sábado, 11 de fevereiro de 2017

Quem assassinou o papa João Paulo l?


Quem assassinou o papa João Paulo l?

Morto em 1978 de embolia pulmonar, Albino Luciani, antecessor de João Paulo II, cumpriu um mandato de apenas 33 dias. O pontífice, que contrariava os interesses de poderosos do Vaticano, pode ter sido vítima de um crime que até hoje espera por uma solução3

Celia Demarchi
O dia 28 de setembro de 1978 ainda está bem vívido na memória dos católicos do mundo inteiro. Para eles, a data remete à morte precoce do papa João Paulo I. Mas, para muita gente ainda hoje, naquele dia coroou-se com êxito uma das mais bem armadas conspirações da história da Igreja. Os fatos que cercaram sua eleição, o curto mandato de apenas 33 dias e as circunstâncias da morte de Albino Luciani sugerem, para os defensores dessa teoria, que João Paulo I foi assassinado.
Mas que sorte de interesses aquele homem doce e discreto de 65 anos – conhecido como o “Papa Sorriso” – teria ameaçado contrariar? Antes de abordar a trama, convém relembrar os acontecimentos, amplamente debatidos pela mídia da época, e que renderam algumas obras polêmicas e o bem-documentado livro Um Ladrão na Noite, de John Cornwel, publicado na Inglaterra em 1989.
Filho de uma família proletária e de um pai socialista, Albino Luciani nasceu em 17 de outubro de 1912 onde hoje fica Canale d’Agordo, norte da Itália. Durante toda sua carreira, foi um clérigo inexpressivo e nunca foi cotado para o posto de papa. Sua eleição deixou todos boquiabertos, uma vez que concorreu com nomes fortes, como os cardeais Pignedoli, Baggio, Siri, Felici, Koenig, Bertoli e o brasileiro Aloísio Lorscheider. Também nunca havia integrado o serviço diplomático nem servido no Vaticano. Com essa história, para surpresa geral, foi eleito pontífice no conclave mais concorrido e rápido de que se tem notícia.
Para o escritor inglês David Yallop, autor do livro Em Nome de Deus – uma investigação do assassinato do papa João Paulo I, Albino Luciani teria sido eleito pelos conservadores simplesmente para cumprir ordens. Mas, ao demonstrar carisma, liderança e, principalmente, disposição para reformar os quadros e interferir no comando do Banco do Vaticano, teria despertado o receio de determinado grupo de prelados.
O diretor executivo do Banco do Vaticano, Paul Marcinkus, seria um dos primeiros prejudicados por João Paulo I. Sua exoneração traria à tona extensas negociatas com a Máfia Italiana e a Maçonaria. Marcinkus era notoriamente próximo do presidente do Banco Ambrosiano de Milão, Roberto Calvi, por sua vez amigo do advogado e financista siciliano Michele Sindona. Os três mantinham relações com Lício Gelli, outro financista que controlava a loja maçônica P2, a qual teria se infiltrado no Vaticano.
Um grupo de clérigos também estaria envolvido na trama, por temer a perda de posições de prestígio no Vaticano. Essa versão foi explorada por obras como A Verdadeira Morte de João Paulo I, de Jean-Jacques Tierry, e pelo romance A Batina Vermelha, de Roger Peyrefitte, que ainda acrescentava à trama uma suposta participação da KGB, a polícia secreta da então poderosa União Soviética. Mas foi o escritor John Cornwel quem investigou mais seriamente o episódio e deu consistência à trama em Um Ladrão na Noite. Ex-seminarista, Cornwel foi estimulado pela própria Igreja a produzir uma obra conclusiva que pudesse desmantelar as teorias conspiratórias sobre a morte do papa.
LADRÃO NA NOITE
O autor parece ter ido fundo nas pesquisas (o livro é comparado a um bem documentado relatório), mas, para o desespero do Vaticano, manteve a dúvida no ar: “João Paulo quase com certeza morreu de embolia pulmonar. Necessitava de descanso e medicação. Se estes tivessem sido receitados, ele provavelmente teria sobrevivido. As advertências de uma doença mortal estavam claras, à vista de todos. Pouco ou nada foi feito para socorrê-lo”, afirma ele nos parágrafos finais do livro, traduzido para mais de 30 idiomas, com tiragem total de mais de cinco milhões de exemplares.
No início de seu relato, Cornwel aponta dez contradições que envolvem a morte do papa até hoje não esclarecidas. A mais intrigante, divulgada pela Ansa, agência de notícias italiana, é sobre o horário em que um carro do Vaticano apanhou em suas casas os embalsamadores Renato e Ernesto Signoracci: às 5h. Acontece que há duas versões oficiais sobre o horário em que o corpo foi encontrado: uma, às 5h30. Outra, às 4h30. A causa oficial da morte também nunca foi esclarecida. Segundo alegou o Vaticano, as leis canônicas impediam que a autópsia fosse realizada.
Há ainda indícios de que Luciani pressentira sua morte. Ricardo de la Cierva, a única pessoa que teria tido acesso ao diário pessoal do papa, reproduz no livro O Diário Secreto de João Paulo I um trecho em que o pontífice revela essa premonição. De acordo com o livro, em julho de 1977, ele teria visitado irmã Lúcia, a anciã protagonista das aparições de Fátima, no convento das Carmelitas de Coimbra. Entre longos silêncios e súbitos olhares fixos, a religiosa teria lhe dito a frase: “E quanto ao senhor, senhor padre, a coroa de Cristo e os dias de Cristo”. Em seu diário, João Paulo I teria escrito: “Os dias de Cristo serão meus dias, minhas semanas, meus anos? Não sei”. Aquele era o 25o dia de seu pontificado – que durou exatos 33 dias.

