domingo, 5 de fevereiro de 2017

As principais rochas ornamentais exploradas no Brasil

De acordo com relatos, a história da exploração de rochas para fins ornamentais remonta há pelo menos 4500 anos, através dos sumérios, egípcios e mesopotâmios, que utilizavam principalmente as rochas calcárias e graníticas para a construção de pirâmides, monumentos e obras artísticas.
  



Porém foi somente no início do séc. XX que a mineração passou a dedicar-se com mais afinco à exploração dos vários tipos de rochas ornamentais, graças às novas necessidades produzidas pela Revolução Industrial.
No Brasil, foi nos anos 50 e início dos 60 que a exploração de rochas ornamentais passou a ganhar o status de produção industrial; até que a partir dos anos 80 e 90 o Brasil finalmente se estabeleceria como um dos 5 maiores produtores e exportadores de rochas ornamentais do mundo, com uma produção anual de cerca de 9 milhões de toneladas.

O que são rochas ornamentais?

Basicamente, as rochas ornamentais são formações rochosas, produzidas pela natureza e compostas por vários minerais que, de acordo com a forma como são processadas, resultam em materiais utilizados para fins estéticos, para a decoração de ambientes, como matéria-prima para obras de arte, construções; além de várias outras utilidades que são estabelecidas durante amineração, com base na sua beleza, originalidade e resistência.
É um tipo de material que desde a Idade Média vem experimentando uma diversificação no seu uso, deixando de atender apenas às necessidades da construção civil, através da construção de palácios, Igrejas, fortalezas; para ser utilizado, também, como objeto de pesquisa arqueológica, matéria-prima para esculturas, objetos de estudo e para fins estéticos.
Segundo especialistas, cerca de 130 países espalhados pelo mundo utilizam, atualmente, vários tipos de rochas ornamentais para os mais diversos fins, onde destacam-se: o mármore, o granito, a ardósia; além de outros agregados rochosos.

Tipos de rochas ornamentais

Os tipos de rochas ornamentais mais explorados pela mineração no Brasil são o mármore e o granito, tecnicamente denominados de pedras naturais ou lapídeas, por serem as mais indicadas para revestimento e decoração de ambientes.
São extraídas em forma de blocos e talhadas em vários formatos e, logo após, medidas, polidas e acabadas, até estarem prontas para serem utilizadas como rochas ornamentais.
Esses tipos de materiais são também os mais consumidos no país, com o granito somando cerca de 65% das extrações, o mármore 18%, a ardósia 10%; e o restante distribuído entre vários outros tipos de formações rochosas.
Estima-se que sejam em torno de 1000 tipos de rochas ornamentais diferentes beneficiadas no país em mais de 1400 campos de mineração, mantendo o Brasil na 6ª posição entre os maiores exportadores desse tipo de produto no planeta, segundo o Departamento Nacional de Pesquisa Mineral (DNPM).

Os maiores exploradores do Brasil

Dentre os maiores exploradores desse tipo de rocha ornamental no país, destacam-se os estados de Minas Gerais, Rio de Janeiro e Espírito Santo. Juntos, atuam na mineração brasileira abocanhando uma fatia de quase 63% da produção desse material no país.
rocha é extraída  forma de grandes blocos, e  posteriormente realiza-se o seu beneficiamento, através de equipamentos com discos de diamante que cortam esse material em vários formatos de acordo com a sua utilização.
O processo é concluído pela transformação desses blocos cortados em placas, que são polidas e lustradas, para só depois serem comercializadas. Os demais tipos de rochas extraídas durante a mineração também sofrem os processos de dinamitação, transformação em britas, embalagem e comercialização.

