terça-feira, 28 de março de 2017

Pedras Preciosas de Minas Gerais são agora um patrimônio dos chineses?

Pedras Preciosas de Minas Gerais são agora um patrimônio dos chineses? Pode crer: isto está agora acontecendo.

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O jornal de negócios Valor Econômico publicou a reportagem "Invasão chinesa inflaciona mercado de pedras preciosas no Brasil" que diz que as turmalinas "caíram no gosto do mercado de luxo da China e exportadas em forma bruta, lapidadas e lá transformadas em anéis, brincos e pingentes para chinesas endinheiradas".
Continua a reportagem "Os chineses tornaram-se mais visíveis como compradores depois da crise financeira mundial de 2008, quando os compradores tradicionais - americanos e europeus - se retraíram. A demanda da China literalmente salvou empregos em algumas cidades do interior de Minas Gerais - o Estado mais tradicional na produção e venda de pedras coradas do país."
Quem é o usuário deste site, isto não é nenhuma novidade, pois o CREBi.com já vem alertando a comunidade para esse fato.
No relatório final sobre o movimento das exportações brasileiras de 2009, o CREBi.com já dizia que o setor de pedras foi salvo pelos chineses com a redução das compras pelos americanos e europeus. De fato, os dados confirmam este fato. Em outro relatório "Investimentos em exportação não refletem avanços nas exportações de manufaturados joalheiros" podemos verificar que o período de 2000 a 2008 indica uma estabilização nos exportações de pedras, mas a partir do ano 2009, ocorreu uma revitalização. Aí entra a mão da China, como o CREBi.com tinha previsto.
Veja alguns relatórios que o CREBi.com publicou nos últimos 3 anos sobre a China dentro deste critério, onde consta os ensianamentos do CREBi.com para se trabalhar com a China que somente algumas empresas estão se aproveitando.
- Porque o joalheiro deve priorizar o mercado de joias da China, como acontecia com os Estados Unidos até hoje
- China e Índia querem agora controlar a demanda da prata
- Angola é o maior parceiro da China na África com comercio bilateral de US$ 25 bilhões
- Nova alternativa de fabricação de joias no Brasil começa a proliferar com brutos da China
- CREBi Intelligence: Mercado de Joias de Ouro na China, uma oportunidade para o Brasil
- Índia e China já respondem por 55% da demanda mundial de joias de ouro
Na reportagem citada acima, mais alguns trechos:
- O presidente do Sindicato da Indústria de Joalheria, Bijuteria e Lapidação de Gemas de Minas Gerais (Sindijoias-MG), Raymundo Vianna "defende medidas drásticas do governo: estancar a saída de pedra bruta do Brasil e motivar empresas de joias e lapidação a se instalarem aqui. Algo tem de ser feito, senão acaba a indústria da joia no Brasil."
- Já a grife mineira, Manoel Bernardes, usa o sistema recomendado pelo CREBi.com importar para exportar, pelo qual se consegue isenção de impostos. Diz Marcelo Bernardes ao Valor Econômico: "Desistimos de depender da pedra preciosa de cor brasileira. Comprávamos mais de Minas Gerais, mas hoje 80% das pedras brutas de cor que compramos vêm da África, de Moçambique e Nigéria. A vantagem é que a oferta africana é maior e mais contínua.
- Para o CREBi.com, esta é a melhor solução, enquanto que se cria uma nova forma de revitalizar os lapidários que estão em fase de extinção. "Aqui em Valadares havia há uns 10 ou 15 anos cerca de 2 mil oficinas de lapidação. Hoje são no máximo 50", diz Ronaldo Rodrigues Barbosa, 45, ele mesmo um lapidário.
- Douglas Willian Neves, proprietário da Nevestones, diz que antes da crise de 2008 a "China representava 20% de suas vendas. Hoje, representa 80%. A China aqueceu o mercado. Eles compram de tudo, pedras para joias e para bijuterias. Antes de 2008, até o cascalho de turmalina [pedras pouco aproveitadas para lapidação, mas que têm valor para coleções e coleções e entalhes], que custava US$ 200 o quilo, hoje custa US$ 3,5 mil."
Como conclusão, podemos dizer que é necessário alterar o formato de comércio, pois da forma que está o projeto mundial da joia brasileira de design com pedras coloridas será apenas uma lembrança de um passado não muito remoto”.
CREBi Online Repórter

O segredo da felicidade segundo a ciência

O segredo da felicidade segundo a ciência



Ser feliz não é comer sempre o mesmo prato no restaurante que você mais gosta ou gozar de uma vida plena e tranquila; a ciência mostra que a chave para a satisfação pessoal é fazer coisas arriscadas, desconfortáveis e até mesmo desgastantes


por Todd B. Kashdan e Robert Biswas-Diener | Ilustração: Nik Neves

Editora Globo
Para nós, psicólogos que estamos sempre viajando de avião, a maneira como descrevemos nossa profissão para o vizinho de assento é determinante para saber se passaremos cinco horas ouvindo intrigas, detalhes de um casamento decadente, ou sobre o quanto é impossível resistir a uma bomba de chocolate. Mesmo usando fones de ouvido enormes, é impossível ignorar aquele passageiro decidido a contar sua história de abandono na infância. Para os que arriscam dizer a verdade e admitir que estudamos a felicidade, a resposta é quase sempre a mesma: o que eu posso fazer para ser feliz?

