sábado, 1 de abril de 2017

Primeiros socorros em casa: como agir

Primeiros socorros em casa: como agir





primeiros“Acidentes acontecem”. Você provavelmente já ouviu essa frase, e deve saber que é verdade: acidentes acontecem o tempo todo, são imprevisíveis e, por vezes, inevitáveis. Existem alguns cuidados a ser tomados para evitá-los, porém, quando acontecem, é preciso saber como agir. Para isso, existem os procedimentos de primeiros socorros, que ajudam a vítima, quem a socorre e a equipe médica que deve sempre ser chamada.
Neste artigo, daremos dicas de como agir em alguns casos de acidentes domésticos comuns, dos mais leves aos mais graves e seus respectivos procedimentos para primeiros socorros. Antes mesmo de começar, daremos o principal conselho para essas situações: mantenha a calma. E ligue para o 192, o número de emergência do nosso país.
1. Cortes
Como evitar: sempre que utilizar facas, tesouras ou outros objetos cortantes, certifique-se de que o corte esteja sendo feito no sentido contrário ao de sua mão. Por exemplo, ao cortar tomates, apoie a fruta em uma tábua de madeira e pressione a faca para baixo; se estiver cortando batatas, posicione a faca para que faça cortes de dentro para fora, sempre apoiando o polegar embaixo, longe do gume. Mantenha esses objetos longe de crianças.
Não deu pra evitar: pressione o local com um pano limpo. Depois que o sangue estancar, limpe com soro fisiológico e o cubra com uma gaze ou um curativo. Se houver quaisquer resquícios do objeto que cortou a pele, como cacos de vidro, ligue imediatamente para o 192.
2. Choques elétricos
Como evitar: nunca, de forma alguma deixe fios descapados expostos (cubra-os com fita isolante) nem tenha contato com tomadas e saídas de eletricidade com as mãos molhadas. Se houver crianças em casa, o cuidado deve ser redobrado, porque geralmente tomadas ficam ao alcance dos pequenos; compre protetores de tomada para evitar que eles coloquem os dedos na fonte.
Não deu pra evitar: ao iniciar o procedimento de primeiros socorros, tenha cuidado ao afastar a pessoa que está sendo eletrocutada da fonte de energia, pois ao tocá-la na pele a descarga pode passar para você. É preciso afastá-la imediatamente usando algum material não condutor, como a borracha de chinelos ou panos de chão que estiverem próximos. Deite a pessoa e em seguida observe se ela está consciente e acalme-a enquanto chama ajuda. Em qualquer caso deve-se chamar a emergência através do 192. Entretanto, se a vítima estiver inconsciente mas respirando, deite-a de lado. Se estiver inconsciente e sem respirar, inicie uma massagem cardíaca (entrelace os dedos e posicione as mãos sobre o tórax da vítima; impulsione duas vezes por segundo usando o peso do seu próprio corpo).
3. Asfixia
Como evitar: mastigue bem e engula alimentos calmamente. Crianças pequenas podem ainda se asfixiar com brinquedos e peças pequenas, bem como moedas. Deixe-os sempre fora de alcance.
Não deu pra evitar: para iniciar os procedimentos de primeiros socorros, imediatamente dê cinco tapas com a mão aberta nas costas da pessoa, de baixo para cima. Em bebês, vire-o de costas apoiado em uma das coxas e bata cinco vezes, de baixo para cima em suas costas. Em adultos, utilize a manobra de Heimlich, que consiste em abraçar a vítima por trás, passando os braços um pouco abaixo do tórax e pressionar, com as mãos juntas, a boca do estômago por cinco vezes, até que as vias sejam obstruídas. Chame imediatamente a emergência caso a vítima apresente rosto ou mãos azuladas.
4. Intoxicação
Como evitar: a intoxicação é mais frequente em crianças, pois os produtos de limpeza que geralmente causam esse tipo de acidente estão ao alcance delas. Evite deixar esses produtos em locais abertos e acessíveis.
Não deu pra evitar: não há procedimentos de primeiros socorros capazes de ajudar a vítima neste caso: chame imediatamente a emergência através do 192. É preciso informar qual produto causou a intoxicação, portanto identifique-o e diga à equipe médica assim que ela estiver presente. Mantenha a sua calma e a da vítima até que a ajuda esteja no local para agir.
5. Queimaduras
Como evitar: mantenha crianças sempre longe do fogo enquanto o estiver utilizando, bem como tomar cuidado ao deixar panelas e outros utensílios quentes na pia. É ainda imprescindível cuidado com água ou óleo quentes, que podem causar queimaduras de segundo ou terceiro graus. Utilize também protetores com os fatores corretos para evitar queimaduras solares.
Não deu pra evitar: em casos de queimaduras leves, chamadas de 1º grau, coloque o ferimento sob água fria por 15 minutos. Umedeça um pano com água fria e deixe-o sobre o local da queimadura por pelo menos 24 horas, renovando a água. Utilize ainda uma pomada hidratante Em queimaduras de 2º grau, vale ainda a dica anterior: deixe o ferimento sob água gelada por 15 minutos. Mantenha uma gaze molhada durante as primeiras 48 horas, e nunca estoure as bolhas. Se alguma for muito grande, procure ajuda médica. Em casos de queimaduras de 3º grau, as mais graves, chame a emergência imediatamente através do 192. Coloque um pano limpo ou gaze esterilizada sobre a área e não faça mais nada até que a ajuda médica chegue ao local. Verifique a pulsação da vítima; em alguns casos, o acidente pode causar uma parada cardiorrespiratória. Se isso acontecer, inicie uma massagem cardíaca pressionando o tórax da vítima com os dedos entrelaçados, utilizando o peso do seu corpo empurrando duas vezes o peito a cada segundo.

