quarta-feira, 13 de julho de 2016

Encontro com Júpiter

Encontro com Júpiter






A Missão Juno, da NASA, está sendo um sucesso total. Foram necessários cinco anos e três bilhões de quilômetros para que a nave não tripulada Juno chegasse ao seu destino: Júpiter.

Júpiter o maior planeta do sistema solar com uma massa 300 vezes maior do que a da Terra está envolto em mistérios. Com a sua composição de hidrogênio e hélio Júpiter lembra uma estrela que não emite luz.

O planeta é famoso pelo seu gigantesco furacão, um vortex duas vezes maior do que a Terra, caracterizado por uma mancha vermelha com formato de um olho em sua superfície.

Júpiter tem uma órbita de 12 anos em volta do Sol e um dia de apenas dez horas.

É esse o alvo da Missão Juno, que nos próximos 18 meses vai orbitar e estudar Júpiter como nunca foi feito no passado.

Juno transporta nove equipamentos de precisão que irão medir a poderosa radiação do planeta, a sua química, magnetismo e gravidade e, possivelmente, determinar se Júpiter tem um núcleo sólido como imaginam os cientistas.

Neste primeiro período a órbita ainda é muito excêntrica. É quando serão feitas as primeiras calibragens.

Posteriormente Juno irá se aproximar até 5.000km de Júpiter, uma distância perigosa quando a nave receberá imensas doses de radiação podendo, inclusive, ser destruída no processo.

Espera-se que Juno lance luz à própria gênese de Júpiter, um planeta de 4,5 bilhões de anos que lança ao espaço radiações extremas.

A experiência tem data para começar: 19 de outubro, quando completar 53 dias de órbita. 

terça-feira, 12 de julho de 2016

A maior esmeralda do mundo tem 57.500 quilates, vale quase R$ 25 milhões e é brasileira

A maior esmeralda do mundo tem 57.500 quilates, vale quase R$ 25 milhões e é brasileira

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A joia é tão especial que ganhou um nome próprio: Teodora!
Ela foi encontrada no Brasil e lapidada na Índia antes de ser vendida ao negociante de gemas preciosas Reagan Reaney.
Vários gemólogos tinham dúvida sobre a veracidade da pedra: “Tenho certeza que ela contém esmeralda, mas não tenho certeza se tudo o que existe na pedra é esmeralda”, declarou Jeff Nechka, gemólogo que fez uma análise e deu uma entrevista ao JCK Magazine.
Parece que ela foi tingida, mas é impossível dizer a intensidade da cor anterior. É impossível saber o quanto ela tem de esmeralda”, concluiu.
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Nós provavelmente não a chamaríamos de esmeralda. Ela parece não ter indicação de coloração verde natural, e isso faz com que não a chamemos de esmeralda”, disse o diretor do Gemological Institute of America, Shane McClure.
Aos especialistas, o grau da cor de uma esmeralda é, de longe, a sua consideração mais importante e significativa, bem como sua clareza.
Os especialistas dizem que, se toda a pedra fosse 100% esmeralda, o valor original poderia ultrapassar em mais de 20 vezes.
Regan Reaney, proprietário da pedra, disse que qualquer pessoa que desejacomprá-la pode examiná-la sem nenhum problema: “Sabemos que existem esmeralda em todas as partes da pedra, mas não o quanto. Sabemos que não é um berilo branco, mas alguma porção de berilo branco contém. Não é exatamente a qualidade da gema, mas seu tamanho que a torna tão especial”, disse.
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Se a pedra não conseguir comprador, será enviada para o Instituto de Gemologia da América, para ficar em exposição.
Todas as análises são necessárias porque existem formas de criar, em laboratório, esmeraldas sintéticas, usando berilo incolor. Elas podem ser encontradas em minas em diversas partes do mundo como Colômbia, Afeganistão, Zimbábue, Brasil e Canadá.

POR ONDE ANDA ZEZÃO DO ABACAXI?

POR ONDE ANDA ZEZÃO DO ABACAXI?

POR ONDE ANDA ZEZÃO DO ABACAXI?