Eu acredito!

“Creio em Deus Pai, Todo-Poderoso, Criador do céu e da terra. E em Jesus Cristo, seu Filho Unigênito, o qual foi concebido pelo Espírito Santo, nasceu de uma virgem, desceu ao mundo dos mortos, ressuscitou noterceiro dia, subiu ao céu e está sentado à direita de Deus Pai, de onde virá para julgar os vivos e os mortos. Creio também que Paul McCartney morreu em 1966, que a Aids foi criada em laboratório, que a viagem à Lua foi uma farsa e que o Dalai Lama é a 14ª reencarnação de Buda. Creio que Alá é Deus e Maomé o seu profeta. Creio na reencarnação, no poder dos astros, nos florais de Bach e no feng shui, nas cirurgias espirituais. Creio na infalibilidade de João Paulo II e que João Paulo I foi morto pela própria Igreja. Amém!”
Janer Cristaldo, escritor, tradutor e jornalista, só não acredita em Papai Noel. Apesar de ter a cara dele

O céu não os protege

A disputa pelo poder registra mais de uma dezena de assassinatos – oficiais – de papas
O supremo pontífice foi peça central de inúmeras conspirações ao longo dos séculos, culminando com o assassinato de pelo menos uma dezena dos que ocuparam o posto. A primeira vítima foi João VIII, envenenado em 882. Mas ele acabou morto a golpes de martelo, pois o preparado demorou a surtir efeito. Anos mais tarde, em 896, o papa Formoso também foi envenenado por uma facção dissidente. Em 903, Cristóvão matou Leão V e assumiu o papado. Em 929, João X foi asfixiado pela filha de sua amante. Em 974, Bento VI foi estrangulado por seu sucessor, Bonifácio VII.
No final do século 13, Celestino V foi envenenado por seu sucessor, Bonifácio VIII, e logo em seguida, no início do século seguinte, Benedito XI teria morrido após ingerir vidro moído misturado a figos.
A partir de então, os assassinatos refluíram. Passaram-se 150 anos até a morte de Paulo II, que pode ter sido vítima de veneno ou simplesmente do pecado capital da gula (morreu após ter devorado dois grandes melões). Em 1503, Alexandre VI foi envenenado com uma dose de arsênico: seu corpo inchou tanto que foi preciso que pulassem sobre seu estômago para fechar o caixão.
Já Leão X, sucessor de Alexandre VI, teria sido vítima de uma tentativa frustrada de assassinato: cinco cardeais teriam contratado um cirurgião que, para “tratar-lhe” as hemorróidas, do papa introduziria veneno no ânus; mas a trama foi descoberta a tempo.

