De acordo com uma publicação na revista britânica Nature Chemical Biology, uma bactéria, para se proteger do ouro, solidifica o outro líquido e cria estruturas sólidas complexas muito parecidas pepitas. Alguns metais são propícios para que os micróbios se desenvolvam, como o ferro, outros, no entanto, são fatais para ele, como o ouro e a prata, que possuem efeito bactericida. Os íons solúveis do ouro são tóxicos para grande parte dos micróbios e assim, é muito comum encontrar membranas bacterianas na superfície das pepitas. Assim, tais bactérias desempenham um papel bastante importante no que diz respeito ao acúmulo e também no depósito do ouro na origem das pepitas. Há um tempo atrás, os cientistas conseguiram demonstrar que a Cupriavidus metallidurans é capaz de acumular partículas ínfimas de ouro no interior das suas células com a finalidade de se proteger dos íons solúveis do ouro. No entanto, através de um novo estudo os cientistas canadenses conseguiram identificar que a bactéria Delftia acidovorans, que coabita as pepitas ao lado da Cupriavidus metallidurans , também possui este instinto de proteção. A equipe descobriu que tal bactéria não metaboliza o ouro solúvel como a outra, mas sim, solidifica o metal ao seu exterior. Deste modo, a D. acidovorans acaba secretando uma molécula, chamada de delftibactina, esta capaz de precipitar os íons do ouro em suspensão na água e após criar estruturas sólidas complexas, muito parecidas com as encontradas nas pepitas de ouro, disse Nathan Magarvey, da Universidade McMaster de Hamilton, em Ontário, no Canadá, que chefiou a pesquisa. Todo esse processo é muito veloz e acontece em poucos segundos, em temperatura ambiente e em condições de acidez neutra. Assim, de acordo com os próprios cientistas, a molécula delftibactina supera em laboratório todos os produtos já usados na indústria que possuem a finalidade de produzir nanopartículas de ouro.
quarta-feira, 10 de agosto de 2016
O que é nióbio e como ele pode ajudar o Brasil?
Descoberto em 1801 pelo inglês Charles Hatchett, o Nióbio, o mais leve dos metais refratários, é utilizado principalmente em ligas ferrosas (tão poderoso que é utilizado na escala de 100 gramas para cada tonelada de ferro), criando aços bastante resistentes que são utilizadas em tubos de gasodutos, motores de aeroplanos, propulsão de foguetes e em outros chamados supercondutores, além de soldagem, indústria nuclear, eletrônica, lentes óticas, tomógrafos, etc. Com 99% das reservas do mundo e mais de 90% da comercialização mundial, o Brasil explora muito pouco, perto da capacidade disponível. Entenda mais: O nióbio é o elemento metálico de mais baixa concentração na crosta terrestre, sendo encontrado na natureza a uma proporção de 24 partes por milhão. Cada vez mais essencial à tecnologia atual por ser altamente resistente às altas temperaturas e à corrosão, o Nióbio, número 41 na tabela periódica, é alvo de muitas polêmicas. Em relatos vazados pelo Wikileaks, por exemplo, o governo americano caracteriza o Nióbio como um recurso estratégico e imprescindível aos planos americanos. Além disso, outros países e consultorias especializadas incluem o metal na lista de elementos em situação crítica ou ameaçada. Veja a reportagem abordando o vazamento do wikileaks Com bilhões de toneladas já confirmadas do minério em solo brasileiro e centenas de anos de extração (somente em uma das minas), caso mantenha-se a extração atual, o país exporta cerca de 70 mil toneladas por ano. Mas por que tão pouco? Para elevar o preço? Não, pois segundo alguns, estamos vendendo uma das maiores riquezas brasileiras à preço de banana, gerando variados apontamentos de fraude. Um dos maiores críticos, e talvez o único, tenha sido o deputado federal e candidato à presidência, Enéas Carneiro, que afirmava que só a riqueza de Nióbio enterrada no solo brasileiro seria maior que nosso pib atual. Algo parecido com isto que era pregado pelo deputado foi o caso do manganês do Amapá, que acabou após incessante extração e agora só resta os buracos abertos pela mineradora como recordação. A multinacional e o “Defense Materials Procurement Agency”, do Ministério da Defesa dos Estados Unidos da América, é que podem dizer para onde foi o mineral. Confira uma pequena parte da fala do Deputado Enéas Carneiro: Como os preços não são negociados em bolsas, o preço do Nióbio brasileiro é por vezes desconhecido, já que se trata de negociações particulares, e segundo pesquisas e dados cruzados, menor do que os concorrentes. Com isto, as suspeitas, não comprovadas, de subfaturamento são endossadas. A defesa dos produtores brasileiros é que uma grande alta no preço poderia incentivar a substituição do nióbio por produtos concorrentes, como o