quarta-feira, 8 de fevereiro de 2017

Peru recupera extração de ouro no país

Peru recupera extração de ouro no país

A Sociedade de Comércio Exterior do Peru (ComexPerú) destacou a recuperação da produção de ouro no país,
observando que as medidas tomadas pelo executivo para aumentar o investimento e permitir a exploração
ajudaram na expansão.
De acordo com o Ministério de Minas e Energia, no período de janeiro a novembro de 2016, a produção de ouro
teve aumento de 4,46% em relação ao mesmo período de 2015, com cerca de 140,5 milhões de gramas fi nas.
Desde 2015 o Peru tem se posicionado como o sexto maior produtor de ouro no mundo (cerca de 5% da oferta global).

Garimpo (legal) aberto ao público

Garimpo (legal) aberto ao público
Parque estadual de diamantes nos EUA atrai turistas com o intuito de descobrir pedras preciosas com certificado de autenticidade

Não se trata de uma promessa de enriquecimento fácil, mas uma maneira divertida de fazer mineração de diamantes. O Parque Estadual da Cratera de Diamantes da pacata cidade de Murfreesboro, localizada em Arkansas, Estados Unidos, é o único local público do mundo que permite que os visitantes garimpem pedras preciosas e as levem para casa de forma legal.

Pode parecer estranho e até mesmo surreal. No entanto, grupos e mais grupos se dirigem todos os anos à superfície da antiga cratera vulcânica, com a finalidade de encontrar diamantes, além de outras pedras semipreciosas como jaspe, ametista e garnet.
O local surgiu há cerca de 95 milhões de anos, quando uma rachadura na crosta terrestre permitiu que magma quente escapasse, criando um duto vulcânico que trouxe diamantes para cima. Este é o oitavo maior depósito de diamantes de superfície do mundo, um campo com mais de 14,900 m2.

A notoriedade do solo do Parque Estadual da Cratera de Diamantes já havia sido descoberta pelos geólogos no século XIX, mas somente em 1906 os primeiros diamantes foram encontrados por John Wesley Huddleston, o agricultor que possuía a propriedade na época. Huddleston, que também ficou conhecido como Diamond John (ou John Diamante), vendeu a terra pelo valor de $36,000.

O parque mudou de mãos várias vezes ao longo dos anos e várias tentativas de mineração industrial foram feitas. No entanto, o local provou ser mais valioso como atração turística. Mais de 25 mil diamantes já foram encontrados na região, desde que o Estado de Arkansas comprou a terra em 1972 para transformá-la em um parque estadual.


Muitos diamantes encontrados no Parque Estadual do Arkansas (EUA) foram catalogados pela Sociedade Americana de Pedras Preciosas
 
Como garimpar
Uma vez por mês o solo de onde são feitas as buscas por diamante passa por um processo de aração, o que contribui para que mais diamantes subam para a superfície da terra a fim de facilitar a busca. De acordo com os dirigentes do parque, não são necessárias ferramentas para escavar a terra, já que os visitantes podem encontrar as pedras na superfície apenas caminhando ao redor dos montes arados.

Contudo, a maioria dos “caçadores” prefere cavar o solo. O parque permite que os visitantes tragam as suas próprias ferramentas  e ainda oferece a opção de aluguel ou compra. Entretanto, não é permitido o uso de veículos elétricos ou movidos a motor para transporte de equipamentos dentro ou fora da área.

Segundo o parque, procurar por diamantes depende de quanto tempo o caçador dispõe, além das condições do clima. Existem três métodos para achar as pedras. A primeira consiste em andar em todas as direções dos montes com os olhos atentos, preferencialmente, quando tenha acabado de cair alguma chuva forte.

Outra opção é a que a maioria dos visitantes prefere: cavar cerca de 15 cm abaixo e usar uma tela para peneirar o solo. O terceiro método envolve um trabalho árduo e certa experiência, já que necessita uma escavação mais profunda, repetição de processos e classificação de cascalhos. Tudo para encontrar rejeitos das usinas comerciais de exploração do início do século passado.

Diamantes famosos
Entre os fabulosos achados do local estão o “Strawn-Wagner”, o mais perfeito diamante já catalogado pela Sociedade Americana de Pedras Preciosas e em exposição permanente no centro de visitantes do parque. Pesando 1,09 quilates (3,03 em estado bruto), a joia foi desenterrada pela residente Shirley Strawn e foi avaliada em US$ 37.000 depois de lapidada.

O maior diamante já encontrado na América também foi encontrado na cratera. Apelidado de “Tio Sam”, a pedra tinha 40,23 quilates (12,42 quilates após ser lapidado). Outra pedra rara encontrada no mesmo terreno foi o “Estrela do Arkansas”, com 15,33 quilates.

Até a primeira-dama Hilary Clinton usou um dos diamantes da região com o intuito de representar o estado durante as duas posses do presidente Bill Clinton na Casa Branca. A pedra conhecida como Kahn Canary pesava 4,25 quilates e foi emprestada por um amigo do presidente. O parque funciona o ano inteiro, exceto no Dia de Ação de Graças, Natal e Ano Novo. Adultos pagam US$ 8 e crianças a partir de 6 anos US$ 5.

