segunda-feira, 30 de janeiro de 2017

OGPar, OGX e MMX dizem que prisão de Eike não afeta negócios

OGPar, OGX e MMX dizem que prisão de Eike não afeta negócios

As petroleiras Óleo e Gás Participações (OGPar) e OGX e a mineradora MMX informaram em comunicados que seus negócios não são afetados pela prisão do empresário Eike Batista, que deve acontecer assim que ele chegar ao Rio de Janeiro nesta segunda-feira. Eike embarcou na noite de domingo em Nova York para o Brasil e chegará na manhã desta segunda-feira ao Rio de Janeiro, onde irá se apresentar à Polícia Federal, disse à Reuters o advogado do empresário, que é considerado foragido desde a semana passada.
A MMX disse que um novo bloqueio de bens de Eike, anunciado na última semana pela Justiça do Rio de Janeiro, “não está vinculado à companhia” e nem recai sobre os bens da empresa de qualquer maneira. A OGX ressaltou que Eike não possui mais ações de emissão da companhia e nem exerce nela qualquer função de diretoria ou no conselho de administração. “A ordem de prisão do Sr. Eike Fuhrken Batista noticiada pelos veículos de mídia não produz efeitos nos negócios da companhia, ou mesmo na continuidade do cumprimento dos compromissos assumidos junto a seus credores”, afirmou a OGX.
Já a OGPar também disse que Eike não possuía cargos de administração na empresa e ressaltou que existe um acordo que prevê transferência de participação relevante do empresário na companhia para a 9 West Finance “sob determinadas condições”, o que aponta para uma possível redução da fatia dele na empresa. “A ordem de prisão do Sr. Eike… não produz efeitos nos negócios da companhia, ou mesmo na continuidade do cumprimento de seu Plano de Recuperação Judicial”, concluiu a OGPar.
O empresário Eike Batista, que já foi um dos homens mais ricos do mundo, teve prisão decretado pela Justiça Federal e foi alvo de uma operação da Polícia Federal em sua casa na semana passada, mas não foi localizado por ter viajado dois dias antes para Nova York. Ele é acusado de ter pago propina de 16,5 milhões de dólares ao ex-governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, em troca de obter vantagens para seus investimentos no Estado durante os dois mandatos de Cabral, que já está preso. A OGPar é uma companhia sucessora da OGX, que era o braço de investimentos em petróleo do grupo EBX, de Eike. Já a MMX era a empresa de mineração da holding do empresário.
Fonte: Exame

