quarta-feira, 17 de agosto de 2016

Banco espera queda de 72% das ações da CSN em um ano

Banco espera queda de 72% das ações da CSN em um ano

Em 12 meses, as ações da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) podem chegar a ser cotadas a três reais — 72% menos do que valem hoje. Essa é, pelo menos, a previsão do BTG Pactual que, por meio de relatório enviado aos clientes, manteve a recomendação de venda dos papéis.  No documento, o banco comenta os últimos resultados da CSN e diz que ainda há muito a ser feito para a companhia conseguir reequilibrar as finanças. O BTG também diz que a venda de ativos, que poderia ser um alívio nas contas da siderúrgica, está demorando para se materializar.
No segundo trimestre deste ano, a CSN teve prejuízo de 43 milhões de reais — um montante 93% menor que o prejuízo de 614,593 milhões registrado de abril a junho de 2015. No mesmo período, o Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações) foi de 576 milhões, 34% mais do que no segundo trimestre do ano passado. A receita líquida totalizou 4,349 bilhões de reais, quase 18% mais do que na mesma etapa de 2015.
No pregão desta terça-feira, as ações ordinárias da siderúrgica tiveram queda de 5,5%, o pior desempenho do Ibovespa no dia, e fecharam cotadas a 10,53 reais cada uma. No mês, as ações já sofreram perdas de quase 5%.
Venda
De acordo com uma fonte da Reuters, a CSN irá anunciar em breve a venda de uma unidade de produção de latas. A transação, segundo fontes da agência de notícias, poderá levantar cerca de 100 milhões de reais para a empresa. A compradora é uma empresa polonesa que não teve o nome divulgado.
Fonte: Exame

Minério de ferro sobe com alta do aço na China

Minério de ferro sobe com alta do aço na China

Os contratos futuros do minério de ferro subiram na China nesta terça-feira, apoiados por uma alta de mais de 5 por cento nos preços do aço, com uma demanda guiada pelo setor de infraestrutura ampliando os ganhos. A alta do aço também veio após o órgão de planejamento da China prometer acelerar a redução da capacidade de produção do país no setor, o que limitaria a oferta disponível.
O minério de ferro para entrega em janeiro do próximo ano na bolsa de Dalian saltou 3,9 por cento para fechar em 438 iuanes por tonelada, após uma máxima da sessão de 441,50 iuanes. Já o minério de ferro para entrega imediata no porto chinês de Tianjin subiu 3 por cento, para 61,80 dólares a tonelada.
Fonte: Reuters

Excesso e escassez levam metais à maior divergência em 2 anos

Excesso e escassez levam metais à maior divergência em 2 anos

Os mercados de metais ficaram famosos nos últimos anos por um aspecto: grandes prejuízos. Agora isso está começando a mudar. Após mover-se em sintonia com a demanda chinesa — subindo nos anos de boom e caindo quando o crescimento perdeu força –, os preços dos metais agora percorrem caminhos separados, tudo por uma questão de oferta. O zinco, o níquel e o estanho subiram devido à escassez e a oferta excedente limita o cobre, o chumbo e o alumínio.
Isso criou a maior divergência entre os preços dos metais desde 2014, segundo estudo de Xiao Fu, chefe de estratégia de commodities da BOCI Global Commodities (U.K.), que examinou as correlações entre diferentes metais. ”Não há visão uniforme dentro do espaço dos metais”, disse Robin Bhar, analista do Société Générale em Londres, por telefone. “Eu vejo alguns sinais encorajadores para a esfera das commodities, mas ainda é preciso ser cuidadoso”.
Em 2015, a desaceleração da economia da China foi o catalisador dos mercados de metais e a preocupação em relação ao enfraquecimento da demanda por commodities fez os preços entrarem em colapso. O movimento foi uniforme, em grande parte: quatro dos seis metais negociados em Londres caíram cerca de 20 por cento.
Agora, o crescimento lento da China foi em grande parte precificado, por isso as mudanças na oferta estão tendo um efeito maior e provocando movimentos diferentes entre os metais. Por exemplo, o zinco acumula alta de 40 % em 2016, o níquel, de 17%, e o cobre, de 1,8%.


