as várias cenas-de curiosidade e de inocência por parte dos indígenas, de contentamento, de entusias­mo e de nobreza por parte dos descobridores que tiveram como
teatro essas praias, enquanto aí se demorou a armada. O quadro que apresentássemos, seria apenas um esbôço, desenhado a largos traços que mal conseguiria trasladar a narração síncrona[8]) de Pedro Vaz de Caminha, onde miüdamente se apresentam os fatos e circunstâncias, e como que ressurgem os próprios protagonistas. Cingir-nos-emos, pois, a dizer que, tendo o capitão mandado reco­nhecer o país, e sabendo que era fértil, retalhado de rios caudais, coberto de árvores frutíferas, e povoado por gentio dócil, com o qual se mostrava fácil a entrada, resolveu tomar solenemente pos­se da região, oceano de soberbas e virginais florestas, em que pa­recia reproduzir-se o Eden dos livros santos.
Designado para aquêle ato o primeiro dia de maio, assistiram à missa em terra os navegantes, ataviados das melhores telas e de luzidas armas; e debaixo daquele céu puro, naquela atmosfera bal­sâmica, perante aqueles horizontes esplêndidos, um profundo sen­timento de confiança em Deus devia animar êsses homens ajoelha­dos em frente do mesmo altar, esquecidos dos perigos e fadigas, e enlaçados pelas recordações, pelas crenças, pelos trabalhos e pelo pensamento de glória, que mais ou menos se erguia em tôdas aque­las almas de bronze. Em seguida, no meio do ressoar (ias chara­melas e tambores, das aclamações da marinhagem e dos gritos festivos dos indígenas, levantou-se perto da praia uma grande cruz, feita com madeira daquelas selvas, psdrão glorioso da. nobre em- prêsa, que nenhum ato de crueldade desonrava.
Não quis Pedro Álvares Cabral demorar notícia tão extraordi­nária e expediu Gaspar de Lemos para a transmitir a>el-rèi, par­tindo êle próprio daquelas praias no dia 3 de maio, e deixando em terra dois degredados, vivo testemunho de posse incontestada. A fortuna, porém, que até então lhe fôra propícia, de-pressa o desam­parou. Assaltada a frota por uma tempestade horrorosa próximo ao cabo da Boa Esperança, abismaram-se no oceano, com a gente que levavam, quatro dos onze navios que se dirigiam à índia.
Passados meses, Gaspar de Lemos transpõe de novo a foz do Tejo, e vem anunciar a Lisboa, ao reino, ao mundo, o novo desco­brimento. A febre do entusiasmo exaltou então todos os ânimos, dando-lhes a energia e confiança que até essa conjuntura faltara a muitos. O pendão das quinas que tremulava na Europa e na África, nas ilhas do Atlântico e mares da índia, ia prolongar-se pelo Ocidente, e Portugal podia dizer, com legítimo orgulho, que tomara o primeiro lugar entre as nações.
Hoje o Brasil é vastíssima república, vívida, esperançosa e li­vre. Emancipado da metrópole, não só pelos sucessos políticos que se realizaram no primeiro quartel do século passado, mais ain­da pela lógica natural do progresso das sociedades, está destinado, pela sus. posição geográfica, pela excelência do clima, pelas rique- zus que possue, e peio patriotismo dos seus habitantes a desempe­nhar um grande papel na história do Novo Mundo. Possa o povo infante, filho e em tudo descendente duma nação pequena, mas no­bilíssima, viver e prosperar por muitos séculos, dando exemplo de sabedoria e de humanidade às velhas monarquias da Europa, que se julgam mais civilizadas, e que só têm mais poder ou fortuna.

