segunda-feira, 8 de agosto de 2016

Cientistas "extraem" ouro do solo através de plantas



Cientistas "extraem" ouro do solo através de plantas

O dinheiro não cresce nas árvores, mas o ouro pode crescer. A conclusão é de uma equipa internacional de investigadores que descobriu uma forma de "cultivar" e colher ouro através das plantas, recorrendo a uma técnica que as utiliza para extraír partículas deste material precioso do solo.
 
A notícia é avançada pelo portal LiveScience, que ouviu Chris Anderson, engenheiro geoquímico da Universidade de Massey, na Nova Zelândia, que tem coordenado a investigação que se prolonga há mais de uma década.
 
De acordo com Anderson e os colegas, certas plantas têm uma capacidade natural para "sugar", a partir das raízes, metais como o níquel, o cádmio e o zinco, que "ascende", depois, até às suas folhas e rebentos.
 
Os especialistas têm explorado a utilização destas plantas - conhecidas como 'hiperacumuladoras' - para limpar a poluição dos solos, mas a hipótese de as utilizar como 'acumuladores' de ouro nunca foi considerada já que este metal não se dissolve facilmente na água, pelo que as plantas não conseguem, de forma natural, absorver as suas partículas.
 
Há cerca de 15 anos, Anderson demonstrou, pela primeira vez, que é possível fazer plantas de mostarda "absorver" o ouro presente em solos quimicamente tratados e a investigação continua, tendo conduzido à conclusão de que "sob certas condições químicas, a solubilidade do ouro pode ser forçada".
 
O funcionamento da tecnologia é simples: o primeiro passo é plantar, por exemplo, plantas como mostarda (à direita), girassóis ou tabaco num solo que contenha ouro - como os locais em volta de antigas minas - e, depois de as plantas atingirem a sua altura máxima, "tratar" o solo com uma mistura química que torne o ouro solúvel.
 
Assim, quando as plantas "transpiram", junto com a água virão também ao de cima as partículas de ouro, que ficarão acumuladas na biomassa das plantas e assim ficam prontas para ser colhidas. Embora a 'produção' do ouro seja fácil, a dificuldade da técnica reside, precisamente, na sua extração.

"Colheita" do ouro é a principal dificuldade
 
"Se as plantas forem queimadas, parte do ouro permanece 'agarrado' às cinzas, mas outra parte desaparece. Processar as cinzas também apresenta dificuldades e requer o uso em quantidades enormes de ácidos fortes, que pode ser perigoso transportar", admite Anderson em declarações ao LiveScience.
 
Além disso, é improvável que esta técnica venha a substituir a extração tradicional de ouro, já que o metal precioso 'extraído' das plantas se apresenta sob a forma de nanopartículas, sendo de maior interesse para a indústria química, que as utiliza como catalisadores. "O principal valor [desta tecnologia] está no facto de ajudar a limpar solos poluídos", defende.
 
Isto porque os químicos que ajudam a tornar o ouro solúvel induzem, também, as plantas a "absorver" e trazer ao de cima outras substâncias que contaminam os solos, como o mercúrio, o arsénio e o cobre, poluentes comuns que habitualmente se encontram nas áreas que circundam antigas minas e que colocam em risco os seres humanos e o ambiente.
 
"Se conseguirmos lucrar 'cultivando' ouro e, ao mesmo tempo, limpando o solo, então teremos um bom resultado", considerou Anderson, que, atualmente, se encontra a trabalhar na Indonésia com o objetivo de desenvolver um sistema sustentável e artesanal, de pequena escala, para ajudar os mineiros a reduzir a poluição por mercúrio.

Processo pode ser prejudicial para o ambiente
 
Apesar dos benefícios da técnica para a limpeza dos solos, há também cientistas que acreditam que o método tem riscos ambientais demasiado pesados associados à produção do ouro a partir das plantas, um preço que não vale a pena pagar.
 
Scott Angle, agronomista da Universidade da Georgia, defendeu, em entrevista ao LiveScience, que "o processo em si próprio pode gerar problemas ambientais", já que entre os químicos usados para dissolver o ouro estão substâncias muito perigosas, como o cianeto e o tiocianato.

Cientistas "ressuscitam" plantas com mais de 400 anos


Cientistas "ressuscitam" plantas com mais de 400 anos

Cientistas "ressuscitam" plantas com mais de 400 anos

Uma dupla de cientistas canadianas encontrou plantas vivas com entre 400 a 600 anos em "perfeito estado de conservação" depois de um glaciar ter recuado no Arquipélago Ártico Canadiano. A equipa conseguiu ainda "ressuscitar" quatro espécies destas plantas da Pequena Idade do Gelo em laboratório através de culturas feitas com recurso ao material biológico original.
 
