domingo, 7 de agosto de 2016

Quais as pedras preciosas mais caras

Quais as pedras preciosas mais caras

Quais as pedras preciosas mais caras
Fonte: webluxo.com.br
As pedras preciosas, ou gemas, são desde o início dos tempos um dos minerais mais apreciados e desejados, pelas suas bonitas cores e efeitos óticosque as tornam verdadeiros tesouros. É impossível ficar indiferente a uma pedra preciosa bem lapidada, dá vontade de a ter nem que seja para colocar na estante e ficar a admirá-la por longos períodos. No que se refere ao valor comercial das pedras preciosas, este está susceptível a oscilações, no entanto há uma seleção de gemas que se têm mantido no topo por muito tempo, sendo consideradas objeto de desejo de muitas pessoas, sobretudo por mulheres e joalheiros. 
Índice
  1. 1. Diamante vermelho
  2. 2. Serendibite
  3. 3. Garnet azul
  4. 4. Grandidierite
  5. 5. Painite
  6. 6. Musgravite
  7. 7. Jadeíta
  8. 8. Rubi
  9. 9. Diamante
  10. 10. Turmalina Paraíba
  11. 11. Berilo Vermelho
  12. 12. Alexandrita
  13. 13. Esmeralda
  14. Outras pedras preciosas caras

1. Diamante vermelho

O Diamante vermelho é a gema mais rara do mundo, uma das razões pelas quais, além do seu brilho e cor impressionantes, é também considerada a mais cara. Especula-se que existam apenas cerca de 25 verdadeiras gemas destas, cujo valor ronda os 5 milhões de reais por quilate, podendo diminuir caso o seu tom de vermelho arroxeado não seja tão intenso. A sua extração localiza-se na Austrália, no entanto são encontrados pouquíssimos exemplares por ano e a maioria deles não ultrapassa os dois quilates. O mais caro alguma vez vendido foi o Argyle Phoenix (o da imagem), de 1,56 quilates, com o valor de 4,5 milhões de reais.
1. Diamante vermelho
Fonte: brecorder.com

2. Serendibite

Originária do Sri Lanka e da Birmânia, esta gema de coloração azul esverdeada escura é extremamente rara, existindo apenas 3 exemplares lapidados a nível mundial, todos rondando os 0,50 quilates. As duas primeiras foram encontradas por D.P. Gunasekera, um especialista em pedras raras, e compradas a um professor suíço. Atualmente as gemas de serendibite são vendidas a cerca de 4 milhões de reais por quilate. Da sua composição invulgar e complexa fazem parte o alumínio, cálcio, magnésio, oxigênio e silicone.
2. Serendibite
Fonte: jewelsdujour.com

3. Garnet azul

A gema garnet surge em várias cores tais como púrpura, laranja, amarelo, verde, castanho ou até mesmo sem cor. No entanto a mais rara de todas é a azul, encontrada durante o ano de 1990 em Madagascar, o que faz dela a garnet mais cara, atualmente valendo cerca de 3 milhões de reais por quilate. Depois disso também já foi descoberta na Rússia, Turquia e Estados Unidos. Devido aos altos níveis de vanádio na sua composição, a cor da garnet azul, que na verdade é um azul esverdeado, muda para roxo na presença de luz incandescente, o que a torna ainda mais especial e cativante.
3. Garnet azul
Fonte: sedagems.com

4. Grandidierite

Descoberta pela primeira vez nas montanhas do Sri Lanka, pelo explorador francês Alfred Grandidier que lhe deu o nome, esta gema foi confundida com uma Serendibite. Atualmente é encontrada em Madagascar e vale cerca de 226 mil reais por quilate. A Grandidierite apresenta uma composição de magnésio, alumínio, borossilicato e ferro, sendo que este último elemento é o responsável pela sua cor verde azulada, que também se pode revelar esbranquiçada sob a luz.
4. Grandidierite
Fonte: howtobeads.com