Dias atrás estive pensando por onde anda Francisco de Assis Moreira da Silva, Zezão do Abacaxi, que na década de oitenta era tido como rei do ouro do Alto tapajós. São muitas as histórias de Zezão, entra elas a disputa pelo garimpo Rosa de Maio. Numa das edições do Globo Repórter foram dedicadas duas partes do programa para falar dos garimpos e das riquezas de Zezão do Abacaxi. Na reportagem da Folha de São Paulo de 24 de Novembro de 1991, fala da produção de 110 Kg por mês em seus garimpos. Vejamos a matéria na íntegra: Dono de uma fortuna avaliada em US$ 20 milhões, o garimpeiro mais rico do Brasil não tem nem talão de cheque. Francisco de Assis Moreira da Silva, 46 anos, o Zezão, mal sabe assinar o seu nome, mas controla o império de 13 aviões, duas fazendas, 8 mil cabeças de gado e um mega garimpo onde operam 120 dragas e trabalham quase dois mil homens. A produção do Rosa de Maio, no sul do Amazonas, ultrapassa 110 Kg de ouro por mês. Isso representa quase 10% de tudo que se produz região de Itaituba – PA (na fronteira com o AM), a maior do Brasil. Piauiense do município de Buriti dos Lopes, Zezão abandonou a roça aos 21 anos para ser “burro de garimpo” (carregador de materiais e mantimentos) em Porto Velho (RO). Lá, pegou pela primeira vez em uma bateia (espécie de uma peneira usada na garimpagem manual). Para a maioira dos garimpeiros que viveram o início da corrida do ouro, o achado de uma pepita significava, antes de tudo, a garantia de uma grande farra. Para Zezão – que não bebe, não fuma e diz que não gosta de festa – cada grama encontrada representava mais um passo em direção ao sonho de comprar uma draga. Conseguiu a máquina em 80. Nesse mesmo ano, acho o seu primeiro vilão de ouro. Comprou máquinas que se transformaram em mais ouro – que por sua vez, viraram novas máquinas. Até a compra do Rosa de Maio, em 83, por 20 Kg de ouro, Zezão adquiriu o que hoje é tido como o garimpo mais rico do pais. Hoje, milionário e ainda analfabeto, o garimpeiro tem horror a papeis, títulos e ações. Se recusa a ter conta em banco. O ouro que vende, transforma em aviões, gado e equipamento de garimpo. O que não vende, guarda em local ignorado. A despesa de cerca de Cr$ 70 milhões que tem por semana – com mantimentos e manutenção – , paga em dinheiro vivo. Anda sempre com uma sacola cheia grudada ao corpo. Ele controla pessoalmente cada centavo de sua fortuna, embora não saiba fazer contas no papel. Não gosta de falar de dinheiro. Para Luiza, sua mulher, ó por medo de sequestros. Segundo seus empregados é medo da Receita Federal.

Ametista : conheça o Garimpo das Pedras

Ametista : conheça o Garimpo das Pedras

Ametista : conheça o Garimpo das Pedras


Localizado em território do município de Marabá, a 60 quilômetros do centro de Parauapebas, o Garimpo das Pedras foi descoberto há 27 anos por garimpeiros da região. De lá para cá, as jazidas têm produzido e comercializado milhares e milhares de toneladas de pedras de ametista para o Brasil e o mundo, tornando-se a segunda maior jazida do mundo, em termo de quantidade de reserva.
 
De acordo com Elza Miranda, a família dela adquiriu a propriedade rural em 1975, sem saber da existência das reservas em subsolo de ametista. Em 1983, por acaso, alguns garimpeiros acostumados com a exploração de pedra semipreciosa descobriram a jazida de ametista, considerada a segunda maior do mundo, em termo de quantidade de reserva, só perdendo para a África.
Elza Miranda explica que a extração da pedra é subterrânea, em túneis verticais, perpendiculares e horizontais com extensão que vão até 300 metros de profundidade. Mas a ametista começou a ser descoberta à flor da terra.
Perguntada sobre segurança na exploração das pedras no fundo da terra, Elza respondeu que os garimpeiros trabalham com total segurança, e por isso o índice de acidente é zero. “Mas já foram registrados acidentes com um ou dois garimpeiros que não observaram os itens de segurança”, admite.
CESSÃO DA ÁREA Ela conta que após a descoberta das jazidas de ametista na fazenda a família Miranda administrava com exclusividade toda a produção do minério. Algum tempo depois, para dar legalidade jurídica à exploração das jazidas, foi celebrado um termo de cessão gratuita de uso por tempo indeterminado de uma área de 240 alqueires com a Cooperativa dos Produtores de Gemas do Sul do Pará (Coopergemas), criada pelos próprios garimpeiros da vila.
A partir daí, a exploração das pedras passou a ser controlada pela cooperativa, que dá origem ao produto, emitindo nota fiscal para saída do minério e descontando 6% do valor comercializado. A família Miranda explora uma mina com seis trabalhadores com direito a 100% da produção.
A produção, que chega até 100 toneladas de pedras semipreciosas por mês, é toda comercializada no próprio garimpo. Os maiores comparadores são da Bahia e de Minas Gerais. “Alguns clientes diretamente da China, que não sabem nem falar a língua portuguesa, vêm também comprar pedras aqui na vila com intérpretes”, revela a garimpeira.
Elza Miranda lembra que quando ela era deputada chegou a levar o então governador Almir Gabriel ao garimpo, e ele viu a necessidade se implantar na vila uma escola de lapidação de pedra, com o objetivo de gerar emprego e renda, “mas esbarramos na falta de mão-de-obra qualificada para instruir a comunidade. A ideia continua de pé”.
Segundo Elza Miranda, a comunidade do Garimpo das Pedras conta hoje com uma população aproximada de quatro mil pessoas que moram em duas vilas: a de baixo e a de cima, e todos os adultos vivem em função da exploração do minério.
A vila, que geograficamente pertence ao município de Marabá, conta com escola, posto de saúde, destacamento da Polícia Militar, supermercados, igrejas, energia elétrica, associação de moradores, farmácia e até pista para pouso e decolagem de pequenas aeronaves.
ÁGUA QUENTE
No caminho entre uma vila e outra existe uma nascente que jorra água com 40 graus de temperatura. Há alguns anos, os Miranda construíram rusticamente uma piscina para acumular água e possibilitar banho de pessoas que são atraídas pelo local. Há poucos meses, uma das paredes da piscina ruiu, ficando apenas a bica jorrando água quente, fato que vem frustrando os visitantes.
“Estudo engenharia ambiental e costumo dizer que esta área é vulcânica, que pode ou não ter entrado em erupção, daí a existência dessas pedras e também da água quente, cuja temperatura fica na ordem de 40 graus, rica em potássio, própria para o consumo, inclusive medicinal”, descreve.
Elza Miranda anuncia que nos próximos meses a família dela deve começar a reconstruir a piscina, agora com trabalho técnico de engenharia, e disponibilizá-la ao público que vai à vila. Ela lembra que com a conclusão da estrada do Projeto Salobo para Parauapebas o asfalto vai passar a oito quilômetros da Vila Garimpo das Pedras.