O segredo da felicidade é uma preocupação cada vez mais importante na era moderna, já que o aumento da estabilidade financeira proporciona a muitos a oportunidade de se concentrar no crescimento pessoal. Uma vez que já não somos mais caçadores preocupados em encontrar a próxima presa, procuramos viver nossas vidas da melhor maneira possível.

A busca da felicidade é uma epidemia mundial — em um estudo com mais de 10 mil participantes de 48 países, os psicólogos Ed Diener, da Universidade de Illinois, e Shigehiro Oishi, da Universidade de Virginia, descobriram que pessoas de todos os cantos do mundo consideram a felicidade mais importante do que outras realizações pessoais altamente desejáveis, tais como ter um objetivo na vida, ser rico ou ir para o céu. A febre da felicidade é estimulada em parte pelo crescente número de pesquisas que sugerem que, além de ser boa, a felicidade também faz bem — ela está ligada a muitos benefícios, desde maiores salários e um melhor sistema imunológico até estímulo à criatividade.

A maioria das pessoas entende que a felicidade verdadeira é mais do que um emaranhado de sentimentos intensos e positivos — ela é melhor descrita como uma sensação plena de “paz” e “contentamento”. Não importa como seja definida, a felicidade é parcialmente emocional — e por isso está ligada à máxima de que cada indivíduo tem um ponto de regulação, como um termostato, definido pela bagagem genética e a personalidade de cada um.

A felicidade verdadeira dura mais do que uma dose de dopamina, por isso é muito importante pensar nela como algo que vai além da emoção. A sensação de felicidade de cada um também inclui reflexões cognitivas, tais como quando você ri — ou não! — da piada do seu melhor amigo, ou quando analisa o formato do seu nariz ou a qualidade do seu casamento. Somente parte desta sensação tem a ver com o que você sente; o resto é produto de um cálculo mental, em que você computa suas expectativas, seus ideais, a aceitação daquilo que não pode mudar e inúmeros outros fatores. Assim, a felicidade é um estado mental e, como tal, pode ser intencional e estratégico.

Não importa qual seja o seu ponto de regulação emocional, seus hábitos diários e suas escolhas — da maneira como você lida com uma amizade até como reflete sobre decisões em sua vida — podem influenciar o seu bem-estar. Os hábitos de pessoas felizes foram documentados em estudos recentes e fornecem uma espécie de manual a ser seguido. Aparentemente (e paradoxalmente, é preciso dizer), atividades que causam incerteza, desconforto, e mesmo uma pitada de culpa estão associadas às experiências mais memoráveis e divertidas das vidas das pessoas. As pessoas mais felizes, ao que parece, têm vários hábitos não-intuitivos que poderiam ser considerados como infelizes. Ou seja, nem tudo aquilo que os livros de auto-ajuda defendem que pode te fazer feliz tem parcela significativa na sua felicidade. A felicidade pode vir de onde menos se esperava. Duvida? Que bom, isso significa que você tem grandes chances de ser feliz. Confira a seguir como.



 01> O IMPORTANTE É CORRER RISCOS
Situações complicadas, incertas e até mesmo desgastantes são fundamentais para aumentar nossa sensação de satisfação
Editora Globo
É sexta-feira à noite e você tem planos de jantar com os amigos. Se você quiser ter certeza de que vai chegar em casa satisfeito, você pede uma pizza ou um hambúrguer. Se, em vez disso, você escolher um tipo de comida que nunca experimentou (culinária etíope — claro, por que não?) você corre o risco de não gostar muito daquela injera com wat (tipo de massa fina de pão coberta com carne condimentada) —, mas pode ser que se surpreenda com um sabor delicioso.

Pessoas verdadeiramente felizes aparentam saber intuitivamente que a felicidade duradoura não se trata apenas de fazer aquilo de que gostamos. Ela também exige crescimento pessoal e se aventurar além dos limites da sua zona de conforto. Em um estudo de 2007, os psicólogos do estado do Colorado Todd Kashdan e Michael Steger monitoraram as atividades diárias de estudantes e como eles se sentiam durante 21 dias; aqueles que sentiam curiosidade em determinado dia também se diziam mais satisfeitos com a vida — e se envolviam em um número maior de atividades que levavam à felicidade, tais como expressar sua gratidão aos colegas ou praticar atividades voluntárias.

