segunda-feira, 15 de agosto de 2016

Piauí se destaca como a nova fronteira mineral do Brasil

Piauí se destaca como a nova fronteira mineral do Brasil O Piauí é hoje o 4º estado brasileiro em potencial de mineração. Diariamente dezenas de empresas nacionais, multinacionais e até mesmo pessoas físicas procuram o Departamento Nacional de Produção Mineral(DNPM) em Teresina para solicitar um requerimento de autorização para pesquisa mineral em território piauiense.

Esse documento é o primeiro passo para se montar uma mineradora e fazer a lavra do minério. Os pedidos são para os mais diferentes tipos de minérios, que vão deste o diamante, passando pelo níquel, ferro, manganês, até chegar em fertilizantes e ou simplesmente para a exploração de uma mina de brita e argila.

O DNPM deverá expedir durante todo o ano de 2014

cerca de 1.800 requerimentos para pesquisa mineral. Este número é mais de 10 vezes maior do que os pedidos registrados até 2004 daquele órgão do Ministério das Minas e Energia no Piauí, segundo Carlos Eugênio Leal Barbosa, diretor do distrito do órgão no Piauí. "Até 2004 nós registrávamos no máximo 100 destes pedidos por ano", conta ele.

Na semana passada Carlos Eugênio se surpreendeu com a chegada no seu gabinete de uma comitiva de empresários japoneses, que se mostraram interessados em explorar manganês no Piauí, em municípios da região Sul do Estado. Segundo ele, o Piauí hoje é o quarto estado brasileiro em número de requerimentos solicitados, ficando atrás apenas da Bahia, Minas Gerais e Goiás, nesta ordem.

"Fazendo uma comparação com o cerrado que foi descoberto por grandes produtores, principalmente de soja e algodão e ganhou o apelido de última fronteira agrícola, podemos dizer sem medo que também somos a nova fronteira mineral do Brasil", explica Carlos Eugênio.

Já é de conhecimento geral que empresas de grande porte exploram minérios no Estado, como o níquel em Capitão Gervásio, opala em Pedro II, vermiculita em Queimada Nova, brita em Teresina e granito em Fronteiras, onde também já existe fábrica e uma mina de cimento sendo explorada por um grupo muito grande. "Além destes casos há outros, como o petróleo, que apesar de não ser da competência do DNPM no Estado, já é sabido que o governador Wellington Dias espera anunciar, antes de findar o seu governo, que há petróleo em território piauiense e que será explorado em breve", afirma.

Mas nem tudo que reluz é ouro neste ramo da mineração. Há ainda muita exploração ilegal de minas e jazidas que o DNPM procura coibir com as fiscalizações rotineiras. Os técnicos andam em todo o Estado onde, além de verificarem a situação legal da lavra, ainda fiscalizam as condições de armazenamento dos explosivos usados para abrir buracos e encontrar mais minérios.

Garimpo de ouro ao lado de Belo Monte tem licença adiada

Garimpo de ouro ao lado de Belo Monte tem licença adiada

A liberação do garimpo estava marcada para o próximo dia 26, em evento que teria a presença de autoridades estaduais e federais

