quinta-feira, 6 de abril de 2017

Como surgiu a vida na Terra? Cientistas acreditam que encontraram a resposta definitiva

Como surgiu a vida na Terra? Cientistas acreditam que encontraram a resposta definitiva

Existem muitas teorias que tentam explicar como surgiu a vida na Terra. Alguns acreditam que ela foi criada, outros que ela se desenvolveu biologicamente, há ainda os que acreditam que ela surgiu vinda de outros planetas.
Esse mistério rendeu diversos estudos que resultaram em teorias científicas consideradas bastante confiáveis. Mas o questionamento não parou por aí. Como surgiu a vida no nosso planeta parece uma pergunta sem resposta definitiva.
A não ser para um grupo de cientistas do laboratório MRC de Biologia Molecular de Cambridge, no Reino Unido. Os pesquisadores afirmam ter resolvido definitivamente o mistério sobre como surgiu a vida em nosso planeta.

Receita para a criação da vida

explosão
De acordo com um artigo publicado pela revista “Nature Chemistry”, os cientistas conseguiram cartografar as reações produzidas pelos açúcares de tricarbono, aminoácidos, ribonucleotídeos e glicerol, necessários para o metabolismo e a composição de proteínas e para os lipídeos que formam as membranas celulares.
Eles também acreditam que o essencial para a evolução da vida teria sido a presença de sulfeto de hidrogênio, cianeto de hidrogênio e luz ultravioleta. Esses três elementos básicos, seriam a “receita” para a criação da vida no nosso planeta.
Eles teriam produzidos os 50 ácidos nucleicos precursores das moléculas de DNA e RNA.
Além disso, o artigo explica também que os primeiros meteoritos carregaram as substâncias que reagiram com o nitrogênio na atmosfera, produzindo uma grande quantidade de cianeto de hidrogênio.
Através da dissolução na água, esse elemento poderia entrar facilmente em contato com o sulfeto de hidrogênio, enquanto ficava exposto à luz ultravioleta do Sol. Ou seja, uma resposta simples ao grande número de perguntas complexas que dividem os cientistas há anos.

Cratera gigantesca revela como a Terra era há 200 mil anos

Cratera gigantesca revela como a Terra era há 200 mil anos


Cratera gigantesca revela como a Terra era há 200 mil anos
Localizada na floresta boreal da Sibéria, enorme cratera cresce, em média, 10 metros por ano.[Imagem: Alexander Gabyshev]

Beleza dramática
Com um desenho caprichosamente talhando a paisagem em uma remota região da Rússia, este buraco já alcança 1 quilômetro de extensão e 85 metros de profundidade. E não pára de crescer.
A gigantesca cratera, batizada de Batagaika, emerge na floresta boreal da Sibéria à medida que o solo até então tido como permanentemente congelado - pergelissolo, ou permafrost - derrete em razão das mudanças climáticas.
A cratera, que surgiu na década de 1960, tem crescido a uma taxa média de 10 metros por ano. Mas, em anos mais quentes, esse aumento chegou a 30 metros, conforme indicou estudo do Instituto Alfred Wegener em Potsdam, na Alemanha. A instituição vem monitorando a cratera há uma década.
Cratera gigantesca revela como a Terra era há 200 mil anos
Camadas expostas com o degelo do pergelissolo indicam como eram clima, fauna e flora há 200 mil anos. [Imagem: Julian Murton]
Registro geológico
A cratera representa uma rara oportunidade de observar, ao mesmo tempo, o passado, o presente e o futuro.
As camadas de sedimento expostas revelam como era o clima na região há 200 mil anos. Resquícios de árvores, pólen e animais indicam que, no passado, a área era quente, abrigando uma densa floresta.
Esse registro geológico pode ajudar a compreender como será, no futuro, a adaptação da região ao aquecimento global. E, ao mesmo tempo, o crescimento acelerado da cratera é um indicador imediato do impacto cada vez maior das mudanças climáticas no degelo do pergelissolo.
Cratera gigantesca revela como a Terra era há 200 mil anos
Ao emergir, cratera revelou sinais de densa floresta que existiu no local há centenas de milhares de anos. [Imagem: Julian Murton]
Era do aquecimento
"Queremos saber se as mudanças climáticas durante a última Era do Gelo esteve caracterizada por uma grande variabilidade, com períodos intercalados de aquecimento e esfriamento," disse Julian Murton, professor da Universidade de Sussex, na Inglaterra.
Isso é importante porque a história climática de grande parte da Sibéria ainda pode ser considerada um mistério. Ao reconstruir alterações ambientais do passado, poderá ser possível fazer melhores previsões sobre mudanças climáticas similares no futuro.
Há 125 mil anos, por exemplo, houve um período interglacial, com temperaturas vários graus acima das registradas atualmente. "Entender como era o ecossistema pode nos ajudar a entender como a região se adaptará ao atual aquecimento do clima", afirmou o professor Murton.

