segunda-feira, 10 de abril de 2017

O TESOURO DE WINCHESTER

O TESOURO DE WINCHESTER

Arqueólogos britânicos encontraram vários exemplos de elaborados ornamentos pessoais usados pela elite da sociedade que dominava a região perto de Winchester, Reino Unido. Esses ornamentos, datados em torno de 100 AC-50 DC (Idade do Ferro), provam a criatividade e o esmerado trabalho dos ourives da Antiguidade na Grã-Bretanha. Exemplares confeccionados em ouro, electrum, prata e bronze, principalmente torcs (colar geralmente rígido rente ao pescoço composto quase sempre por fios de ouro retorcidos; representavam riqueza, poder e coragem e também eram usados pelos homens em batalhas para demonstrar também grau de comando), broches e braceletes estão entre o maior número das jóias encontradas.

Os ourives dessa região, situada na Inglaterra, usavam o ouro quase puro (acima de 90%). Os torcs encontrados possuem fechos que não eram usuais aos ourives celtas e usavam as técnicas decorativas da filigrana e da granulação, fixadas à peça com uma técnica conhecida como solda de difusão. Enquanto a maioria dos torcs era rígida, os encontrados em Winchester eram grossos, porém flexíveis, devido à utilização de centenas de anéis para compor a malha de cada corrente que forma o torc. Os broches possuíam um alfinete de segurança e eram usados aos pares, porque serviam para prender o manto às roupas usadas na Idade do Ferro.
É interessante notar que o tipo e a decoração das jóias encontradas era notadamente celta, mas a técnica de confecção era romana. Então, podemos pensar que ou foram feitos por ourives romanos a serviço de um governante britânico ou foram confeccionados deliberadamente ao estilo celta, e oferecidos pelo César reinante em Roma a algum rei ou senhor-da-guerra local, como presente diplomático.
Os arqueólogos não encontraram nenhuma evidência de comprovação do porque das jóias encontradas perto de Winchester terem ido parar lá: se foram enterradas por segurança contra ladrões ou saqueadores, como uma oferenda aos deuses ou para acompanhar os mortos na sua jornada para a outra vida, a resposta permanece um mistério.

LENDAS E HISTÓRIAS SOBRE O OURO DOS INCAS

LENDAS E HISTÓRIAS SOBRE
O OURO DOS INCAS


Os Incas levam a fama, devido a uma lenda em especial – que tem várias versões - espalhada durante o período de dominação da sua civilização, de que foram eles que inventaram as técnicas de trabalhar o ouro na região dos Andes . Conta esta lenda que três ovos caíram do céu: um de ouro, um de prata e o outro de bronze, diretamente para as mãos do fundador de Cuzco e da dinastia imperial Inca, Manco Capac. E que a mãe do fundador mandou confeccionar para ele ornamentos em ouro e prata para serem colocados sobre os ombros, na testa e usados como uma tiara. Ao ver o filho ornado com tais jóias, mandou-o subir ao topo de uma colina, onde o brilhante reflexo do sol transformou-o num ser radiante. Assim então Manco foi consagrado como o “Filho do Sol”.
Canções Incas cantavam sobre o deus Tonapa que, ao vagar na Terra como um miserável fugitivo, deixou nas mãos de Manco uma vara, a qual mais tarde tornou-se o tupayauri , cetro de ouro que continha a insígnia imperial dos Incas.
Na lenda de Tamputocco, Manco emerge de uma espécie de janela, a capactocco, emoldurada em ouro e liderando uma marcha guerreira, os tupayauri: seres feitos de ouro que lhe serviam de escolta, os quais depois ele enterra em solo fértil para protegê-lo dos poderes da destruição e do mal. Enquanto seus irmãos, que estavam junto a ele mas sem a escolta dos tupayauri foram transformados em pedra pelos huacas (espíritos do mal), Manco consegue destruí-los, graças aos seus guardiões dourados. Em retribuição, quando Manco ordena a construção do Inticancha (templo do sol), pede a seus ourives que confeccionem um grande prato em ouro que significava que “existe um Criador do Céu e da Terra” . Este prato foi colocado em um jardim adjacente ao templo, onde uma árvore tinha suas raízes cobertas por ouro e frutos feitos em ouro adornavam seus galhos.
O ouro, para os Incas, assim como para várias outras civilizações, era um símbolo religioso, um sinal de poder e um emblema de nobreza. O metal, escasso durante a primeira dinastia, só era usado pela família imperial e por distintos membros da sociedade Inca. Estes objetos e ornamentos feitos em ouro como sandálias, chamadas Ilanquis, escudos (chipana) e o parat, espécie de peitoral.
Os sacerdotes Incas rezavam nos templos para que as sementes germinassem na Terra e que o ouro continuasse a aparecer no leito dos rios e em veios subterrâneos, e que os Incas triunfassem sobre todos os inimigos. As vitórias Incas aumentaram o valor mítico do ouro e seu uso ornamental. Os triunfantes Incas exigiam dos vencidos tributos em ouro e outros metais que serviam para enriquecer os palácios de Cuzco e o templo de Coricancha.

