sexta-feira, 25 de março de 2016

Desde a antiguidade que as pedras preciosas despertam um fascínio nos Homens

Desde a antiguidade que as pedras preciosas despertam um fascínio nos Homens

Uma Ajuda para Identificação das Pedras Preciosas
Desde a antiguidade que as pedras preciosas despertam um fascínio nos Homens. Venha descobri-las e descobrir os tipos de materiais que podem ser utilizados para as imitar.
Pedras Preciosas
Quando se fala em pedras preciosas referimo-nos a materiais naturais (com excepção das pérolas de cultura), orgânicos e inorgânicos que, pela sua beleza, durabilidade e raridade, são utilizados em diversos tipos de jóias e artefatos. O coleccionismo é outro destino das pedras preciosas, que possibilita a aquisição de belos exemplares com qualidade-gema (1), mas que devido às suas características de durabilidade (pouca dureza, fragilidade), não são susceptíveis de serem usados em joalharia.
O interesse que os diversos povos (2) manifestaram, desde sempre, pelas pedras preciosas e o preço elevado a elas associado, fez com que “recentemente” (no séc. XIX) se desenvolvessem novas tecnologias, que possibilitam a produção de sintéticos e de materiais (por vezes de grande qualidade) para imitar as pedras preciosas. Assim, o seu estudo, a Gemologia, sofreu também um grande desenvolvimento, de modo a possibilitar a caracterização, identificação e a distinção das gemas, das imitações e dos sintéticos.
Pedras Preciosas
Ambar
Muitas vezes usa-se o termo “pedras semi-preciosas” para designar gemas, tais como a água-marinha, a ametista, a turmalina, a granada, o lápis-lazúli, a turquesa, etc.. A estas associam-se, em regra, preços mais baixos do que os preços aplicados às chamadas pedras preciosas, categoria onde se encontra o diamante, a pérola natural, o rubi, a safira e a esmeralda.
Note-se que a distinção entre pedras preciosas e semi-preciosas é errada, visto que o preço associado a uma gema depende muito do exemplar em questão; por exemplo, um rubi de baixa qualidade (pouco transparente, com muitas inclusões ou com uma cor menos saturada) pode valer muito menos do que um bom exemplar de água-marinha. Deste modo não se aconselha o uso do termo semi-precioso. A CIBJO (Confédération Internationale des Bijoutiers, Joailliers et Orfèvres, des Diamants, Pierres et Perles), determina mesmo, no artigo 7 do Livro Azul (1994) (normas gerais de nomenclatura), que “…o termo semi-preciosa(o) é desautorizado e falso, não devendo nunca ser utilizado em circunstância alguma” (Rui Galopim de Carvalho com. pess.).
Pedras Preciosas
Diamante
Os materiais artificiais são manufaturados, não tendo, portanto, origem natural. Entre estes distinguem-se os Sintéticos, que correspondem a materiais sintetizados pelo Homem, mas que possuem a mesma estrutura e composição química que o mineral natural e inorgânico que pretendem imitar. Por outras palavras, estes materiais funcionam como “duplicados” de gemas naturais. Ligeiras variações na composição química são permitidas, variações essas que podem traduzir-se em pequenas diferenças na refração da luz por parte dos dois materiais, afetando os respectivos índices de refração da luz (IR), bem como por deformações internas que podem provocar efeitos ópticos característicos. A identificação destas características pelo gemólogo contribuem para a distinção entre estas duas pedras.
As pedras sintéticas mais divulgadas são as espinelas, os diamantes, as esmeraldas, os rubis, as safiras, o quartzo e as opalas. A síntese destes materiais pode ser feita para fins industriais, como no caso dos diamantes (abrasivos) e do quartzo (relógios, aparelhos audio).
Pedras Preciosas
Opala
A moissanite sintética é uma recente imitação de diamante que, apesar de apresentar bastantes semelhanças com esta gema no que respeita ao brilho e fogo (3), apresenta fenômenos de refração da luz que se traduzem pelo efeito óptico de “duplicação de arestas”, facilmente identificável, quando se espreita com uma lupa de 10x por uma faceta da pedra. A moissanite natural é rara e a sua exploração não é rentável.
Entende-se por Imitação qualquer material natural ou artificial que seja utilizado para imitar outro, no geral, de qualidade superior. Por exemplo, a espinela vermelha é utilizada para imitar rubi, o zircão incolor para imitar diamante, espinela azul sintética para imitar safira. Os vidros e os plásticos são muito utilizados como imitações. Podem produzir-se transparentes, translúcidos e opacos, assim como de várias cores.
Pedras Preciosas
Esmeralda
Os plásticos, pelas suas propriedades de condutividade térmica (fraca) e eléctrica (quando vigorosamente friccionados, a sua superfície fica carregada eletricamente, podendo atrair pequenos pedaços de papel), são mais susceptíveis de imitarem gemas orgânicas (coral, pérolas, marfim, azeviche e, em especial, âmbar). Os plásticos são também utilizados para simular opalas, constituindo convincentes imitações. Existe, ainda, a produção de materiais artificiais para imitar diamantes que não têm um “duplicado” natural, ou seja, que não existem na natureza. Entre eles o mais conhecido é a zirconia cúbica ou simplesmente zirconia (óxido de zirconio, não confundir com o mineral natural zircão).
As pedras compostas são outro tipo de imitações. Como o próprio nome indica correspondem a diferentes tipos de materiais juntos e constituem os chamados dobletos e tripletos. Os primeiros são compostos por um topo de material natural, por exemplo granada, e por uma base de material sintético ou de vidro. Os segundos, por exemplo os tripletos de opala, são constituídos por um topo que pode ser de quartzo hialino, espinela sintética incolor ou vidro, no meio por uma lâmina de opala natural ou sintética e por uma base de material natural, sintético, vidro ou plástico.
Existem, ainda, os tripletos com cimento verde no meio para imitar esmeraldas: são as chamadas esmeraldas Saudé.
Pedras Preciosas
Rubi
As pedras reconstruídas correspondem a pequenos fragmentos de material natural de boa qualidade, como por exemplo, de turquesa, de lápis lazúli e mistura de azurite-malaquite, que são ligados e cimentados por plásticos, resinas ou compostos de sílica, formando peças com dimensões suficientes para serem trabalhadas. O âmbar é fundido e filtrado, produzindo blocos mais homogéneos.
É importante que o público e os vendedores tenham conhecimento da existência dos vários materiais que servem para simularpedras preciosas e que não há problema algum em vender ou comprar imitações, desde que devidamente identificadas. O que não é tolerável é comprar “gato por lebre”. Deste modo, a certificação das gemas por instituições credenciadas é necessária para assegurar a confiança por parte do comprador.
Pedras Preciosas
Safira
(1) Gemas = Pedras preciosas.
(2) Este interesse vem desde a Antiguidade, com “raízes na China e Índia antigas, na Babilônia e no Egipto dos faraós. As gemas estiveram entre as preocupações de Aristóteles, Teofrasto e Plínio-o-Velho, foram alvo do interesse dos alquimistas árabes e europeus e têm particular destaque nas enciclopédias e lapidários medievais.” (Carvalho, 2000).
(3) Fogo = jogo de cores que se pode observar num diamante, causado pela dispersão da luz.

