sexta-feira, 31 de março de 2017

Brasil deve crescer 10 vezes na produção de diamantes, diz MME

Brasil deve crescer 10 vezes na produção de diamantes, diz MME


De acordo com o Ministério de Minas e Energia, a exploração da primeira jazida de diamantes primários no país iniciada no Brasil este ano (município de Nordestina -Bahia), tem capacidade para dobrar a produção e a exportação dos diamantes brasileiros neste ano e elevar os valores atuais entre 5 e 10 vezes nos próximos anos. As jazidas de diamantes primários são aquelas onde se extrai o diamante bruto diretamente da rocha geradora.
A maioria da produção brasileira de diamantes é exportada, principalmente para os Emirados Árabes Unidos, Estados Unidos e Israel. Apesar disso, antes da descoberta e exploração da jazida de diamantes primários, a produção desse mineral no Brasil ainda era pouco expressiva e se colocava nos últimos lugares no âmbito internacional.
Além de Nordestina, o Projeto Diamantes do Brasil, em execução pelo Serviço Geológico do Brasil (CPRM), tem revelado várias áreas kimberlíticas com grandes possibilidades de se encontrar diamantes primários. Enquanto essas áreas não forem totalmente estudadas, os diamantes secundários continuam a ser encontrados por garimpeiros e por pequenos mineradores, principalmente nas regiões de Coromandel e Diamantina, em Minas Gerais, além de algumas áreas nos estados de Goiás, Pará e Roraima. O projeto tem demonstrado que a grande maioria dos estados brasileiros possuem ocorrências prospectivas para diamantes.
Em 2015, a produção brasileira foi em torno de 31,8 mil quilates, ao valor total na ordem de US$ 1,5 milhões e a produção mundial de diamantes em 2015, de acordo com os dados estatísticos do Sistema de Certificação do Processo de Kimberley (que controla mundialmente os dados estatísticos de produção, importação e exportação de todos os países membros) foi de aproximadamente de 127,3,4 milhões de quilates, ao valor de US$ 13,7 bilhões.
Em termos de exportações, no mesmo ano, o Brasil exportou cerca de 34,7 mil quilates ao valor total de aproximadamente US$ 5,7 milhões, ao passo que a exportação mundial foi de 351,4 milhões de quilates ao valor de US$ 42,4 bilhões aproximadamente (a diferença entre a produção e a exportação ocorre porque na produção anual não são considerados os estoques remanescentes de anos anteriores).
O processo de extração de diamantes da rocha primária
A rocha primária de diamantes chama-se kimberlito, em homenagem à cidade de Kimberley (África do Sul), onde foram encontrados diamantes pela primeira vez em 1870, resultantes de estudos geológicos, de pesquisa e exploração mineral (e não por garimpos em rios).
Antes disso, o Brasil era o maior produtor de diamantes no mundo, sendo o local onde primeiramente se comercializou a pedra preciosa. De 1725 a 1866, o Brasil foi o maior produtor mundial desta gema. Em 1860, foi descoberto o diamante Estrela do Sul, considerado um dos maiores do mundo com 128 quilates.
Conheça outros diamantes brasileiros famosos, de acordo com Luiz Antonio Gomes da Silveira:
Goiás: descoberto em Catalão em 1906, considerado o 3º maior diamante de qualidade gemológica.
Presidente Vargas: descoberto em 1938 em Coromandel (Minas Gerais), com 726,60 quilates, considerado o 8º maior do mundo.
Darcy Vargas: descoberto em 1939, Coromandel (Minas Gerais), com 460 quilates
Coromandel IV: descoberto em 1940, Coromandel (Minas Gerais), com 400,65 quilates.
Presidente Dutra – descoberto em 1949, Coromandel (Minas Gerais), com 407,68 quilates
Diamantes:
Os primeiros diamantes foram formados há 2,5 bilhões de anos, no manto da terra, durante a era arqueozoica, e os mais recentes há 45 milhões de anos atrás.
São formados sob alta temperatura (1.150-1.200º C) e alta pressão, em profundidade de aproximadamente 160km, sob um processo de resfriamento do magma. Após formados, durante erupção vulcânica, foram ejetados em grandes velocidades, mantendo a sua forma. Os diamantes são constituídos de um único elemento químico, o Carbono.
Fonte: Último Instante
 

Quilate para ouro e Quilate para diamante: NADA HA VER!

Quilate para ouro e Quilate para diamante: NADA HA VER!

Quilate para ouro e Quilate para diamante: NADA HA VER!


