quarta-feira, 5 de abril de 2017

Diamante 'Pink Star' é leiloado por soma recorde de US$ 71,2 milhões

Diamante 'Pink Star' é leiloado por soma recorde de US$ 71,2 milhões

Diamante de 59,60 quilates é a maior gema de sua categoria classificada pelo Instituto Gemológico da América (GIA)




Diamante de 59,60 quilates foi a maior gema de sua categoria classificada pelo Instituto Gemológico da América (GIA) (Foto: Vincent Yu/AP)Diamante de 59,60 quilates foi a maior gema de sua categoria classificada pelo Instituto Gemológico da América (GIA) (Foto: Vincent Yu/AP)
Diamante de 59,60 quilates foi a maior gema de sua categoria classificada pelo Instituto Gemológico da América (GIA) (Foto: Vincent Yu/AP)
O diamante rosa "Pink Star" bateu o recorde mundial de venda em um leilão de pedras preciosas depois de alcançar nesta terça-feira (4) os US$ 71,2 milhões (R$ 221,8 milhões) em Hong Kong, na China.
O diamante de 59,60 quilates é a maior gema de sua categoria classificada pelo Instituto Gemológico da América (GIA).
A casa de leilões Sotheby's declarou-se orgulhosa pela venda.

Por que a compra do Alasca pelos EUA foi um dos melhores negócios da história

Por que a compra do Alasca pelos EUA foi um dos melhores negócios da história



AlascaDireito de imagem Getty Images
Image caption Estado foi colonizado pela Rússia antes de ser vendido aos EUA

Em 1867, uma autoridade dos EUA se viu alvo de piadas impiedosas por ter autorizado uma compra considerada extravagante com recursos públicos.
Os Estados Unidos tinham acabado de pagar US$ 7,2 milhões ao governo imperial russo pelo território do Alasca, uma imensidão isolada que não parecia ter utilidade econômica alguma.
Os críticos zombavam da "loucura de Seward". Era assim que eles chamavam a compra do Alasca, associando-a com o então secretário de Estado, William Seward, que tinha feito o negócio.
Nesta quinta, faz 150 anos que os Estados Unidos compraram o território. O tempo acabou dando razão à Seward: a aquisição se mostrou um dos negócios mais rentáveis da história.

Uma pechincha

Se for levada em conta a inflação do período, os US$ 7,2 milhões pagos pelos Estados Unidos em 1867 ao czar Alexandre 2º equivalem a cerca de US$ 100 milhões (R$ 313 milhões) hoje.
Ou seja, pagou-se uma verdadeira pechincha pelo que hoje é o maior Estado dos EUA.


Pessoa caminha AlascaDireito de imagem AFP
Image caption Na Guerra Fria, o Alasca se tornaria um posto militar de valor inestimável

A compra do Alasca adicionou mais de 1,5 milhão de quilômetros quadrados aos EUA. Com isso, se analisarmos apenas o preço do quilômetro quadrado hoje naquele Estado, estima-se que o território vale 150 vezes mais do que Washington pagou por ele.
Mas o Alasca é muito mais que um pedaço de terra gelada. É também um enorme depósito de recursos naturais: menos de 20 anos depois de o negócio ser fechado, instalou-se uma corrida por ouro na região.

Além disso, em meados do século 20 petroleiras encontraram enormes reservas no norte do Estado que, desde então, tem sido exploradas de maneira intensa e rendem milhares de dólares.
O Alasca se transformou numa poderosa economia. Tem uma população que se aproxima de 1 milhão de habitantes e um PIB (Produto Interno Bruto) de US$ 44 bilhões anuais. Em outras palavras, produz anualmente mais de 400 vezes o que a Rússia ganhou ao vender o território.

Poder militar

O Alasca sempre foi considerado estratégico do ponto de vista militar.
Acredita-se que, entre as razões pelas quais a Rússia vendeu a terra, estaria o receio de que o Reino Unido tivesse ambições expansionistas. Naquela época, os britânicos eram uma superpotência mundial e já controlavam o Canadá.