DIAMANTES FAMOSOS Parte I

DIAMANTES FAMOSOSParte I


História, perfeição e dimensão são alguns dos fatores que serviram para transformar alguns diamantes em jóias excepcionais e místicas:
  • Diamante Tiffany , 128, 5 quilates - Este célebre diamante é considerado como um amuleto para a famosa maison norte-americana. Encontrado nas minas do Cabo da Boa Esperança (atualmente Kimberley) através da prospecção da Companie Française des Mines de Diamants na forma de um octaedro de 287,42 quilates, em 1877 ou 1878, foi enviado á Paris para ser lapidado, trabalho que demandou um ano de estudos da gema. O resultado é um magnífico trabalho de lapidação com 82 facetas que destacam a cor amarela do diamante. O diamante é peça principal da jóia Bird on a Rock , criada pelo designer francês Jean Schlumberger e faz parte da Coleção Tiffany & Co.
  • Belo Sancy, 35 quilates – Menos conhecido do que o diamante Sancy, ou Grande Sancy, que se encontra no Museu do Louvre, o Belo Sancy (também chamado de Pequeno Sancy) é uma gema excepcional, por sua história. O diamante apareceu em registros, pela primeira vez, em 1595, quando o Seigneur de Sancy, Nicolas Harlay de Sancy, futuro Ministro das Finanças do rei francês Henrique IV, o coloca à venda. Em 1604 ele é finalmente comprado pela rainha Maria de Médicis por uma soma de 25.000 escudos de ouro, apesar de ter sido estimado pelo dobro deste valor. A rainha o porta na sua coroa. Em 1642, após a morte de Maria de Médicis, suas jóias são postas à venda e o Belo Sancy é comprado por Frederico-Henrique de Orange Nassau, príncipe holandês. Em 1702, a gema passa, por herança, a Frederico II de Hohenzollern, primeiro rei da Prússia. O diamante, qualificado de "belo" em razão da perfeição de sua lapidação, faz parte até hoje da família Hohenzollern , na Alemanha.
  • O Incomparável, 407,48 quilates – A gema foi encontrada na República Democrática do Congo na década de 80 do século passado. Depois de quatro anos de trabalho, os profissionais encarregados da lapidação finalmente decidiram remover as partes que continham impurezas e, assim, obter um diamante menor, mas perfeito. O Incomparável, oficialmente, é o terceiro maior diamante conhecido no mundo e pertence à companhia ZALE Corporation, dirigida pelo diamantário nova-iorquino Marvin Samuels. O maior diamante do mundo , classificado na mesma categoria de cor do Incomparável, a champagne, é o Golden Jubilee, que pesa 545,67 quilates e embeleza o cetro do rei da Tailândia.
  • O Mouna, 112,53 quilates – Este diamante, cujo nome vem de sua antiga proprietária, Mouna Ayob, é, dentre as gemas de grande talhe, um dos diamantes amarelos de cor mais intensa que existem. Sua maravilhosa coloração é de um intenso amarelo-alaranjado, foi montada em jóia pela maison Bulgari e faz parte de uma coleção privada.