As verdes esmeraldas

As pedras verdes mais famosas do mundo, as esmeraldas, são uma variedade do mineral Berilo, tal e qual como as bonitas águas-marinhas. Conheça um pouco da sua história e das suas principais características.
Pedras Preciosas
O termo “esmeralda” vem do grego smaragdos, nome atribuído também a outras pedras verdes.
Esta gema tem uma história muito antiga. Foi relacionada com Vénus, a deusa romana do amor e com a correspondente babilônica Ishtar, tendo chegado a servir de moeda de troca nos mercados da Babilônia. No túmulo de Tutankhámon (rei faraó do antigo Egipto, 18ª dinastia) está talhado, em esmeralda, um escaravelho representando a ressurreição (a imortalidade da alma). Também Moisés(profeta, legislador e juiz hebreu) ordenou que se fizesse o grande peitoral de Aaron para as grandes cerimônias, com 12 pedras preciosas, entre as quais se pensa que estava a esmeralda. Cada uma dessas gemas tinha inscrito por baixo o nome de cada uma das 12 tribos de Israel.
Mas esta gema nem sempre foi tão apreciada como nos nossos dias. Por exemplo, na Colômbia, de onde provêem as melhores esmeraldas do mundo, durante a Antiguidade, os Azetecas e os Maias não a usavam em joalharia da mesma forma que o faziam com o Jade ou com a Turquesa, o mesmo acontecendo nas outras culturas centro-americanas.
As esmeraldas na Antiguidade provinham essencialmente do Egipto, rico em minas, e só mais tarde, no séc. XVI, depois da conquista espanhola da Colômbia é que a bela esmeralda colombiana entra na Europa. Foi em 1537 que os espanhóis localizaram as minas de Chivor e mais tarde as minas de Muzo, ambas nas montanhas de Somondoco, palavra que significa o deus das pedras verdes em idioma indígena (dos índios chibcha).
Da Europa, as esmeraldas colombianas prosseguiam para o oriente, onde eram trocadas ou vendidas aos governantes turcos,persas e hindus, que as adoravam. Na joalharia hindu encontram-se as esmeraldas colombianas da melhor qualidade.
As pedras não apresentavam as mesma características visuais, de beleza e brilho, que as esmeraldas de hoje em dia. Isto deve-se ao fato de não existirem, na altura, técnicas de talhe específicas para cada gema. As técnicas de talhe foram evoluindo ao longo dos tempos e no seu início apenas se poliam as faces naturais dos cristais, de forma a perder-se o menor peso possível da pedra. Foi em França, em 1380, que se iniciou um talhe precursor do talhe atual, o Talhe Esmeralda, chegando a conseguir-se 8 facetas extra, aumentando dessa forma o brilho da gema. Ano após ano as técnicas para facetar as pedras foram evoluindo de forma a extrair o máximo de brilho das pedras e também de modo a evidenciarem da melhor maneira a sua cor.
O Talhe Esmeralda, como o nome indica, foi desenvolvido para esta gema: apresenta algumas facetas para dar brilho, mas só o suficiente para não "mascarar" a bonita e impressionante cor verde desta gema; deixa ainda os cantos facetados para facilitar o engaste da pedra sem a danificar, pois é uma gema frágil, que facilmente se pode fraturar. A escolha do talhe depende também doutros fatores, como o tamanho e forma do material em bruto, zonas de cor, presença de inclusões e fraturas, entre outros.
Pedras Preciosas
O material de boa qualidade é, geralmente, facetado e o de pior qualidade talhado em cabuchão. A arte da glíptica (arte de gravar pedras preciosas) foi muito praticada em esmeraldas, no séc. XVI em Itália. São desta época a importante colecção do papa Paulo III e os camafeus de Juan Carnivole de Pisa.
As jóias mais antigas exibem, muitas vezes, pedras com tamanhos consideráveis (quando comparados com os de hoje em dia) e pouco trabalhadas (de talhe muito simples e com pouco brilho). Porém, o encanto que estas jóias nos provocam, talvez pela sua história, é muito maior daquele que, por vezes, sentimos quando olhamos os trabalhos modernos.
A esmeralda é uma variedade do mineral Berilo (silicato de alumínio e berílio), com algum crômio (e por vezes com vanádio), responsável pela sua cor verde “forte”. O Berilo é um mineral explorado para se extrair o berílio, metal leve, utilizado em ligas de alta resistência. Entre as variedades gema do berilo encontra-se a água-marinha (azul a azul-esverdeada), o heliodoro (amarelo a amarelo-dourado), a morganite (cor-de-rosa), a goshenite (incolor) e o berilo vermelho, muito raro, que provém apenas dos E.U.A., mais concretamente das montanhas Wha Wha, no estado do Utah. A água-marinha e o heliodoro devem a sua cor à presença de vestígios de ferro nas suas estruturas e a morganite e o berilo vermelho ao manganés. A goshenite é muitas vezes tratada de modo a ficar colorida e mais comercial.
Pedras Preciosas
A esmeralda ocorre em rochas associadas ao metamorfismo hidrotermal. “A esmeralda cristaliza a partir de fluidos quentes (hidrotermais), ricos em elementos químicos, que atravessam fissuras e fendas de rochas. Estes fluidos ao precipitarem os sais neles contidos, preenchem as fissuras originando os filões.” Rui Galopim de Carvalho com. pess..Os cristais são prismáticos hexagonais e raramente são límpidos, sem inclusões. Apesar da sua dureza (7 – 71/2 na escala de Mohs), é uma gema frágil.
Como já referido, os cristais têm quase sempre inclusões e, por este motivo, esmeraldas excepcionais, i.e., “limpas” (sem inclusões), de boa cor e relativamente grandes, são extremamente raras e muito caras, podendo atingir preços exorbitantes, por exemplo, valores superiores a US$10.000 (1) por quilate (0,2g).
As inclusões presentes nas esmeraldas permitem, em muitos casos, a determinação da sua origem geográfica.
Pedras Preciosas
De forma a se disfarçarem as fraturas nas esmeraldas, estas são frequentemente impregnadas com óleos ou resinas. Os reflexos provocados pela luz ao intersectar as fraturas diminui a transparência da pedra e afeta, também, a sua cor.
O preenchimento destas fraturas com óleos ou resinas vai diminuir substancialmente o efeito dos reflexos e melhorar, consideravelmente, o aspecto da pedra. O grande problema é que, por um lado, o tratamento com óleo não é estável (o óleo desaparece com o tempo) e, por outro, algumas resinas, muito difíceis de detectar, ao camuflarem as fraturas impedem que se detectem os locais de fraqueza dum exemplar, muito importantes para avaliar o cuidado necessário ao manuseamento, de forma evitar a sua fratura quando se procedem a trabalhos de limpeza, de engaste ou de uma relapidação.
Entre os países produtores de esmeraldas destaca-se a Colômbia (o mais importante), o Brasil, a Zâmbia, a África do Sul, o Zimbabwe, a Nigéria, o Paquistão, a Rússia, a Índia e a Austrália.

