terça-feira, 7 de fevereiro de 2017

Vale atrai boa demanda em reabertura de bônus 2026

Vale atrai boa demanda em reabertura de bônus 2026

 A mineradora brasileira Vale recebeu demanda de 5 bilhões de dólares na reabertura de seu bônus 2026, com cupom de 6,25 por cento, nesta segunda-feira, no valor de 1 bilhão de dólares, com os investidores confiantes no processo de desavalancagem da empresa, informou o IFR, serviço da Thomson Reuters. “As pessoas gostam do crédito”, disse um investidor ao IFR. “Os gastos de capital estão ficando mais baixos, então há mais fluxo de caixa livre e a companhia está comprometida com a desalavancagem.”
Com vendas de ativos que totalizaram 1,3 bilhão de dólares no ano passado e geraram fluxo de caixa livre, a mineradora espera reduzir a dívida líquida para entre 15 bilhões de dólares e 17 bilhões de dólares, disse a agência de classificação de Fitch. A companhia voltou ao mercado após o rendimento do título de 2026 cair de 5,74 por cento em 22 de dezembro para 5,11 por cento na sexta-feira, segundo dados da Thomson Reuters.
A Vale é classificada com o grau de investimento por duas das três principais agências de rating, após a Moody’s rebaixá-la a categoria especulativa em fevereiro do ano passado, devido ao declínio dos preços do minério de ferro e de outros metais básicos. “Eu acho que a Moody’s precisa fazer algo, uma vez que estão distantes de outras agências”, disse Klaus Spielkamp, chefe de vendas de renda fixa na Bulltick. “Eles estão três degraus abaixo do grau de investimento. Isso é exagero.”
Ainda assim, a Moody’s alertou em nota nesta segunda-feira que os preços mais baixos dos metais em comparação com níveis vistos em 2011-2014 “vão impedir uma recuperação mais rápida nas métricas de crédito.” Na reabertura, o título de 2026 foi precificado a 107,793 por cento do valor de face, com rendimento de 5,20 por cento ou 278,3 pontos básicos acima dos títulos de referência do Tesouro dos EUA. O BB Securities, Bradesco, JP Morgan, MUFG e Santander atuaram como coordenadores da operação.
A Vale vai utilizar os recursos captados para refinanciar o título em euro de 4,375 por cento com vencimento em 2018, e para fins corporativos gerais.


Fonte: Exame

Vale fará baixas contábeis em seu balanço do 4º trimestre

Vale fará baixas contábeis em seu balanço do 4º trimestre

A Vale fará o reconhecimento de impairments (baixa contábil de ativos) no balanço do quarto trimestre de 2016 e do exercício anual, relativos ao segmento de fertilizantes e operações de metais básicos no exterior. A informação consta de aviso ao mercado sobre reabertura dos bonds com vencimento em 2026, no qual a companhia explica que, por requerimentos da Securities and Exchange Comission (SEC), dos Estados Unidos, apresentou no Formulário 6-K comentários sobre determinados eventos ocorridos após 30 de setembro de 2016.
A companhia diz que os resultados anual e do quarto trimestre de 2016, previstos para divulgação em 23 de fevereiro, foram afetados por “preços melhores de minério de ferro, tendência de preços de outros produtos e variações cambiais”. Além disso, a companhia fará o reconhecimento no balanço de impacto de US$ 1,2 bilhão devido a impairment, sem efeitos de caixa, no segmento de fertilizantes, após efeitos de tributos, devido à venda de ativos, em dezembro, para a Mosaic, no valor de US$ 2,5 bilhões.
No comunicado, a Vale afirma que também espera novos impairments “em razão da perspectiva de menores preços de certos produtos” nas operações de metais básicos de Newfoundland and Labrador e Nova Caledônia, em montante ainda não determinado. Entretanto, a empresa espera que os valores sejam “significativamente menores” do que o impairment reconhecido nestes ativos em 2015. Por fim, a Vale ressalta que ainda não concluiu os procedimentos de fechamento, revisão e preparação e que os auditores externos tampouco finalizaram os trabalhosos sobre as demonstrações financeiras.
Fonte: Exame

