domingo, 5 de fevereiro de 2017

A EVIDÊNCIA DE VIDA MAIS ANTIGA DA TERRA ERAM ROCHAS

A EVIDÊNCIA DE VIDA MAIS ANTIGA DA TERRA ERAM ROCHAS

Análises foram feitas dos que eram os chamados ‘fósseis mais antigos do mundo’ - os microfósseis de 3,4 bilhões de anos de Apex chert -. Essas análises sugerem que eles, na verdade, não são fósseis. De acordo com os pesquisadores, são pilhas de minerais que apenas deram essa aparência dentro das rochas.
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Estes microfósseis são frequentemente rotulados como a mais antiga evidência de vida na Terra. Agora, os livros didáticos podem ser reescritos com base nestas novas reivindicações.
David Wacey, um curador na Universidade da Escola de Ciências da Terra de Bristol, trabalhou em colaboração com o falecido professor Brasier. Eles revelaram os novos dados, publicados na revista Proceedings, da Academia Nacional de Ciências dos EUA, que mostraram que os microfósseis de Apex chert compreendem pilhas de minerais de argila em forma de placa, dispostos em cadeias semelhantes a vermes ramificadas e cônicos. O carbono foi absorvido para as bordas destes minerais durante a circulação de fluidos, dando uma falsa impressão de vida fossilizada.
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Wacey e sua equipe examinaram fatias ultrafinas de candidatos a ‘microfósseis’, para construir mapas em nanoescala de seu tamanho, forma, química e distribuição de carbono mineral. “Logo ficou claro que a distribuição de carbono era diferente de todas as outras observadas em microfósseis autênticos”, disse ele. “A falsa aparência de compartimentos celulares é dada por vários pratos de minerais de argila que têm uma química inteiramente compatível com um ambiente hidrotermal de alta temperatura”.
Ele disse que, em alta resolução, ficou claro que os “microfósseis” ‘pareciam ter uma morfologia espetada’, que era devido aos cristais de argila revestidos de ferro e carbono.
Antes de sua morte, o professor Brasier comentou: “Esta investigação deve, finalmente, proporcionar um capítulo final para o debate do microfóssil de Apex. Essas discussões têm nos encorajado a refinar tanto as perguntas e as técnicas necessárias para procurar vida remota no tempo e no espaço, incluindo os sinais de Marte ou além. Espera-se que os livros didáticos e sites agora se concentrem nas descobertas recentes e mais robustas de microfósseis de idade semelhante aos de ‘Western Austrália’, também por nós examinados no mesmo artigo.” 
Fonte: JornalCiência

A maquina Sortex para separar os diamantes

A maquina Sortex para separar os diamantes


Criada para separar arroz, o Sortex encontrou uma utilidade muito mais sofisticada: separar diamantes

Nesta fase são mais uma vez aproveitadas as propriedades físicas do diamante para o separar de outros minerais satélites. Aqui joga o fator importantíssimo o aproveitamento da fluorescência dos diamantes sobre Raios X e a sua propriedade de não molhabilidade quando em contato com a água.

Assim o diamante é detectado na maquina electrónica “sortex” que ao passar por uma fonte de Raio X que emite um comprimento de onda disparando o sistema de jato de ar comprimido separa o diamante dos outros minerais satélites. 
O concentrado aproveitado nesta fase é então picado manualmente (os diamantes originalmente contidos em 1.000mde minério estão agora contidos +/- 2 a 3 litros de concentrado). 

A picagem manual consiste na seleção do diamante aproveitado uma das suas propriedades mais conhecidas – o brilho. 
 
Dos 1000 m3 de minério originais são recuperados menos de 50 gramas de diamantes.


