sábado, 12 de março de 2016

Geologia do Brasil

Geologia do Brasil
 
O Brasil está totalmente contido na Plataforma Sul-Americana, cujo embasamento de evolução geológica é muito complexo, remontando à era Arqueano. Teve a sua consolidação completada entre o período Proterozóico Superior e o início do período Paleozóico, com o encerramento no ciclo Brasiliano. 
 
 
 Escudos Cristalinos
 Bacias Sedimentares
 
  
O embasamento da Plataforma Sul-Americana acha-se essencialmente estruturado sobre rochas metamórficas de fácies anfibolito a granutlito e granitóides de idade arqueana, associado às unidades proterozóicas que são representadas por faixas de dobramentos normalmente de fácies xisto-verde e coberturas sedimentares e vulcânicas, pouco o nada metamorfizadas e diversos granitóides.
Esse embasamento acha-se extensamente exposto em grandes escudos, separados entre si por coberturas fanerozóicas, cujos limites se estendem aos países vizinhos. Destacam-se os escudos das Guianas, Brasil Central e Atlântico.
O escudo das Guianas compreende o norte da bacia do Amazonas. O escudo do Brasil-Central, ou Guaporé, estende-se pelo interior do Brasil e sul dessa bacia, enquanto o escudo Atlântico expõe-se na porção oriental atingindo a borda atlântica. Esses escudos estão expostos em mais de 50% da área do Brasil.
Sobre essa plataforma desenvolveram-se no Brasil, em condições estáveis de ortoplataforma, a partir do Ordoviciano-Siluriano, as coberturas sedimentares e vulcânicas que preencheram espacialmente três estensas bacias com caráter de sinéclise: Amazonas, Paraíba e Paraná. Além dessas bacias, diversas outras bacias menores, inclusive bacias costeiras e outras áreas de sedimentação ocorrem expostas sobre a plataforma. 
  
Geomorfologia 
  
O relevo do Brasil, de acordo com a classificação de Aziz Ab'Saber, é dividido em duas grandes áreas de planalto e três de planície, a saber:
  • Planalto das Guianas, abrangendo a região serrana e o Planalto Norte Amazônico. Localizado no extremo norte do país, é parte integrante do escudo das Guianas, apresentando rochas cristalinas do período Pré-Cambriano. É nessa área que se situa o pico culminante do Brasil - Pico da Neblina, com altitude de 3.014 m.
  • Planalto Brasileiro, subdividido em Central, Maranhão-Piauí, Nordestino, serras e planalto do Leste e Sudeste, Meridional e Uruguaio-Riograndense, é formado por terrenos cristalinos bastante desgastados e por bolsões sedimentares. Localiza-se na parte central do país, estendendo-se por grandes áreas do território nacional.
  • Planícies e terras baixas amazônicas. Localizadas na Região Norte do país, logo abaixo do Planalto das Guianas, apresenta três níveis altimétricos distintos - várzeas, constituídas por terrenos de formação recente situadas próximo às margens dos rios; teços ou terraços fluviais, com altitudes máximas de 30 m e periodicamente inundados; e baixos-planaltos ou platôs, formados por terrenos de Terciário.
  • Planície do Pantanal, localizada na porção oeste do estado do Mato Grosso do Sul e sudoeste de Mato Grosso, é formada por terrenos do Quartenário.
  • Planícies e terras baixas costeiras, acompanhando a costa brasileira do Maranhão ao sul do país, é formada por terrenos do Terciário e por terrenos atuais do Quartenário.
  • Deve-se ressaltar que o relevo brasileiro não apresenta formação de cadeias montanhosas muito elevadas, predominando altitudes inferiores a 500 m, uma vez que o mesmo se desenvolveu sobre uma base geológica antiga, sem movimentações tectônicas recentes.

    Controladores da Usiminas têm propostas diferentes de aumento de capital

    Controladores da Usiminas têm propostas diferentes de aumento de capital




    A Usiminas informou, hoje (11), que os grupos Nippon Steel e Techint, controladores da empresa, apresentaram propostas de aumento de capital da companhia. A empresa japonesa quer subscrever ações até R$ 1 bilhão, e o grupo ítalo-argentino até R$ 500 milhões para salvar a siderúrgica.

    Belo Sun levanta US$ 4,6 Mi para avançar com projeto de ouro no Pará

    Belo Sun levanta US$ 4,6 Mi para avançar com projeto de ouro no Pará




    A Belo Sun vai negociar 6,19 milhões de dólares canadenses, cerca de US$ US$ 4,67 milhões, em ações para a Agnico Eagle Mines. O investimento estratégico visa captar fundos para avançar com a engenharia detalhada e com o desenvolvimento do projeto de ouro Volta Grande, em Altamira (PA).