5. Painite

Até ao ano de 2005 só se conheciam apenas 18 exemplares lapidados desta pedra preciosa, fato que a manteve durante alguns anos no Guiness Book of World Records como a gema mais rara do mundo. No entanto, mais recentemente, várias Painites foram encontradas na Birmânia, o que fez com que ela abandonasse essa posição. Esta pedra foi descoberta em 1950 por Arthur C.D. Pain, mineralogista e negociante de pedras preciosas, e caracteriza-se pela sua cor vermelho amarronzado, que apresenta várias matizes consoante o ângulo em que é observada. Atualmente está a valer entre 115 mil e 135 mil reais por quilate.
5. Painite
Fonte: jewelsdujour.com

6. Musgravite

O nome desta gema deve-se ao local onde foi encontrada: Musgrave, na Austrália, em 1967. Mais tarde outros exemplares foram encontrados na Gronelândia e Madagascar, no entanto não com a mesma qualidade dos dois encontrados no Sri Lanka em 1993. Esta gema surge em algumas cores, das quais as mais predominantes são o verde e violeta e os seus principais elementos são o magnésio, berílio e alumínio. É facilmente confundida com uma Taaffeite e apenas o espectroscópio Micro-Raman as pode distinguir com exatidão. A Musgravite chega a tingir os 79 mil reais por quilate.
6. Musgravite
Fonte: pinterest.com

7. Jadeíta

Esta aparente simples pedra verde e opaca está atualmente a valer cerca de 45 mil reais por quilate. Existem algumas fontes que referem erroneamente que ela rende mais de 3 milhões de dólares por quilate, mas esse dado baseia-se na venda em leilão em 1997 do colar Doubly Fortunate do qual fazem parte várias jadeítas. Esta gema apresenta-se em diferentes tons de verde e quanto mais intensa for a cor, mais cara ela se tornará. É considerada mística por muitos, é originária da Guatemala e também já foram encontrados alguns exemplares na Califórnia.
7. Jadeíta
Fonte: the10mostknown.com

8. Rubi

Esta gema toda a gente conhece, mas provavelmente poucos sabem que, na verdade, ela se trata de uma safira vermelha. É uma pedra preciosa extremamente cara devido à sua popularidade e raridade de bons exemplares, valendo cerca de 33 mil reais por quilate. O rubi mais valioso encontrado até hoje tem o nome de Pigeon-Blood e caracteriza-se pela particularidade de ter uma ligeira tonalidade de violeta. Atualmente são produzidos rubis artificiais que se vendem por valores mais baixos que os verdadeiros.
8. Rubi
Fonte: thenaturalsapphirecompany.com

9. Diamante

Conhecido por ser a gema mais dura à face da terra, o diamante partilha o mesmo valor comercial que o rubi: aproximadamente 33 mil reais por quilate. Esta pedra preciosa não é tão rara quanto a maioria presente neste artigo, mas é sem dúvida a mais popular ao longo de toda a história. É conhecida por ser incolor e transparente, no entanto por vezes surge também noutras tonalidades, sendo essas sim raras, sobretudo se forem vermelhas - o maior diamante vermelho tem o nome de Moussaieff, pesa 5.11 quilates e foi encontrado em Alto Paranaíba, no Brasil, em 1990 por um fazendeiro.
9. Diamante
Fonte: kleberusx.blogspot.pt

10. Turmalina Paraíba

Também em Paraíba, no Brasil, foi encontrada pela primeira vez uma gema muito valiosa, que ficou conhecida como Turmalina Paraíba. As Turmalinas são encontradas um pouco por todo o mundo, no entanto esta, também chamada de Neon Turmaline devido ao seu azul vívido, alcançou o preço mais alto, sendo avaliada em 27 mil reais por quilate. A nível mundial existem apenas 5 minas onde se pode encontrar esta gema, sendo que três delas se situam em Paraíba.
10. Turmalina Paraíba
Fonte: estudandogeologia.blogspot.pt

