quinta-feira, 6 de abril de 2017

CVM suspende IPO da Azul após imagens de road show vazarem na Internet

CVM suspende IPO da Azul após imagens de road show vazarem na Internet

quinta-feira, 6 de abril de 2017 17:12 BRT
 


  ]

Por Aluísio Alves e Guillermo Parra-Bernal SÃO PAULO (Reuters) - A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) suspendeu nesta quinta-feira a oferta inicial de ações (IPO, na sigla em inglês) da companhia aérea Azul por até 30 dias, após constatar que materiais de apresentação da operação foram divulgados na Internet, o que é proibido. A apresentação veiculada no website www.RetailRoadshow.com mostra o fundador e presidente do conselho de administração da Azul, David Neeleman, e o diretor financeiro da companhia, John Rodgerson, falando sobre números da companhia aérea e acompanhados por slides com gráficos da empresa. No vídeo, de acesso público, há menção a projeções sobre valorização do investimento da Azul em ativos da companhia aérea portuguesa TAP, que não consta do prospecto da oferta, o que também viola regras da CVM para ofertas públicas de ações. Por fim, a CVM mencionou a divulgação sucessiva de informações sigilosas de projeções de demanda e precificação das ações da oferta em matérias jornalísticas. Segundo o órgão regulador, a suspensão pode ser revogada se as irregularidades apontadas no IPO da terceira maior companhia aérea do país forem devidamente corrigidas. O órgão não informou como as falhas poderão ser sanadas. "Caso contrário, o pedido de registro da oferta será indeferido", afirmou a CVM no comunicado. A decisão da CVM pode complicar a quarta tentativa da Azul de se listar em bolsa de valores. A última vez, em junho de 2015, foi abortada, assim como das primeiras vezes, pelo cenário adverso do mercado. Desta vez, a operação poderia movimentar até 1,65 bilhão de reais considerando o teto da faixa indicativa de preço de 19 a 23 reais e o lote inicial de 72 milhões de papéis. Dependendo da demanda, mais ações poderiam ser ofertadas, o que levaria a operação a até 2,23 bilhões de reais. Segundo três fontes com conhecimento do IPO, a demanda dos investidores estava crescendo no caminho da precificação, com investidores brasileiros demonstrando demanda 3,5 vezes maior que a oferta. Já a porção norte-americana da operação, que poderia representar dois terços do IPO, estava vendo demanda sete vezes maior que a oferta, disse uma das fontes. Itaú BBA, Citi, Deutsche Bank, BB Banco de Investimento, Bradesco BBI, Santander Brasil e JPMorgan atuam como coordenadores da operação que, na oferta secundária tem entre os vendedores Saleb II Founder 13, Star Sabia, WP-New Air, Azul Holding, ZDBR, Bozano, Maracatu, Morris Azul, Trip e Rio Novo Locações. Consultada, a Azul afirmou que não se manifestaria sobre o assunto. Segundo informações do prospecto, a Azul teve prejuízo líquido de 126,3 milhões de reais em 2016 ante resultado negativo de 1,07 bilhão de reais em 2015. A receita subiu 6,6 por cento no período, a 6,67 bilhões de reais. A Azul pretendia usar os recursos da oferta de ações para amortizar dívidas e reforçar capital de giro. A empresa terminou 2016 com 1,79 bilhões de reais em disponibilidade de caixa e dívida de 4 bilhões de reais. Pelo prospecto, a Azul pretendia utilizar cerca de 315 milhões de reais a serem levantados na oferta para pagar dívidas que vencem entre abril e dezembro deste ano e que carregam um custo juros médio ponderado de 123 por cento da taxa de CDI.

Diamante é vendido por preço recorde de US$ 71,2 milhões em Hong Kong

Diamante é vendido por preço recorde de US$ 71,2 milhões em Hong Kong
Toby Melville/Reuters
Diamante é vendido por preço recorde de US$ 71,2 milhões em Hong Kong
Diamante é vendido por preço recorde de US$ 71,2 milhões em Hong Kong

Um diamante rosa de 59,60 quilates foi vendido pelo valor recorde de US$ 71,2 milhões em Hong Kong, nesta terça-feira (4).
A compra do "Estrela Rosa" foi feita pela joalheria local Chow Tai Fook, após uma guerra de lances de cinco minutos pelo telefone entre três participantes.
A peça– a maior, mais vívida e internamente mais perfeita já classificada pelo Instituto Gemólogico da América, de acordo com a Sotheby's– determinou "um novo recorde para qualquer diamante ou joia em leilão", segundo a casa de leilões.
A joia já havia ido a leilão anteriormente, em novembro de 2013, mas não foi vendida. Na ocasião, a pedra preciosa alcançou um lance recorde de US$ 83 milhões, mas o comprador não conseguiu pagar.
Desta vez, segundo Patti Wong, presidente da Sotheby's na Ásia, os três participantes haviam sido verificados previamente para a venda.
"Todos os três participantes têm um longo relacionamento com a companhia e nós estávamos muito, muito confiantes de que todos tinham a capacidade financeira e, claro, o comprador definitivamente tinha a capacidade financeira", disse Wong. "Nós não estamos nem um pouco preocupados".

