sábado, 11 de fevereiro de 2017

Os assessores radicais que fazem a cabeça de Trump

Os assessores radicais que fazem a cabeça de Trump

A fragilidade jurídica do decreto anti-imigração é resultado da confiança cega do republicano em um pequeno grupo de assessores radicais

Ao fim de três semanas de governo, o presidente americano Donald Trumpparece ter sedimentado uma maneira de tomar decisões. A seu lado, ele acomodou um reduzido grupo de conselheiros ainda mais radicais que ele próprio e com visão rígida de mundo. Um deles é o genro Jared Kushner, mas o mais histriônico é Steve Bannon, considerado o segundo homem mais importante do país. O estrategista-chefe é o cérebro por trás das decisões mais controversas do governo, como o decreto para barrar temporariamente a entrada de cidadãos de sete países muçulmanos e de refugiados de qualquer parte do mundo. A facilidade com que a ordem foi suspensa na Justiça confirma que Bannon impediu que a ideia passasse por um escrutínio de especialistas da Casa Branca.
 

S&P mantém rating do Brasil e eleva o da Petrobras

S&P mantém rating do Brasil e eleva o da Petrobras

Agência destaca que economia brasileira terá crescimento lento nos próximos anos e que Petrobras busca estratégia focada em acelerar redução de sua dívida

A agência de classificação de risco Standard & Poor’s manteve nesta sexta-feira o rating do Brasil em “BB”, com perspectiva negativa, destacando que a economia brasileira terá crescimento lento nos próximos anos, depois da queda significativa no Produto Interno Bruto (PIB) real desde 2014.
A agência também ressaltou que continua esperando processo de ajuste prolongado, com lenta correção na política fiscal. Na projeção da S&P, a dívida líquida do Brasil deverá chegar a 67% do PIB em 2019, ante 52% em 2016.
A classificação de risco por agências estrangeiras representa uma medida de confiança dos investidores internacionais na economia de determinado país. As notas servem como referência para os juros dos títulos públicos, que representam o custo para o governo pegar dinheiro emprestado dos investidores. As agências também atribuem notas aos títulos que empresas emitem no mercado financeiro, avaliando a capacidade de as companhias honrarem os compromissos.
Em setembro de 2015, a S&P retirou o grau de investimento do Brasil e concedeu perspectiva negativa, abrindo caminho para que a nota fosse reduzida novamente em fevereiro de 2016. Em dezembro de 2015, a Fitch reduziu a nota do Brasil para um nível abaixo da categoria de bom pagador. A Moody’s retirou o grau de investimento do Brasil em fevereiro de 2016, uma semana após o segundo rebaixamento pela S&P.
O grau de investimento funciona como um atestado de que os países não correm risco de dar calote na dívida pública. Abaixo dessa categoria, está o grau especulativo, cuja probabilidade de deixar de pagar a dívida pública sobe à medida que a nota diminui.
“A perspectiva negativa reflete nossa visão de que há pelo menos uma probabilidade em três de que possamos rebaixar o rating do Brasil mais para o final do ano”, afirma o comunicando da S&P, destacando que a situação política do país permanece incerta e em risco, considerando o cenário de três anos de recessão econômica, aumento do desemprego, tensões sociais e a crise da dívida dos estados.
A S&P ressalta no texto que as delações premiadas feitas na Operação Lava Jato podem afetar o ambiente político e complicar a implementação de políticas econômicas pela equipe do presidente Michel Temer. “Enquanto o governo Temer e o Congresso avançaram em algumas legislações para reforçar a trajetória fiscal, considerando a combinação do estágio inicial das medidas e o tamanho do ajuste necessário, esperamos por evidências adicionais do progresso em estabilizar a economia e reduzir a incerteza política.”

