domingo, 5 de fevereiro de 2017

História e extração do Berilo

Saiba mais sobre o mineral berilo, mais conhecido como esmeralda. As pedras preciosas sempre encantaram a maioria das pessoas. Seja por sua beleza descomunal, seus valores exorbitantes ou o status que agregam a quem as tem.
  



Por qualquer dessas razões, gemas preciosas ainda são altamente apreciadas hoje em dia, mesmo com o alto nível de qualidade encontrado em bijuterias e semijoias, ou por conta daquele velho argumento de que ”é fora de moda” ou “desnecessário” ter joias ou pedras preciosas hoje em dia.
Balela! Mas, ainda assim, pouco se sabe ou se pesquisa sobre a história ou extração desses minérios. A seguir, mais sobre a história e extração de um dos mais importantes: o berilo.

História

Uma das gemas mais conhecidas e utilizadas na fabricação de joias – especialmente colares, anéis e brincos – é a esmeralda. Ainda que seja mais conhecida pela coloração esverdeada, existem outras variações de tal pedra. Ela é também conhecida como berilo – um mineral ainda chamado de ciclossilicato de berílio e alumínio. A etimologia do termo berilo vem de muito tempo atrás: derivada do grego beryllos, que significa “bela cor azul-esverdeada da água do mar”. E não é à toa, já que sua variante mais conhecida é a esmeralda de cor verde. Ainda assim, temos outras variações também conhecidas e valiosas como:
  • Esmeralda vermelha (ou berilo vermelho);
  • Água-marinha (ou berilo azul);
  • Morganita (ou berilo rosa);
  • Berilo dourado;
  • Gochenita (ou berilo incolor, raramente utilizado como gema);
  • E o amarelo-esverdeado, conhecido como heliodoro;
O tamanho dos cristais desse mineral varia muito: pode ir de pequenas gemas a pedras gigantescas – a título de curiosidade o maior já encontrado pesava 61 toneladas!
Berilo = Esmeralda
Berilo = Esmeralda

Extração do Berilo

Tipos de berilo e onde são encontrados

Existem dois depósitos principais de berilo ao redor do mundo: os do tipo vulcânico – quase que estritamente restrito aos Estados Unidos, que são portadores da bertrandita (que é um outro mineral que contém o elemento químico berílio) – e o tipo granítico, que é portador do berilo comum ou industrial.
Este último tipo é muito comum no Brasil, onde existem três grandes depósitos do berilo. Eles ficam nos estados da Bahia (tipo granítico e placers aluviais – água marinha), Rio Grande do Norte (tipo granítico) e no Espírito Santo e sudeste de Minas Gerais (placers aluviais – água marinha).
Ainda, no Brasil, temos depósitos de grande importância na produção do berilo verde ou, como é mais comumente conhecido, esmeralda. Ficam na Bahia, Goiás e Minas Gerais.

A extração do berilo

Com relação à extração do mineral propriamente dita, podemos dizer que ele é produzido como um subproduto ou coproduto de outras extrações. Isto porque os locais onde o berilo é mais comumente encontrado também possuem depósitos de outros minérios do tipo pegmatítico – que também é o tipo do berilo. Ou seja: nunca se faz a extração do berilo por si só, uma vez que representa apenas uma pequena parte dos minérios que são encontrados numa mesma rocha, que é geralmente composta de quartzo e mica.
Para que o processo de extração do berilo funcione, geralmente aplicam-se métodos de lavra realizados a céu aberto: nestes métodos, o corpo mineral é fatiado de acordo com a sua profundidade, de forma a acessar o pegmatito (massa mineral onde está o berilo e outros minerais em maior quantidade).
Pode acontecer de ser necessária uma lavra subterrânea. Neste caso, é desenvolvido um túnel ou poço de forma a acessar o pegmatito, abrindo galerias ao longo do corpo da rocha. Dependendo da dureza destas rochas, é necessário o uso de explosivos para abrir caminho. Em rochas mais maleáveis e brandas, o acesso pode ser feito com o uso de ferramentas manuais ou mecânicas.
Para selecionar o berilo do restante dos minérios, é feita uma catação manual – que acontece geralmente na frente da própria lavra.
E você… Gostaria de ter um Berilo em casa?

