sexta-feira, 31 de março de 2017

Mineração Usiminas é pioneira no país a obter a recertificação na ISO 9001

Mineração Usiminas é pioneira no país a obter a recertificação na ISO 9001


A Mineração Usiminas é a primeira mineradora do país e uma das empresas pioneiras no Brasil a obter a recomendação para a recertificação na ISO 9001:2015, nova versão da norma referente à gestão da qualidade. A auditoria de certificação foi conduzida pelo Bureau Veritas Certification (BVC), referência mundial na área, entre os dias 20 e 24 de março.
 De acordo com Arley Júlio Pereira, líder dos auditores, os pontos positivos encontrados durante as inspeções realizadas nas áreas da companhia, como os projetos de redução de custos implementados e o comprometimento dos empregados com as ferramentas de gestão, contribuíram para que a Mineração Usiminas fosse pioneira no segmento minerário no que diz respeito à recertificação da norma na versão 2015, já que o prazo para esta adequação vai até setembro de 2018.
O auditor líder ainda falou sobre a forma como a MUSA recebeu a auditoria. “Quando a empresa é robusta e o sistema de gestão é eficaz, não é necessário se preparar para as auditorias. E foi o que notamos nas visitas, quando avaliamos o processo de maneira contínua, vendo o dia a dia da empresa”, afirmou Arley.
O diretor-executivo da Mineração, Wilfred Theodoor Bruijn, o Bill, ressaltou a importância de passar por um processo profundo de auditoria, o que traz uma crítica construtiva e fundamentada sobre o processo, além de levantar as oportunidades de melhoria. “Isso faz com que possamos evoluir ainda mais e entregar um produto com cada vez mais qualidade”.
Com a recertificação, a intenção é aumentar a confiança do cliente no sistema de gestão da qualidade baseado na ISO 9001 e na capacidade da empresa em fornecer produtos e serviços em conformidade com requisitos pré-estabelecidos do mercado.
No segundo semestre de 2016, a Usiminas já havia se tornado uma das primeiras empresas de todo o país a receber a recertificação ISO 9001 2015. A empresa iniciou um trabalho preparatório, a partir da divulgação da primeira prévia da nova norma de qualidade, identificando e planejando as ações necessárias para a evolução do Sistema de Gestão da Qualidade da empresa. A iniciativa permitiu à Usiminas adiantar em dois anos o processo de transição para a nova versão da certificação.
O processo de auditoria foi conduzido pelo Bureau Veritas Certification (BVC) e envolveu a Usina de Ipatinga, a Usina de Cubatão, a Sede, em Belo Horizonte, o CEA, em São Paulo, o Porto de Vitória e os Centros de Distribuição (CD’s).
Fonte: Olhae.net

Em plena crise no país, Pará vive ‘ufanismo’

Em plena crise no país, Pará vive ‘ufanismo’


Em meio à maior recessão da história do país, o Pará apresenta uma combinação rara para o momento: atividade econômica em crescimento e contas públicas relativamente em ordem. O Estado tem sido beneficiado pela alta da cotação internacional do minério de ferro e por grandes investimentos da indústria extrativa e em infraestrutura.
O Pará vive uma fase de “ufanismo econômico”, define Eduardo Costa, presidente da Fundação Amazônia de Amparo a Estudos e Pesquisas (Fapespa). Um ajuste fiscal promovido pelo governador Simão Jatene (PSDB), em 2015, fez com que as contas públicas se mantivessem equilibradas.
A estrutura econômica que permitiu esse crescimento, entretanto, tem deixado parte da população à margem da melhora. “É um modelo extremamente perverso”, diz Costa, para quem o desenvolvimento do Estado vem gerando “um paradoxo entre pobreza e crescimento”. A raiz tanto da força econômica quanto desse desequilíbrio está na exportação de minério de ferro, isenta de ICMS. “A nossa base econômica é pouco tributável”, afirma Costa. A estimativa da Fapespa é que nos últimos 20 anos o Estado tenha perdido R$ 44,1 bilhões por causa da Lei Kandir, que desonera do ICMS as exportações de bens primários e semielaborados.
Ao mesmo tempo, os investimentos realizados nos últimos anos têm atraído grande número de migrantes, que acabam sem emprego e desassistidos. Das cem cidades com pior Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) do Brasil, 41 estão no Pará.
Fonte: Valor

   

LAPIDAÇÕES ESPECIAIS VALORIZAM AS GEMAS





LAPIDAÇÕES ESPECIAIS VALORIZAM AS GEMAS



Como tornar ainda mais belo, algo que por si já é fascinante? Esse desafio inquietou o homem desde que ele descobriu o mundo das gemas. Fascinantes e misteriosas, elas só revelam sua beleza por inteiro nas mãos de hábeis artesãos. Afinal, são eles que lhes dão mais vida, cor e brilho.

