sexta-feira, 5 de agosto de 2016

GARIMPANDO EM REJEITOS DE GARIMPOS

GARIMPANDO EM REJEITOS DE GARIMPOS




            A atividade garimpeira é um trabalho essencialmente masculino e não sei de nenhum garimpo onde mulheres trabalhem ao lado de homens.

            Mas, se é normal que só os homens garimpem, é também normal que mulheres e crianças revolvam rejeitos deixados pela atividade dos homens, buscando material de qualidade inferior ou eventualmente alguma coisa de valor maior que eles possam ter deixado escapar. 

Isso não deixa, é verdade, de ser garimpagem também, mas não é o trabalho pioneiro, não é o desmonte primário do material mineralizado. É uma atividade secundária que só existe, quando existe, se houve homens que deram início ao garimpo e geralmente só enquanto eles nesse garimpo trabalham.

            Mas, há outro tipo de gente que revolve rejeitos de garimpos. São os colecionadores de minerais. Os garimpeiros tradicionalmente só aproveitam aquilo que eles estão buscando e minerais que se destacam pela beleza ou pela raridade são muitas vezes desprezados simplesmente porque não é aquilo que está sendo buscado.  Dizem inclusive que se um garimpo produzir ouro e diamantes os garimpeiros ficarão só com o diamante, porque ficar com os dois dá azar...

            Os garimpeiros de ametista da região do Médio Alto Uruguai, no norte do Rio Grande do Sul, chamam os minerais estranhos, ou mesmo minerais que eles conhecem, mas que se apresentam com uma aparência fora do comum, de “esquisitos”.

Minha coleção de minerais conta com vários “esquisitos” e várias peças bonitas que foram abandonadas por garimpeiros ou que deles recebi como presente. E não são bem mais numerosos simplesmente porque me falta espaço para guardá-los e porque no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina não existem garimpos em pegmatitos, rochas que fornecem minerais incríveis pela beleza, tamanho ou raridade.

A drusa abaixo, com cristais de calcita sobre ametista, provém de um garimpo de ametista do Rio Grande do Sul. (Clique nas fotos se desejar ampliá-las.) Mede 30x28x12 cm e pesa 11,9 kg. A ametista não tem boa cor, mas a peça é bonita pelo tamanho e pela associação com a calcita. Não estava no rejeito quando a vi, mas tampouco estava junto às peças que iam ser aproveitadas. Deixada de lado na boca de uma galeria (“broca”), me chamou a atenção e perguntei ao garimpeiro mais próximo o que iriam fazer com ela. Nada, disse ele. Quer levar?


Esta outra drusa, sim, estava solenemente largada no meio do rejeito. Ela mede 27x25x13 cm e pesa 8,1 kg.




O quartzo abaixo (10x8x6 cm) contém o que os garimpeiros da mesma região chamam de mosquitinhos. São inclusões de cristais de um outro mineral, a goethita, que podem ser pretos, como estes, ou dourados.  Para os garimpeiros, são impurezas e isso é motivo suficiente para descartar os cristais em que aparecem. São peças atraentes, curiosas, e que merecem figurar em coleções particulares e museus.

Os cristais de goethita às vezes formam tufos dispersos, como nesta amostra, mas outras vezes desenvolvem-se todos a partir de um mesmo plano cristalográfico, estando assim nivelados pela base.


Nesta outra drusa (7x6x4 cm), inclusões talvez também de goethita, não formam tufos, mas sim películas paralelas a uma das faces dos cristais. Esta bela peça também foi reprovada pelo controle de qualidade do garimpeiro...


Os cristais de moscovita que normalmente são vistos aqui no Rio Grande do Sul são pequenas palhetas de 1 cm ou menos de diâmetro, raramente 2-3 cm em veios pegmatoides. Mas, em um garimpo de gemas que visitei em Minas Gerais, o pátio junto à entrada da galeria estava forrado de moscovita medindo até 20 cm, se não mais. Todo esse volume era rejeito dos garimpeiros, que para nada lhes serve a moscovita. Nesse mesmo garimpo, coletei no rejeito, além de moscovita (foto abaixo, medindo 18 x 8 cm), cristais de até 15 cm de espodumênio (foto seguinte, 12x8x1 cm), outro mineral que não se encontra por aqui.