FENÔMENOS ÓPTICOS ASTERISMO

FENÔMENOS ÓPTICOS 
ASTERISMO


Um dos mais exuberantes fenômenos ópticos observados em gemas é o denominado asterismo, termo derivado do grego áster, significando estrela. Este efeito consiste no aparecimento de uma figura com aspecto de estrela em determinadas gemas, quando corretamente lapidadas em estilo cabochão ou em forma de esferas.
O efeito-estrela tem lugar quando a luz se reflete em inclusões aciculares (com aspecto de agulhas) dispostas paralelamente na gema, provocando o surgimento de raios luminosos que, ao se cruzarem, dão origem à figura. O fato da estrela parecer mover-se sobre a superfície da gema à medida que esta é girada torna ainda mais espetacular o efeito. A presença de cavidades, canais ou tubos de crescimento, no lugar das inclusões aciculares, também pode ocasionar o fenômeno.O asterismo é mais evidente se observado à luz refletida sob o sol ou proveniente de um único foco artificial; as iluminações difusas ou múltiplas prejudicam a apreciação deste fenômeno.Usualmente, estão presentes 3 ou 6 raios luminosos, dando origem a estrelas de 6 ou 12 braços, respectivamente, embora em alguns tipos de gemas ocorram somente 2 bandas luminosas, originando estrelas de apenas 4 pontas.
O coríndon, constituído das variedades rubi, de cor vermelha, e safira, das demais cores e incolor, é o mineral astérico por excelência.
Usualmente, o rubi e a safira apresentam 3 raios que se entrecruzam formando ângulos de 60o entre si, dando lugar a uma estrela de 6 braços, idealmente com mesmo comprimento e brilho.
Nos casos do rubi e da safira, o asterismo deve-se à presença de inclusões aciculares do mineral rutilo e, em muito menor proporção, dos minerais ilmenita e/ou hematita.
Os rubis e safiras astéricos de cores muito atraentes são extremamente raros, sendo as mais belas estrelas geralmente encontradas em safiras translúcidas de cor azul acinzentada.


--->Safira Estrela Sintética produzida pelo Método de Fusão à Chama (Verneuil) (Foto: Mitchell Gore)

A ocorrência do efeito-estrela não indica, necessariamente, que a gema seja natural, pois desde 1947 obtém-se coríndon astérico sintético de muito boa qualidade, inicialmente nos EUA e mais tarde em vários outros países. A técnica empregada denomina-se Fusão à Chama e é também conhecida como método de Verneuil, em alusão ao seu inventor. O procedimento para obter-se o asterismo consiste em adicionar, além dos elementos que formam parte da composição do mineral e dos cromógenos, uma pequena quantidade de óxido de titânio, que se precipita na forma de finas agulhas de rutilo (TiO2).
A distinção entre os coríndons astéricos natural e sintético é feita de maneira semelhante à do material sem asterismo, isto é, observando-se as linhas de crescimento retilíneas e as inclusões minerais presentes no material natural e, por outro lado, as linhas de crescimento curvas e bolhas de gás porventura existentes no sintético produzido pelo método de Verneuil. Ademais, no coríndon sintético, a estrela de 6 braços é mais brilhante e definida que a apresentada pela maior parte dos exemplares naturais e, curiosamente, chega a transmitir ao observador a impressão de que flutua fora da massa da gema.
Alguns rubis e safiras naturais possuem dispersos em suas estruturas o titânio necessário para a formação de estrelas e, ao serem aquecidos a temperaturas entre aproximadamente 1100 a 1500 o C, por períodos de tempo relativamente longos, ocasionam a precipitação deste titânio em forma de rutilo, induzindo o desenvolvimento de estrelas. Este procedimento é o mesmo adotado na produção de coríndon sintético estrela. Simultaneamente a este tratamento, no entanto, pode ocorrer um efeito indesejado de mudança de cor ou aumento da opacidade, provocado pela presença de outras impurezas na gema que não o titânio.

Além do rubi e da safira, algumas outras gemas podem apresentar asterismo, entre elas:

  • Quartzo (usualmente exibe estrelas com 6 braços, quando lapidado em forma de esfera, preferencialmente. O fenômeno é melhor observado em luz transmitida e, neste caso,  conhecido como diasterismo, enquanto o efeito mais facilmente visível sob luz refletida denomina-se epiasterismo. As variedades de quartzo nas quais o fenômeno é mais freqüente são a rósea, a fumê, a incolor e a amarelada);
  • Berilo (efeito ocasional e muito débil);
  • Granada Almandina (estrela de 4 ou 6 braços pouco nítidos);
  • Diopsídio (estrela de 4 braços);
  • Crisoberilo (este mineral, o mais característico dentre os que podem apresentar o efeito olho-de-gato, isto é, com apenas um raio luminoso, raramente exibe asterismo, mas quando o faz apresenta duas faixas luminosas, dando lugar a uma estrela de 4 braços);
  • Espinélio (estrêlas de 4 ou 6 pontas, muito raras, cujo aparecimento deve-se à presença de inclusões de agulhas de rutilo e, menos frequentemente, de lâminas do mineral esfênio).