Não se deixa enganar ao comprar um diamante lapidado

Não se deixa enganar ao comprar um diamante lapidado


Geologo.com

O diamante é a mais importante pedra preciosa conhecida. Sua excepcional dureza (10 na escala de mohs) e brilho o tornam inconfundível. Por causa desta pedra o mundo viu guerras e revoluções.
A De Beers, a maior produtora de diamantes do planeta, de uma forma muito didática, vem ensinando à todos onde e como comprar as pedras que ela produz e comercializa.
A empresa controla totalmente o ciclo do diamante. Ela prospecta, descobre, lavra, corta e comercializa os seus diamantes. Mais ainda, ela compra praticamente todos os diamantes do mundo por intermédio da CSO. A CSO (Central Selling Organization) é a misteriosa organização  criada em 1930 pela De Beers para regular e controlar o mercado de diamantes do mundo.
A CSO é quem regula os preços  e as quantidades de diamantes no mercado.
O diamante
Qualquer "entendido" irá lhe dizer que avaliar um diamante lapidado é trabalho para um gemólogo experiente. Isso está correto, mas nem sempre se tem o tempo e o dinheiro para contratar um gemólogo não é? Portanto as dicas abaixo irão simplificar o trabalho permitindo que você possa ter uma boa ideia das qualidades e defeitos de uma pedra o que lhe auxiliará na compra.
É bom frisar que se a compra é de um diamante caro a assessoria de um especialista poderá ser imprescindível.
Para você ter uma ideia de como avaliar um diamante lapidado é necessário prestar atenção nos pontos abaixo. Este conjunto de informações irá compor uma visão mais completa da pedra em questão.
Peso (quilates):
Quanto maior o diamante mais raro ele é e, consequentemente mais valioso. Um quilate é uma medida de peso que corresponde a 0,2g em outras palavras 1 grama tem 5 quilates (abreviado ct em inglês) . O quilate por sua vez é dividido em 100 pontos. Ou seja, cada ponto corresponde a 0,002 grama. O uso de pontos pode levá-lo a super-estimar uma pedra. Por exemplo: ao lhe oferecer uma joia que tem 0,35 pontos na realidade você estará recebendo um "cheiro de diamante"...e por isso o preço está tão baixo.
Esta é a primeira característica da pedra que será falada pela noiva..., amigos e pelo investidor. No entanto existem outros pontos que irão ter uma influência maior no preço final da pedra. Portanto veja o peso com reservas. Um diamante não é só o seu peso. Mas é sempre interessante comprar um diamante que seja compatível em tamanho e qualidade com aqueles do círculo social da pessoa que vai usá-lo.
Cor:
As cores dos diamantes variam muito. Um diamante incolor por definição não deve ter nenhuma cor. Parece fácil, mas quando você coloca um incolor de verdade perto de uma pedra quase incolor você vai notar a diferença. Esta comparação, lado a lado, se possível, é a melhor forma de você analisar se o diamante em questão tem ou não alguma cor. Outro fator importante é a influência da luz sobre a cor. Algumas luzes artificiais fazem o diamante parecer mais azul e isso pode ser utilizado por vendedores para lhe "empurrar" um blue-white. Cuidado! Observe o diamante em mais de um tipo de iluminação e peça para comparar com pedras certificadas. Use uma lupa ou microscópio se possível, no caso de pedras pequenas.
Claridade-brilho:
O brilho de um diamante é um dos seus mais importantes atributos. Toda a beleza da pedra passa pelo seu brilho. Não se preocupe tanto com as pequenas inclusões. A grande maioria das pedras do mundo tem inclusões. São muito raras as pedras totalmente limpas. O importante é que a inclusão não seja demasiadamente grande a ponto de interferir na beleza da pedra durante a inspeção ao olho nu. As diferenças entre as classificações como VVS, VS e SI são muito sutis e só lhe devem preocupar se o diamante que você está comprando é um investimento e, então,  estas classificações passam a ser importantes para balizar o investimento. Neste caso não compre sem estar assessorado por especialista de confiança.
Corte:
O corte de um diamante pode valorizá-lo ou depreciá-lo. É aconselhável que o corte seja feito por um lapidário experiente. De uma forma geral as pedras pequenas e de mais baixo valor estão sendo cortadas na Índia enquanto que as maiores e mais  valiosas vão para Israel, Amsterdã e Antuérpia. Se a pedra que você está comprando é muito valiosa poderá ser importante fazer uma avaliação do seu corte. Existem equipamentos que mapeiam o corte permitindo um relatório preciso. Alguns joalheiros usam o corte para adicionar valor à pedra. O importante, se você não é um expert, é perceber a beleza da pedra. Afinal essa deve ser a primeira característica do diamante: a sua beleza.
O corte serve para valorizar o brilho do diamante. No entanto a joalheria moderna está criando inúmeras joias com o diamante bruto sem lapidação. Frequentemente são encontradas joias de alta qualidade com diamantes brutos coloridos. Estes diamantes são, em sua maioria pedras bem terminadas, mas de qualidade baixa e, portanto, não são aproveitados pelas lapidadoras. Neste caso, você estará comprando uma joia com diamantes onde o design geralmente é o ponto mais alto.
Esses 4 critérios acima representam os famosos 4 C´s (carat, colour, clarity, cut) em inglês
Dicas importantes na hora da compra
  • Não compre o diamante "barbada". Se o preço está muito abaixo do mercado cuidado! Deve haver um bom motivo para isso e ele pode não ser agradável.
  • Compre diamantes, de preferência, certificados e garantidos por uma joalheria de renome.
  • Cuidado com certificados complexos que só podem ser lidos por especialistas e que não garantem nada.
  • Considere os preços de mercado para aferir a compra do seu diamante.
  • Estude a pedra antes de comprá-la.
  • Em dúvida não compre.
  • Não compre se for para um investimento de curto prazo.
  • Lembre-se que a beleza, neste caso, é fundamental.
Aproveite. O seu diamante será desfrutado por gerações...