Alaska na atualidadeDireito de imagem Getty Images
Image caption Em meados do século 20, petroleiras encontraram enormes reservas no norte do Estado
Mal imaginaria o czar que, quase um século depois, em 1945, início da Guerra Fria entre os Estados Unidos e a União Soviética, o Alasca se tornaria um posto militar de valor inestimável - permitia que tropas, radares e aviões americanos estivessem praticamente na porta da Rússia.
Logo, vista com as lentes da modernidade, a venda feita em 1867 pelos russos pode ser encarada como um erro comercial e uma falha estratégica.

Consolo

Mas essa não foi a única compra de terras a favorecer os EUA no século 19.
Em 1803, décadas antes da aquisição do Alasca, os americanos compraram da França a área conhecida como Louisiana.


Menino no AlascaDireito de imagem AFP
Image caption Estado tem cerca de 1 milhão de habitantes e um PIB anual de US$ 44 bilhões
Era um território ainda maior que o Alasca, com 2,1 milhões de quilômetros quadrados que compreendem hoje 15 Estados dos EUA - vai da cidade de Nova Orleans, no sul, até Montana, no noroeste do país.
O custo da compra de Louisiana foi de US$ 15 milhões, o equivalente a aproximadamente US$ 300 milhões hoje.
No século 19, os EUA conseguiram um aumento territorial expressivo mediante o pagamento de quantias irrisórias para potências europeias.
Mas uma coisa é verdade: naquela época, era difícil prever a expansão econômica que o país iria contabilizar décadas mais tarde.
No Alasca, comemorou-se o 150º aniversário do negócio assinado por Seward em 1867. E ele acabou entrando para história não como um louco, como previam seus contemporâneos, mas como o arquiteto de um dos maiores negócios de todos os tempos.


Cheque pago à RússiaDireito de imagem Getty Images
Image caption Este foi o cheque com que os Estados Unidos compraram o Alasca

Ata do Fed derruba bolsas; Ibovespa cai com pesquisa indicando derrota na Previdência