titânio e o tântalo (embora não tão eficazes) e até uma corrida pela abertura de novas minas. E outra: O nióbio, embora essencialmente brasileiro, tem os preços definidos pelo London Metal Exchange — LME, de Londres. Mesmo assim o nióbio ainda foi nosso terceiro metal mais exportado em 2012, atrás apenas do ferro e do ouro, e mais: Segundo o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, o volume de liga ferro-nióbio exportado cresceu 110% em 10 anos, passando de 33.688 toneladas em 2003 para 70.948 em 2012, somando 1,8 bilhão de dólares. O metal ainda não é pauta do Estado brasileiro, que ainda não o incluiu em nenhuma regulamentação sobre mineração vigente no país. O comércio e extração, por sua vez não é de domínio público, estando concentrado nas mãos de 2 companhias privadas que operam no país, gerando segundo os mais críticos, uma enorme evasão de divisas geradas pelas riquezas naturais brasileiras. E para aumentar as especulações, em 2011, um grupo de companhias chinesas, japonesas e sul coreanas adquiriram por US$ 4 bilhões 30% do capital da brasileira CBMM, Companhia Brasileira de Metalurgia e Mineração (CBMM), maior produtora mundial de nióbio (a CBMM é controlada pelo grupo Moreira Salles, mesmos fundadores do Unibanco. A 2ª empresa é a Mineração Catalão de Goiás, controlada pela britânica Anglo American). Adendo: A família Moreira Salles é hoje a família mais rica do Brasil, com fortuna combinada de quase 30 bilhões de dólares. O bocal do foguete do Apollo 15 CSM na órbita lunar é feita de liga de nióbio-titânio. Especialistas como Monica Bruckmann, professora e pesquisadora do Departamento de Ciência Política da UFRJ e assessora da Secretaria-Geral da União de Nações Sul-Americanas - Unasul – diz que “O Brasil detém praticamente todo o nióbio do planeta, mas esse potencial é desaproveitado”. Já o economista e autor de livros de sucesso na área, Adriano Benayon, diz que o Brasil poderia ganhar até 50 vezes mais do que recebe atualmente com as exportações de ferro-nióbio, “caso ditasse o preço do produto no mercado mundial e aumentasse o consumo interno do mineral”. Em 2011 o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, disse que seriam encaminhados ao senado três projetos independentes que tratariam a respeito do metal: um sobre as regras de exploração, outro que criaria uma agência reguladora do setor e um terceiro que trataria exclusivamente dos royalties. O Brasil tem hoje um dos menores royalties do mundo, cerca de 2%, a Austrália e demais países africanos, que produzem menos de 2% do Nióbio vendido no mundo, cobram 10%. Ou seja, os impostos que são revertidos ao Brasil e viram melhorias para a população são ínfimos perto do valor de venda do metal. As leis, no entanto, não saíram do papel e segundo o Ministério, o Nióbio não foi incluído no novo Marco Regulatório da Mineração, em debate no momento pela Secretaria de Geologia Mineração e Transformação Mineral do Ministério de Minas e Energia – SGM/MME. No momento, somente um projeto menor tramita sobre o assunto, neste, o deputado Giovani Cherini (PDT – RS) propõe que o metal seja extraído apenas por empresas 100% nacionais. O projeto no entanto sofre com a morosidade da justiça brasileira e encontra-se há meses sem andamento. Para ver mais sobre o projeto de lei 4978/13 clique aqui. Abaixo, o deputado discorre sobre a matéria na câmara. Mas o descaso parece ser somente do governo brasileiro, os chineses, por exemplo, estão antenados no assunto. Prova disso é possível compra de uma extensa área florestal em Rondônia. O interesse levou até mesmo o embaixador chinês no Brasil, Qiuiu Xiaoqi, e sua esposa a visitarem a região. O motivo não foi explicitado por nenhuma das partes, mas o Nióbio é a principal, e provável, causa, já que reservas enormes estão no subsolo. Lembrando que a China não tem produção de Nióbio e importa 100% do que sua imensa indústria de aço consome. Apenas para complementar: o Japão e a União Europeia também importam 100% do que consomem do material e os Estados Unidos, 80%. Frente a este panorama, não é impossível que os chineses adquiram a área (que está disponível para a venda a qualquer um), explorem o recurso e levem o Nióbio brasileiro para fora. Lembremos que o mesmo ocorreu há cerca de 1 século, com o ciclo da borracha na Amazônia, no qual o Brasil detinha um elemento vital para a indústria da época, e, por não saber administrar, perdeu uma rara oportunidade de transformar a riqueza natural do país em desenvolvimento, educação, saúde, qualidade de vida, etc. Vale ressaltar que perto do local que foi sondado pelos chineses está a maior reserva de Nióbio do mundo (e pasme, os estudos ainda não estão concluídos, podendo, portanto, ser ainda maiores).