A mineração e o meio ambiente

rochas ornamentais e meio ambiente
Um símbolo de sofisticação e bom gosto incomparáveis tiveram o seu processo de exploração questionado, principalmente a partir dos anos 2000, onde houve uma importante transformação em sua forma de extração, quando a realidade ambiental e a sua relação com o homem passou a ser o principal foco de debate.
Segundo especialistas, os transtornos causados pela mineração, através da exploração irresponsável dos mais variados tipos de rochas ornamentais, podem ser observados em forma de poluição atmosférica, poluição visual, assoreamento dos rios e lagos, destruição da vegetação nativa; além de vários outros transtornos ao equilíbrio do meio ambiente.
O recomendado atualmente é que essa exploração seja precedida de uma análise da situação ambiental da região, seguida de um estudo sobre formas de minimizar os impactos dessa exploração, culminando com a delimitação de locais adequados para o descarte dos rejeitos, reflorestamento da vegetação; além do treinamento dos trabalhadores do setor.
Somente dessa forma, segundo a opinião de vários especialistas e organizações não governamentais, esse tipo de exploração mineral e de demais materiais rochosos, pode atender às necessidades práticas dos indivíduos, sem comprometer a sobrevivência dos seres vivos em condições ideais.
Agora gostaríamos que deixasse as suas impressões sobre esse artigo, logo abaixo, juntamente com os seus comentários sobre os tipos de rochas ornamentais exploradas no Brasil.

Metais preciosos – Seus descobridores e origens dos nomes

O grupo de metais preciosos é composto por dois metais para cunhagem de moedas, seis metais do grupo da platina e um metal considerado o último elemento estável natural a ser descoberto. Com exceção de ouro e prata (os metais de dois cunhagem), o resto dos metais preciosos registraram descobertas.
  



Na lista a seguir, são fornecidas os nomes dos descobridores e etimologias do nome dos sete metais preciosos (novamente, aqueles com descobertas gravadas). O ano da descoberta de cada um desses elementos, tal como apresentado aqui, refere-se ao ano quando o elemento foi identificado como o elemento puro. São também fornecidas suas etimologias do respectivo nome.

Metais preciosos – Origens

1. Platina – Antonio de Ulloa, um explorador espanhol e astrônomo, geralmente é creditado com a redescoberta moderna (em 1735) da platina. Este metal precioso na verdade foi primeiramente descrito em 1557 por Giulio Cesare della Scala, um médico italiano, ele foi o primeiro a encontrá-la, por acaso, em uma mina de prata na América do Sul, platina foi nomeada como tal, após a palavra espanhola “platina”, que se traduz em “pequena prata ou pratinha”.
2. Paládio – William Hyde Wollaston, um químico e físico inglês, descobriu paládio em 1803 em amostras de minério de platina obtido da América do Sul. Ele deu nome do asteróide Pallas, que foi descoberto em 28 de março do ano anterior.
3. Ósmio – Smithson Tennant, um químico inglês, descobriu o ósmio em 1803, de resíduos de minérios de platina que foram dissolvidos em ácido nitro- clorídrico. A característica do ósmio de ter um mau cheiro que levou à sua nomeação como tal, que foi derivada da palavra grega “osme”, a palavra significa “cheiro”.
4. Irídio – Smithson Tennant descobriu o irídio em 1803, ao mesmo tempo de sua descoberta do ósmio da mesma solução de minérios de platina. Irídio é nomeado derivado da palavra em latim “iris”, que significa “arco-íris”.
5. Ródio – William Hyde Wollaston o descobriu em 1803, pouco tempo depois ele descobriu paládio. Ele descobriu este metal precioso de amostras de platina brutas obtido a partir da América do Sul. O nome ródio foi derivado da palavra grega “rhodon”, que significa “rosa”.
6. Rutênio – Karl Karlovich Klaus, um químico russo e naturalista, geralmente é creditado com a descoberta de rutênio (em 1844). Descobriu-o a partir de amostras de minério de platina que obteve do montes Urais na Rússia. Ele chamou este metal precioso nome “Ruthenia”, palavra em latim para Rússia, país de origem do Klaus.
7. Rênio – uma equipe de químicos alemães, composto por Walter Noddack, Ida Tacke e Otto Carl Berg, descobriu o rênio em 1925. Eles descobriram o elemento em amostras do mineral de platina, bem como no mineral columbita. Eles o batizaram com a palavra em latim “rhenus”, para “Reno”, um dos mais longos e mais importantes rios europeus.
Metais preciosos - Ouro
Metais preciosos – Ouro
Quanto aos metais preciosos ouro e prata, ambos são conhecidos por serem usados desde os tempos antigos (ouro estava em uso provavelmente tão cedo como antes de 6000 A.C., enquanto a prata provavelmente tão cedo como antes de 5000 A.C.). O nome “ouro” derivou-se da palavra latim “aurum”, que se traduz como “brilhante”. O nome “prata”, por outro lado, é de do latim vulgar “platta”.