A curiosidade — aquele estado pulsante e ávido do não-saber — é fundamentalmente um estado de ansiedade. Quando, por exemplo, o psicólogo Paul Silvia mostrou aos participantes de uma pesquisa uma série de pinturas, as imagens tranquilas de Claude Monet e Claude Lorrain evocaram sentimentos felizes, enquanto as obras misteriosas e inquietantes de Egon Schiele e Francisco Goya causaram curiosidade.

Ao que parece, a curiosidade consiste basicamente em explorar. Pessoas curiosas em geral entendem que, apesar de não ser fácil se sentir desconfortável e vulnerável, este é o caminho para se tornar mais forte e sábio. Na verdade, um olhar aprofundado no estudo de Kashdan e Steger sugere que pessoas curiosas investem em atividades que lhe causam desconforto, pois estas atuam como um trampolim para estados psicológicos mais elevados.

É claro que existem diversas circunstâncias na vida em que a melhor maneira de aumentar seu grau de satisfação é simplesmente fazer o que te faz bem, como tocar sua música favorita numa jukebox ou fazer planos para visitar seu melhor amigo. Mas, de vez em quando, vale a pena buscar uma nova experiência, mais complicada, incerta e até mesmo desgastante — seja finalmente fazer aquela aula de caratê pela primeira vez ou ceder a sua casa para a exibição do filme de arte de um colega. As pessoas mais felizes optam pelas duas vias e assim se beneficiam de ambas.



 02> DETALHES TÃO PEQUENOS
Pessoas mais felizes não são minuciosas e têm uma proteção emocional natural contra o desgaste dos pequenos detalhes
Editora Globo
Uma crítica comum às pessoas felizes é que elas não são realistas — levam a vida alegremente sem levar em conta os perigos e problemas do mundo. Pessoas satisfeitas tendem a ser menos analíticas e atentas a detalhes. Um estudo conduzido pelo psicólogo Joseph Forgas, da Universidade de New South Wales, constatou que pessoas com uma predisposição a serem felizes — ou seja, aquelas que tendem a ser positivas — são menos céticas do que as outras. Elas são menos críticas e mais receptivas com estranhos, o que as torna mais suscetíveis a mentiras e golpes.

Claro, ficar de olho nos detalhes pode ajudar quando se trata de navegar o complexo universo social de colegas e namorados — e é algo que as pessoas menos alegres tendem a fazer. Na verdade, o psicólogo da Universidade Virginia Commonwealth, Paul Andrews, argumenta que a depressão é, na verdade, uma questão de adaptação. Pessoas depressivas, segundo a lógica, tendem a refletir e processar mais suas experiências do que as outras — e, por consequência, ter mais insights sobre si mesmo ou sobre a condição humana —, embora paguem um preço emocional por isso. Um pouco de atenção aos detalhes ajuda a avaliar o universo social de maneira mais realista.

No entanto, muita atenção aos detalhes pode interferir no nosso funcionamento cotidiano, como dizem as pesquisas realizadas pela psicóloga Kat Harkness, da Queen’s University. Em seu estudo, ela mostra que as pessoas deprimidas tendem a notar mudanças nas expressões faciais dos outros a cada minuto. Já as pessoas felizes tendem a ignorar tais mudanças repentinas — um ar de aborrecimento, um sorriso sarcástico. Você provavelmente conhece tal fenômeno das interações com seu parceiro. Quando estamos de mau humor, notamos pequenas mudanças de expressão que geralmente surgem de uma briga (“Eu vi você virar os olhos pra mim! Por que você fez isso?!”), mas quando estamos de bom humor, passamos por cima desses detalhes (“Você me provoca, mas eu sei que no fundo você ama estar perto de mim”). As pessoas mais felizes têm uma proteção emocional natural contra a energia desgastante dos pequenos detalhes.

Do mesmo modo, as pessoas mais felizes não dão tanta importância para o seu desempenho. Ao rever a literatura de pesquisa de Oishi e seus colegas, nota-se que as pessoas mais felizes — cujas notas foram 9 ou 10 no quesito satisfação com a vida — tendem a ter desempenhos piores do que pessoas medianamente felizes quando se trata de notas, frequência em aulas e salários. Em resumo, elas se preocupam menos com o seu desempenho; acreditam que vale a pena sacrificar um certo grau de realização para não ter que se preocuparem com coisas pequenas.



 03> EU TORÇO POR VOCÊ
Comemorar de verdade o sucesso dos seus amigos pode te fazer mais feliz do que conquistar os seus próprios
Você já ouviu isso um milhão de vezes: um bom amigo é aquele com quem você pode contar quando precisa. Segundo uma pesquisa recente da Gallup World Poll, o melhor indicador de felicidade no trabalho era se a pessoa tinha ou não um melhor amigo com quem podia contar. Assim, faz sentido pensarmos que um bom amigo é aquele que nos leva pra tomar uma cerveja quando recebemos uma promoção no trabalho — ou que somos um quando buscamos aquele amigo no bar que acabou de ser demitido e está muito bêbado para voltar pra casa dirigindo.

