terça-feira, 24 de janeiro de 2017

Bons ventos na mineração: o minério de ferro explode em 2017

Bons ventos na mineração: o minério de ferro explode em 2017






Em apenas um ano os preços do minério de ferro 62% Fe subiram mais de 100%. Hoje a tonelada atingiu $83,65 no Porto de Qingdao na China.
Trata-se de uma notícia extraordinária, prevista por poucos “especialistas” da área, mas aqui no Portal do Geólogo, já havíamos identificado este trend ao longo de 2016.

Com as altas muitas minas começaram, na surdina, a se reinventar. Foi assim até com as minas da Cliffs nos Estados Unidos, onde os teores médios estão entre 15 e 25%.

Logo depois veio o efeito Trump e a promessa de investimentos maciços na infraestrutura americana.

Com a menor exposição dos Estados Unidos na Ásia, estratégia de Trump, os chineses irão simplesmente nadar de braçada, ocupando espaços antes controlados pelos americanos.

Não podia dar outra: os chineses estão investindo pesado no aço e aumentam, drasticamente, as importações do Brasil e da Austrália.

Tudo isso quando a Vale inicia a produção de um dos seus mais importantes projetos: o S11D.

Em suma: 2017 promete e promete muito! Acredite. 

Brasil: a volta dos investimentos

Brasil: a volta dos investimentos





Segundo um estudo feito pela PricewaterhouseCoopers (PwC) o Brasil começa a ser olhado, de novo, pelos principais executivos mundiais.

Segundo esta pesquisa, feita com 1.400 CEOs, 29% estão confiante em um crescimento global, apesar de todas as incertezas de um governo Trump.

Este número é 10% melhor do que 2016.

O Brasil está na sétima posição entre os países mais atrativos para novos investimentos, ficando atrás da Índia, Reino Unido, Japão, China, Alemanha e Estados Unidos.

Se o Governo fizer o dever de casa possivelmente teremos o retorno dos grandes investidores ainda em 2017. 

S11D, o sonho da Vale, entra em produção

S11D, o sonho da Vale, entra em produção





Com a produção do minério de ferro do S11D Eliezer Batista, a Vale atinge um novo patamar. A partir de agora, pelos próximos 50 anos, a mineradora brasileira será a maior produtora do mundo de minério de ferro de altíssima qualidade.

Os produtos da Vale já assustavam a concorrência mundial principalmente pela qualidade.

No entanto, com o S11D no mercado, simplesmente não existirão concorrentes.

As gigantes australianas BHP e Rio Tinto, que já claudicavam para colocar produtos competitivos na China, serão ultrapassadas sempre que a Vale quiser: o minério australiano é de mais baixo teor e requer processamento e blendagem. Ou, em outras palavras, mais investimentos e custos operacionais muito mais elevados que tornam esses minérios menos competitivos.

No decorrer dos próximos anos os produtos da Vale, em especial do S11D, receberão mais atenção e preços diferenciados.

Neste momento a primeira carga, com 26.500t, de minério de ferro do S11D já está embarcada.

Infelizmente o minério do S11D é, ainda, um produto bruto sem valor agregado, que repassa ao país importador todo o lucro da industrialização e da verticalização. Posteriormente, após a siderurgia e a industrialização, esta tonelada, que foi comprada, pelos chineses, por US$80, voltará ao Brasil na forma de veículos, eletrodomésticos etc... com preços de milhares de dólares.
Um fator multiplicador que só os chineses verão.

Trata-se de um processo cruel, alimentado pela política narcisista da Vale, que nos manterá, irreversivelmente no terceiro mundo como exportadores de commodities.

Até quando ? 

Exportações do setor de mineração cresceram 2,1% em 2016 e geraram receita de US$ 36,6 bi

Exportações do setor de mineração cresceram 2,1% em 2016 e geraram receita de US$ 36,6 bi

O setor de mineração brasileiro teve um superávit comercial de US$ 18,1 bilhões, resultado das exportações de US$ 36,6 bilhões e importações de US$ 18,5 bilhões em bens minerais em 2016. Os dados foram consolidados pela Secretaria de Geologia, Mineração e Transformação Mineral (SGM) do Ministério de Minas e Energia, e abrangem a mineração (indústria extrativa, sem petróleo e gás) e a indústria da transformação mineral (metálicos, não metálicos e compostos químicos).
As exportações do setor mineral participaram com cerca de 20% do  total das exportações da balança comercial brasileira em 2016, que apresentou superávit de US$ 47,7 bilhões com exportações de US$ 185,2 bilhões e importações de 137,5 bilhões.
Em 2016, as exportações da mineração (indústria extrativa, excluindo petróleo e gás) participaram com 9,4% do resultado total brasileiro. Os embarques de minério de ferro, principal item dessa pauta, aumentaram 2,1%, passando de 366,2 milhões de toneladas em 2015 para 374 milhões de toneladas em 2016. Entretanto, a receita gerada com essas vendas recuou 5,6%, atribuindo-se ao fraco desempenho das exportações de pelotas, que declinaram 42,5% e 53,7%, em volume e valor, respectivamente. As exportações de minério de ferro representaram 76% do total da mineração; 36 % do setor mineral e 7,2 % das exportações brasileiras, em 2016.
As importações da mineração totalizaram US$ 5,4 bilhões, apresentando queda de 21,7%, em relação a 2015. Além do declínio em volumes importados, com exceção do potássio, observou-se acentuados recuos dos preços das principais commodities dessa pauta que são Carvão Metalúrgico, Cobre (concentrado), Enxofre e Rocha fosfática.
No período, a arrecadação da Compensação Financeira pela Exploração Mineral (CFEM), os royalties da mineração, aumentou cerca de 18,3% em relação a 2015, passando de R$ R$ 1,519 bilhão em 2015 para 1,797 bilhão neste ano. No período de janeiro a novembro de 2016, foram expedidos 12.607 alvarás de pesquisa, outorgadas 452 concessões de lavra e aprovados 1.541 relatórios de pesquisa.
Fonte: Portal Brasil

Cade aprova operação entre Prumo e GranEnergia no Porto do Açu

Cade aprova operação entre Prumo e GranEnergia no Porto do Açu

O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) aprovou parceria formada pelo Porto do Açu, da Prumo Logística, e a GranEnergia, para a oferta de serviços e soluções integradas para a indústria de óleo e gás no terminal, que fica em São João da Barra (RJ). Com a operação, será formada uma nova empresa em que Porto do Açu e GranEnergia terão, cada, 50% do negócio. Serão oferecidos serviços como reparo e manutenção naval, construção, manutenção e montagem de equipamentos diversos, armazenagem, movimentação de cargas, logística de tripulação e recebimento e tratamento de água e resíduos.


Fonte: Exame