sábado, 8 de abril de 2017

Engie vê mais de 10 interessados em térmicas a carvão colocadas à venda no Brasil

Engie vê mais de 10 interessados em térmicas a carvão colocadas à venda no Brasil


A Engie Brasil Energia recebeu manifestações de mais de dez empresas interessadas em avaliar termelétricas a carvão que a companhia pretende vender para focar os negócios em fontes renováveis, como usinas eólicas e solares, disse à Reuters nesta quinta-feira o presidente do Conselho de Administração da empresa, Maurício Bahr. Controlada pela francesa Engie, ex-GDF Suez, a companhia anunciou em fevereiro a contratação do banco Morgan Stanley para assessorar um processo de sondagem do mercado para eventual venda do complexo termelétrico Jorge Lacerda, já em operação, e da termelétrica Pampa Sul, cujas obras devem ser concluídas até o final de 2018.
Os empreendimentos somam cerca de 1,2 gigawatts em capacidade instalada, de um total de aproximadamente 9,3 gigawatts que a Engie Brasil, uma das maiores geradoras do país, possui em usinas prontas ou em implementação. ”Começamos um processo, estamos recebendo cartas de intenção de interesse e acreditamos que em mais alguns meses a gente deva receber propostas não vinculantes.Está em dois dígitos o grupo de interesse, passa de 10 (empresas), então é bem interessante”, disse Bahr, que também é o presidente da Engie para o Brasil. Segundo ele, faria sentido vender as usinas em conjunto, dado que uma delas já produz receitas, enquanto a outra exige investimentos.
Bahr não estimou quanto a empresa poderia obter com tais desinvestimentos em carvão ou se o forte interesse pode ajudar a companhia a vender bem os ativos, mesmo em um momento em que muitas empresas estão mais focadas em geração renovável. A decisão da Engie de sair da geração a carvão segue uma diretriz do grupo francês para seus negócios no mundo, focada em descarbonização, descentralização e digitalização dos negócios em energia. ”A gente vai continuar expandindo nas renováveis. Eólica, solar, hidráulica… biomassa também está no radar. Estamos olhando também na área de gás”, afirmou Bahr.
Ele ressaltou que oportunidades em gás natural deverão aparecer à medida que a Petrobras avançar em seu plano de desinvestimentos e o setor for aberto a novos agentes. Na geração solar, a Engie investirá tanto em usinas fotovoltaicas de grande porte quanto em pequenas instalações, como placas solares em telhados ou prédios comerciais. As ações da companhia fecharam em baixa de 1,13 por cento, a 35,06 reais.
LEILÕES
A Engie deverá ainda estrear em um novo segmento do setor elétrico brasileiro neste ano, a transmissão de eletricidade, reiterou o executivo. A companhia tem se preparado para disputar um leilão que o governo promoverá no final de abril para oferecer a concessão para construção e operação de novas linhas de transmissão de energia. Caso realmente vá à licitação, a Engie deverá buscar arrematar lotes de empreendimentos em regiões como o Nordeste, para possibilitar o escoamento da geração de usinas eólicas e solares. ”A transmissão é uma maneira de ajudar que haja desenvolvimento na área renovável, já que as capacidades de geração com energia renovável estão às vezes longe dos centros urbanos”, disse Bahr.
Segundo o presidente da Engie no país, a companhia também analisará a possibilidade de participar de uma licitação em que o governo oferecerá concessões de hidrelétricas existentes, cujos contratos de exploração venceram. ”Estamos vendo tudo, não vamos deixar nada de fora, até como player importante e maior gerador privado. Vamos continuar olhando e se tiver oportunidade vamos participar”, afirmou Bahr, ao ser questionado sobre o interesse no certame, que o governo programa para acontecer até o final de setembro. A Engie fechou 2016 com lucro líquido de 1,55 bilhão de reais e tem investimentos previstos de 4,7 bilhões de reais até 2019, dos quais 2 bilhões de reais devem ser desembolsados neste ano.
Fonte: Reuters