Nióbio no Brasil – Tudo sobre o 3º mineral mais exportado do país

O metal Nióbio é alvo de cobiça mundial. Para nossa sorte, o nióbio no Brasil existe em abundância (98% das reservas de nióbio estão no Brasil). Em contrapartida, o Governo Federal não possui uma política específica para a comercialização do nióbio no Brasil.





Para que serve o Nióbio?

O nióbio (nome advindo da deusa grega Niobe, filha de Tântalo) é utilizado para dar liga na fabricação de aços especiais e é um dos metais mais resistentes tanto à corrosão quanto a temperaturas externas, que existe. Também é um metal supercondutor e seu ponto de fusão (derretimento) é aos 2.468 °C, enquanto que seu ponto de evaporação é aos 4744 °C. Se adicionado (em gramas) proporcionalmente à tonelada de aço, pode dar maior tenacidade e leveza ao material. Hoje em dia, esse elemento mineral é utilizado na fabricação de turbinas de avião, automóveis, gasodutos, tomógrafos utilizados para ressonância magnética, além de lentes óticas, lâmpadas de alta intensidade, bens eletrônicos, e até em piercings, nas indústrias aeroespacial, bélica e nuclear.

Reservas de Nióbio no Brasil

O Brasil corresponde a mais de 90% da comercialização mundial de nióbio, seguido por Canadá e Austrália. As reservas brasileiras possuem 842.460.000 toneladas distribuídas nas jazidas locais. As maiores estão localizadas em Minas Gerais (75%), Amazonas (21%) e em Goiás (3%).

Nióbio no Brasil.
Nióbio no Brasil.

Um relatório feito pelo Plano Nacional de Mineração 2030 dá conta de que, atualmente, o país explora 55 substâncias minerais, o que corresponde a 4% de toda a produção mundial e é líder global na produção do nióbio. Devido a esse fato, existem várias teorias sobre a negociação desse metal com outros países. Há quem diga que o preço cobrado pela exportação do nióbio no Brasil, é ínfimo, que as reservas nacionais estão sendo “dilapidadas” e que, por não regulamentar a venda e controlar o preço de venda, o país estaria perdendo bilhões.

‘Questão do Nióbio no Brasil’

Um dos primeiros – e mais conhecidos – representantes da “questão do nióbio” foi o deputado federal e ex-candidato à presidência da República Enéas Carneiro, falecido em 2007. Enéas afirmava que só a riqueza do mineral em si seria capaz de ampliar – e muito – a fortuna patrimonial do Brasil. Esse metal é tão valorizado que chegou a ser envolvido em um escândalo: O Mensalão, em 2005. À época, o empresário Marcos Valério afirmou, durante a CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) dos Correios, que o Banco Rural entrou em contato com José Dirceu (atualmente preso) acerca da exploração de uma mina de nióbio localizada da Amazônia.
Já em 2010, o site WikiLeaks – conhecido por divulgar documentos, vídeos e fotos sigilosas de órgãos mundiais importantes – vazou um documento do Departamento de Estado dos Estados Unidos, que colocava as minas de nióbio no Brasil na lista de locais cujos recursos e infraestrutura são essenciais e estratégicos para os EUA.
Posteriormente, outro fato que mexeu com o tema nióbio no Brasil: A venda de uma parte da CBMM (Companhia Brasileira de Metalurgia e Mineração), considerada a maior produtora de nióbio do mundo, para companhias asiáticas. Já em 2011, algumas empresas de origem chinesa, japonesa e sul-coreana fecharam a compra de 30% do portfólio financeiro da CBMM por US$ 4 bilhões. A CBMM foi fundada em 1965, quando o banqueiro Walter Moreira Salles se associou à companhia de mineração Molycorp. Posteriormente, Salles comprou o restante das ações da empresa, localizada em Araxá (MG).