O Jade

Pedras Preciosas
O jade, muito apreciado pelos orientais, que se tornaram mestres na arte de esculpir peças de adorno e de adoração, é na realidade uma designação que se refere a dois minerais com propriedades semelhantes. Conheça algumas das suas características.
Jade é um termo gemológico para designar dois minerais, a Jadeíte (uma piroxena) e a Nefrite (uma anfíbola), que se assemelham nas suas características e na utilização. A jadeíte é um silicato de alumínio e sódio e a nefrite um silicato de magnésio e cálcio, com algum ferro a substituir o cálcio. Ambas são constituídas por agregados microcristalinos com uma estrutura entrelaçada, que lhes confere uma grande tenacidade (resistência), apropriada para a arte de gravar ou esculpir. Ocorrem em rochas metamórficas(1) e podem ser encontradas em depósitos aluviais, como seixos arredondados.
A nefrite é conhecida desde o Neolítico e a jadeíte desde o final do séc. XVIII; ambas foram, e são, utilizadas para a escultura de muitos objetos sagrados, de adorno e de ornamento. Desde os tempos mais antigos que os chineses admiram muito estes dois minerais, designando-os por yu, “a coisa mais apreciada”.
Pedras Preciosas
A nefrite e a jadeíte eram usadas para ajudar a curar doenças renais: nefrite vem do grego nephrós, que significava “rim”; a jadeíte vem da palavra “jade”, que por sua vez provém do castelhano antigo hijada, palavra que indicava a região renal.
Estes dois minerais podem ser de translúcidos a opacos e possuem um brilho gorduroso ou ceroso e vítreo, se polidos mecanicamente (menos apreciado). As peças mais apreciadas eram trabalhadas de forma a ficarem translúcidas, em certo grau, e sujeitas a um polimento suave.
Os objetos em tons de branco-creme e verde-pálido foram muito desejados, mas ao longo dos tempos também outras cores de jade tiveram lugar nas preferências de quem o admira. É provável que o tipo de material disponível em cada época se relacione com a evolução das predilecções ao longo dos tempos.
Pedras Preciosas
O material que esteve sujeito à meteorização, como seixos de rios, pode apresentar uma capa de alteração acastanhada ou esbranquiçada. Nalgumas peças chinesas, do período Ming, estas zonas foram deixadas, aproveitando-as de modo a provocar nuances de cores às peças esculpidas. As peças pré-históricas que estiveram durante muito tempo enterradas podem, também, apresentar cores de alteração amareladas, rosadas ou verde-acastanhadas devido ao ambiente a que estiveram sujeitas.
Khotan e Yarkand, no deserto de Taklamakan, foram os locais mais importantes de proveniência do jade na China. Apesar da distância, estes locais faziam parte das rotas comerciais na Ásia Central. Pensa-se que, desde sempre, mesmo na pré-história, as ferramentas e os objetos feitos de jade teriam já uma utilização importante (cerimonial ou religiosa). As peças deste material na China (objetos de veneração aos deuses, amuletos, peças de ornamento, de adorno pessoal, objetos que representam poder político e prestígio social, etc.) e a sua relação com as sucessivas dinastias, revelam-nos a História do seu povo através dos tempos.
Pedras Preciosas
Apesar de também ter sido muito importante noutros locais, como, por exemplo, na América Central, é na China que a tradição de trabalhar o jade (muito resistente e difícil de trabalhar), se manteve e fez dos chineses os melhores artífices deste material. Até ao séc. XX a técnica incluía, juntamente com as ferramentas menos duras que o jade, a utilização conjunta de abrasivos duros, tais como pó de quartzo e granadas e corundum esmagados.
A jadeíte provém principalmente de Myanmar, mas também ocorre no Japão, na Califórnia, na Guatemala e na Rússia. É ligeiramente mais dura que a nefrite e tem maior cotação que esta última. Pode ter uma grande variedade de cores, tais como branco, amarelo, laranja-acastanhado, violeta, verde-pálido a verde-escuro, preta e azul; tipicamente é mosqueada de verde e branco. A variedade mais valiosa é a que se apresenta de translúcida a quase transparente, de cor verde-esmeralda, conhecida como “Jade Imperial”.
A nefrite é mais frequente que a jadeíte e ocorre em muitos locais.
Algumas fontes comerciais incluem a Nova Zelândia, Rússia (perto do lago Baikal), Canadá, Coreia e Tailândia.
Tem uma gama de cores menos variada que a jadeíte: branco, verde-claro a escuro, acastanhada, azul-acizentada e preta; são comuns inclusões negras de cromite e magnetite.
Como o jade é muito procurado, existem muitos materiais utilizados para o imitar e muitos tratamentos que se fazem para simular material de maior valor.
Minerais como a bowenite (verde-clara translúcida, macia e por isso mais fácil de trabalhar), quartzo aventurino de um verde translúcido, calcedônia, etc., podem, à primeira vista, ser confundidos com o jade. Plásticos e vidros são também muito utilizados para imitações. Um tratamento frequente é a jadeíte de cor pálida, e consequentemente com menor valor comercial, ser tingida com tinta verde para imitar o valioso jade imperial ou com tinta cor de malva para imitar o jade da mesma cor, também muito desejado.
Pedras Preciosas
(1) Rochas metamórficas são rochas que sofreram modificações mineralógicas e de textura, no estado sólido, como resultado de terem estado sujeitas a condições de pressão e temperatura diferentes das que presidiram.