Setor de mineração espera expansão de 5% em 2017, apesar da crise
Setor de mineração espera expansão de 5% em 2017, apesar da crise
Queda no preço do minério de ferro no mercado internacional, retração no consumo brasileiro de bens minerais em geral, indústrias paralisadas e o maior acidente ambiental da história. Os últimos anos não foram fáceis para a mineração brasileira – setor do qual a economia de Minas Gerais depende e é referência – e, agora, a área é alvo de divergências entre governo e empresas quanto aos efeitos da crise. As mineradoras, representadas pelo Instituto Brasileiro de Mineração (Ibram), já trabalham com a perspectiva de encerrar 2016 no mesmo patamar que a atividade tinha em 2015, segundo o presidente da instituição, José Fernando Coura.
Se houver investimentos em infraestrutura, ele está convencido de que o setor voltará a crescer até 5% em 2017. Do ponto de vista do governo, a preocupação é com a redução sistemática de capital novo no setor, que garante bons resultados à balança comercial brasileira. O ministro de Minas e Energia, Fernando Coelho, disse nessa segunda-feira, em Belo Horizonte, que, por ano, o segmento vem colecionando quedas de mais de 15% em investimentos e que, dos quase 12 milhões de desempregados no país, grande parte reflete as dispensas na mineração.
No mesmo evento do qual participou o ministro, o presidente do Ibram, José Fernando Coura, informou que o setor não vive um mau momento e considerou a tragédia do rompimento da barragem de Fundão, da Samarco Mineração, em Mariana, na Região Central do estado, um acidente pontual. Ele afirmou que em 2017 o setor deverá crescer até 5%. Além disso, o esperado Marco Regulatório para a mineração, segundo ele, não é relevante no momento.
Os dois pontos de vista sobre um setor que representa 8% do Produto Interno Bruto (PIB, o conjunto da produção de bens e serviços no estado) ficaram evidentes durante o lançamento do estudo Panorama da mineração em Minas Gerais, com dados compilados pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV/IBRE).
Embora o levantamento mostre números significativos para o segmento, como os 60 mil empregos formais gerados pela mineração entre os anos de 2010 e 2013, os dados são referentes somente aos últimos três anos, excluindo aí o período do agravamento da crise econômica e a tragédia da barragem do Fundão, em Mariana, ambos em 2015. “O estudo se baseia em séries históricas do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O país é muito ruim em estatística e o que tinha de substancial era até 2013. Mas vamos fazer uma segunda fase dele”, comentou Fernando Coura.
Segundo o presidente do Ibram, todos os últimos entraves pelos quais a mineração vem passando não foram suficientes para prejudicá-la. “A participação de 8% no PIB continua”, garantiu, justificando que o preço do minério de ferro, carro-chefe da produção brasileira, é flutuante e que o país aumentou a sua produção.
Segundo Coura, a crise de 2008 teve mais impacto do que a de 2015 sobre a atividade e, atualmente, as empresas já ajustaram suas operações.“Dentro do setor industrial, foi o que menos sofreu. Além disso, houve a alta do dólar, o que ajudou o setor. E não houve uma avalanche no desemprego.” Sobre o ocorrido em Mariana – houve vazamento de 55 milhões de metros cúbicos de rejeitos da exploração de minério de ferro da mineradora Samarco, tirando a vida de 19 pessoas –, Coura analisou como um caso referente a uma determinada empresa. “É um avião da companhia que caiu”, disse.
Retração nos resultados
A tragédia, no entanto, além das vítimas, afetou o resultado da indústria em Minas.
Em junho, a Fundação João Pinheiro divulgou dados mostrando que o PIB de Minas Gerais caiu 5,6% no primeiro trimestre de 2016, frente ao mesmo período de 2015, sob pressão do mau resultado da indústria.
A retração do setor foi de 4,2% de janeiro a março, influenciada pela queda da indústria extrativa, com reflexo direto do rompimento da barragem de Fundão da Samarco , e a consequente suspensão das atividades da empresa, que é essencialmente exportadora de minério de ferro.
Ainda com visão otimista, Coura afirmou que, na pior das hipóteses, a mineração fechará 2016 com números parecidos aos de 2015. “Se houver uma retomada na infraestrutura, poderemos crescer até 5% em 2017”, apostou.
Porém, de acordo com o ministro Fernando Coelho, o setor precisa de investidores para se recuperar. “Estamos vendo países como a Argentina, Peru, Chile e Colômbia ganhando espaço e passando na nossa frente. É preciso voltar a atrair investimentos para o país”, afirmou.