7 dicas para combater a psoríase

7 dicas para combater a psoríase



 


Psoriase
A psoríase é uma condição cutânea antiestética e de difícil tratamento caracterizada por placas vermelhas elevadas e descamativas que aparecem e desaparecem sem motivo. Na verdade, trata-se de uma doença autoimune. Apesar de ser uma doença crônica, muitas vezes pode ser associada diretamente ao estresse. A psoríase ocorre quando as células T, cuja função é destruir os germes que entram no corpo, destroem células cutâneas saudáveis. Além disso, cerca de 15% das pessoas com psoríase sentirão dor nas articulações em algum momento. Os cientistas desconhecem a conexão entre as duas, mas supõem que está relacionada com a resposta imune que também ocorre nos tendões e ligamentos.
Conexão nutricional
O reforço do sistema imunológico por meio de uma alimentação saudável ajuda a diminuir os efeitos da psoríase. Veja como melhorar suas defesas:
Ácido fólico: Alguns estudos sugerem que as pessoas com psoríase têm deficiência de folato (ou ácido fólico), uma vitamina do complexo B. Portanto, reforce a alimentação com muitos alimentos ricos em folato, entre eles aspargos, espinafre, brócolis, abacate, laranja, grão-de-bico e lentilha.
Psoriase2
Lance mão da linhaça: A linhaça e o óleo de linhaça são ricos em ácidos graxos essenciais anti-inflamatórios, que podem aliviar problemas cutâneos como a psoríase.
Além da dieta
Aqui estão outras medidas que você pode tomar para aliviar os sintomas:
Faça um teste de alergia: Peça ao médico um teste para verificar se você é alérgico ou sensível ao glúten. 16% das pessoas que têm psoríase são alérgicas à gliadina, uma proteína do glúten.
Pare de fumar: Um estudo de 2007 constatou que quanto mais uma pessoa fuma, maior é a chance de desenvolver psoríase.
Relaxe na banheira: Adicione três xícaras de sulfato de magnésio a uma banheira com água morna e faça um banho de imersão. O sulfato de magnésio ajuda a cicatrizar a psoríase, pois remove a pele descamada e alivia o prurido e a coceira.
Tome um pouco de sol: A vitamina D ajuda a combater a psoríase. Durante o inverno ou nos dias chuvosos, tome 1.000 UI de vitamina D.
Melhore com melaleuca: Dilua o óleo de melaleuca (tea-tree) em um pouco de azeite e massageie nas áreas com psoríase várias vezes ao dia. Esse remédio caseiro alivia o prurido e reduz a descamação