Círculos misteriosos são as fontes de parte importante do ouro do Tapajós.

Círculos misteriosos são as fontes de parte importante do ouro do Tapajós.



A imagem de satélite anexa de uma pequena parte do Tapajós mostra as estruturas circulares dos antigos vulcões; é na borda destas estruturas circulares menores que as jazidas de ouro primárias se localizam; hoje, esses vulcões estão erodidos, mas os pórfiros subjacentes que ainda encerram parte importante do ouro afloram.

Há uma processo de visualização para fazer aparecer esses círculos escondidos nas imagens de satélite e outros procedimentos para selecionar os círculos com ouro e os sem ouro
Este evento geológico foi o responsável por uma enorme área de mineralização, mas existem outras formas e fontes de estruturas não circulares.

A irradiação de pedras preciosas e semipreciosas

A irradiação de pedras preciosas e semipreciosas



O Tapajós possui topázio, quartzo, morions, ametista e principalmente diamante.
A exposição de partes destas pedras a irradiação levantou o preço das mesmas.
A exposição de uma gema aos efeitos de uma radiação altera a sua cor. Há várias fontes de radiação usadas para esse fim.
O uso de raios X exige equipamento que é de fácil obtenção, mas proporciona baixa uniformidade de cor, pouca penetração na gema e, por isso, não é um processo comercialmente viável. Safiras incolores ou amarelo-claras, sob ação de raios X ficam amarelas, semelhantes a topázios.

A radiação mais usada são os raios gama. Eles têm boa penetração na gema, dão cor com boa uniformidade e não deixam resíduo radioativo. A estabilidade da cor final depende da gema tratada.
A irradiação por nêutrons penetra mais que as anteriores, dá colorido mais intenso, mas deixa a gema radioativa. Desse modo, é preciso esperar que essa radioatividade se dissipe para poder comercializar o produto. Diamantes assim tratados ficam verdes e, se a irradiação for seguida de tratamento, adquirem cor amarelo-canário. Tanto esta cor quanto o verde não podem ser distinguidos a olho nu das mesmas cores de origem natural.
Por fim, há os aceleradores de partículas, mas estes penetram menos que a radiação gama e são pouco usados.
O quartzo incolor, submetido à radiação gama, pode adquirir várias cores, inclusive duas cores na mesma gema. Atualmente há uma grande produção de pedras preciosas tratadas dessa maneira, cujas cores recebem nomes comerciais como whisky, cognac, champagne e green gold. O mesmo tipo de quartzo, procedente de Minas Gerais, Rio Grande do Sul e do Uruguai, pode ser transformado em prasiolita, a variedade que obtida por tratamento térmico de ametistas, mas só das procedentes de Montezuma (MG) e Four Peaks (EUA). 

Ametista que perdeu a cor por exposição prolongada ao Sol pode tê-la de volta por ação de raios X.
Topázio incolor, por efeito da radiação gama, pode ficar amarelo e se, após isso, sofrer tratamento térmico, passará à cor azul. O volume de topázio azul assim obtido é de várias toneladas por ano. 
A transformação acontece no Centro de desenvolvimento Nuclear de Minas Gerais. A técnica foi descoberta na Alemanha, na década de 40, e aprimorada no Brasil. Cristais claros, sem cor, ganham tons de que vão do amarelo ao azul.
O primeiro passo é selecionar o cristal certo. Nem todos mudam de tonalidade. Mas o Brasil desenvolveu a tecnologia mais avançada do mundo para avaliar a composição química dos minerais e assim saber se a pedra vai ou não ganhar cor. Aí entra o poder da energia nuclear.
Para mudar de cor, os cristais ficam expostos à radiação de três dias a dois meses. Os cientistas explicam que o processo não deixa nos minerais nenhum resquício de radioatividade. O que muda mesmo é o valor da pedra.
Como em toda tecnologia, há também pessoas que se aproveitam por vender gato por lebre;
No caso do diamante, o valor esta na sua peculiaridade natural, uma cor especial e rara pode fazer subir o preço do diamante de maneira astronômica, e se a cor for criada de maneira artificial com irradiação, vira uma enganação e isto obrigou os especialistas a estudarem maneiras de detectar tais aplicações de irradiações que desvirtuam a natureza do diamante original.Usam um aparelho óptico que cria no olho uma sensação de guarda chuva dentro do diamante. O diamante neste caso é verdadeiro, mas a cor não. Em anexo diamantes verdes irradiados