quarta-feira, 4 de maio de 2016

TURQUESA

TURQUESA

Fosfato de alumínio e cobre. CuAl6(PO4)4(OH)84H2O. Sistema triclínico. Brilho: Vítreo e ceroso, opaco. Cor: azul celeste a azul-esverdeada e verde. Dureza: 6. Densidade 2,8. Traço branco. Fratura concóide e irregular. Clivagem boa. Fusibilidade: infusível. Origem: rocha magmáticas e sedimentares, ricas em alumínio. Usos: como pedra preciosa, cabochão e estatuetas. A turquesa pode conter veios (manchas) superficiais de cor parda ou negra. A palavra turquesa vem do francês significando turco, já que as turquesas vinham da turquia, oriundas da Pérsia. Ocorrências: Irã, Afeganistão, China, Austrália e Tibete.

FUCHSITA

FUCHSITA

Grupo dos silicatos, constituídos basicamente de alumínio, sódio ou potássio e muitas vezes por ferro e magnésio. Sistema cristalino; monoclínico.
Variedade da muscovita rica em cromo (mica verde). Dureza 2,5. Densidade 3. Risco: branco ou incolor. Fratura irregular. Cor: verde erva a verde esmeralda, opaca. Rochas magmática e metamórfica. Brilho vítreo a sedoso. Mica do latim micare (brilhar). Tem o nome do mineralogista alemão J.N.von Fuchs. Ocorrem: Caiana, Coronel Murta, Conselheiro Pena, Divino das Laranjeiras, Governador Valadares, Linópolis, São José da Safira, Teófilo Otoni e Virgem da Lapa, MG. Cajati e Jacupiranga, SP. Anagé e Campo Formoso, BA.

GRANADA

GRANADA

Silicato de cálcio, magnésio, ferro e alumínio. Sistema cúbico. Cristaliza-se em dodecaedros romboidais e trapezoedros. Fluorescente. Clivagem inexistente. Fratura concóide, quebradiça e irregular. Brilho vítreo e resinoso. Dureza 7,5. Densidade 3,4 a 4,3. Fusão: Infusível. Rochas ígneas e magmáticas. Transparente a opaca. Todas as cores menos o azul, incluindo o incolor. Traço branco. Numerosas variedades são usadas como gemas. Origem: Coromandel, Estrêla do Sul, Romaria e Timóteo, MG. Igarapava, SP. Acarí, RN. Canindé, Quixadá e Tauá, CE.

CRISTAL DE ROCHA NEGRO

CRISTAL DE ROCHA NEGRO

Raríssimo. Um cristal de rocha com tintura negra ou preta. Diferencia de seus irmãos de cores, como o cristal incolor (transparente), hialino (puríssimo como o vidro), leitoso (como o leite), citrino (amarelo cítrico), violeta (ametista), róseo (rosado) e morion (marron) e outras tantas variedades. O nome “cristal” vem da palavra grega krystallos, significando gelo, pois pensava-se que o cristal era gelo formado pelos deuses. Cristalografia: trigonal. Dióxido de silício. Dureza 7. Densidade 2,6. Brilho vítreo. Não é fusível. Qualidade: incolor, transparente e opaco. Clivagem fraca. Fratura concóide. Encontrado em todo o mundo, mas as jazidas mais importantes estão no Brasil.

PETRÓLEO, O ÓLEO DE PEDRA.

PETRÓLEO, O ÓLEO DE PEDRA.

Petróleo é uma palavra latina “petroleum” petra + oleum que quer dizer “óleo de pedra”. Talvez por que quando foi descoberto aflorando à superfície através de fendas no solo, vindo de rochas profundas, daí o termo óleo de pedra. Já que naquele tempo só se usavam óleos vegetais e animais. “Petróleo bruto” ou “óleo cru” é a mesma coisa, é o petróleo em seu estado natural como sai da terra. Os hidrocarbonetos como também são conhecidos, é constituído principalmente por carbono e hidrogênio. Quanto ao petróleo, ele pode ser líquido, em forma de asfalto, piche, betume ou alcatrão.  Também identificamos dois compostos intimamente relacionados, o gás natural, também conhecido como metano e o óleo. E há os sólidos como os xistos betuminosos. Esta substância é tão velha que o Antigo Testamento, há mais de 2.000 antes de Cristo, em Gênesis 6:14, Noé, sob orientação divina, construiu a Arca de Noé, toda de madeira e a selou com “piche”. Os egípcios também usavam o alcatrão, piche e betume para mumificação de seus mortos.
Quando fazemos a destilação do petróleo, numa torre de destilação atmosférica, em fornalha de 400°C, apuramos por etapas decrescente de graus até o topo da torre que estacionará em 20°C, uma profusão de materiais inflamáveis. Resíduos pesados de refinação, como o óleo diesel pesado, cera parafínica, graxas e asfalto ocorrem em 400°C. Em 350 a 250°C, aparece o gasóleo transformado em combustível para motores diesel e caldeiras. De 250 a 160°C, acontecem os querosenes para jatos e óleo de calefação. Nos graus 160 a 70°C, surgem à nafta, transformada em plásticos, gasolina e outras substâncias químicas. E em 70 a 20°C, se extraem a gasolina e matéria prima para plásticos. E na constância dos 20°C, aparecem os gases para refino que são o metano, etano, butano e propano. E o que mais me intriga deste hidro+carbono, do grego, líquido+carbono = que é o petróleo líquido, é, como ele foi feito nas profundezas da Terra? Há duas polêmicas, uma antiga e outra mais recente para conceber o aparecimento do petróleo nas entranhas do solo. Alguns cientistas e geólogos acreditam em deposição de detritos biológicos, acumulados e enterrados em bacias reservatórias e conservadoras ao longo dos tempos. Com o passar das eras geológicas, formou-se o petróleo, óleo e gás, ou hidrocarbonetos. Mas existe outro grupo de cientista e geólogos (eu endosso este grupo), que acreditamos, os hidrocarbonetos eram um dos componentes minerais que constituiu as rochas no interior da Terra, quando da formação, por meio da acrescentação de sólidos. Ou ainda, pela mineralização proveniente da decomposição de carbonatos metálicos em contato com a água superaquecida. Segundo essa teoria, os elementos do petróleo já estavam nas profundezas do planeta, desde a origem da Terra. Raciocine, tente entender e depois me fala. Nestes últimos 150 anos extraíram-se tanto óleo e gás, que creio, eu pessoalmente, que o planeta Terra esteja encolhendo ou se deformando. Só a cidade de São Paulo nestes cento e tantos anos quanto de asfalto gastaram para asfaltar suas ruas e avenidas. E soma novamente os tapas buracos e recapeamentos. Agora, contamos todas as cidades e as rodovias do mundo. É muita “lama preta” que saiu e continua saindo das profundezas de nossa Terra. E podemos acrescentar os derivados do petróleo, plásticos de todos os tipos, adubos, tintas, remédios, combustíveis, graxas e mais de 4.000 produtos derivados do petróleo. Creio que o planeta está emagrecendo ou tomando uma forma alterada. É possível. E o petróleo não vai acabar tão cedo, um dia acaba, acho, mas ele está aparecendo e acumulando de novo na “capa” da Terra. E em todos os terrenos e mares do mundo.