Você é o que você come

Você é o que você come

O segredo para ter uma saúde melhor pode ser tão simples quanto jantar mais cedo
 


Jackie Rodriguez ganhou 32 kg depois que sua primeira filha nasceu. “Eu estava me sentindo muito infeliz, mas fiquei assim por dois anos”, diz ela. Após esse período, Jackie conseguiu perder os quilos em excesso quase sem esforço. “Eu não tomei nenhum redutor de gordura, shake... nada”, relembra ela.
A transformação não teve nada a ver com o que Rodriguez comia. Em vez disso, começou quando ela mudou de emprego e isso mexeu com sua rotina. Trabalhando no escritório de uma empresa de DJs próxima do seu apartamento, em Nova York, seu expediente começava às 17h30. Em vez de jantar com o marido às nove da noite, quando ele voltava do trabalho, ela comia sozinha às cinco da tarde, antes de deixar a filha com a babá e ir para o trabalho.
Em nove meses, ela conseguiu o incrível feito de passar do manequim 46 para o 36. Como empregos noturnos em geral levam ao ganho de peso, o caso de Rodriguez pode parecer uma peculiaridade da sua compleição física. Porém, ao contrário de muitos trabalhadores que dão expediente de madrugada ou em turnos, Rodriguez saía às 23 horas, e tinha uma noite inteira de sono regular. Talvez mais importante ainda: ela não fazia nenhuma refeição no trabalho ou quando chegava em casa – só tomava banho e ia para a cama.
O maior ajuste que Rodriguez fez  foi adiantar em quase quatro horas o jantar. Esta única e simples mudança parece ter desencadeado o dramático emagrecimento de Rodriguez – e novas evidências científicas podem explicar por quê.

Novos perigos de fazer refeições à noite
Nos laboratórios ao redor do mundo, os pesquisadores estão diante de um entendimento completamente novo sobre como funciona nosso metabolismo. Parece que o corpo humano é preparado para processar o alimento de maneira mais eficiente durante o dia. “Reconhecemos agora que nossa biologia responde de maneira diferente às calorias consumidas em momentos diversos do dia”, diz o Dr. Frank Scheer, neurocientista de Harvard. Isso significa que um hábito tão inocente como comer à noite, comparado com fazer refeições de valores calóricos equivalentes
durante o dia, pode proporcionar ganho de peso. “Aquela tigela enorme de sorvete devorada de noite pode ir direto para sua cintura”, revela o Dr. Christopher Colwell, neurocientista da Universidade da Califórnia e autor do livro Circadian Medicine (Medicina circadiana).
Vejamos os camundongos de Satchidananda Panda, biólogo molecular no Instituto Salk para Estudos Biológicos, na Califórnia. Panda é um especialista em como a hora da ingestão do alimento afeta a saúde. Sua equipe descobriu que camundongos que se alimentavam apenas durante suas horas de atividade (o equivalente às horas do dia para os humanos) são drasticamente mais saudáveis e magros do que aqueles que comeram a mesma quantidade de comida ao longo de 24 horas.
Quando os camundongos doentes que comiam o dia todo foram postos sob um horário de alimentação rígido que lhes permitia se alimentar apenas durante o dia, o diabetes e a gordura no fígado melhoraram e seus níveis de colesterol e marcadores de inflamação diminuíram. “Talvez possamos reduzir a gravidade [das doenças] simplesmente mudando a hora em que as pessoas comem”, explica Panda.

