segunda-feira, 27 de março de 2017

MMX apresenta plano de recuperação judicial no RJ

MMX apresenta plano de recuperação judicial no RJ


A MMX e sua controlada MMX Corumbá apresentaram seu plano de recuperação judicial à 4ª Vara Empresarial do Rio de Janeiro. Um dos destaques é a venda da UPI Corumbá, incluindo direitos de lavra. Há uma proposta de aquisição pela Vetorial Mineração, pelo valor total de R$ 14,5 milhões em quatro parcelas e ante a obrigação de a MMX Corumbá aderir ao Programa de Regularização Tributária para abater 76% da dívida e parcelar o restante.
O documento destaca os ativos da MMX Corumbá, que tem capacidade de processar até 2 milhões de toneladas de minério de ferro granulado e sinter feed por ano, e cita também os ativos da MMX S.A. Entre eles, estão participação societária (de 1,55%) no Porto do Sudeste, royalties na SPE Mineração Morro do Ipê, fatia na Santa Duna Empreendimentos e Participações, também no âmbito da recuperação judicial da MMX Sudeste, entre outros.
Os títulos de remuneração variável da Mineração Morro do Ipê serão, conforme a proposta, distribuídos aos credores, que também poderão receber as cotas da participação no Porto Sudeste ou ainda, uma terceira opção, recebimento à vista, de R$ 10 mil. O administrador judicial é Marcello Macedo Advogados.
O endividamento referente à MMX Corumbá monta R$ 892,7 mil e US$ 193,1 mil, aproximadamente, com 13 credores, nenhum deles de garantia real. Já a dívida das recuperandas de MMX Sudeste é de R$ 348,9 milhões, mais US$ 42,7 milhões e 2,832 milhões de euros. O objetivo, segundo a proposta, é permitir que a MMX S.A e a MMX Corumbá superem sua crise econômico-financeira e o plano busca, entre outros pontos, relacionar os ativos das recuperandas, organizar os ativos maduros para que possam ser vendidos a interessados convertendo os recursos em benefício dos credores.
Na justificativa para o pedido de recuperação judicial, a empresa diz que além de fatores de caráter macroeconômico e da crise no Grupo EBX, o BNDES suspendeu o enquadramento para concessão de financiamento requerido pela MMX Sudeste para ampliar a capacidade produtiva, de 6 milhões de toneladas anuais para 29 milhões. No projeto foi desembolsado cerca de R$ 4 bilhões, o que afetou o caixa da controladora.
Fonte: Exame

Preços de pedras preciosas podem se recuperar em dois anos

Preços de pedras preciosas podem se recuperar em dois anos
Consultoria prevê diminuição da oferta e aumento da demanda por diamantes nos próximos anos
 
 
Com redução da oferta em função do fechamento das minas, há previsão de aumento de demanda em até 4%
 
 
A Bain & Company, uma consultoria de negócios, lançou a quinta edição do Relatório Anual da Indústria de Diamantes, que estima que a demanda por diamantes crescerá de 3% a 4% nos próximos 15 anos. A oferta, por sua vez, deve cair de 1% a 2% entre 2015 e 2030, em função da exaustão das minas existentes e do crescimento baixo das linhas de produção, fazendo com que o gap entre oferta e procura aumente a partir de 2019. China, Índia e Estados Unidos devem continuar sendo os principais consumidores de joias com diamantes.
 
No entanto, o mesmo estudo revelou uma queda de 25% nos preços a partir da segunda metade de 2014, consequência, principalmente, de uma desaceleração da economia chinesa.

Dentre os destaques do relatório, desenvolvido em parceria com o Centro Mundial de Diamantes da Antuérpia, há a possibilidade dos preços se recuperarem em um período de até dois anos. “Trata-se de um tempo de recuperação mais rápido do que o enfrentado pelas empresas em anos passados, entretanto não é um período breve a ponto de as empresas envolvidas não precisarem reviver seus modelos de negócios”, afirma Olya Linde, sócia da Bain e responsável pelo desenvolvimento do estudo.

“A queda na demanda chinesa por joias com diamantes em 2014 ocasionou a redução na compra de pedras brutas e polidas em 2015. Consequentemente, os varejistas do segmento reduziram seus pedidos, gerando aumento de estoque e a redução de 12% e 23% nos preços de diamantes polidos e brutos, respectivamente, desde maio de 2014, e de 8% e 15%, se considerados apenas os nove primeiros meses de 2015” ressalta Olya.