Polêmica envolve exploração de ouro nas margens da usina de Belo Monte


Polêmica envolve exploração de ouro nas margens da usina de Belo Monte

O governo do Pará está prestes a autorizar o início da operação de um projeto bilionário para explorar ouro nas bordas da barragem da Hidrelétrica de Belo Monte, ignorando a conclusão de parecer técnico da Fundação Nacional do Índio (Funai), que não aprova o licenciamento da mineração por conta de falhas nos estudos de impacto às comunidades indígenas. Pessoas que acompanham o processo dizem que a autorização sairá nos próximos dias.
Para a Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semas) do Pará, órgão que é responsável pelo licenciamento do projeto, não há mais nada o que discutir sobre questões indígenas. A empresa canadense Belo Sun, dona do empreendimento batizado como Projeto Volta Grande, que pretende ser o “maior programa de exploração de ouro do Brasil”, já teria apresentado ao governador do Pará, Simão Jatene, todos os dados relacionados ao assunto e discutido seus efeitos sobre o meio ambiente e as comunidades locais.
Não é o que diz, porém, a Funai. Questionado pelo jornal O Estado de S. Paulo, o órgão federal reafirmou o posicionamento apontado por um relatório técnico que realizou no fim do ano passado, com base em informações apresentadas pela Belo Sun. A conclusão é que o estudo que trata do licenciamento ambiental “foi considerado inapto à apresentação para as comunidades indígenas”, por não atender a critérios básicos exigidos pela autarquia. A Funai afirma que não há nem sequer “dados primários” sobre as duas terras indígenas mais próximas ao local onde se pretende extrair ouro, no município de Senador José Porfírio, na orla do Rio Xingu.
A despeito dos riscos e de impactos ao meio ambiente ou aos índios, o governo paraense está de olho mesmo é nos números do projeto. A Belo Sun, controlada pelo grupo Forbes & Manhattan, um banco de capital privado que investe em projetos de mineração mundo afora, promete injetar R$ 1,2 bilhão na região. Com explosões de dinamites, tem planos de arrancar 4,6 mil quilos de ouro por ano do subsolo do Xingu.
E isso durante duas décadas, o que coloca seu projeto no nível das maiores explorações de ouro do País, como a da mina subterrânea de Crixás, em Goiás, com produção anual de 6 toneladas. Para se ter uma dimensão do projeto, dados oficias dão conta de que, nos anos 80, foram retiradas do maior garimpo a céu aberto do mundo, Serra Pelada, no Pará, 30 toneladas de ouro.
Contas
O governo do Pará fez suas contas. Seriam 2.600 empregos diretos e arrecadação de R$ 60 milhões por ano em royalties da mineração por 12 anos. Em impostos, os cálculos chegam a R$ 132 milhões durante a fase de implantação e mais R$ 55 milhões anuais quando a operação estiver a plena carga.
Os números não conseguem ofuscar, porém, a polêmica que gira em torno do projeto, que enfrenta resistências até da própria Norte Energia, concessionária que administra a Hidrelétrica de Belo Monte. Movimentos indígenas e ambientais, além de o Ministério Público Federal, criticam a proximidade da mineração, que prevê a remoção de nada menos que 37,80 milhões de toneladas de minério da área próxima à barragem de Belo Monte.
A mineração ocorreria abaixo do eixo da barragem, numa área conhecida como Volta Grande do Xingu. Por conta do acúmulo de água no reservatório da usina, esse trecho do rio, que tem aproximadamente 100 km de extensão, passou a ficar permanentemente com uma vazão mínima de água. É justamente nessa área que vivem diversas comunidades indígenas. A preocupação é de que a exploração mineral possa potenciar ainda mais os problemas que essa região já enfrenta.
Por meio de nota, o secretário adjunto de gestão e regularidade ambiental do Pará, Thales Belo, afirmou que todas as comunidades indígenas da região vivem acima do raio de 10 quilômetros do projeto, parâmetro legal usado para estabelecer quando um empreendimento tem “impacto direto” sobre as terras indígenas. De acordo com o governo do Pará, as comunidades indígenas estão a 12 e 16 quilômetros do local de atuação da empresa.
A Belo Sun não respondeu ao pedido de entrevista. Em sua página na internet, com conteúdo apenas em inglês, a empresa convida investidores para entrar em negócio com “tremendous” potencial no Brasil. Há cinco anos, os canadenses tentam liberar a exploração. O projeto já conseguiu obter sua licença prévia da Semas, documento que garante a viabilidade ambiental da exploração. Em abril do ano passado, o governo do Pará chegou a anunciar uma cerimônia na qual a licença seria emitida. Porém, o anúncio foi adiado após alguns dias. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.


Fonte: Boa Informação

domingo, 29 de janeiro de 2017

Turmalinas

Turmalinas

Turmalina
Exemplar de Turmalina Verde ( Rocha em seu estado Bruto) 

Os minerais do grupo da turmalina constituem um dos mais complexos grupos de silicato quanto à sua composição química, sendo todos eles ciclossilicatos. A composição química da turmalina é Na(Mg,Fe,Li,Mn,Al)3Al6(BO3)3Si6.O18(OH,F)4 .Trata-se de um grupo de silicatos de boro e alumínio, cuja composição é muito variável devido às substituições isomórficas (em solução sólida) que podem ocorrer na sua estrutura. Os elementos que mais comumente participam nestas substituições são o ferro, o magnésio, o sódio, o cálcio e o lítio existindo outros elementos que podem também ocorrer. A palavra turmalina é uma corruptela da palavra turamali do cingalês para pedra que atrai a cinza (uma referência às suas propriedades piroeléctricas).