O DIAMANTE DO RIO DAS GARÇAS

O DIAMANTE DO RIO DAS GARÇAS
Após a descoberta dos "Garimpos" do rio das Garças, é conhecida de todos a maravilhosa historia: um índio bororó vira um diamante tão grande, faiscando tanto ao sol, que era impossível fixar-lhe os olhos.
Batizaram-no com o nome de "Abacaxi’ e o localizaram no Alcantilado, como o lugar mais provável onde fora percebido e isso talvez por se tratar de um despenhadeiro de difícíil acesso e em que ninguém poderia trabalhar.
Foi por motivo dessa lenda que um moço "curáo" se aventurou tragicamente em busca da preciosa gema. Seu cadáver, de uma palidez assustadora e que foi encontrado três dias depois, trazia um ferimento roxo na garganta.
Segue-se a este um outro caso idêntico: o mesmo lugar, as mesmas circunstâncias, o mesmo ferimento roxo na garganta. Foi quanto bastou para que em torno do caso se formasse a lenda respeitada: (o diamante enorme, cintilante, estava encastoada na ponta lisa de uma pedra à flor da água e, por mais que o rio enchesse, não conseguiria encobri-lo. Era guarda zeloso e sanguinário de tão precioso tesouro um negro musculoso, de estatura espantosa, que tinha as mãos e os pés providos de membranas natatorias, com os pés das aves aquáticas.
Infeliz do aventureiro que se aproximasse. Seria arrastado para o fundo do rio e sofregamente sugado até a última gota de sangue pelo Negro-Dagua…
Atribuia-se, ainda, a esse mesmo lendário personagem, a obrigação de zelar por todos os tesouros virgens da cobiça humana.
ABACAXI — Dizia a lenda, no rio das Garças, que ali existe encravado entre penedos um enorme diamante de fôrma de um abacaxi.
CURÁO — Noviço nos trabalhos dos Garimpos.

Juína: Pesquisador de universidade canadense aponta existência de oceano subterrâneo

Juína: Pesquisador de universidade canadense aponta existência de oceano subterrâneo

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Grupo 1 grande 566×100
Grupo 1 grande 566×100
O subsolo da cidade de Juína (750 km de Cuiabá) pode ser um grande reservatório de água, segundo cientistas internacionais. A descoberta feita por pesquisador de Universidade de Alberta (no Canadá), a partir da análise de um diamante encontrado em Juína, comprova a existência de um oceano subterrâneo na região.
De acordo com informações de uma pesquisa realizada pelo cientista e especialista em estudos de diamantes, Graham Pearson, da Universidade de Alberta, no subterrâneo do município de Juína, em Mato Grosso, há um grande reservatório de água.
A descoberta foi divulgada no site da universidade canadense em maio de 2014, mas ganhou atenção novamente após publicação da informação na última sexta-feira (20), pelo site de notícias “Epoch Times”.
A descoberta veio por meio da análise de um diamante, realizada pelo cientista canadense, que comprovaria a hipótese de que a água presente na superfície do planeta Terra teria sua origem no interior do próprio planeta, desbancando a teoria dominante de que ela teria na verdade sido trazida por cometas gelados há milhões de anos.
A pedra foi adquirida por acidente pelos pesquisadores da universidade do Canadá em 2009, quando estavam no município de Juína a procura de um outro mineral. A análise do diamante, que foi encontrado por garimpeiros em um rio raso da região, apontou a existência de um mineral raro que absorve água, o “ringwoodite”, que só havia sido encontrado em rochas de meteoritos.
Em análise mais detalhada, foi confirmada a origem do “ringwoodite” como sendo do manto da Terra, região interior do planeta, localizada a cerca de 410 km e 660 km abaixo da superfície.
A peculiaridade desta descoberta  é que  esta água não existe em qualquer um dos três estados que conhecemos: líquido, sólido ou gasoso. A água foi encontrada em estruturas moleculares de formações rochosas no interior da Terra.
Mapeamento subterrâneo de água mundial
Um estudo conduzido também por pesquisadores canadenses, desta vez da Universidade de Victoria, foi publicado na revista científica “Nature Geoscience”, mapeando toda essa água armazenada no subsolo terrestre. Segundo os resultados das pesquisas, o volume total chega a 23 milhões de km³, mas apenas 6% desse montante seriam próprios para consumo humano.