Os dez maiores diamantes encontrados desde 1972
Nome
Origem
Quilates
Ranking
Cor
Ano
W.W. Johnson
Texas
16.37
Branco
1975
C. Blankenship
Louisiana
8.82
Branco
1981
B. Gilbertson
Colorado
8.66
Branco
2011
B. Lamle
Oklahoma
8.61
Marrom
1978
K. Connell
Illinois
7.95
Branco
1986
M. Dickinson/C. Stevens
Louisiana
7.28
Amarelo
1998
T. Dunn
Missouri
6.75
Marrom
1975
R. Cooper
Arkansas
6.72
Marrom
1997
Kinney III/Walker/Elterman/Higley
Michigan
6.67
Amarelo
2011
D. Roden
Texas
6.35
10º
Marrom
2006
 

terça-feira, 7 de fevereiro de 2017

Mina de ouro de Eike na Colômbia não produziu nem um grama



Mina de ouro 



© Fornecido por New adVentures, Lda.
O empresário Eike Batista, antes de ser preso, na semana passada, acusado de pagar propina ao ex-governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, disse, em entrevista à Rede Globo, que era dono de uma mina de ouro na Colômbia. "É a maior mina de ouro da Colômbia. Cem por cento minha", disse Eike.
Na La Bodega, nome da mina, nada de ouro e prata, mas, sim, muita polêmica. A equipe do Fantástico foi à Califónia, no país colombiano. Um vilarejo localizado no Nordeste com 1.800 habitantes. Segundo a reportagem, há mais de 20 anos que não há produção de ouro na região.
"Nem um grama", garantiu Fredy Gamboa, presidente do Sindicato dos Mineiros da região. Ele ainda ressaltou que as empresas que chegaram lá "nunca saíram da fase de prospecção".
As oportunidades de ouro na região eram grandes. A primeira empresa que chegou encontrou boas possibilidades de investimento e expansão da riqueza mineral, o que chamou a atenção de mineradoras multinacionais. Em 2011, foi a vez de Eike. O empresário comprou a La Bodega, que pertencia a um grupo canadense, por quase R$ 1,4 bilhão.
Um geólogo colombiano negou a afirmação de Eike sobre a mina ser a maior do país. "É uma mina com grande potencial, mas não é a maior. É boa, mas hoje não é a maior", disse. Na época da compra, foi feito um vídeo institucional, que prometia um mega desenvolvimento na região. 
"Nesse projeto, entramos com mão de obra barata. As melhores vagas nunca foram para pessoas do município. Fomos postos de lado e a empresa não fez nada para a infraestrutura do município. O senhor Batista não deixou nenhuma obra aqui", desabafou Rosa Mira Mendoza, líder comunitária, acrescentando que ficou feliz em saber que Eike tenha falido.
Aquisição
Um doleiro ouvido na investigação revelou que a compra da La Bodega foi utilizada como justificativa para pagar uma propina de R$ 55 milhões para Cabral. Para repassar o dinheiro, contou o doleiro, Eike elaborou um contrato fictício simulando que o profissional ganhava comissão para viabilizar o pagamento ilícito.
Atualmente, a mina de ouro não pertence mais à OAX, empresa que integrava o "Império X". Foi vendida a um novo fundo de investimentos de Abu Dhabi por um valor irrisório, já que a companhia de Batista devia milhões aos financistas árabes.

20 asteroides passarão perto da Terra







© image/jpeg Colisão Terra Asteroide
De acordo com relatório da Nasa, vinte asteroides devem passar perto da Terra até este domingo. A informação é do Near Earth Object Program, divisão da agência espacial americana que monitora constantemente Objetos Próximos à Terra (NEOs, na sigla em inglês). A maior parte dos eventos está concentrada nesta terça-feira e quarta-feira – ao todo, são esperados doze asteroides passando próximo de nosso planeta nos dois dias. Segundo os cientistas, apesar de a quantidade parecer alta, o fenômeno é comum e nenhum deles passará próximo de nosso planeta o bastante para ser considerado uma ameaça.

Objetos próximos à Terra

NEOs são corpos celestes como cometas ou asteroides que foram empurrados pela gravidade de planetas próximos e têm uma órbita próxima à Terra. Segundo os critérios da Nasa, considera-se que um objeto é um NEO quando ele passa pelo nosso planeta a uma distância menor que 1,3 unidades astronômicas (cada unidade astronômica equivale a aproximadamente 150 milhões de quilômetros). Para fazer uma comparação, a Lua encontra-se a 384.400 quilômetros da Terra, e a Estação Espacial Internacional (ISS, na sigla em inglês), a apenas 400 quilômetros – o que significa que mesmo que um objeto seja considerado um NEO, ele está bem longe de nosso planeta e, talvez, jamais entre em contato conosco algum dia.
Por essa razão, eles não são considerados um perigo. Segundo o astrônomo Daniel Mello, do Observatório do Valongo da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), os asteroides que passarão por nós durante a semana são considerados pequenos e relativamente comuns.
“Para os maiores, com tamanhos superiores a três quilômetros, a frequência é extremamente baixa”, afirma. Segundo Mello, considerando a escala de Torino, que vai de zero a dez e geralmente é utilizada pelos astrônomos para medir o grau de periculosidade de um NEO de acordo com seu tamanho e distância, todos os asteroides previstos para os próximos dias apresentam grau zero.