Após Mariana, MG afrouxa licença ambiental

Após Mariana, MG afrouxa licença ambiental

O governo de Minas Gerais decidiu alterar as regras do licenciamento ambiental no Estado, com o propósito de eliminar o grande passivo de autorizações que passou a acumular. À revelia do governo federal, que não consegue chegar a um consenso para emplacar a nova proposta de Lei Geral do Licenciamento no Congresso, o Estado fez mudanças profundas em seu processo ambiental, sob sua conta e risco.
Há duas semanas, um decreto estadual passou a permitir que um empreendimento obtenha, de uma só tacada, a licença prévia e a licença de instalação, ou seja, a construção é liberada automaticamente. Se o impacto e o risco associados ao projeto não for tão alto, poderá receber, inclusive, a sua licença de operação, com os três documentos entregues em uma única fase.
Até a semana passada, Minas Gerais seguia o mesmo rito aplicado pelo Ibama em projetos federais, tendo as três etapas avaliadas de forma independente, com uma série de exigências a serem cumpridas pelo empreendedor entre cada uma dessas autorizações. Além do que batizou de “licenciamento trifásico”, o governo mineiro quer repassar aos seus municípios uma série de processos de licenciamento que hoje estão sob a tutela do Estado. Com essa mudança, que deve ser oficializada nos próximos dias, a Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad) pretende reduzir ainda mais as pilhas de processos.
Lentidão
As mudanças atendem a demandas do setor mineral, que tem pressionado o governo estadual a acelerar o processo de licenciamento. Na avaliação das mineradoras, centenas de projetos estão paralisados por causa da lentidão dessas autorizações, processo que ficou mais complexo depois da catástrofe ocorrida em Mariana em novembro de 2015, quando o rompimento da barragem da Samarco, que pertence à Vale e à BHP Billiton, matou 18 pessoas e despejou 40 milhões de metros cúbicos de rejeitos sobre cidades, rios e florestas.
A fila do licenciamento ambiental, de fato, tem aumentado. Segundo dados da Semad, em dezembro 2014, o passivo do licenciamento chegava a 2.665 processos em análise. Esse número saltou para 3.166 pedidos em 2015 e hoje chega a 3.530 casos pendentes de avaliação. As solicitações para uso de recursos hídricos subiram de 13 mil em 2014 para espantosos 25 mil no fim do ano passado. O único passivo que caiu está atrelado a cortes de vegetação.
Para a Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg), todas as medidas para responsabilizar os culpados pelo maior desastre ambiental do País estão sendo tomadas, mas outras empresas estariam sendo indiretamente punidas. Nas contas da Fiemg, há 281 processos de licenciamento de mineração que aguardam uma definição da Semad. “A decisão sobre o empreendimento tem de ser tomada, pelo sim ou pelo não. O que não podemos é produzir algo que aumente a desestruturação do Estado, que já é muito grande”, diz Olavo Machado Junior, presidente da Fiemg.
Na avaliação de Bruno Feigelson, advogado especializado no setor de mineração, a demora no processo de licenciamento não se deve apenas às novas regras que passaram a ser impostas em projetos que envolvem o uso de barragens de rejeito, mas também pelo receio de agentes públicos em autorizar novos projetos: “Tem havido uma resistência muito grande de expedição de licenças, principalmente em Minas, por conta do medo dos técnicos de serem responsabilizados e processados. Como são carreiras estáveis, não há estímulo para que esses profissionais ajam de outra forma”.
Análise
Segundo o secretário adjunto da Semad, Germano Luiz Gomes Vieira, o órgão estadual possui 210 servidores que atuam diretamente nos processos de licenciamento, independentemente do tipo de projeto. “É claro que, como qualquer outro Estado, sofremos com falta de logística, infraestrutura e treinamento. Mas hoje nosso problema não é falta de servidor. O que precisamos é desburocratizar”, diz o secretário. “O governo federal precisa enfrentar uma lei federal que oriente os Estados e que dê autonomia para enfrentarmos o licenciamento. Hoje vivemos amarras que precisam ser desatadas do ponto de vista federal. Falta uma lei que traga menos burocracia e maior qualidade de análise”, completou.
Para tentar blindar seus técnicos que assinam autorizações de licenciamento, a Semad publicou uma lei estadual no ano passado que garante atuação da Advocacia-Geral do Estado em casos de questionamento judicial. “Isso é para que o técnico tenha mais tranquilidade”, comentou Vieira. A secretaria também negocia um acordo com o sindicato da categoria, para propor um plano de carreira. “Nossa intenção agora é manter quem entra, com perspectiva de capacitação e aposentadoria.”
As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
Fonte: IstoÉ

Minério de ferro sobe 3,34% na China, a US$ 83,29

Minério de ferro sobe 3,34% na China, a US$ 83,29

O minério de ferro spot (à vista), negociado no porto de Qingdao com 62% de pureza, fechou em alta de 3,34%, a US$ 83,29 a tonelada.  A cotação do minério é um importante balizador para o desempenho das ações da Vale, já que é o seu principal produto.


Fonte: Yahoo Notícias

Gemologia