De fato, tal apoio alivia as pancadas difíceis da vida e ajuda a vítima a superá-las. Ainda assim, novas pesquisas revelam uma ideia menos intuitiva sobre amizades: as pessoas mais felizes são aquelas que estão presentes nos sucessos dos amigos e cujas realizações são comemoradas por eles.

Tal ideia é reforçada pela psicóloga Shelly Gable, da Universidade da Califórnia, em Santa Bárbara. Uma pesquisa realizada por ela e alguns colegas revelou que quando parceiros românticos falham em dar importância ao sucesso do outro, o casal tem mais chances de se separar. Em contrapartida, quando os parceiros comemoram as realizações uns dos outros, eles tendem a ficar mais satisfeitos e compromissados com o relacionamento, desfrutando de mais amor e felicidade.

No entanto, fora do nosso relacionamento principal, por que capitalizar o sucesso dos outros nos faria mais feliz? Por que devemos apoiar aquele amigo sortudo, ouvindo todos os detalhes de mais uma de suas conquistas sexuais quando nós mesmos passamos muitas noites de sexta-feira lendo gibi? Primeiramente, ele precisa de você, de verdade. O processo de conversar sobre uma experiência positiva com alguém que escuta atentamente muda, de fato, a memória daquele evento — dessa forma, depois de falar sobre a sua experiência, seu amigo vai se lembrar daquela noite com a modelo de maneira ainda mais positiva do que ela foi realmente, e vai ser mais fácil para ele relembrar deste encontro alguns anos depois, quando ela der o fora nele. Mas igualdade é importante, e você também pode pegar uma carona na positividade do seu amigo. Assim como nós nos sentimos mais felizes quando compramos presentes ou doamos dinheiro para caridade em vez de gastarmos com nós mesmos, nos sentimos mais felizes ao ouvir os relatos de sucesso de nossos amigos.

Na vida, existem muitas pessoas esperando uma oportunidade para mostrar seu heroísmo. Difícil mesmo é encontrar pessoas que realmente conseguem compartilhar a alegria e realização dos outros sem sentir inveja. Assim, mandar flores para uma amiga que está se recuperando de uma cirurgia pode ser generoso da sua parte, porém oferecer o mesmo buquê quando ela se formar em Medicina ou ficar noiva gera mais satisfação para ela — e principalmente para você.



 04> SENTIMENTOS NEGATIVOS À MOSTRA
Admitir sentir raiva ou inveja pode nos tornar mais flexíveis, e a habilidade de mudar nosso estado mental é fundamental para o bem-estar
Editora Globo
As pessoas mais saudáveis psicologicamente têm um entendimento nato de que as emoções servem como um feedback — um sistema de radar interno que fornece informações sobre o que está acontecendo (e o que vai acontecer) no nosso universo social. Pessoas felizes e radiantes não escondem seus sentimentos negativos. Elas reconhecem que a vida é cheia de decepções e batem de frente com elas, sempre usando de sua raiva para se defender e de sua culpa como motivador para mudar seu próprio comportamento. Esta hábil alternância entre prazer e dor — habilidade de mudar seu comportamento para atender à demanda da situação — é conhecida como flexibilidade psicológica.

A habilidade de mudar o estado mental de acordo com a circunstância é um aspecto fundamental para o bem-estar. George Bonanno, psicólogo da Columbia University, descobriu que, após o 11 de Setembro, as pessoas mais flexíveis que moravam em Nova York quando os ataques aconteceram — aquelas que ocasionalmente sentiam raiva, mas também escondiam sua emoção quando necessário — se recuperaram mais rápido e desfrutaram de melhor saúde mental do que as que não souberam se adaptar.

Oportunidades para reagir de maneira flexível estão em toda parte: uma recém-casada que acaba de descobrir que é infértil talvez esconda sua desesperança de sua mãe, mas se abra com a amiga; pessoas que passaram por algum trauma talvez expressem sua raiva para outras que compartilham do mesmo sentimento, mas a esconda de amigos. O que nos permite obter melhores resultados em diferentes situações é a capacidade de tolerar o desconforto causado pela mudança de estado de espírito de acordo com nossa companhia e suas atitudes.

Aprender a lidar com o desconforto emocional é algo que se faz aos poucos. Da próxima vez em que você tiver um desentendimento com alguém, em vez de beber uma dose de uísque, tente simplesmente tolerar aquele sentimento por alguns minutos. Com o passar do tempo, sua capacidade de tolerar emoções negativas vai aumentar.



 05> ENCURTANDO A CURTIÇÃO
Prive-se dos prazeres imediatos: banho demorado, barra de chocolate, sessão de TV... As pessoas mais felizes têm metas longas e definidas
Editora Globo
Até a pessoa mais esforçada concorda que uma vida cheia de objetividade e sem prazeres é muito chata. Pessoas felizes sabem se permitir certas indulgências momentâneas que são gratificantes — tomar um banho longo, faltar na ginástica no sábado para assistir a uma partida de futebol na TV... Se você se concentra principalmente em atividades que te dão prazer instantâneo, você pode estar perdendo os benefícios de ter uma meta definida. Objetivos nos levam a correr riscos e fazer mudanças — mesmo face à privação e ao sacrifício da felicidade a curto prazo.