© Estadao Conteudo
ECONOMIA PARÁ
POR
Depois de marcar uma cerimônia para anunciar a instalação de um garimpo gigantesco bem ao lado da barragem da hidrelétrica de Belo Monte, a Secretaria de Meio Ambiente do Pará decidiu voltar atrás e adiar o anúncio.
O projeto polêmico da empresa canadense Belo Sun prevê a operação do "maior programa de exploração de ouro do Brasil" a apenas 14 quilômetros de distância da barragem da hidrelétrica, no Rio Xingu, em Altamira. Apesar de ficar próximo de terras indígenas, estar ao lado da maior usina hidrelétrica nacional e fazer uso de recursos de um rio federal, o projeto "Volta Grande" tem seu processo de licenciamento tocado por um órgão estadual, em vez de ser assumido pelo Ibama.
Há mais de quatro anos, o grupo canadense Forbes & Manhattan, um banco de capital fechado que investe em projetos de mineração, tenta liberar o projeto, que enfrenta forte resistência do Ministério Público Federal no Pará e organizações socioambientais.
A liberação do garimpo estava marcada para o Setembro, em evento que teria a presença dos secretários Adnan Demachki, de Desenvolvimento Econômico, Mineração e Energia, e Luiz Fernandes, de Meio Ambiente e Sustentabilidade do Pará. Adnan Demachki é pré-candidato ao governo do Pará pelo PSDB. Na ocasião, seria assinado um "protocolo de intenções" para implantar uma refinaria de ouro na região.
Questionada pela reportagem sobre a emissão da licença e a solenidade, a Secretaria de Meio Ambiente do Pará informou que decidiu adiar a autorização e também o evento. "A programação foi adiada, sem data definida para a entrega da licença", declarou, por meio de sua assessoria de comunicação.
Segundo a Sema, "a solicitação de licença de instalação está em análise" e "não há previsão" sobre a conclusão do pedido.
Questionada sobre a necessidade de ouvir comunidades indígenas que vivem na região, além da Fundação Nacional do Índio (Funai), a Sema argumentou que "o empreendimento está localizado a 13 km da área indígena mais próxima, não apresentando incidência, segundo a Portaria Interministerial 60/2015, onde está prevista a distância mínima de 10km".
A Belo Sun não foi encontrada para comentar o assunto. O plano da empresa, segundo informações de seu relatório ambiental e distribuídas a investidores, é injetar US$ 1,076 bilhão no projeto Volta Grande, de onde sairiam 4,6 mil quilos de ouro por ano, durante duas décadas ou seja 50/70 kilos dia,(mais do que a Serra Pelada no auge do garimpo anos 80.
O garimpo não seria uma operação inédita na região. Há mais de 60 anos, garimpeiros exploram o local com atividades de pequeno porte. No ano passado, a cooperativa de garimpeiros chegou a denunciar que a empresa queria expulsar cerca de 2 mil garimpeiros da região, sem direito a indenizações.
Dona da hidrelétrica de Belo Monte, a concessionária Norte Energia tem evitado falar publicamente sobre os planos da Belo Sun, mas sabe-se que sabe-se que a exploração do subsolo da região ao lado de sua barragem não agrada a diretoria da empresa. A controvérsia, inclusive, já chegou a ser tema de debates em audiências públicas realizadas na região.
A exploração de ouro na região envolveria a remoção de nada menos que 37,80 milhões de toneladas de minério tratado nos 11 primeiros anos de exploração da mina.
Em 2013, a Justiça Federal em Altamira (PA) chegou a determinar a paralisação do processo de licenciamento ambiental do projeto. Na decisão, a Justiça sustentava que a operação ficava a apenas 9,5 km da terra indígena Paquiçamba, portanto, dentro da área de influência direta do projeto. A Belo Sun conseguiu derrubar a decisão.

O negócio secreto das pedras preciosas coloridas

O Tapajós esta entrando no mundo das pedras preciosas coloridas, por enquanto com o topázio e a ametista. A cobertura florestal ainda é um impecilho para a descoberta de mais jazidas e mais tipos de pedras, mas é só questão de tempo.