Opalas

Com as suas diversas variedades, as opalas têm maravilhado os Homens desde a Antiguidade. Esta pedra, com exemplares de uma beleza ímpar, é tida como a gema nacional da Austrália
Pedras Preciosas
A opala ocorre em diversas variedades, entre as quais distingue-se a opala nobre, a opala comum, a opala de fogo e a opala de madeira. Todas são usadas em joalharia.
Tal como o quartzo, a opala é uma substância composta por sílica (SiO2) e também por água (até 10%). É uma substância amorfa, não possui uma estrutura cristalina e deste modo não pode ser denominada de mineral, no sentido estrito do termo, mas sim de mineralóide. Apresenta-se em veios, glóbulos e em crostas de várias cores. Tem uma dureza ligiramente inferior à do quartzo.
Pedras Preciosas
As opalas são muitas vezes impregnadas com óleo para disfarçar a presença de microfraturas que se desenvolvem espontaneamente, muito provavelmente devido à perda de moléculas de água quando expostas ao ar. Também se usam resinas e silicone. Estes tratamentos não são permanentes.
A opala comum quando surge com cores bonitas é, geralmente, talhada em cabochão(1) para fazer parte de aneis e colares. As cores passam pelo verde, amarelo, rosa, vermelho e azul.
A variedade mais importante é a que exibe um “jogo de cores”: a dita OPALA NOBRE.
Pode ser descrita como preta ou branca consoante a sua cor: a preta inclui o cinzento, o azul escuro e o verde; a branca inclui os tons claros. A variedade mais valiosa é a opala nobre “preta” devido ao fato de ser a que mostra da melhor maneira (com mais contraste), a multiplicidade de cores. Algumas variedades brancas e porosas são tratadas de modo a torná-las “negras”. Para isso são imersas em soluções saturadas de açucar e posteriormente tratadas com ácido sulfúrico concentrado para retirar a água. O efeito traduz-se na retenção dos átomos de carbono do açúcar nos interstícios da pedra.
O “JOGO DE CORES” ou iridescência(2) é causado pela difração da luz incidente que é devida ao tipo de estrutura que as opalas apresentam.
Até 1964 esta estrutura não era conhecida e consequentemente a síntese de opalas não era possível. Foi graças ao micoscópio eletrônico, que se descobriu que os apreciados efeitos ópticos eram produzidos pelo arranjo tri-dimensional de esférulas de sílica de igual tamanho (ultramicroscópicas) espaçadas regularmente, que funcionam como uma rede de difração.
Pedras Preciosas
A difração da luz provoca a sua decomposição em cores do espectro de luz visível. São essas cores que se podem observar quando a pedra é olhada de diversos ângulos e que a tornam tão desejada.
O tamanho das esférulas de sílica varia consoante os diversos tipos de opala.
Desta forma, consoante o maior ou menor tamanho das esférulas de sílica também o “jogo de cores” produzido tem mais ou menos cores: as opalas constituídas por esférulas maiores permitem a passagem, através dos espaços entre elas, de todos os componentes da luz branca; as opalas constituídas por esférulas menores bloqueiam os comprimentos de onda maiores (responsáveis pelos vermelhos e laranjas). Assim as primeiras produzem uma irisação com muitas cores (do vermelho ao violeta do espectro de luz visível) e as segundas produzem uma irisação com menos cores.
Pedras Preciosas
Depois de conhecida a estrutura das opalas, foi possível iniciar experiências para a sua síntese. Em 1974, as primeiras opalas sintéticas foram comercializadas por Pierre Gilson.
A opala é depositada em cavidades e fissuras nas rochas, a partir da precipitação química de águas ricas em silício ou pode ter origem na acumulação de restos de esqueletos de organismos marinhos animais (radiolários e espículas de certas esponjas) e vegetais (diatomáceas). Também ocorre em fósseis substituíndo as estruturas originais (opala de madeira).
A opala de madeira, xilopala ou xilóide, forma-se quando no processo de fossilização há a substituição da celulose, principal constituinte da madeira, por opala. Na floresta Petrificada de Holbrook, no Arizona, EUA, encontram-se magníficos troncos de araucária petrificados com 65m de comprimento e 3m de largura.
Este local é atualmente um Parque Nacional.
A opala de fogo, também muito apreciada, apresenta-se transparente com uma bonita cor castanho-mel avermelhado. Por vezes esta variedade exibe também iridescência, tornando-se mais valiosa. Esta variedade provém essencialmente do México.
Pedras Preciosas