As bolsas americanas acabaram em baixa hoje, depois de subirem com dados de emprego no setor privado e caírem com a ata da reunião do Comitê de Mercado Aberto (Fomc) do Federal Reserve (Fed, o banco central americano) e com declarações pessimistas de políticos americanos. No Brasil, a bolsa reagiu a uma pesquisa mostrando que a oposição ao projeto de reforma da Previdência, principal ponto do ajuste fiscal do governo de Michel Temer, é muito grande entre os deputados.
Mais empregos
Os dados da consultoria privada de processamento de folhas de pagamento Automatic Data Processing (ADP) divulgados pela manhã mostraram a criação de 263 mil vagas em março, ante uma previsão de 180 mil do mercado, mostrando um mercado de trabalho mais aquecido e que deve impulsionar a economia. Os números aumentaram o otimismo com os dados oficiais do mercado de trabalho que saem na sexta-feira.
Revenda de títulos pelo Fed
À tarde, porém, a ata da última reunião do Fomc mostrou diretores defendendo que o Fed comece a reduzir seu estoque de títulos comprados do mercado na época mais grave da crise financeira. A redução do chamado “balanço” do Fed, sugerida para começar no fim deste ano, teria impactos na liquidez mundial e nos mercados de risco ao reduzir o dinheiro em circulação na economia.
Ações caras demais para o Fed
Além disso, os diretores afirmaram que os preços das ações estão altos em relação aos fundamentos das empresas, citando a possibilidade de uma correção nos mercados financeiros, com riscos para a economia, segundo o The Wall Street Journal.  Os papéis do S&P500 estariam sendo negociados a um preço equivalente a mais de 20 vezes seu lucro anual por 106 pregões consecutivos, o mais longo período desde 2010, segundo levantamento da consultoria FactSet, informou o Wall Street.
Mais difícil que o Obamacare
Ao mesmo tempo, a agência de notícias Reuters divulgou uma entrevista com o porta-voz da Câmara, Paul Ryan, afirmando que as mudanças na tributação sugeridas pelo presidente Donald Trump levarão mais tempo para serem aprovadas do que o projeto de reforma do sistema de saúde.
Bolsas americanas em baixa e petróleo resiste
Com isso, o Índice Dow Jones caiu 0,2%, o Standard & Poor’s 500, 0,3 e o Nasdaq, 0,6%. O petróleo perdeu um pouco do fôlego da manhã após dados de estoques nos Estados Unidos ainda elevados. O petróleo também oscilou bastante, com o barril do tipo WTI, negociado em Nova York, fechando e alta de  0,24%, para US$ 51,15, enquanto o Brent, de Londres, ganhou 0,35%, para US$ 54,36. O óleo subia mais, mas perdeu força após a divulgação de um aumento de 1,6 milhão, para 535,5 milhões de barris nos estoques americanos, o sétimo recorde em oito semanas.
Ainda nas commodities, a volta da China após feriado fez o cobre e o minério de ferro subirem. O minério ganhou 2,63% na China, subindo para US$ 81,54.
Na Europa, as bolsas fecharam sem uma direção única. O Índice Euro Stoxx 50 caiu 0,26%, enquanto o Financial Times, de Londres, subiu 0,13%. Já o DAX, de Frankfurt, recuou 0,53% e o CAC, de Paris, 0,18%.
BC corrige relatório de inflação para baixo
