terça-feira, 7 de fevereiro de 2017

ÁGUA-MARINHA


ÁGUA-MARINHA

A Água-marinha pertence ao grupo berilo. Sua cor mais valorizada é de um azul profundo, mas existem muitos tons de azul como o azul pálido e o azul ultramarino. É o ferro que lhe dá a cor azul e é também frequentemente usado em jóias; e nós oferecemos uma grande variedade de pedras de diferentes formas e pesos (originárias do Brasil). Ela é uma das pedras anteriormente chamadas de semi-preciosas e é frequentemente usada para criar anéis, pulseiras, pingentes, colares ...
A melhor água-marinha bruta veio da região de Minas Gerais (onde nós visitamos com frequência), mas elas também são encontrados no Afeganistão, Paquistão, Moçambique, Nigéria e Madagascar.
Se essa pedra era muito popular durante o período Art Déco, hoje continua a ser muito popular entre os joalheiros.
Sua dureza na escala de Mohs é de 7,5 -8.

O retorno da esmeralda e do Jade.

O retorno da esmeralda

E DO JADE




Esta pedra verde já foi uma das mais importantes no mundo, rivalizando, em alguns casos, com o diamante.
Nos últimos anos a esmeralda praticamente foi eclipsada pelo diamante e desapareceu da mídia.
Somente agora, em 2014, que o mercado da esmeralda está voltando ao que já havia sido. Os preços da esmeralda estão em alta, superando praticamente todas as outras pedras preciosas, perdendo somente, para o diamante bom. O que alavanca os preços é uma forte procura vinda da China e a falta de novas minas necessárias para suprir a demanda. Quarenta por cento das compras atuais estão vindo da China onde as pedras verdes como o Jade e a esmeralda são altamente consideradas há milênios.

A tendência é de uma subida de preços ainda mais pronunciada. O governo de Myanmar, o maior produtor de jade do mundo, paralisou a grande mina mecanizada de Hpakant. Este distrito mineiro é famoso pelas suas jadeítas de altíssima qualidade onde trabalhavam 90.000 pessoas segundo um senso de 2012.
O jade de Hpakant é lavrado a séculos e está cercado de controvérsias e acusações de impactos ambientais e de devastações florestais. Até o Governo Obama está ameaçando proibir o comércio deste jade alegando falta de democracia em Myanmar. Joalherias famosas como Cartier, Tiffany e Signet boicotam o jade de Myanmar. Em 2013 o faturamento do jade de Hpakant foi de  US$297 milhões uma das principais rendas do pobre país.

Com o fim iminente do jade de Hpakant, os preços da esmeralda irão subir à estratosfera. Até agora os preços já subiram quase 100%.
Uma alta muito mais importante irá ocorrer assim que os estoques chineses acabarem.

Se você é dono de uma mina de esmeralda abra o olho, pois lucros extraordinários poderão surgir em um futuro próximo. 

Na foto uma peça de jade, extraída em Hpakant, é inspecionada por compradores : REUTERS/Aung Hla Tun

S11D, o sonho da Vale, entra em produção

S11D, o sonho da Vale, entra em produção






Com a produção do minério de ferro do S11D Eliezer Batista, a Vale atinge um novo patamar. A partir de agora, pelos próximos 50 anos, a mineradora brasileira será a maior produtora do mundo de minério de ferro de altíssima qualidade.

Os produtos da Vale já assustavam a concorrência mundial principalmente pela qualidade.

No entanto, com o S11D no mercado, simplesmente não existirão concorrentes.

As gigantes australianas BHP e Rio Tinto, que já claudicavam para colocar produtos competitivos na China, serão ultrapassadas sempre que a Vale quiser: o minério australiano é de mais baixo teor e requer processamento e blendagem. Ou, em outras palavras, mais investimentos e custos operacionais muito mais elevados que tornam esses minérios menos competitivos.

No decorrer dos próximos anos os produtos da Vale, em especial do S11D, receberão mais atenção e preços diferenciados.

Neste momento a primeira carga, com 26.500t, de minério de ferro do S11D já está embarcada.

Infelizmente o minério do S11D é, ainda, um produto bruto sem valor agregado, que repassa ao país importador todo o lucro da industrialização e da verticalização. Posteriormente, após a siderurgia e a industrialização, esta tonelada, que foi comprada, pelos chineses, por US$80, voltará ao Brasil na forma de veículos, eletrodomésticos etc... com preços de milhares de dólares.
Um fator multiplicador que só os chineses verão.

Trata-se de um processo cruel, alimentado pela política narcisista da Vale, que nos manterá, irreversivelmente no terceiro mundo como exportadores de commodities.