A melhor maneira da opala exibir o efeito do “jogo de cores” é quando é talhada em cabochão. As opalas de fogo são muitas vezes facetadas e no caso de poderem exibir alguma iridescência são frequente talhadas com a “mesa” (a faceta maior da coroa), ligeiramente curva.
Opalescência é um termo que se refere ao efeito translúcido e leitoso que algumas opalas apresentam; no entanto este termo é, muitas vezes, erradamente utilizado para definir o efeito óptico da multiplicidade de cores observadas nas variedades de opala nobre.
O nome opala deriva de upala, que em sânscrito significa pedra ou pedra preciosa. Esta pedra é conhecida e apreciada desde a Antiguidade. Os Romanos consideravam-na a gema mais bela depois da Esmeralda. Contava-se que “(…) no sec. I a.c., o senador Nonnio preferiu partir para o exílio a ter de ceder uma opala preciosa a Marco António.” In colecção Minerais e Pedras Preciosas, 1993.
Foi associada ao poder e a várias capacidades medicinais, mas mais tarde adquiriu fama de trazer azar. Esta fama perdurou durante muito tempo e só nos finais do sec. XIX, com a descoberta das enormes jazidas na Austrália, é que começou outra vez a ser procurada como pedra de adorno. A rainha Victória, que gostava muito desta gema, contribuiu muito para a sua divulgação.
As jazidas mais antigas localizam-se na ex-Checoslováquia.
Atualmente cerca de 96% da produção de opalas nobre, provêm da Austrália. Há também jazidas no México, no Brasil, nos EUA (Oregon, Nevada e Idaho) e na Ucrânia.
Pedras Preciosas
As bonitas opalas australianas foram descobertas em 1869 em Listowel Downs (em Western Queensland), mas é só em 1889 que a indústria das opalas se estabelece, quando Tullie Wollaston as comercializa com sucesso. Ocorrem numa vasta região denominada de “cintura de opala de Queensland”, com 800 Km, entre New South Wales e a fronteira Queensland / Kynuna; são zonas muito áridas aonde as condições de vida são difíceis.
Atualmente os exemplares de opala nobre preta provêm de Lightning Ridge, New South Wales, mas no passado entre as décadas de 30 e 60 magníficas opalas pretas, dignas de uma rainha, provinham da mina Mighty Hayricks.
Situada entre Adelaide e Darwin, Cober Pedy é a mina de opala mais larga do mundo e foi descoberta em 1915 por um rapaz de 14 anos de idade durante uma expedição à procura de água. Cober Pedy é responsável por cerca de 80% da produção australiana.
Pedras Preciosas
(1) Cabochão é um estilo de talhe: a pedra apresenta um topo côncavo de forma, geralmente, arredondada e uma base mais ou menos plana.
(2) Iridescência – reflecção das cores do arco-íris.

O Diamante

O diamante é uma pedra preciosa que nos fascina desde tempos imemoriais. Talvez pelo seu brilho, talvez pela sua dureza, o que é fato é que não nos é indiferente. Saiba como se forma, qual a sua origem e como se determina a sua idade.
Pedras Preciosas
“O diamante tem fascinado o Homem, pelas suas características ópticas de grande beleza (brilho adamantino e fogo (1) ), bem como pelas suas propriedades de grande durabilidade e dureza.” (Rui Galopim de Carvalho, com. pess.)
Na escala de dureza de Mohs, o diamante ocupa o topo da escala, o nº 10, imediatamente a seguir ao corindo (rubis e safiras), que corresponde ao nº 9 e é, no entanto, cerca de 140 vezes menos duro que o diamante.
O diamante é a substância natural mais dura que existe e daí, provavelmente, a origem do seu nome, “(…) proveniente de adiamantun, palavra latina derivada do grego adamas, que significa Invencível”. (Rui Galopim de Carvalho, com. pess.)
Constituído quase exclusivamente por carbono, o diamante contém algumas impurezas de azoto e boro, que são responsáveis pelas suas cores. Podem ser incolores (ou mais frequentemente com ligeiros matizes amarelados) e de cores fortes - diamantes fancy (fantasia) - que podem ser amarelos, laranja, verdes, azuis e encarnados (os mais raros).
O diamante e a grafite são, ambos, formas cristalinas de carbono, mas enquanto que a grafite é macia, opaca e pouco densa (densidade relativa = 2.23), o diamante é transparente, duro e mais denso (densidade relativa = 3.52). A razão destas diferenças está no arranjo dos átomos de carbono, nas respectivas estruturas cristalinas.
É a forma como os átomos estão ligados entre si (ligações covalentes), e a curta distância entre os mesmos, que confere ao diamante a sua grande dureza, o que não quer dizer que uma pancada forte, aplicada em determinadas direcções, não o possa dividir. Isto deve-se ao fato de possuir clivagem (capacidade de um cristal se dividir segundo determinados planos da estrutura cristalina, deixando faces mais ou menos planas).