A lapidação de uma gema representa o seu aperfeiçoamento. O corte é tão importante que é capaz de valorizar uma gema de segunda linha ou depreciar uma de primeira categoria. Nas mãos de um lapidário pouco habilidoso, a melhor gema do mundo pode perder todo seu potencial. Já uma pedra inferior, quando lapidada por mãos preciosas, torna-se quase uma jóia.
Uma lapidação perfeita ressalta qualidades de uma gema que, por vezes, quem a extraiu nem imaginava que ela tivesse. Brilho, cor profunda e intensa, beleza, transparência, ausência de impurezas visíveis: tudo isso só pode ser conferido "ao vivo e em cores" se a lapidação souber explorar o potencial da gema.
Há lapidações de diversos tipos, mas elas podem ser divididas em três grupos: lapidação em facetas, lisa e mista. O primeiro tipo é utilizado normalmente em gemas transparentes, já que o fato de possuir várias e pequenas superfícies lisas acabam por conferir à gema um brilho e um jogo de cor que a realçam ainda mais.
Na maior parte dos casos, as lapidações em facetas podem ser subdivididas em três tipos: primeiro, a lapidação brilhante e em degraus, ou lapidação esmeralda. Já o segundo tipo, a lapidação lisa, pode ser plana ou convexa (tipo cabochão). A ágata e gemas opacas em geral são as mais comumente lapidadas dessa forma. O terceiro tipo, a lapidação mista, possui duas variedades: ela pode ser feita com a parte superior lisa e a inferior em facetas, ou o inverso.
As lapidações, além de vários tipos, também possuem diversas formas. Os principais modelos são: redonda, ovalada, antiga (quadrangular ou retangular com bordas arredondadas), triangular, quadrática, hexagonal, baguette (retangular ovalada), trapezoidal, french-cut (contorno e mesa quadrática), facetas triangulares, pendeloque (pêra ou gota), navette ou marquesa (elípitica apontada), pampel (em forma de gota alongada), briolete (forma de pêra com linhas de facetas que se cruzam).
Na joalheria, o tipo mais usado de lapidação é a brilhante, que equivocadamente virou sinônimo de diamante. Esse é apenas um tipo possível de lapidação aplicada ao diamante, apesar de ter sido criada especialmente para ele (daí a confusão). Possui 32 facetas e mesa na parte superior, e pelo menos 24 facetas na parte inferior. Quando dizemos brilhante, queremos dizer diamante com lapidação brilhante. Para as demais gemas, deve-se dizer seu nome seguido de brilhante, como por exemplo, topázio com lapidação brilhante.
A lapidação em oito facetas (8/8) possui, além da mesa, oito facetas na parte superior e oito na parte inferior. É utilizada em diamantes, menos naqueles em que não é possível ou não têm qualidade suficiente para a lapidação brilhante. Um de seus pontos fortes é a possibilidade de obter-se de 300 a 500 gemas por quilate. Já a lapidação rosa, ou roseta, é uma lapidação em facetas, sem mesa e sem a parte inferior. Propicia várias combinações, dependendo do número e disposição de suas facetas, mas caiu em desuso porque proporciona pouco brilho à gema.
Existem diversas lapidações em degraus, tipo de corte muito usado em gemas coloridas. Suas várias facetas de bordas paralelas possuem um declive que aumenta conforme se aproxima da rondista (cintura). Geralmente, a parte infe-rior desse corte costuma ter mais facetas. A lapidação cruzada ou em tesoura é uma variação da anterior, sendo que as facetas ficam subdivididas pela tesoura em quatro facetas.
A lapidação esmeralda também é um trabalho em degraus, porém tem contorno octogonal. Foi tão utilizada em esmeraldas e acabou ganhando o nome dessa gema, mas também pode ser empregada em outras pedras preciosas, como o diamante por exemplo. Outro tipo de lapidação em degraus é chamada de mesa ou plana. Mais simples que as demais, sua parte superior é bem plana para favorecer uma grande mesa. Já a lapidação Ceilão caracteriza-se por suas várias facetas, para aproveitar mais o peso bruto da gema, o que pode levar a um resultado assimétrico, que muitas vezes obriga a uma relapidação da pedra.
O cabochão, palavra que vem do francês caboche, cujo significado é prego de cabeça grande, é a lapidação lisa mais conhecida na joalheria e também uma das mais simples. Nele, a parte superior da gema é lapidada de forma arredondada, e a inferior é plana, levemente abobodada ou convexa. Nas gemas de tom mais escuro, a parte inferior é lapidada para dentro - o que é chamado de cabochão oco - para clarear seus tons.
Uma lapidação nova é a Millenium Cut, também conhecida como "Canaleta Sorriso". Especial, seu corte faz com que a gema pareça estar sorrindo, aumentando, assim, seu brilho. Essa lapidação proporciona muito brilho à pedra, potencializando suas cores e dando mais vida à gema. O corte pode ser aplicado em todos os tipos de gemas, mas o formato mais adequado, no entanto, é o retangular, de no mínimo nove milímetros. Quanto maior a gema, melhor o resultado final: quando a luz atravessa a pedra, parece que ela solta faíscas, valorizando e embelezando as jóias de uma maneira diferente da tradicional.