Até quando ?

Autor:   Pedro Jacobi - O Portal do Geólogo

Funai vai à Justiça contra mineração de ouro em Belo Monte


Funai vai à Justiça contra mineração de ouro em Belo Monte

A Fundação Nacional do Índio (Funai) quer propor uma ação judicial para barrar o projeto de mineração “Volta Grande”, empreendimento que prevê a extração de ouro ao lado da barragem da hidrelétrica de Belo Monte, no município de Senador José Porfírio , no Pará. A decisão de partir para os tribunais ocorre após a fundação vinculada ao Ministério da Justiça ter sido totalmente ignorada pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semas), quanto à sua avaliação do processo de licenciamento ambiental do empreendimento.
Na semana passada, a Semas liberou a licença de instalação do projeto bilionário da canadense Belo Sun, autorizando a construção de toda a estrutura necessária para dar início à extração do ouro, apesar de a Funai ter informado que havia diversas pendências e irregularidades no processo.
Foto: Dida Sampaio/Estadão
garimpo ouro Belo MonteSemas liberou a licença de instalação do projeto, autorizando a construção de toda a estrutura necessária para dar início à extração do ouro
BRASÍLIA – A Fundação Nacional do Índio (Funai) quer propor uma ação judicial para barrar o projeto de mineração “Volta Grande”, empreendimento que prevê a extração de ouro ao lado da barragem da hidrelétrica de Belo Monte, no município de Senador José Porfírio , no Pará.
A decisão de partir para os tribunais ocorre após a fundação vinculada ao Ministério da Justiça ter sido totalmente ignorada pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semas), quanto à sua avaliação do processo de licenciamento ambiental do empreendimento. Na semana passada, a Semas liberou a licença de instalação do projeto bilionário da canadense Belo Sun, autorizando a construção de toda a estrutura necessária para dar início à extração do ouro, apesar de a Funai ter informado que havia diversas pendências e irregularidades no processo.
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Em resposta ao Estado, a Funai declarou que é órgão integrante do rito de licenciamento ambiental e que estudos do componente indígena do projeto, que devem ser feitos conforme o termo de referência emitido pela fundação, são parte integrante do Estudo e Relatório de Impacto Ambiental (EIA/RIMA).
“A Funai já se manifestou ao órgão licenciador quanto os estudos do componente indígena. Após o check-list para averiguar o cumprimento da estrutura e tópicos exigidos, verificou-se que estes não foram cumpridos, sem que se apresentasse justificativa. Além disso, em seu mérito, o termo de referência não foi cumprido em relação à necessidade de coleta de dados primários, tendo sido colhidos apenas dados secundários”, informou a Funai.
Ignorada na avaliação do processo de licenciamento, a fundação pretende recorrer à Justiça. “Com a expedição da licença de instalação, a Funai analisa a possibilidade de propor uma ação judicial. A Funai entende que nem mesmo a licença prévia poderia ter sido concedida sem a aprovação dos estudos do componente indígena, como exposto anteriormente, já que a viabilidade do empreendimento não pode ser atestada sem estes estudos.”
A licença prévia, que atesta a viabilidade do empreendimento, somente poderia ter sido expedida após os estudos constatarem essa viabilidade e após a aprovação dos estudos pelas comunidades das terras indígenas Paquiçamba, Arara da Volta Grande do Xingu e dos indígenas desaldeados da região da Volta Grande do Xingu, declarou a fundação.
A Funai também entende que o empreendimento não pode se instalar enquanto não transcorrer o tempo de seis anos de monitoramento do trecho de vazão reduzida da hidrelétrica de Belo Monte, local onde se encontra o projeto Volta Grande. Por conta da barragem e do canal da usina, um trecho de aproximadamente 100 quilômetros do Xingu ficará constantemente com sua vazão mínima, ou seja, sem o fluxo natural do rio. “Além disso, após o início da operação da usina, modificou-se a situação da região, de modo que o EIA deve ser revisto considerando-se a nova configuração”, declarou o órgão federal.
A Funai informou que já manifestou ao Ministério Público Federal no município do Altamira (PA) e à Semas sua preocupação com o licenciamento. A barragem de rejeitos do projeto Volta Grande irá se localizar a aproximadamente 2 km do rio Xingu, no trecho de vazão reduzida. Nos estudos do empreendimento, afirma a fundação, “consta que existe a possibilidade de uma ocorrência de rompimento da barragem de rejeitos durante a operação do empreendimento com consequência catastrófica”.
“Portanto, um acidente de extravasamento ou rompimento da barragem de rejeitos comprometerá a viabilidade de reprodução física e cultural das comunidades indígenas da região, assim como a vida de todas as outras pessoas presentes na região da Volta Grande do Xingu.” Outra preocupação diz respeito a duas pilhas de “estéril” (resíduos), uma com aproximadamente 75 metros de altura e outra com aproximadamente 85 metros. Segundo a Funai, conforme o relatório de resíduos sólidos dos estudos ambientais do projeto, o índice de arsênio na pilha de estéril será 37 vezes maior do que o tolerável.
“Enquanto a mina estiver operando, a lixiviação das pilhas de estéril levará os contaminantes para as barragens de rejeitos. No entanto, após o fechamento da mina, as pilhas de estéril estarão fora de controle, contaminando o meio ambiente”, afirmou a Funai. “Como o arsênio permanece contaminante por muito mais tempo do que é economicamente viável para o empreendedor controlá-lo, o risco de contaminação pela simples lixiviação das pilhas de estéril permaneceriam por décadas ou até séculos. Também existe a possibilidade de resíduos de arsênio na barragem de rejeitos.”
Segundo a Funai, não houve esclarecimentos a respeito destas duas questões.


