quinta-feira, 9 de fevereiro de 2017

Espírito Santo terá mais tropas federais para conter violência durante greve de policiais

Espírito Santo terá mais tropas federais para conter violência durante greve de policiais

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2017 20:06 BRST
 
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Soldados fazem segurança em praia de Vitória.  8/2/2017. REUTERS/Paulo Whitaker
Por Paulo Whitaker
VITÓRIA (Reuters) - O governo do Estado do Espírito Santo receberá o reforço de 550 militares, após pedir, nesta quarta-feira, o envio de mais tropas federais para enfrentar uma onda de violência registrada em decorrência de uma greve de policiais, que em cinco dias já deixou mais de 80 mortes relatadas.
O número de mortos, se confirmado, seria cerca de seis vezes maior que a taxa de homicídios no Estado registrada ao longo do ano passado.
Apesar da mobilização de mil soldados das Forças Armadas e de um contingente de 200 homens da Força Nacional, que chegaram ao Estado na segunda-feira, a violência continua se alastrando após a Polícia Militar iniciar uma greve no fim de semana por uma disputa sobre reajuste salarial.
Nesta quarta, o Ministério da Defesa anunciou que o Estado receberá reforço de 550 militares das Forças Armadas, além de mais 100 integrantes da Força Nacional de Segurança Pública. De acordo com nota, o ministro da Defesa, Raul Jungmann, disse que o governo federal atende aos pedidos do Espírito Santo “dentro da nossa capacidade” e “se forem necessários outros deslocamentos serão feitos”.
Mediante uma onda de assaltos, roubos e assassinatos, autoridades locais disseram precisar de centenas de tropas militares a mais para ajudar a compensar a média de 1.800 policiais que normalmente patrulham as ruas do Estado.
A greve, que tem participação de familiares e amigos de policiais que bloquearam acessos a batalhões, acontece à medida que o Espírito Santo, assim como outros Estados, enfrenta dificuldades financeiras para garantir serviços como saúde, educação e segurança.
O governador Paulo Hartung disse nesta quarta-feira que a greve, que fez com que escolas e hospitais fossem fechados e muitos moradores decidissem ficar em casa por medo da violência, é uma "chantagem". Ele comparou a greve ao "sequestro da liberdade de cidadãos", com cobrança de um "resgate".
Autoridades do governo estadual não confirmaram o número crescente de mortes violentas, mas a mídia local relatou que mais de 80 pessoas morreram desde sábado.
A maior parte da violência está centrada na região metropolitana de Vitória, onde vivem cerca de dois milhões de pessoas.
(Reportagem adicional de Paulo Prada e de Tatiana Ramil)

Safra de soja do Brasil deve subir para 104,7 mi t com clima favorável, aponta pesquisa

Safra de soja do Brasil deve subir para 104,7 mi t com clima favorável, aponta pesquisa

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2017]
Por Gustavo Bonato
SÃO PAULO (Reuters) - A safra de soja do Brasil deverá alcançar um recorde de 104,7 milhões de toneladas na temporada 2016/17, que está sendo colhida, com clima favorável na maior parte das regiões, apontou nesta quarta-feira uma pesquisa da Reuters.
O levantamento, com 19 fontes, incluindo consultorias locais e importantes entidades do setor, representa uma alta de 9,7 por cento ante a colheita de 2015/16, que teve produtividades prejudicadas por chuvas irregulares.
A pequisa divulgada no início de janeiro apontava uma previsão média de 103,5 milhões de toneladas para a temporada.
"Acredito que a safra está bem consolidada acima de 103 milhões", disse o sócio da consultoria MD Commodities, antiga AGR Brasil, Pedro Dejneka.
A Agroconsult, que elevou nesta quarta-feira sua previsão de safra para 105,3 milhões de toneladas, disse que as perspectivas são de uma alta nas previsões, devido ao bom desenvolvimento das lavouras até o momento.
Técnicos da empresa percorreram o Centro-Oeste e o Paraná nas últimas semanas, como parte da expedição técnica Rally da Safra, e relataram boas produtividades.
"As amostras e visitas confirmam o bom potencial produtivo da safra e os produtores estão muito otimistas com as primeiras áreas colhidas", disse o analista da Agroconsult Valmir Assarice, em nota.
A consultoria Lanworth, que integra a Thomson Reuters, também realizou análises de campo ao longo de janeiro, tendo registrado boas produtividades em Mato Grosso.
"As duas primeiras semanas de janeiro levaram tempo seco... para o Centro-Oeste, facilitando a colheita da soja de ciclo curto em Mato Grosso... Desde então, as chuvas excederam as médias históricas para esta época do ano, atrasando esforços de colheita, mas favorecendo as sojas de ciclo longo e as plantadas mais tarde na temporada", disse o analista sênior da Lanworth, Jose Clavijo, em relatório.
Segundo levantamento da AgRural, a colheita até o fim da semana passada alcançava 10 por cento da área plantada no país, mesmo índice registrado em igual período da temporada 2015/16. Atrasos na colheita do Paraná vinham sendo compensados pelo forte ritmo dos trabalhos em Mato Grosso, segundo a consultoria.
OUTROS ESTADOS
As atenções de analistas e agricultores voltam-se agora para o desenvolvimento das lavouras em regiões que têm um calendário de cultivo mais tardio, como o Rio Grande do Sul e o Matopiba (Maranhão, Tocantins, Piauí e oeste da Bahia).
"Se a safra vai ser 103, 104, 105, 106 ou 107 milhões, vai depender do clima nos próximos 30 a 45 dias. Lembrando que o sul do país começa a colher somente agora", lembrou Dejneka.
A Agroconsult afirmou que bons volumes de chuvas no Matopiba, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Santa Catarina durante o mês de fevereiro serão essenciais para confirmar as projeções.
Contudo, com o clima em um cenário de La Niña fraco ou de neutralidade, em oposição a um El Niño forte no ano passado --que afetou a safra em importantes regiões em 2015/16-- problemas relevantes tornam-se cada vez menos prováveis.
"Os menores potenciais produtivos estão na região do Matopiba novamente. Mas mesmo lá, as chuvas agora estão normais e eles vão colher uma safra bem razoável, muito melhor que o desastre do ano passado", projetou o analista Flávio França Junior, da França Junior Consultoria.