No que se refere a pedras preciosas, como o diamante, um quilate representa uma massa igual a duzentos miligramas. A unidade de massa foi adotada em 1907 na Quarta Conferência Geral de Pesos e Medidas. O quilate pode ser subdividido ainda em 100 pontos de 2 mg cada. Por isso, fala´se em diamantes de 50 pontos, 40 pontos, são menores de que 1 quilate
Aplicado ao ouro, entretanto, o quilate é uma medida de pureza do metal, e não de massa. É a razão entre a massa de ouro presente e a massa total da peça, multiplicada por 24, sendo cada unidade de quilate equivalente a 4,1666 % em pontos percentuais de ouro do total.
A pureza do ouro é expressa pelo número de partes de ouro que compõem a barra, pepita ou joia. O ouro de um objeto com 16 partes de ouro e 8 de outro metal é de 16 quilates. O ouro puro tem 24 quilates.
Exemplos:
·         Ouro 24 quilates = ouro puro - como é praticamente impossível o ouro ter uma pureza completa, o teor máximo é de 99,99% e assim chamado de ouro 9999. Impróprio para fabricação de joias por ser muito maleável.
·         Ouro 22 quilates = 22/24 = 91,6% de ouro, também chamado de ouro 916.
·         Ouro 20 quilates = 20/24 = 83,3% de ouro, também chamado de ouro 833.
·         Ouro 19.2 quilates = 19.2/24 = 80,0% de ouro, também chamado de ouro 800 ou Ouro Português.
·         Ouro 18 quilates = 18/24 = 75% de ouro, também chamado de ouro 750.
·         Ouro 16 quilates = 16/24 = 66,6% de ouro, também chamado de ouro 666.
·         Ouro 14 quilates = 14/24 = 58,3% de ouro, também chamado de ouro 583.
·         Ouro 12 quilates = 12/24 = 50% de ouro, também chamado de ouro 500.
·         Ouro 10 quilates = 10/24 = 41,6% de ouro, também chamado de ouro 416.
·         Ouro 1 quilate = 1/24 = 4,6% de ouro, também chamado de ouro 46.

Desta forma, o ouro 18 quilates tem 75% de ouro, e o restante são 
ligas metálicas adicionadas fundindo-se o ouro com esses metais num processo conhecido como quintagem, para garantir maior durabilidade e brilho à joia.
Os elementos dessas ligas geralmente adicionados ao ouro podem variar muito em função da cor, ou ponto de fusão desejados e em algumas joalherias, essa fórmula é mantida como segredo industrial. Os metais mais comuns utilizados nessas ligas são o cobre, a prata, o zinco, o níquel, o cádmio, resultando em um ouro com coloração amarela. Existe também o ouro branco, que é feito com ligas utilizando o paládio que tem efeito descoloridor, nesse caso o ouro branco no processo final de acabamento a joia é submetida a um banho de ródio.

Popularidade de Temer piora em meio a reformas e desemprego, mostra CNI/Ibope

Popularidade de Temer piora em meio a reformas e desemprego, mostra CNI/Ibope

sexta-feira, 31 de março de 2017 14:15 BRT
 


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Por Maria Carolina Marcello BRASÍLIA (Reuters) - A popularidade do presidente Michel Temer piorou, mostrou pesquisa CNI/Ibope nesta sexta-feira, em meio a reformas controversas promovidas pelo governo, capitaneadas pela previdenciária, desemprego alto e notícias sobre corrupção no meio político. A avaliação ruim/péssimo do governo subiu para 55 por cento em março, ante 46 por cento em dezembro do ano passado, enquanto a aprovação  positiva (ótimo/bom) do governo oscilou para 10 por cento, ante 13 por cento em dezembro. A desaprovação à maneira de governar de Temer passou a 73 por cento dos entrevistados, contra 64 por cento no levantamento passado. “O governo está tomando medidas controversas, medidas duras e isso provavelmente é uma das causas dessa queda de popularidade”, disse o gerente-executivo da Unidade de Pesquisa e Competitividade da CNI, Renato da Fonseca. Para o gerente-executivo, a situação econômica também deve ser levada em conta quando se avalia a popularidade do governo. “Há uma correlação muito forte entre popularidade do governo e a situação econômica do país”, afirmou Fonseca. A despeito do discurso do governo de que a economia já começa a mostrar sinais de recuperação, a atividade econômica do Brasil iniciou 2017 com ritmo maior de contração do que o esperado, segundo informou o Banco Central nesta manhã, enquanto a taxa de desemprego, medida pelo IBGE, subiu para novo recorde no trimestre encerrado em fevereiro, levando o número de trabalhadores sem emprego a 13,5 milhões.[nL2N1H80FR][nL2N1H80HW] “Com essa taxa de desemprego, claramente tem uma insatisfação muito grande da população com a situação econômica e isso reflete muito forte na avaliação do governo”, avaliou Fonseca, acrescentando que as denúncias de corrupção envolvendo inclusive membros do governo também não podem ser deixadas de lado como possíveis fatores da queda de popularidade. O número daqueles que disseram aprovar a forma de governar de Temer também recuou, para 20 por cento, ante 26 por cento no fim de 2016. Assim como caiu o percentual das pessoas que afirmaram confiar no presidente: 17 por cento agora ante 23 por cento em março. Os que não confiam em Temer passaram de 72 por cento para 79 por cento. Aqueles que consideram o governo regular somaram 31 por cento, contra 35 por cento, segundo o levantamento. A primeira posição entre as notícias mais lembradas pela população, mostrou a pesquisa, ficou com as discussões sobre a reforma da Previdência, sendo citada por 26 por cento dos entrevistados, à frente de notícias relacionadas à Lava Jato e investigações de corrupção na Petrobras (9 por cento). Notícias sobre corrupção no governo (5 por cento), manifestações (4 por cento) e paralisações no país (3 por cento), o aumento desemprego (2 por cento), e sobre declarações do ministro Fazenda sobre a possibilidade de aumento de impostos (1 por cento) também foram elencadas. A liberação do saque do FGTS foi lembrada por apenas 2 por cento dos entrevistados. Entre as áreas de atuação do governo, 85 por cento disseram desaprovar as ações e políticas adotadas em relação aos impostos, e 77 por cento não aprovam as ações de combate ao desemprego. A pesquisa também questionou os entrevistados a respeito de comparação do governo Temer com a gestão anterior, de Dilma Rousseff, e 41 por cento disseram considerar a atual administração pior que a da petista; eram 34 por cento em dezembro. Para 18 por cento o atual governo é melhor que o passado (21 por cento na pesquisa anterior), enquanto 38 por cento disseram considerar ambos iguais (42 por cento). A pesquisa ouviu 2.000 pessoas em 126 municípios entre 16 e 19 de março. A margem de erro é de 2 pontos percentuais. (Edição de Alexandre Caverni)