11. Berilo Vermelho

Também chamada de Bixbite ou Esmeralda Vermelha, esta gema que agora vale aproximadamente 22 mil reais por quilate, foi descoberta por acidente em 1904 pelo mineralogista Maynard Bixby, quando este procurava por urânio. Existem poucas minas de onde ela é extraída, mas a mais conhecida situa-se em Utah, nos Estados Unidos, onde ocorreu um fenômeno vulcânico que a originou. À semelhança do que acontece com as Esmeraldas, quando o Berilo Vermelho é lapidado revela veios no seu interior que tornam cada exemplar único.
11. Berilo Vermelho
Fonte: johndyergems.com

12. Alexandrita

Esta gema mineral muda de cor consoante a luz que incide nela, o que a torna numa das mais fascinantes e caras em todo o mundo, valendo aproximadamente 22 mil reais por quilate. Foi encontrada pela primeira vez na Rússia pelo filandês Gustaf Nordenskiold e o seu nome surge em homenagem ao Czar Alexandre II desse país. É especialmente popular na China e o Japão e atualmente é encontrada nos Montes Urais na Rússia e no estado brasileiro de Minas Gerais, mais concretamente no município de Antônio Dias.
12. Alexandrita
Fonte: blumejoias.com.br

13. Esmeralda

Famosa pela sua cativante cor verde, esta gema foi encontrada durante anos com relativa frequência, no entanto a maioria delas surge com inclusões, o que faz com que apenas raros exemplares sejam realmente valiosos. Atualmente um bom exemplar de Esmeralda translúcida ronda os 18 mil reais por quilate. É uma das pedras preciosas com maior dureza, situando-se entre 7.5 e 8.0 na escala da Mohs e é principalmente explorada na Colômbia, podendo também ser encontrada no Brasil, Rússia e Zimbábue.
13. Esmeralda
Fonte: infojoia.com.br

Outras pedras preciosas caras

A lista de gemas raras e caras prolonga-se, no entanto neste artigo preferimos dar destaque apenas às treze primeiras. Além dessas sucedem-se as seguintes, de valores abaixo dos 10 mil reais:
  • Benitoite: de cor violeta e encontrada sobretudo na Califórnia, EUA, o seu preço ronda os 7 mil reais por quilate.
  • Poudretteite: descoberta pela primeira vez no Canadá, esta gema de tom rosa ronda também os 7 mil reais por quilate.
  • Demantoide: variedade em cor verde da pedra Garnet vale cerca de 4.500 reais por quilate.
  • Opala preta: com um espectro de cores fascinante, esta gema é encontrada sobretudo na Austrália e vale aproximadamente 5 mil reais por quilate.
  • Taaffeite: semelhante à Musgravite mas menos valiosa, o seu preço ronda os 4 mil reais.
  • Jeremejevita: uma bonita gema de tom azul translúcido descoberta em 1883 na Rússia. Vale cerca de 4 mil reais por quilate.
Se deseja ler mais artigo parecidos a Quais as pedras preciosas mais caras, recomendamos que entre na nossa categoria de Arte e artesanato.
Conselhos
  • Neste artigo as gemas estão apresentadas segundo o seu valor no mercado, da mais cara para a menos cara. No entanto esses valores todos os dias estão sujeitos a oscilações, o que significa que ao longo do tempo elas poderão tornar-se mais ou menos valiosas em relação umas às outras.

Como vender pedras preciosas

Como vender pedras preciosas


Como vender pedras preciosas
Fonte: todaoferta.uol.com.br
As pedras preciosas são tesouros raros que, apesar de se concentrarem em locais específicos a nível mundial, são difíceis de encontrar em quantidade e com qualidade. Essa é a razão porque são tão caras, tornando-se um investimento sério para quem as adquire e sinônimo de grande ganho para quem as vende. Imaginando que você é uma pessoa sortuda que possui algumas pedras preciosas, quer em bruto, lapidadas ou em forma de joia, e pretende trocá-las por dinheiro, preparamos este artigo de no qual falamos acerca de como vender pedras preciosas. Leia com atenção e consiga realizar um negócio bem sucedido!

