terça-feira, 16 de agosto de 2016

Pessoas que leem livros todos os dias vivem mais

Thinkstock
Mulher lendo livro em biblioteca
Leitura: ler livros tem impacto positivo maior do que ler jornais, devido ao engajamento cognitivo necessário






São Paulo – Uma sessão diária de leitura com duração de 30 minutos. De acordo com um estudo da Universidade de Yale, dos Estados Unidos, é disso que você precisa para viver 23 meses a mais do que quem não tem o hábito de ler livros.
Os pesquisadores da escola de saúde pública da universidade concluíram que quanto mais as pessoas leem, mais chances elas têm de ter a vida prolongada – mas três horas e meia por semana foi o período considerado o suficiente para a medida tenha o impacto positivo prometido.
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Os novos resultados corroboram com outros estudos que ligam a leitura de livros a ajudar a manter o cérebro ativo e saudável.
A leitura de romances "treina" as regiões de processamento de linguagem do cérebro, criando um efeito chamado "engajamento cognitivo". Pesquisas da Universidade de Harvard e da Universidade de Emory (Atlanta) suportam essa teoria. 
O estudo da Universidade de Yale envolveu 3.635 pessoas com idades de 50 anos ou mais. A expectativa de vida maior registra entre as pessoas que liam ou não foi avaliada com base na probabilidade de morte constatada por métodos que não foram publicamente detalhados. 
Pessoas que liam mais de três horas e meia por semana apresentaram 23% menos chances de morte, enquanto as que liam até três horas e meia por semana apresentaram 17% menos chances de falecer do que as pessoas que não praticavam a leitura com regularidade. 
Agora, os pesquisadores irão analisar os efeitos de livros de fição e não-fição, bem como dos livros digitais e dos audiolivros na saúde humana.

Bovespa recua após máxima em quase 2 anos, mas Vale e Petrobras limitam perda

Bovespa recua após máxima em quase 2 anos, mas Vale e Petrobras limitam perda


Por Paula Arend Laier
SÃO PAULO (Reuters) - A Bovespa fechou com o seu principal índice em queda nesta terça-feira, embora a alta de Vale e da Petrobras, na esteira de ganhos de commodities, tenha amortecido movimento de realização de lucros no pregão local.
O Ibovespa recuou 0,49 por cento, a 58.855 pontos. O volume financeiro somou 7 bilhões de reais.
Na segunda-feira, o Ibovespa encerrou no maior nível de fechamento desde 8 de setembro de 2014. O ganho acumulado no mês ainda soma 2,7 por cento e, no ano, alcança 35,8 por cento.
A queda nos pregões em Wall Street após máximas recordes na véspera corroborou com a fraqueza no pregão local, embora o avanço nos preços de commodities tenha dado suporte a ações com peso relevante no Ibovespa, limitando as perdas.
A segunda prévia da nova carteira teórica do Ibovespa que vai vigorar de setembro a dezembro deste ano, divulgada nesta sessão, manteve a saída da estatal paulista de energia Cesp já anunciada na primeira preliminar.
DESTAQUES
- VALE encerrou com as preferenciais valorizando-se em 1,13 por cento e as ordinárias subindo 2,98 por cento, na esteira da forte alta dos preços do minério de ferro à vista na China
PETROBRAS fechou com as preferenciais em alta de 1,46 por cento e as ordinárias com ganho de 0,96 por cento, revertendo a fraqueza da abertura conforme os preços do petróleo se firmaram no azul no exterior.
- BRADESCO caiu 1,52 por cento, pesando no Ibovespa dada a relevante fatia que detém na composição do índice, assim como o ITAÚ UNIBANCO, que perdeu 0,41 por cento.
- CSN perdeu 5,56 por cento, no pior desempenho do Ibovespa, em meio à repercussão do resultado do segundo trimestre, com agentes financeiros ainda preocupados com o nível de endividamento da siderúrgica e com a venda de ativos. Uma fonte com conhecimento do assunto afirmou à Reuters nesta terça-feira que a CSN anunciará a venda de uma unidade de produção de latas.
- BRASKEM recuou 3,11 por cento, também entre as maiores quedas do Ibovespa na sessão, após alta de mais de 8 por cento na véspera.
EDP ENERGIAS DO BRASIL subiu 4,32 por cento, melhor desempenho do índice, com relatório do Itaú BBA reiterando recomendação "outperform" para os papéis, citando preço, o nível confortável de seu balanço e potencial para forte aumento do lucro.
- GOL, que não está no Ibovespa, avançou 3,99 por cento, em meio a previsões da companhia sobre margem operacional, após a empresa aérea registrar o segundo trimestre consecutivo de resultado positivo

