quarta-feira, 25 de janeiro de 2017

Planeta Terra

Planeta Terra

Planeta Terra 
Terra, único planeta que possui vida.
O Planeta Terra está situado na via Láctea e faz parte do sistema solar, de todos os planetas integrantes somente a Terra possui temperaturas favoráveis ao desenvolvimento e proliferação da vida, isso por que nosso planeta não é muito quente e nem muito frio. Em circunstâncias normais a temperatura média da Terra é de 15ºC.

A Terra realiza diversos movimentos, porém os principais são os de rotação e translação. O primeiro corresponde a um movimento que a Terra realiza em torno de si mesma e que requer vinte quatro horas para ser concretizado, esse é responsável pelo surgimento dos dias e das noites.

O segundo corresponde ao movimento que a Terra realiza em torno do sol e para completá-lo são necessários 365 dias e 6 horas e 366 dias nos anos bissextos, as seis horas são somadas ao longo de quatro anos, totalizando 24 horas ou um dia. O movimento de translação é responsável pelo surgimento das estações do ano, essa variação no clima corresponde às posições que a Terra se encontra em relação ao sol em determinados períodos do ano.

O Planeta Terra é composto por camadas que partem desde a superfície terrestre até o núcleo, desse modo são denominadas litosfera, crosta, manto, astenosfera, núcleo externo e núcleo interno. Todas essas camadas são formadas por diferentes tipos de minérios e gases, embora os principais sejam: ferro, oxigênio, silício, magnésio, níquel, enxofre e titânio.

A respeito da formação do Planeta Terra existem duas explicações: o evolucionismo e o criacionismo, o primeiro se baseia na teoria do Big Bang e o segundo acredita na criação divina, ou seja, criada por Deus.

Atualmente, a teoria mais aceita perante a classe científica é de que o planeta Terra teria sua formação a partir do agrupamento de poeira cósmica, logo depois houve um aquecimento promovido por grandes reações químicas, essa junção formou corpos maiores devido à gravidade. A gravidade existente atraiu alguns gases formando assim uma espécie de atmosfera primitiva.

Os elementos que favorecem a vida na Terra são chamados de Biosfera ou “esfera da vida”, essa é composta pela litosfera, atmosfera e hidrosfera formada há aproximadamente 3,5 bilhões de anos. Os elementos citados interagem entre si e com os seres vivos presentes no planeta Terra (animais, vegetais e o homem).

Características gerais do planeta Terra:

Diâmetro total do planeta: 510 milhões de quilômetros quadrados.

Distância em relação ao sol: aproximadamente 150 milhões de quilômetros.

Terras emersas: 149 milhões de quilômetros quadrados.

Área dos oceanos e mares: 360 milhões de quilômetros quadrados.

Profundidade média dos oceanos: 3.795 metros.

Velocidade média da órbita: 29,79 quilômetros por segundo.

Idade da Terra: cerca de 4,5 a 5,0 bilhões de anos.

Ponto mais alto da Terra: Everest, localizado no Nepal (China).

Estações do ano no hemisfério sul: Verão (21 de dezembro a 21 de março);
Outono (21 de março a 21 de junho);
Inverno (21 de junho a 23 de setembro);
Primavera (23 de setembro a 21 de dezembro).

Média de nascimentos no mundo:

Por segundo: 3 nascimentos.
Por minuto: 178 nascimentos.
Por hora: 10.665 nascimentos.
Por dia: 255.953 nascimentos.

Escala de tempo geológico

Escala de tempo geológico

O tempo geológico corresponde a uma escala cronológica que envolve os bilhões de anos do planeta Terra, desde sua origem aos dias atuais.