Richard Hughes é o "Indiana Jones" moderno das pedras preciosas. Há décadas, esse americano percorre o planeta atrás das gemas mais valiosas, encarando pelo caminho aventuras dignas do cinema. Essa indústria, que movimenta US$ 10 bilhões por ano, é envolta não só em beleza, mas também em mistério.
Ao contrário do negócio mundial de diamantes, que é em grande parte controlado por empresas gigantes como a De Beers e minuciosamente monitorado por investidores e banqueiros de Wall Street, o mundo das pedras preciosas coloridas ainda é dominado por pequenos mineradores e aventureiros que vão a alguns dos lugares mais perigosos e subdesenvolvidos do mundo em busca de novos tesouros. As melhores pedras tendem a vir de países como Madagascar, Tajiquistão, Colômbia e Mianmar, onde o contrabando muitas vezes corre solto, a manutenção de registros é deficiente e os donos de minas com frequência impedem a presença de comerciantes de fora por medo de que façam seus próprios negócios com os moradores locais.
Em alguns casos, especialistas como Hughes compram pedras de garimpeiros ou intermediários e as revendem a clientes ricos. Há gemas que chegam ao público através de atacadistas que as compram em leilões ou mercados abertos na Tailândia, Índia e outros centros de processamento. Só num leilão em Mianmar, em 2011, as vendas chegaram a US$ 2,8 bilhões. De qualquer forma, os compradores de pedras preciosas raramente têm ideia de onde vieram as pedras e, mesmo se quisessem, provavelmente não teriam como descobrir sua origem. Quando se trata de rastrear os dados mais básicos sobre quais países produzem a maioria das pedras, a indústria é "muito vaga", diz Jean Claude Michelou, vice-presidente da Associação Internacional de Pedras Preciosas Coloridas, entidade que representa o setor.
Na verdade, é praticamente impossível encontrar um diretor-presidente ou grandes acionistas por trás das maiores minas de rubi ou safira do mundo. Em Mianmar, país há muito considerado a principal fonte mundial de rubis e jade, muitas minas são controladas pelos militares ou seus colaboradores mais próximos, incluindo alguns que são alvo de sanções dos Estados Unidos impostas anos atrás para punir o autoritário regime militar do país. (Embora muitas dessas sanções tenham sido relaxadas nos últimos dois anos, quando um novo governo reformista começou a reverter décadas de rígido controle militar, algumas restrições sobre as pedras preciosas de Mianmar foram mantidas.) Mas as pedras também podem vir de caçadores privados de fortunas cujas identidades são desconhecidas fora de seus países. Um dos magnatas que Hughes conheceu durante uma perigosa caçada a jade em minas da remota Hpakant, em Mianmar, era um ex-motorista de táxi que começou com uma pedra bruta que comprou por US$ 23 de um passageiro e a revendeu por US$ 5.000 para um comerciante de jade. (Quando Hughes o conheceu, em 1996, ele posou para uma fotografia sobre uma pilha de pedras de jade que ocupava uma sala inteira de sua casa.)
Ao mesmo tempo em que é difícil acompanhar o crescimento da indústria, os especialistas dizem que os preços vêm subindo significativamente nos últimos anos, em grande parte porque o fornecimento é inconstante. Robert Genis, um comerciante e caçador de pedras preciosas do Arizona que entrou para o negócio na década de 70, diz que os rubis de alta qualidade de Mianmar quadruplicaram de valor no varejo, para mais de US$ 40.000 o quilate, desde meados da década de 90, enquanto as esmeraldas colombianas praticamente dobraram de valor em relação ao início dos anos 2000. Hughes, que já viajou para mais de 30 países em busca de pedras e agora vive em Bangkok, diz que os preços do jade aumentaram em dez vezes nos últimos cinco anos, devido em grande parte ao aumento da demanda da China, embora recentemente os preços tenham caído ligeiramente.
Para quem estiver disposto a manter suas pedras por um longo período, o retorno pode ser enorme. Considere a safira de 62 quilates que John D. Rockefeller Jr. comprou de um marajá indiano em 1934 e a transformou em um broche para sua esposa. A família vendeu a pedra em 1971 a um negociante de joias por US$ 170.000. Nove anos depois, ela voltou ao mercado e foi vendida por US$ 1,5 milhão e, em 2001, foi revendida por mais de US$ 3 milhões. Outra safira famosa, comprada pelo empresário James J. Hill para sua esposa na década de 1880, por US$ 2.200, foi vendida por mais de US$ 3 milhões em um leilão em 2007. E há ainda o rubi de 8 quilates de Mianmar dado a Elizabeth Taylor pelo marido, o ator Richard Burton, em 1968, como presente de Natal. Em 2011, ele foi leiloado por US$ 4,2 milhões.
O diamante ainda continua a ser o melhor amigo de uma mulher, como disse uma vez a atriz americana Marilyn Monroe, mas as pedras coloridas continuam a ter um fascínio quase místico. Parte da atração está ligada à sua beleza luminosa e à sua raridade. Para muitas pessoas ricas, especialmente na Ásia, não há nada como ter uma coleção de pedras brilhantes que podem transportar ou esconder para vender em caso de emergência. Isso se tornou ainda mais comum com a crise financeira global.