INB prepara segunda fase de enriquecimento de urânio no Brasil





INB prepara segunda fase de enriquecimento de urânio no Brasil

INB prepara segunda fase de enriquecimento de urânio no Brasil
Brasil já está exportando urânio enriquecido para a Argentina.[Imagem: INB]
Cascatas de ultracentrífugas
A segunda fase do enriquecimento isotópico de urânio no Brasil já começou a ser preparada pela Indústrias Nucleares do Brasil (INB).
O presidente da INB, João Carlos Derzi Tupinambá, anunciou que o projeto básico e os relatórios e pedidos de autorização de licenças para essa nova fase já foram desenvolvidos pela estatal.
A primeira fase do projeto de enriquecimento de urânio será encerrada em 2019, quando serão atendidas 100% das necessidades de urânio enriquecido da Usina Nuclear Angra 1.
Atualmente, a usina de enriquecimento da INB, localizada no município de Resende (RJ), possui seis cascatas de ultracentrífugas em operação, o que permite atender cerca de 40% das necessidades da usina. Até o fim da primeira fase, serão adicionadas mais quatro cascatas.
"Na segunda fase, nós vamos ter um acréscimo de mais 11 módulos, que dariam conta de Angra 2 e Angra 3. Ainda sobraria alguma coisa para exportação. Para Angra 2, a gente precisa de mais cinco módulos e para Angra 3, mais seis," disse João Carlos.
A expectativa é que os módulos da nova fase sejam instalados no começo de 2022.
Exportação de urânio
De acordo com o presidente da INB, a produção de urânio enriquecido sempre gera algum excedente, que é exportado para atender demandas pontuais. Atualmente, a estatal está atendendo a um pedido da Argentina.
O embarque do material nuclear para o país vizinho - quatro toneladas no total - ocorrerá até o fim deste mês. Embora seja um volume pequeno, é considerado representativo por causa das oportunidades de negócio de longo prazo que pode gerar.

O Brasil faz parte do rol de 11 países que dominam hoje o ciclo de enriquecimento do urânio, o que aumenta a importância dessa primeira remessa de urânio ao exterior. "Não só consolida a presença da INB, mas a nossa capacidade tecnológica e nossa presença no cenário internacional do enriquecimento de urânio para fins pacíficos", disse o executivo.
A tecnologia utilizada na unidade da INB em Resende foi desenvolvida pelo Centro Tecnológico da Marinha em São Paulo (CTMSP) em parceria com o Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares (Ipen).

Laser transforma grafite em diamante a temperatura ambiente

Laser transforma grafite em diamante a temperatura ambiente


Laser transforma grafite em diamante a temperatura ambiente
Foto dos nanodiamantes feita por microscópio (em cima) e esquema do funcionamento da técnica (embaixo). [Imagem: Qiong Nian et al. - 10.1038/srep06612]

Melhor que metal
O que começou como uma pesquisa para desenvolver um método para fazer metais mais fortes acabou com a descoberta de uma nova técnica para transformar grafite em diamante em condições ambientais normais.
A nova técnica usa um laser pulsado a temperatura ambiente para criar filmes de nanodiamantes, com aplicações potenciais de biossensores a chips de computador futurísticos.
"A maior vantagem é que você pode depositar seletivamente os nanodiamantes em superfícies rígidas, sem as altas temperaturas e pressões normalmente necessárias para produzir diamantes sintéticos," disse Gary Cheng, da Universidade Purdue, nos Estados Unidos.
Transformando grafite em diamante
A técnica começa com uma película formada por uma camada de grafite recoberta com uma folha de vidro. Quando essa película é exposta aos pulsos ultrarrápidos de um laser, o grafite é convertido instantaneamente em um plasma ionizado, criando uma pressão para baixo.
Assim que o pulso de laser cessa, o plasma de grafite resfria e se solidifica rapidamente na forma de diamante - grafite e diamante são feitos de carbono puro, dispostos em diferentes arranjos atômicos.
A folha de vidro confina o plasma, impedindo que ele escape, o que permite criar filmes contínuos de nanodiamantes com grande precisão e confiabilidade.
Laser transforma grafite em diamante a temperatura ambiente
Com o uso de uma base motorizada é possível escrever linhas de nanodiamantes para criar circuitos e sensores. [Imagem: Qiong Nian et al. - 10.1038/srep06612]
Tinta de diamante
A capacidade de escrever seletivamente linhas de diamante sobre superfícies sólidas pode ser útil para várias aplicações, incluindo a computação quântica, células a combustível e chips de computador de última geração.