Escala de tempo geológico
O tempo geológico diz respeito às transformações da Terra desde a sua formação
O planeta Terra possui aproximadamente 4,6 bilhões de anos, o que pode ser considerado muito tempo, a depender do referencial. Para nós, seres humanos, esse tempo é quase que inimaginável, uma vez que nossa existência no mundo data de algumas centenas de milhares de anos. A invenção da escrita e a constituição das primeiras civilizações, por sua vez, são ainda mais recentes, iniciando-se há cerca de sete mil anos ou até menos.
Em razão dessa brutal diferença de tempo, torna-se importante estabelecer a distinção entre a escala de tempo geológico e a escala de tempo histórico. O tempo geológico refere-se ao processo de surgimento, formação e transformação do planeta Terra. O tempo histórico, por sua vez, faz referência ao surgimento das civilizações humanas e sua capacidade de comunicação escrita.
Para se ter uma noção aproximada do quanto a existência do ser humano é um mero episódio recente no tempo geológico da Terra, utilizamos algumas analogias. Por exemplo, se toda a história do planeta fosse resumida nas vinte e quatro horas de um dia, a existência da humanidade teria ocorrido nos últimos três segundos desse mesmo dia. Por isso, quando falamos em uma formação de relevo geologicamente antiga, estamos dizendo que ela se formou há alguns poucos milhares de anos, provavelmente em uma das últimas eras geológicas.
Por falar em eras geológicas, vamos compreender melhor essa forma de classificação e periodização da evolução da escala de tempo geológico. Confira a tabela a seguir:
Tabela simplificada das eras na escala de tempo geológica
Tabela simplificada das eras na escala de tempo geológica
Podemos notar que a periodização da Terra é dividida em Éons, estes agrupando as Eras, que agrupam os períodos, que se dividem em épocas. Se nos atentarmos à escala de tempo representada, é possível notar que o primeiro éon, o Arqueano, durou cerca de dois bilhões e cem milhões de anos, sendo a maior de todas as divisões temporais da Terra, pois foi o período de formação do planeta até o surgimento das primeiras formas de vida.
Já no éon seguinte, o Proterozoico, ocorreu o surgimento das primeiras formas de vida fotossintetizantes, além dos primeiros animais invertebrados, o que durou cerca de um bilhão e novecentos milhões de anos. Depois disso, todas as evoluções das formas de relevo e das formas de vida na Terra aconteceram nos quinhentos e setenta milhões de anos seguintes, durante oFanerozoico.
É provável que você já tenha observado algumas tabelas diferentes com classificações distintas sobre o tempo geológico. Isso ocorre porque há diferentes modelos de discussão e diferentes autores elaboraram formas distintas de organizar essa classificação, que pode mudar à medida que novas descobertas arqueológicas aconteçam.
Os continentes em suas formas atuais, com o fenômeno da Deriva Continental, por exemplo, originaram-se há cerca de vinte e três milhões de anos somente. O Pangeia, a massa única continental anteriormente existente, começou a dividir-se há mais ou menos quatrocentos milhões de anos.
Compreender a dimensão do tempo geológico e suas escalas de medida torna-se um exercício mental fascinante para melhor compreender a atuação do homem em relação a essa temporalidade e o seu papel de herdeiro de todas as transformações ocorridas no espaço terrestre ao longo das eras geológicas.

Eras geológicas

Eras geológicas

As eras geológicas subdividem-se em: Pré-cambriana, Paleozoica, Mesozoica e Cenozoica. Elas representam cada uma das grandes divisões do tempo geológico do planeta.


Eras geológicas 
As Eras Geológicas.
As Eras Geológicas representam cada uma das grandes divisões do tempo geológico do planeta.

Desde a origem da terra, idade estimada em cerca de 4,6 bilhões de anos, a mesma do sistema solar, calculada a partir do estudo de meteoritos, passaram-se quatro Eras. Da mais antiga a mais recente são: Pré-cambriana, Paleozóica, Mesozóica e a Cenozóica.


As eras, por sua vez, podem ser subdivididas em etapas menores denominadas períodos, e esses, em épocas.

Dessa forma, as Eras se subdividem em:

Pré-cambriana → com apenas um período: Pré-cambriano;
Paleozóica → com 6 períodos: Cambriano, Ordoviciano, Siluriano, Devoniano, Carbonífero e Permiano;
Mesozóica → com 3 períodos: Triássico, Jurássico e o Cretáceo;
Cenozóica → com 2 períodos: Terciário (épocas – Paleoceno, Eoceno, Oligoceno, Mioceno e Plioceno) e Quaternário (época – Pleistoceno e Recente);

Portanto, a história da Terra divide-se em várias etapas, que correspondem às principais fases de seu desenvolvimento. Na passagem da Era Pré-Cambriana para a Paleozóica ocorreu uma súbita expansão e diversificação dos animais.

O marco divisor entre a Paleozóica e a Mesozóica representa a extinção de muitos grupos de animais e vegetais, e a formação do supercontinente Pangéia. E a transição da Mesozóica para a Cenozóica caracteriza-se pelo desaparecimento de grandes répteis e de vários animais marinhos.

