segunda-feira, 8 de agosto de 2016

Vale prepara mão de obra local

Vale prepara mão de obra local

Com um mercado de trabalho exigente, menor número de oportunidades e a necessidade de profissionais cada vez mais capacitados, é fundamental ultrapassar a teoria e saber exercer uma profissão com excelência. Pensando nesse profissional diferenciado e em absorver a mão de obra local, a Vale desenvolve programas chamados Porta de Entrada, que qualificam jovens em diversos ramos da área técnica.
Entre essas iniciativas estão o Jovem Aprendiz e os Programas de Formação Profissional e de Estágio. Para execução dos programas, a empresa mantém parceria com instituições como o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) e universidades. Em Parauapebas, desde 2014, também funciona o Instituto Federal do Pará (IFPA) implantado na região com investimentos de R$ 46 milhões da Vale e recentemente assinou convênio com a prefeitura municipal, para o investimento de R$ 20 milhões na construção de um campus da Universidade Estadual (UEPA). A empresa também contribuiu com a implantação do campus do IFPA de Marabá.
Os investimentos asseguram o treinamento teórico e a parte prática e muitas vezes, a iniciativa representa a sonhada oportunidade do primeiro emprego. Cerca de quatro mil jovens, entre 2011 e 2015, foram preparados para o mercado por meio de programas desenvolvidos pela Vale no Pará, alcançando  além de Parauapebas e Canaã dos Carajás, Curionópolis, Ourilândia e Marabá.
Agora em 2016, 50 estagiários do ensino superior e técnico estão atuando nas operações da Vale no Estado. Somado a eles, quase 500 trainees estão em treinamento na área operacional de Carajás e 80 na Unidade do Sossego, a mina de cobre da Vale em Canaã dos Carajás.  E ainda mais 60 jovens aprendizes iniciaram a fase teórica realizada em parceria com o Senai.
Unidades da Vale
A parte prática dos treinamentos ocorre nas operações da Vale. É nesse ambiente com tecnologias e equipamentos, que os jovens têm a oportunidade de aprender na prática e com profissionais experientes o que viram em sala de aula. Os treinamentos garantem inclusive a formação de uma mão de obra que não está disponível no mercado. Um exemplo é o profissional da área de vulcanização – que realiza manutenções em correias transportadoras. “Aqui é um ambiente de muito aprendizado  e uma oportunidade de eu ter minha carteira assinada pela primeira vez”, diz o jovem de 19 anos, Kayro Mayan.
Contratação
Além da capacitação profissional, em muitos casos, o programa proporciona aos participantes a oportunidade de contratação. ” Os programas Portas de Entrada são os caminhos ofertados para que pessoas talentosas se juntem a nós.  Nós acreditamos na força das pessoas das regiões onde atuamos e com estes programas, ofereceremos oportunidades de aprendizagem tanto teórica quanto prática para ajudar no desenvolvimentos dos que desejam ingressar no mercado do trabalho “, explica a gerente de Recursos Humanos da Vale, Vera Martins. Em média, mais de 60% dos jovens participantes são contratados ao final da formação.
A contratação pode representar ainda uma carreira promissora. Foi assim com Rafael Pessoa, 27 anos. Há sete anos, ele entrou na Vale como Jovem Aprendiz, conquistou seu primeiro emprego e hoje atua como inspetor Mecânico. “Era uma expectativa muito grande, a fase como trainee foi uma base sólida, a teoria me ajudou muito na prática, me enturmei também rapidamente com os mais experientes, muito conhecimento, uma grande oportunidade de vencer e crescer na vida e hoje sinto orgulho dessa trajetória”, revela Rafael.
Formação
A empresa apoia também outros programas de formação profissional para atender diversos setores econômicos. Entre eles, o Programa de Preparação para o Mercado de Trabalho (PPMT) e o Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico (Pronatec) do Governo Federal, com cursos de menor carga horária. Somados, este dois programas capacitaram mais de mil pessoas somente em 2015.
Fonte: Vale