Fonte: Estadão

Governo vai colocar mais R$ 1,4 bilhão na Transnordestina


Governo vai colocar mais R$ 1,4 bilhão na Transnordestina

Para ver pronta a Ferrovia Transnordestina, cujas obras se arrastam há mais de dez anos, o governo concordou em aportar mais R$ 1,4 bilhão no projeto nos próximos três anos. A CSN, sócia privada da ferrovia, promete colocar mais R$ 1,8 bi até 2021, quando a obra seria concluída.  A proposta financeira foi apresentada nesta segunda-feira, 6, pela Transnordestina Logística S/A, o braço da CSN responsável pelo projeto. A obra é alvo de uma decisão do Tribunal de Contas da União (TCU), que mandou paralisar os repasses do governo.
Por isso mesmo, o governo concordou com os novos aportes, mas com uma condição: eles só serão feitos se a empresa cumprir as condições impostas em janeiro de 2016 pelo TCU. A corte de contas quer, entre outras coisas, saber qual será, afinal, o valor da obra. Para isso, exige que seja elaborado um novo estudo de viabilidade técnica, econômica e ambiental (Evtea) – um trabalho que consome meses. A partir desse estudo, será possível determinar quanto, afinal, a TLSA aportará no projeto. Até agora, a obra já consumiu pelo menos R$ 6,3 bilhões, sendo aproximadamente 80% de recursos públicos.
Pela proposta apresentada na tarde desta segunda-feira em reunião no Palácio do Planalto, a TLSA se dispõe a aportar R$ 133,5 milhões na obra este ano. O governo entraria com igual valor, além de ressarcir a TLSA por obras já realizadas no valor de R$ 300 milhões, dos quais R$ 150 milhões já foram repassados no mês passado. Tudo somado, o orçamento deste ano será de R$ 567 milhões.
“Dá para tocar bem a obra em 2017, até construirmos uma solução final”, disse ao jornal O Estado de S. Paulo o ministro dos Transportes, Portos e Aviação Civil, Maurício Quintella Lessa, que participou da reunião ao lado dos ministros da Casa Civil, Eliseu Padilha, do Planejamento, Dyogo Oliveira, e da Integração Nacional, Hélder Barbalho. Ele frisou que o desenho depende de a TLSA cumprir as condições impostas pelo TCU. O ministro considerou acertada a decisão da corte de contas.
Pelo plano apresentado pela TLSA, as obras receberiam investimentos até 2021. No ano que vem, governo e setor privado aportariam R$ 739 milhões cada um. Já em 2019, o aporte de recursos privados seria de R$ 757 milhões, para R$ 225,5 milhões do setor público. Com isso, o governo atingiria o limite de R$ 7,5 bilhões a serem investidos na obra. Em 2020, a TLSA colocaria mais R$ 214 milhões no empreendimento e, em 2021, outros R$ 6 milhões.
Esse desenho foi considerado pelo governo como mais adequado que a proposta anterior, apresentada após a TLSA não conseguir os financiamentos que pretendia obter do BNDES e do Fundo de Investimentos do Nordeste (Finor). Por ela, a maior parte dos recursos privados viria da venda do direito de passagem da ferrovia.
Porém, os técnicos rejeitaram a proposta, por considerar que esses recursos eram apenas uma expectativa de receita. A proposta apresentada nesta segunda-feira prevê que a parte privada virá de operações de equity (fundos que compram participações em empresas). As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.


Fonte: Exame