Fonte: Bloomberg

Após maior prejuízo da história, BHP pode ter chegado ao fundo do poço

Após maior prejuízo da história, BHP pode ter chegado ao fundo do poço

A BHP Billiton Ltd., maior mineradora do mundo em valor de mercado, registrou o pior prejuízo anual de sua história, abatida pelos preços deprimidos das commodities e US$ 7,7 bilhões em baixas contábeis. A mineradora anglo-australiana divulgou um prejuízo líquido de US$ 6,39 bilhões no ano fiscal encerrado em junho, ante um lucro líquido de US$ 1,91 bilhão no ano anterior. O lucro subjacente, que exclui despesas não recorrentes, caiu 81%, para US$ 1,22 bilhão.
Em 2011, o lucro anual foi maior que US$ 20 bilhões. O prejuízo aprofunda o mau momento do setor global de mineração, que reagiu às incertezas da economia mundial e à queda generalizada nos preços das matérias-primas — desde o cobre até o minério de ferro — fechando minas, demitindo funcionários e cortando os dividendos dos investidores.
Os lucros da BHP também foram afetados por problemas não compartilhados pelas demais empresas do setor: o desastre fatal ocorrido no ano passado em Mariana, MG, com o rompimento de uma barragem de rejeitos da Samarco Mineração, uma joint venture da BHP com a brasileira Vale SA. O enorme total em baixas contábeis no resultado da BHP está quase todo ligado à Samarco (US$ 2,2 bilhões) e a ativos de petróleo na região continental dos Estados Unidos (US$ 4,9 bilhões). A divisão de petróleo da BHP, criada para ajudar a empresa a atravessar os tempos ruins do mercado de metais, registrou prejuízo de US$ 7,72 bilhões depois das baixas contábeis.
A perda anual foi a primeira registrada pelo grupo BHP Billiton todo desde que ele foi criado, em 2001, pela fusão da australiana BHP Ltd. e da britânica Billiton PLC. Antes disso, a BHP só havia registrado um prejuízo anual uma única vez, em 1999, quando os preços das commodities também estavam baixos. “Estamos claramente decepcionados com esse resultado. Entretanto, o desempenho subjacente de nosso negócio [...] permanece e está se fortalecendo”, disse o diretor-presidente, Andrew Mackenzie.
A empresa, que em fevereiro abandonou sua política de elevar ou manter os dividendos estáveis a cada semestre fiscal, reduziu os pagamentos finais em 77%. Ainda assim, a US$ 0,14 por ação, o dividendo ficou bem acima do mínimo de US$ 0,08 exigido pelas regras da BHP, o que ela afirma ser um reflexo da confiança na saúde das suas finanças.
Em vez de sinalizar que uma recuperação nos preços das commodities é iminente, a BHP afirmou que a oferta abundante de petróleo e de metais como o cobre deve persistir. Ela também acredita que a economia da China — o principal consumidor da maioria das commodities produzidas pela BHP, principalmente minério de ferro — vai apenas se estabilizar, em vez de se recuperar.
Em reação ao resultado, a BHP afirmou que mantém sua meta de aumentar a produtividade para gerar economias de US$ 2,2 bilhões no período de dois anos que termina em junho de 2017. Ao mesmo tempo, a empresa pretende avançar com cautela em novos projetos, como um campo petrolífero de águas profundas no Golfo do México, para aumentar a receita.
“Nós estamos começando a finalmente atingir uma margem descente e, portanto, uma forte capacidade de geração de caixa”, disse Mackenzie. A cotação das ações da BHP subiu 0,67% ontem, na bolsa de Londres, impulsionada por previsões de que a empresa poderia dobrar seu fluxo de caixa livre nos próximos 12 meses, se os preços das commodities permanecerem estáveis.
Em 2015, a BHP desmembrou algumas áreas, como manganês e alumina, em uma nova empresa chamada South32 Ltd., com ações negociadas na Austrália, Londres e África do Sul. Mackenzie justificou a reestruturação — uma das maiores tentativas feitas por uma mineradora global na crise atual — como uma forma de elevar o lucro da BHP priorizando apenas os maiores ativos da empresa.
A estratégia ainda não deu resultado. Embora as ações da South32 tenham subido 25% nos últimos 12 meses, as da BHP caíram 20%. Mackenzie insiste que a BHP estaria pior agora se não tivesse sido reestruturada, dizendo que o atual portfólio da empresa está “bem perto do que eu diria ser ideal para a BHP Billiton neste momento”.
O banco suíço Credit Suisse afirma que o ano financeiro de 2016 deve ser o fundo do poço no ciclo de resultados da BHP, apesar da incerteza global gerada por eventos como a desaceleração econômica da China e a decisão do Reino Unido de deixar a União Europeia. Outros analistas dizem que a BHP pode precisar reservar mais dinheiro para fazer frente aos custos do acidente de Mariana.
É verdade que a BHP não é a única que está sofrendo com os mercados de commodities. Em julho, a Anglo American PLC divulgou um prejuízo de US$ 813 milhões no primeiro semestre, provocado por baixas contábeis de US$ 1,2 bilhão em alguns ativos de carvão na Austrália.
A decisão da BHP, porém, de comprar ativos petrolíferos durante a alta dos preços de petróleo e gás está agora agravando os problemas na mineração. A empresa injetou quase US$ 20 bilhões na exploração de formações de xisto nos EUA em 2011, tornando-se um dos principais produtores de petróleo fora do grupo das grandes petrolíferas integradas, como a Exxon Mobil Corp.
A queda dos preços do petróleo tornou a unidade “uma criança problema”, afirmou o Credit Suisse numa nota de pesquisa divulgada em 9 de agosto.
Ainda assim, Mackenzie defendeu a unidade de petróleo pelo que ele chamou de efeito compensador da volatilidade no longo prazo. “Nosso negócio de petróleo é um negócio melhor por estar dentro de um negócio de mineração; nosso negócio de mineração é um negócio melhor por estar ao lado de nosso negócio de petróleo”, disse ele.
Fonte: WSJ