IDADE

Pedras Preciosas
Muitos minerais são datados através de elementos radioativos, mas os diamantes não contêm estes elementos e, por isso, não permitem a datação por este método. O método do 14C é restrito ao carbono orgânico e portanto não é, igualmente, aplicável.
Os diamantes contêm muitas vezes pequenas inclusões, que permitem a datação a partir dos respectivos elementos radioativos. No caso destas inclusões terem sido formadas ao mesmo tempo que os diamantes que as contêm (por ex., de piroxena e granada), a idade determinada é a mesma para os dois. É desta forma que foram estimadas idades para os diamantes, que vão desde os 3300 MA (milhões de anos), em Kimberly, na África do Sul, aos 990 MA, em Orapa, no Botswana. Comparando a idade da Terra, estimada em cerca de 4600 MA, com a idade obtida para os diamantes, verificamos que são minerais muito antigos.

ORIGEM

Os diamantes tiveram a sua origem no interior da Terra, na parte superior do manto, a profundidades entre os 100 e os 200 Km, podendo, por vezes, chegar aos 600 Km. A estas profundidades (100-200 Km), a temperatura calculada ronda os 900 a 1300 ºC e a pressão os 45 a 60 Kbar, valores enormes quando comparados com a pressão atmosférica de 1 bar.
O carbono que constitui os diamantes tem duas fontes possíveis:
Carbono “primitivo” da altura em que a Terra se formou, acumulado no manto superior e que cristalizou sob a forma de diamantes;
Carbono proveniente da superfície da Terra, de sedimentos que foram transportados para o interior do Manto através dos movimentos da Terra, nas zonas de subducção, até uma profundidade superior a 150 Km, necessária à formação de diamante.
Os diamantes são, assim, minerais constituintes de rochas formadas a profundidades que se inserem na parte superior do manto.
Pedras Preciosas

E como é que os diamantes chegam à superfície?

Os diamantes foram trazidos para a superfície a partir de fenômenos de vulcanismo violentos, que se deram há várias dezenas de milhões de anos. Como já foi referido, os diamantes são bem mais antigos, significando isto que se formaram primeiro no interior da Terra e que foram posteriormente trazidos para a superfície por fenômenos de vulcanismo, em que o magma em ascensão passou por rochas com diamantes, trazendo-as com ele.
Este tipo de magmas ascendeu rapidamente e desta forma os diamantes não se transformaram em grafite, em dióxido de carbono (CO2), nem se dissolveram no magma. Uma subida lenta ou com várias paragens vai permitir que a estrutura do diamante se modifique, de modo a que os átomos de carbono se ajustem às novas condições de menor pressão e menor temperatura. A grafite é uma forma de carbono mais estável nas condições de pressão e temperatura da superfície. Em Marrocos há ocorrências de formações vulcânicas com grafite em vez de diamantes, devido a uma subida demasiado lenta.
As velocidades estimadas são da ordem dos 10 a 30 Km/h. Quando o magma chega perto da superfície (2 a 3 km abaixo da superfície), a velocidade aumenta drasticamente centenas de km/h, devido às grande quantidades de gases (CO2 e água) que vêm dissolvidos no magma e que se expandem (devido à menor pressão e temperatura), originando explosões muito violentas.

Ocorrência

Pedras Preciosas
Os diamantes podem ser explorados nos corpos vulcânicos que os trouxeram para a superfície, se economicamente viáveis (jazigos primários), ou nos chamados placers: depósitos de sedimentos, com quantidades apreciáveis de pedras preciosas, que se originam devido à ação de erosão, nas rochas que as contêm. Os placers são também designados de jazigos secundários.
Até 1870 os diamantes foram encontrados em depósitos aluviais na Índia e no Brasil. Em 1866 foi encontrado um placer na África do Sul e pouco tempo depois foi localizado o primeiro corpo vulcânico com rochas com diamantes. Como o tipo de rocha encontrado era novo, foi atribuído o nome de kimberlito, nome derivado de Kimberly, a cidade que fica mais perto. Em 1979 foi encontrado na Austrália um tipo ligeiramente diferente de rocha vulcânica com diamantes, à qual se chamou lamproíto.
Os kimberlitos e os lamproítos são as rochas vulcânicas que à superfície podem conter diamantes.
Nos jazigos primários a concentração de diamante é, geralmente, pequena, chegando a ser retiradas 300 toneladas de rocha para se obter 1 quilate (0,2 g) de diamante. Na África do Sul os jazigos primários, tipicamente, contêm cerca de 1 quilate de diamante por 5 toneladas de rocha kimberlítica.
Nos jazigos secundários encontram-se diamantes de boa qualidade numa percentagem superior relativamente aos jazigos primários.
Os países mais importantes na produção de diamantes são a Austrália, o Botswana, o Congo, a Rússia e a África do Sul, e a produção mundial de diamante (de qualidade-gema(2) e para fins industriais) é da ordem das 20 toneladas/ano. A percentagem de material com qualidade-gema é relativamente pequena, mas apesar disso o diamante pode ser considerado como uma das gemas menos raras quando comparado com o rubi, a esmeralda ou a safira de boa qualidade. (Rui Galopim de Carvalho, com. pess.)
(1) Fogo - jogo de cores que se pode observar num diamante, causado pela dispersão da luz.
(2) Materiais com qualidade - gema são materiais cujas características permitem a sua utilização em joalharia.