Saiba mais sobre o nióbio

Agora que você já está mais por dentro do nióbio no Brasil, é hora de apresentarmos algumas informações curiosas sobre esse metal. Para começar, o nióbio não é tão raro e precioso quanto o ouro. Estatísticas oficiais dão conta de que a liga ferro-nióbio foi negociada por US$ 26.500/ton em média, no ano de 2012. Enquanto isso, a cotação média da onça de ouro, média de 31,10 gramas, foi de US$ 1.718.
Apesar de ser muito cobiçado, o Nióbio não é uma fonte de energia primária ou de alto nível de consumo, como o petróleo. Mesmo assim, parece que o nióbio não possui quaisquer concorrentes. Mas, o fato é que ele tem. São eles: vanádio, tântalo e titânio.
A negociação do nióbio brasileiro com outros centros subiu de US$ 13 o quilo no ano de 2001 para US$ 32 em 2008. Já em 2012, a média foi de US$ 26,5 o quilo. Como os preços não são negociados em bolsas de valores e como as produtoras possuem subsidiárias em outros países, surgiram suspeitas (ainda não comprovadas) de subfaturamento. Já a suspeita de as jazidas nacionais estarem sendo “dilapidadas” não se mostra real. Afinal de contas, somente a CBMM explora jazidas que têm durabilidade estimadas em mais de 200 anos. O governo também informou que não possui planos para iniciar a produção de nióbio em outras áreas que possuam reservas lavráveis conhecidas, como Amazonas e Rondônia.

Os maiores produtores de nióbio no Brasil

Os 98% de nióbio do mundo todo, pertencem ao Brasil, a maioria desta porcentagem está concentrada nas mãos de apenas duas empresas: A CBMM, que segue sendo controlada pelo grupo Moreira Salles (agora pelos herdeiros de João Moreira) – os mesmos fundadores do banco Unibanco – e a Mineração Catalão de Goiás, empresa controlada pela britânica Anglo American. Dos 100% de nióbio no mundo todo, 80% pertencem à CBMM, seguida pela canadense Lamgold (10%) e a Anglo American (8%), que só possui produção de nióbio no Brasil.
A CBMM diz estar presente em todos os países que são produtores de aço, em especial China, Japão, EUA, Coreia, Índia, Alemanha, Rússia e Inglaterra. Na passagem de 2001 para 2012, a empresa afirma ter aumentado em 18% seu lucro líquido (R$ 1,454 bilhão em 2012). Já em 2013, chegou a R$ 3, 898 bi. 95% desse faturamento provieram do mercado internacional, que mesmo assim, não gosta de ter que depender de um único fornecedor de determinada matéria-prima (no caso, esse único fornecedor é o Brasil). Estimativas dão conta de que a produção de nióbio no Brasil deve subir. A taxa média de crescimento da produção anual tem sido de 10%. Em 2012, a produção chegou a 61 mil toneladas. Já em 2015, a quantidade de produção de nióbio no Brasil deve chegar a 100 mil toneladas.

Prospecção Mineral no Fundo do Mar no Brasil

O Brasil é o primeiro País do Hemisfério Sul a ter aprovado o Plano de Exploração na área internacional dos oceanos, considerada patrimônio comum da humanidade pela ONU, para Prospecção Mineral no Fundo do Mar. A aprovação da proposta do Serviço Geológico do Brasil (CPRM) ocorreu durante a 20ª Sessão Anual do Conselho da Autoridade Internacional dos Fundos Marinhos (ISBA), realizada em Kingston, na Jamaica, do qual participam mais de 160 países. Nessa mesma ocasião foram aprovados outros seis planos da Rússia, Reino Unido, Índia, Singapura, Cook Island e Alemanha.
  