5 motivos para você se animar com as ações da Petrobras


Pedro Parente, presidente da Petrobras
Pedro Parente, presidente da Petrobras: banco aposta na valorização da estatal




São Paulo — Depois de um 2015 assombroso, os papéis da Petrobras estão retomando aos poucos a trajetória de valorização. Desde janeiro, as ações ordinárias da empresa registraram ganhos de mais de 60% na Bolsa. Neste período, a companhia ganhou quase 68 bilhões de reais em valor de mercado.
Para o Santander, os próximos meses devem ser ainda melhores para a petroquímica. Em relatório publicado ontem, a instituição elevou a recomendação para os papéis ordinários da estatal (PETR3) de manutenção para compra. O banco estima o preço-alvo da ação em 20 reais. Atualmente, o papel é cotado na casa dos 13 reais. 
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Veja abaixo alguns dos fatores que, segundo o Santander, justificam o otimismo com a companhia.
1 - Mais dinheiro no país
Para o banco, a Petrobras foi diretamente beneficiada pela melhora do ambiente macroeconômico e pela retomada dos investimentos. As entradas de fluxos, segundo a instituição, devem continuar a impulsionar as ações da petroquímica devido ao peso que elas têm no Ibovespa.
2 - Venda de ativos
No final do mês passado, a Petrobras vendeu um de seus campos do pré-sal. A operação, de acordo com o Santander, “foi uma mudança de paradgima” e sinalizou a preocupação da estatal com a redução de suas dívidas. “A lista de ativos que podem ser vendidos é longa e expressiva”, diz um trecho do relatório.
3 - Valorização do Real
Como mais de 80% da dívida bruta da Petrobras é em moeda estrangeira, a valorização da moeda brasileira deve impactar positivamente nos resultados da companhia, diz o banco. 
4- Apoio do governo interino
O banco espanhol espera um maior apoio do governo de Michel Temer à Petrobras. Para a instutição, o “novo governo” está “cada vez mais alinhado com o preço da gasolina e diesel” e deve promover mudanças regulatórias importantes, como as alterações nos leilões do pré-sal e na lei que obriga a presença de conteúdo local.
Em um dos trechos do relatório, o banco diz que “se o novo governo continuar a apoiar a empresa (como anunciou publicamente que irá fazer) e mantiver um ambiente racional de preços, cremos que isso será significativo para a Petrobras”. 
5 - Impacto limitado da volatilidade do petróleo
O banco acredita que, mesmo voláteis, os preços do petróleo devem ter um impacto limitado nos resultados operacionais da Petrobras. Uma das justificativas para isso é que 55% da receita da companhia vem da gasolina e do diesel, cujos preços não acompanham as flutuações do petróleo.

Bolsas dos EUA recuam após comentários de Fed sobre juros



Logo do Federal Reserve é visto em Washington, DC
Fed: os comentários das autoridades do Fed aumentaram a expectativa dos operadores por uma elevação dos juros nos EUA este ano
Da REUTERS