O ENIGMA DOS DIAMANTES DO TAPAJÓS

O ENIGMA DOS DIAMANTES DO TAPAJÓS

Os diamantes do Tapajós são quase 100% gemológicos e pequenos, ou seja, pelos conhecimentos dos geólogos da África do Sul, eles foram transportados por centenas de km, o transporte tendo destruídos os diamantes mais fracos, mas eles também não são rolados, mostrando todas as facetas e são até bi-piramidados, às vezes perfeitamente euédricos e por esta razão, eles não foram transportados;
Uma flagrante contradição sem contar outros problemas como a quase ausência dos guias tradicionais do diamante; Isto é só o início do ENIGMA

Ver tambem "o elevador dos diamantes

Tapajos Diamonds are almost 100% for gemology and small; by South African geologists knowledge, they were transported for hundreds of miles, transport having destroyed the weaker diamonds, but they are also not rolled, showing all facets and are to bi-pyramided, sometimes quite euhedral and for this reason they were not transported;
A contradiction not counting other problems like near absence of traditional guides diamond; This is only the beginning of puzzle

O geólogo José Inácio Stoll Nardi neste artigo joga a primeira pedra no caminho para entender esse enigmo; iremos aguardar as outras pedras com ansiedade.


Há várias décadas são conhecidas ocorrências aluvionares de Diamantes nos rios Cupari e Itapacurá, ambos afluentes da margem direita do rio Tapajós, o primeiro à jusante da cidade de Itaituba e o segundo, à montante da mesma. Garimpagem intermitente e rudimentar nestas áreas têm produzido algumas gemas de boa qualidade. Mais recentemente, novas descobertas são mencionadas em áreas de confluência dos rios Jamanxim e Tapajós, ao longo de tributários menores do baixo Jamanxim, em região ao norte de Novo Progresso, em drenagens menores ao longo da estrada Itaituba – Rurópólis e ao longo de alguns ramais rodoviários ao sul de Rurópolis. Com a migração da tecnologia garimpeira do ouro para o diamante, começam a pipocar informações de quase todo o Tapajós. Esta série de ocorrências diamantíferas sugere que a bacia do Tapajós pode abrigar depósitos importantes deste precioso mineral.
É importante tecermos algumas considerações sobre a gênese dos Diamantes em regiões como a do Tapajós, baseados nos conceitos dos estudiosos SHIREY & SHIGLEY (2013). Lembremos a regra de Clifford (1966), que enuncia – “kimberlitos diamantíferos se introduziram nas porções mais antigas dos crátons, enquanto kimberlitos estéreis se introduziram em rochas mais jovens”.  Esta relação é bem evidente no cráton Kaapvaal (África do Sul), onde os kimberlitos diamantíferos estão intrudidos no cráton e os estéreis, fora do cráton.
A erosão de antigos crátons tem produzido intemperismo nos kimberlitos aflorantes e a deposição dos Diamantes nos aluviões resultantes. Sem alçamento crustal (uplift), tais Diamantes permanecem depositados em bacias geológicas sedimentares, como no oeste da África, Zimbabwe e Brasil. Onde o cráton tem sido alçado, os Diamantes são liberados de suas rochas hospedeiras e transportados pelas drenagens junto com os sedimentos.
Ondas sísmicas evidenciam a presença de Mantle Keel (quilha mantélica), subjacente a muitas regiões continentais antigas (crátons) e aí se inclui o cráton Amazônico ou mais especificamente, a região drenada pelo alto Tapajós e tributários, foco desta análise.
Situado abaixo das crostas continental e oceânica, está o manto peridotítico rígido – este conjunto compreende a litosfera. Através dos crátons, o manto litosférico se estende de 40 Km até a profundidade de 250-300 Km. Sob os oceanos, esta camada se estende até a profundidade de 110 Km. Por causa desta forma protuberante mais espessa e sua associação antiga no tempo à crosta continental do cráton, esta parte do manto é chamada Mantle Keel.