Opala

Opala



A Opala é sílica amorfa hidratada, o percentual de água pode chegar a 20%. Por ser amorfo, ele não tem formato de cristal, ocorrendo em veios irregulares, massas, e nódulos.




A opala pode ser branca, incolor, azul-leitosa, cinza, vermelha, amarela, verde, marrom e preta. Frequentemente muitas dessas cores podem ser vistas simultaneamente, em decorrência de interferência e difração da luz que passa por aberturas regularmente arranjadas dentro do microestructura do opala, fenômeno conhecido como jogo de cores ou difração de Bragg. A estrutura da opala é formada por esferas de cristobalita ou de sílica amorfa, regularmente dispostas, entre as quais há água, ar ou geis de sílica. Quando as esferas têm o mesmo tamanho e um diâmetro semelhante ao comprimento de onda das radiações da luz visível, ocorre difração da luz e surge o jogo de cores da opala nobre. Se as esferas variam de tamanho, não há difração e tem-se a opala comum.
O termo opalescência é usado geral e erroneamente para descrever este fenômeno original e bonito, que é o jogo da cores. Na verdade, opalescência é o que mostra opala leitosa, de aparência turva ou opala do potch, sem jogo de cores.

As veias de opala que mostram jogo de cores são freqüentemente muito finas, e isso leva à necessidade de lapidar a pedra de modos incomuns. Um doublet de opala é uma camada fina de opala colorida sobre um material escuro como basalto ou obsidiana. A base mais escura ressalta o jogo de cores, resultando numa aparência mais atraente do que um potch mais claro. O triplet de opala é obtido com uma base escura e com um revestimento protetor de quartzo incolor (cristal de rocha), útil por ser a opala relativamente delicada. Dada a textura das opalas, pode ser difícil obter um brilho razoável.
A opala é um gel que é depositado em temperatura relativamente baixa em fissuras de quase todo tipo de rocha, geralmente sendo encontrado nas formações ferro-manganesíferas, arenito, e basalto. Pode se formar também em outros tipos de materiais, como nós de bambus.
Existem opalas sintéticas, que estão disponíveis experimental e comercialmente. O material resultante é distinguível da opala natural por sua regularidade.

As variedades de opala que mostram jogo de cores, as opalas preciosas, recebem diverso nome; do mesmo modo, há vários tipos de opala comum, tais como: opala leitosa (um azulado leitoso a esverdeado); opala resina (amarelo-mel com um brilho resinoso); opala madeira (formada pela substituição da madeira com opala); Mielite (marrom ou cinza) e hialita, uma rara opala incolor chamada às vezes Vidro de Müller.
Jazidas
A opala, pedra preciosa conhecida por produzir lampejos das sete cores do arco-íris, tem sua maior jazida brasileira na cidade piauiense de Pedro 2º.

Encontrada também em países como Austrália, México, Honduras, Estados Unidos, Eslováquia, Polônia e Hungria. 




Dureza  de 5,5-6,6. escala de Mohs

Preferida por muitos por desenvolver os poderes extrasensoriais, a Opala é excelente para despertar a intuição e a criatividade.

Turmalina

Turmalina



Turmalina melancia
Os minerais do grupo da turmalina constituem um dos mais complexos grupos de silicato.Trata-se de um grupo de silicatos de boro e alumínio, cuja composição é muito variável devido às substituições isomórficas (em solução sólida) que podem ocorrer na sua estrutura. Os elementos que mais comumente participam nestas substituições são o ferro, o magnésio, o sódio, o cálcio e o lítio existindo outros elementos que podem também ocorrer.
A turmalina não possui clivagem. Seu hábito é prismático. A sua fractura é subconcoidal a regular. a densidade é mais elevada nas espécies portadoras de ferro. A turmalina cristaliza no sistema trigonal e apresenta-se geralmente sob a forma de cristais de longos e delgados a prismáticos e colunares grossos geralmente com secção triangular. É interessante notar que as terminações dos cristais são assimétricas (hemimorfismo). A turmalina é distinguida pelos seus prismas de três faces; nenhum outro mineral comum apresenta três faces. A turmalina apresenta uma grande variedade de cores. Geralmente as ricas em ferro vão desde o preto ou preto-azulado ao castanho escuro; aquelas ricas em magnésio são castanhas a amarelas e as turmalinas ricas em lítio apresentam-se praticamente em todas as cores do arco-íris,. Muito raramente são incolores. Os cristais bicoloridos e multicoloridos são relativamente comuns, refletindo variações da composição do fluido durante a cristalização. Os cristais podem ser verdes numa extremidade e cor-de-rosa na outra ou verdes no exterior com interior cor-de-rosa (este último tipo é por vezes chamado turmalina melancia).


