sábado, 13 de agosto de 2016

O futuro do minério de ferro segundo o homem que previu a escalada de 2016

O futuro do minério de ferro segundo o homem que previu a escalada de 2016

Embora a sequência possa ser irregular, esta matéria-prima será negociada em torno de 60 dólares por tonelada no actual semestre e no conjunto de 2016 atingirá uma média de 55 dólares, estimou Schenker, que é presidente da Prestige, empresa com sede em Austin, Texas, nos EUA. Estes valores contrastam com os 53 dólares de média registados desde o início do ano. Em entrevista telefónica à Bloomberg, Schenker espera novos ganhos, apontando para 62 dólares por tonelada em 2017 e 72 dólares em 2018.
O minério de ferro valorizou em 2016, quebrando três anos de descidas, porque os estímulos e um boom imobiliário impulsionado pelo crédito na China elevaram a procura. O aumento contrabalançou as expectativas de novos prejuízos com o aumento da oferta e levou bancos como o Goldman Sachs e o Morgan Stanley a elevarem as suas projecções. Em Outubro passado, quando o minério de ferro acumulava uma perda de dois dígitos, Schenker previa uma recuperação, dizendo que o governo da China fortaleceria a economia e que as exportações de aço do maior produtor mundial se manteriam.
‘Absolutamente crítico’
“Eu atribuo o meu sucesso ao trabalho com factores macro e ao historial macro, bem como ao facto de ter em conta que a China vinha a reportar uma recessão industrial há mais de um ano e meio”, disse Schenker, classificado pela Bloomberg como o melhor analista de metais de base do segundo trimestre e que divide o primeiro lugar para o ouro com o ABN Amro Bank. “O quadro macro é absolutamente crítico para as commodities”.
Este minério – com 62% de teor de ferro – entregue em Qingdao subiu 36% em 2016, para 59,36 dólares por tonelada na passada quinta-feira, segundo a Metal Bulletin. Os ganhos ocorrem numa altura em que a taxa diária de produção de aço na China atingiu um recorde, enquanto as exportações de produtos de aço ficaram próximas de uma subida histórica.
Juros mantidos
Nem tudo o que constava na recomendação de Outubro feita por Schenker se concretizou, incluindo a expectativa de novos cortes nos juros na China – numa altura em que o governo procurava reforçar a procura. Embora as autoridades em Pequim tenham ampliado os estímulos fiscais e permitido a desvalorização da moeda, a taxa base dos juros foi mantida.
Desta vez, o minério de ferro poderá beneficiar do facto de a China continuar a estabilizar, enquanto nos EUA a desaceleração da economia poderá levar a Reserva Federal a mudar de estratégia, implementando mais políticas acomodatícias, segundo Schenker. O dólar perderá força, o que deverá sustentar as matérias-primas, acrescenta.
“A política de estímulos adicionais da Fed deverá impulsionar os preços do minério de ferro porque fará duas coisas: não apenas estimulará a economia dos EUA, mas também provavelmente enfraquecerá o dólar”, estima o estratega. Na China, “é bastante possível que possam precisar de mais estímulos, especialmente se virmos a economia dos EUA começar a perder mais força”, conclui Schenker.
Fonte:Geologo.com