Dólar cai e volta ao patamar de R$3,10, menor desde outubro

Dólar cai e volta ao patamar de R$3,10, menor desde outubro

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2017 18:14 BRST
 

Pacote de notas de cinco dólares dos Estados Unidos passam por inspeção em Washington, nos EUA
26/03/2015
REUTERS/Gary Cameron/File Photo
1 de 1Versão na íntegra
Por Claudia Violante
SÃO PAULO (Reuters) - O dólar fechou a sexta-feira em baixa e foi ao patamar de 3,10 reais pela primeira vez desde o final de outubro passado, acompanhando o comportamento das moedas emergentes no exterior depois que a China trouxe dados robustos sobre sua balança comercial, dando força às commodities e a seus vendedores, como o Brasil.
O dólar recuou 0,66 por cento, a 3,1092 reais na venda, menor nível desde os 3,1065 reais de 25 de outubro passado. Na semana, perdeu 0,46 por cento, oitavo período seguido em queda, acumulando desvalorização de 8,30 por cento.
Na mínima do dia, o dólar marcou 3,1065 reais e, na máxima, 3,1283 reais. O dólar futuro operava em baixa de cerca de 0,70 por cento no final da tarde.
"O mercado deixou de lado o (presidente dos Estados Unidos, Donald) Trump e tratou de repercutir os números chineses. O movimento durou o dia todo", comentou o operador da Advanced Corretora Alessandro Faganello.
A China apresentou dados comerciais melhores do que o esperado para janeiro uma vez que a demanda acelerou tanto no país quanto no exterior, início encorajador de 2017 mesmo que os exportadores asiáticos estejam se preparando para um aumento do protecionismo por parte dos Estados Unidos.
As exportações em janeiro avançaram 7,9 por cento ante o ano anterior, bem melhor do que o esperado por analistas consultados pela Reuters, que projetavam alta de 3,3 por cento.
Com isso, os preços de importantes commodities subiram nesta sessão, como o minério de ferro, num sinal de crescimento futuro da demanda por aço.
No exterior, o dólar caía ante divisas de países emergentes, como o peso chileno e o rand sul-africano.
Profissionais também comentaram que viram fluxo de ingresso de recursos no Brasil nesta sessão, o que ajudou no movimento de baixa do dólar.
"A perspectiva de fluxo estrangeiro é um dos pilares que nos ajuda a explicar um novo dia de baixa. Ontem, projeções do IBGE apontavam safra recorde para 2017, algo que reforça tal expectativa", comentou a corretora Guide Investimentos em relatório.
Nas mesas de negociação, os operadores aguardavam se o Banco Central anunciaria leilão para rolar os swaps tradicionais --equivalentes à venda futura de dólares --de março, de quase 7 bilhões de dólares.

IPO da Hermes Pardini sai a R$19 por ação e movimenta R$877,7 milhões

IPO da Hermes Pardini sai a R$19 por ação e movimenta R$877,7 milhões

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2017 20:25 BRST

SÃO PAULO (Reuters) - A rede de laboratórios médicos Hermes Pardini precificou nesta sexta-feira a 19 reais por ação sua oferta inicial (IPO, na sigla em inglês).
O preço ficou dentro da faixa estimada pelos coordenadores da oferta, de 17,50 a 21,50 reais por ação.
A oferta primária (ações novas) movimentou 187,272 milhões de reais, enquanto a secundária (papéis vendidos por atuais sócios da companhia) teve giro de 690,397 milhões de reais, perfazendo um total de 877,7 milhões de reais.
O início dos negócios das ações no pregão está previsto para acontecer na terça-feira, em que terá como rivais a Alliar, que estreou na bolsa em outubro, e o Fleury.
Também para esta sexta-feira estava prevista a precificação do IPO da locadora de veículos Unidas, mas a companhia cancelou a oferta devido a condições adversas do mercado.
A Movida, uma rival da Unidas, precifiocu seu IPO na segunda-feira a 7,50 reais por papel, no piso revisado da faixa indicativa dos coordenadores.
(Por Aluísio Alves)

Wall Street bate novo recorde impulsionado por promessas econômicas de Trump

Wall Street

Wall Street bate novo recorde impulsionado por promessas econômicas de Trump

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2017 19:53 BRST
 

(Reuters) - Os índices acionários dos Estados Unidos subiram para patamares recordes nesta sexta-feira, com o aumento dos preços do petróleo ajudaram as ações de energia e os investidores renovaram o otimismo com a agenda econômica do presidente norte-americano, Donald Trump.
O S&P 500 registrou sua quarta sessão consecutiva de ganhos, um dia após Trump ter prometido fazer um anúncio "fenomenal" sobre impostos nas próximas semanas.
O índice Dow Jones subiu 0,48 por cento, a 20.269 pontos, enquanto o S&P 500 ganhou 0,36 por cento, a 2.316 pontos. O índice de tecnologia Nasdaq avançou 0,33 por cento, a 5.734 pontos.
O S&P e Dow fecharam em patamar recorde pela segunda sessão consecutiva, enquanto o Nasdaq estendeu sua seqüência de fechamentos recordes para o quarto dia.
O S&P 500 subiu 8,3 por cento desde a eleição de Trump em 8 de novembro, impulsionado pelas expectativas de que o republicano diminuiria impostos corporativos, reduziria a regulamentação e aumentaria os gastos com infraestrutura. A alta chegou a ser interrompida por preocupações sobre a postura protecionista de Trump e falta de clareza sobre as reformas.
"Os investidores ficaram preocupados com o fato de o governo ter saído do caminho e perseguido outras questões", disse Kim Forrest, analista sênior de pesquisa de ações do Fort Pitt Capital Group, em Pittsburgh.
"Cortes de impostos voltaram à linha de frente" disse Forrest. "Estamos buscando ganhos da economia em geral, não apenas (lucro por ação) ganhos em ações".
As ações de energia avançaram 0,8 por cento. Os preços do petróleo subiram mais de 1 por cento, após relatos de que os integrantes da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) realizaram mais de 90 por cento dos cortes de produção prometidos em um acordo que entrou em vigor em janeiro.

