terça-feira, 29 de março de 2016

Start-up usa tecnologia de chips de silício para produzir diamantes

E assim os fundadores da Nanosolar, uma grande start-up que levantou cerca de US$ 500 milhões em seus seis primeiros anos, começaram a explorar maneiras de produzir que aplicassem seus conhecimentos a novas tecnologias.
Um grupo de engenheiros e cientistas liderado por R. Martin Roscheisen, fundador da Nanosolar, anunciou em novembro que havia desenvolvido uma abordagem avançada para a produção de diamantes, usando tecnologia derivada em parte da produção de chips de silício e células solares, a ser usada em uma nova empresa.
Os primeiros diamantes sintéticos surgiram no começo da década de 50, e a comercialização de diamantes produzidos cresceu a ponto de termos pelo menos 10 empresas hoje produzindo diamantes industriais ou comerciais.
Mas a nova empresa, Diamond Foundry, afirma ter desenvolvido avanços exclusivos que tornarão possível produzir diamantes de alta qualidade mais rápido e com custo/benefício menor do que no caso das tecnologias existentes.
A nova abordagem torna possível “cultivar” diamantes a um custo comparável ao das melhores gemas naturais, de acordo com os fundadores da empresa. O objetivo da companhia é criar um novo site para distribuição a fim de concorrer com as joalherias existentes, o que pode reduzir os sobrepreços e portanto ser mais atraente para os estilistas de joias.
DI CAPRIO
A Diamond Foundry, sediada em San Carlos, Califórnia, conta com lista notável de patrocinadores financeiros, entre os quais Mark Pincus, criador da Zynga; Evan Williams, um dos fundadores do Twitter; Andreas Bechtolsheim, fundador da Sun Microsystems e um dos investidores iniciais do Google; e Andrew McCollum, um dos fundadores do Facebook.
Outro dos investidores é o ator Leonardo DiCaprio, que procurou a Diamond Foundry porque ele estava preocupado com algumas questões éticas relacionadas à mineração convencional de diamantes, entre as quais questões ambientais. A Diamond Foundry vai comprar créditos de energia solar para reduzir a zero seu volume de emissões, disse Roscheisen, para ajudar a sustentar sua afirmação de que oferecerá alternativa “sustentável” aos diamantes minerados.
Roscheisen era aluno de pós-graduação da Universidade Stanford na mesma classe que Larry Page e Sergey Brin, os fundadores do Google. Os dois investiram na Nanosolar, sua empresa de energia solar, que começou a produzir painéis solares finos em 2007. Em fevereiro de 2013, incapaz de competir em custo com os rivais chineses, a Nanosolar demitiu 75% de seu pessoal.
A Diamond Foundry não é a primeira empresa a tentar usar a técnica, conhecida como deposição química de vapor, para cultivar diamantes por meio da deposição de camadas de átomos de carbono em um campo de plasma de alta energia.
PANQUECA
De acordo com Roscheisen, o novo processo tornará possível produzir grandes quantidades de diamantes IIa, um material branco puro que representa de 1% a 2% dos diamantes naturais. Outros fabricantes também produzem gemas IIa, mas a equipe da Diamond Foundry diz ter desenvolvido um processo que será mais efetivo no “cultivo” do material do diamante, camada atômica após camada atômica, mais rapidamente.
Diamantes são uma das muitas formas que o carbono pode tomar. Pesquisadores da Diamond Foundry passaram anos desenvolvendo uma nova técnica industrial baseada em uma fonte de plasma com novo “formato”, 10 vezes mais poderoso do que o usado anteriormente por fabricantes de diamantes sintéticos, disse Roscheisen.
Ao modificar a forma do campo de plasma para o que Roscheisen descreveu como numa panqueca, os pesquisadores conseguiram tornar mais eficiente a reação que produz a estrutura do diamante, e assim criar mais rápido o material do diamante. A intensidade do plasma significa que a empresa pode criar material puro de diamante, em volume cerca de 150 vezes maior que o setor agora produz.
“Isso significa que podemos criar um diamante branco com 100% de pureza”, em ritmo que se compara à velocidade com a qual diamantes são minerados.
COMPETIÇÃO
O processo começa com uma fatia muito fina de diamante natural funcionando como substrato, e amplia o tamanho do material de diamante original acrescentando novas camadas de átomos de carbono. Roscheisen disse que especialistas trabalhando em laboratórios científicos poderiam determinar que o diamante era sintético porque ele se assemelharia a um tipo de diamante que raramente ocorre na natureza. Ver os diamantes em grande quantidade seria um indicador de sua origem, mas ver apenas um deles não, afirmou.
“Especialistas em joalheria e especialistas em gemas não conseguem distinguir”, ele disse. “Não há coisa alguma que possam ver”.
Há diversas maneiras de fabricar diamantes industriais, incluindo a aplicação de altas pressões e temperaturas, a detonação de explosivos que criam nanocristais de diamantes e o uso de ultrassom para criar cristais de diamantes com tamanho da ordem do mícron, além do método de deposição por vapor usado amplamente na produção de semicondutores e células solares.
Wuyi Wang, diretor de pesquisa científica do Instituto Gemológico dos Estados Unidos, uma organização sem fins lucrativos que avalia gemas, disse que o mercado de diamantes sintéticos é extremamente competitivo e que muitas empresas estavam tentando melhorar as técnicas de produção das pedras.
PREÇO
Wang disse que não examinou amostras da Diamond Foundry, mas afirmou ser possível para seu laboratório distinguir entre diamantes naturais e produzidos do Tipo IIa.
Mas diferenciar entre diamantes naturais e produzidos requer conhecimento e equipamento especializado, ele disse, e não seria possível para o consumidor médio.
Em um esforço por romper o controle que a indústria tradicional do diamante exerce sobre o mercado, a Diamond Foundry criou um mercado online onde oferecerá joias de diamantes criadas por conhecidos estilistas, a maioria dos quais associados à Ethical Metalsmiths, organização que encoraja práticas éticas e ambientalmente sólidas da parte dos joalheiros.
A empresa também venderá diamantes nos mercados industrial, científico e de atacado. “Queremos facilitar aos estudantes de doutorado de todo o mundo o trabalho com diamantes”, ele disse.
Na quarta-feira, diversos analistas apontaram que quando seu site começou a funcionar, a Diamond Foundry não estava oferecendo diamantes a preços inferiores aos da concorrência.