OURO NA VOLTA GRANDE DO XINGÚ- ALTAMIRA-PA

The 100%-owned Volta Grande Project is located approximately 65 km south-east of the main city of Altamira, in the northern region of Pará State in Brazil. Altamira is a major regional centre with a population of approximately 150,000 and is serviced by a local airport and the Trans-Amazonian Highway. Altamira acts as the service center for many large industrial projects in the region.  The Brazilian Government is currently building the “Belo Monte Dam” located approximately 20 km upstream from the Volta Grande Project, which will be the world’s third largest hydroelectric dam in the world.
Access to the Volta Grande mine site from the city of Altamira is by an existing 65 km road that is paved for the first 30 km. The remaining 35 km of access road will be upgraded and paved during the mine operation. The project can also be accessed by river.

Belo Sun’s land package totals 160,407 hectare (1,604.07 sq. km) and covers over 120 kilometers of strike length on the “Tres Palmeiras" greenstone belt. This geological occurrence is elaborated on below.
Many parts of the Volta Grande property were mined by Garimpeiros (artisanal miners) using both open pit and underground mining methods from the 1960’s to the late 1990’s, where average grade of material extracted from numerous small alluvial gold deposits are reported to have been up to 3 oz/t Au (based on anecdotal reports from local garimpeiros). Grab samples from 80 to 200 meters shafts used by the Garimpeiros have assayed as high as 475 g/t Au. Widespread gold mineralization was identified in the 1990s by TVX Gold (now part of Kinross) and Battle Mountain Exploration (now part of Newmont). Belo Sun (formerly Verena Minerals) took control of the Volta Grande Project in 2003.


Feasibility Study Results (March 2015)


Highlights from the Feasibility Study (US$):
Annual gold production of 205,000 oz averaged over a 17.2 year mine lifePost-tax Internal Rate of Return of 26% using a gold price of $1,200/ozPost-tax Net Present Value of $665 million at a 5% discount rateInitial capital cost of $298 million, including pre-production costs and taxesAverage cash operating costs of $618/oz Au and all-in sustaining costs of $779/oz AuProven and Probable mineral reserves of 3.8 million oz Au at 1.02 g/t Au
Summary of Volta Grande Economic Results by Gold Price


High Case
Base Case
Low Case
Gold Price (per oz)
$1,300
$1,200
$1,100

Pre-Tax NPV (5%)
$1,171 million
$942 million
$712 million
Pre-Tax IRR
43%
36%
29%

Post-Tax NPV (5%)
$855 million
$665 million
$472 million
Post-Tax IRR
32%
26%
20%

The Feasibility Study considers open pit mining using a 100% owner operated equipment fleet including trucks, loaders and drills.  The mine has been designed to deliver an initial 3.5 million tonnes per year (10,000 tonnes per day) of mill feed and expand to 7 million tonnes per year (20,000 tonnes per day) reaching full production in Year 3.  The Feasibility Study is based on a mine that will extract ore over a 17.2 year period not including eight months of pre-production stripping.  The Feasibility Study optimizes the mine plan for the first 10 years with a delivered head grade of 1.30 g/t Au.  Material from the last three months of pre-production stripping will be used to commission the process plant.

Simplified Process Flow Diagram

Aerial View - Mine Infrastructure Location 
 
The average strip ratio for the life of the mine is estimated at 4.3:1.  Open pit bench heights of 10 meters will be mined and ore hauled with 136-tonne haul trucks and matching loading equipment.  Best practice grade control drilling will be done with reverse circulation drilling and rock sampling on mine benches prior to blasting.  This provides the greatest flexibility for grade control during operations while maintaining reasonable mine operating costs and production capability. 
During the mining operation a stockpile will be maintained adjacent to the primary crushing plant to be used as supplemental feed as required to meet production targets, weather events and as mill feed in the later years of the operation.  Waste rock will be hauled to dedicated waste management facilities near the open pits. 
Extensive feasibility level test work was completed by SGS, using representative run-of-mine composites, that confirmed the material from the Volta Grande mineral deposits is amenable to a conventional crush, grind, gravity concentration, leach and carbon-in-pulp (CIP) flow sheet.
Please see the full technical report in the “Technical Reports” section of the Belo Sun website, or under Belo Sun’s profile on SEDAR at www.sedar.com for more details.

Mineral Resources and Mineral Reserves (March 2015)

The Volta Grande Project is subdivided in 2 areas - North Block and South Block. The North Block includes four zones; Ouro Verde, Junction, Grota Seca and Greia; the South Block area is located approximately 10 km south. An updated mineral resource and reserve estimate was prepared by SRK in conjunction with the Feasibility Study during the first quarter of 2015 for selected zones in the North Block; these are detailed below. The latest mineral resource estimate for the South Block was prepared by SRK in September 2013.

Volta Grande Mineral Resources (Ouro Verde, Junction, Grota Seca and Greia Zones)
Classification
Tonnes (t)
Gold Grade (g/t)
Contained Gold (oz)
Measured
44,080,000
1.06
1,512,000
Indicated
112,450,000
0.95
3,442,000
Measured & Indicated
156,520,000
0.99 
4,954,000 oz
Inferred
39,690,000
0.90 
1,148,000 

The mineral reserves for the Volta Grande Project are based on the conversion of Measured and Indicated mineral resources within the current Feasibility Study mine plan. Measured mineral resources are converted directly to Proven mineral reserves and Indicated mineral resources to Probable reserves. 