Petrobras vai para “BB-“

A agência elevou de B+ para BB- o rating em escala global da Petrobras e de brBBB- para brA o rating nacional. O rating de perfil de crédito da empresa também foi elevado, de b- para bb-. A perspectiva é estável.
Em relatório, a S&P afirma que a Petrobras busca uma estratégia focada em acelerar a redução de sua dívida e fortalecer sua liquidez.
“Em nossa opinião, o estabelecimento da política de preços apoia a visibilidade de fluxos de caixa e uma estrutura de capital mais equilibrada. Ao mesmo tempo, embora observemos mudanças estruturais significativas na empresa e controles internos mais fortes, elas ainda estão em uma fase inicial, e atualmente a maior incerteza é sobre a capacidade da companhia de sustentar essas mudanças após possíveis mudanças na gestão e no governo”, pontuou a S&P.
(Com Estadão Conteúdo e EBC)

Eike, o cabelo não nega

Eike, o cabelo não nega

Desde que fanfarrão Donald Trump deu início a sua chanchada política, fiquei intrigado com o penteado do homem. Eu e o mundo inteiro

Desde que fanfarrão Donald Trump deu início a sua chanchada política, fiquei intrigado com o penteado do homem. Eu e o mundo inteiro. Porém, como jornalista com vivência de pelo menos três décadas nas trincheiras fashion, aparências têm sobre mim um efeito devastador. “Somente pessoas superficiais não julgam pelas aparências”, já dizia Oscar Wilde. Claro que eu já conhecia Trump pela fama de magnata celebridade da era yuppie – sempre acompanhado da loiríssima Ivana, sua primeira mulher – mas ele então ainda ostentava uma cabeleira decente. Penteado cafona, mas decente. E comecei a me perguntar se alguém, em sã consciência, compraria um carro usado, ou faria qualquer outro tipo de negócio com alguém com aquele cabelo.
Ano passado, por ocasião do imbróglio Brexit, prestei atenção em Boris Johnson, o secretário para Assuntos Externos e a Commonweatlh do governo britânico, conservador até o último fio de sua cabeleira desgrenhada de personagem dos Muppets. Tão fanfarrão, indelicado e inconveniente como Trump, com quem também divide a mesma característica: o cabelo ruim.
Enquanto isso, por aqui assistimos à novela estrelada pelo ex-bilionário caído em desgraça, Eike Batista. Sobre ele nem se pode dizer que trata-se de pessoa com o cabelo ruim, mas sim de personagem com deficiência no departamento capilar. Ele usa peruca. Ou melhor, recorre a uma prótese desenvolvida por uma empresa italiana, mas apresentada ao público como tratamento para o couro cabeludo. Em edição de 2010, a revista Piauí investigou a fundo o aplique do então “homem mais rico do Brasil e o oitavo do mundo” e revelou, entre outras, que Batista teria desembolsado 50.000 reais pelo serviço, em uma sessão com três horas de duração. Tudo para substituir os ralos fios pintados de acaju que mal lhe cobriam o início da testa (aquela aparência o que os gaiatos antigos chamavam de “pouca telha”), por franja e topete em um tom de negro quase natural. O texto também entregava que Paulo Maluf e José Dirceu haviam se submetido ao mesmo procedimento. Como se diz hoje em dia, no popular: “Só gente top”.
Não, eu não acredito que a incidência do cabelo ruim esteja imediatamente ligada às bizarrices de Trump, a falta de noção e decoro de Boris Johnson ou ao apego por esquemas duvidosos de Eike Batista. Mas não resta dúvida que penteados – assim como o figurino e as maneiras no trato com os outros – denotam tanto elegância e bom gosto, quanto cafonice. Algumas pessoas são cafonas de alma. Atenção para o refrão…
Fonte:Veja

Retomada e fortalecimento da mineração no país é uma das metas do MME, diz ministro

Retomada e fortalecimento da mineração no país é uma das metas do MME, diz ministro

Na abertura do Fórum de Secretários Estaduais de Energia e Mineração,  o ministro de Minas e Energia, Fernando Coelho Filho, reiterou a importância da abertura do governo federal para dialogar com os agentes do setor. “Fico muito feliz em perceber que, ao recebê-los, este Ministério volta a ser o epicentro dos debates. Esse é o ambiente ideal para defendermos nossas posições em prol do crescimento do país”, afirmou o ministro, na abertura do evento, nesta quarta-feira (08/02).
Fernando Coelho reiterou que o Ministério trabalha diariamente para que projetos sejam criados e concluídos com participação de todos do setor energético-mineral. Como exemplo disso, o ministro destacou o ambiente de Consulta Pública do Ministério que já recebeu diversas contribuições de agentes. Durante o Fórum,  o secretário de Geologia, Mineração e Transformação Mineral do MME, Vicente Lôbo, falou da integração entre a União e os Estados, na busca de melhores resultados para reestruturação do setor, tornando a indústria nacional mais robusta e competitiva.
“O Brasil tem uma janela de oportunidade que podemos trabalhar para construir um plano de retomada. Isso só é possível com a colaboração de todos os secretários de energia e mineração estaduais que aqui estão”,  falou. Na apresentação do Programa para Revitalização da Indústria Mineral Brasileira, Vicente Lôbo elencou os principais tópicos do plano, como a definição de metas e diretrizes nas áreas de geologia, mineração e transformação mineral; publicidade dos diplomas normativos; além da revitalização da economia mineral.
No evento ainda foi discutido a possibilidade de transformar o Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM) e em agência reguladora, o Projeto de Lei de arrecadação da Compensação Financeira pela Exploração Mineral (CFEM) e o Decreto do Código de Mineração.
Fonte: Assessoria de Comunicação Social - Ministério de Minas e Energia