Catherine La Farge, investigadora da Faculdade de Ciências da Universidade de Alberta, no Canadá, e a sua aluna Krista Williams, conseguiram assim provar que, ao contrário do que se pensou até aqui, as plantas que reaparecem depois de os glaceares derreterem não estão mortas - estão apenas adormecidas.
 
Os cientistas têm acreditado, ao longo de muito tempo, que todo o crescimento de vegetação em redor das margens dos antigos glaciares resulta de uma rápida "colonização" de novas plantas no local, mas o trabalho de La Farge e Williams, para publicação na revista científica Proceedings of the National Academy of Sciences, vem negar esta teoria.

Espécies centenárias cresceram em laboratório
 
De acordo com um comunicado divulgado pela Universidade de Alberta, as investigadoras recorreram à datação de carbono para confirmar a idade das plantas briófitas (espécimes primitivos sem flores, como o musgo) encontradas, descobrindo que estas teriam ficado "soterradas" pelo glaciar Teadrop no período entre 1550 e 1850.
 
O que mais surpreendeu a equipa foi o facto de, além de se encontrarem intactas e em perfeitas condições, estas plantas terem apresentado sinais de estarem a voltar a crescer depois de o glaciar ter recuado, desenvolvendo novos caules ou pequenos ramos na sequência do degelo.


Catherine La Farge constatou que as plantas que ficaram a descoberto depois do recuo dos glaciares não estavam mortas, apenas adormecidas, e estas começaram progressivamente a revelar novos sinais de crescimento
 
"Sabemos que as briófitas conseguem permanecer adormecidas durante muitos anos - por exemplo, no deserto - e depois ser 'reativadas', mas ninguém esperava que rejuvenescessem após passarem cerca de 400 anos sob um glaciar", afirma La Farge.
 
Considerando estas potencialidades, a equipa de La Farge selecionou 24 amostras de plantas subglaciais para criar culturas em laboratório. Destas, sete amostras permitiram produzir 11 culturas que permitiram regenerar, com sucesso, quatro espécies de plantas centenárias a partir do material original.

Células das plantas conseguem "reprogramar-se"
 
"Qualquer célula das plantas briófitas consegue 'reprogramar-se' e dar início ao desenvolvimento de uma planta inteiramente nova. É quase o equivalente ao que acontece com as células estaminais, mas em sistemas vegetais", ilustra a investigadora, que acrescenta que estas plantas, "simples e eficientes" e que existem "há mais de 400 milhões de anos", desenvolveram uma biologia única que lhes dá uma "resiliência ótima".
 
De acordo com a especialista, esta descoberta e o sucesso das culturas em laboratório ajudam a demonstrar o papel fundamental que as briófitas desempenham em ambiente polar e as suas implicações em todas as regiões do planeta que se encontram cobertas de gelo.
 
"As plantas briófitas conseguem prosperar onde as outras não podem fazê-lo, pelo que desempenham uma função vital no estabelecimento, colonização e manutenção dos ecossistemas polares", salienta La Farge.
 
"Este achado enfatiza a importância de efetuar investigações que nos ajudem a compreender o mundo natural, em especial se considerarmos que ainda sabemos muito pouco sobre este tipo de ecossistemas", conclui. 

As 10 civilizações que desapareceram misteriosamente

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Ao longo da nossa história, a maioria das civilizações tiveram uma morte lenta ou foram exterminadas por desastres naturais ou invasões. Mas há algumas sociedades cujo desaparecimento deixam os estudiosos verdadeiramente perplexo.


Falamos largamente dos Sumérios, uma civilização que surgiu e desapareceu do nada. Fiz uma lista, tirando os Sumérios, de outros povos com estas características.

10. Os olmecas

Dita como uma das primeiras sociedades mesoamericanas, os olmecas habitaram as planícies tropicais do centro-sul do México. Os primeiros sinais dos olmecas são de 1.400 a.C., na cidade de San Lorenzo, sendo a cidade principal, que foi apoiada por dois outros centros, Tenochtitlan e Potrero Nuevo. Os olmecas eram ótimos construtores, sendo que suas cidades continham templos cerimoniais, muitas casas, grandes pirâmides cônicas e monumentos de pedra, incluindo as cabeças colossais, construção mais conhecida deles .