Bovespa sobe 1,8% impulsionada por avanço das ações de siderúrgicas e mineradores

Bovespa sobe 1,8% impulsionada por avanço das ações de siderúrgicas e mineradores

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2017 19:02 BRST

Por Flavia Bohone

SÃO PAULO (Reuters) - A Bovespa fechou em alta nesta sexta-feira, retomando o patamar dos 66 mil pontos pela primeira vez em duas semanas, amparada nos fortes ganhos de empresas ligadas a commodities e com Vale tendo a maior influência positiva.
O Ibovespa subiu 1,79 por cento, a 66.124 pontos, maior patamar de fechamento desde 26 de janeiro (66.190 pontos). Na semana, a alta foi de 1,8 por cento.
O giro financeiro subiu no último pregão da semana para 8,86 bilhões de reais, após não chegar a 7 bilhões de reais nas quatro sessões anteriores.
O noticiário corporativo também repercutiu de forma favorável nesta sessão, com as ações da Lojas Renner subindo após balanço trimestral e os papéis da CCR avançando na esteira da precificação de sua oferta de ações.
À tarde, a S&P elevou o rating da Petrobras para "BB-" e melhorou a perspectiva para estável, impulsionando ainda mais as ações da empresa e, consequentemente, o Ibovespa.
No exterior, Wall Street subia a novas máximas, com investidores mantendo o otimismo após a promessa do presidente norte-americano, Donald Trump, de apresentar um plano de reforma tributária nas próximas semanas.
As atenções dos investidores na próxima semana seguem no noticiário corporativo, com a divulgação de balanços de empresas como Banco do Brasil, Braskem e Usiminas.
Segundo o gestor de recursos da Mapfre Investimentos Thiago Souza, de maneira geral, o cenário para o mercado acionário brasileiro é favorável e os investidores agora monitoram balanços corporativos à espera de sinais de melhora nos resultados das empresas.
"Agora é aguardar os resultados e ter um pouco de cautela com a situação política que em algum momento pode pesar nos mercados", disse.
DESTAQUES
- VALE PNA subiu 6,55 por cento e VALE ON ganhou 5,53 por cento, em sessão de forte alta nos preços do minério de ferro na China.
- CSN avançou 8,38 por cento, liderando os ganhos do Ibovespa, amparada nos ganhos das commodities metálicas. A USIMINAS subiu 5,71 por cento.
- LOJAS RENNER teve ganhos de 3,87 por cento após a divulgação de seu balanço do 4º trimestre do ano passado, com analistas do UBS destacando um sólido controle de despesas operacionais, apesar de vendas mais fracas.
- CCR avançou 3,97 por cento após fixar o preço da oferta de ações em 16 reais, o que deve levar à captação de 4,07 bilhões de reais por meio da emissão de um total de 254.412.800 novas ações ordinárias.
- PETROBRAS PN subiu 3,52 por cento e PETROBRAS ON teve alta de 2,44 por cento, acompanhando preços do petróleo no mercado internacional que avançavam amparados nas fortes importações da China e nos cortes na produção pela Organização dos Países Exportadores de Petróleo. Além disso, os ganhos tiveram impulso extra após a elevação do rating da estatal pela S&P.
- SUZANO PAPEL E CELULOSE caiu 2,1 por cento, no pior desempenho do Ibovespa, após subir 3,82 por cento véspera, quando foi impulsionada por seu resultado trimestral. A correção desta sessão ganhou força com o enfraquecimento do dólar ante o real.
- KEPLER WEBER, que não faz parte do Ibovespa, disparou 14,29 por cento após o Banco do Brasil e seu fundo de pensão Previ anunciarem a venda da fatia conjunta fabricante de implementos agrícolas para a norte-americana AGCO. As ações do BANCO DO BRASIL subiram 1,83 por cento.