Papa Francisco pede que não se construam muros, mas pontes

Papa Francisco pede que não se construam muros, mas pontes

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2017 15:21 BRST
 

Papa Francisco em audiência no Vaticano.  8/2/2017. REUTERS/Tony Gentile
CIDADE DO VATICANO (Reuters) - O papa Francisco disse nesta quarta-feira que a sociedade não deve criar "muros, mas pontes" para incentivar boas relações entre as pessoas, acrescentando que é errado ser rancoroso e dizer que vai fazer o outro "pagar por isso".
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, prometeu construir um muro na fronteira com o México e fazer com que os mexicanos paguem por ele. O pontífice nascido na Argentina não mencionou Trump ou o muro especificamente em seus comentários.
Falando em sua audiência semanal, o papa falou sobre o chamado cristão "para não levantar muros, mas pontes, para não responder ao mal com o mal, para vencer o mal com o bem".
Em seguida, ele improvisou e acrescentou: "Um cristão nunca pode dizer 'eu vou fazer você pagar por isso!' Nunca, isso não é um gesto cristão. Uma ofensa é superada com perdão, vivendo em paz com todos".
No ano passado, ao responder um questionamento sobre o ponto de vista do então candidato Trump sobre a imigração e sua intenção de construir um muro na fronteira com o México, o papa Francisco disse que um homem com essas opiniões "não é cristão".
O papa disse em uma entrevista no mês passado que não iria formar uma opinião sobre Trump até que primeiro tivesse uma chance de ver as políticas específicas que o novo presidente dos EUA iria implementar.
Quando Trump tomou posse em 20 de janeiro, o papa enviou uma mensagem pedindo que ele fosse guiado por valores éticos, dizendo que deveria cuidar dos pobres e dos marginalizados durante seu tempo no governo.
(Por Philip Pullella)

Austrália viveu grande desprendimento de terra há 300 mil anos

Austrália viveu grande desprendimento de terra há 300 mil anos

Um gigantesco desprendimento de terra ocorrido há 300.000 anos diante da costa da Austrália pode ter provocado um enorme tsunami, anunciou nesta quarta-feira um grupo de cientistas australianos que detectou seu rastro.O afundamento do talude continental, provocado provavelmente por um terremoto, foi descoberto por acaso por um grupo de pesquisadores que estavam cartografando em três dimensões os fundos marinhos da zona da grande barreira de corais australiana.
Depois de localizar oito colinas submarinas “no meio do nada”, os cientistas descobriram, graças à cartografia, uma grande cavidade no talude, indicou Robin Beaman da James Cook University, um dos autores do estudo publicado na revista Marine Geology. “Falta uma parte gigantesca do talude continental de 20 quilômetros de comprimento e situado a 8 quilômetros de profundidade”, explicou à AFP.
O desprendimento foi descoberto em uma zona a 75 km diante da costa de Innisfail, uma localidade do estado de Queensland, e arrastou 32 quilômetros de matéria, “30 vezes mais que o Uluru”, explicou Beaman em referência a uma conhecida rocha australiana de 348 metros de altura, também conhecida como Ayers Rock.
A data provável do desprendimento foi calculada datando os fósseis dos corais encontrados em águas profundas e situados a mais de um quilômetro das colinas submarinas. O coral mais antigo tem 302.000 anos. Um desprendimento de terra de tal magnitude pode ter gerado ondas de tsunami de 27 metros de altura, cujo efeito pode ter sido amortecido pelos muitos recifes de corais, segundo o estudo.


Fonte: IstoÉDinheiro

Futuros chineses de minério de ferro e de aço retomam rali

Futuros chineses de minério de ferro e de aço retomam rali

Os contratos futuros de minério de ferro e de aço da China voltaram a subir com força nesta quarta-feira, retomando um rali que foi interrompido pela decisão do banco central chinês (PBoC) de elevar juros do mercado monetário, no fim da semana passada. Em Dalian, os futuros de minério de ferro saltaram 4,3%, a 645,50 yuans por tonelada, enquanto em Xangai, os futuros de vergalhões de aço avançaram 2,9%, a 3.196 yuans por tonelada.
A demanda por aço e minério de ferro na China vem aumentando bastante, em meio a expectativas de que a expansão no setor de infraestrutura do país terá continuidade em 2017. Alguns especialistas, porém, alertam sobre uma possível desaceleração em alguns segmentos, como o de construção de moradias, ao longo do ano.


Fonte: Dow Jones Newswires

PS: HORA DE COMPRAR AÇÕES DA VALE3/5...