Rali do ouro só está começando, diz bilionário Paul Singer

Rali do ouro só está começando, diz bilionário Paul Singer

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Barras de ouro
Ouro: investidores internacionais, como Stan Druckenmiller, ponderam as consequências da flexibilização monetária sem precedentes sobre a inflação
Katia Porzecanski e Simone Foxman, da Bloomberg
bilionário gerente de hedge fund Paul Singer disse que o melhor trimestre para o ouro em 30 anos é provavelmente apenas o começo de sua recuperação.
Investidores internacionais, como Stan Druckenmiller, ponderam as consequências da flexibilização monetária sem precedentes sobre a inflação.
“A posse de ouro faz muito sentido. Outros investidores poderiam finalmente estar começando a concordar”, escreveu Singer em uma carta a clientes. “Cada vez mais, os investidores começaram a processar o fato de que os bancos centrais do mundo estão completamente concentrados em desvalorizar suas moedas”.
O ouro para entrega imediata subiu 16 por cento nos três primeiros meses do ano, o maior aumento trimestral desde 1986, em um momento em que o Federal Reserve se absteve do ajuste e bancos centrais da Europa e do Japão continuaram avançando com taxas de juros negativas. Druckenmiller, o investidor bilionário com um dos melhores históricos de longo prazo em gestão de recursos, disse na semana passada que o ouro é sua maior alocação monetária e que o bull market nas ações se esgotou.
‘Muito poderoso’
Se a confiança dos investidores no critério dos bancos centrais “continuar enfraquecendo, o efeito sobre o ouro poderia ser muito poderoso”, escreveu Singer na carta. “Achamos que o movimento dos preços no trimestre de março pode representar algo mais perto do começo do que do final de um movimento assim”.
A perspectiva de Singer contrasta com a visão do Goldman Sachs. Embora o banco com sede em Nova York tenha elevado suas previsões para o lingote em uma nota do dia 10 de Julho, sua equipe de commodities, inclusive Jeffrey Currie, continua projetando preços mais baixos para o ouro nos próximos 12 meses.
As novas previsões do Goldman colocam o lingote a US$ 1.200 por onça em três meses, US$ 1.180 em seis e US$ 1.150 em um ano, em comparação com US$ 1.100, US$ 1.050 e US$ 1.000, de acordo com o relatório. Há pouco espaço para avanços adicionais, porque o Fed provavelmente fará um ajuste em setembro e poderia agir em julho, disse o Goldman.
Perspectiva do BNP
Assim como Singer – que em 2013 previu que o metal poderia ser “redescoberto” por investidores que precisassem possuir algo “real” – outros defensores do ouro ressaltaram neste ano o temor de que as autoridades responsáveis pela política econômica estejam perdendo a credibilidade. O ouro poderia chegar a avançar para US$ 1.400 durante os próximos 12 meses, disse o BNP Paribas em abril, citando a maior preocupação dos investidores com a eficácia das políticas adotadas pelos bancos centrais para sustentar o crescimento.
Singer, cuja empresa Elliott Management administra cerca de US$ 28 bilhões, contou com uma justificativa para sua antiga posição quando o ouro se recuperou no trimestre passado em meio à especulação de que o Fed ajustará a política monetária com lentidão porque os riscos mundiais persistem e as taxas de juros na zona do euro e no Japão caíram para abaixo de zero.

Garimpeiros e empresa canadense disputam ouro de Belo Monte


Garimpeiros e empresa canadense disputam ouro de Belo Monte


/Getty Images
Belo Monte
Belo Monte: as ambições minerais viraram caso de polícia
André Borges, do Estadão Conteúdo

Brasília - A hidrelétrica de Belo Monte ganhou um forte aliado para alimentar as polêmicas que envolvem a exploração dos recursos naturais da Amazônia.
Desta vez, porém, o interesse não está nas águas do Xingu. Agora, o alvo é o ouro.
Nos pés da barragem de Belo Monte, a apenas 14 km do paredão erguido pela barragem da hidrelétrica, uma guerra foi deflagrada entre garimpeiros que vivem na região e a empresa canadense Belo Sun.
A companhia, que não tem nenhum vínculo com a usina, quer transformar o local no maior projeto de exploração de ouro do Brasil. Mas as ambições minerais viraram caso de polícia.
A Belo Sun denunciou os garimpeiros de terem mexido em terras da região sem a devida autorização ambiental, justamente na área onde a empresa pretende instalar sua planta industrial para extrair ouro nas margens do rio Xingu, no município de Senador José Porfírio (PA).
A Polícia Civil abriu inquérito e partiu para cima dos garimpeiros. Há três semanas, a Divisão Especializada em Meio Ambiente (Dema), vinculada à Polícia Civil, convocou 16 garimpeiros para prestarem esclarecimentos na delegacia.
Se condenados por crime ambiental, podem ser obrigados a prestar serviços sociais ou a pagar cestas básicas.
A população local ficou indignada. Os garimpeiros, que trabalham no local há mais de 60 anos, acusam a Belo Sun de querer expulsá-los sem direito a indenizações. Cerca de 2 mil pessoas da região vivem do garimpo.
"As pessoas só querem ter seus direitos reconhecidos. A empresa não ofereceu nada para o povo. Estamos falando de gente que nasceu e se criou no lugar, e que não sabe fazer outra coisa", disse Valdenir do Nascimento, presidente da Cooperativa dos Garimpeiros da região.
O ouro de Belo Monte está encravado no subsolo de uma região conhecida como Volta Grande do Xingu. A licença ambiental que os garimpeiros tinham para atuar na região venceu em dezembro do ano passado. Eles alegam que pediram renovação do documento para a Secretaria do Meio Ambiente do Pará, mas que esta deu uma autorização de lavra para uma área completamente fora do local onde eles atuavam, um pedaço de terra que não tem ouro.
"Quando reclamamos que a demarcação estava errada, disseram que a gente não queria autorização nenhuma e cancelaram a licença. Ficamos sem ter onde trabalhar", afirmou Nascimento.
O delegado Waldir Freire Cardoso, chefe de operação da Dema, disse que a polícia constatou a lavra de ouro sem autorização. "A denúncia envolvia pessoas e pequenas empresas que atuavam numa área que a Belo Sun diz que é dela. Para nós, não interessa se a denúncia vem da Belo Sun ou de quem quer que seja. A autuação foi motivada por conta de constatação do dano ambiental", disse.
Licenças
Há três anos a Belo Sun busca o licenciamento para o seu garimpo industrial, processo que é tocado pelo governo do Pará. A empresa já tem a licença prévia do projeto e se prepara para pedir a licença de instalação, documento que libera efetivamente a extração do ouro.
O Ministério Público Federal questionou o Ibama sobre a necessidade de o órgão federal assumir a responsabilidade pelo licenciamento, dada a sua proximidade com a hidrelétrica e a potencialização dos impactos socioambientais por conta da mineração, mas o tema não saiu dos escaninhos da secretaria estadual.
A Norte Energia, dona da hidrelétrica, evita falar publicamente sobre os planos da Belo Sun, mas sabe-se que sua diretoria torce o nariz sobre a possibilidade de ter bombas explodindo no subsolo do Xingu, bem ao lado de sua barragem.
A Belo Sun foi insistentemente procurada para comentar o assunto, mas não retornou ao pedido de entrevista. A empresa, que pertence ao grupo canadense Forbes & Manhattan, um banco de capital fechado que investe em projetos de mineração, tem planos de aplicar US$ 1,076 bilhão no projeto "Volta Grande", de onde sairiam 4,6 mil quilos de ouro por ano, durante duas décadas.
"A Belo Sun não tem mais direito de estar naquela área do que os garimpeiros artesanais, que estão ali há seis décadas. Apesar disso, a empresa age como se fosse proprietária da região, constrangendo os moradores do local e pressionando sua saída", disse Leonardo Amorim, advogado do Instituto Socioambiental (ISA).
"Trata-se de uma mineradora com um mero pedido de lavra e uma licença ambiental sub judice, numa terra pública." As informações são do jornal O Estado de S. Paulo

