quinta-feira, 6 de abril de 2017

Wall St fecha em leve alta com investidores de olho em reunião de cúpula EUA-China

Wall St fecha em leve alta com investidores de olho em reunião de cúpula EUA-China

quinta-feira, 6 de abril de 2017 18:33 BRT
 


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(Reuters) - Os principais índices acionários dos Estados Unidos fecharam em leve alta nesta quinta-feira, mas longe das máximas da sessão, com investidores nervosos sobre uma reunião entre o presidente norte-americano, Donald Trump e o líder chinês Xi Jinping. O índice Dow Jones subiu 0,07 por cento, a 20.663 ponto, enquanto o S&P 500 ganhou 0,19 por cento, a 2.357 pontos. O índice de tecnologia Nasdaq avançou 0,25 por cento, a 5.879 pontos. Os líderes das duas maiores economias do mundo devem se encontrar em Palm Beach, na Flórida, nesta quinta-feira, dando início a uma reunião de cúpula que vai terminar com um almoço de trabalho na sexta-feira. Os investidores estão ansiosos por notícias sobre a relação comercial entre a China e os Estados Unidos e sobre as discussões envolvendo o controle do programa de armas da Coreia do Norte, segundo participantes do mercado. "As pessoas estão preocupadas porque isso pode degringolar porque o presidente chinês é um político experiente com muita experiência nesse tipo de coisa e você tem um político (norte-americano) novato no cenário mundial", disse presidente da Empire Executions Inc em Nova York, Peter Costa. "A reunião vai definir o tom do que vem pela frente e você não quer que o tom seja negativo", disse Costa. As ações reduziram os ganhos no fim da tarde depois que o secretário de Estado dos Estados Unidos, Rex Tillerson, fez comentários sobre a reunião. Tillerson disse que os Estados Unidos "buscarão o engajamento econômico com a China que priorize o bem-estar econômico do povo americano" e que o país não afastaria de uma discussão franca. Quatro dos 11 principais setores do S&P recuaram. O índice de energia subiu 0,8 por cento com os preços do petróleo subindo para perto da máxima de um mês. A ação da Comcast Corp teve a maior alta no S&P com um ganho de 2,1 por cento, para 38,13 dólares, depois de anunciar o início de serviço sem fio.

Dólar sobe 1% e encosta em R$3,15 com temores sobre reforma da Previdência

Dólar sobe 1% e encosta em R$3,15 com temores sobre reforma da Previdência

quinta-feira, 6 de abril de 2017 17:04 BRT
 


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Por Claudia Violante SÃO PAULO (Reuters) - O dólar subiu 1 por cento e se aproximou de 3,15 reais nesta quinta-feira, com os investidores nervosos com o andamento da reforma da Previdência no Congresso Nacional, tida como essencial para colocar as contas públicas em ordem. O dólar avançou 0,99 por cento, a 3,1457 reais na venda, maior nível de fechamento desde 14 de março (3,1693 reais). Na máxima da sessão, a moeda norte-americana foi a 3,1489 reais. O dólar futuro tinha alta de cerca de 0,8 por cento no final da tarde. "Está caindo a ficha de que a reforma da Previdência pode ficar aquém do esperado e afugentar o investidor estrangeiro", comentou o chefe da mesa de operações de uma corretora nacional. Na véspera, o mercado já havia estressado com a pesquisa feita pelo jornal O Estado de S. Paulo com deputados e que revelou que a proposta do governo sobre a reforma da Previdência seria rejeitada por 242 parlamentares. Para aprová-la, o governo do presidente Michel Temer precisa de 308 votos favoráveis, do total de 513 deputados. Nesta manhã, o presidente Michel Temer declarou que havia autorizado mudanças na reforma, desde que não promovesse mudanças na idade mínima. Em seguida, diante da constatação de que não teria condições de aprovar a reforma da Previdência como está, o governo admitiu alterar a proposta em pelo menos cinco pontos mais sensíveis: as regras de transição, as normas para aposentadoria rural, o acúmulo de pensões, aposentadorias especiais para professores e policiais e os Benefícios de Prestação Continuada. O humor dos mercados piorou de vez após o ministro-chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha, declarar a alguns veículos de comunicação que a flexibilização da reforma vai reduzir em pelo menos 10 por cento a economia que o governo projetava nos próximos dez anos nos gastos com INSS, o correspondente a 67,8 bilhões de reais. O cenário externo também ficou no radar do mercado nesta sessão, sobretudo como a política monetária dos Estados Unidos será conduzida. Na véspera, o Federal Reserve, banco central dos Estados Unidos, indicou que pode adotar medidas para começar a reduzir seu portfólio de 4,5 trilhões de dólares ainda este ano desde que a economia tenha o desempenho esperado. "Ao reduzir esse estoque de títulos, o Fed enxuga a liquidez do sistema, o que tem efeito de alta de juros", explicou o operador da corretora H.Commcor, Cleber Alessie Machado. Por isso, a divulgação dos dados do mercado de trabalho norte-americano no dia seguinte ganhou ainda mais importância porque pode reforçar a percepção de que o Fed pode precisar de mais altas de juros além das duas ainda precificadas para o restante do ano. Mais juros na maior economia do mundo pode atrair recursos até então aplicados em outras praças, como a brasileira. O Banco Central brasileiro não anunciou intervenção no mercado de câmbio para esta sessão. Em maio, vencem 6,389 bilhões de dólares em swap cambial tradicional, equivalente à venda futura de dólares.