1
Em primeiro lugar observe a pedra que possui e perceba se se trata de uma pedra preciosa ou semi preciosa. Consulte livros de gemologia, leia notícias acerca do valor atualizado das gemas e consulte um gemólogo ou alguém entendido no assunto, para que perceba o valor real da pedra que possui e não seja enganado.
2
Ao consultar um gemólogo ou joalheiro, talvez ele se revele um candidato a comprador das suas pedras, no entanto pondere também em outras alternativas de venda que poderão se revelar mais vantajosas.
Fonte: hrportugal.pt
3
Há várias formas de colocar as suas pedras à venda. Se forem muitas, você pode tentar negociar com o dono de uma loja de pedras preciosas de forma a colocar as suas para venda também. Mas lembre-se: nesse caso teria de dar uma parte do ganho para ele.
4
Por outro lado você pode optar pelo método mais econômico: colocá-las à venda online. Pode usar um site de venda generalizada, como o Mercado Livre, Buscapé ou eBay, ou procurar um site especializado neste tipo de negócio das pedras.
Fonte: tecnicasmarketing.com
5
Divulgar a sua venda de pedras também é uma forma de chegar aos compradores, mais rápida e eficazmente, aumentando as chances de fechar negócio com maior sucesso. Desta forma coloque anúncios no jornal ou na internet, deixando a informação relativa ao tipo de pedras de que se trata e o seu contato.
6
Contate uma empresa de leilões, física ou online, e mostre o seu interesse em leiloar suas pedras preciosas. Esta é uma forma de obter uma grande recompensa por elas junto de compradores interessados e entendidos em gemas, mas isso apenas acontecerá se elas forem realmente valiosas e despertarem a curiosidade deles.
Fonte: 180graus.com
7
Aproveite a realização de feiras para expor as suas pedras e encontrar potenciais compradores. A menos que se trate de uma feira especificamente ligada à área das pedras, é provável que a maioria dos potenciais clientes não seja entendido no assunto, no entanto talvez conheçam alguém que o seja e que esteja disposto a fechar a venda consigo.

Fofoca garimpeira, modelo primitivo e reduzido das bolhas das bolsas

Fofoca garimpeira, modelo primitivo e reduzido das bolhas das bolsas


A publicação dos artigos do JO “A quadratura do milagre”, “região amazônica, laboratório sociológico” e “ efeito manada” aguçaram leitores do Jornal do ouro a respeito das similaridades entre as fofocas garimpeiras e o crack das bolsas, tanto o grande da depressão de 1929, como o menor de 2008
A Fofoca garimpeira poderia ser vista como um modelo reduzido dos cracks
De fato o motor fundamental é o mesmo:
A vontade de enriquecer rápido 



As demais 4 (quatro) condições para que isto ocorre formam as diversas formas de  combustíveis
- porque tem ouro ou diamante, recurso natural de alto valor e mítico. no caso das fofocas, e muitos dinheiro circulante no caso da bolsa
- porque ha existência de mão de obra ilimitada retirada dos contingentes de pobreza nos dois casos
- porque há recursos financeiros também ilimitados que são os compradores de minério no caso das fofocas e os imensos capitais da revolução industrial no caso da bolsa
- porque há liberdade de trabalhar no caso das fofocas e a total ausência de regulamentação por parte do governo americano no caso da bolsa
Tanto um como o outro mostram um lado bom explosivo de crescimento vertiginoso e um lado péssimo, a depressão posterior com a retirada dos garimpeiros no caso das fofocas e a ruina dos investidores no caso da bolsa;

Ou seja, em resumo tanto o modelo reduzido como seu modelo natura deveria ser evitado com regulamentação prévia, só que no modelo reduzido os riscos são muito menores, não atingindo toda a sociedade e, portanto neste caso, o risco pode valer a pena ser tentado.
Vamos observar como ocorreu o crack da bolsa:

Em '1929', Ivan Sant’Anna descreve como a Quinta-feira Negra alterou os rumos da história.
No dia 5 de setembro de 1929, o teórico econômico Roger Babson foi ridicularizado ao proferir um discurso sombrio: "Mais cedo ou mais tarde, o crash virá, e poderá ser tremendo", vaticinou. Babson falava sobre a bolsa de valores de Nova York, que vivia uma euforia jamais vista. Os Estados Unidos encerravam uma década dourada em clima de euforia e consumismo desenfreado. "O delírio era coletivo", comenta Ivan Sant’Anna, escritor, ex-dono de corretora e operador do mercado financeiro, autor de 1929 (Objetiva), emocionante relato sobre o crash da bolsa de Nova York, fato que alterou os rumos da história.
Naquele ano, acreditava-se no nascimento de uma sociedade em que todos poderiam ser ricos, pois bastava aplicar todas suas economias no mercado de ações. O sonho encantava celebridades, como Charles Chaplin e Irving Berlin, e cidadãos comuns como o engraxate Pat Bologna, que ganhava fama por seus palpites em ações baseados em conversas com clientes famosos.
Banqueiros, artistas, donas de casa, ninguém acreditava em perda. A armadilha, porém, se armava – destaque para as "chamadas de margens", possibilidade de comprar ações financiadas pagando uma fração do valor total e dando o próprio papel como garantia.
Quando as ações estavam em alta, o mercado se sustentava. A queda, no entanto, obrigava o investidor a pagar ao credor o valor equivalente à perda. Ou era obrigado a vender o papel para saldar a dívida. Ou seja, milhões de dólares eram movimentados sem que realmente existissem.
Quando o castelo de ar começou a ruir, em outubro de 1929, a tragédia se escancarou. O índice Dow Jones, que avalia o mercado, registrou um pico e o mercado começou a sentir que uma queda se aproximava. O volume de negócios diminuiu até que, no dia 24, conhecido como a Quinta-Feira Negra, ocorreu a quebra. Milhares de pessoas perderam as economias, o desemprego aumentou e o pânico resultou em diversos suicídios. O mercado perdeu mais de US$ 30 bilhões em dois dias.
Em seu livro, Sant’Anna mostra como a quebra da bolsa deu origem à grande depressão e influenciou a ascensão do nazismo. Também narra casos curiosos, como o feeling de Chaplin que, percebendo o perigo iminente, vendeu suas ações em 1928 e escapou do prejuízo.
Por que a crise de 1929 foi a maior de todos os tempos?
Porque seguiu-se à maior febre especulativa dos tempos modernos. O mercado tornou-se irreal e, por isso, a queda foi gigantesca. Além disso, o Fed (Banco Central dos EUA) não tomou nenhuma medida para dar liquidez ao mercado após o crash e o presidente Herbert Hoover disse que a crise da bolsa era um problema privado e não dizia respeito ao governo. Em ocasiões posteriores, como no crash de 19 de outubro de 1987 e na crise do subprime (2008), o governo agiu rapidamente, dando liquidez ao mercado e repassando dinheiro a empresas como a General Motors, assim como salvando da falência as duas gigantes de crédito imobiliário Fannie Mae e Freddie Mac, sem contar que, após 1929, foi criada a SEC (reguladora encarregada de analisar a estrutura do mercado de ações). O mesmo aconteceu na Europa quando o Banco Central Europeu, o FMI e a Alemanha agiram para socorrer países como a Grécia, Irlanda, Itália, Espanha e Portugal. Hoje, todo mundo tem 1929 como espelho e ninguém deixa que as coisas tomem aquele rumo.
A crise de 1929 levou os EUA a um isolacionismo no momento em que as democracias ocidentais enfrentavam a ascensão das ditaduras fascistas. Ou seja, de alguma forma, a crise de 1929 retardou a entrada nos EUA na 2ª Guerra Mundial?
Se não houvesse o crash de 1929, dificilmente teríamos a ascensão de Hitler ao poder e o advento da Segunda Guerra Mundial. A febre especulativa causou o crash, o crash causou a Grande Depressão e a Grande Depressão provocou a Segunda Guerra. O protecionismo comercial generalizado que se sucedeu ao crash contribuiu para o isolacionismo americano e realmente retardou sua entrada na guerra, o que só aconteceu após o ataque a Pearl Harbor.
Também é possível afirmar que aos EUA foi necessário um século de erros – de 1830 até o crack da bolsa em 1929 – para que sua casa financeira fosse posta em ordem? Mas como explicar a recente crise de 2008?
O mercado tem memória curta e é movido por ganância e medo. A diferença agora é a maneira como as autoridades monetárias reagem às crises. Por isso a crise de 2008 foi apenas uma gripe se comparada ao câncer devastador de 1929. Aliás, o chairman do Fed em 2008, Ben Bernanke, é um especialista em 1929. Agiu rápido para estancar a hemorragia. Até hoje, as taxas de juros nos EUA estão próximas de zero. Pode haver inflação, mas um novo 1929 dificilmente acontecerá nas próximas gerações.