    Piauí é o quarto estado que mais realiza pesquisas minerais

    Piauí é o quarto estado que mais realiza pesquisas minerais

    O Estado é rico em ferro, níquel, diamante,argila, dentre outros minérios


    Assinatura de acordo entre Secretaria de Mineração e Sudene (Foto:Thiago Amaral)
    Com uma vasta riqueza mineral em toda a sua extensão, o Piauí tem atraído cada vez mais a atenção de empresários que desejam investir na extração e comercialização de minérios. Para tanto, o Governo do Estado vem incentivando a realização de pesquisas, bem como o mapeamento mineral de todo o território piauiense.
    Atualmente, o Piauí ocupa a quarta posição no ranking dos Estados que mais realizam pesquisas minerais, com mais de duas mil áreas de solicitação de pesquisas e lavras. O Estado fica atrás apenas dos estados de Minas Gerais, Pará e Bahia. A coleta dos dados fica sob a responsabilidade do Departamento Nacional de Pesquisa Mineral (DNPM), em parceria com a Secretaria de Mineração, Petróleo e Energias Renováveis.
    Segundo Tadeu Maia Filho, secretário estadual da Mineração, o Piauí possui uma grande quantidade de níquel, numa jazida localizada no município de Capitão Gervásio Oliveira. Nesta região, inclusive, as pesquisas para beneficiamento mineral já se encontram em fase de conclusão. Há também a possibilidade de instalação de usina piloto.
    “O diamante é o outro minério que possui reserva no Estado, sendo que as principais ocorrências estão distribuídas nos municípios de Monte Alegre do Piauí e Gilbués. Eles são, geralmente, de pequeno tamanho, aparecendo também os carbonatos”, explica Tadeu Maia Filho ao comentar que o ferro também é uma das principais riquezas do Piauí, visto que o minério encontra-se em grande quantidade nas cidades de Paulistana, Curral Novo e Simões.  “Já existe um empreendimento em fase de planejamento para instalação nesta região”, ressalta o secretário.
    A região do cristalino piauiense também tem sido alvo de pesquisas, que incluem a prospecção de minerais como o ouro, ferro, titânio, manganês, diamante, talco, ferro, cromo, platina, dentre outros. Abaixo confira uma lista complementar de algumas riquezas minerais do Piauí, com a indicação das respectivas localidades de ocorrência.
    MunicípioMinério
    Lagoa do PiauíDiabásio
    Areia
    Antônio AlmeidaCalcário dolomítico
    TeresinaÁgua Mineral
    Cascalho
    Areia
    Argila
    Diabásio
    Saibro
    FlorianoDiabásio
    Monsenhor GilDiabásio
    Dom Expedito LopesÁgua Mineral
    FronteirasCalcário dolomítico e Calcítico
    Granito
    Valença do PiauíArgila
    PaulistanaGranito
    Ferro
    Pio IXCalcário dolomítico
    Mármore
    Campo MaiorArgila
    Castelo do PiauíPedra São Tomé
    Ardósia
    Saibro
    Areia
    Pedro IIOpala
    ParnaíbaArgila
    Areia e Brita
    Angical do PiauíDiabásio
    Campo Grande do PiauíArgila
    ParnaguáManganês
    UniãoAreia
    Argila
    José de FreitasCalcário Dolomítico
    BarrasAreia
    Argila
    AroazesDiabásio
    GuadalupeArgila
    Miguel AlvesArgila
    Juazeiro do PiauíAreia
    Ardósia
    São João do PiauíArgila
    Saibro
    Areia
    BatalhaDiabásio
    Buriti dos LopesGranito
    LuzilândiaAreia
    Argila
    JaicósArgila
    OeirasArgila
    EsperantinaArgila
    Matias OlímpioAreia