Turmalina paraíba é uma das pedras preciosas mais caras do planeta

Turmalina paraíba é uma das pedras preciosas mais caras do planeta
Embora haja turmalinas em outras regiões do Brasil e do mundo, apenas as gemas do distrito de São José da Batalha (PB) conseguem alcançar teores de cobre acima de 2%

A turmalina paraíba é uma das pedras preciosas mais caras do planeta. Em razão de suas características particulares, de seu azul incandescente, a gema paraibana exerce fascínio em todo o mundo, sendo utilizada nas joias confeccionadas por grifes nacionais (Amsterdan Sauer e H Stern) e internacionais (Dior e Tiffany & Co UK). Estima-se que um quilate (0,2 grama) da pedra custa em média U$ 30 mil e pode chegar a custar até U$ 100 mil, dependendo das características da gema. A maior dessas pedras já encontrada, a Ethereal Carolina Divine Paraíba, tem 191,87 quilates e é de propriedade do filantropo canadense Vicente Boucher. A pedra foi avaliada em até U$ 125 milhões.
As turmalinas são um minério comum encontrado em várias localidades. Entretanto, a autêntica turmalina paraíba possui traços de cobre, manganês e ouro em percentuais únicos, o que proporciona um efeito de fluorescência que não se encontra em nenhuma outra gema. Embora haja turmalinas em outras regiões do Brasil e do mundo, apenas as turmalinas do distrito de São José da Batalha (PB), conseguem alcançar teores de cobre acima de 2%. No Rio Grande do Norte e África, onde se exploram também turmalinas, os teores de cobre não chegam a 0.80%.
A pedra foi batizada de turmalina paraíba por ter sido encontrada pela primeira vez em São José da Batalha, distrito do Município de Salgadinho, na região do Cariri, interior da Paraíba, a 244 km da capital. Segundo relatos da imprensa, a primeira turmalina paraíba foi descoberta em 1982 por Heitor Dimas Barbosa, dono da Mina da Batalha. Na época da descoberta, Heitor Barbosa foi citado em revistas estrangeiras como o homem que descobriu a raríssima turmalina paraíba. A qualidade excepcional da pedra foi comprovada pelo Gemological Institut of America (GIA) nos Estados Unidos.
Descoberta de U$ 1 bilhão – Os diálogos interceptados durante a Operação Sete Chaves revelam a descoberta de nova reserva de turmalinas Paraíba, negócio “muito bom”, segundo os investigados. Eles comentam que lucrarão cerca de “um bilhão de dólares” com o negócio e que estarão “bem de vida até a sexta geração da família de todos eles”.
Diálogo interceptado, em abril de 2014, revela a visita de especialistas do Gems Institute of America à mina em São José da Batalha. No trecho, um dos investigados comenta que na semana anterior havia extraído pedras de qualidade e que a visita dos americanos foi encomendada por Sebastião Lourenço e Azizi, com o objetivo de analisar a qualidade da extração das turmalinas paraíba.
Entre os dias 31 de março de 2014 e 17 de abril do mesmo ano, uma expedição do GIA visitou minas brasileiras nos estados de Minas Gerais, Rio Grande do Norte e Paraíba. A expedição tinha o objetivo de “reunir informações e documentar o estado atual das minas de pedras coloridas, particularmente esmeralda e turmalina”.
Pobreza contrastante - O brilho, o luxo e o valor exorbitante da turmalina paraíba contrastam com a vida precária dos habitantes do distrito de São José da Batalha, berço da pedra preciosa. Como a extração é irregular, os exploradores não recolhem tributos pela utilização econômica dos recursos minerais localizados nas minas da região.
Paralelamente aos lucros exorbitantes, obtidos com a extração ilegal da gema, a população do pobre município de Salgadinho (PB) convive sem qualquer contrapartida da riqueza que é usurpada de seu solo.
Segundo dados do aplicativo Identificação de Localidades e Famílias em Situação de Vulnerabilidade (IDV), do Programa Brasil Sem Miséria, do Governo Federal, 65,7% dos domicílios de Salgadinho estão localizados na zona rural. Dos 3.508 habitantes do município (Censo IBGE 2010), 815 são pessoas, de 15 anos ou mais de idade, que não sabem ler e escrever.
Dos domicílios particulares permanentes, 63% têm saneamento inadequado e outros 22,2% possuem saneamento semi-adequado. Ainda segundo o IDV, 26,3% das pessoas residentes em domicílios particulares permanentes possuem renda de até 70 reais, e 42,6% dos habitantes permanentes de Salgadinho possuem renda de até 1/4 do salário mínimo.
“As pedras que são exibidas em eventos luxuosos por celebridades e magnatas internacionais, e que são alugadas por atrizes de Hollywood para desfilarem no tapete vermelho do Oscar, deveriam também proporcionar aos habitantes de São José da Batalha e Salgadinho o progresso social, possibilitando melhores condições de vida, direitos fundamentais básicos para o desenvolvimento do ser humano, como proclamado pela Constituição Federal e pelos tratados internacionais”, propõe o procurador da República João Raphael Lima.