A primeira das regras para ficar milionário no garimpo: tapar os ouvidos ao canto das sereias.

No Tapajós, fácil é ficar milionário, difícil é manter essa condição


A primeira das regras para ficar milionário no garimpo: tapar os ouvidos ao canto das sereias.

Filhas de Achelous e da musa Terpsícore, tal como as harpias, as sereia habitavam os rochedos entre a ilha de Capri e a costa da Itália. Eram tão lindas e cantavam com tanta doçura que atraíam os tripulantes dos navios que passavam por ali para estes colidirem com os rochedos e afundarem. Odisseu, personagem da Odisseia de Homero, conseguiu salvar-se porque colocou cera nos ouvidos dos seus marinheiros e amarrou-se ao mastro de seu navio, para poder ouvi-las sem poder aproximar-se. As sereias representam na cultura contemporânea o sexo e a sensualidade.
No garimpo, representam  tanto o chamado das fofocas como o chamado do prazer merecido após muita luta e a consequência é a mesma: o blefo
Já tratamos em diversas ocasiões do fenômeno da fofoca no garimpo; a fofoca é a reuniões de uma grande quantidade de pessoas que não tapam os ouvidos ao canto das sereias.
O canto das sereias fala de um ouro mítico e momentâneo, fala da riqueza de um e canta a esperança de todos.
Se observarmos os verdadeiros milionários do Tapajós, a história de vida de cada um deles, poderemos verificar que eles não seguiram os cantos das sereias ou se seguiram, foi só uma vez para apreender.
Ficaram milionários não ao tirar toneladas de ouro em poucos meses, mas centenas de quilos em muitos anos, trabalhando nos custos, administrando com competência e evitando gastar e não escutando as noticias de fofocas.
Eles transformaram as fases de bamburros em bois e usaram esses bois como poupança para as fases de blefo
Isto não é uma visão só para garimpeiros mas para todas as profissões

O ouro das aluviões vem dos primários (filões ou outros tipos). Muito interessante...

Mãe primária rica pode formar filhos secundários pobres e mãe pobre filhos ricos.( Muito interessante)


O ouro das aluviões vem dos primários (filões ou outros tipos), mas não há relação direta de teores, volumes e granulometria entre mãe primária e filhos aluvionares