Volta Grande Mineral Reserves (Ouro Verde, Junction and Grota Seca Zones)
Classification
Tonnes (t)
Gold Grade (g/t)
Contained Gold (oz)
Proven
41,757,000
1.07
1,442,000
Probable
74,212,000
0.98
2,346,000
Proven + Probable
115,969,000
1.02
3,788,000

Notes:This mineral reserve estimate is as of March 25, 2015 and is based on the new mineral resource estimate dated March 2015.  The mineral reserve calculation was completed under the supervision of Gordon Zurowski, P.Eng of AGP Mining Consultants Inc, who is a Qualified Person as defined under NI 43-101. Mineral reserves are stated within the final design pit based on a $1020 gold price pit shell with a $1,200 gold price for revenue.  The cutoff grade was 0.37 g/t for Ouro Verde and 0.40 g/t for Grota Seca.  The mining cost averaged $10.90/tonne milled, processing was $7.25/tonne milled and G&A was $0.84/tonne milled.  The process recovery averaged 93%. The exchange rate assumption applied was R$3.10 equal to US$1.00 The Feasibility Study only considers the Volta Grande open pit mineralized zones.  The Feasibility Study does not include the South Block.  Mineral resources that were part of the March 2015 mineral resource associated with South Block and underground mineral resources were left outside of the scope of the Feasibility Study.

Mineral Resources and Reserves Area Drill Collar Locations

Property Geology


Regional Geology
The Volta Grande Project area is situated along the northern boundary of the Carajas-Iricoumé Block of the Eastern Amazonian Craton. In this part of the Amazonian Craton, the regional structures have a northwesterly trend. In the area west of Belém, the southern segment of the Amazonian Craton is underlain by east-northeasttrending Phanerozoic cover rocks of the Amazon Basin.
The Volta Grande Project area is located in the western portion of a west-northwest trending Três Palmeiras greenstone belt, which surrounds the Xingú Complex in central State of Pará, of the Brazilian Shield. The greenstone belt is 3 km to 10 km wide and extends to about 70 km along strike. It comprises Upper Proterozoic metavolcanic and metasedimentary rocks enveloping linear granodioritic to dioritic domes, interpreted to be syntectonic plutons of Proterozoic age.
The Xingú Complex comprises basement granitic gneisses, and all rocks in the area exhibit strong foliation with a number of mylonitic zones and a steeply dipping attitude to the south. Other structures in the area include northeast, north-northeast, north-northwest, and east trending faults.
Rocks of the Xingú Complex are predominantly Archean gneisses originating from tonalite, trondjemite, and granodiorite. In places, they may be migmatitic. The Xingú Complex is subdivided into different groups, including the Igarapé Salobo Group, Igarapé Pojuca Group, Igarapé Bahia Group, Grão Pará Group, Buritirama Group, and Rio Fresco Group. All of the above Archean-age rocks are intruded by anorogenic granitic bodies, which have an approximate age of 1.86 Ga.

Local Geology
The Volta Grande property is situated along a major ductile deformation zone within the west-northwest trending Três Palmeiras greenstone belt. It is underlain by west northwest trending and steeply south dipping gneisses of metasedimentary and/or metavolcanic origin and syntectonic diorite.
Occasional chert horizons (chemical sediments) and banded iron formation (BIF) are also present within the metasedimentary sequence. A number of anorogenic granitic plutons are also present along the southern contact of the greenstone belt.
In the Volta Grande area, the Três Palmeiras greenstone belt is interpreted to consist of a basal portion of predominantly metasedimentary rocks in the southern part of the belt, mafic volcanic rocks in the northern part of the belt, and synvolcanic intrusions. The sedimentary assemblage includes thin units of chemical sediments (cherts, graphitic sediments and lean oxide-facies iron formation), which serve as marker horizons in the interpretation of the local geology. Both assemblages commonly exhibit strong penetrative fabric (foliation and lineation) as well as metamorphic banding.
In places, where the rock has undergone migmatization, mylonitic zones with associated silicification are commonly observed. Surficial alteration is present in an extensive layer of red saprolite, which covers the entire property, including topographic highs and lows. In general, the subsurface geology can be interpreted from the subtle color differences of the overlying saprolitic material, as follows:
▪Dark brick red to brown color resulting from the weathering of underlying metavolcanic and metasedimentary rocks.
▪Red to brown color resulting from the weathering of underlying granodioritic rocks.
▪Pale brown to beige color resulting from the weathering of underlying gneisses of the Xingú Complex.
In the central part of the North Block, a north-northwest trending lineament separates the southeastern mineralized zones of the Main Area from the northwestern ones at Ouro Verde. This lineament is parallel to other regional lineaments with similar orientation. Field observations indicate a complicated contact relationship between bedrock mineralized area and the overlying saprolitic material.
At Grota Sêca, near the former garimpeiro workings, almost fresh diorite is in sharp contact with saprolitic material, which is at least 8 m thick. This feature could indicates that the saprolite is not made up of regular regolithic material developed on top of bedrock, and is transported by faulting parallel to the major shear zone which hosts the gold mineralization.
There is a number of north-northwest trending regional structures present in the area. One of these is parallel to the segment of the Xingú River. Other structures with similar orientation are present in the area west of Ouro Verde, one of which cuts a northeast trending structure. This area has been explored by soil and overburden (auger) sampling, with positive results, but has not yet been tested by drilling.