Ao tentar descobrir como as pessoas equilibram prazer e objetivo, Michael Steger e seus colegas da Colorado State mostraram que o ato de tentar compreender nosso mundo é o que geralmente nos desvia de nossa felicidade. Afinal, esta é uma missão carregada de tensão, incerteza, complexidade, momentos de intriga e agitação, e conflitos entre o desejo de se sentir bem e a vontade de progredir em direção ao que mais valorizamos. Ainda assim, no geral, as pessoas mais felizes tendem a sacrificar mais os prazeres a curto prazo quando existe uma boa oportunidade de progredir em direção ao que elas desejam ser na vida.

Uma pesquisa realizada pelo neurocientista Richard Davidson, da Universidade de Wisconsin, revelou que progredir em direção à realização de nossos objetivos nos faz sentirmos mais envolvidos e nos ajuda a tolerar sentimentos negativos que podem surgir neste percurso.

Ninguém diz que ter um objetivo na vida é fácil ou que seja uma tarefa simples, mas pensar nas atividades gratificantes e significativas que você fez na semana passada, no que você é bom e nas experiências das quais você não abre mão pode ajudar. Observe também as situações em que suas respostas refletem aquilo que você acha que devia dizer em vez daquilo em que realmente acredita. Por exemplo, ser pai não significa que o tempo que você passa com seus filhos é a parte mais energizante e significativa da sua vida — e é importante aceitar isso. As pessoas mais felizes conseguem combinar aquilo que mais gostam com uma vida de objetivos e satisfação.



 A FELICIDADE EM NÚMEROS
• 0,98m é a distância de casa, em metros, em que os tweets das pessoas começam a expressar menos felicidade (aproximadamente a distância de casa para o trabalho para quem mora relativamente perto).

• 40% de nossa capacidade de ser feliz está ligada ao poder de mudança, de acordo com a pesquisadora da Universidade da Califórnia, Riverside, Sonja Lyubomirsky.

• 85 é o número de residentes em cada 100 que dizem ter sentimentos positivos no Panamá e no Paraguai, países mais positivos no mundo.

• 20%. Para 1/5 da população dos Estados Unidos a sensação de felicidade não é afetada pelas flutuações de igualdade de renda do país graças à sua condição financeira.

Você é o que você come

Você é o que você come

O segredo para ter uma saúde melhor pode ser tão simples quanto jantar mais cedo
 


Jackie Rodriguez ganhou 32 kg depois que sua primeira filha nasceu. “Eu estava me sentindo muito infeliz, mas fiquei assim por dois anos”, diz ela. Após esse período, Jackie conseguiu perder os quilos em excesso quase sem esforço. “Eu não tomei nenhum redutor de gordura, shake... nada”, relembra ela.
A transformação não teve nada a ver com o que Rodriguez comia. Em vez disso, começou quando ela mudou de emprego e isso mexeu com sua rotina. Trabalhando no escritório de uma empresa de DJs próxima do seu apartamento, em Nova York, seu expediente começava às 17h30. Em vez de jantar com o marido às nove da noite, quando ele voltava do trabalho, ela comia sozinha às cinco da tarde, antes de deixar a filha com a babá e ir para o trabalho.
Em nove meses, ela conseguiu o incrível feito de passar do manequim 46 para o 36. Como empregos noturnos em geral levam ao ganho de peso, o caso de Rodriguez pode parecer uma peculiaridade da sua compleição física. Porém, ao contrário de muitos trabalhadores que dão expediente de madrugada ou em turnos, Rodriguez saía às 23 horas, e tinha uma noite inteira de sono regular. Talvez mais importante ainda: ela não fazia nenhuma refeição no trabalho ou quando chegava em casa – só tomava banho e ia para a cama.
O maior ajuste que Rodriguez fez  foi adiantar em quase quatro horas o jantar. Esta única e simples mudança parece ter desencadeado o dramático emagrecimento de Rodriguez – e novas evidências científicas podem explicar por quê.