Preços do aço e do minério de ferro despencam na China

Preços do aço e do minério de ferro despencam na China


Os contratos futuros do aço no mercado chinês caíram 5 por cento nesta sexta-feira, na queda mais acentuada em um só dia em dois meses, arrastando também os preços do minério de ferro e do carvão de coque, com os investidores preocupados com o aumento da oferta de aço e demanda lenta. A queda acentuada nos futuros de aço tem limitado o interesse de compra no mercado físico, disseram comerciantes, com as pessoas mais cautelosas até que os preços se consolidem.
O vergalhão de aço mais ativo da Bolsa de Futuros de Xangai fechou em queda de 4,9 por cento em 3.038 iuanes (440 dólares) por tonelada, na sua queda mais acentuada desde 3 de fevereiro. ”A súbita queda nos preços futuros está afetando o interesse de compra no mercado físico”, disse um comerciante em Xangai.
A produção média diária de aço bruto na China, a maior produtor global, recuperou-se para 1,75 milhão de toneladas entre 11 e 20 de março, ante 1,6 milhão de toneladas nos primeiros dez dias do mês passado, segundo estimativas da associação do setor da China. Em meio à crescente oferta e à demanda mais lenta do que o esperado, “os consumidores finais não querem manter estoques” com preços voláteis, disse Richard Lu, da consultoria CRU.
O minério de ferro para entrega em setembro na bolsa de Dalian fechou em baixa de 7 por cento, a 525,50 iuanes por tonelada, depois de cair mais cedo por seu limite de 8 por cento. O carvão de coque de Dalian também foi atingido pelas vendas, caindo 3,9 por cento, para 1.283,50 iuanes por tonelada. O minério de ferro para entrega imediata na China caiu quase 7 por cento nesta sexta-feira, para 75,45 dólares por tonelada, de acordo com Metal Bulletin.
Fonte: Reuters

Após ataque dos EUA na Síria, cobre recua com fuga de investidor

Após ataque dos EUA na Síria, cobre recua com fuga de investidor


O cobre opera em queda nesta sexta-feira em meio à cautela com a reunião entre o presidente dos EUA, Donald Trump, e o presidente da China, Xi Jinping. Além disso, os investidores estão migrando dos metais básicos para o ouro em busca de segurança, após os EUA dispararem quase 60 mísseis contra a Síria ontem à noite em resposta ao ataque químico que matou cerca de 70 pessoas no começo da semana.
Por volta das 8h (de Brasília), o cobre para três meses negociado na London Metal Exchange (LME) recuava 1,06%, a US$ 5.814,00 por tonelada. Na Comex, divisão de metais da bolsa mercantil de Nova York (Nymex), o cobre para maio caía 1,11%, a US$ 2,6285 por libra-peso, às 8h30 (de Brasília). A Casa Branca diz acreditar que o ataque químico havia sido lançado sob o comando do presidente sírio, Bashar al-Assad. O ataque foi a primeira ação dos EUA em atacar deliberadamente o regime de Assad.
Além do ataque aéreo, os investidores seguem cautelosos com o encontro entre os EUA e a China, cujos líderes deverão discutir sobre as relações comerciais. Os dois países são os maiores compradores de cobre do mundo. Entre os outros metais negociados na LME, o alumínio caía 0,36%, a US$ 1.946,00 a tonelada métrica, o chumbo recuava 2,34%, a US$ 2.249,00 a tonelada métrica, o níquel perdia 1,24%, para US$ 9.990,00 a tonelada métrica, o estanho recuava 0,64%, a US$ 20.210,00 a tonelada métrica e o zinco desvalorizava 1,32%, a US$ 2.697,50 por tonelada métrica.
Fonte: Dow Jones Newswire

Companhia chinesa investe em mina de ouro na Argentina

Companhia chinesa investe em mina de ouro na Argentina


 A empresa China Shangdong Gold Mining pagará US$ 960 milhões à Barrick Gold por uma participação de 50% em sua mina de ouro Veladero na Argentina. O acordo foi assinado na quinta-feira em Jinan, capital da Província de Shandong, leste da China. Trata-se da primeira cooperação entre as duas gigantes da mineração, de acordo com um comunicado à imprensa da Shangdong Gold.
No próximo passo, as duas companhias estabelecerão um grupo de trabalho para realizar uma pesquisa sobre o cinturão de ouro El Indio, incluindo o projeto Pascua-Lama, de acordo com o comunicado. O cinturão de ouro se estende pela fronteira entre o Chile e a Argentina. A Shandong Gold é um dos principais produtores de ouro da China. De acordo com o comunicado, o acordo da quinta-feira constitui um “avanço concreto” para a expansão internacional da companhia.
A Barrick Gold é a maior companhia de mineração do mundo e uma das principais empresas globais do Canadá. A empresa disse em seu comunicado à imprensa que a transação será concluída possivelmente no fim do segundo trimestre e está sujeita às aprovação de reguladores e outras permissões. Uma vez concluída a transação, a mina de Veladero será fiscalizada pela uma comissão conjunta integrada por três membros designados por cada companhia. A fim de garantir a continuidade das operações, ambas as companhias têm a intenção de manter a atual equipe de administração da mina, de acordo com o comunicado à imprensa da Barrick Gold.
Fonte: Xinhua

   

quinta-feira, 6 de abril de 2017

Mais valiosos que o ouro

Mais valiosos que o ouro