Preço do aço cai na China com fraca demanda e pressiona minério de ferro

Preço do aço cai na China com fraca demanda e pressiona minério de ferro

quinta-feira, 6 de abril de 2017


 

[-] Texto [+]
MANILA (Reuters) - Os contratos futuros do vergalhão de aço na China recuaram mais de 2 por cento nesta quinta-feira, pressionados por um crescimento na oferta, enquanto a demanda sazonal no país, o maior consumidor global de aço, parece ser menor do que muitos esperavam. O contrato mais ativo do vergalhão de aço na bolsa de Xangai fechou em queda de 2,4 por cento, a 3.162 iuanes (458 dólares) por tonelada. "O aperto na oferta diminuiu e a demanda sazonal é bem menor do que o projetado", disse o analista Richard Lu, da consultoria CRU, em Pequim. A demanda por aço geralmente sobe durante a primavera na China, junto com a atividade de construção civil, após a calmaria do inverno. A fraqueza no aço tem pressionado também os preços do minério de ferro. O minério de ferro na bolsa de Dalian fechou a sessão da quinta-feira com recuo de 0,9 por cento, a 560 iuanes por tonelada. Às 10:06 (horário de Brasília), nos primeiros negócios já da sessão de sexta-feira, o contrato recuava cerca de 3,3 por cento, a 546,5 iuanes por tonelada. O minério de ferro com entrega imediata no porto chinês de Qingdao caiu 0,8 por cento, para 80,92 dólares por tonelada nesta quinta-feira, segundo Metal Bulletin. (Por Manolo Serapio Jr.)
 


 ]

MANILA (Reuters) - Os contratos futuros do vergalhão de aço na China recuaram mais de 2 por cento nesta quinta-feira, pressionados por um crescimento na oferta, enquanto a demanda sazonal no país, o maior consumidor global de aço, parece ser menor do que muitos esperavam. O contrato mais ativo do vergalhão de aço na bolsa de Xangai fechou em queda de 2,4 por cento, a 3.162 iuanes (458 dólares) por tonelada. "O aperto na oferta diminuiu e a demanda sazonal é bem menor do que o projetado", disse o analista Richard Lu, da consultoria CRU, em Pequim. A demanda por aço geralmente sobe durante a primavera na China, junto com a atividade de construção civil, após a calmaria do inverno. A fraqueza no aço tem pressionado também os preços do minério de ferro. O minério de ferro na bolsa de Dalian fechou a sessão da quinta-feira com recuo de 0,9 por cento, a 560 iuanes por tonelada. Às 10:06 (horário de Brasília), nos primeiros negócios já da sessão de sexta-feira, o contrato recuava cerca de 3,3 por cento, a 546,5 iuanes por tonelada. O minério de ferro com entrega imediata no porto chinês de Qingdao caiu 0,8 por cento, para 80,92 dólares por tonelada nesta quinta-feira, segundo Metal Bulletin. (Por Manolo Serapio Jr.)

Vale espera retorno da operação da Samarco para 1º de outubro

Vale espera retorno da operação da Samarco para 1º de outubro


A Samarco, joint venture entre a Vale e a BHP Billiton, é esperada para voltar a operar no próximo dia 1º de outubro deste ano, segundo o diretor executivo de Finanças e de Relações com Investidores da Vale, Luciano Siani. A Vale está “cautelosamente otimista”, disse ele, e há alguns fatores a serem vencidos para que a mineradora possa voltar a operar após a tragédia de Mariana, em Minas Gerais.
A companhia, segundo ele, precisa ainda receber suas licenças, além de obter, no fim de junho, um acordo final com o Ministério Público (MP), de forma que obtenha segurança jurídica que apoie o retorno da operação. Outra questão que precisa ser equacionada, segundo ele, é um acordo com os credores, visto que a Samarco está em default e precisa equacionar seus pagamentos. “A Samarco tem feito sua lição de casa para remediar a tragédia e esperamos que a Samarco possa voltar a gerar riqueza”, disse no evento Brazil Investment Forum, organizado pelo Bradesco BBI.
Fonte: IstoÉDinheiro