 Certa vez, junto com alunos e professores de Gemologia da UFRGS, visitamos um garimpo de ametista do Rio Grande do Sul que produzia também cristais de selenita, uma variedade incolor e muitas vezes bem límpida de gipsita. No galpão em que os garimpeiros costumam guardar ferramentas, alimentos e outras coisas relacionadas com seu trabalho, havia vários pedaços pequenos de selenita, com até uns 10 cm de comprimento. Eram peças de pouco valor comercial que o garimpeiro, generoso, permitiu que os estudantes levassem.

Cada um então pegou um cristal de selenita para si.  Eu não me interessei porque os cristais eram realmente de pouco valor. Mas, havia entre eles a peça abaixo, bem maior (17x10x5 cm), bem cristalizada e que ninguém ousou pegar, porque era claramente muito mais valiosa que os pequenos fragmentos que estavam à sua volta.  Estes, como eu disse, não me interessavam, mas aquela peça, sim. Perguntei então ao garimpeiro por quanto ele a venderia. Para minha surpresa, ele disse que eu podia levá-la. Era presente também.


Quando começaram a surgir os primeiros cristais de selenita naqueles garimpos do Médio Alto Uruguai, eram todos desprezados pelos garimpeiros, que os chamavam de “pedra-gelo”.  Mas, quando começaram a surgir cristais com dezenas de quilos, apareceram compradores e eles viram que aquilo tinha valor também. Hoje, toda a selenita é aproveitada.

Na região de Salto do Jacuí, também no Rio Grande do Sul, está concentrado o maior número de garimpos de ágata do estado (e do Brasil). E neles é comum ocorrer opala comum de cor branca, às vezes com manchas acinzentadas ou cinza-amarronzadas, como a que se vê na foto (15x7x6 cm).  Pois essa opala toda é rejeitada pelos garimpeiros e pode ser facilmente recolhida pelos interessados. 


Nos últimos anos, começou a aparecer, em um dos garimpos, uma opala também do tipo comum (sem jogo de cores), mas de cor azul-acinzentada. Como o responsável pelo garimpo era um geólogo, Klaudir Kellermann, ele soube valorizar a nova descoberta e passou a guardar toda a opala dessa cor encontrada. Quando visitamos seu garimpo pela última vez, Klaudir estava em busca de comprador para o mineral. Fosse ele um simples garimpeiro, a opala azul seria mais um mineral de valor museológico a acabar nos rejeitos do garimpo.

A peça abaixo, de 8x4x3 cm, recebemos dele. 



Eu disse, no início, que os garimpeiros costumam desprezar aquilo que não é o objetivo de seu trabalho. Mas, mesmo o mineral por eles procurado pode ser encontrado nos rejeitos em peças de boa qualidade. A drusa de ametista ao lado foi abandonada simplesmente por ser pequena (8x5x2 cm), mas a cor, o brilho e o tamanho dos seus cristais são muito bons. 


O Rio Grande do Sul é o maior produtor brasileiro de ágata e ametista. A ágata é produzida principalmente na região de Salto do Jacuí, no centro do Estado, enquanto a ametista provém sobretudo do Norte, de Ametista do Sul e mais sete municípios ao seu redor.  Curiosamente, a ágata não é abundante na região produtora de ametista, mas, quando aparece, geralmente é muito bonita, além de estar associada à ametista. Como o garimpeiro quer é ametista, se ela não é boa, vai para o rejeito, ainda que acompanhada de uma bela ágata, como na peça abaixo, de 12x10x5 cm.


Em Fontoura Xavier (RS), estive num garimpo de ágata que produzia vários outros minerais. Como de hábito, os garimpeiros só aproveitavam a ágata. Foi assim que de lá trouxe a interessante cornalina de 11x10x4 cm da foto abaixo. Também lá encontrei um geodo de opala cinza-azulado. A foto a seguir mostra um fragmento pequeno (6x6x1 cm) dele; a parte maior, de uns 12 cm pelo menos, coloquei no acervo do Museu de Geologia da CPRM.  Essa opala, sob luz ultravioleta, mostra notável fluorescência em verde-maçã.  