Entre 2001 e 2009, período que compreende a crise do subprime nos Estados Unidos, os preços dos diamantes levaram entre 18 a 24 meses para se recuperarem. Segundo os autores dos estudos, a situação atual, com fatores macroeconômicos positivos, é decididamente diferente. Os preços tendem a se recuperar mais rápido desta vez. “Prevemos uma recuperação rápida nos preços do segmento, entre um ou dois anos, contando que as empresas do segmento monitorem de perto seus estoques para não os deixar crescer demais”, comenta a especialista.

Os principais players do mercado de diamantes continuam sendo a China e a Índia, que juntos detêm cerca de 80% do mercado de corte e polimento de diamantes. Em contrapartida, o market share de players do continente africano, com Namíbia, África do Sul e Botsuana tem caído drasticamente, uma vez que esses países têm apresentado dificuldades para se tornarem competitivos dos pontos de vista de mão de obra e de tecnologia. Já Bélgica, Israel e os Estados Unidos, cujos mercados se caracterizam pelas pedras de alta qualidade, apresentaram declínio na receita obtida com a comercialização de diamantes polidos em decorrência da concorrência com as pedras indianas – atualmente, a Índia corta e pole mais de 40% dos diamantes com mais de um quilate, com padrão de qualidade similar ao dos mercados desenvolvidos.

Produção
No primeiro semestre de 2015, a produção global de diamantes cresceu 7% em relação ao mesmo período de 2014, em grande parte devido ao aumento da produção pela Alrosa e Rio Tinto. No entanto, os preços caíram significativamente no mesmo período, entre 20% e 27%.

O s cinco principais produtores foram responsáveis por mais de 70% da produção mundial, em volume – Desses, De Beers, Alrosa e Dominion foram responsáveis por cerca de 90% das vendas de US$ 1,2 bilhão de diamantes brutos em 2015.


A aliança da celebridade americana Kim Kardashian, com seu raro diamante, avaliada entre US$ 7 a 8 milhões


MPs atingem atividade mineradora na Província Mineral do Tapajós
federal editou duas medidas provisórias que deverão afetar diretamente os projetos de mineração na
Província Mineral do Tapajós. A MPs visam dar condições para que o projeto ferroviário, ligando Lucas do Rio Verde (MT) a Itaituba (PA), a chamada Ferrovia do Grão, saia do papel. Porém, elas atingem em cheio a atividade mineradora nesta região do Pará.
 
 
A MP 758/2016 amplia o Parque Nacional Jamanxim em 51 mil ha para compensar a perda de 862 ha no trecho do entorno da BR-163 – o projeto da nova ferrovia acompanha o traçado desta rodovia. Já a MP 756/2016 amplia o Parque Nacional Rio Novo em 438 mil ha, para compensar a diminuição de tamanho em 304 ha da Floresta Nacional Jamanxim em área também de entorno da BR-163.
 
 
O geólogo Elton Pereira, com mais de 20 anos de atuação em projetos minerais na região amazônica, critica a medida editada pelo governo, pois restringe a atividade mineradora na Província Mineral do Tapajós. “Como se não bastasse brutal desproporção entre as áreas suprimidas e acrescentadas, a área acrescentada é exatamente a mesma que foi suprimida em 2006, para que não houvesse mínima interferência do Parque Nacional Jamanxim com o projeto Tocantinzinho”, afirma. Segundo o geólogo, a supressão da referida área do Parque Nacional Jamanxim naquela época foi compensada com acréscimo de área equivalente em outra zona territorial próxima.
 
 
O projeto Tocantinzinho de exploração de ouro pertence à Brazauro, subsidiária brasileira da mineradora canadense Eldorado. Elton Pereira já atuou na Brazauro e hoje trabalha na Tristar Gold, que explora ouro no distrito de Castelo de Sonhos, que pertence ao município de Altamira (PA).
 
 
A Brazauro começou a trabalhar em 2008 naquela região especificamente no distrito de Moraes de Almeida, no município de Itaituba (PA) - e hoje soma US$ 200 milhões aplicados em aquisição, pesquisa, engenharia, geologia básica, sondagem e construção de infraestrutura. Mais de US$ 500 milhões seriam investidos no projeto a partir desse ano, de acordo com a empresa, para implantação da mina. Os recursos minerais
totais do projeto Tocantinzinho são de 75 t de ouro, reservas MPs atingem atividade mineradora na Província Mineral do Tapajós lavráveis de 62 t de ouro e vida útil da mina de 11 anos. A mineradora Eldorado possui já quatro plantas (três de ouro e um de minério de ferro) em operação no País.
 
 
Porém, com a MP 758/2016, a zona de amortecimento da nova área do Parque Nacional Jamanxim fica
exatamente onde seriam construídas a planta, a barragem de rejeitos e o depósito de estéril do projeto Tocantinzinho. “Zona de amortecimento de parque nacional é a mesma coisa que cair dentro do parque, pois a legislação é muito semelhante e impede atividade industrial”, ressalta Elton.
 