Exploração ilegal de lápis-lazúli financia insurreição afegã

Exploração ilegal de lápis-lazúli financia insurreição afegã

Mohammad Ismail / Reuters
Homem lava lápis-lazuli em sua loja em Cabul, no Afeganistão, dia 05/06/2016
Lápis-lazuli: "A exploração mineradora é a segunda fonte de renda mais importante para os talibãs"
Da AFP
Os insurgentes afegãos obtêm 20 milhões de dólares ao ano com a exploração ilegal de minas de lápis-lazúli no nordeste do país, adverte a ONG britânica Global Witness, que pede que esta pedra seja catalogada como "minério de conflitos".
A pedra semi-preciosa é encontrada em grande quantidade nas minas da remota província de Badakhshan.
Esta região, outrora estável, agora é palco de intensos combates entre "os talibãs, alguns deputados locais e caciques da região", que disputam o controle das minas e suas receitas, destaca o Global Witness em um relatório publicado na segunda-feira.
"As minas de lápis-lazúli da região de Badakhshan são um concentrado do problema que afeta todo o país. A exploração mineradora é a segunda fonte de renda mais importante para os talibãs", afirma a Global Witness.
No entanto, os talibãs não são os únicos. As minas também podem interessar ao grupo jihadista Estado Islâmico (EI), implantado no leste do Afeganistão.
Por isso, a ONG britânica pede que o lápis-lazúli afegão seja considerado "minério de conflitos", para que seu comércio em alguns países seja regulado.
O lápis-lazúli serve para decorar objetos de arte ou móveis, e sua exploração, se estivesse mais regulada, poderia financiar o sistema de saúde, as forças de segurança e o setor educacional no Afeganistão, afirmam os autores do documento.

Tais as pérolas, os diamantes também podem ser culltivados

Tais as pérolas, os diamantes também podem ser culltivados

Através de alguns artigos, iremos mostrar como os diamantes cultivados ou sintéticos podem ser criados, como diferencia-los dos naturais e não se deixar enganar comprando um sintético por um natural (ambos são verdadeiros, a diferença é a origem)

