quarta-feira, 5 de outubro de 2016

Conheça RASSOR, o robô-minerador espacial simplesmente incansável

Conheça RASSOR, o robô-minerador espacial simplesmente incansável

Um dos maiores desafios atualmente enfrentados pela NASA em sua missão de exploração espacial é a tarefa de conseguir propelentes para viagens longas. Um projeto desenvolvido por ela, por sua vez, promete ajudar a resolver esse desafio de uma maneira bastante interessante, usando um robô especialista em mineração para coletar materiais importantes da superfície de um planeta remotamente.
Com o nome de RASSOR (sigla para “Regolith Advanced Surface Systems Operations Robot”), o robô tem um conceito bastante interessante, que consiste em um pequeno veículo com quatro “tambores”. Estes contam com pás giratórias que conseguem, ao mesmo tempo, escavar, coletar e armazenar materiais em seu interior, indo de água a oxigênio e até mesmo possíveis combustíveis de foguete.
O RASSOR, vale notar, já está sendo trabalhado há algum tempo pelo órgão norte-americano – de fato, chegamos a falar dele anos atrás em outras matérias –, mas de lá para cá, o robô ganhou uma aparência bem mais ameaçadora. Como você pode conferir no vídeo abaixo, o veículo mais lembra uma pequena máquina de matar, com tantas lâminas e “dentes”.
Outro ponto interessante a notar é que o RASSOR também foi feito para ser extremamente resistente; o que é uma diferença grande, em comparação aos veículos incrivelmente frágeis das sondas da NASA. Além de ser em torno de cinco vezes mais rápido do que a Curiosity, por exemplo, ele é capaz de trabalhar ininterruptamente por até 16 horas e carregar quase 20 quilos de material. Tudo isso e ainda consegue escalar, aguentar quedas e, é claro, escavar.
Infelizmente, a NASA ainda não tem uma previsão para quando o veículo vai entrar em operação. Mas, vendo o que ele já é capaz de fazer agora, não seria surpresa se ele estivesse pronto para ser colocado em órbita em um futuro não tão distante.
Fonte: Tecmundo

China Molybdenum Company conclui compra de ativos no Brasil

China Molybdenum Company conclui compra de ativos no Brasil

A CMOC International, subsidiária do grupo China Molybdenum Company Limited, concluiu a compra das operações e nióbio e de fosfatos do grupo Anglo American no Brasil, anunciou o responsável da empresa no país. O negócio de 1,7 mil milhões de dólares, anunciado no início do ano, incluiu as operações do grupo Anglo American em Catalão e em Ouvidor (estado de Goiás) e Cubatão (São Paulo).
O nióbio é um metal utilizado principalmente na produção de ligas de aço de alta resistência e os fosfatos são uma das principais matérias-primas para o fabrico de adubos. O responsável da empresa no Brasil, Marcos Stelzer, disse à agência financeira Reuters que a CMOC International pondera vir a efectuar novos investimentos no Brasil, “caso as oportunidades surjam”, devido à boa situação financeira do grupo chinês.
Os dois negócios comprados pela CMOC International geraram uma receita de 543 milhões de dólares e um lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (EBITDA) de 143 milhões de dólares em 2015.
Fonte: Macauhub

Em Angola, há uma estrada que “produz” diamantes


Em Angola, há uma estrada que “produz” diamantes

Nos aterros da Lunda Norte, nas estradas de acesso à mina do Lulo, há entulho e inerte que não é apenas isso. O que parecia serem simples depósitos de pedras enormes encerra, afinal, grandes tesouros. Muita dessa brita contém diamantes de qualidade excepcional e de tamanho especial.
Há uma estrada em Angola que está repleta de diamantes. Em Fevereiro deste ano, foi encontrado um diamante de 404 quilates (na foto) e há poucos dias mais um de 104 quilates. Estas pedras preciosas, se tiverem mais de 10,8 quilates, são conhecidas como diamantes especiais. Só em seis meses foram encontrados, nesta zona da Lunda Norte, mais de 100 especiais – o último dos quais há alguns dias, com 172 quilates.
Miles Kennedy, “chairman” da companhia Australiana Lucapa Diamond Company – que é sócia maioritária da mina do Lulo, na Lunda Norte, em parceria com as angolanas Endiama e Rosa & Pétalas – explicou recentemente ao The Australian que a dimensão, forma e rudeza das grandes gemas encontradas nos últimos meses na Lunda Norte sugerem que estes diamantes não estarão muito longe do seu filão de origem.
 ”Tudo aponta para que, em cada esquina que viremos, vamos conseguir grandes recuperações [das pedras preciosas]“, comentou Kennedy, citado pela ABC.
Mas vamos por partes. Nesta região de Angola, as estradas construídas em redor do projecto da mina do Lulo estão a revelar-se muito valiosas, devido à descoberta de “gemas monstras”. O diamante encontrado em Fevereiro tinha 404 quilates – o maior alguma vez prospeccionado em Angola – e a empresa suíça de joalharia de luxo De Grisogono, cujo capital é maioritariamente detido por Isabel dos Santos e o marido, Sindika Dokolo, vendeu-o por 20 milhões de dólares.
E foi por um feliz acaso que este diamante foi descoberto. É que a maquinaria que a Lucapa utiliza nas suas operações de prospecção mineira só detecta diamantes até uma dimensão máxima de 280 quilates. Mas acontece que o referido diamante tinha uma forma alongada (parecia um polegar gordinho) e estava na horizontal. Foi uma feliz casualidade. Bastaria estar na vertical e já não teria sido identificado no ecrã de triagem – o seu destino seria a ida directa para a pilha de inertes que são depois usados na construção de outras estradas.
Esta descoberta entusiasmou a empresa – e Kennedy, que é um apaixonado por diamantes, está sempre à espera do próximo grande achado. Desde que esta gema de 404 quilates foi descoberta, a Lucapa deixou de enviar inertes para novas estradas e tem estado a empilhar as gigantescas rochas enquanto se prepara para instalar [já no próximo mês] uma nova máquina de triagem capaz de detectar um diamante com um peso até 1.000 quilates, refere o The Australian.
Além do tamanho destas pedras preciosas, a sua qualidade é também considerada de excelência, pelo que o mercado internacional já paga por cada quilate saído desta mina 20 vezes mais do que a média mundial. A exploração, para as empresas envolvidas, está a ser extremamente rentável: “os nossos custos ascendem a 1,3 milhões de dólares por mês, mas estamos a gerar entre 5 e 12 milhões mensais, por isso é espectacular”, comentou Kennedy ao mesmo jornal.
Essa máquina irá escrutinar todos os inertes e entulho utilizados na construção das estradas de acesso à mina. A Lucapa está convicta de que “nos aterros e inertes usados para construir essas estradas de acesso estão alguns dos maiores diamantes do mundo”, sublinha, por seu lado, o Novo Jornal. Kennedy já tem um nome para elas. Com um sorriso, numa entrevista ao The Australian, chama-lhes “Diamond Highways” – as estradas dos diamantes.
Fonte: Jornal de Negócios