A maior parte do ouro produzido no Brasil foi de aluvião. Quanto a este tipo de jazida há uma discussão a respeito da origem do ouro. Axell de Ferran verificou que na região do Lourenço, no Amapá, as drenagens que circundam o morro do Salamangone, eram auríferas. Ele pesquisou na biblioteca de Cayenne e observou que os aluviões foram trabalhadas por três vezes no período de 1894 a 1900. Nos anos 1930 ocorreu nova extração e nos anos 1980 com o boom do preço do ouro foram garimpados de novo. Os dados mostram que a mesma área foi trabalhada por três vezes em um século.
O autor destaca ainda que o ouro eluvial do salamangone tinha 50% ou mais de ouro finíssimo, de poucas micras, que não foi aproveitado mesmo que muitos processos tenham sido tentado. O ouro devido a forma lamelar das partículas flutua na lama nos equipamentos usados. Os outros 50% se referem a ouro de concentração residual, que foi aproveitado por jigagem e posteriormente por centrifugas Knelson.
O ouro que chega as drenagens deve ser oriundo em grande parte da fonte finíssima que forma um halo de dispersão no morro, pois, o ouro mas grosseiro está limitado às proximidades dos veios ( devido sua grande densidade ouro grosso não caminha muito).
Já o ouro dos aluviões é grosseiro, a parte finíssima representando menos de 30% do total.
A conclusão que se pode tirar é de que o ouro finíssimo alcança as drenagens e sofre aglutinação ( recristalização) em ouro  mais grosseiro, capturavel na bateia.
De acordo com Ziegers (comunicação verbal), haveriam áreas na África Equatorial onde o mesmo reconheceu o mesmo fenômeno de recristalização e regeneração de ouro em aluviões.
A observação do Salamangone permite se idealizar um modelo para aluviões, que pode ser descrito como, decomposição da jazida primaria, formação de ouro finíssimo no saprolito, carriamento em suspensão (ou dissolução) para os aluviões, e por fim nucleação ( recristalização, aglutinação) do ouro no aluvião.
Uma observação interessante referente ao modelo, é o caso das aluviões diamantíferas e auríferas no sul da Venezuela, próximo a Roraima. Há ouro junto com diamante na drenagem atual, porem, o diamante está concentrado apenas no cascalho da base do aluvião, diferente do comportamento do ouro que se distribui em toda a seção, embora a base seja mais rica, justamente por ser mais permeável. È de se admitir que se o ouro tivesse origem detritica, ele deveria apresentar comportamento de mineral pesado e se concentraria, junto com os diamantes, apenas na base do pacote, no cascalho.
Da mesma maneira, se observarmos os aluviões de grandes rios auríferos, como por exemplo, o Madeira, que atravessa regiões estéreis em ouro por centenas de quilômetros, não tem como não admitir que o ouro é transportado na forma finíssima em suspensão, ou na forma dissolvida na água do rio.
Quando comparado o ouro com minerais pesados como a cassiterita, por exemplo, vemos que enquanto a cassiterita anda na drenagem por centenas de metros até no máximo cerca de quatro quilômetros a partir da fonte, o ouro migra dezenas a centenas de quilômetros. Por este motivo não é raro no Brasil termos aluviões auríferos sem o menor vestígios de fonte primaria, como no caso do rio Piranga-MG, do Rio Madeira RO, Apuí AM.
A formação de pepitas é outra evidencia de precipitação química do ouro em condições físico-químicas favoráveis, principalmente em presença de manganês, como no caso das jacutingas de Minas Gerais e no caso de Serra Pelada. A formação de pepitas nos lateritos é também um fenômeno de concentração química, muito comum, por exemplo, na região do Gurupi, limite do Pará com o Maranhão.
Em conclusão, é defendido um transporte em suspensão/dissolução do ouro, com posterior precipitação e nucleação em pequenas pepitas, de preferência nas partes mais permeáveis do aluvião.
No caso dos aluviões, a formação de pepitas pode estar relacionada muitas vezes à presença de matéria orgânica, por esse motivo ocorrem pepitas junto às raízes da arvores. 
Porque estamos observando aluviões riquíssimas como o de Rosa de Maio no Tapajós e as pesquisas não encontram primários condizentes? Porque se o ouro primário for largamente distribuído e em teores baixíssimos na massa da rocha da bacia fonte das aluviões, não haverá primários econômicos, mas haverá imensa fonte para a drenagem do ouro ate as aluviões e se os primários mesmo ricos estiverem afastados dos cursos d´água, não levarão o ouro ate as aluviões 
e portanto não há relação direta entre mãe primária e filhos aluvionares