DIAMANTES FAMOSOS Parte II

DIAMANTES FAMOSOSParte II



  • Olho do TigreO Olho do Tigre, 61,50 quilates – Este diamante distingue-se pela sua cor marrom - dourada que, ao refletir a luz, lembram as cores presentes nos olhos de um tigre. Descoberto no rio Vaal, perto de Kimberley – África do Sul - em 1913, seu peso bruto era de 178,50 quilates. A gema lapidada em um talhe derivado do brilhante, foi montada em jóia em forma da aigrette de um turbante, em 1934. Atualmente, faz parte de coleção privada.

  • O Banjarmasin, 40 quilates – Este diamante é um dos maiores diamantes encontrados em Bornéu. A mina onde foi encontrado pertencia ao sultão Adam de Banjarmasin e o diamante passou a fazer parte do tesouro real a partir de 1824. Após a morte do sultão, a região entrou em uma guerra civil que só terminou com a intervenção colonialista holandesa. Consequentemente, o diamante e outros tesouros reais foram confiscados e levados para Rotterdam em 1862. Atualmente, integra a coleção do Rijksmuseum, Amsterdam, Holanda.

  • DutoitspanO Dutoitspan, ou O Diamante SeisUmSeis, 616 quilates – Esta maravilhosa gema é o maior diamante conservado bruto. O Grupo De Beers optou por não lapidá-lo, para o conservar como um tesouro de história natural. Este cristal, encontrado em abril de 1974 na mina de Dutoitspan, em Kimberley - África do Sul - possui uma bela forma octaédrica. Coleção DTC.

  • O Tavernier, 56,07 quilates – Para comemorar o século XXI, a Maison Cartier revelou este diamante ao mundo. Montada em uma jóia desenhada por Micheline Kanoui, sua aparição pública causou sensação. O Tavernier é um diamante de um tipo muito raro, chamado de "camaleão", pois sua cor muda de acordo com a qualidade da luz. De um delicado marrom-amarelado à luz artificial, adquire nuances azuladas à luz solar e ainda podem-se descobrir nele tons marrom-rosados. O nome da gema é uma homenagem ao explorador e comerciante de diamantes francês Jean-Baptiste Tavernier (1605-1689). Foi na Índia que Tavernier adquiriu o famoso Diamante Azul que fez parte das jóias da Coroa da França. Roubado em 1792, reapareceu no século XIX sob o nome de Hope, montado em jóia pela Maison Cartier. Atualmente o Hope faz parte da coleção do Instituto Smithsonian em Washington, EUA.

Chinesa ZEPC negocia entrada na hidrelétrica de Belo Monte, dizem fontes

Chinesa ZEPC negocia entrada na hidrelétrica de Belo Monte, dizem fontes


 