Do ouro às pedras coradas - MATO GROSSO

Economia

Colheita de Algodão - Foto por: José Medeiros - Gcom/MT
Colheita de Algodão
O estado de Mato Grosso é conhecido como o celeiro do país, campeão na produção de soja, milho, algodão e de rebanho bovino, e agora quer alcançar novos títulos do lado de fora da porteira das fazendas. Com crescimento “chinês” de seu Produto Interno Bruto, o estado iniciou um planejamento para atacar diversas frentes com potencialidades até então adormecidas. A estratégia vai permitir que sua produção seja diversificada para agregar valor a tudo aquilo que é produzido em terras mato-grossenses e que acaba abastecendo o Brasil e o mundo.
O governado do Estado, por meio da Secretaria de Desenvolvimento Econômico (Sedec), está planejando um conjunto de ações para atrair investidores para Mato Grosso. Cinco eixos prioritários para esta transformação foram definidos pela secretaria. A partir de agora serão realizados estudos para reformular as políticas tributária, de atração de investimentos, logística e mão de obra.
Os cinco setores com grande potencial de crescimento na região e que terão atenção especial do estado são agroindústria, turismo, piscicultura, economia criativa e pólo joalheiro. Para isso, o estado pretende reformular o Programa de Desenvolvimento Industrial e Comercial de Mato Grosso (Prodeic) e o sistema tributário estadual.
Agronegócio
Em pouco mais de uma década, o PIB estadual passou de R$ 12,3 bilhões (1999) para R$ 80,8 bilhões (2012), representando um crescimento de 554%. Neste mesmo período, o PIB brasileiro aumentou 312%, segundo dados do IBGE. Grande parte deste desempenho positivo veio do campo. Atualmente, o estado Mato Grosso lidera a produção de soja no país, com estimativa de 28,14 milhões de toneladas para a safra 2014/2015. Também está à frente na produção de algodão em pluma – 856.184 toneladas para 2014/2015 – e rebanho bovino, com 28,41 milhões de cabeças. De acordo com o Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea), o agronegócio representa 50,5% do PIB do estado.
Com o agronegócio consolidado, Mato Grosso é terreno fértil para as indústrias que atuam antes e depois da porteira. Até 2013, segundo a Federação das Indústrias no Estado de Mato Grosso (Fiemt), o estado tinha 11.398 unidades industriais em operação, com 166 mil empregos gerados.
Ainda assim, é preciso agregar mais valor ao produto que sai de Mato Grosso. Da porteira para dentro há potencial para as empresas que abastecem os produtores com adubo, defensivo e maquinário, entre outros produtos. Da porteira para fora, as empresas de beneficiamento, como a têxtil e de etanol.
Pesquisa e tecnologia
O que poucos sabem é que Mato Grosso, além de grãos, é o maior produtor de pescado de água doce do país, responsável por 20% da produção do Brasil, com 75,629 mil toneladas (IBGE 2013). E esse mercado tem muito a crescer. O potencial está na abundância de rios e lagos em território mato-grossense.
Atualmente, 72% do pescado produzido no estado são destinados ao consumo interno, de acordo com dados de 2014 do Imea. O segundo maior consumidor do peixe produzido no estado é o Pará (9,71%), seguido do Tocantins (2,35%). O plano do Governo do Estado é estimular o aumento da produção e atrair empresas de beneficiamento do peixe para exportá-lo para outros estados.
A Empresa Mato-grossense de Pesquisa, Assistência e Extensão Rural (Empaer) é uma das que investe no setor, tanto em pesquisa quanto na produção. A instituição mantém no município de Nossa Senhora do Livramento uma estação de piscicultura onde são produzidos e comercializados alevinos de espécies como pacu, tambacu e tambatinga. A meta da instituição é fechar o primeiro quadrimestre de 2015 com uma produção de 800 mil alevinos.
Para isso a Empaer conta com 39 tanques de reprodução com capacidade para produzir um milhão de alevinos – sendo 12 tanques de pesquisa e 27 para recria. A instituição também oferece cursos para produtores rurais e técnicos agrícolas sobre noções básicas de piscicultura.
A borracha natural é outro foco da política de incentivos desenvolvida pelo Governo de Mato Grosso, que quer agregar valor à borracha produzida no estado, com beneficiamento e industrialização. O estado é o segundo maior produtor de borracha natural do país, com 40 mil hectares de área plantada e 25 mil famílias envolvidas na atividade, conforme dados da Empaer.