Características da Turmalina

Exemplar de Turmalina Negra 

 Turmalina apresenta uma grande variedade de cores. Geralmente as ricas em ferro vão desde o preto ou preto-azulado ao castanho escuro; aquelas ricas em magnésio são castanhas a amarelas e as turmalinas ricas em lítio apresentam-se praticamente em todas as cores do arco-íris,azul, verde, vermelho, amarelo ou cor-de-rosa etc. Muito raramente são incolores. Os cristais bicoloridos e multicoloridos são relativamente comuns, refletindo variações da composição do fluido durante a cristalização. Os cristais podem ser verdes numa extremidade e cor-de-rosa na outra ou verdes no exterior com interior cor-de-rosa (este último tipo é por vezes chamado turmalina melancia).
Exemplar de Turmalina Melancia ( Rocha em seu estado Bruto)

A variedade mais comum de turmalina é a schorl ou schorlita, descrita pela primeira vez por Johannes Mathesius em 1524. Estima-se que possa corresponder a 95% ou mais de toda a turmalina existente na natureza. O significado da palavra schorl é um mistério tratando-se talvez de uma palavra de origem escandinava.
Gemas de turmalina vivamente coloridas, provenientes de Sri Lanka, foram trazidas para a Europa em grandes quantidades pela Companhia Holandesa das Índias Ocidentais, para satisfazer a sua procura como objeto de curiosidade e como gema. Nessa altura, não se sabia que schorlita e turmalina eram o mesmo mineral.
                                                                   
Pizoeletrectricidade

Turmalina Lapidada
Todos os cristais hemimórficos são piezoeléctricos e frequentemente também piroeléctricos. Quando aquecidos, os cristais da turmalina tornam-se carregados electricamente - positivamente numa extremidade e negativamente na outra, tal como uma bateria. Devido a este efeito os cristais de turmalina em colecções podem apresentar uma camada de pó pouco recomendável quando exibidos sob luzes que produzam muito calor. As propriedades eléctricas pouco comuns da turmalina tornaram-na famosa no século XVIII.

Ocorrências na Natureza

 A turmalina é encontrada em dois tipos principais de ambientes geológicos. Rochas ígneas, em particular o granito e pegmatitos graníticos e nas rochas metamórficas como o xisto e o mármore. A schorlita e as turmalinas ricas em lítio são geralmente encontradas em granitos e pegmatitos graníticos. As turmalinas ricas em magnésio (dravites), estão limitadas aos xistos e aos mármores. Além disso, a turmalina é um mineral resistente e pode ser encontrada em quantidades menores na forma de grãos em areiasarenitos e conglomerados.

Usos e Aplicações 
A turmalina é usada em joalharia, em manometros e alguns tipos de microfones. Nas jóias, a indicolita (azul) é das mais caras seguida pela verdelita (verde) e pela rubelita (cor-de-rosa ou vermelha). Ironicamente, a variedade mais rara, a acroíta (incolor), não é apreciada sendo a menos cara das turmalinas transparentes. Em 1989, foi descoberta em São José da Batalha, Paraiba (Brasil) a turmalina Paraíba, com uma cor verde ou verde-azulada bem diferente das conhecidas, e que é hoje a variedade mais cara de todas. Posteriormente, a turmalina Paraíba foi encontrada também no estado do Rio Grande do Norte e na África (Moçambique e Nigéria). Essas jazidas estão em vias de esgotamento.

