segunda-feira, 27 de março de 2017

CPRM lança estudo sobre o potencial do lítio no Brasil

CPRM lança estudo sobre o potencial do lítio no Brasil


Estudo inédito produzido por pesquisadores do Serviço Geológico do Brasil (CPRM) pode contribuir para alavancar a descoberta de novos depósitos de lítio no país, principalmente, na região do Vale do rio Jequitinhonha, no nordeste do estado de Minas Gerais. Ao todo o trabalho mapeou 45 ocorrências desse elemento químico que foram estudadas e classificadas em diferentes categorias.
As principais aplicações do lítio estão distribuídas entre as indústrias química, metalúrgica, eletrônica e nuclear. Além disso, a utilização do mineral pela indústria eletroeletrônica de alta tecnologia vem crescendo a cada ano. Tendo como exemplo de sua aplicação, a produção de baterias automotivas e telefonia móvel.
O estudo identificou novas áreas potenciais para lítio no país e ampliou o conhecimento de áreas mineralizadas já conhecidas. O lançamento do estudo na capital mineira será em 30 de março, às 10h, na Superintendência Regional de Belo Horizonte, localizada na Avenida Brasil, 1731, Funcionários.  Confira o informe “Avaliação do Potencial do Lítio no Brasil” no site da CPRM.
SOBRE A CPRM – A CRPM é uma empresa pública, vinculada ao Ministério de Minas e Energia, com a missão de gerar e difundir o conhecimento geológico e hidrológico básico necessário para o desenvolvimento sustentável do país. Produtos, pesquisas e serviços são elaborados com o objetivo de fomentar a mineração, prevenir, remediar e mitigar os eventos extremos, promover o desenvolvimento sustentável do território e aumentar a disponibilidade hídrica.
Fonte: CPRM

Estudo aponta que geologia de Marte é mais semelhante à terra

Estudo aponta que geologia de Marte é mais semelhante à terra


A busca de alienígenas inspirou cientistas a estudar a geologia e o clima de planetas alienígenas. Marte é um daqueles planetas que a humanidade conhece mais. Enquanto o rover da NASA Curiosity multiplicou o persistente banco de dados em Marte, isso não prejudica a importância de várias outras pesquisas que estão acontecendo e que se espera que revelem fatos desconhecidos sobre a história de Marte.
Uma publicação recente feita por cientistas do Centro de Vôo Espacial Goddard da NASA em Maryland, indica que o vulcão Arsia Mons de Marte adormeceu na mesma época em que a Terra estava passando pela fase de extinção dos dinossauros. Arsia Mons é o vulcão mais ao sul do grupo de vulcões Tharsis Montes previamente identificados que consiste em três vulcões maciços em uma linha reta. O vulcão Tharsis Montes está presente perto do Monte Olimpo, o maior vulcão do Sistema Solar identificado até agora. A Caldeira do vulcão Arsia Mons foi calculada ter 69 milhas de diâmetro e tinha aberturas vulcânicas, de acordo com a The Space Reporter.
A Live Science informou que os cientistas da NASA desenvolveram um novo modelo de computador para analisar as imagens de alta resolução capturadas pela Context Camera a bordo do Mars Reconnaissance Orbiter da NASA. Uma análise mais aprofundada das imagens das crateras formadas perto do vulcão revelou que o vulcão estava vazando lava há 90 milhões de anos atrás, em um processo que era muito semelhante aos vulcões presentes na Terra.
De acordo com o Space Daily, um estudo separado feito pelos cientistas da Universidade do Estado da Louisiana fez uma análise extensa sobre a atividade do complexo do vulcão Elysium presente logo atrás do Monte Olimpo. Verificou-se que a química dos fluxos de lava era consistente com os processos magmáticos primários. Os resultados do estudo também indicaram a presença de um manto complexo sob a superfície vulcânica que indicou que a geologia de Marte é mais parecida com o da Terra.

Muda geral

Muda geral


 Tem muita coisa rolando na mineração. Após anos de paralisia, o marco regulatório do setor ou Código Mineral voltou a andar na Câmara Federal, com apoio do governo Temer, que direcionou sua agenda legislativa para projetos de impacto econômico. Ao mesmo tempo, a principal mineradora do país, a Vale, passa por transformações na sua estrutura, tanto produtiva como societária, e está para mudar o seu comando em breve.