terça-feira, 4 de outubro de 2016

A exuberância do rubi – o rei das pedras preciosas

A exuberância do rubi – o rei das pedras preciosas


Uma das gemas mais valorizadas do mundo, o rubi possui coloração marcante. Pertencente à família do coríndon, a mesma da safira, é considerada símbolo do amor e da paixão. Seu nome em sânscrito significa “o rei das pedras preciosas”, que exalta a exuberância desta cobiçada pedra preciosa.
Do rosado ao púrpura, os rubis podem ser de qualquer tonalidade de vermelho, dependendo da quantidade de cromo e ferro em sua composição. Por esse motivo, o lapidário usa a profundidade, a luz, as facetas e os ângulos para aumentar a distribuição da cor durante a lapidação, de modo que a pedra inteira adquira uma linda coloração quando vista a olho nu.
Rubi em estado bruto
Os rubis também ficaram conhecidos na História por seu suposto poder de proteção. No tratado do séc. XIV, escrito por Jean de Mandeville, o dono de um rubi teria assegurado, entre outras coisas, que viveria em paz com todos os outros homens e ficaria protegido de todos os perigos. Todos esses benefícios eram ainda mais garantidos se o rubi – montado em um anel, bracelete ou broche – fosse usado do lado esquerdo.
Esta gema de cor marcante e apreciada no mundo todo pode ser vista no centro das joias Cazaquistão, da nova coleção As Viagens. Estas peças, repletas de detalhes minuciosos, são inspiradas na riqueza da arte encontrada no país.

Morganita

 Morganita


Apesar de sua tonalidade rosada única encantar os amantes da joalheria no mundo todo, a morganita ainda não é muito conhecida pelo público em geral. Outros membros de sua família, como a esmeralda e a água-marinha, que também pertencem ao grupo dos berilos, ganharam toda a fama, mas não conseguiram ofuscar totalmente o seu brilho.
Há algumas décadas, a morganita foi redescoberta, e muitas joalherias passaram a usá-la na composição de suas peças. Isso aconteceu porque apesar de essa gema ter surgido há milhares de anos, foi somente em 1911 que ela foi nomeada e reconhecida pelos gemólogos, que antes a tratavam apenas como uma simples variação do mineral berilo.
Legenda
Morganita lapidada. Foto: © Gemological Institute of America. Reprinted by permission.
Foi o famoso gemólogo G.F.Kunz que enxergou todo o seu potencial e sugeriu um novo nome, uma homenagem ao bancário e colecionador de minerais John Pierpont Morgan, que considerava essa pedra a sua favorita.
Os berilos são silicatos de alumínio e berílio, que em sua forma pura são incolores. A presença de outros elementos em sua estrutura faz com que ele adquira diferentes tonalidades, transformando-se em cobiçadas preciosidades.
Os que apresentam Cromo e Vanádio na composição possuem uma cor verde incomparável e são conhecidos como esmeraldas. Já os com Ferro são azuis e chamados de águas-marinhas.
Se o berilo possuir o elemento manganês em sua estrutura, será uma morganita, com tons que variam do rosa claro, passando pelo rosa alaranjado até o lilás. Para determinar a qualidade dessa gema, a cor é o principal fator levado em consideração, e quanto mais intensa, maior o seu valor.
Legenda
Morganita em sua forma bruta. Foto: © Gemological Institute of America. Reprinted by permission.
A morganita não é usada na joalheria em tamanhos pequenos, já que apenas a partir de uma determinada dimensão sua cor é totalmente revelada. Por isso a lapidação também é muito importante, pois somente cortes de altíssima qualidade feitos por especialistas poderão exibir toda a sua beleza.
Encontrada em jazidas no Brasil, Madagascar, Afeganistão e Estados Unidos, essa gema preciosa é a máxima expressão da feminilidade e delicadeza. E foi por essas características que ela foi escolhida para integrar dois modelos de brincos da linha Rock Spring, da nova coleção da H.Stern, a Rock Season:
Brincos Rock Spring de ouro rosé, diamantes cognac e morganita
Brincos Rock Spring de ouro rosé, diamantes cognac e morganita
Inspiradas na primavera, as joias dessa linha são representadas pela borboleta, feita de ouro rosé e adornada por diamantes cognac. Nestes pares de brincos particularmente, ela possui um acabamento escurecido, que contrasta com os tons mais suaves da morganita, do ouro e dos diamantes. Uma verdadeira obra de arte, não acham?