segunda-feira, 11 de julho de 2016

Garimpo de ouro ao lado de Belo Monte tem licença adiada

Garimpo de ouro ao lado de Belo Monte tem licença adiada


Depois de marcar uma cerimônia para anunciar a instalação de um garimpo gigantesco bem ao lado da barragem da hidrelétrica de Belo Monte, a Secretaria de Meio Ambiente do Pará decidiu voltar atrás e adiar o anúncio.
O projeto polêmico da empresa canadense Belo Sun prevê a operação do “maior programa de exploração de ouro do Brasil” a apenas 14 quilômetros de distância da barragem da hidrelétrica, no Rio Xingu, em Altamira. Apesar de ficar próximo de terras indígenas, estar ao lado da maior usina hidrelétrica nacional e fazer uso de recursos de um rio federal, o projeto “Volta Grande” tem seu processo de licenciamento tocado por um órgão estadual, em vez de ser assumido pelo Ibama.
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Há mais de quatro anos, o grupo canadense Forbes & Manhattan, um banco de capital fechado que investe em projetos de mineração, tenta liberar o projeto, que enfrenta forte resistência do Ministério Público Federal no Pará e organizações socioambientais.
A liberação do garimpo estava marcada para o próximo dia 26, em evento que teria a presença dos secretários Adnan Demachki, de Desenvolvimento Econômico, Mineração e Energia, e Luiz Fernandes de Meio Ambiente e Sustentabilidade do Pará. Adnan Demachki é pré-candidato ao governo do Pará pelo PSDB. Na ocasião, seria assinado um “protocolo de intenções” para implantar uma refinaria de ouro na região.
Questionada pela reportagem sobre a emissão da licença e a solenidade, a Secretaria de Meio Ambiente do Pará informou que decidiu adiar a autorização e também o evento. “A programação foi adiada, sem data definida para a entrega da licença”, declarou, por meio de sua assessoria de comunicação.
Segundo a Sema, “a solicitação de licença de instalação está em análise” e “não há previsão” sobre a conclusão do pedido.
Questionada sobre a necessidade de ouvir comunidades indígenas que vivem na região, além da Fundação Nacional do Índio (Funai), a Sema argumentou que “o empreendimento está localizado a 13 km da área indígena mais próxima, não apresentando incidência, segundo a Portaria Interministerial 60/2015, onde está prevista a distância mínima de 10km”.
A Belo Sun não foi encontrada para comentar o assunto. O plano da empresa, segundo informações de seu relatório ambiental e distribuídas a investidores, é injetar US$ 1,076 bilhão no projeto Volta Grande, de onde sairiam 4,6 mil quilos de ouro por ano, durante duas décadas.
O garimpo não seria uma operação inédita na região. Há mais de 60 anos, garimpeiros exploram o local com atividades de pequeno porte. No ano passado, a cooperativa de garimpeiros chegou a denunciar que a empresa queria expulsar cerca de 2 mil garimpeiros da região, sem direito a indenizações.
Dona da hidrelétrica de Belo Monte, a concessionária Norte Energia tem evitado falar publicamente sobre os planos da Belo Sun, mas sabe-se que sabe-se que a exploração do subsolo da região ao lado de sua barragem não agrada a diretoria da empresa. A controvérsia, inclusive, já chegou a ser tema de debates em audiências públicas realizadas na região.
A exploração de ouro na região envolveria a remoção de nada menos que 37,80 milhões de toneladas de minério tratado nos 11 primeiros anos de exploração da mina.
Em 2013, a Justiça Federal em Altamira (PA) chegou a determinar a paralisação do processo de licenciamento ambiental do projeto. Na decisão, a Justiça sustentava que a operação ficava a apenas 9,5 km da terra indígena Paquiçamba, portanto, dentro da área de influência direta do projeto. A Belo Sun conseguiu derrubar a decisão.
Estadão