Big boss

O presidente da Vale, Murilo Ferreira, já anunciou sua saída para maio. O estatuto prevê seleção por headhunter, mas o Planalto deve influenciar na escolha. Os nomes que o mercado vê hoje como favoritos para o principal posto da mineração brasileira são: o diretor Clovis Torres e o ex-funcionário Nelson Silva, que atualmente está na Petrobras. O primeiro é baiano e o segundo, paulista.
Fonte: OTEMPO

Cobre opera em baixa com incertezas sobre Trump

Cobre opera em baixa com incertezas sobre Trump


Os futuros de cobre operam em baixa nesta manhã, em meio à ansiedade causada pela recente derrota do presidente dos EUA, Donald Trump, no Congresso americano e expectativas de que uma importante mina do metal retome suas operações no Chile. Por volta das 7h20 (de Brasília), o cobre para três meses negociado na London Metal Exchange (LME) caía 1,44%, a US$ 5.729,00 por tonelada, atingindo o menor nível em mais de duas semanas.
Já na Comex, a divisão de metais da bolsa mercantil de Nova York (Nymex), o cobre para entrega em maio tinha baixa de 1,81%, a US$ 2,5835 por libra-peso, às 8h02 (de Brasília). Na sexta-feira, Trump não conseguiu obter apoio suficiente na Câmara dos Representantes para aprovar um novo projeto de saúde, gerando temores de que ele tenha dificuldades mais adiante de seguir com sua agenda de reformas. Além disso, trabalhadores da mina de cobre de Escondida, a maior do mundo e situada no Chile, anunciaram recentemente o fim de uma greve de mais de um mês, após chegarem a um acordo com a controladora, a anglo-australiana BHP Billiton. Isso significa que a mina está para retomar sua produção.
Entre outro metais na LME, as perdas eram generalizadas: o alumínio recuava 0,54%, a US$ 1.926,00 por tonelada, enquanto o chumbo perdia 1,45%, a US$ 2.317,50 por tonelada, o zinco registrava baixa de 1,76%, a US$ 2.784,50 por tonelada, o níquel mostrava queda de 1,47%, US$ 9.720,00 por tonelada, e o estanho caía 1,89%, a US$ 19.495,00 por tonelada.
Fonte: Dow Jones Newswires

   

Mais rápido que a mão humana: equipamento permite antecipar situações de risco e preveni-las

Mais rápido que a mão humana: equipamento permite antecipar situações de risco e preveni-las


 A valorização da diversidade promovida pela Fundação Vale rendeu bons frutos. A gerente de Parcerias Intersetoriais da Fundação, Andreia Rabetim, é uma das 54 finalistas do 2017 Leading Women Awards (Prêmio Mulheres em Liderança), organizado anualmente pelo The World Business Council for Sustainable Development (WBCSD). A premiação é concedida a dez mulheres líderes que trabalham para o alcance de metas relacionadas à sustentabilidade em suas empresas. O prêmio está ancorado na meta ‘Equidade de gênero’, que integra os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU.
Imagine só um equipamento que pode ser fixado à cabeça, captar sinais elétricos cerebrais, decodificá-los em algoritmos e antecipar ações humanas antes mesmo de serem tomadas. Parece filme de Hollywwod, mas não é. Pesquisadores do Instituto Tecnológico Vale (ITV), de Belém (PA), estão desenvolvendo um software que utiliza a tecnologia BCI (Brain Computer Interface), que trabalha com a interação entre cérebro e computador. Com isso, eles pretendem criar um sistema que possa antecipar possíveis acidentes por falha de condução de equipamentos e, assim, reduzir situações de risco de vida a empregados da Vale durante as operações.
“Digamos que, durante a condução de um trem na ferrovia, o maquinista se veja obrigado a pará-lo devido a alguma situação de risco. Caso o sistema BCI estivesse integrado ao sistema do trem, um comando poderia ser emitido sinalizando para frear a locomotiva antes da ação motora do maquinista”, explica Schubert Carvalho, que coordena os estudos no ITV.
Durante uma simulação com um carro virtual, os testes foram bem-sucedidos: o equipamento conseguiu se antecipar a manobras de mudança de direção do condutor. A antecipação foi de até um segundo, em alguns casos, e o nível de precisão chegou a 90%. No teste, foi usado um neuroheadset – o equipamento acoplado à cabeça – com 14 eletrodos que captaram sinais de eletroencefalografia (EEG), as ondas elétricas cerebrais.
Além da capacidade de antecipação de ação por meio do BCI, o objetivo é saber se serão possíveis treinamentos que possam melhorar a eficiência do maquinista juntamente com os simuladores de realidade virtual usados. “Um dos objetivos de nossas pesquisas é investigar quais as regiões cerebrais ativadas de um maquinista considerado eficiente, durante um teste de simulação, e se isso está relacionado com algum fator de produtividade. E, do contrário, entender se os sinais de um maquinista menos eficiente são ativados em outras regiões cerebrais. Desta maneira, poderemos elaborar sistemas de treinamento neural para estimular as regiões cerebrais relacionadas com uma condução eficiente nos maquinistas que não conseguem ativar essas regiões cerebrais, de modo que sua capacidade de condução possa se tornar ainda mais eficiente e produtiva”, explica Schubert Carvalho.
Fonte: Vale