    Piauí entra para a rota da extração de diamante e se torna referência mundial

    O Piauí está prestes a entrar na rota da extração de diamantes e pode se tornar referência mundial na extração da pedra preciosa. A novidade é possível graças à descoberta feita pela em uma pesquisa realizada pelo Departamento Nacional de Produção Mineral, que aponta que o município de Gilbués, localizado a 742 quilômetros de Teresina, possui uma grande reserva de diamantes.
    Estimado em dois milhões de quilates - o equivalente a 400 toneladas de pedra preciosa - o diamante do Piauí é puro e possui certificação de Kimberley, órgão criado pela Organização das Nações Unidas (ONU), para atestar diamantes quanto à sua origem e legalidade.
    A descoberta das novas jazidas de Gilbués fez com que o Piauí se tornasse rota para a extração de diamantes no continente . Hoje Estado é tido por especialistas do setor de mineração como um ponto de referência não só no Brasil, mas em toda a América Latina. Para efeito de informação, hoje o país encontra-se na décima colocação de exportação de diamantes.
    A nova jazida de Gilbués sozinha pode fazer o Brasil se aproximar de números da Rússia e Botswana que hoje são os países líderes no setor. Este, aliás, é um dos principais motivos em ter empresas e mineradores do Piauí como parte da Bolsa de Diamantes do Panamá, que desejam pôr o Piauí em destaque mundial no setor.
    A novidade atrai pessoas interessadas em todo o continente americano. Ali Pastorini, diretora do Comitê de Marketing da Bolsa de Diamantes do Panamá, enxerga um futuro brilhante para o Piauí.
    “Eu, como diretora do Comitê de Marketing mundial da Bolsa, e responsável por trazer empresas latinas para integrarem a mesma, vejo a entrada do Piauí na bolsa de diamantes como uma mudança considerável para o setor”, destaca.
    A mina de diamantes em Gilbués até o momento é a única jazida da pedra encontrada no Nordeste e pode trazer a sorte grande para o Estado. “A nova jazida de Gilbués pode fazer o Brasil se aproximar de números da Rússia e Botswana, que hoje são os países líderes no setor da extração de diamantes”, confirma Ali Pastorini.
    As pedras de diamantes foram descobertas de forma acidental por pesquisadores nacionais da Companhia de Pesquisas de Recursos Minerais. Eles realizavam análises sobre a descoberta de uma grande reserva de Ferro no município de Paulistana quando se depararam com a jazida de diamantes, avaliada em dois milhões de quilates.
    Se em Paulistana as reservas de ferro eram três vezes maiores que o previsto na pesquisa inicial, o mesmo pode acontecer em Gilbués: estimativas apontam que a reserva da pedra no Estado supera 400 toneladas, mas comentários extra oficiais dão conta que o montante pode ser duas vezes maior. Por isto o interesse da Bolsa de Diamantes do Panamá na pedra preciosa.
    A Bolsa de Diamantes do Panamá, primeira e única da América Latina, está localizada na cidade do Panamá numa zona livre de impostos, há apenas 15 minutos do Aeroporto Internacional do Panamá. Toda a comercialização de diamantes, pedras preciosas, gemas, ouro, prata, joias e relógios realizado dentro da Bolsa não são taxados.
    O que a torna extremamente atrativa para o mercado, pois lá, empresas e empresários de países como Índia, Israel, Estados Unidos, Itália e Bélgica negociam produtos de alta qualidade, excelente procedência e competitividade no preço. Além de colocar as empresas extrativistas da pedra em um nível internacional dada a grande exposição que a bolsa de diamantes tem.
    Diamante do Piauí está em fase de lavra
    "Pelo que tivemos conhecimento da jazida de diamantes em Gilbués, sabemos que até o momento ela é a única do Nordeste", celebra o secretário de Mineração, Petróleo e Energias Renováveis do Governo do Estado, Alexandre Silveira.
    E o Departamento Nacional de Produção Mineral já autorizou o cadastro de mineradores interessados em desbravar as jazidas de Gilbués. "Tudo está em fase preliminar. Primeiro vamos realizar o cadastro para sabermos se o número de interessados é maior ou menor que a reserva de diamante.
    Ouvimos muito falar nas riquezas naturais do Piauí. Por isto queremos colocar tudo no papel e fazer com que o Governo faça parte deste processo, pois a mineração vai gerar muitos dividendos para o Piauí", afirma.
    E o Piauí só tem a ganhar. Em Gilbués, o trabalho de garimpo funciona ainda a título de pesquisas, com uma guia de autorização. Com a assinatura da portaria de outorga a lavra passa a ser profissional, em uma mina.
    A futura primeira mina do Piauí, e também do Nordeste, já exportou cerca de três mil quilates de diamantes certificados e já faz parte dos produtos que compõem a pauta de exportações do Piauí. "Estamos atrás de agilizar esta pauta.
    Falta apenas resolver algumas questões junto à Secretaria de Meio Ambiente para colocar o Piauí na rota mundial do diamante", pontua o secretário de Mineração, Petróleo e Energias Renováveis do Governo do Estado do Piauí. (O.B.)
    Extração ilegal de diamantes já acontece em Gilbués
    Feitos de carbono submetido a altíssima pressão, os diamantes foram forjados até 200 km abaixo da superfície há pelo menos 3 bilhões de anos. As minas são criadas em regiões com alta concentração de um tipo de rocha, denominado pelos geólogos de kimberlito.
    Esse material é formado pelo resfriamento do magma, que chegou até a superfície há milhões de anos, carregando elementos de regiões profundas da Terra.
    No Brasil, a produção se concentra em minas formadas por erosão de kimberlito. As águas de rios e lençóis freáticos carregam pedras, que se concentram em áreas superficiais e passam a ser exploradas por mineradores.
    Em Gilbués, algumas empresas já extraem a pedra preciosa de forma ilegal, mesmo sendo necessária uma ordem para a retirada da mesma. "Temos informações extraoficiais de que pequenos mineradores e algumas empresas extraem diamante em Gilbués de forma ilegal", conta Alexandre.
    Entretanto, a Secretaria de Mineração, Petróleo e Energias Renováveis do Governo do Estado do Piauí está de mãos atadas até que a situação da jazida seja devidamente regulamentada. "Não podemos fazer nada até haver a assinatura da portaria de outorga a lavra", lamenta.