Novos perigos de fazer refeições à noite
Nos laboratórios ao redor do mundo, os pesquisadores estão diante de um entendimento completamente novo sobre como funciona nosso metabolismo. Parece que o corpo humano é preparado para processar o alimento de maneira mais eficiente durante o dia. “Reconhecemos agora que nossa biologia responde de maneira diferente às calorias consumidas em momentos diversos do dia”, diz o Dr. Frank Scheer, neurocientista de Harvard. Isso significa que um hábito tão inocente como comer à noite, comparado com fazer refeições de valores calóricos equivalentes
durante o dia, pode proporcionar ganho de peso. “Aquela tigela enorme de sorvete devorada de noite pode ir direto para sua cintura”, revela o Dr. Christopher Colwell, neurocientista da Universidade da Califórnia e autor do livro Circadian Medicine (Medicina circadiana).
Vejamos os camundongos de Satchidananda Panda, biólogo molecular no Instituto Salk para Estudos Biológicos, na Califórnia. Panda é um especialista em como a hora da ingestão do alimento afeta a saúde. Sua equipe descobriu que camundongos que se alimentavam apenas durante suas horas de atividade (o equivalente às horas do dia para os humanos) são drasticamente mais saudáveis e magros do que aqueles que comeram a mesma quantidade de comida ao longo de 24 horas.
Quando os camundongos doentes que comiam o dia todo foram postos sob um horário de alimentação rígido que lhes permitia se alimentar apenas durante o dia, o diabetes e a gordura no fígado melhoraram e seus níveis de colesterol e marcadores de inflamação diminuíram. “Talvez possamos reduzir a gravidade [das doenças] simplesmente mudando a hora em que as pessoas comem”, explica Panda.

O relógio alimentar
Para entender a conexão entre a hora das refeições e a saúde, é preciso voltar na história. As mudanças dramáticas entre luz e escuridão em nosso planeta por causa do nascer e do pôr do sol foram incorporadas à biologia de quase todo ser vivo. Nossos órgãos internos funcionam de maneira diferente durante o dia e à noite, em padrões chamados ritmos circadianos. Ao longo dos últimos anos, pesquisadores descobriram que a exposição à luz artificial – isto é, ficar acordado até tarde da noite em frente à luminosidade de um monitor ou tela – mexe com esses ritmos de maneira que, com o tempo, pode levar a uma série de enfermidades.  
Mas agora os especialistas começaram a suspeitar da existência de um segundo relógio circadiano no corpo: organizado pela ingestão de alimentos, e não pela luz. Os cientistas ainda têm muito que aprender sobre este segundo relógio, mas evidências sugerem que beliscar o dia todo pode ser tão perigoso para a saúde quanto a luz artificial à noite. Comer à noite é um fator importante no diabetes, nas doenças cardiovasculares, no câncer e em problemas de aprendizado e de memória. 
Ao longo da evolução, o dia tem sido o período para a nutrição e a noite, para o jejum, e nossos órgãos evoluíram baseados nisso. Enzimas digestivas e hormônios seguem um padrão durante as 24 horas do dia, possibilitando ao fígado, aos intestinos e a outros órgãos digestivos funcionarem juntos e bem. Mas um mundo repleto de comida para viagem, doces e salgadinhos ameaça pôr de cabeça para baixo este papel regulador da comida.
“Quando comemos o tempo todo, nossos níveis de insulina e glicose estão elevados o tempo todo”, diz a Dra. Ruth Patterson, especialista em nutrição e epidemiologista da Universidade da Califórnia, campus San Diego.
A insulina promove o crescimento – sua presença constante na corrente sanguínea pode dar às células pré-cancerosas uma expansão mortal.
Em novas pesquisas com sobreviventes de câncer de mama, Patterson e seus colegas descobriram que a recorrência do tumor era menos
provável quando as mulheres abstinham-se de comer por pelo menos 13 horas à noite.

Pausa para o estômago: como isso funciona
Comparado com outros tipos de dietas, o jejum noturno é simples. Em um pequeno estudo piloto, a equipe de Patterson disse às mulheres participantes que jantassem de 18 às 20 horas e não comessem nada até as 8 horas da manhã seguinte, para deixar o “estômago descansar” por pelo menos 12 horas. “Elas entenderam instantaneamente [o jejum]”, disse Patterson. “Não tiveram de mudar o que comiam ou a maneira de preparar os alimentos.”
A nova pesquisa sugere que o café da manhã realmente é a refeição mais importante do dia – mas devemos compreender seu significado original: desjejum. A primeira refeição do dia é mais benéfica apenas se vier depois de 12 a 14 horas sem comer ou beber nada, reforça Panda.
Para muitos, a ciência da hora das refeições não passa de bom senso. Craig Weingard, seguidor de um especialista em fisiculturismo que, há anos, recomenda a prática do jejum noturno, durante muito tempo resistiu à ideia. Parecia muito doloroso ir para cama com fome. Por fim, ele experimentou. “Meu corpo mudou rapidamente. Eu consigo ver quando olho para a minha barriga se não comi depois das seis da tarde”, diz ele. “Tudo o que você come depois das 18h15 se torna parte de você.”

O que é eletricidade?

O que é eletricidade?


O que é eletricidade?
 