Produzidas em laboratório, as gemas sintéticas podem não ter a mística das pedras que enfeitam rainhas e atrizes de Hollywood. Um diamante verdadeiro passou bilhões de anos debaixo da terra até se formar. Mas as pedras sintéticas têm uma vantagem, fundamental para quem - como Holly Golightly - não tem cacife necessário para comprar um diamante de verdade: são mais baratas. Talvez seja melhor dizer que são "menos caras".
Já faz tempo que os cientistas tentam sintetizar pedras idênticas às naturais. Mas as imitações que existiam, feitas de zircônia cúbica e moissanita, eram facilmente identificáveis - entre outros motivos, porque tinham brilho diferente. Para uso industrial, em equipamentos de dentistas ou para perfuração de poços, as imitações eram aceitáveis. Mas as grandes joalherias nunca deram lugar às pedras feitas pelo homem: a qualidade e a beleza dos diamantes naturais sempre foram consideradas insuperáveis. Da década de 70 para cá, no entanto, as técnicas de fabricação em laboratório foram se apurando. Hoje, uma pedra sintética pode ser mais perfeita que a natural: ao contrário das gemas encontradas em minas, as artificiais não têm defeitos.
Atualmente, a líder na produção de gemas sintéticas é a empresa Gemesis, fundada em 1995 pelo americano Carter Clarke. Utilizando um equipamento russo que imita as condições naturais em que os diamantes se formam na natureza, Clarke passou oito anos aprimorando a fabricação em laboratório. Hoje, a Gemesis produz pedras coloridas idênticas às naturais. Os diamantes amarelos e alaranjados da marca são feitos um a um, a partir de um processo que consiste em colocar discos de diamante do tamanho de um botão de camisa em uma câmara que contém carbono, sob pressão e temperatura controladas. Os diamantes formam-se molécula por molécula, camada por camada, à semelhança do que acontece na natureza (leia o quadro abaixo). A diferença é que a gema sintética fica pronta em quatro dias, sem necessidade de escavação.
"É um diamante, em termos químicos, físicos e ópticos", disse a ÉPOCA Stephen Lux, presidente da Gemesis. "A única diferença é a origem." Ele chama suas pedras de diamantes cultivados. A qualidade é reconhecida pelo Instituto de Gemologia da América (GIA), que desde o início deste ano passou a classificar diamantes sintéticos de várias empresas, usando os mesmos critérios de avaliação das gemas naturais. Para aumentar a transparência sobre a origem das gemas, o GIA vai gravar nos diamantes sintéticos, em letras microscópicas, a classificação "laboratory grown" (produzido em laboratório).
Não se sabe ainda se essa diferenciação oficial vai afastar os compradores. A Tiffany já se pronunciou contrária às jóias sintéticas. Afirmou que sua clientela prefere pedras naturais. Diante disso, a Gemesis diz que seu objetivo não é substituir os diamantes que vêm da terra: a idéia é aumentar o tamanho do mercado, alcançando novos consumidores. "Não nos vemos como concorrentes, e sim como uma ampliação da indústria do diamante", diz Lux.
A diferença de preço é a grande arma dos produtores de gemas sintéticas. Segundo Lux, um diamante colorido natural de 1 quilate pode custar US$ 25 mil, enquanto uma jóia de mesmo tamanho e cor feita pela Gemesis sai por um terço desse valor. Outro chamariz é a variedade de formas e tamanhos. Enquanto a mineração depende da sorte para encontrar pedras de alto valor comercial, as gemas de laboratório chegam a ter 3 quilates quando brutas. Por outro lado, o volume de diamantes sintéticos produzidos para joalherias é insignificante em comparação ao encontrado nas minas - pelo menos por enquanto. E a indústria de pedras cultivadas ainda perde quando o assunto são diamantes brancos. "Diamantes incolores já foram sintetizados, mas não com o mesmo tamanho e qualidade dos naturais", diz Jim Shigley, diretor de pesquisa do GIA.
As fontes naturais de diamantes mais exploradas do mundo ficam no sul do continente africano. O centenário grupo De Beers, com sede em Londres, é dono de 20 minas naquela região - e tenta se proteger contra o avanço dos sintéticos. Será que o aval oficial do Instituto de Gemologia da América para os diamantes de laboratório vai ameaçar o poderio das mineradoras que trabalham com gemas naturais? Empresas como a De Beers apelam para o glamour e o dinheiro que cercam os diamantes saídos da natureza, numa tentativa de manter a dianteira num mercado que movimenta mais de US$ 100 bilhões por ano. Em entrevista ao The Wall Street Journal, Lynette Gould, porta-voz da De Beers, afirmou: "Os sintéticos não terão o apelo emocional nem o valor financeiro dos diamantes (naturais), pois esse valor é indissociável do modo como foram formados bilhões de anos atrás". Infelizmente para a De Beers, não cabe a ela definir a preferência do freguês. Quem vai decidir a disputa serão as Hollies Golightlies do século XXI.