China amplia importações de petróleo, minério de ferro e cobre em julho

China amplia importações de petróleo, minério de ferro e cobre em julho

No mês passado, as compras chinesas de petróleo bruto registraram avanço anual de 1,2%, a 31,07 milhões de toneladas, o equivalente a 7,35 milhões de barris por dia. Já as importações chinesas de minério de ferro subiram 2,7% na comparação anual de julho, a 88,4 milhões de toneladas, enquanto as de cobre apresentaram ganho de 2,9%, a 360 mil toneladas.
Entre janeiro e julho, as importações de petróleo bruto da China cresceram 12% ante o mesmo período de 2015, a 217,6 milhões de toneladas, enquanto as de minério de ferro avançaram 8,1%, a 582,05 milhões de toneladas, e as de cobre tiveram acréscimo de 19,5%, a 3,09 milhões de toneladas. Os dados também mostraram que a China exportou 250 mil toneladas de petróleo bruto em julho, 24% menos que um ano antes, mas as vendas externas de produtos refinados saltaram 52%, a 4,57 milhões de toneladas.
Fonte: Dow Jones Newswires

Bovespa recua, mas Petrobras e Vale limitam perda

Bovespa recua, mas Petrobras e Vale limitam perda

O principal índice da Bovespa mostrava fraqueza nos primeiros negócios desta segunda-feira, afetado pelo declínio das ações do setor financeiro, embora a pressão negativa fosse em parte contr:abalançada pelo avanço de Petrobras e Vale na esteira da alta das commodities. As 10:08, o Ibovespa recuava 0,12 por cento, a 57.594 pontos.
Fonte: Exame

DIAMANTES Valor de venda anima De Beers

DIAMANTES

Valor de venda anima De Beers



A Anglo American anunciou o valor para o primeiro ciclo de vendas de diamantes brutos da De Beers em 2016. O valor das vendas para este ciclo melhorou bastante na comparação com o ano passado, saltando de US$ 248 milhões para US$ 540 milhões.
PhilippeMellier, CEO da De Beers, disse: "Estamos entusiasmados com o resultado do primeiro ciclo de vendas de 2016, e vamos continuar a trabalhar em estreita colaboração com nossos clientes para oferecer melhorias sustentáveis na indústria do diamante em 2016”.

