sábado, 8 de abril de 2017

Corrida do Ouro

A descoberta do ouro corrida do ouro’ para essas regiões. A descoberta do precioso metal foi feita em 1698 por Antônio Dias de Oliveira, em Ouro Preto. A partir daí, a notícia se disseminou pelo país e chegou à Portugal por correspondência enviada pelos governadores portugueses instalados no Brasil. Com a mesma rapidez com que a notícia da descoberta das minas se espalhou, milhares de pessoas chegavam á região de diversos pontos da colônia e de Portugal.
no Brasil aconteceu no século XVII, na região de Minas Gerais, Goiás e Mato Grosso, o que provocou uma verdadeira ‘
A população que chegava nas minas era bastante heterogênea, mas se destacavam dois grupos bem distintos, os paulistas e os emboabas, que se hostilizavam bastante, o que provocou uma verdadeira guerra. A Guerra dos Emboabas, como foi ficou conhecida a batalha, foi desencadeada pelo desentendimento de dois grandes líderes, Borba Gato, paulista, contra Nunes Viana, do grupo dos emboabas, que acabou vencendo por estar em maioria. Com o término do combate, os paulistas, que foram obrigados a se retirarem do local, descobriram outras minas em Goiás e Mato Grosso.

A atividade mineradora no Brasil era dividida em duas formas de extração, a lavra (grande extração) e a faiscação (pequena extração). A lavra usava mão de obra escrava, e se retirava da jazida assim que não havia mais metais preciosos o suficiente para render um bom retorno econômico, deixando restante para a faiscação, que era feita por mineradores menores.
O ouro brasileiro era encontrado em três formas: no leito dos rios, que era mais superficial, conhecido como veios; nas margens, que era mais profundo, conhecido com tabuleiros e na encostas dos rios, comumente chamado de guapiaras, a maneira mais profunda de se chegar ao ouro. Porém, o ouro acabava rápido, o que fazia com que os mineradores se retirassem para outros locais em busca de mais pedras preciosas. Por ser uma atividade considerada nômade, os investimentos em equipamentos extrativistas não poderia ser vultuosa.
A descoberta das Minas modificou com a estrutura do Brasil inteiro, quando milhares de pessoas de todas as regiões se deslocaram pra o interior do País em busca de enriquecimento rápido. Essas pessoas vinham principalmente de São Paulo, que tinham relativamente fácil acesso por conta dos caminhos abertos pelos bandeirantes, da Bahia, por caminhos também feitos pelos bandeirantes paulistas, com estradas largas e maior conforto e do Rio de Janeiro, que encontraram maior dificuldade em chegar às minas, mas que rapidamente abriram um caminho, que os fazia chegar com maior rapidez, tornando-se assim a principal rota de escoamento do ouro.
Dessa maneira, o Brasil se tornou mais do que nunca a colônia mais importante do Império português, e o principal fornecedor de riquezas para a metrópole. A corrida do ouro durou cerca de oitenta anos, enriquecendo muitas pessoas.

O Ouro (Au), muito conhecido por ser símbolo de riqueza, é um elemento químico metálico nobre

O Ouro (Au), muito conhecido por ser símbolo de riqueza, é um elemento químico metálico nobre, ou seja, dificilmente sofre oxidação. Seu número e massa atômicos valem respectivamente 79 e 197 u. E, quando em estado oxidado (através de uma mistura de ácidos ou na presença de halogênios) apresenta Nox +3 ou +1.
Ouro. Foto: AVprophoto / Shutterstock.com
Ouro. Foto: AVprophoto / Shutterstock.com
É um ótimo condutor de eletricidade e calor, porém por inviabilidade econômica é praticamente inutilizado para esses fins. É o metal mais dúctil e maleável conhecido: cerca de 1 grama de ouro pode ser laminado em até 1 metro quadrado. Por isso utilizam-se outros metais, como a prata e o cobre, para que sua tenacidade aumente e a liga seja mais resistente que o ouro puro.

Em estado natural e nas condições ambiente, o Ouro é sólido e apresenta coloração amarela metálica com muito brilho.
Por ser um metal nobre, o Ouro é pouco reativo e seus principais compostos são: óxidos não espontâneos, como o Au2O3, o tricloreto de ouro (AuCl3) e o ácido cloroáurico (HAuCl4); além disso, é atacado por uma mistura de ácidos nítrico e clorídrico (na proporção 1:3) e se dilui em mercúrio.