O Plano de Trabalho da CPRM apresentado à ISBA é para efetuar uma prospecção mineral no fundo do mar, ao longo de 15 anos, no Alto do Rio Grande, uma elevação submarina no lado oeste do Atlântico Sul, a cerca de 1.500km do Rio de Janeiro. Estudos da CPRM demonstram que essa região pode ser um continente submerso.

Brasil é referência na prospecção mineral no fundo do mar

Fonte: Nautilus Minerals
Fonte: Nautilus Minerals
A aprovação do Plano é o resultado de importantes investimentos do PAC e demonstra a capacidade brasileira de enfrentar novos desafios. O Brasil entra no seleto grupo de países que são referência em prospecção mineral no fundo do mar, água profundas. O projeto vai promover a formação de recursos humanos e o desenvolvimento científico e tecnológico. Além de viabilizar cooperação com outros países, fortalecendo as relações internacionais, técnicas e científicas. Nos últimos quatro anos foram investidos cerca de R$ 60 milhões em pesquisas no Atlântico Sul. Para este ano estão previstos mais de R$ 20 milhões.
O trabalho é resultado de mais de quatro anos de estudos da CPRM, que contou com a participação de mais de 60 pesquisadores e universitários de diferentes instituições, das áreas de geologia, biologia, geofísica e oceonografia.
Prospecção Mineral no Fundo do Mar no Brasil
Prospecção Mineral no Fundo do Mar no Brasil.
Com essa iniciativa o Brasil vai aumentar seu conhecimento estratégico sobre recursos existentes em região próxima à plataforma continental brasileira por meio da coleta de dados ambientais, do estudo do potencial econômico desses recursos minerais, bem como do desenvolvimento de estudos oceanográficos.
A proposta da prospecção mineral no fundo do mar é fortemente sustentada em parâmetros técnicos, revelando a preocupação do país com o desenvolvimento sustentável. Inclui, ainda, o compromisso em oferecer oportunidades de treinamento em benefício de outros países em desenvolvimento.

Exploração de diamantes no Brasil

Como anda a exploração de diamantes no Brasil? O Brasil é um país de dimensões continentais e de imensa riqueza tanto em superfície quanto em grandes profundidades. As reservas de minério de ferro de qualidade tornam o país o segundo maior exportador do mundo, atrás da Austrália e seguido por Rússia e China. Dentre as gemas preciosas, destacam-se os diamantes, cristal de alto valor agregado no mercado mundial de grande interesse de companhias multinacionais em explorar nossas terras à procura de minas ou jazidas de diamantes.
  



Na TV, a exploração de diamantes é lembrada na trama da novela da Rede Globo, “Império”, onde o “comendador Zé Alfredo” (interpretado por Alexandre Nero) acumula fortunas e esbanja vaidades com sua família, vivendo uma série de problemas que envolvem a sua história desde o garimpo, onde foi à procura do sonho da riqueza. É a ficção imitando a realidade, lembrando do caso da Serra dos Carajás, no Pará, em que reuniram-se milhares de pessoas em busca do sonho de se tornarem ricos às custas de muito sofrimento, solidão, doenças, violência, tudo em nome da fama e da riqueza.