O que é eletricidade?
Eletricidade é o movimento dos elétrons em excesso: eles podem fluir como corrente nos fios ou líquidos condutores, fazendo as lâmpadas acenderem e os motores funcionarem; ou podem ficar acumulados como eletricidade estática. Quando a carga é grande o suficiente, ela “pula”, como no choque da maçaneta da porta ou no raio durante uma tempestade.
Quais são a força e a velocidade da eletricidade?
A energia elétrica flui com a velocidade da luz, ou seja, quase 300.000 km/s. A lâmpada necessita de um pouco mais de tempo ao ser ligada, pois a corrente primeiro precisa incandescer seu filamento. A tensão elétrica que sai da tomada tem 110 V ou 220 V, uma fagulha estática pode ter uma potência de até 3.000 V, um raio chega a 3 milhões de volts.
Por que existem corrente contínua e corrente alternada?
As baterias inventadas em 1776 enviam os elétrons em apenas uma direção e produzem corrente contínua. Apenas em 1831 surgiu a teoria a partir da qual a rotação de um eixo em um campo magnético também põe elétrons em movimento. O fluxo da corrente muda a cada meia-volta sua direção, originando a corrente alternada.
Por que a corrente que sai da tomada é a alternada?
Quando Thomas Edison construiu em 1881 a primeira usina elétrica, ele fornecia corrente contínua a seus clientes. Mas a procura era muito grande, o que exigia que os cabos fossem sempre mais grossos. Também em termos de transporte para distâncias muito grandes a corrente contínua mostrou-se mais adequada. Em 1893, seu concorrente, Westinghouse, conquistou o mercado norte-americano e o mundial com novos geradores de corrente alternada.
Por que existem tomadas largas e estreitas?
Cada tomada, em qualquer lugar do mundo, tem pelo menos dois pólos – seja de corrente contínua ou alternada. Os dois fios formam o circuito elétrico, que é fechado ao se ligar a lâmpada, a torradeira ou o computador. Para isso, basta uma tomada simples. A tomada larga tem sempre um terceiro pólo, que serve como proteção e desvia a tensão da corrente em aparelhos defeituosos com segurança para a terra.
Quais as fontes de energia mais potentes?
Na transformação em energia elétrica, a eficiência energética mede quanto da energia química, mecânica ou térmica inserida é utilizável, de acordo com o processo e a máquina. Típicos valores de eficiência energética são: hidrelétrica, 80-90%; aerogerador, até 85%; usina de gás natural, 55-60%; usina de carvão, 25-45%; reator nuclear de água leve, 33%; célula combustível, 20-70%; célula solar, 5-29%.
Pode-se realmente consumir energia?
Não, nem corrente nem energia pode ser consumida. Na corrente alternada, os elétrons oscilam de um lado para o outro na rede. O que realmente flui é a energia elétrica. E ela não é consumida, mas transformada em outras formas de energia: térmica (lâmpada incandescente, torradeira), mecânica (motor) ou química (carga da bateria).
O que se esconde por trás de unidades de medida como ampere e volt?
Volt (V) define a tensão com a qual a usina coloca a corrente à disposição, ou seja, com que os elétrons pressionam o cabo. Uma tensão muito alta pode destruir aparelhos. O ampere (A) é a potência da corrente – quantos elétrons em determinado tempo passam pela rede. Caso seja muito baixa, a lâmpada não acende e o motor não funciona.
Por que o relógio mede quilowatts-hora? (kWh)
A potência da corrente (ampere) e a tensão (volt) são colocadas à disposição pela usina sempre na mesma compatibilidade. O consumidor precisa pagar o trabalho da corrente para ser transformada em outras formas de energia. O quilowatt-hora (kWh) é o produto entre a potência da corrente, a tensão e o tempo.
Por que alguém da Bahia não pode usar seu secador de cabelos no Rio de Janeiro?
As tomadas da Bahia são 220 V, enquanto as cariocas, 110 V. O secador baiano foi feito para tensões mais altas – no Rio de Janeiro ele recebe apenas 1/4 da potência, e funciona mais lentamente. Já um secador carioca na Bahia entra em contato com uma potência 4 vezes maior, e acaba queimando. Os aparelhos que admitem bivoltagem têm uma chave seletora que permite alternar a tensão.
Por que os cabelos arrepiam depois de pentear?
Borracha e plástico atraem elétrons. Durante o ato de pentear-se, os cabelos perdem elétrons e adquirem uma carga positiva (carga eletrostática). Como cargas de mesmo sinal se repelem, os fios de cabelo procuram então manter a maior distância possível uns dos outros, ficando em pé.
Por que a corrente flui na água?
Nos eletrólitos – água e outros líquidos contendo sais diluídos – não são os elétrons, e sim os íons os responsáveis pela condutividade elétrica. Essas moléculas de sais têm falta ou excesso de elétrons e por isso movem-se em direção a pólos elétricos. Só a água destilada é livre de sais.
É possível fazer um computador funcionar com uma bicicleta ergométrica?
Os músculos humanos que produzem corrente a partir de um dínamo têm uma eficiência energética de cerca de 37%. Para cada 1 kWh pedala-se umas dez horas. O computador médio, incluindo-se o monitor, pode consumir até 500 W por hora, ou seja, 0,5 kWh ou cinco horas de pedalada.
Por que as vítimas de raios são atiradas longe?
Quando uma forte corrente passa pelo corpo, os músculos contraem-se e podem repelir com muita força uma pessoa do chão ou da parede. Geralmente, a corrente entra pelos braços e sai pelas pernas, onde localizam-se os maiores músculos, que podem lançar um ser humano pelo ar.
Por que uma descarga elétrica pode matar?
É importante ter uma corrente elétrica fraca dentro do corpo. As células do cérebro e dos músculos trocam sinais com a sua ajuda. Mas uma corrente alternada forte, como a da tomada, passa pelo corpo provocando uma fibrilação ventricular no coração, o que é fatal quando a musculatura dos braços fica retesada e não larga o fio. Além disso, um choque elétrico de alta-tensão ou de um raio queima tecidos do corpo.
Quais foram as primeiras invenções surgidas com a eletricidade?
O primeiro condensador para armazenagem de carga, a garrafa de Leida, foi criada em 1745. Sete anos depois, Benjamin Franklin montava o primeiro pára-raios, e em 1776 Alessandro Volta criava a primeira bateria. Em 1810, Humphry Davy mostrava a primeira lâmpada de arco voltaico simples; em 1820 surgiu o eletromagneto de André-Marie Ampère. Em 1833 Carl Friedrich Gauss e Wilhelm Weber testavam o primeiro telégrafo; Werner von Siemens, em 1866, testava o primeiro dínamo e, por volta de 1870, a primeira lâmpada incandescente foi desenvolvida por Thomas Edison e outros. A primeira célula solar deve datar de 1883.
De onde vêm os termos em torno da corrente elétrica?
A palavra eletricidade é derivada do grego elektron, “âmbar”, substância capaz de armazenar uma carga estática. Da mesma língua originam-se “energia”, de érgon, “fazer efeito”; “estático”, de statós, “ficar parado”; e “dínamo”, de d’ynamis, “força”. O termo “bateria” tem sua raiz na palavra latina para “bater”, numa analogia da bateria como unidade de combate militar com células interligadas produtoras de corrente. Grandezas como watt, ampere, volt, ohm, hertz, tesla, coulomb e outras são batizadas com o nome de seus descobridores e inventores.