Nomes dados á Turmalina ( Devido as suas cores)
Turmalina com Albita ( na ponta ) Acervo coleção pessoal 


Subgrupo da dravita:
Castanho - dravita (do distrito de Drave de Caríntia)
Subgrupo da schorl:
Preto - schorl
Subgrupo da elbaíta (em referência à ilha de ElbaItália)
Azul escuro - indicolita (de indigo)
Rosa ou de cor-de-rosa - rubelita (de rubi)
Azul da luz - safira brasileira
Verde - verdelite ou esmeralda brasileira
Incolor - acroíta (do grego para "incolor")

TURMALINA PARAÍBA, A GEMA MAIS CARA QUE O DIAMANTE

TURMALINA PARAÍBA, A GEMA MAIS CARA QUE O DIAMANTE

anel de turmalina Paraiba
A turmalina é uma gema que existe em tantas cores que pode representar o arco-iris, mas uma em especial merece destaque, é a TURMALINA PARAIBA, de um azul intenso e profundo é chamado de azul neon, é isto mesmo, neon, porque brilha no escuro… devido a forte presença de cobre em sua composição química.
turmalina paraiba brutaAlem do cobre, ela contem, ferro, manganes, cromo e vanadio.Foi descoberta em meados dos anos 80, pelo mineiro Heitor Barbosa, em Sao José da Batalha, estado da Paraiba, Brasil.

Quando foi encontrada, havia 300 anos que nao se encontrava uma nova gema, o que causou frisson entre as grandes joalherias do mundo. Foi batizada com o nome do estado produtor, a Paraíba no nordeste brasileiro.

turmalina paraiba bruta
turmalina paraiba bruta
Devido a beleza, a raridade e dificuldade de se extrair esta gema, ela esta entre as 10 mais caras do mundo, ultrapassando o preço do diamante, podendo chegar a USD $ 50 mil o kilate. Foi encontrado na Africa, incidencias de Turmalina Paraíba, mas a africana é semelhante, nao a mesma, possuindo menor valor comercial.
A turmalina Paraíba é muito cobiçada por joalherias como a Tiffany &CO., Chanel, Amsterdam Sauer e H.Stern.

sábado, 28 de janeiro de 2017

Menino encontra diamante em parque estadual dos EUA

Menino encontra diamante em parque estadual dos EUA

Michael Dettlaff disse que viu 'jujuba' no chão no parque do Arkansas.
Diamante tem 5,16 quilates e pode valer até US$ 15 mil.

Do G1
Diamente encotnrado tem 5,16 quilates (Foto: Divulgação/ Parque estadual do Arkansas)Diamente encontrado tem 5,16 quilates (Foto: Divulgação/ Parque estadual do Arkansas)
Um menino da Carolina do Norte, nos Estados Unidos, encontrou um diamante de mais de cinco quilates no parque estadual do Arkansas, após 10 minutos de estadia no local. "Nós estávamos provavelmente há cerca de 10 minutos e eu estava olhando ao redor no chão e o encontrei", disse Michael Dettlaff ao site "ABCNews.com".
A descoberta feita pelo menino de 12 anos ocorreu na Cratera de Diamantes do parque estadual - o único parque do mundo com uma mina de diamantes aberta ao público. Os visitantes podem ficar com as pedras que encontrem na área do parque, que tem mais de 150 mil metros quadrados. Mais de 75 mil diamantes já foram encontrados no local.
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Michael Dettlaff segura o diamante encontrado no parque (Foto: Divulgação/ Parque estadual do Arkansas)Michael Dettlaff segura o diamante encontrado no parque (Foto: Divulgação/ Parque estadual do Arkansas)
Michael relatou que encontrou uma pedra muito pequena e que a sua família nem sabia realmente o que era. "Quando eu trouxe esta pedra e mostrei, um dos funcionários que estava no local ficou com olhos esbugalhados e disse: 'Espere um segundo. Eu preciso levar isso para a sala de volta'", disse Michael à ABC. "Então as pessoas começam a chegar de todos os lugares e eles falavam 'Oh! É um grande diamante'", completou.
A "jujuba" de 5,16 quilates chamada de "Diamante da Glória de Deus" (nome dado pelo menino) pode valer até US$ 15 mil.
"Se ele pode ser cortado e é valioso, eu acho que provavelmente gostaria de cortá-lo e vendê-lo", disse Michael. "Se não for, bem, então é uma lembrança", finalizou.
Diamante pode valer até US$ 15 mil (Foto: Divulgação/ Parque estadual do Arkansas)Diamante pode valer até US$ 15 mil (Foto: Divulgação/ Parque estadual do Arkansas)