A drusa de citrino abaixo (cerca de 10x15 cm) não se destaca pela cor, muito menos pela pureza. Mas, ela é importante porque provém da única ocorrência de citrino natural que encontrei depois de visitar praticamente todos os garimpos de gemas do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina. Encontrei-a em um garimpo abandonado de ametista (e citrino?) de Bonaiumer, Caxias do Sul (RS), e pertence também ao Museu de Geologia da CPRM.  




A pequena “escultura” de quartzo abaixo foi coletada num garimpo de ametista.


As “pinhas” de ametista são sempre valorizadas, mas esta, de 6x5x6 cm, com cor realmente ruinzinha, foi parar no rejeito. Resgatei-a num garimpo de Entre Rios (SC).


Por fim, quero mostrar um tipo de material que teria tudo para ser rejeitado, mas que tem recebido uma valorização meio surpreendente. É o que o comércio de gemas vem chamando de “flor de ametista”.  São peças de formato irregular, como uma crosta cristalina, sem brilho, com cor esbranquiçada a roxa, sempre clara. As dimensões são bem variáveis, geralmente com 30 cm ou menos, mas podem ser muito maiores. Talvez por seu aspecto muito exótico, atrai o público e tem sido aproveitada. Mas, o exemplar abaixo foi coletado em rejeito.


Os minerais de minha coleção coletados em garimpos são quase todos do Rio Grande do Sul ou de Santa Catarina. Mas, na primeira coleção que organizei e que hoje pertence ao Museu de Ciências Naturais da Ulbra (Universidade Luterana do Brasil) há peças de vários outros estados.

            Diante do que eu mostrei, é fácil de entender por que o colecionador que visita um garimpo encanta-se e vibra com o que pode coletar e trazer gratuitamente. Mas, se este colecionador é como eu, geólogo, fica muito dividido. Ele alegra-se como colecionador, mas, como profissional e cidadão consciente, lamenta que se esteja desprezando coisas tão bonitas, de valor mineralógico, de importância museológica e às vezes, também científica. Um cristal defeituoso, sem valor comercial para o garimpeiro, pode ser, justamente pelo defeito que exibe, uma raridade a ser preservada. Mais de uma vez eu disse isso a garimpeiros, mas o fiz sempre consciente de que seria esperar demais que eles ficassem estocando minerais sem valor comercial contando com a possibilidade de talvez um dia aparecer um pesquisador ou colecionador que talvez se interessasse por algumas delas e talvez se dispusesse a fazer uma compra.

            Felizmente, está surgindo entre os comerciantes de gemas do Rio Grande do Sul uma nova consciência, e peças antes rejeitadas estão sendo por eles adquiridas, pois aprenderam - ou estão aprendendo - que elas podem ter valor como peças de coleção. Acredito que, com isso, muitas peças valiosas estejam sendo salvas, preservadas em coleções particulares ou mesmo em museus públicos.

A cratera dos milhões de diamantes

Os diamantes são raros e extremamente preciosos em nosso mundo. Dependendo do tamanho, cor e clareza, uma pedra pode chegar a valer centenas de milhões de dólares. Por isso, eles são disputados por todos e amados pelas mulheres, mas existe um lugar no mundo onde existem tantos diamantes que poderíamos encher diversos caminhões:



Do grafite ao milhão

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Os diamantes, ao contrário da crendice popular, não são feitos de carvão. Essas pedras são criadas a partir de carbono puro que, sob uma pressão enorme, acaba por formar uma estrutura única. Os diamantes, devido a sua formação extraordinária, são as coisas mais duras que a natureza consegue criar.
Existem diversas maneiras de diamantes se formarem naturalmente. O meio mais comum é no manto terrestre, a uma distância de centenas de quilômetros da crosta. Lá eles ficam pressionados por toneladas e toneladas de material, durante milhões de anos. Com um pouco de sorte, ele sobem, levados por lava, e chegam a superfície.
Os diamantes também podem surgir devido a pressão das placas tectônicas. Como é sabido, existem enormes placas se movendo pelo planeta. Elas são as responsáveis pelo movimento dos continentes e também são grandes causadoras de terremotos. Esse mexe-mexe, gera zonas de pressão extremas, onde diamantes podem acabar se formando.
Também temos as estrelas, afinal esses lugares com supergravidade são capazes de criar diamantes enormes. Acredita-se que uma estrela, que recebeu o nome de Lucy (por causa da música “Lucy In The Sky With Diamonds” do Beatles), seja feita de puro diamante.
Para completar a criação de diamantes naturais, nós temos os impactos de meteoros na Terra. Basta que uma pedra grande vinda do espaço acabe batendo em um depósito de grafite para que um enorme número de diamantes se forme instantaneamente.