O MERCADO DE RELÓGIOS ANTIGOS

O MERCADO DE RELÓGIOS ANTIGOS


O interesse por relógios antigos está crescendo no Brasil e há muito tempo no exterior. Trata-se de um mercado de apaixonados que são fiéis aos mecanismos e que jamais irão fazer uso de peças modernas, fazendo movimentar um comércio de itens usados e serviços de restaurações (mostradores, polimento, reparos de relojoaria e ourivesaria...).modelo Gondolo, da Patek PhilippeObserva-se no Brasil um aumento na demanda por peças de qualidade, infelizmente já há muito tempo comerciantes do exterior vem aportando nas principais cidades brasileiras, adquirindo importantes peças que eram facilmente vistas no passado, fazendo extinguir certos modelos de nosso mercado - como exemplo o modelo Gondolo da Patek Philippe que era basicamente encontrado no Brasil . O mercado apresenta-se ainda imaturo quanto à cotação real das peças: encontra-se peças valorizadas em demasia e verdadeiras barganhas. No atual momento observa-se uma desvalorização dos relógios de bolso e uma constante valorização dos cronógrafos de pulso.
Os colecionadores experientes sempre irão observar a compra de peças em excelente estado (com pouco ou sem uso) e em sua condição original (mostrador, mecanismo...) que podem apresentar um preço várias vezes maior que uma peça "judiada".
Os cuidados na Compra
Uma compra sempre deve ser feita com muito cuidado, com muita paciência. Uma peça pode aparentar ser interessante, mas ao analisar com cuidado pode-se descobrir grandes problemas.
- Deve-se observar que relógios de qualidade possuem marcas do fabricante no mostrador, mecanismo, coroa e caixa, e é comum encontrar peças "casadas", onde o mecanismo não possui uma caixa original;
- Testar o mecanismo, o acerto das horas, a corda, calendário e outras funções e verificar se o mecanismo opera em posições diferentes (mostrador para baixo, de pé...). Certos "vícios" mecânicos podem ser de difícil solução e custar caro;
- Observar a originalidade do mostrador: hoje em dia é difícil constatar uma restauração, deve-se observar se há falhas na serigrafia e, no caso de mostradores de porcelana, deve-se estar atento se o mesmo está fixo corretamente pelos pinos de fixação (em alguns modelos é observado pelo mecanismo).
- Ter cautela máxima com réplicas.
- Deve-se ter uma referência de preço como catálogos de preço, ou observar o preço de venda de similares na internet.

Sem dúvida a experiência sempre irá contar!
Avaliação
O valor de um relógio depende da marca, do material empregado na caixa, do estado de conservação (arranhões, peças originais...), de sua raridade e tipo/estilo (militar, cronógrafo, alarme, não usual...).

ALEXANDRITA   

ALEXANDRITA        



A mais rara e valiosa variedade de crisoberilo exibe as cores verde e vermelha, as mesmas da Rússia Imperial, e seu nome é uma homenagem a Alexandre Nicolaivich, que mais tarde se tornaria o czar Alexandre II; de acordo com relatos históricos, a sua descoberta, nos Montes Urais, em 1830, deu-se no dia em que ele atingiu a maioridade.

Como uma das mais cobiçadas gemas, esta cerca-se de algumas lendas, a mais difundida das quais diz que o referido czar teria ordenado a execução de um lapidário, depois que este lhe devolveu uma pedra de diferente cor da que lhe houvera sido confiada para lapidar.