No Brasil, o dia foi de ajustes após o Banco Central (BC) corrigir as projeções do Relatório Trimestral de Inflação (RTI). Segundo o BC, a projeção para este ano é que o IPCA termine em 3,6%, e não 3,9% conforme havia sido publicado. Para 2018, a projeção é 3,3%, e não 4%. As novas projeções também caíram para o cenário híbrido, com dados do mercado, e Selic constante em 12,25%. Nesse caso, a inflação seria de 3,7%, e não 3,9% para este ano, e de 3,5% e não 4,2% para 2018.
Juros sobem com dólar e Previdência
Os novos dados derrubaram os juros por algum tempo, até que a piora do mercado externo com a ata do Fed e sinais preocupantes quanto à reforma da Previdência no Brasil fizeram os juros subirem no fim do dia. As projeções ficaram em 9,79% para janeiro de 2018, ante 9,80% ontem, 9,49% para 2019, ante 9,44% ontem, e 9,89% para 2021, ante 9,82% ontem. O dólar comercial também subiu, 0,58%, para R$ 3,117 para venda. Já o dólar turismo caiu 0,3%, para R$ 3,26 para venda.
Oposição à reforma chega a 240 deputados
O maior impacto sobre o mercado veio de uma pesquisa feita pelo jornal O Estado de S.Paulo, que mostrou que a proposta de reforma da Previdência é rejeitada por 240 deputados, mesmo com opções de suavizar o texto original. São 35 a mais que o limite de 205 deputados necessários para derrotar a proposta de emenda constitucional, que precisa de 308 votos a favor dos 513 deputados. O jornal afirmou ter ouvido 425 deputados, ou 83% do total, e apenas 20 disseram ser favoráveis à aprovação do texto original.
Adeus ajuste fiscal
A pesquisa é preocupante pois se a reforma não for aprovada ou se passar muito descaracterizada, não haverá como manter o controle de gastos dentro da inflação do ano passado. Com isso, o ajuste fiscal do governo iria por água abaixo e o país teria de buscar um forte aumento de impostos que inviabilizará a frágil retomada econômica.  Além disso, o dólar subirá e será preciso interromper o ciclo de redução dos juros básicos da economia, o que explica a alta dos mercados futuros nos prazos mais longos hoje.
Dos 96 favoráveis à aprovação do texto com ressalvas, segundo o Estadão, 69 defendem idade mínima menor que os 65 anos propostos pelo governo, ponto principal da reforma.
Queda de 1,5% no Ibovespa
Com isso, o Índice Bovespa acentuou a queda no fim do dia, de 0,35% para 1,51%, fechando aos 64.774 pontos, com forte baixa de ações de bancos, da Vale e da Petrobras. O volume financeiro ficou em R$ 7,819 bilhões, abaixo da média do ano, de R$ 8,2 bilhões.
Vale cai 3,7%
As ações preferenciais (PN, sem voto) série A da Vale caíram 3,69%, apesar da alta do minério. Já Petrobras PN perdeu 1,89%, mesmo com a alta do petróleo no exterior. Itaú Unibanco PN, papel de maior peso no índice, perde 1,83% e Bradesco PN, 2,04%.
As maiores altas do dia do índice foram de RaiaDrogasil ON (papel ordinário, com voto), com 2,10%, seguida de Lojas Renner ON, 1,87%, Estácio Participações ON, 1,82%, Ecorodovias ON, 0,78% e Equatorial ON, 0,61%. No caso das empresas de educação, Kroton e Estácio Participações, o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) prorrogou por 60 dias a análise da fusão das companhias.
Já as maiores quedas foram das units (recibo de ações) do Santander, 5,09%, CSN ON, 4,84%, Gerdau Metalúrgica PN, 3,89%, Bradespar PN, 3,74% e Eletrobras ON, 3,57%.