A civilização olmeca se baseou fortemente no comércio entre as diferentes regiões olmecas e com outras sociedades mesoamericanas. Os olmecas são considerados um dos povos mais desenvolvidos de sua época e são apontados como a cultura-mãe de muitas outras civilizações mesoamericanas.


Para onde eles foram?

Cerca de 400 a.C., a metade oriental das terras dos olmecas foi despovoada, possivelmente devido as alterações ambientais. Provavelmente eles mudaram após atividade vulcânica na área. Outra teoria popular é que eles foram invadidos, mas ninguém sabe quem foram os invasores. Apenas teorias, nada está comprovado.

9. Os nabateus


Os nabateus eram uma cultura semita que habitava parte da Jordânia e Canaã, no século VI aC.

Eles são mais conhecidos como os construtores da cidade de Petra, que foi sua capital. Petra é uma cidade impressionante esculpida ao lado de um penhasco. Os nabateus adquiriram sua riqueza por ser um ponto importante em uma complexa rede comercial, através do qual eles negociavam marfim, especiarias, metais preciosos, pedras preciosas, incensos, açúcar e produtos medicinais. Ao contrário de outras sociedades do seu tempo, não havia escravidão e cada membro da sociedade contribuía nas tarefas de trabalho.

Para onde eles foram?

Durante o século IV d.C., os nabateus abandonaram Petra e ninguém sabe o porquê. Evidências arqueológicas provam que seu êxodo foi organizado e sem pressa, o que nos leva a crer que eles não foram expulsos de Petra por outra cultura. A explicação mais provável é que as rotas comerciais, a qual dependiam, foram movidas para o norte, mas não há nada comprovado.

8. O Império axumita

O Império axumita começou no primeiro século d.C., no que é hoje a Etiópia e acredita-se ser o lar da famosa rainha de Sabá.

Aksum foi um grande centro comercial com exportações de marfim, recursos agrícolas e ouro. Negociavam no mar vermelho, mediterrâneo e com a Índia. Devido a isso, Aksum era uma sociedade muito rica e foi a primeira cultura Africana a emitir sua própria moeda, o que nos tempos antigos era um sinal de grande importância. Os monumentos mais famosos de Aksum são as estelas, obeliscos gigantes esculpidos que atuaram como lápides de reis e nobres. Aksumites primitivos adoravam vários deuses, mas seu deus principal era chamado Astar. Em 324 dC, o rei Ezana II se converteu ao cristianismo e desde então Aksum era uma cultura zelosamente cristã, e é ainda supostamente a casa da Arca da Aliança.

Para onde eles foram?

Segundo a lenda local, uma rainha judia chamada Yodit derrotou o Império axumita e mandou queimar suas igrejas e livros. No entanto, outros acreditam que a rainha pagã do sul, Bani al-Hamwiyah, levou os axumitas ao declínio. Outras teorias incluem as alterações climáticas, isolamento comercial e queda na agricultura, gerando fome. Teorias...teorias...sem comprovação.

7.Os micênicos

Crescendo fora da civilização minóica, os Myceanaeans se fundiram em torno de 1600 aC, no sul da Grécia. Sendo distribuídos ao longo de duas ilhas e no sul do continente. Os Myceaneans construíram e invadiram muitas grandes cidades como Micenas, Tirinto, Pilos, Atenas, Tebas, Orchomenus, Iolkos e Cnossos.

Muitos mitos gregos foram "criados" pelos micênicos, incluindo a lenda do Rei Agamenon, que liderou as forças gregas durante a Guerra de Tróia . Os Myceaneans eram uma potência dominante naval e usaram suas proezas navais para o comércio com outras nações, bem como para os esforços militares. Por causa da falta de recursos naturais, os Myceaneans importavam muita matéria prima e transformavam-nas em produtos manufaturados, e, portanto, tornaram-se mestres artesãos, conhecidos em todo o Mar Egeu pelas suas armas e jóias.

Para onde eles foram?

Ninguém sabe ao certo, mas uma teoria é que a agitação entre a classe camponesa e da classe dominante levou ao fim dos Myceaneans. Fatores naturais, como terremotos, também são citados. Mas a teoria mais popular é de que eles foram invadidos por uma civilização do norte como os dórios e jônios (que se instalaram na região após a queda dos Myceaneans) ou os povos do mar (que na época estavam migrando dos Bálcãs ao Oriente Médio ). Nenhuma destas questões explica de onde floreceu a cultura micênica, já que também eram invasores. Nada comprovado e o mistério continua.