Encontrar novas grandes pedras para saciar a demanda mundial, porém, não é tarefa fácil. É aí que os caçadores entram em ação. Genis, o negociante do Arizona, diz que entrou nesse negócio ainda na faculdade, quando estudou mapas para ver onde estavam os recursos naturais mais cobiçados do mundo, incluindo estanho, ouro e cobre. Foi o pequeno símbolo verde na Colômbia, representando depósitos de esmeralda, que mais o atraiu. Ele vendeu um aparelho de som e um carro velho, juntando US$ 1.000 para a viagem.
Após uma viagem de ônibus até a fronteira da Califórnia com o México, alguns trens e muitas caronas, Genis desembarcou no distrito de esmeraldas de Bogotá e usou o dinheiro que lhe restava para comprar pedras preciosas. Voltou aos EUA e duplicou o investimento vendendo as pedras. "De repente, tinha US$ 1.000 a mais e pensei: 'Isso é muito melhor do que ir para a faculdade'", lembra. Após várias visitas, ele estava ganhando o suficiente para ir de avião à Colômbia, com paradas para se divertir no Caribe.
Hoje, Genis contrata outras pessoas para buscar muitas das pedras que vende, incluindo um associado de Mianmar que conheceu durante uma conferência de pedras preciosas e tem conexões com os famosos depósitos de rubi de Mogok. Apesar de não serem tão selvagens como em Hpakant, as minas de Mogok também são estritamente vigiadas por militares — e reverenciadas em todo o mundo.
O apelo é evidente quando se considera o tipo de negócio que se consegue por lá. A última descoberta de Genis: uma safira de 39 quilates que agora está à espera de ser leiloada na Sotheby's. Genis diz que calcula que a pedra possa arrecadar até US$ 1 milhão na prestigiada casa de leilões. "Para muitos desses colecionadores, é quase como heroína: quando você começa, não consegue parar", diz.
À medida que a demanda por pedras preciosas coloridas continua crescendo, uma questão permanece no ar: será que essa indústria pode se autorregular? Parte da resposta pode estar a meio mundo de distância de Mianmar, em Londres, no nobre bairro de Mayfair. Lá, um grupo de veteranos da indústria de mineração está elaborando seu próprio plano para obter mais pedras coloridas.
A empresa do grupo, a Gemfields, está tentando se tornar uma potência da indústria, algo como a De Beers das pedras coloridas. Apoiada por um ex-diretor-presidente da mineradora anglo-australiana BHP Billiton, a maior mineradora do mundo, e com ações negociadas na Bolsa de Londres, a Gemfields afirma que tem a meta de assegurar os direitos sobre uma percentagem grande o suficiente da produção mundial de pedras preciosas para introduzir processos modernos de mineração e, assim, garantir um fornecimento mais previsível, ao mesmo tempo em que investe pesadamente em marketing para tornar as pedras mais conhecidas.
Ian Harebottle, o sul-africano que é diretor-presidente da empresa, diz que pedras coloridas costumavam ser tão populares quanto os diamantes até a década de 40, quando a De Beers começou a pôr em ação seu gigantesco orçamento de marketing, com slogans como "um diamante é para sempre". Hoje, as vendas de pedras coloridas são apenas uma fração dos US$ 70 bilhões do comércio internacional de diamantes, e os mineradores de pequeno porte que dominam o negócio não têm o dinheiro ou a escala necessários para fazer muita coisa, diz ele.
A Gemfields já produz 20% das esmeraldas do mundo, em uma grande mina da qual é sócia na Zâmbia. A empresa informa que é responsável por até 40% da oferta mundial de ametista e está começando a produzir rubis em um grande depósito em Moçambique. A Gemfields quer se expandir em outros lugares — inclusive Mianmar, se o governo do país mantiver o ritmo da reformas e a situação dos direitos humanos melhorar, diz Harebottle.