Asteroides da semana

Só nesta terça-feira, nove desses NEOs, classificados como asteroides, passarão perto da Terra – o maior deles, identificado como 2016 YT8, tem um diâmetro que varia entre 220 e 490 metros e deve passar a uma distância de 2,6 milhões de quilômetros.
O que chegará mais perto, no entanto, é o 2017 BM93, que deve se aproximar nesta quarta-feira. Com um diâmetro entre 13 e 28 metros, o corpo celeste ficará a uma distância de 1,3 milhão de quilômetros da superfície do planeta. Apesar da proximidade, asteroides com órbitas semelhantes, identificados pela sigla “Apollo”, são muito comuns – estima-se que cerca de 62% de todos os asteroides conhecidos pertençam a esse tipo e, geralmente, não representam nenhuma ameaça.
Além dos asteroides, um cometa também está previsto para cruzar os céus no sábado. Identificado como 45P/Honda-Mrkos-Pajdusakova, o corpo celeste é o único que apresenta um tamanho que poderia ser considerado um risco potencial, com seus cerca de 1,6 quilômetro de diâmetro. “Mas ele passará bem distante, a 32 vezes a distância Terra-Lua, então podemos ficar tranquilos”, afirma Mello.
A frieza dos cientistas em relação ao tema se dá porque um time internacional de astrônomos costuma vasculhar o céu em busca desses objetos que passam perto de nosso planeta para calcular e prever suas órbitas — e a possibilidade de impacto com a Terra. Programas como o Near Earth Object Program, da Nasa, e o semelhante da Agência Espacial Europeia (ESA, na sigla em inglês) divulgam relatórios atualizados sobre o assunto, com informações e revisões constantes de especialistas.
No Brasil, um dos lugares que faz o monitoramento desses objetos é o Sonear (sigla para Southern Observatory for Near Earth Asteroids Research), um observatório particular perto de Oliveira, cidade a 120 quilômetros de Belo Horizonte. Composto por um trio de astrônomos amadores mineiros, o observatório já encontrou quatro cometas e 25 NEOs desde que começou a funcionar, em dezembro de 2013.

Estudo afirma que decreto de Trump não evita terrorismo

Estudo afirma que decreto de Trump não evita terrorismo

Nas palavras do republicano, o alvo dessas medidas é proteger o povo americano do "islamismo radical", mas o estudo contesta a eficácia da medida

Chicago – O decreto migratório que proíbe a entrada de cidadãos de várias nações muçulmanas nos Estados Unidos não evitará a ameaça de atentados doEstado Islâmico (EI) no país porque os seguidores do grupo já cruzaram a fronteira ou são americanos, indicou um estudo da Universidade de Chicago.
“O rosto americano do Estado Islâmico”, elaborado pelo Projeto sobre Segurança e Ameaças da Universidade de Chicago, contradiz a crença de que os jihadistas são pessoas jovens, solteiras, sem educação, isoladas e desempregadas.
No último dia 27 de janeiro, o presidente dos EUA, Donald Trump, divulgou uma ordem executiva para impedir a entrada de refugiados de todo o mundo e também a emissão de vistos para cidadãos de Líbia, Sudão, Somália, Síria, Iraque, Irã e Iêmen.
Nas palavras do republicano, o alvo dessas medidas é proteger o povo americano do “islamismo radical”, mas o estudo contesta a eficácia da medida.
“A ameaça terrorista está mudando”, afirmou Robert Pape, um dos especialistas que analisou os 112 casos de pessoas processadas nos EUA por crimes relacionados com o Estado Islâmico entre março de 2014 e agosto de 2016.
“O perigo procede quase exclusivamente de americanos que já estão no país, não de refugiados ou estrangeiros”, completou Page, que é professor de Ciências Políticas na Universidade de Chicago.
Dois terços dos simpatizantes do EI analisados pelo estudo nasceram nos EUA, outros 20% eram naturalizados e somente três tinham status de refugiados (dois da Bósnia e um do Iraque), afirmou o estudo. A média dos acusados era de 27 anos. A maior parte era casado ou tinha um relacionamento amoroso. Quase dois terços deles trabalhavam e tinham curso superior.
O estudo afirma, além disso, que a maioria se converteu ao islamismo nos EUA e se radicalizou vendo vídeos de propaganda do EI, com centenas de execuções e conferências de líderes terroristas.
Pape, que comandou o projeto, diz no estudo que as autoridades dos EUA devem tentar entender a estratégia de propaganda do EI para lutar contra os métodos de recrutamento e radicalização do grupo.
“De nada vale o fechamento das fronteiras para os refugiados e os visitantes de países islâmicos. Esses polêmicos decretos podem distrair as autoridades das ameaças terroristas reais”, afirmou.