 Dureza (Escala de Mohs):7 a 7,5

Turmalina bruta
Gema de turmalina bruta













Estrutura cristalina da turmalina
Turmalina Paraíba 



As turmalinas são gemas que podem ser encontradas em quase todas as cores do arco-íris (do branco ao negro, inclusive existindo gemas incolores), mas os cristais de turmalina paraíba possuem tonalidades inigualáveis de azul e verde entre as turmalinas, assemelhando-se a cores vistas apenas nas asas de algumas borboletas, em conchas marinhas e nas penas de pavão (algumas apatitas podem ter coloração parecida). É freqüente que se usem termos como “azul pavão”, “azul turquesa” ou “azul e verde neon” para descrever essas cores tão chamativas. A turmalina Paraíba também pode ser encontrada em lindas cores púrpuras e vermelhas, além de em azul profundo (como o de safiras de boa qualidade) e verde mais escuro (como o de esmeraldas de boa qualidade).
Diferindo de outras turmalinas, enquanto a coloração das turmalinas tradicionais resulta da presença de átomos de ferro, cromo, vanádio e manganês em sua estrutura, a turmalina Paraíba deve sua coloração verde e azul principalmente à presença de pequena quantidade de átomos de cobre (podendo receber a denominação mineralógica de “elbaíta cúprica”) e as cores vermelho e púrpura a átomos de manganês.
Apesar dos reduzidos resultados obtidos, a demanda pelo material é tão intensa e seu valor tão elevado que a exploração persiste sempre na esperança de se encontrar um novo filão e reativar o comércio.

A estrutura de turmalina é caracterizada por anéis de seis membros tetraédrico (sites T) cuja apical oxigênios apontar para a (-) c-pólo, produzindo a natureza acêntricos da estrutura.

Tem efeito relaxante . Ótima para renovação de células, para equilibrar a pressão e auxilia na cura de doenças cardíacas.

Por que é tão importante dormir bem!

Por que é tão importante dormir bem!

Nuno Cobra 
Sono: fonte da juventude

por Nuno Cobra 
Nas décadas de 60 e 70, eu já falava que a qualidade do sono era vital para: o bem-estar pessoal, a convivência familiar e a vida profissional. A pessoa adquire uma melhor performance em todos os aspectos da sua vida.
Naquela época, era compreensível a total ignorância do assunto. A ciência ainda não tinha adentrado nesse elemento tão valioso para a saúde. As pessoas dormiam seis horas e queriam atingir a meta de cinco, e até quatro horas de sono.
Com o objetivo de serem vencedores, todos achavam que dormir oito horas por noite era besteira e perda de tempo. Passar 1/3 da vida dormindo! Mas você precisa dormir bem este 1/3 para aproveitar melhor os outros dois terços.
Hoje, em pleno século XXI, é inexplicável ver as pessoas ainda tão irresponsáveis.