O segredo Russo

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Em uma região remota da Sibéria, na Rússia, existe uma cratera chamada Popigai. Acredita-se que ela tenha sido formado há 35 milhões de anos, graças ao impacto de um meteoro com nosso planeta. Ela tem um raio de 100 Km e é a sétima maior de que se tem registro na história.
Contudo, desde a descoberta dessa cratera até 1997, a Rússia não permitia estudos no local, por um motivo bem óbvio: A cratera estava lotada de diamantes!
Existem tantas pedras preciosas desse tipo por lá, que a Rússia seria capaz de suprir a necessidade de diamantes do planeta por 3 mil anos! Mas para o azar dos russos, esses diamantes, formados em impactos de meteoros, não são utilizados para a criação de joias. Mesmo assim, eles servem para diversos fins industriais, principalmente por causa de sua dureza.
A declaração oficial da Rússia de que eles detinham “trilhões de quilates” de diamantes ocorreu apenas em 2012. Caso eles consigam extrair os diamantes de lá com um custo baixo, todo o mercado dessa pedra no mundo vai mudar e eles se tornarão os “Reis dos Diamantes”.



Cores, tamanho e valores

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Para que um diamante valha muita “grana”, ele precisa ser, além de grande, bem transparente. Um diamante perfeito deve ser totalmente incolor. Mas existem alguns poréns nessa história. A maior parte dos diamantes encontrados no mundo são amarelados, pois sua formação não foi perfeita. Contudo, os diamantes que são bem amarelos são valorizados, ou seja, o que vale pouco é o meio do caminho. Além disso, existem os raros diamantes de outras cores, que podem variar do rosa claro ao azul profundo. Essas cores exóticas são ultrarraras e podem fazer uma pedrinha valer centenas de milhões de dólares.
O maior diamante já encontrado na história foi o Cullinan, uma pedra de 621 gramas. Ela foi vendida para um nobre inglês, por 150 mil dólares. Depois disso, a pedra foi cortada em pedaços menores e os dois maiores foram dados a Coroa Inglesa, que as mantém até hoje.



Os mais valiosos

Existem diversos diamantes famosos no mundo todo. Alguns são tão valiosos, que não existe um preço, pois eles não estão a venda. Mesmo assim, eles possuem preços estimados, que são de deixar qualquer um com inveja.



Pink Star

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O Pink Star é um dos mais belos diamantes do mundo, com sua coloração vermelha, ele vale algo em torno de 120 milhões de reais.



Hope Diamond

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O Hope é um diamante incrível, pois além de ser bem grande (45 quilates), ele possui um cor azul incrível. Essa bela peça é avaliada em 700 milhões de reais.



The Cullinan Diamond

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A maior pedra do Cullinan é também o diamante mais valioso do mundo. Atualmente ele está montado em um cetro do Tesouro Inglês, que foi usado por diversos Reis e Rainhas. Seu valor é estimado na casa dos 800 milhões de reais.