Trump diz que “algo deve acontecer” com Assad; EUA analisam opções sobre Síria

Trump diz que “algo deve acontecer” com Assad; EUA analisam opções sobre Síria

quinta-feira, 6 de abril de 2017 18:17 BRT
 


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Por Steve Holland e Phil Stewart A BORDO DO AIR FORCE ONE/WASHINGTON (Reuters) - O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse nesta quinta-feira que “algo deve acontecer” com o presidente sírio Bashar al-Assad após um ataque com gás venenoso na Síria, num momento em que o Pentágono e a Casa Branca realizaram discussões detalhadas sobre opções militares. Embora Trump não tenha chegado a pedir para Assad deixar o cargo, os comentários foram as suas maiores sugestões até o momento de que os Estados Unidos podem estar seguindo em direção a uma posição mais firme contra Assad, cujo país tem sido devastado por seis anos de guerra civil. “Penso que o que Assad fez é terrível”, disse Trump a repórteres que viajavam com ele a bordo do Air Force One, o avião presidencial norte-americano, para a Flórida. “Penso que o que aconteceu na Síria é uma desgraça à humanidade e ele está lá, e eu acho que ele está comandando as coisas, então algo deve acontecer”, disse Trump. O ataque com gás venenoso na terça-feira na cidade síria de Khan Sheikhoun, tomada por rebeldes, matou ao menos 70 pessoas, muitas delas crianças, e apresentou a Trump sua maior crise na política externa desde que assumiu, em janeiro. Washington culpou o governo sírio, aliado de Irã e Rússia, pelo ataque. Trump tinha, até agora, centrado sua política sobre Síria quase que exclusivamente em derrotar os militantes do Estado Islâmico no norte da Síria, onde as forças especiais dos EUA estão trabalhando com grupos armados árabes e curdos. Mas uma autoridade norte-americana disse que opções estavam sendo discutidas pelo Pentágono e a Casa Branca que podem incluir proibição de aeronaves usadas pelas forças de Assad, acrescentou a autoridade, falando em condição de anonimato. Tais opções também podem incluir uso de mísseis de cruzeiro, permitindo que os EUA atinjam alvos sem colocar aeronaves tripuladas nos céus acima da Síria. Atacar Assad colocaria os EUA em desacordo com a Rússia, aliada incondicional do governo sírio e que interveio a favor do presidente em setembro de 2015, levando o rumo do conflito a favor do governo sírio. A autoridade norte-americana não comentou sobre o quão possível seria uma ação militar e não sugeriu quais, caso existam, opções podem ser recomendadas pelo Pentágono. A autoridade acrescentou que o secretário de Defesa dos EUA, Jim Mattis, e o assessor de segurança nacional da Casa Branca, H.R. McMaster, já estão em conversas sobre a questão. Mattis irá possivelmente discutir as opções quando se encontrar com Trump em seu retiro em Mar-a-Lago, na Flórida, segundo a autoridade. (Com reportagem de Roberta Rampton, em Washington)