Segredos que valem ouro

O número de locais com diamantes no Brasil não é divulgado com precisão, mas sabe-se que há reservas gigantescas de diamantes no país, principalmente nos estados de Pará, Amazonas, Rondônia e Mato Grosso.
Dizem os especialistas que, em reservas indígenas, preservadas por leis da Constituição Brasileira e pela Fundação Nacional do Índio (Funai), há enormes jazidas, mas não estão autorizadas para exploração de diamantes. Não é de hoje que o país sofre com a exploração das suas terras em todos os sentidos, minerais, agrícolas, fauna e flora, desde os tempos do Império. Não se tem a conta de quantos bilhões de dólares já se perderam ao longo dos anos com o envio de pedras preciosas para o exterior.
Para se ter uma idéia das riquezas ocultas no solo brasileiro, em 2014, foi divulgado na internet, em sites especializados, que a exploração de diamantes em terras indígenas do Parque Aripuanã e de Serra Morena, em Rondônia e Mato Grosso, respectivamente, pode render algo em torno de 40 bilhões de dólares por ano, caso seja regulamentada, já que o garimpo em terras indígenas é proibido e, além do que, no Brasil, o que se observa é que, após a extração de minerais preciosos por garimpagem, é uma prática insustentável e que degrada completamente a região explorada, não há políticas de reflorestamento e de revitalização do solo e de programas que beneficiem as populações que vivem acerca da mesma.

Profissionais que brilham

As pesquisas e levantamentos sobre reservas diamantíferas estão a cargo de geólogos e outros especialistas do Serviço Geológico do Brasil (CPRM), vinculado ao Ministério das Minas e Energia junto de empresas multinacionais, como a gigante multinacional De Beers, com sede na Àfrica do Sul. As descobertas levaram a aproximadamente 1.200 pontos de exploração de diamantes no Brasil, entretanto, sem haver informações precisas acerca da quantidade e qualidade dos diamantes.
De acordo com os geólogos envolvidos na pesquisa, atualmente, o país dispõe de reservas de diamantes industriais e de gemas, utilizados para fabrico de jóias. Em média, um diamante no garimpo pode ser comercializado por 2 milhões de reais em forma bruta, mas, depois de lapidada, chega a 20 milhões de reais.
Exploração de diamantes
Exploração de diamantes
Mas a procura por pedras preciosas começou bem antes disso, na era dos desbravamentos dos bandeirantes, no século 17 em diante, tendo as primeiras descobertas no estado das Minas Gerais. O cuidado das reservas e de sua exploração era por conta da chamada Intendência das Minas, quer estava obviamente subordinada à metrópole – já que o Brasil era uma colônia – portuguesa. Como nos dias de hoje, a corrupção e o contrabando das riquezas nacionais eram comuns. Para coibir essas manobras, a Corte Portuguesa criou um núcleo de fiscalização de nome Casa de Fundição ao mesmo tempo em que deixava a extração aos cuidados de “contratadores”.
Ainda que houvesse extração e exportação de ouro e diamante para Lisboa, muitas benfeitorias à época puderam ser vistas com o passar dos anos, mudanças políticas, sociais, econômicas e culturais.

Como funciona uma exploração de diamantes

A exploração de diamantes em uma jazida descoberta não é diferente no Brasil ou na África do Sul. Geralmente, existem máquinas gigantes que operam escavando altas profundidades – já que as pedras costumam estar localizadas a centenas de metros abaixo da superfície – com a ajuda de explosivos, alta tecnologia e garimpeiros em busca das pedras preciosas. Daí, elas são separadas do cascalho e identificadas por um sistema de raio-X. As minas então são criadas sobre região com alta concentração de kimberlito, rocha formada pelo resfriamento do magma vulcânico. Durante a exploração nas minas, as rochas são pulverizadas como cascalhos por meio de explosões em áreas profundas da mina.
Águas de rios e lençóis freáticos transportam pedras que se concentram em áreas superficiais e por isso são “peneirados” pelos mineradores. Da separação por tamanho, as pedras seguem para flotação. Entra em cena uma máquina de triagem em forma de raio-X que funciona para separar o que é diamante e o que não é, passando em seguida a uma apuração manual de cada pedra.
Muita gente ouve diamante como uma jóia preciosa, é verdade, mas a parte menos valiosa, que não é denominada gema, é destinada à indústria para a fabricação de peças de corte, discos, brocas, serras, bisturis, equipamentos cirúrgicos em geral e termômetros de precisão.