A maldição do diamante Hope





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Os diamantes, além de ser objetos valiosos financeiramente, muitas culturas acreditavam que possuíam poderes.
O nome originado do grego “adamas”, que significa “inconquistável, indomável”, devido a sua dureza e rigidez sem igual.
Ao longo dos anos o diamante sempre foi utilizado como tema de livros, filmes e documentários como sorte, riqueza, mas também existem diamantes considerados uma “maldição”, é o caso do Hope.
Segundo história, este diamante somente ficou conhecido em 1660, quando foi comprado pelo rei Luís XIV de um comerciante francês. Hope possuía originalmente cerca de 112 quilates em uma grande pedra azul lapidada em formato de triângulo.
Hope teria sido roubado de um templo sagrado erguido em homenagem à deusa Sita, na Índia. O diamante representava os olhos da divindade. Quando os nativos descobriram que a joia havía sido roubada, colocaram uma maldição sobre aqueles que obtivessem a pedra sagrada.
Logo após ter roubado a pedra, o ladrão foi assassinado. O comerciante francês que vendeu a pedra ao rei faliu e contraiu uma grave doença que causou sua morte em meio a terríveis convulsões.
O rei que comprou a pedra, sem saber da história, entregou o diamante para seu joelheiro lapidá-la, passando a ter agora cerca de 67 quilates e passou a ser chamado “diamante azul da coroa”. O rei constantemente usava a joia em seu pescoço, em ocasiões solenes e, um dia resolveu entregar para sua amante, a Madame de Monespan, para que ela pudesse prová-la. Algum tempo depois ela foi cruelmente abandonada pelo rei, tendo morrido sozinha e na miséria
Anos depois o bisneto do rei Luís XV readaptou a joia para que ela fizesse parte do seu pendente da Ordem do Tosão de Ouro.
Luís XVI ofereceu anos depois a pedra como símbolo de casamento a Maria Antonieta. Durante a Revolução Francesa os reis foram presos e decaptados e todas as joias foram roubadas, incluindo o diamante azul. Alguns anos depois os ladões foram descobertos e condenados à pena de morte.
Em 1812 a joia reapareceu com um mercador londrino chamado Daniel Eliason que a colocou em leilão. A joia foi comprada então por Francis Hope, cujo nome foi dado ao diamante, que acabou morrendo de um mal súbito. Sua mulher que ficou com a joia após sua morte acabou morrendo queimada em sua residência durante um incêndio.
O diamante Hope então foi passado as mãos do sobrinho, Thomas Hope, que logo em seguida faliu e foi deixado pela mulher.
Thomas acabou vendendo a joia a um princípe russo chamado Iva Kitanovski que a deu de presente para uma artista francesa. O presente resultou no assassinato da artista com um tiro e o príncipe acabou sendo esfaqueado por revolucionários até a morte.
O diamante parecia mesmo carregar uma maldição, pois a cada mão que passava só trazia deagraça e morte.
A joia acabou chegando nas mãos de um joalheiro grego que, misteriosamente caiu de um penhasco, e foi vendido para um sultão que pouco tempo enlouqueceu, posteriormente pertenceu a um homem chamado Habib Bey, mas também não demorou muito e Habib morreu afogado.
A joia acabou parando nas mãos da família Maclean. Tempos depois a matriarca da família morreu, junto com dois empregados, o filho de 10 anos morreu atropelado por um carro, a filha se matou e a mãe que era alcoólatra acabou morrendo violentamente. O patriarca, após entrar em depressão, morreu meses depois em uma clínica.
Hoje a joia está no Instituto Smithsonian de Washington DC, nos EUA, desde 1958. Desde que a joia chegou no Instituto não se soube de mais nenhum incidente estranho ligado a ela. Sabe-se porém que a pessoa que levou a joia até o Instituto teve a casa incendiada, perdeu a mulher e o cachorro.
Parece ironia, mas a joia cujo nome significa “esperança” só trouxe desgraça a quem lhe possuiu. Bem, verdade ou não, a fama desta joia já se espalhou pelo mundo todo e, por mais bela que seja, acho meio difícil alguém arriscar em ficar com ela.

As histórias de pegação das Olímpiadas


As histórias de pegação das Olímpiadas

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Engana-se quem pensa que a Vila Olímpica é um lugar de descanso e concentração dos atletas. É sim um espaço de confraternização, alegria e muita (mas muita) pegação. Sexo é liberado e rola solto durante os jogos, tanto que desde de 1988 o comitê olímpico divulga o número de preservativos que são distribuídos na Vila, não só para os atletas, mas também para jornalista, voluntários e que mais estiver lá trabalhando durante a festa do esporte. Além de camisinhas, são distribuídos também lubrificantes e testes de gravidez. E, como consequência dessa aglomeração de corpos atléticos de todo o mundo, surgem muitas histórias insanas de quem comemora e muito a chegada dos jogos.