BREVE HISTÓRIA DO DIAMANTE NO BRASIL


BREVE HISTÓRIA DO DIAMANTE NO BRASIL



A Índia foi a única fonte importante de diamantes do oitavo século antes de Cristo, quando surgem as primeiras referências a esta gema, até a sua descoberta no Brasil, no início do século XVIII, sendo a ilha indonésia de Bornéu uma fonte pouco relevante a partir do século VII.
Não há consenso quanto à data e local exato da descoberta de diamantes no Brasil, bem como de quem pela primeira vez o encontrou ou determinou sua verdadeira natureza. Normalmente, se aceita a tese de que a descoberta oficial ocorreu em 1725, embora alguns historiadores assegurem que o achado se deu ainda no final do século XVII, nas proximidades do antigo Arraial do Tijuco, hoje Diamantina, estado de Minas Gerais.
Consta que os primeiros exploradores que desbravaram as matas em busca de ouro ao longo do rio Jequitinhonha (MG) e de seus afluentes encontravam pedras brilhantes no fundo de suas bateias e, sem saber que se tratavam de diamantes, as empregavam como tentos em jogos de cartas, até que um sacerdote, que estivera na Índia, as teria reconhecido.
Há uma versão segundo a qual os primeiros diamantes teriam sido encontrados por Francisco Machado da Silva e sua esposa Violante de Souza, em 1714; outra credita a descoberta a Bernardino Fonseca Lobo, enquanto alguns historiadores a atribuem ao português Sebastião Leme do Prado, que residira em Goa, uma possessão lusitana situada na costa oeste da Índia.
O fato é que a notícia da descoberta e a chegada dos primeiros diamantes brasileiros a Lisboa levaram a Coroa Portuguesa a empreender uma busca desenfreada pelo precioso mineral ao longo dos leitos, margens e áreas próximas dos rios da região, utilizando numerosa mão-de-obra escrava e métodos rudimentares.
A descoberta teve enorme impacto na Europa, salientado pelo fato de que, à época, os depósitos aluvionares indianos encontravam-se quase esgotados. Para evitar que grandes quantidades fossem exportadas para este continente e ocorresse uma queda abrupta dos preços, prejudicando aqueles que até então detinham a primazia do comércio, disseminou-se na Europa a falsa notícia de que as pedras oriundas do Brasil seriam diamantes indianos de baixa qualidade, exportados de Goa para nosso país e daqui para a Europa. Os portugueses se viram, então, forçados a transportar as pedras brasileiras para Goa, de onde eram enviadas para a Europa como diamantes indianos, cuja boa reputação era inquestionável.
Durante o período colonial, a exploração de diamantes foi monopólio da Coroa Portuguesa, com regulamentação e fiscalização rigorosas, mas insuficientes para impedir o contrabando, gerado pela taxação excessiva e dificuldade no controle do enorme fluxo de garimpeiros à região produtora.
Às descobertas em Diamantina, seguiram-se outras no estado de Minas Gerais, sobretudo na região do Rio Abaeté (Triângulo Mineiro), em 1728, por mineradores que, clandestinamente, prospectavam pedras e ouro, apesar da proibição da Coroa Portuguesa. Mais tarde, esta região se tornaria célebre pela ocorrência dos maiores diamantes já encontrados no país. Em 1827, foram encontrados diamantes também na localidade de Grão Mogol, situada ao norte de Diamantina.
Acredita-se que os diamantes foram descobertos na região da Chapada Diamantina, no centro do estado da Bahia, por volta de 1839, inicialmente na localidade de Mucugê e, posteriormente, em Lençóis, Andaraí e Palmeiras, na bacia do rio Paraguaçu. Estas ocorrências foram intensamente lavradas, levando opulência aos comerciantes da região, mas os trabalhos foram diminuindo gradativamente no final do século XIX, até quase cessarem com a Depressão Mundial, na segunda década do século XX.
A ocorrência de diamantes em garimpos de ouro no Mato Grosso já era conhecida desde meados do século XVIII, onde foram descobertos na localidade de Diamantino, situada a noroeste de Cuiabá. No entanto, a dificuldade de acesso e a proibição de prospecção pela Coroa Portuguesa fizeram com que estas e outras regiões do estado só viessem a ser exploradas em meados do século seguinte. Ocorrências de diamante, neste período, nos estados de São Paulo (regiões de Franca e São José do Rio Pardo) e Paraná (Rio Tibagi) também são dignas de nota.
O Brasil supriu o mercado mundial durante aproximadamente 150 anos, desde sua descoberta, em 1725, até alguns anos após o achado de diamantes na África do Sul, ocorrido em 1866, quando foi então suplantado pela produção africana, o que alterou completamente o panorama mundial desta gema. É provável que esta seqüência de eventos, caracterizados por descobertas de novas fontes quando as antigas declinavam, que muitos atribuem à casualidade, deva-se, de fato, às forças econômicas.
Apesar da precariedade dos dados de produção, estima-se que tenham sido extraídos aproximadamente 13 milhões de quilates de diamantes no Brasil, no período compreendido entre a sua descoberta, em 1725, e o final do século XIX. Acredita-se que a imensa maioria destas pedras tenha sido de qualidade gema, uma vez que, na época, a demanda por diamantes para fins industriais era muito reduzida. Deste montante, supõe-se que cerca de 5,5 milhões teriam sido extraídos da região de Diamantina, 3,5 milhões da Bahia e 1,5 milhões de outras regiões de Minas Gerais, sendo os 2,5 milhões restantes roubados ou contrabandeados para fora do país. O autor do artigo não dispõe de informações a respeito da produção histórica dos estados de Mato Grosso, São Paulo e Paraná no período.

Bovespa fecha em baixa de 1,17%, por preocupações com a reforma da Previdência

Bovespa fecha em baixa de 1,17%, por preocupações com a reforma da Previdência

quinta-feira, 6 de abril de 2017 17:06 BRT
 


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SÃO PAULO (Reuters) - O principal índice da bolsa paulista fechou em baixa nesta quinta-feira, com preocupações com o andamento da reforma da Previdência pressionando os negócios. Com base em dados preliminares, o Ibovespa caiu 1,17 por cento, a 64.016 pontos. O giro financeiro era de 6,3 bilhões de reais. (Por Flavia Bohone)