A Gemfields também comprou recentemente a Fabergé, famosa marca de joias que remonta à era dos czares russos. A ideia é usar a Fabergé, que tem lojas em todo o mundo, para comercializar algumas de suas pedras no segmento ultraluxo, à medida que cria uma das primeiras cadeias do mundo de fornecimento de gemas coloridas do tipo "da mina ao mercado".
As iniciativas da Gemfields ocorrem em meio a outras tentativas por parte de investidores para trazer práticas mais modernas para a indústria, incluindo disponibilizar mais amplamente as informações de preços e melhorar a classificação das pedras e o monitoramento de práticas, de modo que os consumidores possam ter um ideia melhor sobre quanto valem suas pedras e de onde elas vieram. Funcionários da Associação Internacional de Pedras Preciosas Coloridas, por exemplo, estão pressionando pela criação de um sistema para rastrear as origens das gemas coloridas. Michelou, da associação, diz que alguns países, incluindo Colômbia, Tanzânia e Sri Lanka, têm manifestado interesse.
Ao mesmo tempo, outras empresas estão criando cadeias de fornecimento "da mina ao mercado" e atualizando seus métodos de produção. Entre elas está a TanzaniteOne Mining e sua controladora, a britânica Richland Resources Ltd., que têm ajudado a transformar o mercado de tanzanita ao investir em minas que antes eram artesanais na região do Monte Kilimanjaro, onde estão os únicos depósitos da rara pedra azul conhecidos no mundo. E até mesmo as minas de Hpakant, em Mianmar, estão adotando mais mecanização nos últimos anos, com máquinas de terraplenagem substituindo muitos trabalhadores, embora o local, em geral, continue fora de controle. Tudo isso poderia um dia impulsionar o valor das pedras coloridas caso consiga tornar as fontes mais confiáveis e aumentar a demanda.
"A indústria de pedras coloridas provavelmente irá nessa direção, [de] mineração mais racional e mais formal", diz Russell Shor, analista do Instituto Gemológico dos EUA, uma das maiores autoridades do mundo em pedras preciosas. "Vai ser um processo lento, mas creio que seja esse o futuro."
No entanto, muitas pessoas, incluindo vários caçadores de pedras, permanecem céticos. Os principais depósitos de pedras do mundo, afirmam, são muitas vezes pequenos demais para justificar grandes investimentos e às vezes podem ser explorados de forma mais eficiente com ferramentas manuais primitivas. As minas estão tão espalhadas e em lugares tão irregulares que poderia ser muito complicado — sem falar no custo — trazê-las para a era moderna. "Quantos trilhões você tem?", pergunta Genis. "Com exceção dos diamantes, a maioria das fontes de pedras preciosas é antiga e as melhores pedras já se foram." Tentar integrar as minas, diz ele, "seria praticamente impossível".
Hughes, o caçador de pedras que vive em Bangkok, concorda. Segundo ele, as pessoas sempre se interessaram em trazer mais ordem para o comércio de joias. Mas a Mãe Natureza protege seus tesouros muito bem, escondendo-os em locais de acesso extremamente difícil, diz ele, e as pessoas que cuidam deles têm pouco incentivo para entregar o controle a Londres, Wall Street ou qualquer outro interessado.
"As pedras preciosas são diferentes de outros tipos de mineração", diz Hughes, porque há uma alta concentração de valor em áreas muito pequenas e relativamente poucas pedras. Além disso, apenas as pessoas, e não as máquinas, podem separar espécimes valiosas das que não valem nada — e isso inclui os garimpeiros artesanais que hoje controlam grande parte dessa atividade. Se as grandes empresas tentarem impor mais ordem, diz ele, "sempre haverá pessoas encontrando formas de contorná-la".