Pioneira no estado em produção e pesquisa da seringueira, a empresa possui um campo experimental no município de Rosário Oeste (128 km ao Norte de Cuiabá) com jardim clonal e viveiro para atender a agricultura familiar. Os produtores contam com o apoio do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf Eco), que disponibiliza uma linha de crédito com prazo de 20 anos para pagamento e oito de carência.
Paralelamente, a Secretaria de Ciência e Tecnologia (Secitec) investe em inovação e qualificação de mão de obra com a criação do primeiro parque tecnológico de Mato Grosso, além de negociação com centros europeus para cooperações na área de tecnologia.
Energia também não falta para mover esta máquina. Superavitário no setor energético, Mato Grosso alcançou em 2014 a produção de 14 milhões/MWh. Desse montante, consumiu 9 milhões/MWh e exportou 5 milhões/MWh via o Sistema Interligado Nacional (SIN).
Do ouro às pedras coradas
Se durante a colonização Mato Grosso foi reconhecido pelo ouro, hoje é um mercado potencial para a fabricação de joias e semi joias a partir de pedras preciosas. Além de ser o maior produtor de diamante do Brasil – com 88% do total da produção brasileira, segundo o Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM) –, o estado  também se destaca pelas pedras coradas, como a ametista, o quartzo rosa, a ágata e a turmalina.
A atividade mineral no Estado é histórica. Não há como falar da povoação de Mato Grosso sem falar da extração do ouro e diamante. Era 1719, quando o ouro foi descoberto por bandeirantes às margens do Rio Coxipó. Já o diamante começou a ser explorado no fim do século XVIII nas regiões de Coité, Poxoréu e Diamantino.
Atualmente, conforme dados da Companhia Mato-grossense de Mineração (Metamat), as pedras coradas se concentram nas regiões noroeste, centro sul e leste de Mato Grosso. A granada, o zircão e o diopsídio em geral são encontrados associados ao diamante, nas regiões de Paranatinga e de Juína.
Nas proximidades de Rondolândia existe um depósito de quartzo rosa e as turmalinas são encontradas próximas a Cotriguaçu, enquanto as ametistas estão concentradas próximas aos municípios de Aripuanã (noroeste) e Pontes e Lacerda (oeste).
Economia criativa
A política de incentivo do Governo do Estado para o setor inclui o estímulo a pequenos empresários do ramo joalheiro, dentro do programa de Economia Criativa que vem sendo desenvolvido pela Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sedec), que abrange setores como moda, design, artes e gastronomia.
Há 30 anos no mercado de joias em Cuiabá, Carmem D’Lamonica vê Mato Grosso como um futuro pólo joalheiro pela abundância de pedras coradas existentes no solo mato-grossense e até então pouco exploradas. Para estruturar o mercado, avalia, é necessário criar uma política voltada para o ramo, desde a extração até o produto final.
“Temos condições de montar uma cadeia produtiva e nos tornar referência no setor”, garante a designer, lembrando que matéria-prima atrai não apenas joalheiros, mas também indústrias de semi joias e bijuterias. 
Paraíso do ecoturismo
Cachoeiras, safaris, trilhas ecológicas, observação de pássaros, mergulho em aquários naturais. Seja no Pantanal, no Cerrado ou no Araguaia, Mato Grosso é o destino certo para quem gosta de ecoturismo e para quem planeja investir no segmento que mais cresce no setor de turismo.
Dados da Organização Mundial de Turismo (OMT) apontam que o ecoturismo cresce em média 20% ao ano, enquanto o turismo convencional apresenta uma taxa de aumento anual de 7,5%, conforme divulgado pelo Ministério do Turismo em 2014. A organização estima ainda que pelo menos 10% dos turistas em todo o mundo sejam adeptos do turismo ecológico.
Como belezas naturais não faltam em Mato Grosso, os governos Federal e Estadual têm investido em infraestrutura de acesso a paraísos naturais mato-grossenses, como o Pantanal. Exemplo disso é o projeto de substituição de pontes de madeira ao longo da rodovia Transpantaneira – que liga a cidade de Poconé até a localidade de Porto Jofre, cortando a planície alagável. Ao todo serão construídas 31 pontes de concreto.
Chapada dos Guimarães é outro ponto prioritário para a Sedec quando o assunto é infraestrutura. No município, que atrai visitantes adeptos do turismo de contemplação e de esporte de aventura, será executada a conclusão do Complexo Turístico da Salgadeira e a pavimentação da MT-060 e MT-020. O Governo do Estado também retomou o diálogo com o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) para o andamento das obras do Portão do Inferno e da entrada da Cachoeira Véu de Noiva, os dois principais pontos de contemplação do Parque Nacional de Chapada.