OURO Anoro quer aumentar legalização

OURO

Anoro quer aumentar legalização

Aumentar a legalização da produção de ouro oriunda da extração artesanal no Brasil. Esta é uma das bandeiras da Anoro (Associação Nacional do Ouro), que está completando 30 anos. De acordo com o presidente da entidade, Dirceu Frederico Sobrinho, estima-se que cerca de 2/3 dessa produção do metal não é comercializada pelas vias legais, ou seja, através de companhias credenciadas.
Como parte dessa iniciativa, a Anoro está desenvolvendo um amplo trabalho de cadastramento de garimpeiros no País, ao mesmo tempo em que implementa uma campanha de divulgação de boas práticas ambientais e legais através de uma cartilha – elaborada e financiada pela entidade -- que está sendo massivamente distribuída nas frentes onde há extração artesanal de ouro, principalmente nos estados do Pará, Mato Grosso e, em menor escala, Goiás.
A cartilha, segundo Dirceu, estimula os garimpeiros a se legalizarem, para que “o governo e a sociedade possam conhecer melhor as dificuldades enfrentadas pelos garimpeiros e, com isto, dar valor ao seu trabalho e reconhecer sua importância”.
Com apresentação bastante didática, a cartilha trata de questões práticas como cuidados com a saúde (beber água fervida ou filtrada, usar sempre o vaso sanitário, utilizar mosquiteiro, tratar o lixo) e fornece orientações técnicas e ambientais (aproveitar o óleo queimado e as capas de bombas, usar caixa de lavagem em zig zag, aterrar barrancos velhos, reflorestar áreas não mais utilizadas, fazer piscina para a despesca, usar luvas para fazer amalgamação, usar retorna para recuperar o mercúrio, fazer reativação do mercúrio usado, trabalhar em áreas legalizadas e longe da beira do rio e usar técnicas para apurar mais ouro sem poluir o rio, usar equipamentos de proteção individual).
A ideia do cadastro nacional dos garimpeiros, segundo o presidente da Anoro, surgiu porque, hoje, “nem o governo federal nem os estaduais sabem quantos garimpeiros há no Brasil. E a melhor forma que nós entendemos é cadastrar para que possamos, ao longo do tempo, gerar um relatório mais consistente e mostrar, segundo nosso levantamento, quantos garimpeiros de ouro existem no Brasil, distribuídos nas várias regiões garimpeiras. Com isso podemos buscar adequações para maior transparência e aumentar a oferta de ouro legal no Brasil”.
O dirigente também informa que a entidade, com a credibilidade adquirida durante seu histórico de 30 anos, quer trabalhar para criar as condições que permitam ao garimpo se transformar em pequena empresa de mineração. Hoje no segmento de ouro, segundo ele, predominam as grandes empresas, que operam grandes depósitos, ou a atividade garimpeira. “E onde fica a pequena mineração?”, indaga. Ele se queixa da extensa burocracia hoje existente para se aprovar um projeto de mineração, o que inibe a participação de pequenas empresas. “Primeiro temos que aprovar um requerimento de pesquisa, depois o alvará de pesquisa, em seguida obter a aprovação da pesquisa, o Plano de Aproveitamento Econômico, o licenciamento ambiental e depois a portaria de lavra. Embora, no geral, isto esteja correto, existe uma lacuna, porque precisa ser criada uma legislação que possibilite o aproveitamento dos pequenos depósitos”. Ele se refere, no caso, a depósitos com até 100 mil onças de ouro. Mesmo porque, em sua opinião, “o futuro da mineração, principalmente a de ouro, está na mineração de pequeno porte”, lembrando que o Chile há muito tempo já criou uma estrutura para esse tipo de mineração. No Brasil, afirma, só tem a Portaria de Lavra ou a PLG (Permissão de Lavra Garimpeira), defendendo a necessidade de um mecanismo intermediário que atenda ao pequeno minerador. “A Anoro quer trabalhar para isso”. 
Atuação
Dirceu Sobrinho lembra que a Anoro participou ativamente durante as discussões que levaram à elaboração da Constituição de 1988, na qual foi proposta a figura da PLG, dando direito às pessoas de exerceram a lavra artesanal. Da mesma forma, a entidade teve participação na regulação do comércio de ouro, obrigando a identificação desde a origem. “Se um garimpeiro vai vender ouro para uma instituição financeira, esse ouro já é considerado ativo financeiro, portanto não tem problema de bitributação. Só incide o IOF, que é de 1%. Depois foi estabelecida pelo governo a CFEM, que deixou mais clara de quem era a responsabilidade e quanto tinha que recolher. Novamente a Anoro entrou nesse cenário e buscou uma tributação. Porque se houver uma tributação mais alta do ouro, faz com que ele rapidamente migre para o mercado ilegal. Naquela ocasião a Anoro discutiu sobre uma tributação menor para a alíquota da CFEM para o ouro de extração garimpeira em torno de 0,2% e para o ouro de origem das mineradoras de 1%”, esclarece o dirigente, lembrando que a venda do ouro está vinculada à necessidade de uma PLG outorgada.  
Outro papel importante da Anoro, segundo ele, é sua participação ativa nas discussões do novo Código de Mineração. “A Anoro tem conhecimento da volta de bons projetos de ouro no Brasil e vê que alguns encontram barreiras difíceis, como é o caso da Crusader, no Rio Grande do Norte, que está há dois anos tentando aprovar o seu licenciamento ambiental. E não entendemos por que há tanta dificuldade no Brasil, pois bastaria criar um processo objetivo, claro e transparente.  Essa dificuldade no licenciamento faz com que o capital mude para outro lugar”, argumenta.
Para o presidente da Anoro, o novo Código de Mineração ou marco regulatório deve respeitar o direito de prioridade, para dar segurança ao investidor. “Apenas para citar um dado, um metro de sondagem na Amazônia custa em torno de 200 dólares. Basta fazer o cálculo para ver quanto custa um furo de 150 metros. E um furo para minério como ouro não significa absolutamente nada. Essa dimensão do risco do capital precisa ser entendida pelas autoridades que dão as concessões e o licenciamento”, conclui.