Darwinismo

Darwinismo


Darwinismo 
Seleção natural
Durante o século XIX, Charles Darwin pesquisou acerca da evolução da vida e da origem humana. Em 1831, quando viajou para diferentes regiões do mundo percebeu que na Argentina havia fósseis de espécies gigantes que eram semelhantes às espécies existentes naquele período e que também notava algumas diferenças destacadas de acordo com a região em que eram encontrados, originando a dúvida entre as semelhanças das espécies antigas fossilizadas e de espécies atuais.
No Equador, mais precisamente no arquipélago de Galápagos, havia inúmeras espécies de uma mesma ave localizadas em diferentes regiões, o que levou Darwin a pensar que tais diferenças partiram de um mesmo ancestral que após migrar para diferentes regiões com diferenciações climáticas e ecológicas precisou se adaptar a estas, originando novas espécies.
Seleção natural e artificial
Danwin começa a suspeitar a partir de descobrimentos acerca da idade da Terra e de suas transformações, que a evolução estava relacionada à seleção artificial que permitia selecionar a reprodução de espécies a partir de características julgadas desejáveis, o que permitiria inúmeras espécies a partir de uma mesma raça. Sua opinião a respeito da seleção artificial mudou quando conheceu as teorias de Thomas Malthus que afirmava que o crescimento populacional das espécies selecionaria os organismos com características mais fortes e vantajosas e que através destas conseguiriam sobreviver e deixar descendentes.
A partir deste pensamento, Darwin então percebeu que o meio ambiente era o responsável pela seleção dos organismos, marcando assim o processo de seleção natural que fazia com que as espécies se diversificassem e se adaptassem para sua sobrevivência.
Darwin não conseguiu explicar a origem e as transmissões das adaptações ocorridas em espécies, o que gerou muita crítica a seu estudo. Nos dias atuais sabemos que não somente pela seleção natural que as espécies se evoluem, mas também por mutações gênicas e cromossomiais, por variedade genética, seleções sexuais e outras.

Evolução humana

Evolução humana


Evolução humana 
O macaco é ancestral do homem?
Você concorda com esta imagem?

Ao contrário do que muitos dizem por aí, o homem não descendeu do macaco. Assim como todas as espécies se relacionam, em maior ou menor grau, homens e macacos possuem um ancestral mais recente em relação a um ancestral entre macaco e serpente, por exemplo.


Atualmente sabe-se que a espécie humana descende de uma família de primatas chamada Hominidae. Fósseis muito contribuem para documentar a história de um grupo e, com o auxílio destes, podemos confirmar que espécies deste grupo taxonômico habitaram várias regiões e épocas diferentes e que algumas espécies distintas da família coexistiram na mesma época.

Chipanzés são hoje os parentes mais próximos da espécie humana, que divergiram de um mesmo ancestral há mais ou menos 125.000 anos atrás.

Assim, fica clara uma diferença básica entre o pensamento de Lamarck e Darwin: Lamarck acreditava que a complexidade dos seres seguia uma lógica linear e progressiva: do ser menos ao mais evoluído - este, no caso, o ser humano. Para Darwin, todas as espécies atuais seriam as mais evoluídas de suas linhagens e, nesta linha, nenhuma espécie vivente no momento seria mais ou menos evoluída que outra.

Vale ressaltar que o emprego do “evoluir” nestes dois casos muda um pouco quanto à interpretação. “Evolução”, em uma visão Lamarckista, nos dá idéia de melhoramento, progresso, em um sentido linear, de espécies existentes na atualidade: do ser menos evoluído ao ser humano - o mais complexo, mais evoluído, o topo da evolução – pensamento que persiste até hoje, para algumas pessoas. Para Darwin, o termo consistia na variação de espécies ao longo do tempo, por meio da seleção natural. Vale ressaltar, ainda, que Darwin utilizou a palavra “transmutação” para se referir ao que consideramos hoje a evolução biológica.

Lamarck nos presenteou com uma grande contribuição ao postar que havia uma relação de surgimento de novas espécies a partir de espécies já existentes e influência do ambiente como responsável pelas variações. Além disso, existem casos registrados na ciência de evolução por meio de transmissão de caracteres adquiridos, mecanismo este bastante criticado – injustamente – por alguns que se consideram darwinistas. Foi ele, também, quem designou o termo “Biologia” para designar a ciência que estuda a vida e quem fundou os estudos de paleontologia dos invertebrados.