6. O Império Khmer

O Império Khmer cfloresceu no que hoje é o Camboja, em torno do 9 º século d.C. e se tornou um dos mais poderosos impérios no Sudeste Asiático.


O império é conhecido pela maioria das pessoas como a civilização que construiu Angkor, no Camboja. O Khmer foi uma cultura incrivelmente poderosa e rica. Estavam abertos a sistemas de crenças diversas, incluindo o Hinduísmo, o Budismo Mahayana e Budismo Theravada, que eram as religiões oficiais do império. Seu poder também incluiu o militar, pois eles lutaram muitas guerras contra os anamitas e chams.

Para onde eles foram?

O declínio do Império Khmer pode ser atribuído a combinação de vários fatores. O primeiro é que o império era governado por um rei, mas com a introdução do Budismo Theravada, que ensina a auto iluminação, fez com que o rei esquecesse a população, impactando na quantidade de alimento que deveria ser produzido. Durante o reinado de Jayavarman VII, uma rede de estradas elaboradas foi construída para facilitar o transporte de mercadorias e tropas por todo o Império. Mas alguns estudiosos acreditam que estas estradas trabalharam contra eles, tornando mais fácil para os invasores, como a Ayuthaya, indo direto ao Angkor. Esquecendo o achômetro, ninguém sabe verdadeiramente para onde foram.

5.O Cultura Cucuteni-Trypillian

Na Roménia são os Cucuteni, na Ucrânia são o Trypillians e na Rússia são os Tripolie: a cultura do neolítico que floresceu entre 5500 aC e 2750 aC.

No seu auge, a sociedade Cucuteni-Trypillian construiu os maiores assentamentos do Neolítico da Europa, com cidades de até 15.000 pessoas. Um dos maiores mistérios desta cultura é que a cada 60 a 80 anos queimavam a aldeia inteira para reconstruí-la em cima da velha. A cultura Cucuteni-Typillian era matriarcal, as mulheres foram as chefes de família e também faziam o trabalho agrícola, cerâmica, têxteis e vestuários. Os homens eram caçadores , fabricantes de ferramentas e foram responsáveis ​​por cuidar de animais domésticos. Sua religião era centrado em torno da Grande Deusa Mãe, que era o símbolo da maternidade e da fertilidade agrícola. Eles também adoravam o touro (fertilidade, força do céu) e uma cobra (eternidade e movimento eterno). Existem algumas teorias que falam sobre a Era astrológica de Touro, que explicaria porque consideravam o Touro como a força do céu e a cobra/serpente era o símbolo dos "deuses", como demonstrei em outras matérias.
Para onde eles foram? 

Uma das principais teorias sobre o fim da cultura Cucuteni-Trypillian é a hipótese de Kurgan, que afirma que eles foram conquistados pela cultura Kurgan. No entanto, os pontos de arqueologia mais recentes, demonstram uma mudança climática drástica, que poderia ter levado a uma das piores secas da história da Europa, sendo devastadora para uma cultura que se baseou fortemente na agricultura. Ok, mas isto não responde para onde eles foram.

4. Cultura Clóvis

Pré-históricos nativos americanos, a cultura Clovis remonta a 10.000 aC. Centrada nas planícies do sul e centro da América do Norte, são arqueologicamente reconhecidos por lanças de sílex lascados, chamados pontos de Clóvis.


Eles usaram lanças para caçar animais grandes como mamutes e bisões e animais pequenos como veados e coelhos. Estudiosos dizem que Clóvis foram os primeiros habitantes humanos do Novo Mundo e são considerados os ancestrais de todos os povos do Norte e culturas indígenas sul-americanas. Existe a crença de que eles cruzaram o estreito de Bering da Sibéria para o Alasca, durante a idade de gelo, e depois seguiram para o sul , onde há climas mais quentes. 

Claro que os autores deste blog não aceitam este tipo de "crença" de alguns estudiosos, já que existem muitas evidências de que a história do nosso continente é bem diferente, mas esta matéria não irá tratar deste nosso ponto de vista em questão.

Para onde eles foram?

Há várias teorias em torno do desaparecimento da cultura Clovis. A primeira afirma que uma diminuição na megafauna juntamente com menos mobilidade em sua cultura o levaram a se ramificar e formar novos grupos culturais, como a cultura Folsom. Outra teoria é que as espécies de mamute e outras se extinguiram devido ao excesso de caça, deixando Clovis sem uma fonte de alimento viável. A teoria final gira em torno de um cometa que caiu na Terra ao redor da região dos Grandes Lagos e afetou significativamente a cultura Clovis.