Ouro, Prata, Bronze e Látex! (Seul, Coreia do Sul, 1988)

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Em 1988 foi a primeira vez que o comitê olímpico divulgou o número de camisinhas distribuídas aos atletas na Vila Olímpica: um total de 8.500 preservativos. Desde de 1988 esses dados tem sido divulgados (com exceção dos Jogos Olímpicos de Inverno de 2006, em Turim). Esses números variam, porque às vezes é divulgada a quantidade de preservativos distribuídos exclusivamente aos atletas, outras vezes, os números incluem os preservativos entregues a imprensa e aos voluntários. A cada ano esse número aumenta, provando que os esportes olímpicos não são as únicas “atividades físicas” que os atletas praticam durante os jogos. Na verdade o que acontece na Vila Olímpica vai muito além dos jogos…



A loucura que foi Sydney (Sydney, Austrália, 2000)

As Olimpíadas de Sidney entraram para a história como uma das mais insanas. Pra se ter uma ideia, no final da Olimpíada, o time de futebol feminino da Austrália deu uma festa na Vila Olímpica e fez uma fogueira, queimando os móveis dos quartos dos atletas, depois disso elas ficaram se beijando em volta do fogo.
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Além disso, o atleta americano Josh Lakatos que estava ficando em uma casa próxima à vila, resolveu enganar o comitê olímpico e ficar mais uns dias na casa depois que sua competição - o tiro ao alvo - acabou. Ele queria “aproveitar” o resto da Olimpíada. A notícia de uma casa vazia se espalhou e no dia seguinte, a casa se tornou uma espécie de motel para os atletas.
Durante os Jogos de 2000, o atleta norte-americano de dardo, Breaux Greer, teve relações sexuais com três mulheres por dia. Inclusive, no vôo de Sydney para Los Angeles, na volta dos jogos, os comissários de bordo colocaram todos os atletas olímpicos na parte de trás do avião e as pessoas comuns na frente. Breaux Greer terminou no banheiro com uma famosa atleta.
Obvio que com tanta “atividade” as camisinhas distribuídas na Vila Olímpica de Sidney acabaram: os atletas usaram 70 mil preservativos, o que fez com que o comitê tivesse de pedir mais 20 mil, que também se esgotaram.



No inverno também dá vontade (Olimpíadas de Inverno - Vancouver, Canadá - 2010)

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Um esquiador famoso contou para um jornalista da ESPN que em 2010, seis atletas fizeram uma orgia em uma banheira de hidromassagem em uma casa fora da Vila Olímpica “Foi uma festa de fim de noite na hidromassagem. Ela se transformou em uma orgia na hidromassagem “. Reza a lenda que alemães, canadenses e austríacos estavam envolvidos.



Reavivando Sydney (Olimpíada de Londres, Inglaterra, 2012)

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Na Vila Olímpica de Londres, 150 mil camisinhas foram distribuídas, cerca de 15 para cada atleta. Além dos preservativos, kits de teste de gravidez foram encomendados.



O Rio promete (Rio de Janeiro, Brasil, 2016)

201607221324269655Lógico que a Olimpíada do Rio não poderia ficar atrás na pegação… Se os apartamentos não são dos melhores, com certeza os atletas estarão bem “protegidos” durante os Jogos. Pelo menos um recorde já foi batido nessas Olimpíadas: 350 mil preservativos foram distribuídos nos apartamentos, além de 100 mil camisinhas femininas e 175 mil pacotes de lubrificante. Isso são quase 42 preservativos por atleta (lembrando que são oficialmente 19 dias de Jogos). Esse número é o triplo das olimpíadas passadas! Haja preparação física!

A evolução do empreendedor



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Ninguém sabe ao certo quem foi o primeiro empresário do mundo. Mas uma coisa nó sabemos: ele com certeza devia possuir grande criatividade, paixão, coragem e compromisso. Características comuns aos melhores empreendedores da história. Homens (e mulheres) visionários que muito contribuíram para as grande revoluções, não só atendendo as necessidades dos clientes, mas mudando mercados e gerando avanços tecnológicos. Esses empreendedores nos trouxeram até aqui e nos levaram ainda muito longe, para lugares onde nem eu e nem você se quer conseguimos imaginar, mas que com certeza esses homens já sabem onde é.
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