Ele analisou que a crise econômica, em 2015, e “a brutal queda no preço do minério” contribuíram para a queda nos investimentos do setor. “O desaquecimento da economia em todos os setores impactou a mineração. Por ano, estamos tendo queda superior a 15% nos investimentos, que têm um saldo positivo na balança comercial”, disse.
O ministro ressaltou que a retomada da mineração vai depender da criação de ambiente atrativo para os investidores privados, o que vai ser definido depois do processo eleitoral. “Não temos o dado certo de quanto foram os demitidos na área, mas com esses 12 milhões de desempregados no país, um setor que emprega como a mineração certamente foi um dos mais afetados em Minas”, concluiu.
Governo quer acelerar regulação
Encaminhado ao Congresso em 2013, o projeto do novo Marco Regulatório da Mineração ainda está em discussão.
Encaminhado ao Congresso em 2013, o projeto do novo Marco Regulatório da Mineração ainda está em discussão.
O documento visa atualizar o marco vigente, que é de 1967, aumentar as receitas do governo federal e modernizar a relação entre as empresas e o setor público.
Para o ministro de Minas e Energia, Fernando Coelho, a definição das mudanças pode ser a salvação para o setor. O fato de o projeto estar há alguns anos no Congresso, de acordo com ele, vem causando insegurança jurídica em investidores. “Desde que o marco chegou à Câmara dos Deputados, o número de investimentos na mineração tem caído no país”, disse.
A intenção, de acordo com o ministro, é acelerar a tramitação do projeto, uma vez que “diversos estados brasileiros estão sendo prejudicados por falta de definição”. “Estamos ouvindo as grandes e pequenas empresas da mineração sobre o que pode ser feito do ponto de vista regulatório. Precisamos criar investimentos e atrair investidores para o país”, afirma.
José Fernando Coura, presidente do Ibram, ressaltou que mudanças são bem-vindas, mas que alguns eventos políticos precisam ocorrer, como as reformas tributária, previdenciária e trabalhista. “Tem tanta demanda que esse (o marco regulatório) é um tema importante, mas não relevante para a sociedade. Ele não é um impeditivo de crescimento da atividade, ele cria uma insegurança jurídica”, afirmou, enumerando as principais políticas públicas para o setor. “Respeito aos contratos; um marco com bastante atratividade, como informação geológica e geofísica, e, principalmente, garantia e respeito para que se tenham condições jurídicas nos investimentos”, destacou. (LE)
Fonte: EM
Gerdau tem queda de 30,6% no lucro do 2º trimestre
Gerdau tem queda de 30,6% no lucro do 2º trimestre
O grupo siderúrgico Gerdau teve lucro líquido de 184 milhões de reais no segundo trimestre, uma queda de 30,6 por cento sobre o resultado obtido um ano antes, mas forte avanço sobre o desempenho dos três primeiros meses de 2016. A companhia teve geração de caixa medida pelo lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) ajustado de 1,2 bilhão de reais, ligeiramente acima do registrado um ano antes.
Fonte: Reuters
Minério de ferro toca máxima de 2 anos na China com alta do aço
Minério de ferro toca máxima de 2 anos na China com alta do aço
Os contratos futuros de minério de ferro na China subiram para novas máximas de dois anos nesta terça-feira antes de reduzir ganhos, acompanhando um movimento similar nos preços do aço e em meio a uma firme demanda. Melhores margens entre os produtores de aço chineses têm impulsionado o apetite pelo minério de ferro, que é sua matéria-prima, elevando o preço à vista para acima dos 61 dólares por tonelada nesta terça-feira, pico desde maio.
O minério de ferro para entrega imediata no porto de Tianjin subiu 0,8 por cento, para 61,40 dólares a tonelada. Já o minério de ferro negociado na bolsa de na Dalian fechou com alta de 0,9 por cento, a 501,50 iuanes (75 dólares) a tonelada, após chegar a subir 2,8 por cento na sessão, para 511 iuanes, máxima desde agosto de 2014.
Na bolsa de Xangai, o vergalhão de aço terminou com alta de 0,7 por cento, a 2.589 iuanes a tonelada, após chegar a 2.628 iuanes na sessão, máxima desde 26 de abril. O aumento das compras de minério de ferro ressalta a força da produção de aço da China, conforme produtores respondem aos preços domésticos melhores e continuam a enviar volumes consideráveis ao exterior.
“A alta reflete amplamente uma demanda mais forte pelo minério de ferro conforme as margens das usinas de aço na China continuam robustas”, disse em nota o analista do Commonwealth Bank of Australia, Vivek Dhar.
Fonte: UOL
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