Sono: fonte da juventude
Durante sono é o momento que o organismo mais produz os hormônios do crescimento. Estes hormônios possibilitam o rejuvenescimento e a renovação celular. As células nascem e morrem. Com o sono insatisfatório, as células são mal repostas. Sendo assim, as pessoas que não dormem bem envelhecem mais depressa.
Até os 20 anos, o organismo aproveita 100% dos hormônios do crescimento, ou seja, até a idade em que o corpo está desenvolvendo. Após os 20 anos, o aproveitamento destes hormônios, produzidos até a morte, é de apenas 10%.
O sono e o organismo
A falta do sono provoca o desequilíbrio endócrino e metabólico. Em conseqüência, a pessoa pode engordar ou emagrecer muito. Tudo funciona sem equilíbrio desregulando até mesmo o nível do colesterol e do triglicérides, que pode ser resolvido apenas com o sono adequado. O sono torna-se uma verdadeira terapia.
Como deve ser o sono
O sono deve ser profundo e reparador. Como o próprio nome diz, o organismo se chama organismo porque se organiza. Ele precisa apenas de um belo sono reparador. Por isso a pessoa precisa dormir, porque o resto o organismo faz, porque ele está naturalmente sempre procurando o equilíbrio.
A importância do sono
Quando você dorme, passa o controle do seu organismo para o sistema autônomo. Você entrega a chave da casa para ele fazer todos os reparos.
Quando dormimos, ocorrem milhões de reações, tais como: reparos em todos os nossos órgãos vitais, elaboração de substâncias hormonais e de novas células, que irão se agregar aos tecidos dos nossos órgãos: fígado, baço, pâncreas, cérebro e coração. Renovando-os.
Tudo isso é imprescindível para acordamos zerados e para que tenhamos um novo dia, com a máxima capacidade de disposição, entusiasmo, otimismo e positividade.
No decorrer de um dia de trabalho, nós vamos exaurindo os nossos órgãos. A poluição destrói os nossos alvéolos pulmonares e durante a noite o nosso organismo tem de fabricar células suficientes para poder repará-los.
A alimentação, devido à industrialização exagerada, danifica milhões de células do nosso fígado que também serão reparadas durante o sono. O mesmo acontece com o pâncreas, o estômago, o coração e o cérebro. Para que estejam plenos no dia seguinte, todos estes órgãos precisam ser reparados!
O sono tem que ser profundo e não pode ser interrompido. Ele é composto de várias fases e a REM - momento em que você dorme profundamente e sonha é a fase mais importante.
O sono e o aprendizado
O que você aprende durante o dia, fica armazenado no hipocampo (a região da memória). A fase completa do sono dura uma hora e meia e temos em média 5 fases em cada noite de sono. Somente nos últimos três minutos de cada fase, as informações que estão neste hipocampo, uma espécie de arquivo temporário, vão para o córtex, o disco rígido, para serem armazenadas em definitivo.
Por isso, se o sono é interrompido, essas informações se perdem, pois não chegam no harddisk, ou seja, prejudicamos a memória e esquecemos o que aprendemos, já que estas informações assimiladas durante o dia, duram no máximo 48 ou até 72 horas dentro deste arquivo temporário. Se não tiver a fase REM, você perde todo o aprendizado.

Consequências de uma noite maldormida
- Mau humor no dia seguinte
- Irritação com qualquer coisa
- Baixa capacidade de concentração
- Baixo rendimento no trabalho
- Perda do apetite sexual
- Estresse

Dicas para uma boa noite de sono
- Não beber água durante o jantar. Procure se hidratar durante o dia, tomando de dois a três litros de água. Beber água à noite te leva a acordar para ir no banheiro, interrompendo o sono.
- Não acordar com despertador. Você não pode acordar quando está dormindo. Isto é mal. Você tem que acordar quando o organismo dá o sinal. Parece óbvio, mas esse ponto é fundamental!
- Durma mais cedo. Se você dormir mais cedo, vai conseguir acordar sem despertador e sem perder a hora. Não existe um número de horas padrão. Vai depender da necessidade de cada organismo. Pode ser entre 7, 8 , 10 e até mesmo 11 horas de sono por dia. Até o século XIX, o homem dormia 10 horas por dia em média. Depois da revolução industrial, o homem foi impelido a levantar da cama e passou a dormir oito horas por dia ou até menos.
- Não coma nada pesado à noite, para o seu organismo não precisar fazer o árduo trabalho de uma digestão pesada, na hora em que você dorme, ele já tem o grande encargo de reparar os danos do dia.
- Depois das quatro horas da tarde, evite café, chá preto, refrigerantes do tipo cola, chocolate e bebidas alcoólicas, pois tudo isso excita o organismo. O álcool provoca uma sensação de relaxamento, mas o sono de quem está alcoolizado não é reparador.
- Pratique exercícios como correr e caminhar, para cansar o organismo fisicamente, para poder relaxar e dormir. Durante a atividade física estamos repousando o cérebro, quanto mais fazemos o movimento físico, mais repomos o mental.
- Ao chegar do trabalho, coloque o seu motor em stand by. Não trate de negócios, não atenda celular, não leve trabalho para casa. Respeite-se, proteja-se, não se excite.
- O sexo apazigua o espírito e traz uma boa noite de sono.
- Atávicamente, o sono dá seus sinais, por exemplo, às 18h30, as 19h00, às 19h30, às 21h00... Você sente uma vontade de dormir, mas não se deita. Depois que o organismo reclama várias vezes por ele, acaba desistindo e a conseqüência é a falta de sono, quando você deita na cama mais tarde.
- Mas como faço para ter sono mais cedo?
- Apenas deite-se e fique em paz, não é preciso fazer força.
- Mais uma vez, o sono tem que ser reparador, contínuo e profundo.
PS:

NUNO COBRA

Preparador físico e mental. Treinou o saudoso Ayrton Senna. É autor do best-seller "A Semente da Vitória".