Azul extremo

Azul extremo

Com 12 quilates e valor estimado em US$ 55 milhões, diamante raro descoberto na África do Sul em 2014 pode se tornar a joia mais cara da história

Azul extremo
EXCEPCIONAL Pedra que será leiloada é um dos maiores diamantes de cor azul intensa já encontrados e foi batizado de 'Blue Moon Diamond' ('Diamante Lua Azul') ()
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É impossível negar o fascínio que os diamantes despertam. Essas pedras preciosas já inspiraram canções que marcaram a história do cinema, como “Diamonds are a girl’s best friend”, interpretada por Marilyn Monroe (1926-1962) em “Os Homens Preferem as Loiras” (1953) e “Diamonds are forever”, cantada por Shirley Bassey em “007 – Os diamantes são eternos” (1971). Alguns, porém, conseguem ser ainda mais extraordinários que os demais, caso de um grande diamante azul que será leiloado pela casa de leilões Sotheby’s, em Genebra, na Suíça, em 11 de novembro. Batizada de “Blue Moon Diamond” (“Diamante Lua Azul”), a rara gema figura entre os maiores diamantes de cor azul intensa já encontrados, atingindo 12 quilates. Por seu tamanho e qualidade excepcionais, a pedra teve o valor estimado entre US$ 35 milhões e US$ 55 milhões (R$ 143 milhões e R$ 225 milhões) e pode se tornar a joia mais cara já vendida no mundo.
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EXCEPCIONAL
Pedra que será leiloada é um dos maiores diamantes de cor azul intensa já
encontrados e foi batizado de ‘Blue Moon Diamond’ (‘Diamante Lua Azul’)
Até hoje, o recorde de preço para uma joia leiloada pertence ao diamante rosa “Graff Vivid Pink”, de 24 quilates, vendido em 2010, também pela Sotheby’s, por US$ 46 milhões (atuais R$ 188 milhões). Em 2013, outro diamante rosa, dessa vez com 59,6 quilates, foi leiloado pela mesma companhia por estratosféricos US$ 83 milhões (R$ 340 milhões em valores atuais). O comprador, o joalheiro Isaac Wolf, no entanto, não conseguiu pagar o valor que ele mesmo havia ofertado pela peça e a pedra teve de ser devolvida para a casa de leilões. Ao invés de quebrar recordes, a transação acabou se tornando o maior fiasco recente do mercado de joias.
O diamante que pode desbancar o atual mais caro do mundo foi descoberto em janeiro de 2014, na mina de Cullinan, na África do Sul. A divulgação da pedra, que em estado bruto pesava mais de 29 quilates, logo causou frisson. “O ‘Blue Moon’ é simplesmente um diamante sensacional, com cor e pureza extremas e que conquistará seu espaço entre as pedras preciosas mais famosas do mundo” diz David Bennett, presidente da divisão internacional de joalheria da Sotheby’s.
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Segundo explica a gemóloga Gracia Baião, do Instituto Brasileiro de Gemas e Metais Preciosos (IBGM), “o preço de uma pedra preciosa é determinado por quatro fatores: cor, pureza, peso e lapidação”, diz. No caso do diamante azul, a peça foi classificada pelo Instituto Gemológico da América (GIA, na sigla em inglês) como internamente perfeita e sua cor, “fancy vivid blue” (“azul vivo extravagante”), a maior coloração possível na escala de tons azuis para diamantes. O nome da pedra, que pode se tornar o diamante mais caro já vendido, se refere à expressão em inglês “once in a blue moon” (“quando na lua azul”, em tradução livre), usada para descrever um episódio extremamente raro, como a joia.