Estrelas que brilham como diamantes escondem um triste segredo

O fato de se encontrarem muito próximas pode estar esgotando as reservas de hidrogênio de um grupo de estrelas

© ESA
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A imagem que pode ver acima é uma das mais belas reveladas pelo telecópio Hubble, mostrando um grupo de estrelas localizadas a oito mil anos-luz que brilham como diamantes. Todavia, escreve o Gizmodo que esse brilho pode ser de pouca duração.
Acontece que o fato destas estrelas estarem tão próximas umas das outras pode resultar num tempo de vida mais curto do que seria esperado, uma vez que as reservas de hidrogênio que ‘alimentam’ estas estrelas também se esgotam mais rapidamente.
Com apenas 500 mil anos de existência, este grupo de estrelas poderá não durar muito mais tempo e dentro de mais alguns milhares de anos gerar um grande conjunto de supernovas.

Preços de pedras preciosas podem se recuperar em dois anos

Preços de pedras preciosas podem se recuperar em dois anos
Consultoria prevê diminuição da oferta e aumento da demanda por diamantes nos próximos anos
 
 
Com redução da oferta em função do fechamento das minas, há previsão de aumento de demanda em até 4%
 
 
A Bain & Company, uma consultoria de negócios, lançou a quinta edição do Relatório Anual da Indústria de Diamantes, que estima que a demanda por diamantes crescerá de 3% a 4% nos próximos 15 anos. A oferta, por sua vez, deve cair de 1% a 2% entre 2015 e 2030, em função da exaustão das minas existentes e do crescimento baixo das linhas de produção, fazendo com que o gap entre oferta e procura aumente a partir de 2019. China, Índia e Estados Unidos devem continuar sendo os principais consumidores de joias com diamantes.
 
No entanto, o mesmo estudo revelou uma queda de 25% nos preços a partir da segunda metade de 2014, consequência, principalmente, de uma desaceleração da economia chinesa.

Dentre os destaques do relatório, desenvolvido em parceria com o Centro Mundial de Diamantes da Antuérpia, há a possibilidade dos preços se recuperarem em um período de até dois anos. “Trata-se de um tempo de recuperação mais rápido do que o enfrentado pelas empresas em anos passados, entretanto não é um período breve a ponto de as empresas envolvidas não precisarem reviver seus modelos de negócios”, afirma Olya Linde, sócia da Bain e responsável pelo desenvolvimento do estudo.

“A queda na demanda chinesa por joias com diamantes em 2014 ocasionou a redução na compra de pedras brutas e polidas em 2015. Consequentemente, os varejistas do segmento reduziram seus pedidos, gerando aumento de estoque e a redução de 12% e 23% nos preços de diamantes polidos e brutos, respectivamente, desde maio de 2014, e de 8% e 15%, se considerados apenas os nove primeiros meses de 2015” ressalta Olya.

Entre 2001 e 2009, período que compreende a crise do subprime nos Estados Unidos, os preços dos diamantes levaram entre 18 a 24 meses para se recuperarem. Segundo os autores dos estudos, a situação atual, com fatores macroeconômicos positivos, é decididamente diferente. Os preços tendem a se recuperar mais rápido desta vez. “Prevemos uma recuperação rápida nos preços do segmento, entre um ou dois anos, contando que as empresas do segmento monitorem de perto seus estoques para não os deixar crescer demais”, comenta a especialista.

Os principais players do mercado de diamantes continuam sendo a China e a Índia, que juntos detêm cerca de 80% do mercado de corte e polimento de diamantes. Em contrapartida, o market share de players do continente africano, com Namíbia, África do Sul e Botsuana tem caído drasticamente, uma vez que esses países têm apresentado dificuldades para se tornarem competitivos dos pontos de vista de mão de obra e de tecnologia. Já Bélgica, Israel e os Estados Unidos, cujos mercados se caracterizam pelas pedras de alta qualidade, apresentaram declínio na receita obtida com a comercialização de diamantes polidos em decorrência da concorrência com as pedras indianas – atualmente, a Índia corta e pole mais de 40% dos diamantes com mais de um quilate, com padrão de qualidade similar ao dos mercados desenvolvidos.

Produção
No primeiro semestre de 2015, a produção global de diamantes cresceu 7% em relação ao mesmo período de 2014, em grande parte devido ao aumento da produção pela Alrosa e Rio Tinto. No entanto, os preços caíram significativamente no mesmo período, entre 20% e 27%.

O s cinco principais produtores foram responsáveis por mais de 70% da produção mundial, em volume – Desses, De Beers, Alrosa e Dominion foram responsáveis por cerca de 90% das vendas de US$ 1,2 bilhão de diamantes brutos em 2015.


A aliança da celebridade americana Kim Kardashian, com seu raro diamante, avaliada entre US$ 7 a 8 milhões