O relógio alimentar
Para entender a conexão entre a hora das refeições e a saúde, é preciso voltar na história. As mudanças dramáticas entre luz e escuridão em nosso planeta por causa do nascer e do pôr do sol foram incorporadas à biologia de quase todo ser vivo. Nossos órgãos internos funcionam de maneira diferente durante o dia e à noite, em padrões chamados ritmos circadianos. Ao longo dos últimos anos, pesquisadores descobriram que a exposição à luz artificial – isto é, ficar acordado até tarde da noite em frente à luminosidade de um monitor ou tela – mexe com esses ritmos de maneira que, com o tempo, pode levar a uma série de enfermidades.  
Mas agora os especialistas começaram a suspeitar da existência de um segundo relógio circadiano no corpo: organizado pela ingestão de alimentos, e não pela luz. Os cientistas ainda têm muito que aprender sobre este segundo relógio, mas evidências sugerem que beliscar o dia todo pode ser tão perigoso para a saúde quanto a luz artificial à noite. Comer à noite é um fator importante no diabetes, nas doenças cardiovasculares, no câncer e em problemas de aprendizado e de memória. 
Ao longo da evolução, o dia tem sido o período para a nutrição e a noite, para o jejum, e nossos órgãos evoluíram baseados nisso. Enzimas digestivas e hormônios seguem um padrão durante as 24 horas do dia, possibilitando ao fígado, aos intestinos e a outros órgãos digestivos funcionarem juntos e bem. Mas um mundo repleto de comida para viagem, doces e salgadinhos ameaça pôr de cabeça para baixo este papel regulador da comida.
“Quando comemos o tempo todo, nossos níveis de insulina e glicose estão elevados o tempo todo”, diz a Dra. Ruth Patterson, especialista em nutrição e epidemiologista da Universidade da Califórnia, campus San Diego.
A insulina promove o crescimento – sua presença constante na corrente sanguínea pode dar às células pré-cancerosas uma expansão mortal.
Em novas pesquisas com sobreviventes de câncer de mama, Patterson e seus colegas descobriram que a recorrência do tumor era menos
provável quando as mulheres abstinham-se de comer por pelo menos 13 horas à noite.

Pausa para o estômago: como isso funciona
Comparado com outros tipos de dietas, o jejum noturno é simples. Em um pequeno estudo piloto, a equipe de Patterson disse às mulheres participantes que jantassem de 18 às 20 horas e não comessem nada até as 8 horas da manhã seguinte, para deixar o “estômago descansar” por pelo menos 12 horas. “Elas entenderam instantaneamente [o jejum]”, disse Patterson. “Não tiveram de mudar o que comiam ou a maneira de preparar os alimentos.”
A nova pesquisa sugere que o café da manhã realmente é a refeição mais importante do dia – mas devemos compreender seu significado original: desjejum. A primeira refeição do dia é mais benéfica apenas se vier depois de 12 a 14 horas sem comer ou beber nada, reforça Panda.
Para muitos, a ciência da hora das refeições não passa de bom senso. Craig Weingard, seguidor de um especialista em fisiculturismo que, há anos, recomenda a prática do jejum noturno, durante muito tempo resistiu à ideia. Parecia muito doloroso ir para cama com fome. Por fim, ele experimentou. “Meu corpo mudou rapidamente. Eu consigo ver quando olho para a minha barriga se não comi depois das seis da tarde”, diz ele. “Tudo o que você come depois das 18h15 se torna parte de você.”
























A história da sua vida

A história da sua vida


Pensando na posteridade? Escreva suas memórias e torne-se imortal.