Wall St encerra trimestre de fortes ganhos em queda

Wall St encerra trimestre de fortes ganhos em queda

sexta-feira, 31 de março de 2017 17:56 BRT


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Por Noel Randewich (Reuters) - Wall Street fechou a sexta-feira em território negativo, pressionado pelas ações da Exxon Mobil e do JPMorgan Chase & Co, encerrando um trimestre de fortes ganhos com investidores avaliando se os balanços corporativos vão justificar os altos preços das ações do mercado. O índice Dow Jones caiu 0,31 por cento, a 20.663 pontos, enquanto o S&P 500 perdeu 0,23 por cento, a 2.362 pontos. O índice de tecnologia Nasdaq recuou 0,04 por cento, a 5.911 pontos. Os principais índices alcançaram patamares recordes desde a eleição do presidente Donald Trump, com apostas de que ele poderia melhorar o crescimento econômico, reduzindo impostos e aumentando os gastos com infraestrutura. A alta das ações também se beneficiou de indicadores econômicos robustos e de uma recuperação no crescimento dos lucros corporativos. No trimestre que se encerrou nesta sexta-feira, o S&P 500 subiu 5,5 por cento, desempenho trimestral mais forte desde o último trimestre de 2015. Os investidores estão agora olhando para a próxima temporada de resultados trimestrais para justificar os preços altos das ações. O lucro no primeiro trimestre das empresas listadas no S&P 500 deverá crescer 10,1 por cento, segundo a Thomson Reuters I/B/E/S. Oito dos 11 principais setores de S&P recuaram nesta sexta-feira, com o índice financeiro em queda de 0,72 por cento. A ação do JPMorgan Chase caiu 1,34 por cento e o papel da Wells Fargo & Co perdeu 1,03 por cento. A ação da Exxon Mobil caiu 2,02 por cento, também pressionando o S&P 500 e Dow Jones.

SP discute experiências na mineração

SP discute experiências na mineração


Com o objetivo de discutir experiências e possibilidades de inovação na indústria mineral paulista, a Secretaria de Energia e Mineração do Estado de São Paulo promoveu, no dia 28 março, o seminário técnico Inovação na Cadeia Produtiva da Mineração, que reuniu representantes de empresas do setor produtivo, cadeia de suprimentos da mineração, da Academia e órgãos de fomento. O evento contou com o apoio da Poli-USP, Unesp e CREA-SP.
De acordo com o Secretário de Energia e Mineração do Estado de São Paulo, João Carlos de Souza Meirelles, o seminário se insere no esforço do governo de promover um novo patamar de desenvolvimento para todas as atividades no estado e a mineração tem prioridade nesse contexto, já que se trata de uma atividade que “depende da intervenção no meio ambiente” e, portanto, precisa atuar dentro do conceito da sustentabilidade.
Ele lembrou que São Paulo é o maior consumidor de bens minerais do País e o quarto maior produtor desses bens, pois 97% de sua população está em áreas urbanas, dependendo dos produtos minerais para sua qualidade de vida. Além disso, o Estado tem uma importante atividade agrícola, que depende de insumos como NPK (Nitrogênio, Fosfato e Potássio). Assim, o objetivo é “transformar o setor mineral em uma nova plataforma de desenvolvimento”.
Já o Subsecretário de Mineração, José Jaime Sznelwar, disse que o setor mineral precisa urgentemente inovar na gestão de seus empreendimentos, principalmente as pequenas e médias companhias de mineração, a maioria com estrutura familiar. Daí a importância de se fomentar a inovação nessas empresas, segundo ele.
Fonte: Brasil Mineral