O Mantle Keel é causador de algumas particularidades associadas aos continentes – estabilidade tectônica, elevação acima do piso oceânico e a ocorrência de Diamantes. Erupções kimberlíticas que transportaram Diamantes para a superfície, também carrearam amostras de rochas do manto litosférico – os xenólitos. E a partir destes, conseguimos conhecer melhor a natureza do Mantle Keel, sob os continentes, como por exemplo, que ele inclui 5% de Eclogitos. O Mantle Keel é a fonte de quase todos os Diamantes gema do mundo e daí, a importância que devemos dispensar ao mesmo.
Acredita-se que a crosta e o Mantle Keel subjacente ao continente, foram criados juntos em processo de consolidação crustal e estabilização cratônica. A duração deste processo é pouco conhecida; pode ter demandado muitas dezenas de milhões de anos, iniciando com a formação da crosta continental mais antiga (próximo de 4 bilhões de anos atrás). 
O significado disto, para a formação do Diamante, é que no fundo do Mantle Keel, sob cada região crustal continental antiga, há pressão alta suficiente e comparativamente baixa temperatura para permitir a cristalização de Diamantes, desde que receba fluídos saturados em Carbono, do manto convectivo sobrejacente.
Assim, o fundo do keel pode ser comparado a uma “caixa de gelo” (ice box), embora com muito mais elevadas temperaturas, capaz de armazenar Diamantes, durante bilhões de anos e mantê-los isolados da circulação convectiva do manto, muito embora, passíveis de serem carreados por um magma kimberlítico ascendente. Tanto Peridotitos, como Eclogitos contem Diamantes; mas Peridotitos que irromperam em superfície com Diamantes inclusos são raros, ao passo que Eclogitos com conteúdo diamantífero são comuns.
As atividades geológicas relacionadas às placas tectônicas, como vulcanismo, orogênese e magmatismo intrusivo próximo da superfície da crosta, geralmente podem destruir os diamantes, as que ocorrem em condições de P (pressão), T (temperatura) e oxidação, nas quais Diamantes não podem cristalizar ou permanecer estáveis.
No caso da região do Tapajós, houve o episódio intrusivo / vulcânico, predominantemente ácido e secundariamente, intermediário (riolíto- dacítico / granítico - granodiorítico), que se estendeu de 1,8 até 1,0 GA. Ainda que tal magmatismo / vulcanismo tenha sido causado dominantemente por refusão de rochas siálicas, não se tem ideia de quanto e como este fenômeno poderia ou não, ter atingido e influenciado os depósitos diamantíferos guardados nas profundezas do Mantle Keel subjacente.        
A realidade é que alguns garimpos daquela região têm produzido gemas de muito boa qualidade, o que sugere transporte longo, mas pudemos observar cristais de Diamante bi-piramidados, perfeitamente euédricos, o que sugere pequeno transporte a partir da área fonte. Também já foram verificadas na região, ocorrências de Diamantes associados a sedimentos pós-vulcânicos, ou seja não primários, fenômeno que poderia ter um papel na equação contraditória. Tais litologias sedimentares deverão ser brevemente melhor observadas, descritas e classificadas para que possamos situá-las do ponto de vista geocronológico.
Muitas pesquisas ainda deverão ser feitas para se determinar as prováveis fontes destas gemas preciosas na região do Tapajós e para explicar a contradição diamantes gemológicos/diamantes não rolados

Jornal do ouro