Jeannette Walls teve uma juventude miserável. Sem moradia fixa, pobre, quase sempre com fome, cresceu próximo às montanhas da Virgínia Ocidental, nos Estados Unidos. Para escapar da pobreza, mudou-se para Nova York, onde ficou famosa como colunista de fofocas. Os pais também se mudaram para lá. Só que logo viraram sem-teto. Certa noite, indo para uma festa, vestida com roupas de grife, ela viu a mãe vasculhando uma caçamba de lixo. Baixou a cabeça e pediu ao motorista do táxi que a levasse para casa. A notícia seria terrível se descobrissem!
“Fiquei apavorada”, diz ela. “Eu levava aquela vida ótima, tinha um marido que me amava, um excelente emprego, uma casa confortável, mas me senti um engodo. Senti a compulsão de escrever sobre aquela situação constrangedora, embora soubesse que estava pondo tudo em risco.”
Jeannette Walls tentou iniciar suas memórias quatro vezes ao longo de 20 anos.
Em todas as vezes ficou tão frustrada que jogou fora tudo o que escrevera. Por fim, aos 44 anos, O castelo de vidro foi publicado. Ficou quase três anos na lista de best sellers do New York Times; vendeu mais de dois milhões de exemplares, foi traduzido para 23 idiomas e logo virará filme.
“Algo que aprendi ao escrever minhas memórias foi que todos nós temos muito em comum”, diz Jeannette. “Acha­mos que certas coisas só acontecem conosco e fazem de nós uma pessoa inferior. Vivo insistindo com todo mundo, principalmente com as pessoas mais velhas, que escrevam sobre sua vida. Isso nos dá um novo ponto de vista. Abriu muito os meus olhos e foi como uma catarse. Mesmo que o livro não vendesse um único exemplar, ainda assim teria valido a pena.”
Não é preciso passar por uma infância miserável para escrever suas memórias. Não é preciso ter pais excêntricos. Acredite ou não, não é preciso nada que seja dramático. E, claro, não é preciso publicar. Veja a conversa que Frank McCourt – escritor que ganhou o Prêmio Pulitzer e autor de As cinzas de Ângela e outras memórias – teve com um aluno:
– Sr. McCourt, o senhor foi um sortudo. Viveu aquela infância miserável e por isso teve sobre o que escrever. E nós, vamos escrever sobre o quê? Só fazemos nascer, ir para a escola, sair de férias, ir para a faculdade, nos apaixonarmos, nos formarmos, começarmos alguma profissão, nos casarmos, termos os filhos de que o senhor sempre fala, mandarmos os filhos para a escola, nos divorciarmos como 50% da população, engordarmos, termos o primeiro infarto, nos aposentarmos e morrermos.
– Jonathan – respondeu McCourt –, este é o roteiro mais triste que já ouvi em uma sala de aula da escola secundária. Mas você acabou de citar os ingredientes dos grandes romances americanos. Resumiu os romances de Theodore Dreiser, Sinclair Lewis, e F. Scott Fitzgerald.
Em outras palavras, 99,9% das pessoas levam uma vida chata. Mas todas tentam entender a vida, tentam encontrar significado no mundo, e aí residem o valor e a oportunidade das memórias. São terapêuticas para quem as escreve e podem até ajudar os descendentes a se entenderem melhor.
“Escrever as memórias é como entregar a vida a alguém e dizer: eis pelo que passei, eis quem sou, talvez com isso você consiga aprender alguma coisa”, diz Jeannette Walls. “É dividir honestamente o que pensamos, sentimos e sofremos. Se conseguir fazer isso com eficiência, alguém pode receber a sabedoria e os benefícios da sua experiência sem ter de vivê-la.”
Escrever sobre a própria vida também possibilita um novo entendimento dela numa idade em que provavelmente achamos que nos conhecemos bastante bem. O romancista Stephen King já disse: “Escrevo para descobrir o que penso.” Ele quer dizer que, até registrarmos uma experiência no papel, até encontrarmos as palavras perfeitas para descrevê-la, não conseguimos apreciá-la nem entendê-la por inteiro. Ao enfileirar as experiências relacionadas, vemos um padrão na colcha de retalhos da vida. Criamos um legado que não tem cifrões na frente, mas cujo valor para a família e os amigos é muito maior.
Os tipos de memórias são tantos quanto as pessoas. Como Jeannette Walls e Frank McCourt, é possível escrever sobre a infância. Também se pode escrever sobre lugares visitados, como fez Elizabeth Gilbert no grande sucesso Comer, rezar, amar. Pode-se escrever sobre uma pessoa que nos influenciou, como fez Lorna Kelly em The Camel Knows the Way (O camelo sabe o caminho), em que relata a época que passou com Madre Teresa e as Missionárias da Caridade. E pode-se escrever sobre um crime ou injustiça sofrida, como fez Mary-Ann Tirone Smith em Girls of Tender Age (Moças de tenra idade), que fala do assassinato de uma colega de escola. Pode-se escrever sobre qualquer coisa, não importa que pareça sem graça ou sem impacto. Todo mundo tem histórias guardadas no subconsciente à espera de tradução.
O desafio é começar, é convencer a história a sair. (Na verdade, há quem diga que o começo é metade do fim.) Como a iniciativa tem um valor inerente que vai além dos aplausos do público, não é preciso ser escritor profissional nem ter ligações com o mundo editorial para conseguir. Pode-se escrever para si mesmo.
Kelly envolveu-se com Madre Teresa e seu trabalho durante uns 16 anos, abandonando a carreira de leiloeira da Sotheby, em Manhattan, para trabalhar nas favelas de Calcutá e de outros lugares do mundo.
“De vez em quando, eu dava palestras. E todo mundo me dizia que eu deveria registrar aquelas experiências por escrito. Não me considero escritora, mas ouvi aquela mensagem tantas vezes que achei melhor prestar atenção. E comecei a escrever na minha máquina Selectric. Fui muito ingênua, porque achei que escreveria um livro e na semana seguinte faria outra coisa. Mas é claro que, no fim, deixei tudo de lado e me dediquei inteiramente aos textos.”
A própria Kelly publicou o livro e mandou imprimir 10 mil exemplares, financiando o projeto com empregos variados (inclusive um período como porteira). Dependendo principalmente do boca a boca e de sua própria paixão, desde então já fez uma segunda tiragem e vendeu um total de 15 mil exemplares.