Ocorrência

O Ouro está presente em toda a parte da natureza, porém em concentrações ínfimas. Como exemplo, estão as águas do mar que contêm cerca de 1 Kg de ouro a cada 8,3 bilhões de litros, ou ainda, na crosta terrestre onde a concentração é de cerca de 1 Kg do metal a cada 200 000 toneladas de massa sólida (litosfera). As grandes minas possuem concentração de 1 Kg a cada 334 toneladas.
Por ser tão raro, o Ouro possui um alto valor comercial e esse valor está em constante mudança já que, assim como as moedas estrangeiras, possui preço cotado diariamente.
Há 18 radioisótopos conhecidos do Ouro (Au 197), sendo o Ouro 195 o mais estável, com meia vida de 186 dias.

Reservas

As reservas mundiais de ouro são de cerca de 90 500 toneladas por ano, donde o Brasil detém cerca de 1,9 % (ou 1720 toneladas por ano, 10ª maior reserva). A produção ao redor do globo vale cerca de 2 500 toneladas por ano, e o Brasil contribui com cerca de 1,6% (ou 40 toneladas por ano, 14º maior produtor).
De acordo com as perspectivas de produção e consumo atuais, todo o Ouro existente na Terra deve durar até 2042, ou seja, pelos próximos 32 anos.

Aplicações

O ouro é amplamente utilizado na confecção de jóias (anéis, relógios, colares), medalhas, circuitos eletrônicos, moedas e até é submetido à modificação química para ser comestível (como visto em alguns doces e guloseimas refinadas).
Além do símbolo de ostentação, o Ouro (a forma de isótopo Au 198) é utilizado no tratamento de cânceres, nos processos de fotografia (como ácido cloroáurico) ou como revestimento de satélites por ser ótimo refletor de radiação infravermelha.
Para a determinação da pureza de uma liga de ouro, basta dividir sua classificação em quilates por 24 e multiplicar por 100, ou seja, um anel de 10 g de liga com 12 quilates possui 50% de sua massa constituída por Ouro (5 g).

Descoberta

O ouro é conhecido desde a Antiguidade: há evidências na Bíblia Sagrada e em hieróglifos escritos no Egito por volta do ano 2 600 a.C., portanto não existe nenhum responsável unânime pela sua descoberta.

Cientistas russos descobrem chave para extrair ouro a partir do… carvão!

Cientistas russos descobrem chave para extrair ouro a partir do… carvão!


A possibilidade de um dos sonhos mais antigos dos alquimistas – transmutar metais inferiores em ouro – acaba de ser conquistada, em parte, por um grupo de cientistas do Extremo Oriente russo. Mas a façanha, segundo os pesquisadores, não se consegue por meio de metais, mas sim de carvão. De acordo com um comunicado publicado no site de uma divisão regional da Academia de Ciências da Rússia, é possível extrair ouro a partir do carvão, conforme procedimento detalhado pelos pesquisadores do Centro Científico de Amur, região no extremo leste do país.
Estes cientistas, depois de 15 anos de estudos sobre a composição de carvões de diversas origens, descobriram componentes tanto nocivos quanto benéficos acumulados nos filtros usados em usinas termoelétricas. Entre os elementos “benéficos”, eles afirmam que, para cada tonelada de carvão, é possível obter um grama de ouro. A publicação explica que se trata de “um procedimento simples”, que já está patenteado. Basicamente, a fumaça do carvão queimado passa por um processo de depuração.
Primeiramente, os sedimentos são lavados com água e, em seguida, passam por uma filtragem especial na qual se consegue um concentrado com vestígios de ouro. O passo final é refinar o metal obtido para obter ouro de qualidade. Os cientistas de Amur esperam obter ajuda do Centro de Inovação de Skolkovo, situado nos arredores de Moscou, para construir a primeira instalação experimental dedicada à produção do metal precioso com esta nova técnica.
Fonte: BR Sputnik News

Engie vê mais de 10 interessados em térmicas a carvão colocadas à venda no Brasil

Engie vê mais de 10 interessados em térmicas a carvão colocadas à venda no Brasil