3.Os Minóicos

Nomeados após o lendário rei Minos, os minóicos habitavam o que é hoje Creta entre 3000-1000 a.C.


Na mitologia grega, Minoa era a terra do Minotauro, um mítico meio-homem meio-touro que vivia em um labirinto e matava qualquer um que entrasse nele. Na realidade, os minóicos foram a primeira civilização conhecida da Europa. Hoje tudo o que resta da civilização minóica são seus palácios e os artefatos encontrados dentro. A civilização minóica foi de grande organização social, arte e comércio. Os Minóicos no início falavam uma língua que nós chamamos Linear A, que durante os períodos posteriores foi substituído por Linear B, sendo que ambas foram baseadas em pictogramas. Não há nenhuma evidência de qualquer cultura militar encontrada nos palácios de Minoan e parece que seu poder era puramente econômico.

Para onde eles foram?

Muitos estudiosos acreditam que os minóicos foram aniquilados por uma erupção vulcânica na ilha de Thera (Santorini agora), mas há evidências de que eles sobreviveram. No entanto, a erupção teria matado toda a vida vegetal, assim, gerando fome, e danificando seus navios, levando-os ao declínio econômico. Acredita-se também que durante este tempo eles foram invadidos, possivelmente pelos Myceaneans. Será?

2.Os Anasazis

Os Anasazis ou Pueblos ancestrais, eram uma cultura nativa americana que surgiu na área de Four Corners, nos Estados Unidos (Novo México, Arizona, Colorado e Utah) por volta de 1200 a.C.

Os Pueblos eram caçadores e coletores que viviam em casas de cova rasa. Mais tarde, eles desenvolveram a horticultura e agricultura: milho, feijão e abóbora. Também é encontrado em sítios arqueológicos dos Anasazis cerâmica, cestos de junco elaborados, sandálias, roupas de peles de coelho, pedras de moagem e arcos e flechas. Os Anasazis esculpiram cidades inteiras em penhascos, feitas de pedra ou lama de adobe, como em Chaco Canyon. Estas cidades eram centro de muitos eventos culturais e cívicos, e foram ligadas umas as outras por centenas de quilômetros de estradas.

Para onde eles foram?

Por volta de 1300 dC, os Pueblos ancestrais abandonaram suas casas espalhadas nos penhasco. Muitos estudiosos acreditam que, depois de uma explosão populacional, métodos agrícolas pobres e uma seca regional trouxeram a fome a esta civilização. Devido a esta falta de alimentos, os Anasazis migraram para ao longo do Rio Grande ou para as mesas Hopi, assim, muitos índios modernos acreditam que são descendentes dos Anasazis. Estudos recentes comprovam que esta mudança do clima não poderia explicar o declínio da Anasazis e sugerem que fatores sociais e políticos, como um conflito, levou a seu fim. Assim vemos que a criatividade não faz parte da história tradicional, pois a maioria das explicações falam a mesma coisa. O mistério persisti.

1. A Civilização do Vale Harappan

Está civilização habitou uma área do tamanho da Europa Ocidental, no que é hoje o Paquistão e oeste da Índia, do vale do Indo ou Harappan, floresceu esta civilização em 3300-1300 aC, embora a área já fosse habitada desde 7000 aC.


Apesar de ser uma das maiores civilizações antigas, não se sabe muito sobre os Harappan, principalmente porque a sua linguagem nunca foi decifrada. Sabemos que eles construíram mais de cem cidades e vilas, incluindo as cidades de Harappa e Mohenjo-Daro, cada um dos quais foi construída com um layout organizado, e um sistema de encanamento complexo. Evidências sugerem que Harappan teve um governo unificado e que não existiam classes sociais. Também não há evidência de atividade militar, por isso é provável que eles viviam em paz. Eles eram astrônomos hábeis e foram bem versados ​​na agricultura, cultivo de trigo, cevada, ervilha, melão, gergelim e algodão (tornando-se a primeira civilização a produzir tecido de algodão) e domesticando vários animais como bovinos e elefantes.

Para onde eles foram?