"Fizemos isto em temperatura ambiente e sem uma câmara de alta temperatura e pressão, de modo que este processo pode reduzir significativamente o custo de fabricar diamantes. Além disso, viabilizamos uma técnica de escrita direta que pode escrever seletivamente padrões projetados usando [uma "tinta" de] nanodiamantes," completou Cheng.
Os pesquisadores batizaram o processo de CPLD (Confined Pulse Laser Deposition, deposição confinada por laser pulsado, em tradução livre).


O Paradoxo de Marte: Por que ainda não entendemos as águas de Marte

O Paradoxo de Marte: Por que ainda não entendemos as águas de Marte


Paradoxo de Marte
A simulação à esquerda é como Marte deveria ser no passado para explicar sua geologia atual. Mas nada indica que ele já tenha sido tão parecido com a Terra.[Imagem: NASA]




Sinais de água sem água
Alguma coisa não está batendo.
Marte tem calotas de gelo de água nos polos e há marcas no solo que indicam que a água fluiu em rios e lagos há bilhões de anos - há poucos dias, a agência espacial europeia apresentou um estudo detalhado sobre uma megainundação em Marte. De fato, temos uma compreensão decente de como a água se comporta na Terra, e não há razão para pensar que as leis da física ou a geologia sejam diferentes em Marte.
Contudo, mais do que não encontrar água hoje no planeta, ninguém consegue explicar sequer como a água poderia ter existido em forma líquida em Marte mesmo no passado.
Este mistério é conhecido como o "Paradoxo de Marte" - os dados e as teorias mostram que parece ter havido água lá, mas os dados e as teorias também indicam que nunca houve condições de ter havido água lá. Se, e quando esse paradoxo for resolvido, provavelmente será necessário jogar fora um monte de livros didáticos.
Paradoxo de Marte
O atual terreno frio e rochoso de Marte, seco e coberto de poeira, apresenta minerais de argila e sedimentos que devem ter sido depositados por lagos e rios entre 3,5 e 4 bilhões de anos atrás.
O problema começa quando se olha para as condições em Marte naquele tempo. Ainda hoje, a fina atmosfera do planeta e a distância do Sol mantêm-no a uma temperatura média por volta dos -60° C, frio o suficiente para manter água congelada em depósitos polares permanentes.
Há bilhões de anos, contudo, quando a água deveria estar fluindo pela superfície, o Sol era mais jovem e mais frio, o que significa que Marte também era ainda mais frio do que é hoje.
Assim, dado que o ponto de congelamento da água é o mesmo aqui e lá, como é que Marte pode ter sido algum dia quente o suficiente para que a água líquida fluísse em sua superfície e formasse o relevo e as rochas que encontramos lá hoje?

Paradoxo de Marte
Um dos planos da NASA para tornar Marte habitável é dar-lhe um escudo magnético que permita aumentar a densidade da sua atmosfera. [Imagem: NASA]
Efeito estufa improvável
Uma hipótese plausível seria que os gases de efeito estufa prenderiam o calor como o fazem na Terra. O problema é que nenhuma quantidade de CO2 conseguiria aquecer Marte o suficiente para manter a água líquida. Mesmo com uma atmosfera de CO2 puro sua temperatura só subiria até perto dos -33° C.
Mas este cenário hipotético é impensável - Thomas Bristow e seus colegas do Centro de Pesquisas Ames da NASA acabam de calcular, com base em sedimentos formados há 3,5 bilhões de anos, que a atmosfera marciana naquela época continha apenas quantidades-traço de dióxido de carbono.
Então talvez pudéssemos adicionar um pouco de metano ou hidrogênio - também não dá certo porque, com essa escassez de CO2, não importa quanto hidrogênio ou metano ou outros gases sejam adicionados à equação, seria preciso uma atmosfera tremendamente espessa para blindar esses gases de efeito estufa sensíveis contra a radiação solar.
Bristow e seus colegas apresentaram agora uma outra alternativa: água salgada o suficiente para permanecer líquida mesmo a temperaturas muito abaixo de 0º C. Nesse caso, a atmosfera não precisaria de muito CO2.
Também não parece plausível ou suficiente. Uma água ultrassalina pode até fluir - na Terra, pelo menos - mas o frio do planeta não permitiria chuvas suficientes para explicar a água parada gravada no arenito e no xisto de Marte ao longo de milhões de anos.
Mistérios da água
Então, será que existe algum mecanismo planetário que ainda não entendemos? Uma mistura de gases de efeito estufa que ainda não identificamos?
Talvez o verdadeiro problema seja a nossa compreensão da própria água. Nós já sabemos que a água tem mais de 70 "anomalias", muitas delas incomodando algumas das nossas bem-amadas leis da física - como quando a água mais fria flui para o topo de um copo, por exemplo.
Seja qual for a resposta, estamos ficando sem soluções óbvias para o Paradoxo de Marte. Quando ele for resolvido, talvez nos vejamos em territórios ainda mais estranhos e desafiadores do que o solo do planeta vizinho.