A Engie Brasil Energia recebeu manifestações de mais de dez empresas interessadas em avaliar termelétricas a carvão que a companhia pretende vender para focar os negócios em fontes renováveis, como usinas eólicas e solares, disse à Reuters nesta quinta-feira o presidente do Conselho de Administração da empresa, Maurício Bahr. Controlada pela francesa Engie, ex-GDF Suez, a companhia anunciou em fevereiro a contratação do banco Morgan Stanley para assessorar um processo de sondagem do mercado para eventual venda do complexo termelétrico Jorge Lacerda, já em operação, e da termelétrica Pampa Sul, cujas obras devem ser concluídas até o final de 2018.
Os empreendimentos somam cerca de 1,2 gigawatts em capacidade instalada, de um total de aproximadamente 9,3 gigawatts que a Engie Brasil, uma das maiores geradoras do país, possui em usinas prontas ou em implementação. ”Começamos um processo, estamos recebendo cartas de intenção de interesse e acreditamos que em mais alguns meses a gente deva receber propostas não vinculantes.Está em dois dígitos o grupo de interesse, passa de 10 (empresas), então é bem interessante”, disse Bahr, que também é o presidente da Engie para o Brasil. Segundo ele, faria sentido vender as usinas em conjunto, dado que uma delas já produz receitas, enquanto a outra exige investimentos.
Bahr não estimou quanto a empresa poderia obter com tais desinvestimentos em carvão ou se o forte interesse pode ajudar a companhia a vender bem os ativos, mesmo em um momento em que muitas empresas estão mais focadas em geração renovável. A decisão da Engie de sair da geração a carvão segue uma diretriz do grupo francês para seus negócios no mundo, focada em descarbonização, descentralização e digitalização dos negócios em energia. ”A gente vai continuar expandindo nas renováveis. Eólica, solar, hidráulica… biomassa também está no radar. Estamos olhando também na área de gás”, afirmou Bahr.
Ele ressaltou que oportunidades em gás natural deverão aparecer à medida que a Petrobras avançar em seu plano de desinvestimentos e o setor for aberto a novos agentes. Na geração solar, a Engie investirá tanto em usinas fotovoltaicas de grande porte quanto em pequenas instalações, como placas solares em telhados ou prédios comerciais. As ações da companhia fecharam em baixa de 1,13 por cento, a 35,06 reais.
LEILÕES
A Engie deverá ainda estrear em um novo segmento do setor elétrico brasileiro neste ano, a transmissão de eletricidade, reiterou o executivo. A companhia tem se preparado para disputar um leilão que o governo promoverá no final de abril para oferecer a concessão para construção e operação de novas linhas de transmissão de energia. Caso realmente vá à licitação, a Engie deverá buscar arrematar lotes de empreendimentos em regiões como o Nordeste, para possibilitar o escoamento da geração de usinas eólicas e solares. ”A transmissão é uma maneira de ajudar que haja desenvolvimento na área renovável, já que as capacidades de geração com energia renovável estão às vezes longe dos centros urbanos”, disse Bahr.
Segundo o presidente da Engie no país, a companhia também analisará a possibilidade de participar de uma licitação em que o governo oferecerá concessões de hidrelétricas existentes, cujos contratos de exploração venceram. ”Estamos vendo tudo, não vamos deixar nada de fora, até como player importante e maior gerador privado. Vamos continuar olhando e se tiver oportunidade vamos participar”, afirmou Bahr, ao ser questionado sobre o interesse no certame, que o governo programa para acontecer até o final de setembro. A Engie fechou 2016 com lucro líquido de 1,55 bilhão de reais e tem investimentos previstos de 4,7 bilhões de reais até 2019, dos quais 2 bilhões de reais devem ser desembolsados neste ano.
Fonte: Reuters

Preços do aço e do minério de ferro despencam na China

Preços do aço e do minério de ferro despencam na China


Os contratos futuros do aço no mercado chinês caíram 5 por cento nesta sexta-feira, na queda mais acentuada em um só dia em dois meses, arrastando também os preços do minério de ferro e do carvão de coque, com os investidores preocupados com o aumento da oferta de aço e demanda lenta. A queda acentuada nos futuros de aço tem limitado o interesse de compra no mercado físico, disseram comerciantes, com as pessoas mais cautelosas até que os preços se consolidem.
O vergalhão de aço mais ativo da Bolsa de Futuros de Xangai fechou em queda de 4,9 por cento em 3.038 iuanes (440 dólares) por tonelada, na sua queda mais acentuada desde 3 de fevereiro. ”A súbita queda nos preços futuros está afetando o interesse de compra no mercado físico”, disse um comerciante em Xangai.
A produção média diária de aço bruto na China, a maior produtor global, recuperou-se para 1,75 milhão de toneladas entre 11 e 20 de março, ante 1,6 milhão de toneladas nos primeiros dez dias do mês passado, segundo estimativas da associação do setor da China. Em meio à crescente oferta e à demanda mais lenta do que o esperado, “os consumidores finais não querem manter estoques” com preços voláteis, disse Richard Lu, da consultoria CRU.
O minério de ferro para entrega em setembro na bolsa de Dalian fechou em baixa de 7 por cento, a 525,50 iuanes por tonelada, depois de cair mais cedo por seu limite de 8 por cento. O carvão de coque de Dalian também foi atingido pelas vendas, caindo 3,9 por cento, para 1.283,50 iuanes por tonelada. O minério de ferro para entrega imediata na China caiu quase 7 por cento nesta sexta-feira, para 75,45 dólares por tonelada, de acordo com Metal Bulletin.
Fonte: Reuters