Por que é tão difícil colocar preço nos maiores diamantes?

Quando as mineradoras desenterram os maiores e mais raros diamantes do mundo — como a pedra de 357 quilates do tamanho de uma bola de golfe encontrada neste ano no Reino de Lesoto, na África meridional –, descobrir o valor correto deles pode ser tão difícil quanto encontrá-los.
A Gem Diamonds Ltd., especializada em desenterrar pedras que apenas uns poucos bilionários estão dispostos a comprar, vem adotando medidas pouco comuns para enfrentar esse dilema.
A proprietária de minas com sede em Londres está replicando em pequena escala o que normalmente fazem os intermediários.
A empresa está cortando, lapidando e revendendo alguns diamantes para ter uma noção melhor de como anda o mercado das maiores pedras do mundo.
Em setembro, a empresa conseguiu a maior venda da história quando sua cobiçada descoberta de Lesoto alcançou um preço de US$ 19,3 milhões.
“Não existe nenhum tipo de avaliação precisa dessas pedras”, disse Brandon de Bruin, chefe de vendas da Gem Diamonds, em entrevista em Antuérpia, centro do comércio mundial de diamantes.
Das centenas de milhões de diamantes extraídos na última década, apenas cerca de uma dúzia tinha mais de 250 quilates, segundo uma análise da Bloomberg de declarações corporativas.
Eles são tão raros que as mineradoras nem sempre sabem se estão fazendo o melhor negócio.
Como as grandes pedras que são as preferidas dos super-ricos mantiveram seu valor durante a queda dos preços das gemas menores e mais comuns, as produtoras têm um incentivo ainda maior para obter o melhor preço possível para suas grandes descobertas.
A Lucara Diamond Corp., que no mês passado descobriu a segunda maior pedra da história, ainda não colocou preço em uma gema de 1.111 quilates do tamanho de uma bola de tênis que os analistas dizem que poderia chegar a valer US$ 60 milhões.
Tradição do mercado
As mineradoras normalmente vendem suas descobertas diretamente a empresas que cortam as pedras em pedaços menores, que são lapidados e vendidos a atacadistas e joalherias.
Embora a abundância de variedades comuns no mercado global de US$ 80 bilhões ofereça referências suficientes para precificar gemas pequenas, aquelas de tamanho gigantesco representam um desafio porque as mineradoras normalmente não empregam seus próprios cortadores e não sabem qual será o custo de convertê-las em diamantes polidos.
A Gem Diamonds, que na última década descobriu quatro dos 20 maiores diamantes brancos com qualidade de gema, está tentando mudar essa dinâmica. A empresa vem fazendo experimentos cortando e lapidando uma pequena quantidade de sua própria produção para analisar melhor o processo de transformação das rochas cinzas e irregulares em produtos perfeitos prontos para as joalheiras.
A experiência ajudou a determinar o valor da pedra de 357 quilates encontrada em sua mina Letseng, na África meridional, no início deste ano.
Pequena escala
Nos últimos três anos, a Gem Diamonds enviou dezenas de suas pedras a um laboratório localizado em frente a seu escritório de vendas em Antuérpia, de forma que funcionários da própria empresa possam cortar e lapidar as faces individuais para produzir um item que deveria ser vendido por cerca de 25 por cento a mais do que a pedra original bruta, segundo De Bruin.
Apesar de algumas rochas terem sido cortadas internamente porque a empresa não estava satisfeita com os preços oferecidos pelos atacadistas, a Gem Diamonds não quer expandir a operação para gerenciar toda sua produção mineira, disse De Bruin.
Deseja apenas uma pequena unidade para entender melhor o mercado de pedras maiores e mais raras, já que está produzindo uma quantidade maior delas.
Os proprietários de minas preferem lidar com as pedras brutas porque elas são mais fáceis de vender rapidamente.
Os cortadores às vezes ficam com diamantes parados durante alguns anos enquanto não encontram um comprador disposto a pagar o preço certo.
A Gem Diamonds disse que vendeu 13 gemas brutas de sua mina Letseng no terceiro trimestre por mais de US$ 1 milhão cada.