Noruega é o país mais feliz do mundo, diz estudo

Noruega é o país mais feliz do mundo, diz estudo








  








<p>Norweger sind die glücklichsten Menschen</p>© picture-alliance/dpa/P. Seeger A Noruega é o país mais feliz do mundo, aponta o Relatório Mundial da Felicidade 2017, divulgado nesta segunda-feira (20/03) em Nova York. A quinta edição do estudo anual, que inclui 155 países, foi apresentada por ocasião do Dia Internacional da Felicidade, celebrado desde 2012.
O Brasil ocupa o 22° lugar no ranking, logo atrás dos Emirados Árabes Unidos e logo à frente da República Tcheca e da Argentina. A Alemanha está na posição 16, atrás da Irlanda e à frente da Bélgica. Outros países europeus tiveram desempenho pior que o alemão, como é o caso do Reino Unido, na 19ª colocação, e da França, em 31° lugar.
Entre os países latino-americanos, a Costa Rica é o melhor colocado, na posição 12, atrás de Israel. O Chile é o mais feliz entre os sul-americanos, no 20° lugar.
Neste ano, a Noruega saiu do quarto lugar em 2016 e passou à liderança, superando a Dinamarca, primeira colocada na última edição e agora em 2° lugar. Em terceiro, vem a Islândia, seguida pela Suíça (primeira colocada em 2015) e a Finlândia, em quinto. Atrás deles vêm Holanda, Canadá, Nova Zelândia e Austrália. A Suécia aparece logo atrás, no décimo lugar.
No 152° lugar está a Síria, atrás de Ruanda e seguida pelos últimos colocados no ranking: Tanzânia, Burundi e República Central Africana. Com exceções, entre outros, de Síria, Afeganistão, Haiti, Ucrânia e Iêmen, a maioria dos 30 países em pior colocação fica na África.
O levantamento leva em consideração o Produto Interno Bruto (PIB) per capita, a expectativa média de vida, a percepção de apoio recebido no próprio ambiente social e a percepção de confiança no governo e nas empresas em relação à corrupção.
O levantamento considera também a percepção dos entrevistados quanto à liberdade de tomar decisões próprias para influenciar suas vidas e a generosidade dos entrevistados em relação a doações. Fatores negativos, como preocupações, tristeza e raiva também desempenham um papel no estudo. O relatório deste ano é baseado em dados coletados entre os anos de 2014 e 2016.
O Relatório Mundial da Felicidade é produzido desde 2012 com apoio da ONU. Um de seus editores é o economista americano Jeffrey Sachs, da Universidade de Columbia, que realiza o trabalho com apoio de uma equipe de especialistas internacionais.