Os índices acionários dos Estados Unidos caíram após máximas recordes nesta terça-feira com comentários de autoridades do Federal Reserve alimentando a especulação sobre um aumento da taxa de juros este ano.
O presidente do Federal Reserve de New York, William Dudley, disse que um aumento de juros em setembro é possível, enquanto o presidente do Fed de Atlanta, Dennis Lockhart, disse que a economia norte-americana está forte o suficiente para suportar pelo menos um aumento antes do final de 2016, com a possibilidade de dois aumentos.
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Os comentários das autoridades do Fed aumentaram a expectativa dos operadores por uma elevação dos juros nos EUA este ano, de acordo com a ferramenta FedWatch, do CME Group.
A continuidade das expectativas de juros baixos ajudou as ações a atingirem máximas recordes, com o S&P 500 registrando 10 máximas históricas até o momento este ano.
O índice Dow Jones caiu 0,45 por cento, a 18.552 pontos, enquanto o S&P 500 perdeu 0,55 por cento, a 2.178 pontos. O índice de tecnologia Nasdaq recuou 0,66 por cento, a 5.227 pontos.

Startup que cria diamantes ganha investimento de DiCaprio



Diamantes cultivados pela startup Diamond Foundry
Diamantes da Diamond Foundry: pedras são "criadas" em reator de 8.000º C
São Paulo – Com um foco bastante ousado, uma empresa chamada Diamond Foundry conseguiu conquistar o apoio (e dinheiro) de dez bilionários, comLeonardo DiCaprio entre eles. A startup fica em Santa Barbara, nos Estados Unidos, e diz ser capaz de “cultivar” diamantes.
Após anos de desenvolvimento, a Diamond Foundry afirma ter chegado à fórmula final. Ao contrário de pedras completamente sintéticas, a nova técnica usa um pedacinho de um diamante natural. O resultado são centenas de diamantes de até nove quilates cultivados em apenas duas semanas em um laboratório.
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Com isso, a Diamond Foundry despertou interesse. Em três rodadas de investimentos, a empresa arrecadou dinheiro de bilionários de grande cacife.
Entre eles estão: Leonardo DiCaprio (ator), Evan Williams (fundador Twitter/Medium), Mark Pincus (fundador da Zynga), Andrew McCollum (cofundador do Facebook), entre outros. Mesmo com esses nomes envolvidos, a startup diz que levantou menos de 100 milhões de dólares até agora.

Negócios

O modelo no qual a Diamond Foundry está investindo é trabalhar com designers de joias. As pedras são vendidas a mais de 200 profissionais, que as usam em brincos, colares ou anéis. Essas vendas ainda são a única fonte de receita.
Para os designers, a vantagem de comprar com a startup é não ter negociadores intermediários nas transações. Empresas tradicionais de joias também trabalham com a venda de pedras para artesãos.
Apesar disso, as pedras são serão muito mais baratas. Diamantes sintéticos custam menos do que pedras verdadeiras. A Diamond Foundry, no entanto, já disse que suas pedras vão custar o mesmo, ou até mais, do que as gemas naturais disponíveis no mercado.

“Cozinhando” um diamante

Diamantes são pedras feitas de carbono. Geólogos acreditam que as pedras são resultado de milhares de anos de pressão e calor do magma presente no centro da Terra.
A Diamond Foundry está trabalhando em um método similar, usando uma fatia de um diamante natural como “semente”. A empresa não abre o método de forma completa. Eles afirmam que a técnica faz com que novas camadas de átomos se unam às existentes. Tudo isso é feito em reator que atinge 8.000 graus Celsius (na foto abaixo).
Com isso, as pedras produzidas são extremamente similares às naturais. Mesmo imperfeições que podem ser observadas nos diamantes minerados também estariam presentes naqueles produzidos pela Diamond Foundry.
Reprodução/Diamond Foundry
Reator da Diamond Foundry para criação de diamantes

“100% puro. 100% sustentável”

Em seu site, a empresa se coloca como uma alternativa ética para o mercado. “A indústria de diamantes infelizmente está manchada por abusos aos direitos humanos, trabalho infantil, destruição ecológica, práticas similares a carteis e proveniência desconhecia”, escreve a Diamond Foundry.
Leonardo DiCaprio (que protagonizou o filme Diamante de Sangue) tocou no assunto ao anunciar seu investimento. “Orgulhoso de investir na Diamond Foundry—que reduz o custo humano e ambiental cultivando diamantes sustentavelmente”, escreveu no Twitter.