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Por Reuters SÃO PAULO (Reuters) - A chinesa Zhejiang Electric Power Construction (ZEPC) tem negociado a possibilidade de adquirir ao menos uma fatia na hidrelétrica de Belo Monte, no Pará, que quando concluída será uma das maiores do mundo, disseram à Reuters duas fontes com conhecimento do assunto. A usina do rio Xingu, que receberá cerca de 35 bilhões de reais em investimentos, tem como principais acionistas a estatal federal Eletrobras, as elétricas Neoenergia, Cemig, Light, além da mineradora Vale e os fundos de pensão Petros e Funcef. Na semana passada, o presidente da Eletrobras, Wilson Ferreira Jr., admitiu a jornalistas que sócios de Belo Monte têm buscado interessados em comprar suas fatias na usina. Na ocasião, ele disse que a Eletrobras irá aguardar essas tratativas para decidir se adere à transação. Se a empresa chinesa estiver disposta a comprar uma participação controladora, ela teria que oferecer a mesma oferta aos demais sócios, o que poderia elevar o valor do negócio. Isso explica também por que a Eletrobras está aguardando os desdobramentos das negociações. As fontes, que falaram sob a condição de anonimato porque as conversas são sigilosas, disseram que as negociações estão em andamento, mas não citaram valores. A hidrelétrica de Belo Monte já possui dez máquinas em operação, mas a conclusão total do projeto é estimada para 2019. A usina recebeu investimentos de 31,6 bilhões de reais até o final de 2016, de um total de 35,2 bilhões de reais previstos até o final da obra, segundo a Eletrobras. Uma das fontes disse que os acionistas estão insatisfeitos com as perspectivas do empreendimento, que ainda não gera lucro e ao mesmo tempo tem exigido constantes aportes de capital. Os planos de algumas empresas para sair de Belo Monte vêm também em um momento em que muitos dos acionistas passam por dificuldades financeiras ou movimentos de reestruturação. Cemig e Vale têm falado em realizar desinvestimentos para reduzir dívidas, assim como a Eletrobras, enquanto os fundos de pensão Petros e Funcef têm revisto o portfólio de ativos após perdas. Procurada, a Norte Energia, que reúne os sócios, disse que informações sobre eventual venda não passam pela companhia e devem ser tratadas junto aos acionistas. A Eletrobras disse que está preparada para exercer ou não seu direito de tag along no empreendimento, mas ressaltou que não comenta as negociações dos demais sócios. A Neoenergia afirmou que "não há nenhuma negociação em curso". Cemig, Light, Petros e Funcef não retornaram pedidos de comentário. A Vale não quis comentar. O site da ZEPC, que tem negócios em energia térmica e hidrelétrica na China e no exterior, afirma que o objetivo da empresa é "constituir-se em uma companhia de engenharia de primeira classe na China e ter certa influência internacional na engenharia elétrica e outros segmentos de infraestrutura". Não foi possível encontrar um porta-voz da ZEPC para comentar imediatamente. USINA DE PROBLEMAS A usina de Belo Monte tem acumulado problemas que ajudam a explicar o interesse de acionistas em deixar o negócio. O empreendimento é alvo de investigações da Operação Lava Jato, em que autoridades apuram um enorme escândalo de corrupção no Brasil. A usina também tem enfrentado diversas ações judiciais por impactos socioambientais. Nesta sexta-feira, a Reuters publicou que uma decisão judicial suspendeu a licença de operação da hidrelétrica. À parte essas disputas, a Norte Energia ainda viu o Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) travar a liberação de 2 bilhões de reais que seriam utilizados para concluir a usina, o que tem obrigado os sócios a colocar mais dinheiro nas obras. O contrato entre Norte Energia e BNDES previa a liberação dos recursos apenas se Belo Monte conseguisse vender a um preço pré-determinado uma parte de sua energia que ainda está descontratada, o que ainda não ocorreu. Parte dos acionistas tenta obrigar a Eletrobras a comprar a energia para assim liberar os recursos do BNDES. O assunto atualmente é alvo de uma disputa em processo de arbitragem. Os chineses, por sua vez, têm demonstrado forte apetite para grandes projetos hidrelétricos e de infraestrutura pelo mundo, com os quais podem vender equipamentos e ampliar sua presença global. SANTO ANTÔNIO Outra importante usina do Brasil, a hidrelétrica de Santo Antônio, em Rondônia, também está no alvo de uma empresa chinesa, a State Power Investment Corporation (SPIC), disse uma terceira fonte à Reuters, confirmando informações que circulam no mercado. O jornal O Estado de S.Paulo publicou em fevereiro que a SPIC estaria próxima de fazer uma proposta pela usina. Na semana passada, Ferreira, da Eletrobras, disse que a usina em Rondônia, uma das maiores do Brasil, já recebeu uma oferta não vinculante e que uma proposta vinculante pode ser apresentada até abril. A SPIC entrou no Brasil em 2016, com a compra de ativos de energia eólica da australiana Pacific Hydro no país. Orçada em cerca de 20 bilhões de reais, Santo Antônio tem como acionistas a Eletrobras, além de Cemig, Odebrecht e SAAG Investimentos. A Odebrecht Energia disse que "seguem as negociações para alienação de sua participação" na usina, "com o movimento natural de entrada e saída de alguns interessados na aquisição dos ativos". "No grupo de potenciais compradores, há, entre outros interessados, companhias chinesas", adicionou. A Eletrobras disse que não comenta movimentações dos sócios. A Cemig não respondeu imediatamente a pedidos de comentário. A SAAG disse que não vai comentar. Não foi possível contatar imediatamente representantes da SPIC.