Esta lenda deve-se ao fato de que a alexandrita apresenta um peculiar fenômeno óptico de mudança de cor, exibindo uma coloração verde a verde-azulada (apropriadamente denominada “pavão” pelos garimpeiros brasileiros) sob luz natural ou fluorescente e vermelha-púrpura, semelhante a da framboesa, sob luz incandescente. Quanto mais acentuado for este cambio de cor, mais valorizado é o exemplar, embora, para alguns, os elevados valores que esta gema pode alcançar devam-se mais a sua extrema raridade que propriamente à sua beleza intrínseca.

Esta instigante mudança de cor deve-se ao fato de que a transmissão da luz nas regiões do vermelho e verde-azul do espectro visível é praticamente a mesma nesta gema, de modo que qualquer cambio na natureza da luz incidente altera este equilíbrio em favor de uma delas. Assim sendo, a luz diurna ou fluorescente, mais rica em azul, tende a desviar o equilíbrio para a região azul-verde do espectro, de modo que a pedra aparece verde, enquanto a luz incandescente, mais rica em vermelho, faz com que a pedra adote esta cor.

Este exuberante fenômeno é denominado efeito-alexandrita e outras gemas podem apresentá-lo, entre elas a safira, algumas granadas e o espinélio. É importante salientar a diferença entre esta propriedade e a observada em gemas de pleocroísmo intenso, como a andaluzita (e a própria alexandrita), que exibem distintas cores ou tons, de acordo com a direção em que são observadas e não segundo o tipo de iluminação a qual estão expostas.

Analogamente ao crisoberilo, a alexandrita constitui-se de óxido de berílio e alumínio, deve sua cor a traços de cromo, ferro e vanádio e, em raros casos, pode apresentar o soberbo efeito olho-de-gato, explicado detalhadamente no artigo anterior, no qual abordamos o tema do crisoberilo.

As principais inclusões encontradas na alexandrita são os tubos de crescimento finos, de forma acicular, as inclusões minerais (micas, sobretudo a biotita, actinolita acicular, quartzo, apatita e fluorita) e as fluidas (bifásicas e trifásicas). Os planos de geminação com aspecto de degraus são também importantes características internas observadas nas alexandritas.

Atualmente, os principais países produtores desta fascinante gema são Sri Lanka (Ratnapura e diversas outras ocorrências), Brasil, Tanzânia (Tunduru), Madagascar (Ilakaka) e Índia (Orissa e Andhra Pradesh).

No Brasil, a alexandrita ocorre associada a minerais de berílio, em depósitos secundários, formados pela erosão, transporte e sedimentação de materiais provenientes de jazimentos primários, principalmente pegmatitos graníticos. Ela é conhecida em nosso país pelo menos desde 1932 e acredita-se que o primeiro espécime foi encontrado em uma localidade próxima a Araçuaí, Minas Gerais. Atualmente, as ocorrências brasileiras mais significativas localizam-se nos estados de Minas Gerais (Antônio Dias/Hematita, Malacacheta/Córrego do Fogo, Santa Maria do Itabira e Esmeralda de Ferros), Bahia (Carnaíba) e Goiás (Porangatú e Uruaçú).

A alexandrita é sintetizada desde 1973, por diversos fabricantes do Japão, Rússia, Estados Unidos e outros países, que utilizam diferentes métodos, tais como os de Fluxo, Czochralski e Float-Zoning, inclusive na obtenção de espécimes com o raro efeito olho-de-gato.

A distinção entre as alexandritas naturais e sintéticas é feita com base no exame das inclusões e estruturas ao microscópio e, como ensaio complementar, na averiguação da fluorescência à luz ultravioleta, usualmente mais intensa nos exemplares sintéticos, devido à ausência de ferro, que inibe esta propriedade na maior parte das alexandritas naturais.

Na prática, a distinção por microscopia é bastante difícil, seja pela ausência de inclusões ou pela presença de inclusões de diferente natureza, porém muito semelhantes, o que, em alguns casos, requer ensaios analíticos mais avançados, não disponíveis em laboratórios gemológicos standard.
O custo das alexandritas sintéticas é relativamente alto - mas muito inferior ao das naturais de igual qualidade - pois os processos de síntese são complexos e os materiais empregados caros. O substituto da alexandrita encontrado com mais frequência no mercado brasileiro é um coríndon sintético “dopado” com traços de vanádio, que também exibe o câmbio de cor segundo a fonte de iluminação sob a qual se observa o exemplar. Eventualmente, encontram-se, ainda, espinélios sintéticos com mudança de cor algo semelhante à das alexandritas.