 
POSIÇÃO DO MINISTÉRIO DE MINAS E ENERGIA
 
O Ministério de Minas e Energia também se mostra incomodado com as medidas provisórias do governo, que ainda serão analisadas pelo Congresso Nacional. Em nota à revista Minérios & Minerales, o órgão esclarece o assunto:
 
 
Os novos limites dos PARNAs Rio Novo e Jamanxim, ampliados pelos dispositivos contidos nas MPs 756 e 758 de 2016, desabilitaram 136 processos minerários (5 autorizações de pesquisa; 8 requerimentos de pesquisa; e 123 requerimentos de lavra garimpeira, além de 11 áreas em disponibilidade) e 156 processos (131 requerimentos de lavra garimpeira, 9 autorizações e 7 requerimentos de pesquisa, 2 requerimentos de
lavra e 7 permissões de lavra garimpeira, além de 54 áreas em disponibilidade), de acordo com dados do DNPM.
 
 
A mudança nas condições dos títulos minerários pode significar um aumento da informalidade nessas localidades, o que é altamente indesejável sob os pontos de vista social, econômico e ambiental. Além das repercussões negativas junto a investidores nacionais e internacionais de cada uma dessas áreas, o caso específico do Projeto Tocantizinho, da Brazauro Mineração, subsidiária da canadense Eldorado Gold, se inviabilizado deixa de gerar 600 empregos diretos e cerca de 2.400 indiretos, de fomentar cadeias produtivas a montante e a jusante (cerca de 500 fornecedores), de gerar energia elétrica apropriada para o desenvolvimento industrial da região (linha de alta tensão de 200 km), além de se perder com ele a perspectiva de uma mudança nos paradigmas de uma região com grande potencial mineral.
 
 
O Ministério de Minas e Energia tem debatido no âmbito do Governo Federal e do Congresso Nacional, uma solução que seja compatível com a atual política de desenvolvimento do país.


Maior diamante do Mundo foi encontrado em Manhuaçu- MG

Maior diamante do Mundo foi encontrado em Manhuaçu- MG





Ricardo E. P. Filho, descobridor do maior diamante do mundo

Beto, Ismar, Ricardo e na bomba Geraldo
Por
Essa afirmação nos foi passada pelo garimpeiro de Manhuaçu  MG na  parte da tarde, ele falou  de sua vocação pelas pedras preciosas, principalmente o diamante, já comercializou centenas de pedras e levou calote de muitos espertalhões que dizem que a pedra não tem valor recebendo uma merreca e em outros casos nada.
Ricardo conta com detalhes seu trabalho e como foi que encontrou o diamante no município de Manhuaçu, mesmo ela bruta dava para ver sua beleza.
Segundo Ricardo no finalzinho do ano de 1989 ele fez uma Cata (Escavação mais ou menos profunda, conforme a natureza do terreno, para mineração). Trabalhava com ele mais algumas pessoas conforme foto ao lado, são muitos os detalhes de Ricardo, alem das testemunhas há outras provas contundentes e a mais forte é a não revelação de sua origem, dizem  apenas que ela foi encontrada no Brasil adquirida de um fazendeiro  brasileiro, mas faltam detalhes, falam que foi encontrado no Brasil, mas qual o estado? Quem de fato descobriu o diamante.
Ricardo quer que seja feita uma perícia da originalidade da famosa pedra. O diamante precisa ter origem e levar o meu nome e de minha cidade. “Eu e o Sr. Hélio Nagib,  no inicio do ano de 1990 fomos para Governador Valadares para vender a pedra, como achamos só 800 dólares pela pedra achei pouco, eu estava pedindo por ela o valor equivalente a 100 sacas de café, aí o Sr. Nagib  ficou com o diamante para ser vendido e assim o fez  vendendo para o Sr. Barbosa e ele quis saber a origem para fazer mais negócios o Sr. Nagib falou de Ricardo e Barbosa  veio a Manhuaçu interessado em mais negócios me procurou e me falou da compra que fez do Nagib, em resposta falei que o diamante era meu”, explicou Ricardo.
Sabendo a origem do diamante, Barbosa sustou os cheques o que gerou um processo do Sr. Nagib contra Barbosa, posteriormente ele foi vendido para  Gilmar Gomes um comerciante de pedras preciosas  de Vitória ES que posteriormente negociou o diamante para o Estados Unidos.
Não conseguimos entender como nenhuma mineração está explorando o local, pois ainda tem muitos diamantes, tiramos uma média de 2 a 3 diamantes/dia pequenos, na média menos de 1 kilate, mas por brincadeira, pois nós produzimos mesmo é café. O Brasil é muito rico em Diamantes e pedras preciosas, mas precisa de exploração, diz Ricardo.