Sem choro nem vela: juros de 1% ao mês acabam semana que vem

Se tudo correr bem e Donald Trump e o gordinho maluco da Coreia do Norte, também conhecido como Kim Jong-un,  não acabarem com o mundo antes, o Comitê de Política Monetária (Copom) deve reduzir os juros básicos da economia, a taxa Selic, hoje de 12,25% ao ano, para 11,25% ao ano na reunião que começa dia 11 e termina dia 12 de abril. Com isso, na quinta-feira, o juro mensal ficará abaixo de 1% ao mês, o que não ocorria desde janeiro de 2015, para desespero de alguns investidores que têm nesse porcentual um número mágico para suas aplicações.
Na verdade, o juro já está um tiquinho abaixo de 1%, 0,97% ao mês, ainda assim considerando o rendimento bruto. Líquido de imposto, o ganho da Selic já está em 0,82% ao mês, ou 10,33% ao ano na melhor das hipóteses, caso o investidor consiga 100% da taxa e com uma alíquota de imposto de 15%, para aplicações acima de dois anos. Para aplicações até seis meses, com alíquota de 22,5%, o ganho é ainda menor, 0,75% ao mês, ou 9,38%. Isso imaginando um mês perfeito, de 21 uteis, já que o rendimento varia de acordo com os feriados e dias úteis de cada mês.
Se cair para 10,25% – e há quem aposte em queda maior, de 1,25 ponto, para 10% ao ano – o juro mensal será de 0,816% ao mês brutos, ou 0,69% líquidos, também considerando alíquota de 15% de imposto. Isso dá 8,65% ao ano livres de imposto, ainda um belo real ganho acima da inflação, estimada em torno de 4,5% para os próximos 12 meses. O problema é que a queda dos juros não vai parar por aí e, se tudo correr bem, a reforma da Previdência passar, o presidente Michel Temer terminar seu mandato, e os dois malucos, o americano e o coreano, não explodirem o mundo, a taxa deve parar perto de 9% ao ano no fim de 2017.
Ainda assim, um ganho real razoável, acima de 4% ao ano, como destaca João Albino Winkelmann, presidente do Comitê de Private Banking da Anbima, que reúne os gestores de fundos do mercado. “Juros de 9% com inflação de 4% a 4,5% ainda representam um ganho real muito interessante, eu não deixaria de investir em renda fixa a maior parte do meu portfólio”, diz.
Viúvas do juro de 1%
Na iminência da queda, porém, as viúvas do juro de 1% ao mês não dão muita bola para o ganho real ainda elevado e buscam desesperadamente alternativas para manter a rentabilidade. E aí mora o perigo: começam a surgir sugestões mirabolantes para o ganho, que para atingir 1% líquidos, após o imposto, exigiria uma aplicação de 15% brutos ao ano. Com a Selic a 9% ao ano, deve-se imaginar que tipo de devedor pagará 15% ao ano para um investidor. Ou seja, será preciso correr muito mais risco se se quiser manter o ganho.
Falsas ilusões
No desespero de manter os ganhos, as viúvas do juro de 1% acabam se tornando presas fáceis de falsas ilusões. A mais comum é procurar, com a ajuda de gerentes de bancos mal informados ou mal intencionados, fundos de renda fixa que renderam extraordinariamente nos últimos meses apostando que vão manter a rentabilidade.
Um risco enorme, pois rentabilidade passada nada mais é que passado. Muitos fundos renderam bastante no ano passado e neste ano porque os juros caíram e os papéis antigos em suas carteiras, com juros mais altos, se valorizaram. Ou seja, a partir de agora, seu rendimento já está ajustado ao nível atual de juros futuros. Só darão ganhos extraordinários se houver uma queda além do já esperado pelo mercado, o que significaria taxas abaixo de 9% no fim do ano. Há hoje até o risco de uma reversão de tendência, que jogue o juro para cima e provoque perdas em quem estiver em papéis longos.
Outra promessa é de fundos de crédito, que costumam ter ganhos acima da taxa dos papéis do Tesouro. É verdade, empresas e bancos menores pagam juros bem acima da Selic. Mas há o outro lado da moeda: é preciso tomar cuidado com o risco de crédito dessas carteiras. Uma empresa que dê calote (Oi, PDG, OAS, Lupatech são exemplos) pode colocar a perder todo o ganho extra do fundo de crédito. Por isso, a qualidade do gestor em avaliar a saúde das empresas e sua independência em escolher o que é melhor para o fundo e não para o banco para quem trabalha são fundamentais quando se fala em fundos de crédito.
Salsichas financeiras
É preciso ver também o que há nas carteiras dos fundos que vão bem demais, mas que podem estar recheadas de papéis de maior risco e derivativos nada saudáveis para o investidor. Quem se assustou com os ingredientes das salsichas e linguiças revelados pela Operação Carne Fraca ficaria ainda mais apavorado com o que alguns gestores colocam em seus fundos para obter maior rendimento. Um bom indicador desse risco podem ser as taxas de volatilidade das carteiras. Algumas chegam a superar a oscilação da bolsa de valores, o que pode tanto ser fruto da oscilação dos papéis longos do Tesouro quanto operações mais arriscadas. Mas, mesmo nos fundos com títulos do Tesouro, há o risco das oscilações de curto prazo, que precisa ser levado em conta por quem aplica por alguns meses apenas.
O principal, portanto, é o investidor analisar bem onde vai investir seu dinheiro, olhando para o futuro, não para o passado, e se adaptando à nova realidade do mercado, que ainda oferecerá um retorno real razoável e exigirá mais risco para ganhar mais. Há muitos papéis isentos emitidos por empresas chegando ao mercado, com ganhos razoáveis ampliados pela isenção, debêntures de infraestrutura e Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRA).
Winklemann, da Anbima, vê oportunidades em papéis privados, já que os bancos por enquanto não precisam de recursos para emprestar e por isso pagam pouco em seus CDBs, e em fundos multimercados, que podem buscar ganhos com câmbio, ações e juros. Os fundos imobiliários já subiram bastante neste ano e no ano passado, mas ainda há oportunidades desde que o investidor procure bem.
Mas mesmo assim seu ganho não se distanciará muito da Selic, até porque em geral elas usam a taxa do CDI, que acompanha o juro básico, como referência, ou a NTN-B do governo, que já paga 5% ao ano mais inflação, ou cerca de 9% ao ano. Aliás, uma NTN-B já paga menos de 1% ao mês considerando o IPCA de 0,23% esperado para março mais 0,40% dos juros de 5% ao ano.
Portanto, o ideal para as viúvas do juro de 1% ao mês é deixarem o luto de lado e aproveitarem os juros reais ainda altos ou partirem para aventuras mais ousadas, sempre calculando bem o risco.