Há várias teorias sobre o que aconteceu com a civilização do Vale do Indo. Algumas pessoas acreditam que eles declinaram por causa de mudanças no seu ambiente, como a diminuição no tamanho do nível dos rios ou as temperaturas mais frias, mais secas, que também são evidentes em todo o Oriente Médio. Outra teoria popular é que os arianos invadiram por volta de 1500 aC. Livros como Mahabharata afirmam que estas cidades já existiam há doze mil anos, tinham carros voadores chamados vimanas e armas de grande tecnologia. Fica evidente que a história tradicional está perdida quanto ao início e o fim desta grande civilização.Fonte: André de Pierre, 30 anos, escritor e pesquisador


Um diamante azul de US$ 10 milhões é encontrado na África do Sul

Um diamante azul de US$ 10 milhões é encontrado na África do Sul



Um diamante azul super-raro foi encontrado na mina de Cullinan, na África do Sul, pela mineradora Petra Diamonds. A pedra de 25,5 quilates pesa 5,1 gramas e vale US$ 10 milhões. O nome da mina faz referência ao maior diamante já encontrado lá, com seus 621 gramas (ou 3.106 quilates).

Para que você entenda melhor, a unidade quilate, muito usada quando o assunto é joias ou pedras preciosas, indica peso. Um quilate equivale a 0,2 grama.

Diamantes são pedras formadas naturalmente, nas profundezas da terra, a partir do carbono. Seu valor se dá pela raridade dessas gemas preciosas, mas há, no entanto, alguns níveis de diamantes mais caros do que outros, respeitando padrões de brilho, cor, lapidação e pureza.
Um diamante é para sempre

Fonte da imagem: Reprodução/PetraDiamonds

Esse tipo de pedra ficou popular quando a De Beers Consolidated Mines Ltd., líder no mercado, lançou a campanha publicitária que selava a união de diamantes e noivados. A propaganda, veiculada em 1947, dizia: “Um diamante é para sempre”. E, a partir daí, várias culturas adotaram o anel de diamantes como oficial para o pedido de noivado, mesmo sendo esse um dos presentes mais caros.

Quando Marilyn Monroe, uma das mulheres mais bonitas e poderosas de todos os tempos, cantou a música “Diamonds are a girl’s best friend” – Diamantes são os melhores amigos de uma garota –, durante o filme “Gentleman prefer blondes”, em 1953, a relação entre diamantes e mulheres ficou ainda mais íntima. Assista ao vídeo a seguir:






Mais de 80% dos depósitos de ouro da Terra são formados durante terremotos

Mais de 80% dos depósitos de ouro da Terra são formados durante terremotos



De acordo com um artigo publicado pela revista New Scientist, mais de 80% dos depósitos de ouro do nosso planeta são formados por terremotos que acontecem no interior da Terra, já que possuem a capacidade de rachar rochas de maneira tão rápida que os fluidos que correm por elas evaporam automaticamente. Esse processo deixa para trás resíduos muito ricos em minerais, incluindo o ouro.

Geólogos já sabiam que o ouro costuma se formar quando água rica em minerais escorre pelas fendas de rochas que estão entre 5 e 30 quilômetros abaixo do solo. Mas ainda não havia pistas de como o ouro se formava nessas valas. O papel dos terremotos nesse processo sempre foi levado em consideração, mas como se acreditava que as mudanças de pressão provocadas por esses fenômenos naturais eram pequenas demais, os pesquisadores não tinha certeza de que elas eram tão influentes no processo.

Agora, Richard Henley, da Universidade Nacional Australiana, e Dion Weatherley, da Universidade de Queensland, estudaram a dinâmica desses sismos e constataram que as mudanças de pressão provocadas por terremotos são muito maiores do que se pensava. O modelo construído pelos cientistas sugere que esse fenômeno é capaz de abrir fendas na velocidade do som, mesmo em rochas muito profundas.
Ouro instantâneo

Quando uma rocha é quebrada por um terremoto, o fluido que escorre por ela não consegue ser rápido o suficiente para preencher o buraco recém-formado e acaba evaporando. Isso se deve ao fato de que pressão naquela região cai instantaneamente e com uma variação absurda: vai de 3 mil vezes o valor da pressão atmosférica para a mesma pressão experimentada na superfície da Terra, de maneira quase instantânea.

O processo de evaporação do fluido nessas condições é conhecido como “evaporação flash” (flash evaporation). Quando isso ocorre, os minerais contidos no líquido acabam se acumulando nas rochas e muitos acabam sendo levados, posteriormente, por outros fluidos que possam escorrer por ali. Entretanto, os minerais menos solúveis, como é o caso do ouro, permanecem naquele local.

Segundo o geólogo John Muntean, da Universidade de Nevada em Reno, Estados Unidos, o trabalho de Henley e Weatherley é importante porque quantifica essa queda de pressão e faz a associação desses dados com os de solubilidade do ouro.