        O que falam do diamante          

Ricardo quer que a origem real do diamante seja restabelecida e que seu nome e o da cidade de Manhuaçu seja registrado e que justiça seja feita, para que todos conheçam  a origem do maior diamante do mundo.
Outro diamante descoberto no Brasil, que recentemente adquiriu notoriedade, é o denominado Moussaieff Vermelho, um dos 4 únicos desta cor sem qualquer tom modificador, cuja existência é pública. Até 1997, ele possuía mais que o dobro do peso de qualquer outro diamante vermelho lapidado já graduado pelo Instituto Norte-Americano de Gemologia (GIA). A gema foi adquirida de um fazendeiro brasileiro nos anos 90 e possuía, originalmente, 13,90 ct. Em seu estado atual, possui 5,11 ct, mede 11.02 x 10,57 x 6,06 mm e foi lapidada em estilo brilhante modificado e forma triangular arredondada pela empresa William Goldberg Diamond Corp. de Nova York.

Diamante Vermelho

2- Diamante Moussaieff  Vermelho

Fotografia de Chip Clark (Smithsonian Institution, EUA)
Diamante Vermelho
O maior diamante vermelho do mundo foi encontrado no Brasil, apesar das grandes joalherias internacionais não gostarem desse tipo de notícia, anualmente, a produção mundial de diamantes de qualidade excede a marca dos 100 milhões de quilates, o que torna evidente que, o melhor amigo das mulheres, não é tão raro quanto querem nos fazer pensar.
Os diamantes realmente raros (e caríssimos) são os coloridos, chamados fancies, que podem ser encontrados nas cores  amarelo, verde, azul, laranja, marrom, púrpura, preto, rosa e vermelho.
Dentre eles, o mais raro é, com toda a certeza, o vermelho, com cerca de pouco mais de 30 pedras conhecidas, em sua maioria, abaixo de meio quilate.O maior deles, o Moussaief Red, tem 5.11 quilates e foi encontrado no Brasil em meados dos anos 90.
Geralmente, esses diamantes não se encontram disponíveis a qualquer preço, devido a sua inexistência no mercado. Os diamantes vermelhos naturais podem alcançar preços que superam 1.5 milhão de dólares. Por quilate.

Moody’s elevou a nota da Vale para Ba2, com perspectiva positiva

Moody’s elevou a nota da Vale para Ba2, com perspectiva positiva

A agência de classificação de risco Moody’s elevou nesta segunda-feira os ratings da mineradora Vale, com perspectiva positiva. A medida foi anunciada após a alteração da perspectiva do rating do Brasil de negativa para estável, na última semana. Os ratings corporativos da Vale em escala nacional subiram de A2 para Aa2, com perspectiva positiva. A agência elevou ainda os ratings em escala global em moeda local da companhia de Ba3 para Ba2, e os ratings seniores sem garantia e os de dívida em moeda estrangeira emitidos pela Vale Overseas Limited, também com perspectiva positiva.
A elevação da nota é consequência da recuperação substancial nas métricas de crédito da Vale ao longo de 2016, com avanços produção, estrutura de baixos custos e disciplina financeira em relação a investimentos e dividendos, o que melhorou a resiliência operacional e a liquidez como um todo da companhia, explicou a Moody’s. “A Vale adotou uma série de iniciativas voltadas à redução da alavancagem em 2016. A companhia levantou cerca de US$ 1,32 bilhão com operações de ouro e venda de embarcações e participações minoritárias”, diz a nota da agência.
A nota Ba2 da mineradora, continua a Moody’s, pela diversificada base de produtos da companhia e pela posição de custos competitiva, bem como pela carteira de ativos de longo prazo. E destaca que, embora a Vale tenha diversificado sua presença geográfica por meio de várias aquisições no Canadá e em outros países, a principal fonte de receitas, lucros e fluxo de caixa continuam sendo as operações de minério de ferro no Brasil e a posição majoritária nos mercados de minério de ferro transoceânico.
Por outro lado, os ratings são limitados pelo cenário desafiador no mercado de minério de ferro, principal fonte de receitas da companhia, e pelos preços para metais base devido à desaceleração da economia chinesa e também pelas previsões de queda no preço do aço, gerando incerteza adicional para a demanda nos próximos anos. A companhia passará por uma transição no comando este ano. O atual presidente da Vale, Murilo Ferreira, anunciou que deixará o cargo no próximo mês de maio, após o fim de seu mandato, iniciado em 2011.
Fonte: O Globo