ENTREVISTA-Doria promete usar todas suas forças contra volta de Lula em 2018

ENTREVISTA-Doria promete usar todas suas forças contra volta de Lula em 2018

quarta-feira, 5 de abril de 2017 17:29 BRT
 


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Por Eduardo Simões e Daniel Flynn SÃO PAULO (Reuters) - O prefeito de São Paulo, João Doria (PSDB), prometeu usar todas as suas forças para combater a volta do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva à Presidência nas eleições de 2018 e colocou o petista como uma das principais motivações que o levaram a decidir lançar-se candidato a prefeito. Ao mesmo tempo, Doria afirmou em entrevista à Reuters na terça-feira ser leal ao governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, seu padrinho político, e reafirmou ser ele o seu candidato ao Palácio do Planalto em 2018 sem, no entanto, descartar explicitamente uma candidatura à Presidência no ano que vem. Indagado sobre a possibilidade de lançar-se caso as pesquisas o apontem como único capaz de fazer frente a Lula, foi evasivo: "o futuro a Deus pertence". "Uma das motivações que eu tive para disputar as eleições foi o Lula, foi o assalto ao dinheiro público no Brasil, foi o roubo generalizado, foi a má gestão pública federal, as mentiras e as promessas feitas à população e não cumpridas, os 13 milhões de desempregados que ele deixou de presente para o Brasil, três anos de recessão econômica e a pior imagem pública do Brasil no mundo", disparou. "O Lula agora se apresenta como salvador e quer disputar em 2018 como salvador. Salvador do quê?", questionou. "Eu usarei todas as minhas forças como cidadão e como prefeito para falar a verdade e dizer que basta! Já chega do desastre que colocaram no Brasil." Com a candidatura apoiada ostensivamente por Alckmin e depois de uma prévia interna tucana turbulenta, Doria elegeu-se prefeito da maior cidade do país no ano passado já no primeiro turno, feito inédito desde que se instituiu a eleição em dois turnos na cidade. Desde então, vem repetindo com frequência o mote da campanha de não ser um político, mas sim um gestor, e imprimiu uma marca de constantes aparições públicas ao lado de seu secretariado em atividades como de zeladoria urbana, nas quais prefeito e auxiliares usam uniformes de gari, e de presença diária nas redes sociais. São comuns também suas críticas ao PT --críticas essas que diz que fez, faz e fará-- e especialmente a Lula, que muitas pesquisas apontam como líder nas intenções de voto para 2018. Doria, entretanto, afirma que os ataques ao ex-presidente, a quem costuma chamar de "cara-de-pau", não têm pretensões eleitorais e refletem um discurso que tem feito desde as prévias. Com o nome cada vez mais em evidência, o prefeito passou a ser apontado como possível candidato à Presidência no ano que vem, o que gerou incômodos dentro do PSDB, já que Alckmin, ao lado do presidente do partido, senador Aécio Neves (MG), é um dos principais postulantes tucanos à candidatura ao Planalto. O prefeito, por sua vez, segue afirmando publicamente que seu maior objetivo é fazer uma boa gestão na prefeitura, mesmo quando confrontado com a avaliação, com a qual concordou, de que há desgaste com a classe política e com os políticos tradicionais. "É um sentimento muito claro na opinião pública brasileira e vai influenciar sim nas eleições de 2018", avaliou. "Sou prefeito, recém-eleito, quero ser um bom prefeito para minha cidade. Estamos no caminho certo, mas não quero dizer com isso que isso pavimenta qualquer candidatura. Tudo a seu tempo. Temos uma longa trajetória pela frente." Alckmin, que pode ter suas pretensões feridas pelo acordo de delação premiada de ex-executivos da Odebrecht na Lava Jato, no qual teria sido um dos políticos citados como destinatários de recursos da empreiteira, é elogiado por Doria que reconhece no aliado um político, "mas com uma trajetória muito bem construída ao longo da sua vida, de maneira correta, como bom gestor". "Há algumas coisas que foram colocadas recentemente, mas eu pessoalmente confio muito na idoneidade e na postura ética que ele sempre pautou a sua vida política", disse o prefeito, que defendeu a realização de prévias para definição do presidenciável tucano e concordou com a ideia de Alckmin de que a escolha se dê até o final deste ano. REFORMAS Oriundo do setor privado, Doria defendeu as reformas da Previdência e trabalhista, propostas pelo governo do presidente Michel Temer ao Congresso Nacional, e elogiou as "posições claras" do ministro da Fazenda, Henrique Meirelles. Para o prefeito paulistano, a concretização dessas duas reformas, aliada à lei que regulamenta a terceirização já sancionada por Temer, poderá alterar o atual cenário de "certo otimismo" dos investidores externos com o Brasil para um momento de "entusiasmo" com o país. "A estabilidade política também pode ajudar", disse o prefeito, para quem a manutenção de Temer na Presidência, em meio à possibilidade de o presidente ter o mandato cassado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), será benéfica para a economia. "Não havendo nenhuma situação que interrompa o mandato do presidente Temer, isso também será mais um fator positivo que aumentará a confiança do mercado com relação ao Brasil", disse Doria, que atribuiu a complicada situação econômica do país ao PT e, especialmente, ao governo da ex-presidente Dilma Rousseff, que teve o mandato cassado em um processo de impeachment. "Nos 13 anos do governo do PT, especialmente no governo Dilma, mais acentuadamente no governo Dilma, destruíram a reputação do Brasil e destruíram os princípios de respeito aos contratos", atacou.