Secretário diz que DNPM é favorável a privatização de Serra da Borda

A Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp) realizou coletiva à imprensa para falar sobre o trabalho de retomada da área do garimpo ilegal da Serra da Borda, instalado próximo ao município de Pontes e Lacerda (distante 448 km de Cuiabá).
Segundo o novo secretário de segurança pública do Estado, Fábio Galindo Silvestre, após a ocupação pública da área que está sendo realizada em um trabalho de integração de forças, ocorrerá a ocupação privada do garimpo de Serra da Borda, com a concessão a iniciativa privada e autorização de lavra.
Galindo afirmou que a diferença desta segunda operação para a primeira realizada em novembro é que houve uma maior mobilização da esfera federal, com envio de reforço do efetivo por parte de Brasília.
Ele explica que o sucesso da operação, com cerca de 35 prisões e total isolamento do local, se dá por conta de um esforço de integração entre Polícia Militar, Polícia Judiciário Civil, Exército Brasileiro, Polícia Federal e Força Nacional.
Sobre a privatização, o secretário garante que Departamento Nacional de Produção Mineral já se posicionou favorável á concessão do local a uma empresa de mineração privada, pensando não só na exploração das riquezas minerais da região de Serra da Borda como também na proteção contra invasores e a segurança ambiental do garimpo.
Fonte: O Documento

Os 15 países com mais ouro no cofre

8 mil toneladas: é esta a quantidade de ouro que os Estados Unidos têm no cofre. É mais que o dobro da Alemanha, segundo lugar no ranking deste tipo de reserva, de acordo com os últimos números do World Gold Council referentes a janeiro.
Isso não significa que todo este ouro esteja necessariamente em território americano ou alemão: muitos países guardam seus depósitos em outros lugares ou “alugam” seus cofres para outros bancos centrais.  O Brasil fica no 42º lugar, com 67 toneladas que representam apenas uma pequena fração (0,6%) das suas reservas totais.

Centaurus vai explorar ouro em Itabira - MG BRASIL

A Centaurus Brasil Mineração, de capital australiano, confirmou que o teor de ouro encontrado no seu ativo de Mombuca, próximo a Itabira, na região Central do Estado, viabiliza a instalação de um complexo minerário no local. Com base em estudos geológicos, a empresa determinou um teor de 3,1 gramas por tonelada de ouro por minério de quartzo.
Conforme informou a mineradora em comunicado oficial, divulgado no site da companhia, o resultado foi determinado após um programa de abertura de trincheiras realizado na zona do alvo inicial (ITZ, em inglês) no local. Os resultados apontaram a presença de um sistema de veios com camadas de quartzo que contém ouro com teores de até 3,07 gramas por tonelada em um intervalo de meio metro.
No comunicado, o diretor da mineradora australiana, Darren Gordon, disse que os últimos resultados demonstraram a continuidade de mineralização de ouro no subsolo do local. “Mombuca continua a emergir como um alvo significativo de projetos greenfields de ouro com uma combinação de características geológicas e fatores geoquímicos que apontam para a presença de um sistema de mineralização de ouro primário com o potencial de zonas mineralizadas maiores dentro do sistema”, afirmou no documento.Como a reserva está em torno de 40 toneladas e no preço atual, vale a pena explorar, hoje está em torno de 200 milhões de dólares em média.
De acordo com o diretor, “os preços justificam a exploração de ouro como uma grande oportunidade para a companhia de alavancar a exploração do metal”. Ainda de acordo com Gordon, o valor em dólar australiano tem aumentado devido ao enfraquecimento da moeda em relação ao dólar americano, mesma trajetória da cotação do metal em reais.
Para o diretor, “essa combinação resultou na renovação do interesse dos investidores no setor de ouro em nível mundial, criando um ambiente mais propício para a exploração do metal e para que o projeto Mombuca seja potencialmente gratificante para Centaurus”.O trabalho no projeto Mombuca começou a partir do mapeamento geológico da superfície do ativo. Um programa de amostragem geoquímica do solo também foi desenvolvido. Com base nos resultados desses estudos, um exame magnético terreno está previsto para ser realizado para melhorar o conhecimento geológico das estruturas à escala regional na área do projeto.