Sobre os diamantes

Sobre os diamantes
ORIGEM DO NOME: Diamante, do grego 'adamas', significa invencível e 'diaphanes', que significa transparente. Durante a Idade Média, acreditava-se que um diamante podia reatar um casamento desfeito. Era usado em batalhas como símbolo de coragem.
Os antigos o chamavam de pedra do sol, devido ao seu brilho faiscante e os gregos acreditavam que o fogo de um diamante refletia a chama do amor.
Sugere, portanto, a força e a eternidade do amor.



O DIAMANTE COMO JOIA: Só a partir do século XV, o diamante foi caracterizado como a joia da noiva, sendo Mary de Burgundy a primeira mulher a receber um colar de diamantes como um símbolo de noivado com o Arqueduque Maximilian da Austria em Agosto de 1477. Dos séculos XVII a XIX, usavam-se argolões como anéis de noivado. No século XX, ficou em moda o estilo "chuveiro", mais tarde o anel fieira. Depois o solitário, o estilo mais usado atualmente.

EXPLORAÇÃO: A exploração das minas de diamante começou na Índia, entre os anos 800 e 600 A.C. Durante 2.000 anos, o Oriente produziu todos os diamantes conhecidos, incluindo o "Koh-i-Noor", o russo "Orloff", o "Esperança" e outros diamantes célebres. O seu uso era reservado às cortes reais e aos dignitários da igreja. As espadas, os colares das ordens, os cetros e as coroas usadas nas cerimônias eram ornadas de diamantes.


DIAMANTES HISTÓRICOS E FAMOSOS:
O CULLINAN, o maior dos diamantes já encontrados, pesava 3.106 quilates quando bruto e originalmente um pouco menos de 1 libra e meia. Ele foi cortado em 9 pedras principais e 96 pedras menores.

O Estrela da África é a maior das pedras cortadas do Cullinan. é um dos doze mais famosos diamantes do mundo e pertence à COROA INGLESA. Ele pesava 530,20 quilates, tem 74 facetas e ainda é considerado como o maior diamante lapidado do mundo.

KOH-I-NOOR ou Koh-i-Nûr ("Montanha de Luz") foi mencionado pela primeira vez em 1304, pesando 186 quilates. O diamante veio do Tesouro de Lahore, no Punjab, e pode ter pertencido a imperadores Mughal. Relapidado em 1852, no reinado da Rainha Vitória, encontra-se entre AS JOIAS DA COROA INGLESA e hoje pesa 106 quilates. Tradicionalmente, o Koh-i-Noor é usado apenas por uma rainha ou rainha consorte: dizem que traz má sorte para qualquer homem que usá-lo...


O Olho do Ídolo Uma pedra no formato de pêra achatada e do tamanho de um ovo de galinha. O seu tamanho lapidado é de 70,20 quilates. Um outro diamante famoso que uma vez foi colocado no olho de um ídolo antes de ter sido roubado. A lenda também diz que ele foi dado como resgate da Princesa Rasheetah pelo "Sheik" da Kashmir ao Sultão da Turquia qua a tinha raptado.


O Excelsior A segunda maior pedra já encontrada é o Excelsior, que era de 995,2 quilates quando bruto. Alguns dizem que o Braganza é a segunda maior pedra já encontrada, mas não há registros de sua existência e muitos acreditam ser mitológico ou nem mesmo um diamante.

O Regente Um diamante verdadeiramente histórico descoberto em 1701 por um escravo índio perto de Golconda, pesava 410 quilates quando bruto. Quando pertencente a William Pitt, primeiro-ministro inglês, foi cortado em um brilhante no formato de uma almofada de 140,5 quilates e, até ter sido vendido para o Duque de Orleans, Regente da França, quando Luís XV ainda era uma criança em 1717, era chamado de "O Pitt". Foi então rebatizado como "O Regente" e colocado na coroa de Luís XV para a sua coroação. Após a Revolução Francesa, foi possuído por Napoleão Bonaparte que o colocou no cabo de sua espada. Atualmente está exposto no Louvre.

O diamante Hope (Esperança) Mais famoso do que qualquer outro diamante, o Hope foi, muito provavelmente, extraído da mina indiana Kollur, em Golconda. Roubado durante a Revolução Francesa, tornou a aparecer em Londres, em 1830 e foi comprado por Henry Philip Hope, razão pela qual atualmente tem esse nome. Foi em poder da família Hope que este diamante adquiriu a reputação horrível de trazer azar. Atualmente é exibido permanentemente no Instituto Smithsonian, em Washington, EUA.


O Grande Mogul foi descoberto no século XVII. A pedra tem esse nome em homenagem ao Xá Jehan, que construiu o Taj Mahal. Quando bruto, diz-se ter pesado 793 quilates. Atualmente encontra-se desaparecido.
O "Beau Sancy" testemunhou 400 anos de história europeia através das famílias reais da França, Casa de Orange, Inglaterra e Prússia. O célebre diamante, com 34,98 quilates e lapidação pera, foi usado por Maria de Médici em 1610, em sua coroação como rainha consorte de Henrique IV. Em 15 de maio de 2012, o Beau Sancy foi leiloado em Genebra, Suíça, arrematado por quase 60 milhões de dólares.

Taylor - Burton Com 69,42 quilates, este diamante no formato de pera foi vendido em leilão em 1969 com a pressuposição de que ele poderia ser nomeado pelo comprador. Cartier, de Nova York, com sucesso, fez um lance para ele e imediatamente o batizou de "Cartier". Entretanto, no dia seguinte, Richard Burton comprou a pedra para Elizabeth Taylor por uma soma não revelada, rebatizando-o de "Taylor-Burton". Ele fez seu debut em um baile de caridade em Mônaco, em meados de novembro, onde Miss Taylor o usou como um pendente. Em 1978, Elizabeth Taylor anunciou que o estava colocando à venda e que planejava usar parte da renda para construir um hospital em Botswana. Somente para inspecionar, os possíveis compradores tiveram que pagar $ 2.500 para cobrir os custos de mostrá-lo. Em junho de 1979, ele foi vendido por quase $ 3 milhões e a última notícia que temos dele é que se encontra na Arábia Saudita.

O Orloff Acredita-se que tenha pesado cerca de 300 quilates quando foi encontrado. Uma vez foi confundido com o Grande Mogul, e atualmente faz parte do Tesouro Público de Diamantes da União Soviética em Moscou. Uma das lendas diz que "O Orloff" foi colocado como olho de Deus no templo de Sri Rangen e foi roubado por um soldado francês disfarçado de hindu.

Hortensia Esta pedra cor de pêssego, de 20 quilates, tem esse nome em honra de Hortense de Beauharnais, Rainha da Holanda, que era filha de Josephine e a enteada de Napoleão Bonaparte. O Hortensia fez parte das Jóias da Coroa Francesa desde que Luís XIV o comprou. Junto com o Regente, atualmente está em exposição no Louvre, em Paris.

Entre os mais novos diamantes famosos está o "Amsterdã", uma das pedras preciosas mais raras do mundo, um diamante totalmente negro. Proveniente de uma parte do Sul da África, cujo local se mantém em segredo, tem peso bruto de 55.58 quilates. A belíssima pedra negra tem um formato de uma pêra e possui 145 faces e pesa 33.74 quilates.